domingo, 11 de novembro de 2018

OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS

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HÁ MAIS DE UM MÊS COM OS PREÇOS A DESCER NA ORIGEM,

PORQUE NÃO DESCEM OS PREÇOS AO CONSUMIDOR?

WTI Petróleo Bruto
$60.19 ▼-0.48   -0.80%
2018.11.10 end-of-day

Brent Crude Oil 204 x 210 px

Brent Petróleo Bruto
$70.18 ▼-0.47   -0.67%
2018.11.10 end-of-day

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O QUARTEL DE SÃO BRÁS ESTÁ ENTREGUE A QUEM?

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O QUARTEL DE SÃO BRÁS 

 

 

Esquecido e abandonado, o quartel de São Brás, desactivado, que foi, em 1993 pelo Estado-Maior do Exército, e agora em estado de pré-ruína, foi construído no mesmo local onde houvera um fortim consagrado ao mesmo santo, nos tempos do Cerco de Porto.

Fora um dos pontos chave da defesa do Porto, por parte dos liberais.

Foi esse fortim que acabou por definir o nome da via que hoje é a rua de São Brás.

Foi quartel da Guarda Municipal, quartel de Transmissões, e em 1963 passou a Casa de Reclusão da Região Militar do Porto, chegando a albergar, durante algum tempo, o espólio do Museu de Etnografia do Porto, oriundo do Palácio de São João Novo. Em 2001, a parada do velho quartel abandonado estava convertida em parque de estacionamento das viaturas apreendidas pela Polícia Judiciária.

A Câmara do Porto tentou, ao longo dos anos, negociar com o ministério que supostamente o tutelava, o da Economia, a transferência da posse do edifício para o município, mas sem qualquer sucesso.

De facto, a partir da data da sua desactivação, várias foram as tentativas de se dar um destino àquele espaço. Em 1997, Fernando Gomes, Presidente da Câmara Municipal do Porto, tentou estabelecer um acordo para a aquisição do quartel, com o Ministério da Defesa, e que passava por abrir o edifício ao movimento associativo da cidade.

Em 2001, um novo acordo quase foi celebrado, para que a autarquia tivesse direito à utilização do espaço, mas nada aconteceu apesar da assinatura de um protocolo de passagem do imóvel para o património municipal ter acabado por ser celebrado em 6 de Dezembro de 2001. A promessa de realização de obras de reabilitação, feita no final de 2001, nunca se concretizou.

O espaço fora também cobiçado pelas juntas de freguesia da cidade, já que em 1994 tinham já feito uma “guerra” para que o quartel não fosse transformado numa cadeia para mulheres. Entendiam que, dessa vez, lá devesse ser criado um ninho de colectividades. No entanto, nenhuma proposta chegou, alguma vez, a avançar.

Em 2004, no dia 28 de Maio, a Escola Carolina Michaelis sugeriu a instalação do Conservatório de Música no mesmo quartel.

Anos depois, vários candidatos à Câmara Municipal sugeriram que o quartel fosse utilizado como um espaço cultural, estando ao dispor de músicos e artistas. Falou-se ainda de ser utilizado para instalar as Associações recreativas da cidade. Foi também pensado que o espaço serviria para alojar residências universitárias, de que a cidade tem míngua.

Nunca estas ideias medraram!

No passado ano de 2015, aquando da decisão do Governo de alienar o Castelo de São Francisco Xavier (Castelo do Queijo), o Presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, propôs que a Câmara tomasse posse do quartel (as negociações para este espaço já estavam em andamento), assim como do Castelo do Queijo, tentando negociar uma permuta com o Ministério da Defesa (por imóveis da autarquia), mas nada mais se soube sobre o desenvolvimento deste assunto.

Não era, no entanto, aceitável, que um edifício do Estado tenha estado neste estado de degradação, sem que se tenha conhecido o que lhe reservava o futuro.

Mas agora ...

Surgiu, apadrinhado pelo Ministério das Finanças, com a aprovação da Câmara Municipal do Porto, um projecto da Casa de Saúde de Santa Maria para a instalação naquele espaço da sua Escola Superior da Saúde e de uma unidade de apoio a idosos. Tudo parecia bem encaminhado. 

Nada poderia vir a correr mal!

Enganaram-se os que assim pensaram. O ministério que supostamente tutelava o espaço (Economia), afinal não tutelava coisa nenhuma, e o que o tutela (Defesa), decidiu passar por cima de todas as negociações já feitas e quer (vai) vender o espaço em Praça Pública por 3,9 milhões.

Para que vai servir? E a quem?

Nada como saber-se o que se quer fazer, e como!

Apostemos agora na especulação imobiliária.

Estamos entregues a que tipo de gente?

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

ONTEM FUI À LOJA!

