Anda tudo doido. O cr9, fenómeno de popularidade mundial, que não terá culpa de as pessoas serem como são, e que custou aos cofres do Real, noventa e quatro milhões de euros (verba absurdamente alta), vai ser apresentado aos sócios do seu novoclube. As fãs, de todo o mundo, endoidadas (algumas fizeram milhares de quilómetros) e com o sorriso estampado no rosto, correm só para o verem por entre as cabeças das pessoas que estão à frente embasbacadas, a olhar, a olhar. O MUNDO PÁRA! Desaparecem, como que por milagre, a fome, a doença, a falta de instrução, a criminalidade, e todas as coisas más e até menos boas com que a humanidade se debatia até agora. Hoje, até parece que vivemos num mundo ideal. O MUNDO PÁRA PARA VER RONALDO! Mais de metade do tempo que se dedica a ouvir um noticiário, na televisão ou na rádio, é totalmente ocupado a ouvir falar, ou a ver imagens, sobre o homem, Madeirense, Português. O resto é secundário. O País é secundário. Tudo é secundário. O secundário não existe! O MUNDO PÁRA PARA VER RONALDO. O MUNDO É FELIZ! A apresentação do craque, aos sócios madrilenos, vai ter honras de transmissão directa das nossas televisões privadas, SIC e SPORTTV, mas também da nossa televisão pública, RTP, paga também em grande parte por todos nós. Ah, e aquele programa das segundas à noite da televisão pública, de categoria duvidosa, que dá pelo nome de Prós e Prós (às vezes Contras), deveria hoje ser também sobre este senhor... Já agora ficava tudo em sintonia. . Ensandecemos?
. ASSALTOS, TIROS, MORTOS, FERIDOS E O MAIS QUE VIER . .
Estamos cada vez pior. Os assaltos sucedem-se, as armas disparadas são uma constante, com mortos, feridos e tudo o mais à mistura. Ontem foram dois polícias feridos na cara (um com muita gravidade) com balas disparadas por meliantes. Hoje, foi um dos assaltantes a uma ourivesaria, morto a tiro. A polícia, que anda por aqui para nos proteger, ao tentar apanhar os bandidos, acaba por matar um, em troca de tiros com os salafrários. Dos quatro assaltantes, um conseguiu fugir (o irmão do morto). Em qualquer parte do mundo, parece normal (a perseguição de assaltantes pelas forças policiais, e a eventual morte ou ferimento de algum deles, se houver troca de tiros), mas aqui em Portugal, o pobre do agente da autoridade vai ter muito que penar, com acusações, suspensão do serviço e tudo o mais, como se fosse ele o gatuno, e não o outro. Que fazem tantos malandros à solta no nosso País, quando se sabe que na sua maioria estão referenciados pela polícia? Porque são tantos criminosos soltos, quando se trata de pequenos furtos, logo após a sua detenção? Como se chegou ao estado de coisas de hoje em dia, em que os bandidos têm a noção de poder fazer o que lhes dá na real gana, inclusivamente disparar contra seja quem for, incluindo as forças policiais? Qual a relação entre este aumento de criminalidade e o aumento de imigração? Ou entre o aumento da criminalidade e a diminuição dos valores morais dos nossos jovens? Quem é responsável por tudo isto? Estamos num País à deriva, onde os crimes violentos aumentam diariamente, e as autoridades (por falta de meios ou de legislação) parecem não ter capacidade para suster este aumento. É um verdadeiro escândalo o estado da justiça em Portugal, e as leis penais são uma verdadeira treta. Para que serve uma Assembleia da República que não legisla como deve sobre este assunto? Para além disto, e não menos importante, o Ministro que tutela estes casos, Rui Pereira, não parece ter categoria para o cargo.
. PRESIDENTE VETA ALTERAÇÕES À LEI DOS SEGREDOS DE ESTADO . . .
Mais um diploma vetado. E já lá vão onze. Este tinha sido aprovado com os votos do PS e do PSD. Considerou o nosso Presidente que o decreto continha soluções que poderiam afectar o equilíbrio entre os poderes do estado. No País dos segredos, esta alteração ainda não passou.
O sr Teixeira é agora o novo ministro da Economia e acha que tem de superar a crise. A crise do Ministério da Economia, claro, que a do Ministério das Finanças, essa, já está resolvida e a caminho do fim. Um super-ministro com um super-ministério. É verdade que este senhor parece ser bem mais capaz que o seu antecessor. Mas, se a economia não arrancou até agora, se o sr Pinho não conseguiu em quatro anos fazer coisa que se visse (entendamos, de bem) por ela, o que o levará a pensar que em dois meses o vai conseguir? Será que pensa que vai ser eficaz nos dossiers que Pinho provou não o ser? Será que acha que vai inverter o sentido (a aumentar) do número de desempregados? Será que vai salvar a Quimonda e outras empresas que, em risco, ainda não faleceram? E as PME´s, que raio vai fazer o novo ministro por elas? E como vai fazer crescer as exportações, coisa que neste tempo todo o seu colega antecessor não conseguiu? Tantas questões que ficam sem resposta, que o ministro novo não tem para dar. Só nos resta esperar para ver o que nos próximos dias o sr vai fazer.
O PSD , por Manuela Ferreira Leite estipulou e bem , não permitir candidaturas duplicadas . Pedro Santana Lopes já sabia quando se candidatou a Lisboa que não concorreria a deputado . Do mesmo modo Rui Rio e Luís Filipe Menezes concorrem respectivamente ao Porto e Gaia e estão impedidos de constarem nas listas de deputados.
