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quinta-feira, 4 de julho de 2013

ELLE MACPHERSON

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ESTAVA EU DE FÉRIAS E...
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Estava eu no gozo pleno de umas nada merecidas férias, quando o meu amigo Paulo decidiu abandonar o barco. Já num dos dias anteriores o Vítor, outros dos amigos que tenho, tinha decidido o mesmo. Fiquei triste e até, direi, estupefacto. O barco, se bem que com muitos rombos, ainda não tinha afundado, nem estava em vias de. 
Mas quando falamos de ratos, é sempre assim, são os primeiros a abandonar o "nabio".
O Vítor já se tinha explicado a quem o quis ouvir, atacando e despejando responsabilidades para o Comandante e outros. O Paulo, inteligente e sagaz, explica-se com a saída do primeiro e com a sua não concordância com a política de substituições praticada a meio do jogo.
O certo é que ficamos quase abandonados à nossa sorte, com todos os chefes máximos de algum do pessoal mínimo a manifestarem o desejo profundo de ajudar a afundar a embarcação, berrando, gesticulando, fazendo comunicações sonolentas e, quase todos, a porem-se em bicos de pés de modo a tentarem que os que realmente importam os vejam. Para além disso, os que ainda aceitam emprestar-nos o graveto para o "pitrol" começaram a subir as taxas de juro, enquanto as acções cotadas em bolsa descem num trambolhão digno de registo.
Entretanto o Comandante que aceitara a fuga do Vítor (que no meio do mar é cuspido por tudo quanto é peixe), diz não aceitar a de Paulo, e puxa-o para bordo, numa cena caricata digna de desenhos animados da célebre doninha fedorenta.
Paulo, fazendo jus à sua inteligência e sagacidade (o que nunca se poderia dizer de Pedro), faz uma fita, bate com os pés no chão, berra um poucochinho, gesticula, ajeita a melena curta, coloca o seu sorriso matreiro (símbolo de oportunismo ou, dirão outros, de sentido de oportunidade), e diz-lhe que até aceita não deixar o barco afundar, mas que quer mais poderes para os seus apaniguados e porventura para ele próprio. E começam a conversar os dois, Pedro e Paulo (com a hipótese de o Paulo se deixar trazer para o barquito, bem clara na postura física de ambos), lado a lado, como bons amigos que nunca o foram. 
Os arautos da desgraça do nosso navio, descem a terreiro e continuam a falar alto, e um até começa um aparvalhado périplo pelas cidades da Europa, a ver se ganha alguma credibilidade. Mas tudo é em vão. Nada conseguirão que os acalme. 
De uma forma ou de outra, as notícias atropelam-se, sendo que tudo pode vir a acontecer, desde a saída definitiva de Paulo, à sua permanência numa outra pasta, por exemplo na da Economia, passando pelo reforço do número de elementos no Governo afectos ao PP, ou pelo descalabro, imposto pelo Presidente.
Talvez que isto se componha, talvez que apareça alguém que seja capaz, talvez que um dia, eu acredite na seriedade e competência de quem nos governa o barco. Talvez!
O nosso navio está mal comandado, muito foi feito mal e o pouco que se fez de bem foi realmente muito pouco, mas muitos dos que contestam esse comando querem tão somente mandar, trocar de lugar com quem manda nesta altura, mesmo que isso represente de uma vez por todas uma igualdade ao navio grego e o descalabro total.
No entretanto, e como estou de férias, embora como disse muito pouco merecidas, vou deliciando os olhos, enquanto posso, na maravilhosa Elle MacPherson que aos 49 anos faz roer de inveja muitas pessoas e não tem ninguém a seu lado a abandonar o navio.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - LÁ COMO CÁ ... UMA TRISTEZA

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É UMA TRISTEZA MAS PORTUGAL ESTÁ ASSIM
LÁ, COMO CÁ
A CULPA, É DOS DESMANDOS ANTIGOS E ... DO GASPAR!
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E o corte dos quatro mil milhões? A coisa ainda não parou! Expliquem lá tudo muito direitinho se faz favor.
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domingo, 29 de janeiro de 2012

OS CAVAQUISTAS NÃO GOSTAM DO SENHOR GASPAR? ENTÃO O HOMEM DEVE SER MESMO BOM!