NA LOJA
Ontem fui à loja, escolhi uma água de colónia, com um cheirinho maravilhoso, e, apesar da insistência da empregada, muito simpática por sinal, optei por, naquela altura, não escolher mais nada.
Quando fui pagar, surpreendentemente, descobri que não tinha dinheiro que chegasse.
Fiquei triste, senti-me enganado, traído, desolado, e expliquei que deveria haver um qualquer engano. O preço não deveria ser aquele, já que eu não o conseguiria pagar ... nunca! Não ganhava para aquele tipo de luxo. Lá expliquei que era reformado, que tinha muitas despesas e pessoas a cargo, mas a funcionária não se comoveu e foi-me explicando que afinal eu tinha escolhido um produto Prada e que tinha de pagar o preço justo! 
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Voltei a sentir-me desolado, enganado, traído, e ainda tentei um último argumento:
- Mas o sr. Ministro disse-me, a mim e a todos nós, no Parlamento e tudo, que agora já todos tínhamos dinheiro para comprar Prada, os senhores estão a enganar-me!
Foi essa a altura em que, delicadamente, me puseram na rua!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

EUROPA QUER QUE PORTUGAL MUDE OS MANUAIS ESCOLARES

EUROPA QUER QUE PORTUGAL MUDE OS MANUAIS ESCOLARES DE HISTÓRIA

tiveram uma epifania e, à conta dela, acharam que a história de um país com História, deveria ser recontada.

Que resposta irão dar os nossos historiadores e investigadores?

E os nossos mandantes?

“a narrativa da descoberta do Novo Mundo deve ser questionada”, diz o Concelho da Europa,

(para estes senhores, somos racistas e homofóbicos)

e, digo eu:

A história não pode ser reescrita à luz e ao sabor de tendências, sejam elas quais forem;

Não podemos nem devemos repensar a história dos séculos XV e XVI por causa de valores e ideias dos séculos XX e XXI.

É a Europa no seu melhor, e este, o tempo hipócrita em que vivemos.
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PORTUGAL FAZ ANOS NO DIA 5 DE OUTUBRO




PORTUGAL FAZ ANOS NO DIA 5 DE OUTUBRO
5 Outubro de 1143

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A data da Fundação Nacional é o dia 5 de Outubro de 1143, dia em que foi assinado o Tratado de Zamora.
É esta a data que corresponde, em primeiro lugar, à Independência de Portugal, e em segundo lugar à implantação da República em que ora vivemos.
Um país não vive do seu passado, mas tem que manter viva a sua memória.



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QUANDO UM SISTEMA POLÍTICO SE TORNA MAIS IMPORTANTE DO QUE A NOSSA NACIONALIDADE,

TROCAM-SE AS PRIORIDADES.

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Celebremos o 875º (octingentésimo septuagésimo quinto) Aniversário de Portugal.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

TÁXIS PARADOS

TÁXIS PARADOS


Imagem Internet

Aqui na cidade, a exemplo de mais duas outras no País, os profissionais da indústria dos táxis, pararam.

Juntaram-se aos magotes na Avenidas dos Aliados, vindos do Castelo do Queijo e de Campanhã, esperaram pelas resoluções governativas às suas exigências, legítimas por certo (nesta como noutras situações somos um povo que adora exigir), esperaram pelas directivas dos seus dirigentes que, também eles, esperavam, assumiram as razões que lhes assistiam para a greve encetada, e, à hora em que escrevo estas linhas, no fim do oitavo dia, continuam à espera, e, quem sabe, desesperam.

Enquanto uns motoristas exigiam que a Uber e a Cabify, e congéneres, simplesmente acabassem, mandando todos os seus trabalhadores para o desemprego, exibindo cartazes a isso alusivos, outros, mais comedidos exigiam (sempre as exigências que nos caracterizam), simplesmente, os mesmos direitos.

Pelo que dizem os taxistas entrevistados, e pelo que é o entendimento geral de todos nós, no fundo o que os taxistas, na sua maioria, exigem oficialmente, é ter os mesmo direitos que os senhores da Uber e da Cabify.

Ora, digo eu, para termos os mesmos direitos, deveremos também exigir-nos os mesmos deveres.

Assim sendo, o que os taxistas parecem querer é:

– Deixarem de ter isenção de 70% no valor do ISV
– Deixarem de ter isenção de IUC
– Passarem a ter 5% de contribuição sobre a Taxa de Intermediação.
– Passarem a deixar de ter dedução de IVA relativo a despesas com as viaturas.
– Deixarem de poder deduzir o valor do IVA do gasóleo.
– Deixarem de ter apoio específico na compra de carros eléctricos.
– Passarem a não poder operar com veículos de idade superior a 7 anos.
– Deixarem de ter contingentação (poder haver quantos táxis lhes apetecer).
– Poderem praticar preço livre.
– Deixarem de ter estacionamento dedicado.
– Deixarem de ter acesso à via Bus.
– Só poderem conduzir 10 horas por dia.
– Não poderem mostrar publicidade no interior ou no exterior dos veículos.
– Deixarem de ser um Serviço Público, ou, na inversa, que os Uber e os Cabify tenham as mesmas mordomias que eles têm por serem um Serviço Público, passando também eles a sê-lo.

