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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL



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A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL
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Nos tempos de hoje, a luta através da greve empobrece quem a faz e também a todos os outros para além de nunca atingirem os interesses dos que supostamente defendem nem dão esperança, excepto momentânea, aos desempregados, aos precários ou a quaisquer outros.

Esta greve, desta vez e mais uma vez geral, não vai trazer riqueza, antes mais desespero e mais austeridade.

Esta greve, grosso modo, custou ao País qualquer coisa como oitocentos milhões de contos, o preço dos dois submarinos do então Ministro da Defesa, o dr Portas, e alguém, todos nós na verdade, o vamos ter de pagar.

Esta greve não teve, como nenhuma outra alguma vez o terá, os seus mandantes e responsáveis à cabeça dos tumultos, insultando e atirando pedras e incendiando coisas, antes e sempre o sacrifício de alguns jovens, iludidos pelas parangonas partidárias e sindicais e pelas palavras de ordem incessantemente gritadas aos megafones, que, qual carne para canhão, dão o corpo ao manifesto, e por isso, recebem bastonadas e são obrigados a identificarem-se por via dos ataques que fizeram às forças da ordem. Com isto a revolta desses jovens cresce e alimentam ainda mais o "poder" desses partidos de esquerda e estrema esquerda e os sindicatos que à volta deles gravitam.

Esta greve, anunciada como uma grande e estrondosa vitória das classes trabalhadoras, foi uma enorme derrota, já que todo o País perdeu, e ninguém, a não ser os que se julgam melhores que todos os outros e estão sossegados nas suas cadeiras do pequenino poder que consideram ter ganho mais algum peso político, ganhou. A dívida vai ter de ser paga e a austeridade vai continuar e provavelmente aumentar nem que seja para pagar mais esta perda de dinheiro.

Tudo isto é uma enorme mentira e uma grande chuchadeira que interessa só a alguns, com o dar o peito às balas por parte de muitos.
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sexta-feira, 23 de março de 2012

O SR JORNALISTA DISSE ... NÃO FUI EU... JURO!

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ESTAMPANÇO
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Arménio Carlos tinha pressa. Mal chegou à liderança da CGTP, quis mostrar serviço. De discurso rápido e fácil, pensou que conseguia uma mobilização maciça do proletariado ("whatever that means").

O resultado, como se viu, foi um fiasco. Não só a greve não foi geral, como os transportes públicos (a arma que permite que as greves se transformem em gerais) não o ajudaram: ontem, durante um directo para a Al-Jazeera, quando o repórter Barnaby Philips me questionou sobre o sucesso da greve, não resisti a apontar-lhe vários autocarros da Carris que circulavam mesmo por trás dele...

Arménio Carlos esqueceu-se de dois "pormaiores": 1 - Chegou à liderança da CGTP no meio da mais profunda crise económica da democracia. E se há altura em que os sindicatos portugueses são irrelevantes é... nas crises económicas (Arménio quase admitiu isso ontem, quando reconheceu ser difícil mobilizar trabalhadores numa conjuntura como a actual). 2 - Não percebeu que a preocupação dos portugueses, nas crises, não é... deixar de trabalhar; é não perder o emprego, ainda que para isso tenham de sacrificar alguns direitos.

Que um qualquer analista não perceba esta qualidade do povo português (a de preferir menos regalias, mantendo o emprego) é desculpável. Que um sindicalista como Arménio Carlos a ignore, não augura nada de bom para o seu futuro. Até porque as coisas vão ficar piores. Primeiro porque a UGT, naquela que foi uma das decisões mais responsáveis de João Proença, tirou o tapete à CGTP na concertação social. Segundo porque o Governo vai privatizar os transportes públicos. Ora sem greves nos transportes públicos não há greves gerais. "Bad luck", Arménio.