Contudo o PSD escolheu mal a pessoa , José Pedro Aguiar- Branco para falar em candidaturas paralelas e aplicar essa ideia concomitantemente para a Europa , procurando atingir Elisa Ferreira e Ana Gomes . O vice-presidente do PSD é deputado e presidente da Assembleia Municipal do Porto. É necessário ser -se coerente com o que se pensa e pratica. José Sócrates ao tomar esta decisão fez uma fuga para a frente e para salvar única e exclusivamente a sua pele , o resto não interessa . Tenta conquistar os portugueses e vai hostilizar as suas hostes , vai acabar por perder tudo. Todavia ,eu ao ser a favor de acesso a cargos públicos exclusivamente a um único cargo , proponho que sejam decentemente remunerados para poder-se exercer esse mandato com dignidade e isenção. Por exemplo, um candidato a uma Câmara que perde ficando como vereador , vereador mais votado na oposição , só recebe senhas de presença que é uma ninharia . Deveria ter uma remuneração compatível com o seu cargo e não precisar de mendigar outra coisa qualquer.
Conhecida por alguns já vai para três dias ou mais (que desígnios terão levado a que se atrasasse a sua publicação?), chegou agora a público uma sondagem que nos diz que Santana e Costa estão empatados. Ainda há poucas semanas era para muitos impensável que Santana Lopes pudesse voltar às lides, e eis que a dra Manuela lhe dá a mão. Ainda há poucas semanas se dizia que Santana não tinha hipóteses frente a Costa e eis que, mesmo antes das eleições europeias, se falava já na possibilidade de isso acontecer. Ainda há pouco tempo Costa era ganhador certo para a Câmara de Lisboa, e agora, nesta sondagem, isso é tudo menos certo. É verdade que Costa se perfila já como sucessor de Pinto de Sousa à frente do partido, tendo já criticado posições deste, logo no dia (noite) da expressiva derrota nas eleições europeias, pelo que a vitória ou derrota na câmara passa a ser quase irrelevante para ele. Mas o que interessa agora é a capacidade de se erguer e de combate que Santana Lopes tem. É um verdadeiro político, que agrada às massas, que sabe o que dizer e como, e mais importante quando. Ou senão, vejamos a ideia lançada para mais um túnel na capital, de que, já toda a gente fala, de que já toda a gente opina, apagando por completo o protagonismo de Costa nesta pré-campanha. A procissão ainda vai no adro, e Pedro Santana Lopes tem a câmara de Lisboa ao seu alcance, com mais facilidade do que se poderia julgar.
Alguns dos deputados do PS, não gostaram das decisões do chefe de não se poderem candidatar a mais que uma eleição, entendendo que esta é uma má estratégia. Eu compreendo a posição destes senhores. Os tachos não abundam, e a maior parte deles não sabe fazer mais nada. Muitos destes deputados não passam de parasitas da sociedade, existindo em todos os quadrantes partidários. A figura de Sócrates está a empalidecer, agora com os deputados a contestar as suas decisões. Esta decisão do nosso Primeiro, plágio de decisões anteriores do PSD, vai ainda fazer mossa nos dias que se seguem, se o chefe não os meter na ordem.
. Tarde de mais, parece-me, mas sempre de louvar, o nosso Primeiro impôs que o que se está a passar com a srª d Elisa, não aconteça de novo. Assim, determinou que nas autárquicas e nas legislativas, não haverá nomes repetidos. Ou se vai a uma ou se vai a outra. Esta mudança de estratégia, a par de outras mudanças que o sr Sócrates ensaiou, logo após a derrota monumental nas europeias, é, unicamente um subterfúgio para captar as simpatias de alguns incautos. Se der certo, e se acontecer a, neste momento inimaginável, vitória nas próximas eleições, logo arrepiará caminho e voltará a autorizar duplicação de candidaturas na próxima oportunidade. Mas, ao contrário do que alguns julgam, o nosso povo é inteligente e não irá nestas cantigas.
Inédito e apagado pelos corninhos do demitido ministro. Foi o azar de Rangel, em dia em que até nem estava ao nível que nos tem habituado. Mas teve o condon de surpreender os colegas deputados. A ninguém lembraria tal atitude. A classe do deputado, agora europeu, foi por demais evidente. Espero que fique pouco tempo lá por fora e seja dentro de meses, poucos, chamado para ministro. Bem merece, e será por certo uma mais valia para o governo que há-de vir.
O ainda nosso Primeiro, vai fazer das tripas coração, para convencer o poeta a integrar as listas do PS à Assembleia da República. Alegre já disse que não queria, mas o partido, ou melhor, o sr sócrates precisa imenso dele. Há que reconquistar a parte esquerda do eleitorado, e sem Manuel Alegre a coisa pode ficar feia. Vão ser usados todos os truques, todos os subterfúgios, mesmo todas as manobras, por mais esquisitas que o sejam. Começam por lhe pedir em voz baixa e com jeitinho, seguindo-se apelos em voz alta, depois pedidos públicos, queixinhas, choraminguices, arrastar de pés e mesmo gritos. O sr Pinto de Sousa, ele mesmo ou por interposta pessoa, vai sujeitar-se a humilhações, só para poder dizer que conta com o poeta nas suas listas, e o mais certo será que não veja conseguidas as suas pretensões. Só mesmo se usar a chantagem de, "só te apoio nas Presidenciais se fizeres o que eu te digo agora," e mesmo assim, é duvidoso. Mas o homem é capaz de tudo e se conseguir os seus intentos, alguma coisa avultada terá de dar em troca. E dará! Só se espera que Manuel Alegre, seja igual ao que eu julgo que ele é, e nem se digne receber, ou depois responder, ao sr ainda Primeiro Ministro de Portugal.
Contra a corrente de opiniões que se alastra por toda a oposição, Luís Filipe Menezes, autarca de Gaia e um dos mais esclarecidos políticos do nosso País, elogiou o ministro GaffePinho. Disse ser um dos bons ministros deste governo, que salvou empresas e salvou empregos, e trouxe investimento para Portugal. Na realidade, este ministro, a par de algumas outras coisas referidas pelo autarca de Gaia, bateu-se pelas energias renováveis e venceu, trazendo mais investimento para o nosso País, sendo essa, a par das muitas gaffes, talvez a mais importante razão para ser lembrado. Infelizmente, vai tão somente ser lembrado como o ministro dos cornos.