Mas não me parece que seja mesmo isto que a indústria dos Táxis quer!

Julgam, ou julgavam, estes profissionais, que a má fama de que gozam se não iria repercutir mais dia menos dia nos seus trabalhos. Enganavam-se todos os dias com um olhar embevecido para o próprio umbigo.

Julgam, ou julgavam, estes profissionais, que o País iria parar com a paragem deles, que o País os aplaudiria e que, solidariamente, deixariam de utilizar os serviços dos senhores dos Uber e dos Cabify.

Julgam, ou julgavam, estes profissionais, que os dirigentes que nos governam iriam de imediato em seu socorro, de rabiote entre as pernas, com receio das represálias da paralisação ou do mais que viesse a seguir.

Estão, ou estavam, estes profissionais, enganados, auto-enganados. Os governantes da capital, bem assim como quaisquer outros, não lhes deram a importância que eles julgavam ter nem se intimidaram com as exigências que fizeram (até ver, claro, uma vez que estamos em contagem decrescente para as eleições), o País não parou, as cidades que tiveram estes manifestantes a bloquear algumas das principais ruas, não pararam, os Uber e os Cabify terão tido muito mais trabalho nessas cidades, e as populações não saíram à rua para os apoiar.

O serviço de Táxi é muito importante e mereceria ser tido como um serviço de excelência. Em muitos casos são o primeiro rosto visível para quem nos visita. Infelizmente e devido a muitos exemplos de maus profissionais (há-os bons e maus em todas as profissões) não é boa a fama de que vem acompanhado. Algumas atitudes dos profissionais do sector, que tendem a prejudicar os utentes deste serviço, também não ajudam a uma reabilitação do sentimento generalizado que se vai sentido em todo o lado. Devo dizer, no entanto, em abono da verdade, que o que se passa de negativo, na minha cidade e com este serviço, é, felizmente, menos grave e menos notório do que dizem que se passa noutras paragens. Mas não deixa, por isso, de ser mau.

Alguma coisa terá de mudar, e a mudança terá de vir dos profissionais de Táxis. Terão de mudar de mentalidade, terão de mudar de atitudes, de qualidade do serviço prestado, equiparando-se, ou mesmo superiorizando-se aos serviços prestados pelas outras organizações, se não quiserem morrer de morte lenta e dolorosa.

Não será por certo com proteccionismos e paralisações e exigências que vencerão, tanto a médio como a longo prazo.

(Texto publicado no blog A Viagem dos Argonautas a 27/09/2018) 

 

 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

MOI ... DIZENDO



Na passada sexta-feira, 24 de Novembro de 2017, durante a última sessão de POESIA NO CASTELO, fui, entre outros 15 convidados, dizer dois dos meus poemas.
Foi um extraordinário acontecimento, muito bem orquestrado pela minha amiga Cuca Sarmento.
Foram também fantásticos os "dizentes" desta última sessão de 2017.
Obrigado Cuca Sarmento.



José Fernando Magalhães
 fotografia de Mota Isfil


 fotografia de Mota Isfil


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PLANO DE ESTRUTURA DA FRENTE MARÍTIMA DO PORTO

EM SETEMBRO DE 2014 FIZ ESTE ESTUDO
https://goo.gl/AVPKzI
EM DEZEMBRO DE 2014 FOI FEITA A APRESENTAÇÃO OFICIAL DA PROPOSTA DA CMP/AP



Atenção:
Este estudo foi feito de modo artesanal, sem qualquer pretensão de ter a qualidade de um trabalho de arquitectura.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CARTA DO PORTO Nº 56


CARTA DO PORTO 

Escrito em 

SERÁ QUE ATÉ OS PIROPOS NOS QUEREM TIRAR?

OS PIROPOS NÃO, SENHORES, OS PIROPOS NÃO!

Na minha cidade, que, como todos sabemos, têm, os seus habitantes, uma peculiar forma de falar, por vezes até um pouco “solta”, o piropo é uma tradição.

De uma forma geral, o piropo não é ofensivo, como o não é o linguajar próprio das nossas gentes.

Nos últimos tempos, o piropo foi caindo em desuso. Seja pela crise económica que fez com que os mestres do piropo deixassem de trabalhar nas obras, seja pelos “tapa obras” que agora se usam, que impedem que os trolhas visualizem as pessoas objecto dos seus ditos, seja ainda pela democratização dos costumes, o que é certo é que já há algum tempo que esses ditos, por vezes brejeiros, quase deixaram de se ouvir.

E é agora, com essa grave crise que nos assola, que nos querem fazer aplicar sanções a quem os disser, que podem chegar a penas de prisão de até três anos.

