segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

LOUREIRO, BPN, CAVACO

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TEM DE SE DEMARCAR!

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Cavaco Silva, se quiser ser reeleito por mais cinco anos, quando chegar a altura devida, tem de se demarcar de Loureiro. Assim não pode continuar. Toda a gente sabe que o Presidente tem um nome intocável, e o que ele diz é lei. Mas, o diabo tece-as, e se ele não se acautela, e não arranja maneira de fazer sair de Conselheiro de Estado este antigo administrador do BPN, ainda acaba por se aleijar.
Sobre os 38milhões de euros, perdidos em Porto Rico no espaço de sete meses, e com documentos assinados por Loureiro a caucionar o negócio, ouve-se falar de esquecimentos, enganos, e agora da possibilidade de perjúrio.
Nada disto é admissível, e o Presidente tem de actuar. Para bem de todos!

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JM
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CLUBE DOS PENSADORES EM LIVRO

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APRESENTAÇÃO A 13 DE MARÇO
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Pedro Santana Lopes, fará a apresentação do livro da autoria do dr. Joaquim Jorge, no qual também escreve o prefácio.
Notícia AQUI, e também AQUI!

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ORQUESTRA VIRTUAL

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DOIS PORTUGUÊSES NA ORQUESTRA VIRTUAL DO YOU TUBE
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Há DOIS portuguêses, nos pré-seleccionados para a Orquestra do You Tube. Neste momento a selecção passa também por uma votação pública pelo que devem votar nos nossos compatriotas.
Rodolfo Vieira, actualmente está a estudar violino em Chicago, e Tiago Santos, está a estudar no ESART, em Castelo Branco



Para votar em Rodolfo Botelho Vieira devem seguir as seguintes instruções:




1. Devem ir a http://www.youtube.com/symphony
2. Clicar em Vote
3. Na página seguinte na caixa de "search" escrevam mscd000 e depois clicar em Go.
4. Clicar em cima da imagem
5. Clicar na Mão Verde ... (caso gostem, claro!)

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Para votar em Tiago Santos, tudo igual ao anterior excepto no ponto 3, onde escreverão Tiagov6



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JM
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PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS IX

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LÁ, COMO CÁ!
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Lá, como cá, o homem venceu. Se convenceu ou não toda a população, logo se saberá. Se as eleições foram sérias, talvez nunca se saiba. Mas que de agora em diante ele pode concorrer sem limite de vezes à presidência, é já um facto.
Por cá, o homem também venceu, com percentagens diferentes, mas com abstencionismo também muito diferente. Se convenceu ou não os que não foram votar, logo se saberá. Que as eleições foram sérias, não tem dúvidas que se saibam. Mas que de agora em diante ele tem nova obrigação para com os seus pares, é já um facto.
Lá como cá, parece que vamos ter de aguentar com estes senhores durante muito tempo.

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JM
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NESTA QUARTA-FEIRA, NÃO FOI EXCEPÇÃO

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PERGUNTAS, RESPOSTAS, E TAMBÉM NÃO!

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Tenho por hábito ouvir rádio.

Às vezes ouço, por entre outras músicas e outras falas, o debate quinzenal na Assembleia da República.

Nesta quarta-feira, não foi excepção.

Por entre uma ida ao café, para beber um cimbalino, a procura e audição de músicas noutras estações de rádio, e a leitura diagonal de um jornal diário, lá fui ouvindo, aos bocadinhos, partes das perguntas dos deputados, e das respostas do nosso Primeiro.

O governo tinha escolhido como tema para o debate desta semana, a economia.

De uma maneira geral, tanto nestes debates quinzenais, como no dia-a-dia que se vê e ouve no canal de televisão, Parlamento, a pobreza dos discursos e das ideias é evidente.

Nesta quarta-feira, não foi excepção.

Neste debate sobre a economia, que é um tema de enorme importância, em especial nos dias de hoje, com toda a crise que se vive mundialmente, ouve-se de tudo. Ouvem-se insultos e ataques pessoais, ouve-se propaganda, ouvem-se insinuações, vitimizações, aldrabices, enganos e ofensas, ouvem-se respostas sem que a resposta seja dada, truques e malabarismos de palavras, práticas enganosas, num rol imenso de situações, que transmitem uma imagem confrangedora e triste.

Espera-se nestes debates, ouvir propostas, sugestões e ideias para o combate nacional aos problemas que são de todos. Espera-se nestes debates, elevação nas palavras e nas ideias. Esperam-se nestes debates, iniciativas de trabalho em conjunto, para encontrar soluções.

Diz-se que quem espera sempre alcança, mas no caso dos políticos de Portugal, e em especial nos que são pagos por nós para resolver os nossos problemas, o melhor é esperar sentado, porque a espera é muito longa e as pernas não aguentam tanto sacrifício.

Nesta quarta-feira, não foi excepção.

É verdade que são todos muito educadinhos. Começam sempre por se dirigir ao Presidente da Assembleia e depois a todos os outros membros da câmara, dirigindo-se só então ao interlocutor directo, a quem chamam de “Vossa Excelência, senhor Deputado”, ou “senhor Primeiro Ministro” ou “senhor seja quem for”. O pior vem depois. É que a seguir ao epíteto excelência, vem o insulto, a mentira, a suspeição, só faltando mesmo a chamada à liça dos progenitores ou outros membros da família.

Nesta quarta-feira, não foi excepção.

As perguntas sucederam-se, umas às outras, sem que houvesse da parte do nosso Primeiro, uma resposta cabal a cada uma delas. Pelo menos assim foi considerada pelos interlocutores de cada vez que viam ser respondida qualquer questão que tinham posto.

Ouvi falar sobre campanhas azuis, vermelhas, laranjas e negras, falta de propostas, vergonhas, ataques cobardes, mentiras e por aí fora. Ouvi desaforos e insultos baixos, vindos de vozes perdidas no meio da câmara. Ouvi perguntas, mas poucas ou nenhumas respostas concretas às questões postas, sobre economia e suas soluções, a não ser a repetição exaustiva do que foi feito (e muito bem feito, segundo o nosso Primeiro) pelo governo até agora.

O Primeiro-ministro, é especialista em dar respostas compridas, minuciosas, pormenorizadas, sem responder a uma linha das questões que lhe foram postas.

Nesta quarta-feira, não foi excepção.

Para que serve e a quem serve este espectáculo?

Não serve para nada, e a mim, não serve com certeza!

Estou cansado desta gente.