Este gesto do Ministro Manuel Pinho que agora é ex- Ministro . Como as coisas e os nomes mudam tão depressa! Este movimento das mãos na cabeça a imitar uns cornos que pretendiam exprimir ideias e sentimentos para a bancada do PCP foram infelizes . Este movimento foi obsceno e inqualificável . Mas os portugueses já se questionaram porque é que tal aconteceu ! A colocação na tribuna do Governo Manuel Pinho era o que estava mais próximo da bancada do PCP, daí sujeito a bocas e impropérios dessas bandas . É pena , não ter ficado registado o que lhe devem ter dito e que não foi filmado em áudio ou vídeo. Não estou com isto a ilibar Manuel Pinho do que fez , mas quem não se sente não é filho de boa gente e um homem não é de ferro . Ficou demonstrado que o Ministro das gaffes não resistiu à pressão , a que está sujeito , e todo o Governo . Os nervos à flor da pele fizeram-no explodir . Manuel Pinho mostrou classe e elevação ao dar a entender que se demitiu , o que na realidade foi induzido por José Sócrates a fazê-lo . Por teimosia de José Sócrates que nunca quis mexer no Governo para não dar a entendr fragilidade , o destino obrigou-o a fazer mesmo em cima das eleições . Azar dos diabos. Já , deveria ter remodelado Manuel Pinho , Lurdes Rodrigues e Mário Lino e o seu governo não estaria nas ruas da amargura . Agora terá que amolar com o peso dessa sua não decisão. Tudo acontece a José Sócrates que até não esteve mal no debate , mas a sucessão de incidentes em tão pouco tempo ( perda das eleições europeias ; negócio da TVI ; demissão de Manuel Pinho ) são muita coisa e muito perto das eleições . A sua margem de manobra cada vez é mais estreita e quase sem saída. Vamos ver...
O desgaste provocado pela governação, provoca que algumas pessoas, coitadinhas, percam as estribeiras e façam gestos que não lembra ao demónio. Quase merecia uma tentativa de pega de caras. Claro que não são mal educadas as pessoas que fazem o que o senhor fez, nem nada que se pareça, estão só desgastadas e pronto. E até pediu desculpa e tudo, o pobre do homem. Que mais poderia fazer? E o desgaste provocou a demissão do sr Pinho. Coitadinho do ministro e coitadinho do nosso Primeiro, que a dois meses das eleições perde um dos ministros mais inteligentes do seu governo. Mais conhecido pelas gaffes de que foi protagonista do que pelo trabalho efectuado, abandona hoje, no meio de polémica e sem deixar pena, a governação. Pena ter sido só ele, que há muitos mais que deveriam seguir-lhe as pisadas. E agora como vai o sr Sócrates fazer para substituir um homem, tão imprescindível como este, só por dois mesitos, ele que é o sexto ministro a abandonar o barco? É que no fim desse tempo, o emprego acaba-se de vez, e o empregador passa a ser outro.
"Venham meu senhores venham, ganhem milhões em pouco tempo. Dê-me um que eu dou-lhe trinta e seis. É fácil, é barato. Não estou aqui para enganar A, B ou C. Comigo, a enganar é o abecedário todo." . Não é só cá, mas nós somos peritos em ser enganados pelo próximo. E também em enganar, que nesse aspecto também não pedimos meças seja a quem for. Retornos absolutos e ganhos exorbitantes oferecidos pelas donas Brancas, Madoffes, bêpêénes, bêpêpês, e outros quejandos, aliciam os pouco escrupulosos Portugueses. Depois, após as coisas correrem mal, vêm queixar-se e dizer que foram enganados e levados na onda. Só mesmo para rir! Há um ditado antigo que nos diz que "ladrão que rouba a ladrão....", que bem se pode aplicar nestes casos. Só a ganância, a vontade de enganar os outros, e a falta de escrúpulos pode ditar que alguém, medianamente inteligente e esclarecido, neste caso grande parte deles serão empresários, aceite e admita que ganhos do valor dos anunciados, 36% ao mês acrescidos de comissões pela angariação de novos clientes (vìtimas), são normais e legais. Isto quando os juros andam muito abaixo dos 5%, ao ano! É muito bem feito que estes duzentos Portugueses, e como as queixas continuam a chegar ao DCIAP e à PJ pressupõe-se que este número de "enganados" e o valor da burla aumentem, tenham perdido um milhão de euros nesta negociata, e que tantos outros, que tenham entrado em esquemas do mesmo género, também tenham perdido o que perderam. Só faltava agora que estes "chicos espertos", a exemplo de tantos outros, viessem pedir indemnizações ao estado. No fundo é impressionante como se descobre, dia após dia, que há por esse mundo fora tanto idiota que se julga mais esperto que o seu vizinho e entra em esquemas destes. E se olharmos bem, encontramos destes parvalhões em todas as classes sociais, económicas e culturais. É triste viver num mundo assim.
Estes senhores do partido do governo andam um bocado perdidos. Já se julgam na oposição a fazer guerra ao governo do PPD/PSD. Agora perderam-se de amores por erros (eventuais) passados há muitos anos e toca de descarregar na d Manuela, como se ela os tivesse acabado de cometer. O nosso Primeiro e os seus mandados, ajudados pelo pessoal estrangeiro, que vindo das américas, sabem tudo, parece que sabem pouco ou nada. Ou então a estratégia do mandante da campanha do sr Obama manda que seja assim. E se assim é, é pena que não saibam mais (para os desejos deles, claro), que a saberem assim tão pouco, a luta pela victoria nas próximas eleições fica desigual, e merecem o que lhes vai acontecer seja de que maneira for, em Setembro. Uma derrota sem precedentes!