Vem isto, a propósito de um Projecto de Lei que por estes dias está em discussão na Assembleia da República, que visa punir o assédio sexual, entre outras questões, criminalizando-as, e que vai a votos amanhã, Sexta-feira. Apesar de este item estar já considerado no Código Laboral, não percebo como pode haver quem não concorde com tal criminalização, mesmo que, desde o momento da existência da Lei até à sua aplicação, exista um mar de dificuldades e outro de impossibilidades.

Há quem considere o piropo, uma forma de perseguição e de assédio, e portanto, passível de ser punido do mesmo modo.

Não concordo!

O piropo não, senhores, o piropo não!

Sendo o piropo, na maior parte das vezes, por parte de quem o profere, uma simples declaração de interesses, ninguém poderá, alguma vez, ser criminalizado por proferir um, já que não é permitido ser-se castigado por delito de opinião.

Imagem tirada da Internet
Imagem tirada da Internet

Defendo o regresso do cimbalino (já o fiz numa outra crónica, a número 19), como defendo o regresso do príncipe e o da girafa (copos em que se servia a cerveja), como defendo também o do uso de termos que sempre foram nossos e que, com a proliferação de novelas nas televisões, e da vergonha de uns tantos nas nossas tradições na nossa pronúncia e na nossa cultura, deixamos de usar.

Assim, como não poderei, eu, defender a continuação e, quiçá, o desenvolvimento, do uso do piropo na nossa terra?

Como não defender a beleza de um “És um helicóptero – gira e boa!”, ou de um “Abençoada mãe que tal filha gerou!”, ou um “Tantas curvas, e eu sem travões”, ou “Ainda dizem que as flores não andam”, ou “És um bilhete de primeira classe para o pecado”, ou esta “Queria ser um patinho de borracha para passar o dia na tua banheira”, ou ainda de um “A tua mãe deve ser uma ostra, para nos dar uma pérola como tu!”, de modo a que tais ditos, não sejam, nunca, considerados como crime?

(O tratamento por tu, muito em voga nos últimos anos, faz parte da democratização das ideias e dos costumes!)

Estou em crer que os defensores de tal ideia, se realmente a defendem (a de criminalizar o piropo), se calhar só o fazem por uma razão. Por via de não serem giros nem boas, nunca receberam piropos ou outros agrados, e assim, por esta razão e desta forma, evitam sentirem-se excluídos e mal queridas.

Imagem Internet 5dias.net "HUMOR"
Imagem Internet
5dias.net
“HUMOR”

O nosso mundo, o Português, está tolo, mesmo que não o vejamos ao pormenor, e se não soubermos rir-nos de nós mesmos, outros o farão por nós, de uma forma ainda mais negativa!

 

 

segunda-feira, 9 de março de 2015

46ª CARTA DO PORTO

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/17/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-46/

44ª CARTA DO PORTO

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/03/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-44/

45ª CARTA DO PORTO

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/10/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-45/

43ª CARTA DO PORTO

http://aviagemdosargonautas.net/2014/06/26/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-43/

42ª CARTA DO PORTO

http://aviagemdosargonautas.net/2014/06/19/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-42/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO - ALDOAR, FOZ DO DOURO E NEVOGILDE 2

DIAPORAMA FEITO EM CONJUNTO COM JOAQUIM PINTO DA SILVA, COM O APOIO DE "O PROGRESSO DA FOZ" E DA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ALDOAR, FOZ DO DOURO E NEVOGILDE.
EM EXPOSIÇÃO DE 27 A 30 DE SETEMBRO NO EDIFÍCIO TRANSPARENTE - PORTO

NEVOGILDE

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO - ALDOAR, FOZ DO DOURO E NEVOGILDE



DIAPORAMA FEITO EM CONJUNTO COM JOAQUIM PINTO DA SILVA, COM O APOIO DE "O PROGRESSO DA FOZ" E DA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ALDOAR, FOZ DO DOURO E NEVOGILDE.
EM EXPOSIÇÃO DE 27 A 30 DE SETEMBRO NO EDIFÍCIO TRANSPARENTE - PORTO

ALDOAR


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

CARTAS DO PORTO (20ª)

20ª CARTA DO PORTO

OBRIGADO PELA VISITA

CARTAS DO PORTO (19ª)

19ª  CARTA DO PORTO
http://aviagemdosargonautas.net/2014/01/09/2043252/

OBRIGADO PELA VISITA

18ª CARTA DO PORTO

18ª CARTA DO PORTO
http://aviagemdosargonautas.net/2014/01/02/uma-carta-do-porto-por-jose-magalhaes-18/

17ª CARTA DO PORTO

17ª CARTA DO PORTO
http://aviagemdosargonautas.net/2013/12/26/2041680/

domingo, 29 de setembro de 2013

O PORTO É ASSIM

O PORTO É ASSIM!