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Ora.... e ainda dizem que eu sou contra as greves e a favor da "outra senhora"
Grande Arménio... continua assim por favor ... a caminho do fim.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

NÃO FUI EU QUE PROPUZ? SOU CONTRA!

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TODOS CONTRA TODOS
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Ao longo dos dias, das semanas e dos meses, variadíssimas pessoas do governo, da oposição, das sociedades civis, anónimos cidadãos e outros menos anónimos, foram fazendo propostas para que eventualmente se melhore este ou aquele aspecto da nossa vida. 
Por cada um que o faça, milhares de outros se manifestam contra.
Por cada medida que se implemente, milhares de pessoas, agrupadas ou sozinhas, dizem que não concordam, que é uma estupidez, que tudo vai ficar pior, que não pode ser feito assim, e as mais diversas opiniões e conselhos e exigências e ameaças são feitas por causa disso.
Por cada medida que se anuncie, uma greve é proposta. Por cada greve que se efective no actual estado económico do País, o País empobrece.
Veio o Acordo Ortográfico, meio País está contra o outro meio. Veio o acordo com a Troyca, meio País está contra o País todo. Não há dinheiro, todo o País está contra tudo e contra todos. Propuseram-se regiões, ninguém se entende. Aparece mais um buraco financeiro, todos apontam o dedo mas ninguém faz nada. O governo é rosa, a laranja e todos os outros estão contra, o governo é laranja, a rosa está contra em coro com os restantes. Muda-se o ensino, está mal, muda-se a saúde, está mal, tenta-se mudar a justiça, está mal, muda-se ou tenta mudar-se seja o que for, está mal, mas antes não estava bem e quem diz que não concorda com as mudanças não sabe propor outra coisa, e se souber, está mal. Todos ralham e se calhar ninguém tem razão.
Somos um País de rezingões, detestamos tudo o que não tenhamos sido nós a fazer ou a propor ou simplesmente a lembrar-nos. Detestamos tudo, inclusivamente detestar.
Sabendo que vivemos até há bem pouco tempo sem rumo, sem rei e sem roque, os mandantes deste nosso País, desde o chefe máximo do pessoal mínimo ao chefe do pessoal máximo, tudo têm feito para serem eles mesmos os reizinhos que nos irão levar a porto seguro, desde, claro, que os deixemos continuar sentados nas suas cadeiras do poder político, na maior parte das vezes bem remunerados, a mandar e a incendiar com palavras ou com actos o povo que os segue.
À laia de exemplo sobre o que disse, ontem o governo anunciou medidas para incrementar o emprego. Serão boas, serão más, serão assim assim? São pelo menos medidas para tentar resolver ou atenuar a crise em que vivemos. De imediato, uma central sindical, que com ela leva muitos cidadãos, e o partido que a apoia, vieram a terreiro dizer que assim não pode ser, que não é assim que se faz, que é tudo uma burrice e uma palhaçada, só não marcando imediatamente uma greve porque, por motivos de agenda e de afirmação do seu novo chefe (da central), já tinha sido marcada uma "geral" para o mês que vem.
Este meu País cansa-me!
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

VIVA !- VAMOS TER NOVA GREVE GERAL


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NÃO HÁ NADA COMO REALMENTE
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Estes senhores são uns pândegos. Mas a pãndega deles pode lixar o País.
Mais uma vez têm de mostrar que, logo que chegados ao poleiro do poder, são os maiores lá da rua deles, e que eles é que sabem, e que eles é que são bons.
Não descansam enquanto não nos colocam ao lado dos gregos.
Não poderiam aproveitar esta vontade toda e irem trabalhar? É capaz de se arranjar por aí muito para fazer, mesmo que e apesar de, com ordenados baixos,
O que vale é que os Portugueses são mais inteligentes do que eles julgam!
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CARVALHO DA SILVA VAI DEIXAR SAUDADES - CGTP PERDE AUTONOMIA FACE AO PCP