(in O Primeiro de Janeiro, 16-02-2009)

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(Também publicado no Clube dos Pensadores, em versão reduzida, onde também poderá ler comentários)

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(

JM

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UMA PERGUNTA (ABERTA) AO SR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

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EX.MO SR. DR. RUI RIO,
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É do conhecimento geral que a nossa cidade tem perdido habitantes ao longo dos últimos anos, que o centro da cidade está cada vez mais desertificado, que o número de casas degradadas é enorme, e que, também por causa disto tudo, a segurança dos cidadãos é cada vez menor.
É do meu conhecimento, e evidentemente do seu, não sabendo eu se é do conhecimento geral, que só há cerca de 900 habitantes no centro da cidade e que por exemplo na Rua do Infante D. Henrique só há 7 (sete) habitantes e na Rua de Mouzinho da Silveira só há 15 (quinze). Ambas as ruas, como se sabe, na zona nobre e histórica da cidade.
Pergunto eu e penso que todos os nossos concidadãos pretendem saber a resposta:
- Que fez, que faz, ou que vai fazer ainda durante este mandato, para inverter este estado de coisas? Que vai prometer aos seus eleitores, sobre este assunto, na próxima campanha para as eleições autárquicas? Que percentagem do que vai prometer espera cumprir?
E por hoje é só.
Aceite os meus melhores cumprimentos e,
Desculpe qualquer coisinha.

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(Também publicado no blogue Clube dos Pensadores, onde poderá ler comentários)

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JM
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS VIII

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QUEM FALOU EM CAMPANHAS?

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Esta é que poderá mesmo vir a ser considerada a Campanha Negra.
Uma verdadeira bomba neste domingo soalheiro.
Durante todo este tempo, houve alguém que nos andou a mentir. A mentir descaradamente. A nós todos. A todo o mundo.
A quem aproveita a destruição de Gonçalo Amaral?
Maddie, Joana, que relação?

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JM
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PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS VI

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SERIA ASSIM COM A REGIONALIZAÇÃO FEITA?

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Segundo o DN online, há 3417 km de estradas que não têm dono. Já não pertecem às Estradas de Portugal, nem ao Governo, nem às Autarquias, uma vez que há um diferendo entre estas tês entidades, não existindo uma entidade administrante conhecida.
Ninguém cuida delas, pois que desde 2007, esta situação se mantém.
Mais um buraco em que este governo nos meteu.

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JM
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PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS V

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GRANDE LÍDER, GRANDE IRMÃO!
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José Sócrates foi reeleito pela terceira vez secretário-geral do PS ao reunir 96,43 por cento dos votos nas eleições directas do partido, que decorreram entre sexta-feira e ontem

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Quem diria que tal fosse possível, 96,43% dos votos, quase unanimidade!
Uma cópia quase perfeita do que se passou na eleição de Paulo Portas, na eleição de ,Jerónimo de Sousa e em menor escala na eleição de Francisco Louçã.
Neste nosso país de faz-de-conta, lá vamos gramar com o senhor mais uns tempos, e tê-lo como candidato de novo, a Primeiro Ministro. Infelizmente, a nível nacional, e nos partidos que com ele concorrem directamente, não parece haver ninguém melhor colocado para vencer as próximas eleições legislativas.
Mas, a esperança ainda não faleceu!
Longa vida ao camarada Pinto de Sousa, Deus o guie e não nos desampare.

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JM
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS III

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COM AMIGOS DESTES, QUEM PRECISA DE INIMIGOS?

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PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS II

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RECESSÃO
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JÁ NÃO ESTAMOS EM RECESSÃO TÉCNICA.
A PARTIR DE HOJE, A RECESSÃO É OFICIAL.
2% NEGATIVOS, IGUAL AO SEGUNDO PIOR RESULTADO DA ZONA EURO.
DESDE HÁ 18 ANOS QUE NÃO TÍNHAMOS VALORES TÃO MAUS.
AINDA À POUCO TEMPO, O SR SÓCRATES DIZIA QUE A CRISE NOS IRIA PASSAR AO LADO, CRIANDO EM TODOS NÓS MUITAS ILUSÕES.
AS PREVISÕES DA ÚLTIMA REVISÃO DO ORÇAMENTO DE ESTADO, JÁ ESTÃO MUITO DESACTUALIZADAS.

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O NOSSO PRIMEIRO, EM CAMPANHA PERMANENTE, PREOCUPADO COM O CASAMENTO DE HOMOSSEXUAIS, MEDIDAS ROBIN DOS BOSQUES OU PREC DE SEGUNDA GERAÇÃO, E OUTRAS, ESTÁ COM O NORTE PERDIDO, E PRECISA DE SAIR, SE NÃO PELO SEU PÉ, A PONTAPÉ!

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JM
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PENSAMENTOS REACCIONÁRIOS

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PENSAMENTO

QUEM TERÁ RAZÃO?

1- O governo Português aumenta o tempo da licença parental até seis meses ou mesmo até um ano, bem assim como o seu valor.

2- Em França, Sarkosy propõe a diminuição do tempo de licença de parto das Francesas.

DUAS MANEIRAS DE ENFRENTAR A CRISE ECONÓMICA

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JM
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PROTECCIONISMO ILEGAL

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PROTECCIONISMO
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Dizem que é proteccionismo, que é intolerável, que numa Europa a 15, 27 ou 35, ou o número que chegar a ser, isso não se pode fazer e que terá de haver sanções graves se tal se chegar a verificar. Estas medidas, já motivaram até, reuniões de emergência a nível Europeu, para debater o assunto. Mas, o plano já está em execução.
Indiferente ao que dizem, o homem, Sarkosy, Presidente Francês, que é de direita, apoiado por um partido de direita, com pensamento de direita, tem atitudes que a mim mais me parecem de esquerda.
Nem a esquerda francesa se atreveria a chegar tão longe, em muitas das suas actuais medidas.
O que lhe importa é ver o seu país, a andar para a frente no meio desta crise mundial. O resto não interessa muito.
Tem coragem este senhor!
Entre as várias medidas que recentemente tomou, a de apoio ao sector automóvel, com as contrapartidas que exigiu, é a meu ver, de louvar.
Quem me dera que em Portugal, tivéssemos homens de visão, como este, a comandar-nos!


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(Também pode ler este post, no blogue Clube dos Pensadores, onde se podem ler comentários)
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JM
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ARCO DE SANTANA

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ESCADAS DO BARREDO - ARCO DE SANTANA - SÉ - PORTO

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JM
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

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PORTO - SÉ

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Depois do pedido público aqui deixado pelo meu amigo e dono do blogue Objectiva.mente, não podia deixar de colocar aqui algumas fotografias.
Cá estão 3, amigo Arq..
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JM
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CAMPANHÃ

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PORTO - CAMPANHÃ 2

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JM
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CAMPANHÃ

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PORTO - CAMPANHÃ

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JM
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SOLIDARIEDADE

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JÁ NÃO SE PODE SER BOM

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Três amigos decidiram, quatro anos atrás, implementar um projecto de ajuda a deficientes carenciados.