A cidade do Porto é um encanto. Está repleta de atractivos patrimoniais e gastronómicos e tem uma luz e uma atmosfera únicas. Para além disso, o Porto possui uma riqueza inestimável, talvez até a mais importante de todas, os seus habitantes.

A zona histórica é Património Mundial da Humanidade e é a cidade que dá nome ao nosso País e a um dos mais famosos vinhos do mundo, o Vinho do Porto.

A cidade do Porto foi escolhida pelo New York Times como um dos locais a visitar em 2013. Foi de igual modo escolhida, pelo Lonely Planet, como o melhor de entre dez destinos de férias da Europa em 2013. E o Huffington Post destacou o Porto e o Rio Douro como um dos melhores destinos fluviais Europeus, e o destaque, imagine-se, veio em primeiro lugar.

Por isto, e muito mais, o que espera para nos conhecer melhor?

A Arte em Alta na Baixa

Foi um fim de semana importante para a cidade, este de 20, 21 e 22 de Setembro. Tiveram lugar a terceira sessão do Urban Market na novíssima Praça das Cardosas, e a abertura das novidades de Arte Contemporânea das Galerias de Miguel Bombarda, para além dos mais variados eventos que se espalham quotidianamente pelo Porto.

Se as exposições em Miguel Bombarda são já um acontecimento habitual, sendo somente de realçar a continuada qualidade das mesmas e o contínuo crescimento dos visitantes, tanto nas inaugurações como no dia-a-dia, a festa da Praça das Cardosas é ainda de existência recente, mas já possui uma popularidade digna de nota.

A Praça das Cardosas é a mais recente Praça do Porto, tendo recebido este nome devido ao novo Hotel Intercontinental (Luxo) que se instalou no Palácio das Cardosas, em cujas traseiras esta Praça se encontra. É uma praça linda, arejada e meio privada, melhor dizendo, privada e de acesso público, com um parque de estacionamento por baixo e escondida de olhares menos atentos. Tem várias entradas, sendo que a mais importante, se assim se puder dizer, fica virada para a fachada da Estação de São Bento.

Urban Market na Praça das Cardosas

O evento (Urban Market), organizado pela Portugal Lovers, vai já na sua terceira edição nas Cardosas, e realiza-se no penúltimo fim de semana de cada mês. Cada edição é diferente da anterior, e única, combinando artes com música e com gastronomia, com animações para todos os gostos, entre espectáculos de música, exposições, mercados e provas de vinho e petiscos. Tudo muito colorido, tudo muito divertido, a confirmar a excelência da Praça enquanto sala de estar, e o quanto é bom viver o Porto.

Fui até lá na sexta-feira e também no Domingo (o Urban Market realiza-se sempre entre Sexta-feira e Domingo) e durante umas duas horas de cada vez deambulei por entre as bancas, sem pressa alguma de sair.

Falei com o simpatiquíssimo Silvino, jovem empresário que tem uma banca de Gomas, Doces & Vitaminas Nutrally, sem adição de açucar, feitas para todos incluindo os mais pequenos, conversei com o artesão sr António Lisboa da Ourivesaria Lisboa, que me mostrou, entre outras coisas uns mini-óculos e um mini-triciclo em prata, feitos ali mesmo na banca, e em que tudo trabalha, desde as hastes dos óculos ao guiador e aos pedais do triciclo, apreciei o trabalho New Wave dos cabeleireiros Anjos Urbanos, bebi vinho do Porto, quase me tentei com o shushi, toquei nas roupas, olhei as plantas, provei os gelados da Sou Sweet, experimentei os berloques e bebi vinho a copo no meio de um mar de gente linda e bem humorada e ao som de música que os Dj’s de serviço nos ofereciam.

O próximo Urban Market (Rock) é já no dia 29 de Setembro, e vai realizar-se no Hard Club. Depois, Em Outubro e em Novembro, o regresso está marcado para a Praça das Cardosas.

Urban Market - Palácio das Cardosas
Urban Market – Palácio das Cardosas

Inauguração das Exposições de Arte em Miguel Bombarda

A Rua de Miguel Bombarda é a rua, por excelência, das Galerias de Arte. Começou a sê-lo já há mais de 5 anos, e o seu prestígio vai subindo em flecha. Lamentavelmente não é, ainda, uma zona pedonal, apesar de estar previsto sê-lo no projecto de requalificação elaborado no ano 2000.  A rua conta também com hostals, restaurantes, bares, livrarias e várias lojas de mobiliário retro-cool, de decoração alternativa, design, moda, música e outras tendências de comércio. É uma das ruas da cultura da nossa cidade.

Com cada uma das variadas exposições de uma espectável e habitual qualidade irrepreensível, o dia de Sábado ficaria manchado (para mim) pelo aproveitamento político de candidatos à Presidência da Câmara da cidade. Com abertura prevista para as 16h., e com a esperada enchente (já por lá andava muita gente à hora aprazada para o começo), pouco passava das 16h30 quando chegou o primeiro trazendo consigo meia dúzia de pessoas, precedido de bombos e panfletos e acompanhado de promessas, sorrisos, cumprimentos e beijos.