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UM COMUNISTA SEGUIDISTA E ORTODOXO À FRENTE DA CGTP
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Vai ser desta que a CGTP se reforma e reformula. 69 membros dos seus conselho nacional, comissão executiva e secretariado, saem por força do novo regulamento, prevendo-se que sejam substituidos por membros mais afectos à linha comunista seguidista e ortodoxa do PCP, a começar pelo novo líder, Arménio Carlos.
Ao longo dos últimos quatro anos, a autonomia face ao partido comunista conseguida durante mais de vinte anos por Carvalho da Silva, tem vindo a esmorecer, por via do aumento de protagonismo do novo líder a eleger entre hoje e amanhã no XII congresso da CGTP, conhecido por ser obstinado, rigoroso, competente e exigente e pelas suas fortes ligações à linha ortodoxa do PCP.
A julgar pelas últimas declarações ouvidas, a CGTP prepara-se para endurecer a luta dos trabalhadores, de uma forma que se traduzirá num enorme erro que a médio prazo dará os seus frutos. 
Os trabalhadores Portugueses não embarcam facilmente em lutas obstinadas que, em defesa de certos princípios, lhes faça perder os poucos empregos que ainda há. 
Os trabalhadores Portugueses procuram estabilidade, coisa que a CGTP nunca conseguiu ver muito bem, e se prepara para ver ainda pior.

Também no AVENTAR
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

FOI-SE A MEIA-HORA, FORAM-SE DIAS DE FÉRIAS, FORAM-SE FERIADOS, FOI-SE A CGTP


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CGTP PÔS-SE DE FORA, PARA ASSIM MELHOR "DEFENDER" OS TRABALHADORES
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O governo avançou, recuou, lateralizou, fez das tripas coração, e atingiu os seus objectivos. Ao fim de uma porrada de horas (foram dezassete, caramba) lá conseguiu um acordo tripartido com a CIP e a UGT. O sr Álvaro, nosso Ministro tu-cá-tu-lá, está satisfeito.
Foram-se dias de férias, acabaram-se alguns feriados, não se trabalha a tal meia-hora a mais, passa a ser mais fácil despedir os maus funcionários, 
Como tem sido hábito ao longo de tantos anos de suposta democracia, a CGTP, pôs-se de fora das negociações logo ao princípio da reunião, defendendo assim os trabalhadores Portugueses da sua visão obsoleta das coisas do trabalho, não deixando no entanto de, no futuro, ir dizendo tudo o que lhe passar pela cabeça, incentivando por certo, os trabalhadores que ainda a ouvem, a lutarem contra o acordo, a fazerem greves, a não cumprirem com o acordado, no que terão o PCP e o BE a fazerem o coro necessário.
Já passava das três da manhã do dia de hoje, 17 de Janeiro de 2012, quando foram dadas por concluídas as negociações cujas conclusões não agradaram por completo seja a quem for. Foi o acordo possível para acalmar as hostes e promover uma paz social aceitável.

TAMBÉM NO AVENTAR
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É MESMO DISTO QUE PORTUGAL PRECISA!

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GREVE GERAL
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Pouco falta para não passarmos de um bando de Gregos.
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Força, p´rá frente co'a  paragem de toda a gentinha.
O último a sair que faça o favor de fechar a porta (por causa das correntes de ar).
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ESTAS CENTRAIS SINDICAIS É QUE A SABEM TODA! (Excepto trabalhar, claro!)
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Deus nos valha!
Segundo alguns "heróis", é mesmo disto que Portugal precisa.
Haja pachorra!
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Agua engarrafada, beba da torneira
refrigerantes, beba água
congelados e refeições prontas, coma productos frescos e faça as suas refeições
espectáculos, vá menos vezes
restaurantes, vá menos vezes ou escolha os "low cost"
frutas e conservas, coma fresca
óleos e margarinas, use azeite e manteiga
etc.
aprenda a poupar e a fazer você mesmo, vai ver que resulta
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Aventar
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