Esse projecto de solidariedade, que teve como exemplo a campanha nacional da Associação Tampa Amiga, consistia em juntar tampas plásticas, de garrafas, e posteriormente trocá-las por cadeiras de rodas.

Vivendo para os lados de Santarém, fixaram lá a sua actividade de voluntariado, com a ajuda do Governo Civil.

Ao longo de alguns anos, ajudaram muitos deficientes sem meios, a terem cadeiras de rodas e equipamentos ortopédicos.

Entretanto, alguém, por certo um dos seus vizinhos escalabitanos, amigo do seu amigo e respeitador intransigente da lei, denunciou os três amigos que, por falta de mais espaço para armazenamento das muitas tampas (cerca de cinco toneladas), utilizavam um terreno desocupado.

Os fiscais do ambiente, puseram-se a caminho e multaram a proprietária do campo.

Como é evidente, o movimento de solidariedade cessou (Julho de 2008), suspendendo a recolha de tampas, e começando a, a pouco e pouco, desocupar o terreno.

Os prejudicados, para além dos que tiverem de pagar a coima (ainda não se sabe o valor da multa, mas pode variar entre 1500 e 3750 Euros), são os deficientes carenciados de Santarém.

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Não sei o que leva, seja quem for, a fazer queixa de outra pessoa, cujo único intuito é ajudar o próximo.

Gentinha como esta que fez a queixa, feia , má e invejosa (e há tanta assim espalhada pelo nosso país), que só prejudica e nada constrói, deveria ser obrigada a fazer uma reciclagem, onde aprendesse regras de convivência e solidariedade, bem assim como fazer trabalho comunitário.

Só se espera, ao fim deste tempo todo, que os fiscais, e os seus superiores que irão tomar a decisão de qual a multa a aplicar, deixem cair para valores irrisórios o valor da coima neste caso.

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Já não se pode ser bom, neste nosso Portugal.


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(in O Primeiro de Janeiro, 11-02-2009)

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JM

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ISTO ANDA BONITO, ANDA!

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NOS DIAS DE HOJE, VEJO CADA CENA MACACA!
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Buraco
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O buraco do BPN já vai em 1 800 milhões de euros. Será que fica por aqui?
Desta maneira, lá se vão duas pistas e o terminal de carga do novo aeroporto de Alcochete ou 100km de TGV.
E o zé povinho a pagar através da CGD, banco nosso, de nós todos, que já injectou 1 400 milhões no agora nacionalizado nosso BPN.
Fizeram bem em nacionalizar o dito, ou foi mais uma "brilhante argolada"?
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IRS
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O sr Ministro das Finanças fez anunciar mais uma medida que nada tem de eleitoralista. Coisa que já poderia ter sido feita há anos, mas da qual se tem esquecido.
a partir de agora, após preencher via internet a declaração modelo 3, receberá o respectivo reembolso no mês seguinte.
Vamos acreditar que esta acção não é feita agora para acalmar as gentes e captar mais uns votitos?
O povo é sereno, já houve quem o dissesse, mas será também parvo?
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Déficit
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Cada Português, eu e cada um dos restantes habitantes do meu País, crianças e velhos e mulheres e homens, todos incluídos, deve ao estrangeiro 15 000 euros. O valor total, 150 000 milhões de euros, corresponde a quase 90% do que Portugal consegue produzir anualmente. Só no ano passado, de Janeiro a Outubro, a dívida aumentou 14 000 milhões de euros.
Com tantos milhões a serem perdidos e gastos anualmente, com o País a produzir exclusivamente para pagar dívidas - só em juros anuais são mais de 3 000 milhões de euros - o governo ainda nos quer endividar mais, com obras públicas megalómanas e milionárias.
E nós, povo deste País, plantado à beira mar, lá continuamos a assobiar para o lado, esquecendo o evidente, e parecendo acreditar no vendedor da banha da cobra.
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Regionalização
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O nosso Primeiro, quer um consenso político alargado sobre a regionalização, antes do referendo, com base num modelo com 5 regiões.
Levantou esta bandeira, pouco tempo antes das próximas eleições, sem quaisquer motivos eleitoralistas, somente porque entende que as diversas regiões do País, devem ter voz política e voz própria.
E nós, povo deste País, acreditamos que ele, expoente máximo do poder político, só quer o nosso bem, e faz tudo isto convencido da necessidade da regionalização, para melhoria de todo o Portugal. Ainda há muito gente crente, eu sei!
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Casamento entre pessoas do mesmo sexo
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Anda o nosso Primeiro muito atarefado a tentar captar votos à sua esquerda.
Assim, para convencer os clientes do Partido Comunista, do Partido Os Verdes e do Bloco de Esquerda, lá aceitou dizer que quer discutir e aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. diz que entende ser uma medida de maior importância para o País.
Será que convence alguém de que é unicamente por acreditar na igualdade, na tolerância e na liberdade, que diz aceitar vir a aprovar uma proposta como essa?
Não se vê logo o eleitoralismo evidente?
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Obama
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Não podia deixar de falar neste homem, que é a esperança da humanidade para muita gente.
Será que a sua cor, começa a empalidecer?
Afinal as prisões de pessoas, que se julgue serem ou poderem ser, ou mesmo vir a ser uma ameaça aos EUA, têm autorização para continuar.
Por motivos de maroscas fiscais, já teve duas baixas na sua administração.
Qualquer dia, para muita gente, ainda estará mais branco que Michael Jackson.
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(Citado no Jornal de Notícias, 06-02-2009, pag. 30/Blogues)
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(in O Primeiro de Janeiro, 10-02-2009)
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JM
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

DE SAÍDA




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SCOLARI A SAIR...

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COPIADO DO BLOGUE ARRASTÃO




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british jobs for british workers



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ACINTOSO


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NO JN
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Gosto dele assim, acintoso, como deveria ser sempre nas entrevistas em estúdio.


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SCOLARI

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SCOLARI
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DISPENSADO COM EFEITOS IMEDIATOS
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Foi posto no olho da rua por manifesta e total incompetência. O empate de ontem, que deixou a equipa a sete pontos do primeiro que até tem um jogo a menos, foi a gota de água. As saudades de Mourinho, fazem-se sentir por demais, e os responsáveis do Chelsea, não aguentaram mais.
Nem cinco meses durou a aventura deste homem que se portou muito mal connosco quando disse que ia embora de seleccionador da equipa de Portugal.
Nunca gostei do Filipão, mas também não tinha nada que gostar ou deixar de gostar. Afinal de contas eu até nem percebo nada de futebol.
Parece que Scolari não tem estaleca para treinar uma equipa de futebol a sério, das que jogam para os primeiros lugares de um campeonato onde melhor se pratica este desporto.
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JM
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O CONDADO PORTUCALENSE

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ESTÁ NA ALTURA DE VOLTAR A COLOCAR AQUI, UM TEXTO QUE ESCREVI EM 2007 E ESTÁ ACTUAL.

