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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OBRIGADO GREVISTAS

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PORTO DE LEIXÕES CONTINUA EM ALTA
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A greve que os portos nacionais têm vindo a implementar desde há quatro meses e que têm provocado grandes prejuízos à economia nacional, tem sido uma mais valia para o porto de Leixões que como se sabe não tem aderido a essas coisas.
Assim, nos dois últimos meses, o número de camiões que vêm carregar e descarregar contentores a Leixões, aumentou em cerca de dez mil a já alta média de trinta mil ao mês. 
Só se lamenta que esta situação seja temporária, já que para bem do País, estas greves deverão acabar rapidamente.
Obrigado grevistas!
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

RAIOS PARTAM AS GREVES

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O MEDO DAS ALTERAÇÕES ÀS LEIS LABORAIS NOS TRABALHOS PORTUÁRIOS
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Os "trabalhadores portuàrios" de alguns portos Nacionais (Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro estão completamente parados) estão em greve.
Como de costume no Porto de Leixões não há greve. Talvez por isso tenha lucros e seja apetecível colocá-lo ao mesmo nível dos outros. Quem trabalha e tem sucesso não raras vezes tem guerra declarada pelos que o não fazem nem o têm.
Por causa desta greve, mais esta, já vários barcos que se dirigiam à capital, mudaram o seu destino e terão ido aportar a Espanha. Se fossem inteligentes (os mandantes) teriam ido para Leixões, onde se trabalha, já que os nosso vizinhos, que já têm a austeridade à porta, também ameaçam com greves (embora tudo não passe de manifestações de solidariedade sem fundo efectivo), estendendo-as aos portos de toda a Europa, tudo por causa, imagine-se, do Governo Português.
É verdade que sou contra as greves, embora não o seja contra o direito a fazê-las, mas isto é de doidos. Quando precisamos de trabalhar, cada vez mais, fazemos greves e damos os negócios que muita falta nos fazem aos outros. 
Para os defensores deste tipo de acções, é uma medida inteligente, para mim, é uma tremenda burrice, digna de quem tem a cabeça só para criar piolhos. Mas isto sou eu a dizer, que destas coisas percebo menos que nada.
Ah, e por falar em greves, amanhã há mais ... CP, Metro, Carris e STCP (também neste caso, a Metro do Porto, não entra). 
"P'rá frente Portugal!
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

NÃO FUI EU QUE PROPUZ? SOU CONTRA!

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TODOS CONTRA TODOS
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Ao longo dos dias, das semanas e dos meses, variadíssimas pessoas do governo, da oposição, das sociedades civis, anónimos cidadãos e outros menos anónimos, foram fazendo propostas para que eventualmente se melhore este ou aquele aspecto da nossa vida. 
Por cada um que o faça, milhares de outros se manifestam contra.
Por cada medida que se implemente, milhares de pessoas, agrupadas ou sozinhas, dizem que não concordam, que é uma estupidez, que tudo vai ficar pior, que não pode ser feito assim, e as mais diversas opiniões e conselhos e exigências e ameaças são feitas por causa disso.
Por cada medida que se anuncie, uma greve é proposta. Por cada greve que se efective no actual estado económico do País, o País empobrece.
Veio o Acordo Ortográfico, meio País está contra o outro meio. Veio o acordo com a Troyca, meio País está contra o País todo. Não há dinheiro, todo o País está contra tudo e contra todos. Propuseram-se regiões, ninguém se entende. Aparece mais um buraco financeiro, todos apontam o dedo mas ninguém faz nada. O governo é rosa, a laranja e todos os outros estão contra, o governo é laranja, a rosa está contra em coro com os restantes. Muda-se o ensino, está mal, muda-se a saúde, está mal, tenta-se mudar a justiça, está mal, muda-se ou tenta mudar-se seja o que for, está mal, mas antes não estava bem e quem diz que não concorda com as mudanças não sabe propor outra coisa, e se souber, está mal. Todos ralham e se calhar ninguém tem razão.
Somos um País de rezingões, detestamos tudo o que não tenhamos sido nós a fazer ou a propor ou simplesmente a lembrar-nos. Detestamos tudo, inclusivamente detestar.
Sabendo que vivemos até há bem pouco tempo sem rumo, sem rei e sem roque, os mandantes deste nosso País, desde o chefe máximo do pessoal mínimo ao chefe do pessoal máximo, tudo têm feito para serem eles mesmos os reizinhos que nos irão levar a porto seguro, desde, claro, que os deixemos continuar sentados nas suas cadeiras do poder político, na maior parte das vezes bem remunerados, a mandar e a incendiar com palavras ou com actos o povo que os segue.
À laia de exemplo sobre o que disse, ontem o governo anunciou medidas para incrementar o emprego. Serão boas, serão más, serão assim assim? São pelo menos medidas para tentar resolver ou atenuar a crise em que vivemos. De imediato, uma central sindical, que com ela leva muitos cidadãos, e o partido que a apoia, vieram a terreiro dizer que assim não pode ser, que não é assim que se faz, que é tudo uma burrice e uma palhaçada, só não marcando imediatamente uma greve porque, por motivos de agenda e de afirmação do seu novo chefe (da central), já tinha sido marcada uma "geral" para o mês que vem.
Este meu País cansa-me!
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sábado, 29 de outubro de 2011