Esperando o pior quanto à qualidade e quantidade dos que se iriam, por certo, seguir, retirei-me!

Voltarei para visitar cada uma das galerias da rua num dos próximos dias, esperando que a semana das eleições autárquicas passe,  já que só tive oportunidade de entrar numa, a Ap’Arte Galeria, após ter bebido um chá, sublime, na Rota do Chá.

MIGUEL BOMBARDA
MIGUEL BOMBARDA

Família Desce à Rua

Ainda este mês, no próximo Domingo, 29, é dia de a Família Descer À Rua. Este evento traz à rua das Galerias de Paris, artesãos, numa feira de artesanato urbano, onde se podem encontrar prendas originais para pessoas muito especiais, elaboradas por novos criadores.

Se o tempo o permitir, passem por lá que por certo se não arrependerão.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TESOUROS ESCONDIDOS NA CIDADE DO PORTO

Tesouros escondidos na cidade

No Porto, a Arte está por toda a parte.

Nesta cidade que encanta quem a visita, podemos encontrar uma obra de arte ao dobrar de uma qualquer esquina ou no interior de um largo escondido e não publicitado.

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Foi o que me aconteceu por um feliz acaso. Na minha decisão de conseguir ir à Muralha Fernandina, de cuja entrada não sabia a localização, descobri-a.

Sabia da sua existência, mas não da sua qualidade. Sabia que estaria perto da Muralha, mas não sabia o local exacto.

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Igreja do Convento de Santa Clara

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Entrei e fiquei quase sem respiração com tamanha beleza. É uma das igrejas mais bonitas que tive o privilégio de visitar, aqui na minha cidade ou em outro qualquer lugar do mundo.

Convém ir até lá sem qualquer pressa, pois que muito há para apreciar e alegrar os sentidos.

Verdadeira jóia do Barroco, impressiona pela sua exuberância decorativa e pela extraordinária combinação entre a talha dourada e o azul, e está situada no Largo de Primeiro de Dezembro, escondida dos olhares dos passantes comuns e da grande maioria dos habitantes do burgo. Só lá vai quem sabe (a grande maioria dos visitantes são os turistas estrangeiros que a encontram referenciada nos roteiros), deslocando-se a esta igreja de propósito para a apreciar, deleitando-se. É uma das principais igrejas Portuenses forradas a ouro.

A construção do Convento feminino de Santa Clara data da primeira metade do séc. XV (1416) e a igreja ficou concluída em 1457.

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Depois de saciados os sentidos, saí da igreja e parti à procura da entrada escondida para a Muralha Fernandina. Não estava longe. Era logo ali ao virar da esquina, mesmo ao lado e por cima da Porte Luiz I.

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Muralha Fernandina

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O acesso até é fácil, embora secretamente escondido e fechado à chave fora do horário normal do expediente do Ministério da Saúde, ex-Instituto Ricardo Jorge, que por ali tem umas instalações.

A Muralha Fernandina (Cerca Nova, porque substituiu a antiga Cerca Medieval, e Muralha Gótica eram outros nomes que se davam à cintura Medieval que outrora existiu), concluída por volta de 1437 no reinado de El Rei D. Fernando, é parte integrante da história do Porto, é uma parte inevitável da paisagem portuense, e é também, hoje em dia, um dos mais bonitos miradouros da cidade Invicta. Debruçada sobre o Douro, a ponte D. Luís e os trilhos do Funicular, oferece a quem tem a felicidade de lá ir, uma vista fantástica sobre as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia.

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Há ainda outro local escondido, entre muitos outros por certo, na cidade do Porto. Mas este estando também à vista de toda a gente, e sabendo-se perfeitamente por onde entrar, só por lá podem circular os jardineiros e os pássaros que por ali abundam. Trata-se de um novo jardim da cidade, o Jardim das Oliveiras.

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Jardim das Oliveiras

DSC03516-960x

Situado por cima do Passeio dos Clérigos, teve o seu nascimento aquando da requalificação da Praça de Lisboa há muito pouco tempo.

Outrora um centro comercial degradado, o Passeio dos Clérigos é agora um espaço agradável e cheio de vida e de movimento e está situado muito próximo de um dos centros de maior interesse da noite Portuense.

O jardim, para onde foram transplantadas oliveiras centenárias, poderia ser um complemento ideal para quem andasse por ali, mas não é permitida a sua utilização pelos munícipes.

Irá ser sempre assim, ou o novo Presidente da Câmara (acaba por ser inevitável falar no assunto) vai olhar com outros olhos para este espaço?