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O CONDADO PORTUCALENSE REVISITADO E REDESENHADO




Estou farto! E estou farto de pensar no assunto, e chego sempre às mesmas conclusões. Não saio disto. De uma forma ou de outra é assim que as coisas se me apresentam.

Estamos a ser governados a nível nacional, por pessoas que por certo não serão o que de melhor temos.

Esses, os melhores, estão caladinhos, nas empresas, ocupados a criar riqueza para eles e para mais alguns. E convenhamos, vão-se meter nas governações para quê? Para deixarem de ter vida própria, e a que têm, ser vasculhada e deturpada por toda a espécie de gente? Para receberem pouco e mal, serem apelidados de tudo e mais alguma desde ladrões a fascistas ou outras quaisquer coisas, e trabalharem 24 sobre 24 horas?

Cada vez mais, estou convencido que é mais que necessário dar uma volta muito grande nestas coisas, como por exemplo dar condições para que essas “cabeças” se sintam motivadas para a causa pública. Mas isso…… !!!

Dentro de algum tempo, vai estar de novo em cima de algumas mesas, o “dossier” da regionalização.

Fruto das minhas cogitações, vou dar uma achega para essa contenda.

Sempre fui adepto de uma verdadeira descentralização, mas agora ao ver o que dia-a-dia se passa no nosso país, em que a centralização, seja do que for, é uma palavra de ordem, mais me convenço que isto só lá vai com a regionalização.

Vamos em frente com ela então!

Façamos de Portugal um país com várias regiões autónomas.

Para além das existentes, Madeira e Açores, outras regiões, e de entre elas, a nossa… um “Novo Condado Portucalense”.

Juntemo-nos, e entre Minho, Douro, Trás-os-Montes e também as Beiras, façamos uma região autónoma de categoria, com força negocial.

Os outros, se assim o entenderem, que lutem por terem uma para eles.

Deixemo-nos de “paz podre”, de “não me chateiem” e de “não é nada comigo”.

Vamos á luta. Comecemos com subscrições, com “abaixo-assinados”, com artigos nos jornais, com “blogues” na internet. Discutamos nos cafés e apresentemos os nossos pontos de vista. Forcemos a discussão na televisão, e só aceitemos moderadores capazes e sérios.

Estamos a ser cultural, política e economicamente colonizados, se não mesmo em alguns casos, escravizados.

De tudo se depende do poder central (cada vez mais centralizado), e de negociações, que o governo central faz por si só, e em nosso nome, com a Europa. Somos uma das regiões mais pobres que este continente tem. E só dentro do nosso país, na capital, e em média, cada habitante ganha em cada mês, quase mais 300 euros que os nossos. Só este dinheiro, se existisse nos nossos bolsos, daria para muita gente deixar de passar fome.

Por todo o lado há vendidos ao capital e à capital. O bairrismo moderado desapareceu. Os interesses de uns poucos, sobrepõem-se à maioria. As invejas são o pão nosso de cada dia.

A educação está cada vez mais arredada da nossa juventude. Cada vez mais se sabe menos e cada vez há mais desrespeito pelos outros. Quanto à cultura, nem é bom falar. Cada vez se aprende menos. Cultura geral é coisa do passado. O abandono escolar antes do 9º ano é mais do dobro da existente na Europa. Estuda-se para se ser especializado em nada, e só se sabe desse assunto. Nem a nossa língua sabemos ler, falar (basta ouvir os “jornalistas” das televisões e das rádios que nos entram pela casa dentro) ou escrever em condições. Se falarmos em contas - mesmo as mais simples, a tabuada ou até as de somar -… é um desastre! Há quantos anos andamos a reformar as reformas do ensino?

Entretanto dizem-me (gente anónima, do povo, com a cultura que a vida lhes dá) que mais parecemos um país onde uma qualquer associação de malfeitores, tenha tomado as rédeas do poder. Fala-se até, nas mesas dos cafés e nas esplanadas onde o perigo de serem escutados é diminuto, quase de boca a ouvido, que há criminosos a protegerem outros criminosos, que há crimes que já não são crimes, e que há bandidos que o eram e já o não são, e que por via disso estão a ser libertados. Ouço ainda, que o Estado, em vez de acabar com a droga nas prisões (fosse de que forma fosse), promove a troca de seringas, legalizando-a implicitamente. Nem queria acreditar, e por isso fui ler os jornais, e a não ser que eu já não o saiba fazer em condições, foi isso que li.

Estamos cada vez mais anestesiados. Olhamos para a maior catástrofe, noticiada nos jornais ou na “tv”, com a mesma indiferença com que vemos um pobre a pedir para comer, medidas deste quilate tomadas pelo governo, ou um espectáculo medíocre que vai passando na televisão.

Já não há valores, nem respeito, nem consideração pelas pessoas.

Para tudo se diz e pensa, primeiro Eu, segundo Eu, depois ainda Eu, e logo a seguir Eu, e só depois venho Eu e os outros……………… desde que não me incomodem!

Por tudo isto, EU ESTOU FARTO !!!

E como eu, milhares de Portugueses, que à socapa ou mais abertamente, lá se vão insurgindo contra o estado das coisas, mas que ainda não tiveram um catalisador credível para avançarem.

A insatisfação é enorme. As crises, económica e de valores, grassam por todo o lado.

Insurjamo-nos, e procuremos esse catalisador, que anda por aí… que eu sei!

Que vos falta para juntarem a vossa voz à minha?


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(In O Primeiro de Janeiro, 21-12-2007)

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(Também no blogue Regionalização, em 09-02/2009, onde também pode ler comentários ao texto)

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JM

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PETIÇÃO

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PETIÇÃO
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ACPORTO.jpg


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Se isto também o preocupa, assine a petição da FAP por uma Gestão Autónoma do Aeroporto do Porto (são necessárias 4000 assinaturas para que o tema tenha que ser discutido em plenário na Assembleia da República): http://www.peticao.com.pt/aeroporto-do-porto



Para mais informações clique no link http://acdporto.org/


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EFEMÉRIDE - CENTENÁRIO



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CARMEN MIRANDA
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Nascida no Marco de Canavezes, nasceu faz hoje 100 anos.
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Faleceu a 5 de Agosto de 1955 em Beverly Hills - EUA

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

CORTIÇA

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CORTIÇA COM PROBLEMAS
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No sector das cortiças, os trabalhadores andam com muitas dores de cabeça. Os despedimentos também não param.
Centenas, juntaram-se neste sábado, em vigília contra falsa crise.
Sendo verdade que as pequenas firmas necessitam do apoio do Estado para não encerrarem, é dificil acreditar que as grandes empresas estejam com problemas que as levam a despedir pessoal, enquanto se diz à boca muito pequenina, que pelo menos uma delas, começa por despedir algum pessoal para depois fechar pois vai abrir uma outra empresa em Marrocos. Se é que já não abriu!
Tudo leva a crer que também por cá, o aproveitamento da crise para despedir gente é uma prática corrente.
Depois há quem entenda que o sr Louçã tem razão.
Pois!