Dias Loureiro é arguido no caso BPN, sujeito a termo de identidade e residência. O homem que sempre se reclamou de inocente, e que pode muito bem sê-lo, andou a fugir com o rabo à seringa durante muito tempo, e, quando ganhou vergonha e saiu de Conselheiro de Estado, foi de imediato constituído arguido. Embora a nossa justiça seja má, e muitas vezes (demasiadas) erre, parece quase evidente que este senhor tem de ter muitas culpas no cartório. Não é possível alguém estar tão esquecido de tantos factos relevantes da vida de um banco que dirigiu.
Está de novo na ordem do dia o Comboio de Alta Velocidade. Felizmente, o ministro Lino Jamais, entendeu, ou mandaram-no entender para não aborrecer ainda mais os eleitores do próximo Setembro, que deveria atrasar a resolução de construção da linha para depois das eleições. O Presidente já disse que era uma entendimento de bom-senso, e os partidos da oposição já mandaram os seus palpites. Mas a questão que aqui me tráz, não é o saber-se se vai ser decidido favoravelmente ou não, ou se vai ser ser adiada a resolução para depois das eleições ou para as calendas, ou se Bruxelas quer devolução de dinheiro ou não. O que me trás hoje é o nome por tem sido conhecido este comboio. TGV, dizem os entendidos, CAV, digo eu! De facto o nome deste comboio deveria ser sempre CAV. É assim que se diz em Português. Não precisamos de um estrangeirismo para denominar o comboio que não precisamos. Embora o termo já se usasse em Portugal antes da chegada ao governo do sr Jamais, de facto foi ele que introduziu a sigla com toda a pompa e circunstância graças à sua mania de fazer saber que sabe falar estrangeiro, ou não fosse o célebre caso "jamais" (dito com a bela pronúncia Francesa que o ministro tem) gerado por ele. Foi um acto errado. Os nossos governantes deveriam ter em atenção a defesa da nossa língua, e se temos um nome para este comboio, Comboio de Alta Velocidade, a sigla a aplicar deveria ser CAV e não outra. A partir de hoje, sempre que me referir a este tipo de comboio, não deixarei de usar a sigla nacional, e todos o deveríamos fazer.
Cissokho sofre de um desequilíbrio no maxilar inferior. Este problema impede-o de morder devidamente. Não é que se espere ou receie que o jogador agrida algum opositor durante um jogo de futebol, e resolva mordê-lo, provocando assim, por via de uma mordidela mal executada, alguma lesão de mau aspecto ou de difícil cura. Não, o problema é outro, e tem a ver com lesões nas costas ou nas pernas de que o jogador pode vir a sofrer. O Cissokho e não outro qualquer agredido por ele. Na verdade, a boca, quando mal tratada ou estimada, tem repercussões noutras partes do corpo, provocando lesões. Mas neste caso, o jogador não tem lesões do foro estomatológico. No historial do FCPorto, que eu saiba, é o primeiro caso de um jogador, que perde um grande contrato por causa de um maxilar estar desviado milimetricamente. Por causa deste tipo de problemas, de fácil resolução, que no Cissokho nunca o impediu de jogar muito bem, em arrancadas fulgurantes junto à linha, muitos dos jogadores do Dragão jogam com um aparelho na boca. De qualquer forma, o problema não é muito grave, e terá a ver com outros aspectos mais obscuros, já que, não servindo para comprar, os dirigentes italianos entenderam que seria bom obtê-lo como jogador por empréstimo do FCPorto. Mas os responsáveis do dragão, não foram em cantigas e disseram que não!
O Ministro Jamais Lino, admite adiar o concurso do aeroporto novo para depois das eleições. Nada que não se esperasse, depois do rotundo desaire das últimas eleições e da mudança de estratégia do nosso Primeiro. Primeiro foi o CAV, agora é o Aeroporto. Para não perder a face, lá vai dizendo que o concurso avançará até ao final de ano. Como se estivesse nas mãos dele! Parece esquecer-se que nessa altura, ele já cá não estará a atormentar-nos. Que mais se seguirá?
Só pode ser verdadeira a sondagem de opinião que dá a maioria absoluta a Rui Rio nas eleições para a Presidência da Câmara do Porto. Não é preciso ser muito esperto para ver que a "outra" candidatura com eventuais possibilidades, não tem capacidade para fazer sombra ao actual Presidente, nem categoria para chefiar a edilidade Portuense. Elisa vem sendo trazida ao colo por alguma comunicação social (RTP), e o Presidente da Câmara já se queixou à ERC.
Foi um sexy-symbol desde os anos 70 até depois dos anos 90. Na série Anjos de Charlie, notabilizou-se (1976 e 1977), e a partir daí, depois de uma travessia do deserto, recebeu inúmeros prémios e galardões. A sua morte apareceu esquecida, apagada pela do cantor rock. Ambos morreram na passada quinta-feira. Porque não passar também nas televisões de todo o mundo, a vida e obra de Farrah, do mesmo modo que se está a passar a de Jackson? São ambos americanos e símbolos mundiais. Mas a vida é assim, e até para se ser reconhecido na morte, é preciso ter sorte. De qualquer forma, em vida, teve o devido reconhecimento, apesar dos altos e baixos da sua carreira. Só tinha 62 anos, e o cancro veio reclamar-lhe a vida. Descansa em paz.
. UM JORNAL REGIONALISTA DO PORTO . Tardou mas vai chegar dentro de três dias. No próximo dia 3 de Julho, o "GRANDE PORTO" sai para as bancas. Feito no Porto e apostando na regionalização, é um semanário. Terá entre 40 e 64 páginas e todas serão a cores. É de esperar que os defensores do regionalismo, em especial os do norte, ajudem este novo jornal a vingar, comprando-o. Bem vindo, Grande Porto, desejo-te as maiores venturas.