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CAVAQUISTAS QUEREM O MINISTRO GASPAR FORA DO GOVERNO
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Gaspar não os poupa, Gaspar não dá descanso, Gaspar corta a direito, Gaspar não aceita certas formas de previlégio, Gaspar não gosta de alguns direitos adquiridos, Gaspar tomou o pulso ao País e abanou a tibieza geral que nos arrasta para o fosso lamacento em que vivemos há já demasiados anos, Gaspar retira a alguns previligiados a possibilidade de se encherem no bandulho orçamental, Gaspar é um chato peçonhento e com os "ditos" no sítio, Gaspar tem pulso e quer um Portugal que trabalhe muito e demonstre que o faz bem, antes de exigir regalias e direitos.
Agora querem que o senhor se vá embora, porque estará a dar cabo do modelo social e económico que se construiu após  a revolta dos capitães, e acerca do qual os governos do senhor Cavaco Silva tiveram um papel fundamental.
Olhando para o que durante esse período fizeram os ministros das Finanças de Portugal os primeiros ministros de então até há bem pouco tempo, os partidos da "esfera" do poder e os sindicatos e centrais sindicais do nosso País, se hoje os senhores cavaquistas querem que o senhor Gaspar se vá embora é porque ele deve ser realmente muito competente.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

UM POVO MUITO SENSÍVEL À COR





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A ROSA E A LARANJA, QUAL DELAS A MAIS AMARGA
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Levamos seis anos com uma manta rosa e remendada, cheia de buracos por onde todos pensavam poder fugir.
A manta, diga-se passagem já trazia buracos quando no-la deram, mas eram ainda pequenos e poucos sabiam dela.
Depois foi o que se sabe, tudo se ficou a saber, tiraram-nos a manta rota, rosa e remendada e deram-nos uma novinha cor de laranja.
Mas esta nova manta que nos deram não quer ter remendos nem buracos, e os tipos que no-la trouxeram avisaram logo que iriam por tudo a toque de caixa. E tudo por causa de um buraco que se sabe que é cada vez maior.
Aí os tambores começaram a rufar e o povo a olhar para ver no que iria dar.
Ora o Zé Povinho, já de longa data muito sensível à cor que sempre os tapou, vai de começar a protestar. Então não vão lá ver que esta capa novinha em folha não nos protege de nada? Vamos ter de pagar os anos de folia e desgoverno e ainda por cima com língua de palmo, vendo que os que nos colocaram nesta posição ou são inimputáveis ou foram para França?
Esqueceu-se o Zé que depois de seis anos de cretinice só mesmo com pau de marmeleiro para colocar tudo de novo no seu devido lugar, e calado que esteve durante os anos socráticos começa a falar agora contra tudo e contra todos. Mas, fiel à sua condição de mandado, fala baixinho para que se ouça pouco, não vá o diabo tecê-las.
Dão aos pobres o que os ricos esbanjam, está mal. 
Sobem os bens essenciais, está mal.
Tiram as gravatas, está mal.
O homem fala através do Facebook, está mal.
O décimo terceiro mês vai ter cortes e vem por aí a baixo, está mal.
O Iva vai por aí a cima, está mal.
As despesas por aí a baixo, está mal (não porque esteja mas porque não se acredita que aconteça, e também porque sim).
Etc.
Entretanto o senhor Ministro da Economia veio hoje a terreiro para falar do corte nas despesas. Afinal enganou-se no papel e falou na subida antecipada do Iva para o Gás e para a Electricidade. E logo de seis para vinte e três por cento. Está mal, claro. Afinal essa subida era só para acontecer em Janeiro e o senhor quer que seja a partir de Setembro. Mas, era para subir, segundo o acordo com os estrangeiros que nos vão emprestar o dinheirinho que nos falta, porque alguém ou "alguéns" o gastaram entretanto.
Esperemos que estes esquecimentos, ou enganos dos senhores Ministros não continuem a aparecer, ou então estamos só a ter mais da mesma manta rote e remendada.
Vá lá que o Zé Povinho é de brandos costumes e até entende estas coisas. 
Teve foi azar, acontece tudo isto antes de ele ter hipóteses de chegar a um poleiro e fazer o que durante tantos anos tantos fizeram.

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