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(In O Primeiro de Janeiro, 09-02-2009)
(Também no blogue Clube dos Pensadores, sob o título, Fim de Semana Dos Diabos)
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JM
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

A BANDEIRA DO POVO

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A BANDEIRA DO POVO

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Segundo o nosso Primeiro, o casamento entre homossexuais é uma bandeira que identifica o Partido Socialista com a esquerda progressista e a esquerda do povo.
Esta é mais uma tentativa patética para desviar a atenção das pessoas do que realmente importa. Segundo o Primeiro, vamos mas é esquecer a corrupção e o desemprego, concentrando-nos nestas bandeiras. Tanta areia para os nossos olhos!
Mas será que o homem pensa mesmo no que diz? O casamento entre homossexuais é uma bandeira do povo? Qual povo? Eu sou do povo e a bandeira não será de certeza minha. Não saberá ele que o povo se está marimbando para isso? O que o povo quer é uma vida melhor, mais dinheiro e segurança para o futuro.
Será que com esta bandeira que o homem impõe ao seu partido, alguém pensará que vamos progredir economicamente e acabar com os despedimentos?
Que interesse tem isto, para quem sofre com a crise que a todos nos afecta?

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(In O Primeiro de Janeiro, 09-02-2009)
(Também no blogue Clube dos Pensadores, sob o título, Fim de Semana Dos Diabos)
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JM
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SER DE ESQUERDA

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SE ISSO É SER-SE DE ESQUERDA, EU SOU DE EXTREMA ESQUERDA!
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O que Louçã disse, na proposta de proibição de despedimentos em empresas que tenham resultados positivos, não seria mais que uma medida correcta de começo da recuperação da economia através da manutenção desses postos de trabalho, desde que por um período curto no tempo (e limitada a grandes empresas nacionais e às multinacionais).
Esta medida poderia e deveria ter sido proposta por qualquer outro, de direita ou de esquerda, que se importasse com a manutenção do emprego em Portugal.
É que, como muita gente sabe, está a haver um aproveitamento desta crise por parte de muitos dos empresários, por esse mundo fora. Seria uma forma de acabar com esse regabofe.




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(In O Primeiro de Janeiro, 09-02-2009)
(Também no blogue Clube dos Pensadores, sob o título, Fim de Semana Dos Diabos)
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JM
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

VALE A PENA VER

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VALE A PENA VER....
COMO AS COISAS SÃO!

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ISTO É DE UM GOZO TREMENDO!

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(Copiado do blogue Sorumbático)

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O CHIP

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O CHIP NAS MATRÍCULAS
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A PRIVACIDADE DE CADA UM
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A VIABILIDADE DO SISTEMA
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.No comunicado do Conselho de Ministros de 5 de Fevereiro de 2009, diz que vamos ter de colocar um chip nas matrículas dos nossos carros, ou outros quaisquer veículos motorizados que estejam autorizados a circular em auto-estradas portajadas. Diz também que esse chip serve para pagamentos das portagens, mas, que não permite a identificação dos proprietários ou dos condutores.
Aqui colocam-se-me alguns problemas.
Estará mesmo acautelada a privacidade de cada um?
Será este sistema viável?
Estando eu a calcular que teremos de ter um sistema pré-pago, como existe nos telemóveis se o chip não identifica o proprietário, como vai efectuar a cobrança se o aparelhosinho não tiver dinheiro?
E se for pós-pago, como pagamos? Diariamente, trimestralmente, quando cada um quiser?
E se não pagar, como vai ser, se o identificador não identifica o proprietário do carro? E se não identifica como enviar a conta para casa de cada um? E se identifica, onde está a nossa privacidade? Poderá vir a ser mais uma ponta do grande irmão que a todos protege e controla?
De qualquer forma parece-me mais uma negociata de 50 milhões de euros que pouco vai aproveitar ao cidadão, sem qualquer utilidade visível para a vida de todos nós, a não ser para os fabricantes dos dispositivos e para quem os montar nos veículos.
Para além disso, como vamos fazer com os veículos que nos visitam? Continuamos a ter funcionários nas portagens? E esses funcionários só vão servir para o lá vem um estrangeiro? E se for assim, se vamos continuar com pessoal nas portagens, onde está a vantagem económica do chip?
Ou por outro lado, quem for estrangeiro não paga?
Será que este assunto está bem estudado, ou como muitos outros, vai servir para nada, a não ser possibilitar que alguns ganhem muito dinheiro, e muitos gastem algum inutilmente?

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JM
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E A CRISE SEMPRE A AUMENTAR

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HONDA
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FÁBRICA DE AUTOMÓVEIS HONDA, EM INGLATERRA, FECHADA DURANTE QUATRO MESES!

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SERÁ QUE REABRE?
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A CRISE NÃO PÁRA!

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3 FORMAS DE VER

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3 FORMAS DE VER
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NO CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA

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Exposição patente até 15 de Março na Sala Joshua Benoliel do CPF
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FELICIDADE

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QUE SORTE QUE EU TIVE!

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E sinto-me assim porque não pude ver o "Prós e Contras" de ontem.
Não gosto da srª D.
Fátima nem da maneira como ela dirige o programa. E sinto isto desde que esta srª "fez" um programa sobre o Porto, ou até talvez antes. Mas isso é um problema meu!
De qualquer forma e de uma maneira geral quase nunca o vejo, e francamente também já estou farto do "FreeportGate". Já cansa tanto falatório! E tanta gente a defender tão pouca. Não haverá nada mais interessante e de mais premente discussão neste nosso país? Desemprego, fome, falências, Pinho, Lino, Maria de Lurdes, Ana Jorge, Jaime Silva, e mais! O homem que mostre as contas, que até deverão ser públicas e fica tudo arrumado.
Assim, e seja como for, não tive de ouvir falar do Tintin (tantan), não tive de ouvir todas as ideias Pró e quase nenhuma Contra, com o painel dos convidados (5) a ser todo Pró, e os restantes intervenientes na plateia a terem ideias parecidas (parece que se salvou a de um senhor chamado Eduardo Dâmaso e a de outro chamado Paulo Morais). Não tive de estranhar até, a ausência de Freitas do Amaral, de Vital Moreira e de Vitalino Canas, e de outros com ideias semelhantes, pois que, pensaria eu na altura, já que era assim então que fosse a valer tudo.
Fala-se por aí, à boca cheia, em programa de vergonha o que é verdadeiramente lamentável.
Ainda bem que tive coisas interessantes para fazer e não vi, nem um bocadinho deste programa.
Ainda me dava uma coisinha má!