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domingo, 15 de setembro de 2013

CULTURA AO AR LIVRE


Cultura ao ar livre

 

1ª Avenida - Jazz - PORTO
1ª Avenida – Jazz – PORTO
Um pouco antes das nove horas da noite do dia 6 de Setembro deste ano de 2013, saí de casa depois de ter jantado. Dirigi-me para o centro da cidade. Estranhamente, ou talvez não, foi difícil arranjar lugar para estacionar. Depois de algumas voltas dei com um lugar já um pouco longe da Avenida dos Aliados, que era o meu destino. Ao longo dos minutos que levei a andar até chegar, fui vendo cada vez mais gente a pé, indo na mesma direcção que eu.
Faltavam três minutos para as nove e meia quando a Avenida se me deparou. Cheia de luz e, cheia de gente.
A Câmara do Porto e a Casa da Música apresentavam um concerto único de Jazz com a Orquestra de Jazz de Matosinhos e o guitarrista Kurt Rosenwinkel.
Com algum cuidado lá me fui aproximando do palco. Um mar de gente sentada no chão, impediram que ficasse a menos de 50 metros.
E o concerto ao ar livre começou e avançou e entusiasmou.
Kurt Rosenwinkel, em parceria com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, uma das mais conceituadas do nosso País, editou um disco que apresentou ao vivo. No geral muito bom, alguns dos trechos eram mesmo excelentes.
Pouco importa se o Jazz tocado fazia parte das minhas preferências auditivas, mas pelo que vi, fazia-o certamente de uma grande quantidade de gente.
A cultura, que alguns, poucos e sempre os mesmos, repetem ad nauseam não existir na cidade do Porto, culpando o Presidente Rui Rio à conta da sua política de subsídios, desceu à rua na minha cidade.
A nossa Avenida, que depois de muitos anos com jardins floridos e magníficos no seu traçado, se acinzentou e modernizou por obra e graça do risco arquitectónico de Siza e a complacência, muito criticada na altura, do nosso, ainda, Presidente da Câmara, reganhou vida, com tanta gente ávida de tudo o que por ali se passa, de todos os eventos que vão acontecendo ciclicamente desde há alguns anos, ganhou charme e estilo e está transformada de uma vez por todas no que sempre foi e nunca deveria ter deixado de ser, a nossa sala de visitas por excelência.
Não pertencendo ao governo ou a um qualquer sindicato ou partido político, não consigo saber, com os conhecimentos e as certezas que eles têm apesar de nunca acertarem nos números uns dos outros, qual o número de pessoas que estavam na Avenida dos Aliados durante o concerto, mas, dizendo-o à moda da minha cidade, e com a licença da palavra, estava gente “comó carago”.
1ª Avenida Música Clássica - PORTO
1ª Avenida Música Clássica – PORTO
No sábado, voltei à Avenida. Foi ainda mais difícil estacionar. Fiquei ainda mais longe.
Desta vez era a excelente Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música que apresentava, também em concerto único, trechos de Música Clássica.
Excertos de obras de Beethoven, Mendelssohn, Puccini, Rossini, Verdi e Cláudio Carneyro (compositor Portuense 1895-1963) e a voz do tenor Carlos Cardoso, passaram pelos meus ouvidos, provocando-me uma mistura de sentimentos e sensações há muito não experimentadas. Realmente, um concerto ao vivo e ao ar livre é diferente, entusiasmante e até, acolhedor.
De novo, os presentes eram mais que muitos, se possível muitos mais do que tinham sido na sexta-feira. Parecia uma noite de São João, com tanta gente junta.
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E porque falei em música, nos últimos meses, nos meses de Junho, Julho, Agosto, as tardes de domingo tiveram banda sonora em ambiente descontraído, até ao pôr-do-sol. Esteve de volta o Porto Sunday Sessions e, com ele, mais de 50 horas de música para aproveitar, sempre aos domingos, às 4h da tarde, prolongando-se até às 8h..
Alguns dos nomes mais badalados da música portuguesa da actualidade mostraram o DJ que havia dentro deles. Começou no dia 23 de Junho, no Parque da Cidade, com Salto e The Weatherman.
Em Julho o Porto Sunday Sessions seguiu para o Jardim do Passeio Alegre. E em Agosto instalou-se no Jardim de São Lázaro, o mais antigo jardim municipal da Invicta.
Em Setembro a música regressou já ao Parque da Cidade, a 1 e a 8.
Nos próximos Domingos 15, 22 e 29, ainda pode aproveitar, há música para quase todas as idades, em ambiente descontraído, com gente bonita, bem disposta e em completo “relax”.

A festa da cultura na cidade, na minha cidade, vale a pena ser vivida.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DE VOLTA EM VOLTA PELO PORTO E ARREDORES

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De volta em volta pelo Porto e arredores

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Dei por mim a revisitar a minha cidade a meio deste Verão, no calor de Julho e de Agosto. Tenho o privilégio de sempre ter vivido na parte ocidental do Porto, junto ao mar e ao Parque da Cidade, onde passei a fazer toda a minha vida desde há seis anos, espraiando-me também pela orla marítima, para norte e para sul, e pela fluvial, e deixei quase por completo de ir ao centro, o que acentuou esta minha necessidade de revisita.