Ó ÁLVARO, EU ATÉ GOSTAVA UM BOCADINHO DE TI, HOMEM!

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ANDAS A DESILUDIR-ME, ÁLVARO
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Das desilusões que a nível geral me tens provocado, talvez que por falta dos meios que não tens para gerir convenientemente tão grande Ministério, não vou falar agora. 
Foste para mim, uma lufada de ar fresco na habitual politiquice Nacional, com aquela coisa de "chamem-me Álvaro, que eu gosto".
Não é que eu entenda que os gajos todos te devam chamar assim, afinal sempre és Ministro e mereces um bocadinho de respeito, mas nós, os que em ti votamos e acreditamos (sim, que embora ninguém soubesse que irias ser tu o eleito na altura das votações, os votos devem ser-te extensivos à posteriori) podemos e devemos tratar-te como assim o queres. Somos uma espécie de amigos do peito. Os outros que te tratem por Senhor Ministro.
Mas hoje, Álvaro, meu amigo, fiquei a saber que tens desrespeitado os meus outros amigos e conterrâneos, e porque para além de amigos como tu, são conterrâneos, passam à tua frente, como facilmente entenderás. E, diga-se em abono da verdade, fiquei um bocadito aborrecido contigo. Fiquei sim, fiquei!
Eu sei Álvaro, eu sei, que até um dos meus amigos, aquele a quem desconsideraste, disse no outro dia que era impossível dar conta de tão grande ministério sozinho e que por estares só com tamanha obra te estarão a queimar em fogo lento e que o que fariam melhor era dividir a coisa em duas ou três para poderes dar conta da parte que te passasse a dizer respeito, e que por isso até tens um bocadinho de desculpas nas falhas que tens tido, mas porque o disse não é razão para que te perdoe a malcriação. Isso é que não, Álvaro!
Quando falam connosco, é de bom tom respondermos. Quando pedimos para formalizarem um pedido, é de bom tom dar-lhe seguimento e despachá-lo com alguma brevidade. Não é bonito fazermo-nos de esquecidos ou, pior, mandarmos um qualquer subalterno responder por nós, como se o nosso interlocutor não merecesse mais consideração ou respeito do que isso. Também não será de bom tom informar a imprensa das intensões de fusão de empresas de transportes ou de conversações com autarcas, sem, aos ditos autarcas, lhes dar cavaco.
E depois, homem de Deus, o teu camarada que te pediu uma audiência para que tratassem de assuntos urgentes, representa mais de um milhão e meio de pessoas. Quinze por cento da população que juraste servir. Não te lembraste disso? Que se te passou pela mona para o desconsiderares, e aos seus reprentados, dessa forma?
Fiquei triste contigo. Mais do que isso, fiquei desiludido!
Ainda por cima eu faço parte daqueles 1,5 milhões de tipos que o meu amigo Rui representa. Não te admito que me enxovalhes desta maneira.
"Que seja a última vez que me fazes isto, óbiste?"

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