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JM

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(Também no blogue Clube dos Pensadores, onde pode ler comentários)
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(Citado no Jornal de Notícias, de 05-02-2009, pag.24/Blogues/Clube dos Pensadores)

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(Leia ou relei-a, este texto, a propósito de um programa desta senhora, sobre o Porto)
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O SR ALBERTO

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AU-BERTO, DUAS LETRAS!

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Há muitos anos, ainda meu pai era rapazote, havia em casa de meu avô, em Paços de Ferreira, um empregado (chamava-se criado na altura, e isso nada tinha de pejorativo) de seu nome Alberto. Era o homem de confiança de meu avô, e a palavra dele quando consultada, fazia lei lá em casa.
Paços de Ferreira, era na altura, e ainda o foi até à minha juventude, uma aprazível Vila, com Amoreiras espalhadas por várias ruas da terra, cujas amoras brancas eram deliciosamente doces, e as folhas serviam em grande parte para alimentar os bichos-da-seda de uma fábrica de fio de seda, pertença do meu tio Simplício, e existente no centro do Porto, e para criar uma maravilhosa sombra nos dias de canícula. A casa de meu avô ficava mesmo no centro da terra e tinha um terreno de aproximadamente meio hectare, e que nos dias de hoje é um (mais um) Centro Comercial. A vida corria calma e a feira da rotunda, nos dias em que realizava, era um dos locais onde eu mais gostava de ir.
Alberto era extremamente esperto, quiçá mesmo muito inteligente. Era ele que fazia os negócios em nome de meu avô, no que dizia respeito à compra ou venda de vacas, vitelos, ou porcos, à compra ou venda de terrenos para cultivo, ou de pinhais, ou outros quaisquer negócios que fossem necessários ou vantajosos. Bastava-lhe olhar para um pinhal para dizer, sem nunca errar quantos metros cúbicos de madeira ele produziria. Bastava-lhe olhar para uma vaca para dizer se valeria a pena comprá-la e quantos litros de leite poderia dar por dia. Meu avô era Solicitador Encartado com escritórios montados em várias comarcas e o seu tempo para estas lides era limitado, para além de ter uma demasiada brandura nas negociatas, sendo muitas vezes levado à certa.
No entanto, Alberto tinha uma dificuldade que lhe trazia de quando em vez alguns transtornos.
Não sabia ler nem escrever!
Minha avó, e também minhas três tias que estudavam para virem a ser professoras primárias, diziam-lhe que tal era necessário, até mesmo para um dia ele poder arranjar uma noiva e casar. Na sua boçalidade e com uma certa arrogância dizia que tal não era preciso para nada, que lhe bastava a sua sabedoria e esperteza. Em tom de brincadeira, dizia que para casar não precisaria de saber dessas coisas, que as mulheres eram como as vacas leiteiras, desde que tivessem perna fina e pescoço alto, seriam o ideal. Nestas conversas recebia sempre admoestações das senhoras da casa, e incentivos à aprendizagem das coisas das letras.
Minha avó e minhas tias, meteram na cabeça que teriam de conseguir ensinar Alberto a ler e a escrever, e ele acabou por concordar em ser aluno delas. Meu avô, sempre muito céptico quanto às capacidades para as letras do seu homem de confiança, dizia que quando elas conseguissem isso, e se, lhes daria o que elas pretendessem, fosse o que fosse. Tudo dito com a certeza de que nunca teria de concretizar tal obrigação.
Mesmo assim, mesmo sabendo das dificuldades que iriam encontrar, meteram mãos à obra, uma de cada vez, primeiro minha avó que ao fim de algum tempo desistiu, depois meu pai, que também tentou intrometer-se no assunto e que dizia ao fim de três semanas que era uma missão impossivel, depois, cada uma das minhas duas tias.
Toda a gente desistiu, e em conjunto foram dizer-lho. Apesar de toda a sua esperteza e inteligência, no que dizia respeito às letras Alberto era verdadeiramente um calhau com dois olhos.
Ao ouvir tal decisão, dita pela minha tia mais velha, ripostou que tal não era possível, que o esforço de todos tinha sido compensado e que ele já sabia as letras todas, pelo que deveriam continuar a ensiná-lo, e quis ir falar com o meu avô.
Já na sua presença, disse:
-Senhor doutor, sinto-me muito triste e ofendido. Algumas meninas, poucas, disseram-me que não me ensinavam mais a ler e a escrever pois que eu nunca o conseguiria. Isso não é verdade e por favor diga-lhes e mande-as continuar a ensinar-me. Eu até já sei muitas letras.
Perante tal, meu avô interpelou-o:
-Se é assim Alberto, diz-me lá, quantas letras tem o teu nome?
-Duas senhor doutor!
-Duas?
-Sim, claro, duas, Au e Berto!
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Claro que Alberto, que ainda trabalhou muitos anos em casa do meu avô, ganhou algum bom dinheiro em negócios, acabou por casar com uma mulher pequena, rechonchuda e de perna bem curta e gordinha, teve um rancho de filhos e foi muito feliz até ao fim dos seus dias. Morreu muito velho.
Nunca mais se livrou do seu novo nome, que ostentava com orgulho;
Au Berto Duas Letras.