. Não seria de esperar outra coisa. A condenação é mais que justa. Foi o autor da maior fraude financeira de todos os tempos (cinquenta biliões de euros). Aos setenta e um anos, e cerca de vinte a enganar o mundo, a condenação veio fazer justiça. Antes de ouvir a sentença, pediu desculpas e concluiu que os seus actos não têm perdão. Ao ser o homem que enganou o planeta inteiro, vai tornar-se numa lenda, e muitos vão ser os que o vão tentar imitar. Em muito pouco tempo, nos EUA este assunto ficou resolvido, com a condenação do responsável. Se fosse em Portugal, ainda estaríamos à espera das investigações, e, se algum dia houvesse um culpado (se), ficaria na melhor (pior) das hipóteses condenado a alguns poucos anos de pena suspensa. .
O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva anunciou a data das eleições legislativas para 27 de Setembro . Assim ficou definido de uma vez por todas o calendário eleitoral : legislativas a 27 de Setembro ; autárquicas a 11 de Outubro.
Cavaco Silva apelou a que se discutam os problemas reais dos portugueses todavia o que vai estar em causa é ,como sempre , a escolha de quem os portugueses querem para Primeiro- Ministro . Ou a continuidade ( José Sócrates ) com diversas nuances , encenações, tiques maquiavélicos e uma politica de imposição ou a mudança ( Manuela Ferreira Leite ),não entusiasmante mas com um sentido comum , real e austera .
Assim os habituais jogadores podem concorrer a deputado e mais tarde concorrerem à autarquia como candidato principal ou vereador. A acumulação de cargos permitida por esta incompleta democracia .
Finalmente o frenesim vai voltar nas ruas e jornais com todo o tipo de propaganda . Nos bastidores não haverá férias pois tem-se que ultimar as listas de deputados e as listas para as autarquias . Acho imoral neste tempo de crise gastos excessivos e não contidos.
Segundo o sr Teixeira, a crise já não é o que era. A dita está, como de outras vezes, a acabar. Não se sabe muito bem é quando acaba este acabar, para voltar a ressuscitar, para que o sr ministro decida que ela acaba outra vez. Infelizmente a crise está bem longe do fim, e só uma mente perversa e sedenta de votos pode vir a terreiro dizer esta coisa. O desemprego continua a aumentar, o consumo a diminuir, o investimento a recuar e a confiança a descer. Estamos mal, muito mal e não se vê fim à vista. De qualquer modo, ele (o sr Teixeira) já não tem muito tempo para mais trocas e baldrocas. Dentro de três meses vai ter de dar o lugar a outro, que talvez saiba um pouco mais do assunto.
Estes senhores têm um descaramento tal, que não há quem não se ria deles. Segundo os responsáveis pelos lamentáveis enganos (erros) nas sondagens efectuadas durante a semana da última campanha eleitoral, a culpa não lhes pode ser assacada, uma vez que a elevada abstenção é que provocou tal acontecimento. Por aquilo que sempre ouvi dizer, os técnicos das sondagens, entram com um grande número de variáveis para determinar com um intervalo mínimo, o que iria acontecer se as eleições fossem naquele momento. Ora, a elevada abstenção, que tem sido elevada em todas as votações para a eleição de deputados para a Europa, teve de ser uma das variáveis a ter em conta. Assim sendo, ou os senhores não percebem do assunto e não sabem fazer contas, ou foram comprados para dar os resultados que a alguns interessaria. Sem tirar nem pôr. Desculpas esfarrapadas e de mau perdedor, não deveriam ser aceites por ninguém. e estas são-no. Bem, a terem sido sondagens fabricadas, eventualmente compradas, e feitas de molde a prejudicar uns e beneficiar outro, claro que por quem fez a encomenda, têm de ser aceites.
. DIZ QUE NÃO TEM NADA A VER COM A NOVA ESQUERDA .
Para não aborrecer o sr Pinto de Sousa, nem ferir as hipóteses de o PS apresentar como candidato Presidencial o poeta, o MIC já disse que não tem nada a ver com os descontentes, nem com a hipótese de formação de um novo partido. Ainda vai correr muita água debaixo desta ponte.
Vinte e oito economistas querem a reavaliação do CAV, das Auto-estradas e do Aeroporto de Lisboa. Vinte e oito economistas que não foi possível calar, ou comprar, ou seja o que for que não foi possível fazer. Neste momento só querem que tudo pare e que se pense e não se façam asneiras. Pelo menos até haver novo governo. Não se pode pedir muito mais. E agora que o sr Pinto de Sousa, anda a mandar retirar as suas tropas, dizendo-lhes para abandonares as lutas que se consideram perdidas de ante-mão (casosdaMinistra da Educação e do Ministro Jamais), poderá ser que na sua nova humildade, lhes faça a vontade.
Chama-se Mark Teixeira e joga basebol. Joga no New York Yankees, e ganha quase 15 milhões de euros por ano. Mesmo assim também não é o Português mais caro do mundo.
No Manchester, o CR7 ganhava quase sete. Agora no Real, não se sabe ainda quanto vai ganhar, mas nem de perto nem de longe irá ter um vencimento parecido com o do sr Teixeira.
Bem, o Mark não é bem Português, é, melhor dito, descendente de Portugueses, e julgo que não terá dupla nacionalidade, mas lá que fica bem termos um tipo assim rico no mundo, lá isso é, e por via disso fica ainda melhor o poder dizer-se que é nosso compatriota, mesmo que não seja realmente verdade.
Mas, que a exemplo do realmente nosso compatriota, este vencimento é um atentado imoral ao que se passa por esse mundo fora, lá isso é. Mas passa-se lá para as Américas e só se veio a saber por um acaso da sorte. A crise deles é com eles, e em boa verdade nada tem a ver com a nossa. Afinal, apesar de serem os donos do planeta, na nossa terra deveríamos mandar nós, e eles realmente nada mandam por cá.
Mas anda tudo doido neste mundo.