Comecei pela “nova” baixa, mas não me fiquei por lá.

As antigas ruas do centro, velhas cinzentas e despidas de interesse, mesmo as mais comerciais que sempre tiveram vida própria, embora que só durante o horário de funcionamento do comércio ou dos serviços, ganharam vida nova. Por todo o lado florescem  bares, restaurantes, esplanadas e até uma nova praça, e milhares de turistas, aos pares ou aos magotes, cirandam por ali, dando um colorido e uma alegria que eu só vira nas cidades modernas e evoluídas. Os autocarros turísticos, descapotáveis e apinhados de gente, polvilham a cidade com o seu colorido.

Numa das minhas, ainda poucas, saídas nocturnas, encontrei uma cidade a fervilhar de vida, com milhares e milhares de pessoas a darem vida aos espaços que ainda há poucos anos estavam mortos, ou simplesmente esquecidos, esperando falecer.

Nunca tinha visto o Porto assim. Encontrei uma cidade nova. Cantos e recantos foram aproveitados para que esta nova cidade florescesse. E até os Portuenses parecem mais alegres, mais descontraídos, ainda mais simpáticos do que era habitual, menos fechados nos seus problemas, que, como em todo o lado, são muitos e em alguns casos, mesmo enormes.

Aos poucos, rua a rua, bocado a bocado, esta nova vida que já está bem implementada, se vai alastrando, e o fenómeno parece imparável. Há obras de requalificação por todo o lado. A oferta é grande e diversificada. Em cada entrada um restaurante de petiscos ou de pratos tradicionais, em cada canto um bar, em cada esquina um Hostel, em cada pessoa um amigo. E, para quem vive deste tipo de comércio e de outros congéneres, não parecem faltar clientes.

Nunca como hoje, a cidade teve tanta oferta cultural, apesar das críticas acesas e costumeiras de alguns poucos contra a falta de subsídios e contra a política que os actuais dirigentes camarários têm sobre o assunto.

O Porto recebeu nos últimos anos uma enorme lufada de vida fresca. Se já era um luxo viver cá, agora ainda o é mais, com toda esta nova oferta que mostra ser de qualidade.

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PORQUE ME APETECE OUVIR MÚSICA

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DOZE DE UMA SÓ VEZ - FABULOSA CRIATIVIDADE
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CHELSEA MANNING, UM HERÓI AMERICANO

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Foi através de um comunicado lido pelo seu advogado no programa ‘Today’, da NBC News, que ficou a saber-se que Bradley Manning... quer viver como uma mulher e chamar-se Chelsea.
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sábado, 6 de julho de 2013

REVOGUE-SE O IRREVOGÁVEL E...

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SIGA PARA BINGO
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Já nada é o que era, e ainda bem. 
Imaginemos que as pessoas ainda ficavam presas à sua palavra, era um aborrecimento e ainda tínhamos de andar todos com uma corda ao pescoço. E isso, meus caros, já não se usa. Nem ser fiel à palavra dada, e muito menos ser-se penhor dela.
Também já não se usam princípios éticos e outros. Quem os tem chama-lhes seus, mas se houver quem deles não goste, há sempre outros, guardados numa qualquer gaveta, para poder agradar.
Num governo, o nosso, um homem-ministro demite-se por causa de uma mulher-que-vai-ser-ministra, a mulher, coitada, toma posse como ministra numa situação deveras delicada. Entretanto, e face aos graves problemas, à escala Nacional e até Internacional, o homem "recua" na sua decisão irrevogável, sobe de posto mantendo-se no governo como um verdadeiro Primeiro Ministro e, até ver, a mulher-agora-ministra, Maria Luís Albuquerque, também aí se manterá. E o que virá aí é um novo governo, com outras novas caras do partido de Paulo, mas para que assim fosse, não deveria ter sido necessária esta crise.
No que respeita a exigências, de uns e de outros, já por aqui tratei, mas também essas exigências poderiam a partir de agora ser facilmente revogáveis.
O que se não revoga é a vontade de destruir, custe o que custar, todo o esforço que todos nós tivemos de fazer ao longo destes dois últimos anos. Para isso, lá se vão reunindo, uns bandos de tipos politicamente politizados, fazendo marchas, exigindo o descalabro, chamando impunemente os mais feios e execráveis nomes a quem tem o fardo de nos governar, seja essa governação bem feita ou não.
Agora, voltamos a ter a possibilidade de compor o que se descompôs na última semana, e se assim acontecer, lá estarão na forja mais umas greves, umas manifestações, e uns e outros a colocarem-se em bicos de pés, a ver se são vistos e/ou ouvidos. 
Só mesmo na nossa república democrática que, velha de cem anos enquanto república e de quarenta enquanto arremedo de democracia, está mais "prá" cova que outra coisa.
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