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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 05-02-2009)

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DO QUE SE FALA

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QUE PORTUGAL VAMOS TER AMANHÃ?
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FALATÓRIOS E FALTA DE RESPOSTAS!
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Nestes dias, só se ouve falar do caso Freeport e nos tios e nos filhos deles (dos tios, que nestes dias ainda não serão primos), do sr Presidente Obama e da sua aproximação ao mundo Islãmico e ainda da prisão de Guantanamo e do que fazer com os presos que lá estão, nas buscas ao BPP e nas poupanças dos seus clientes (classe A) que foram congeladas ou que simplesmente desapareceram, no caso do BPN e nas explicações de Dias Loureiro e noutras que se seguirão e que a nada levarão, da Quimonda e da sua falta de dinheiro para salários e das não ajudas que vai receber para salvar os mais de 1500 trabalhadores em Vila do Conde, na Faixa de Gaza e nos acordos de cessar-fogo que não são cumpridos de parte a parte, nos árbitros e nos roubos de lesa-pátria que praticam nos jogos de futebol prejudicando sempre os mesmos clubes, dos professores e suas avaliações e da falta de condições que dizem ter para ensinar, e poucos mais assuntos relevantes.
Não se ouve falar de forma séria das questões que todo o português se põe:
- Que Portugal vamos ter amanhã? Quem sabe o que fazer e como? Qual o caminho certo?
À espera de respostas, está o País. Mas de respostas que o convençam, pois que todas as que até agora foram sendo dadas não são mais que areia atirada aos olhos de cada um. É preciso que os responsáveis esqueçam que estamos em ano eleitoral, e trabalhem para o bem comum e não só para o bem de alguns. Não adianta fingir que se dão benesses este ano (por causa das eleições) para que depois, daqui a mais um ou dois ou três anos, as tenhamos de pagar com língua de palmo.
A principal coisa que o País precisa de saber é, o que é que o governo vai fazer realmente para minorar e depois acabar com a crise enorme em que estamos atolados, com o número de desempregados a aumentar dia a dia. E isto a curto e a médio prazo, que a fome espreita por aí!
Está aqui o cerne de tudo. Sem estancar o desemprego, e aumentar o número de empregos, nunca iremos a lado algum que valha a pena. Este ano, tendo de ser um ano de muitos sacrifícios, mesmo para a classe que nos governa, tem de ser o ano de todas as soluções, quer sejam elas as de curto prazo, como as de fundo para as gerações que aí virão.
E tem de se saber realmente o que se vai fazer, com um plano em que o País se empenhe.
Mas parece que infelizmente para nós, anda toda a gente perdida sem saber para que lado se virar, e mais do que isso, sem querer fazer qualquer sacrifício. Toda a gente fala, mas nada diz.
Pagamos a uma classe política, supostamente de nível superior (os melhores dos melhores), mandatando-a para nos governar, e para o fazer bem. Mas, são muitas as cabeças pensantes, e com ideias díspares, e não se entendem. E, os interesses particulares ou de pequenos grupos, sobrepôem-se aos do País.
Todos sabem tudo, mas a ideia que fica é a de que não sabem nada. E parece que não há quem nos saiba indicar o rumo certo para saírmos deste lodo todo, pois que nos vão atirando com todas as querelas que se lembram, com toda a areia que tenham à mão, para que nos esqueçamos do essencial, mas para que não nos esqueçamos deles.
Afinal estamos com as muitas eleições à porta, e Portugal e os Portugueses não serão prioritários!
Como é dificil ser-se Português!

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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 30-01-2009)
(in O Primeiro de Janeiro, 5-02-2009)
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GOZO!

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O NOSSO PAÍS É UM GOZO!
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Quem chegasse hoje a Portugal, sem nada saber sobre nós, sem imaginar quem somos ou o que fazemos, e se quisesse informar, iria por certo ler jornais e ouvir televisão. Depois, só depois, falaria com as pessoas.
Em pouco tempo chegaria à conclusão de que somos uns tontos, apalermados e ignorantes, que nem para nós sabemos ser bons.
Descobriria que andamos todos a berrar contra todos, toda a gente a enganar a outra gente toda, cada um a dizer que sabe exactamente o que o seu parceiro do lado deveria fazer e que não é necessariamente o que ele faria, com quase todos a roubar os outros todos, com todas as pessoas a suspeitar das intenções das pessoas todas, em suma, descobriria que bem lá no fundo, ninguém se entende.
E olhando bem para as notícias dos últimos dias, e retirando os acidentes e as histórias de casos tristes e particulares, que sempre aparecem nos jornais ou nos noticiários televisivos, só mesmo um sorriso pode aparecer na cara de quem as olha.
Sobre um caso muito mediatizado, vai um e diz que suspeitou de algumas coisas e porque não concordava com o modelo de gestão até foi à casa do outro dizer-lhe que era preciso ter mais atenção e controle e que da parte dele não tinha havido nada que se lhe pudesse apontar de errado nas supostas irregularidades, vem o outro e diz que sim, que o primeiro foi ter com ele, mas não para isso que diz, mas sim para lhe dizer que a vigilância estava muito apertada e era preciso abrandar ou até mesmo parar, que eles até nem eram um bando de ladrões. E para corroborar o que diz, e chamar mentiroso na cara de quem disse tanta mentira, quer uma acareação.
E o nosso visitante iria absorvendo tudo...
Sobre outro dos mais mediatizados casos dos últimos dias, vem um e diz num "mail", que o primo é primo, e por via disso consegue uma reunião importante, vem outro e diz que o filho do tio, que será ou não primo na opinião dele, não tinha o direito de o ter feito e que ele até nem sabia que isso tivesse acontecido. Vem o pai do filho do tio e diz que telefonou ao sobrinho para marcar uma reunião com os promotores de um empreendimento que era preciso licenciar, e que essa reunião foi efectuada. Vem o sobrinho e diz que isso não é verdade, que ele foi a uma reunião, sim, mas a pedido de um autarca. Começam a correr rumores de que foram pagos quatro milhões de eurospara que o licenciamento se efectuasse em tempo record. Todos negam o recebimento dos milhões mas que o licenciamento foi feito em tempo mínimo, isso foi. O primo que não é primo, mas é filho do tio, foge para parte incerta, diz-se que para a China ou para o Nepal. Há quem saiba onde ele está mas não diz para que ele não fuja de novo para outro lado. Entretanto chega uma carta rogatória da polícia Inglesa que diz que o sobrinho é suspeito destas irregularidades e pede à polícia Portuguesa que investigue as contas bancárias. Sabe-se já há alguns dias que o sobrinho tinha sido ministro na altura dos acontecimentos. O nosso Primeiro, vem a terreiro defender a sua honra e diz que era ele o ministro da altura mas que tudo é uma mentira, uma cabala para o derrubar, mas que não é assim que ele cai, etc., etc., etc....
Ainda sobre esse assunto, vem um antigo dirigente partidário de direita, antigo pretendente à Presidência da República apoiado pela direita, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros do actual governo socialista, defender o nosso Primeiro, e atacar veementemente quem possa dizer que onde há fumo pode haver fogo.
E o nosso visitante iria absorvendo tudo...
Noutro caso muito badalado, ouve e lê que os professores do ensino secundário estão contra as vontades do governo e que fazem greves, e que não ensinam, e que a guerra com a ministra da Educação está para durar, enquanto os alunos sofrem.
Ainda sobre isso, ou paralelamente, o governo apresenta um relatório emanado da OCDE, que afinal não era da OCDE, mas de um grupo de entidades, de entre as quais uma reputada técnica da OCDE que afinal só tinha escrito e assinado o prefácio, documento esse que no fim de contas tinha sido encomendado pelo governo a esses peritos independentes, com base em alguns poucos relatórios que o governo tinha elaborado, para dizer bem da sua política educativa.
Sobre outros dos casos ultimamente muito falados ouviria o nosso visitante falar dos despedimentos de trabalhadores, às centenas, todos os dias, acompanhando de resto o que se passa por esse mundo fora. Vem o governo e diz que vai apoiar todas as empresas que puder e salvá-las do encerramento. Quantas já conseguiu? Nada que se veja! E o governo faz anúncios de ajudas e mais empresas anunciam o seu fecho. Nada que configure em alguns casos, aproveitamento da crise. Estão para breve mil e quinhentos desempregados aqui, duzentos ali, quatrocentos acolá, cento e oitenta mais abaixo, e os nossos governantes a dizer que vão salvar as empresas que puderem. A verdade é que não podem, mas convém ir dizendo que o vão fazer para adormecer o povo.
E o que faz o nosso povo? Que fazem os Portugueses? Nada! Vão ouvindo as palavras de quem nos governa, vão acreditando em tudo quanto lhes dizem, e mais nada. O engenheiro fala e o povo acredita e não reage. Estamos em ano de eleições e é preciso falar muito e bem, para acalmar toda a gente. E que bem que o homem fala!
E o nosso visitante não aguentaria mais e riria a bandeiras despregadas. Só mesmo para rir, este Portugal destes Portugueses.
E já nem valeria a pena falar com os habitantes. Estão mesmo todos atolambados!
Este nosso País, está um gozo!