O Real Madrid perdeu a cabeça e deu (confirmado pelo Manchester e por tudo quanto é notícia) 93 milhões de euros (a mais cara de sempre do futebol) pelo homem que ainda é o melhor jogador do mundo, Ronaldo de seu nome, Português da Madeira, e que na selecção Nacional não tem jogado nada que se veja. Na verdade só tem jogado bem quando está ao serviço do Manchester, o que leva a crer que o miúdo só joga em condições, quando vê os cifrões à frente (ou as câmaras de televisão que transmitem a sua imagem para o mundo inteiro).
O Real Madrid é um clube rico, inserido num país rico, onde não há problemas. A crise parece não atingir os nuestros hermanos.
O Real Madrid detém agora as quatro mais caras transferências mundiais no mundo do futebol.
O Ronaldo está já "em pulgas" para conhecer mais de perto as garotas espanholas.
Com tantos problemas em que o mundo está mergulhado, de entre os quais a pobreza a fome e a doença são as que mais sobressaem, é uma vergonha, é mesmo imoral que negócios deste teor, e por valores deste quilate, se realizem. Por amor de Deus, o homem dá uns chutos na bola. É o trabalho dele. Pelos vistos chuta melhor que os outros, mas não deixam de ser chutos numa bola.
Poder-se-ia dizer que os noventa e três milhões dados pelo clube espanhol ao clube inglês, aplaudidos pela maioria das pessoas, são de facto a alienação de um povo. Mas no fundo ele, Ronaldo, ganhará mesmo só um pouco mais que os sete milhões de euros anuais que ganhava no Manchester. Cerca de treze…! Nada de especial!
Mas o Português mais caro do mundo, não é de facto o CR9, nem tão pouco o Mark Teixeira, embora este, como se vê seja um pouco mais caro que o outro. O Português mais caro do mundo é o nosso Primeiro e nosso Grande Líder. Basta ver o que nos faz perder, ou gastar a mais, provocando até gastos irreversíveis nos nossos vindouros. Sendo que dizer isto, é um hábito que se avizinha.
. JOAQUIM JORGE, LUÍS FILIPE MENEZES E GUILHERME AGUIAR .
Em mais uma secção de debate no Clube dos Pensadores, Luís Filipe Menezes, falou de Portugal e das linhas estratégicas que temos por obrigação delinear. A vocação para o Iberismo económico é, segundo este "pensador", uma opção que deveremos seguir, tendo na aprendizagem do Castelhano uma das vertentes obrigatórias. Também falou de política Nacional, acreditando nas reais possibilidades de, a líder do PSD poder vir a ser não só Primeira Ministra, mas também uma óptima Primeira de Portugal. Sobre a líder, só o ouviremos dizer bem. Sobre Sócrates, entende que na mudança de estilo que ele ensaia, só perde por se descaracterizar, e o povo não perdoa coisas destas. Deixou também ideias sobre a continuidade do Clube. Também presente, Guilherme Aguiar, um pouco ofuscado pela figura do Presidente da Câmara de Gaia, falou do Clube e dos pensadores, e também da sua pretensão a ganhar a Câmara de Matosinhos, o que estará mais próximo do que muitos julgam. Quanto a Joaquim Jorge, o mentor destes debates, e autor e criador do Clube dos Pensadores, esteve igual a si próprio, dirigindo o debate com mestria depois de, da parte da manhã, ter sido convidado do Rádio Clube Português, onde foi entrevistado durante cerca de dez minutos. Este último ciclo de debates do Clube dos Pensadores, termina no dia 30, tendo como convidado Marinho Pinto. Mais uma óptima secção do Clube dos Pensadores de que me honro de fazer parte.
Um imigrante de Angola chega a Portugal - Lisboa - como todos sabem o resto é só para fazer ambiente
No seu primeiro dia, decide sair para ver os arredores da sua nova cidade.
Andando rua abaixo em Lisboa, pára a primeira pessoa que vê e diz:
- Obrigado, Português, por permitir-me estar neste país onde me deram casa e comida grátis, seguro, médico e educação grátis, obrigado.
A pessoa sorri e reponde:
-sinto muito mas eu sou Ucraniano
O Angolano continua rua abaixo e encontra outro que caminhava na sua direcção e diz:
- Sr. Português, obrigado por este país tão belo que é Portugal e que me dá tudo.
A pessoa responde:
-Eu não sou Português sou Romeno.
O Angolano continua o seu caminho; quando encontra outra pessoa, cumprimenta-o e diz:
- Obrigado por este país tão belo que me dá tantas oportunidades!
E a pessoa diz:
- Oh cara, eu não sou Português, sou Brasileiro
O angolano continua o seu caminho e encontra Paquistaneses, Indianos, Guineenses, Cabo-Verdianos, Russos, Chineses (muitos chineses), etc... até que, finalmente, vê uma senhora bem vestida que vem a seu encontro e pergunta:
- Por favor, diga-me: você é Portuguesa?
A mulher sorri e diz:
- Sim e não, sou cigana.
Estranho e confuso, o Angolano pergunta:
- Mas onde estão os Portugueses?
A cigana olha-o de cima abaixo e responde:
- Espero que estejam a trabalhar para nos sustentar…
Para já foi cancelado o negócio por causa dos dentes do jogador. Este diz que está tranquilo e que tudo se irá compor. Acredito que no Senegal haja bons dentistas, pois muita gente por lá, tem dentes bons. De qualquer forma ainda a procissão vai no adro, e realmente tudo se pode ainda realizar, para bem do jogador e do FCPorto.
Antes liderados por Manuel Alegre, o homem que afinal não saiu do PS, um grupo de, agora descontentes com ele, vai fundar um partido. Mais um no nosso espectro político. Vai chamar-se Nova Esquerda, e vai servir só mesmo para apoiar o poeta nas próximas eleições Presidenciais. Ficaram tristinhos porque o sr Alegre não fez o que eles queriam, mas mesmo assim trabalharão para ele quando for preciso. Alegre, o socialista desavindo, tem vindo a ser assediado pelo nosso Primeiro, para ser "recuperado", e até gostou da "humildade" de Sócrates, muito embora esta, só tenha durado pouco mais que vinte e quatro horas.
. SÓ PS VOTA CONTRA (CLARO) . Aproveitando a última sondagem, esta séria, o CDS apresenta uma moção de censura ao governo. A oposição em bloco não vota contra. Uns, PCP e BE, abstêm-se e o PSD vota ao lado do CDS. E fazem bem. Tanto uns como outros estão contra a governação do sr Sócrates. Uns, BE e PCP, não podem votar ao lado da direita, fica-lhes mal, e por isso se abstêm, com o partido do sr Louça a pagar a abstenção anterior do CDS. Outros só podem em consciência votar a favor indo também na onda das votações recentes. O PS, claro, apesar do trabalho que isto dá e das chatices todas, vota contra e está tudo dito e feito.
As datas para as duas eleições que ainda nos faltam, podem coincidir, disse o nosso Presidente. Cavaco queira que tal aconteça. Ainda nada está decidido, mas se Cavaco quiser e o Primeiro aceitar, e neste caso não vão coincidir as ideias uma vez que o sr Sócrates não gosta da hipótese de poder levar mais uma tareia, desta vez dupla, pode acontecer que sejam na mesma data. Como se sabe, o povo Português sabe distinguir uma votação da outra e não as confundirá. A necessidade de as separar, é um atestado de menoridade aos Portugueses. Esperemos que tudo aconteça pelo melhor, ou seja que as eleições sejam conjuntas.
Desapareceu a palavra absoluta. Desapareceu muita da arrogância que desde há anos nos habituamos a ver. Desapareceu o José que nos comandava e sabia tudo, a quem todos atacavam, o das campanhas negras ou de qualquer cor escura, o José arrogante. Apareceu o jozézinho humilde, de boné na mão, a falar aos jornalistas de uma possível maioria, necessária e estável que lhe possa permitir governar. Falou até em humildade, ao referir-se aos 26% com que foi brindado pelos eleitores. Ia a caminho da reunião da comissão política Nacional do Partido Socialista. E este não é, decididamente, o homem a que eu estava habituado, nem os Portugueses, pelo que me desiludiu. Por este caminho, vai perder ainda mais, pois prova-nos, a todos nós, que afinal a razão que tinha, a razão que dizia ter, não era mais que uma não razão apregoada aos quatro ventos como verdadeira. Esta atitude, prova-nos que este senhor nos andou a enganar, mostrando-se afinal o que nunca foi, um homem de convicções e de palavra. Prova-nos ainda que este nosso Primeiro, é capaz de tudo para se manter no poder, até vestir a capa da humildade rosa, nem que seja só por uns bocadinhos, fabricada à pressa para os próximos três meses.
Acabada de ser declarada uma pandemia da gripe pela OMS, gripe essa com origem em terras Mexicanas, eis que os operadores turísticos se abalançam a reiniciar os voos (charter) para este país (Riviera Maya). Espera-se que aproveitem para ir à cidade do México para verem o novo templo Azteca que aí encontraram. O primeiro voo, mês e meio após a suspensão de viagens para lá, tem uma ocupação de oitenta por cento, o que nos diz da eventual inconsciência dos operadores e também, e principalmente dos viajantes. Promoções agressivas e preços de arrazar, levam a que as pessoas percam o sentido das prioridades. É certo que os comerciantes locais estão a perder muito dinheiro, mas quem para lá for, pode perder muito mais. Também é verdade, que apesar da elevação do alerta da gripe ao nível máximo, pandemia, a OMS não recomendou a suspensão de viagens. Logo, vamos para a frente e depois logo se verá.
Paulo Rangel depois desta vitória contra a corrente e em contra-ciclo em função do que diziam os politólogos , comentadores políticos e as sondagens deveria remeter-se ao silêncio e evitar dizer frases como «não descartar uma coligação com o CDS/PP». Não pode falar como se fosse o líder do PSD . Deve em recato saborear a vitória e perceber que ela deve-se , a ele , à escolha de Ferreira Leite , em parte ao PSD , mas essencialmente ao voto de protesto dos portugueses. Começar a preparar a sua ida para Bruxelas e estudar meticulosamente a sua intervenção na próxima quarta-feira no embate contra José Sócrates , pois o único líder da oposição que não tem assento no hemiciclo é Manuel Ferreira Leite do seu partido PSD. Não se pode menosprezar José Sócrates saiu ferido mas não vencido. É preciso continuar a afirmar uma política consistente e alternativa sem espavento de triunfalismo e não dar trunfos ao inimigo. Com humildade e seriedade e sem estardalhaço . Por vezes a ausência de ruído é o nosso maior aliado e deve-se passar em silêncio e reduzir ao silêncio.
Em pouco mais que uma semana, o Grande Irmão, Admirável Líder do povo Português, sofreu um valente revés.
Admirado por todos, adulado pela maioria, venerado por muitos, este nosso Primeiro era o melhor dos melhores, o “créme de la créme”, o Admirável Líder. Em todos os jornais e televisões, ou quase, saíam diariamente notícias que o elevavam à categoria suprema de indefectível na liderança da governação Portuguesa. Antes e durante a campanha para as eleições Europeias, as sondagens mais pessimistas davam-lhe uma vitória por larga margem, deixando o segundo classificado a grande distância. Nestas eleições, não concorria directamente, mas empenhou-se a fundo nelas, de modo a que o ganho ou a perda, só a ele se poderiam assacar.