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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 4-02-2009)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ESTOU ESCLARECIDO!

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ESTOU ESCLARECIDO!

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No fim destes dias todos, com todas as pessoas implicadas nos diversos casos a virem a terreiro explicar-se, e mesmo sem querer ir ao fundo das questões,

ESTOU ESCLARECIDO!


Estou esclarecido no caso dos professores verso Ministério da Educação.

Já sei que uns querem ser avaliados desde que a avaliação não seja feita por outros que não sejam eles mesmos, e outros querem avaliar em moldes diferentes dos normalizados.Já sei que as posições se extremaram, que talvez todos tenham um pouco de razão, e que ninguém quer perder a face. Já sei que no fundo, quem está a perder alguma coisa, são os estudantes.


Estou esclarecido no caso Casa Pia.

Já sei que ninguém é culpado até se provar a sua falta de inocência e que todos serão inocentes, mesmo que se prove que são culpados.


Estou esclarecido no caso do aumento do desemprego.

Já sei que a crise internacional é a causadora de todo este descalabro no nosso país. Já sei que o governo, que não tem culpa alguma deste estado das coisas, tudo faz e fará para que não aumente o número de desempregados, embora seja uma luta inglória. E também já sei que ninguém, seja cá no nosso País, seja em qualquer dos outros por esse mundo fora, se aproveita da crise para se livrar de trabalhadores excedentários, arrecadar subsídios dos vários governos e chegar à triste conclusão de que a empresa nas actuais circunstâncias, é inviável.


Estou esclarecido no caso do BPN.

Já sei que o governo nada mais poderia ter feito a não ser nacionalizar, com custos para todos nós, um banco cujas administrações tudo terão feito para roubar os seus clientes. Já sei que um anterior administrador está preso preventivamente, e que outro até foi fazer queixas ao Banco de Portugal por pensar que as coisas eram estranhas e que em nada tem culpas no estado a que as coisas chegaram. Já sei também que mais dia menos dia, este banco nacionalizado, nosso, vai ser absorvido pela CGD, e depois já não se fala mais nisso.


Estou esclarecido no caso do BPP.

Já sei que a gestão dos dinheiros da meia dúzia de clientes, foi eventualmente mal efectuada, e que o dinheiro desapareceu, que os investimentos eram de alto risco e por isso sujeitos a altos ganhos e porventura a grandes perdas. Já sei que quem colocou dinheiro neste banco era possuidor de altas fortunas, esperava retorno fácil e viu saírem frustradas as suas intenções. Já sei que quando as comadres se zangam, se sabem as verdades. Quantas mais faltarão saber, isso ainda estará por apurar.


Estou esclarecido sobre o caso Freeport.

Já sei que o tio gosta muito do zézito. Já sei que o primo é só o filho do tio e está em parte incerta. Já sei que alguém recebeu o dinheiro que desapareceu das contas da casa mãe, mas que não foi nenhum dos aparentemente implicados. Já sei que uns se aproveitaram dos outros mas que não faz mal que fica tudo em família. Já sei que nosso Primeiro diz que não tem nada a ver com isso e que é tudo uma campanha suja e sórdida contra ele. E até já sei que há muito boa gente a defendê-lo e a vir falar a bem dele. E por fim, já sei que os ingleses são uns burros e que não percebem nada de investigações de crimes de colarinho branco, e que se o dinheiro desapareceu, isso é lá com eles, e nada poderá ter a ver com as nossas gentes, que são todas honestíssimas. Àh, e também já sei que assim o homem não tem tempo para trabalhar no que é preciso, mesmo que trabalhe mal, e que o País está a parar.


Estou esclarecido sobre a nossa classe política.

Já sei que é a melhor de todas as que existem no mundo. Já sei que todos os seus elementos são de uma honestidade imaculada. E até já sei que são as mais bem qualificadas pessoas, as melhores das melhores que Portugal tem, a nata, la crème de la crème.


Estou esclarecido sobre o meu País.

Estamos a morrer lentamente, a nossa economia está de rastos, qualquer dia vêm por aí abaixo e passamos a ser geridos por estrangeiros, mas até nem faz mal, porque temos quem cuide de nós, e graças aos nossos brandos costumes, pensamos que isto se há-de compor um dia, ou talvez não!


Estou esclarecido sobre muitas outras coisas, como a justiça e a saúde, só não estou esclarecido sobre uma.

Será que o meu País não precisa de ter pessoas que realmente trabalhem para o desenvolver e para sair-mos desta crise? Será que Portugal não é mais importante que querelas partidárias e guerras de interesses?


Por que é que ainda me incomodo com tudo isto e procuro ficar elucidado? Vivo num País de golpistas, com toda gente a enganar a outra gente toda e ainda me preocupo e quero que as coisas mudem?


Como eu, felizmente há ainda muito boa gente que o faz;

Porque será?


Estou esclarecido, mas não estou satisfeito, mais, ESTOU REVOLTADO!

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JM

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(Também editado no blogue CLUBE DOS PENSADORES, onde também pode ler comentários)

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(in O Primeiro de Janeiro, 3 - 02 - 2009)

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