Perdeu. Perdeu na única sondagem certa e verdadeira. Perdeu por muitos votos de diferença, tantos ou mais que os que as sondagens lhe davam de vitória. E o impensável aconteceu. A mesmaimprensa que o elevava, a mesma imprensa e restantes meios de comunicação social que o adulavam e achavam que nunca poderia perder, passaram a detestá-lo e passaram a considerá-lo um perdedor, ignorando-o cada vez mais, pouco faltando para o apelidarem de execrável.
Que se poderá chamar a quem muda tão repentinamente de ideias, mesmo que com razões para o fazer?
Algo que bóia e fede, poderia ser uma das respostas, no entanto prefiro uma outra, a de alguém que foi tardiamente iluminado, e que agora diz “eu era cego, mas agora já vejo, aleluia!”
Começou a sangria anual dos muito bons jogadores da equipa profissional de futebol do FCPorto. Nada que nos surpreenda, já que todos os "defesos" acontece a mesma coisa. Desta vez é o Cissokho que se vai, por quinze milhões. Outros se seguirão e os cofres do clube irão ter um déficit menor após estas transacções. Como a confiança no Presidente do Clube é enorme, imensa, todos sabemos que nada de mal se seguirá. Saia quem sair, venha quem vier, o penta está à porta. Só se espera que não seja tão fácil de conseguir como os quatro campeonatos anteriores.
Chama-se Mark Teixeira e joga Basebol. Joga no New York Yankees, e ganha quase 15 milhões de euros por ano. No Manchester, o CR7 ganhava quase sete. Agora no Real, não se sabe ainda quanto vai ganhar, mas nem de perto nem de longe irá ter um vencimento parecido com o do sr Teixeira. Bem, o Mark não é bem Português, é , melhor dito, descendente de Portugueses, e julgo que não terá dupla nacionalidade, mas lá que fica bem termos um tipo assim rico no mundo, lá isso é, e por via disso fica ainda melhor o poder dizer-se que é nosso compatriota, mesmo que não seja realmente verdade. Mas, que a exemplo do realmente nosso compatriota, este vencimento é um atentado imoral ao que se passa por esse mundo fora, lá isso é.
. . . Logo no início das 24 horas de Le Mans, o colega (Peugeot Pescarollo) de Lamy, de seu nome Bouillon, abalroou-o ainda nas boxes e obrigou-o a andar uma volta com um pneu furado e por isso a danificar, e a atrazar talvez irremediavelmente o Peugeot 908, que teve muitas peças para trocar. Com duas voltas de corrida, já leva sete voltas de atrazo. Pela meia-noite, era já décimo classificado. Azar, com culpas alheias, para um dos mais fortes candidatos à victória final.
O nosso Presidente tem poderes para travar o TGV, mas será que o vai fazer? Está prevista para antes das eleições a sua adjudicação, mas não antes de Cavaco promulgar as bases da concessão. O Presidente pode e deve empatar a resolução até que o resultado das eleições seja conhecido. Ou faz isso ou vamos ficar empenhados por várias gerações, e uma parte dessa responsabilidade passa a ser sua. Dentro de dias Cavaco Silva vai decidir a data das eleições ainda este mês. Deverão ser a 20 ou a 27 de Setembro as para a Assembleia da República, e assim as Autárquicas poderão ser a 11 de Outubro. Já há muito tempo que nenhum partido fala em ter estas duas eleições em conjunto, pelo que esse assunto será pacífico. O partido do nosso Primeiro está cheio de sorte, já que assim se poderá livrar de mais um voto de protesto nas eleições Autárquicas.
Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.A crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas.Subitamente, um rico turista russo, chega à recepção do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de €100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3.º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100; o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera a carne; este, por sua vez, corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel a quem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.
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Não houve, neste movimento de dinheiro, qualquer lucro ou valor acrescentado.Contudo, todos liquidaram as suas dividas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro. Como é que se explica o aparente paradoxo?
Já chegaram ao Porto e ao Sea Life, a maior parte dos peixes e outros animais que vão fazer parte dos residentes do "AQUÁRIO DO PORTO", que, infelizmente tem um nome estrangeiro. Até ver, os últimos a chegar terão sido as lagostas, e os mais mediáticos, os tubarões. Depois do saudoso aquário da Foz, que fez as delícias da gente da minha geração, nunca mais a cidade do Porto tinha tido algo de semelhante. A ser inaugurado já na próxima segunda-feira dia 15 pelas 10h00 da manhã, espera vir a ter 220 000 visitantes por ano e vai ser a delícia dos pequenos e dos graúdos. O tanque principal dizem que é enorme, leva 600 mil litros de água, e vai por certo maravilhar-nos a todos. Bem, a todos talvez não, já que o preço de entrada, onze euros para adultos e quase nove para as crianças e para os mais idosos, é incomportável para a maioria das pessoas da nossa região. Devem os responsáveis pensar que estamos na capital ou no reino do Allgarve, onde o rendimento das pessoas é muito superior ao nosso, ou não querem muita afluência de público para não assustar os peixinhos, ou então não saberão muito bem o que andam a fazer. É de qualquer forma uma mais valia para a cidade, e que vai ajudar a levar o seu nome ainda mais por esse mundo fora.
O número de cidades sobe, sobe, sobe! Cada uma das vilas agora elevadas à categoria de cidade, tem por certo toda a razão nas ambições que trouxeram consigo. Valença, Senhora da Hora, Samora Correia, S. Pedro do Sul e Borba têm hoje festa com direito a fogo de artifício, gigantones e o mais que se lembrarem os seus habitantes. Para além destas novas cidades, há também vinte e duas aldeias que deixaram de o ser, constando agora na lista das Vilas de Portugal. Também por lá, o foguetório vai ser intenso. Vivemos numa espécie de novo-riquismo galopante. A nossa mania de sermos mais do que somos só nos prejudica. O velho ditado popular que diz que não deve o sapateiro subir acima da sua chinela, bem que se poderia aplicar nestes casos. Só somos grandes a pedir e a desejar o que outros são. E onde estão as infra-estruturas para que estas ainda ontem vilas, sejam hoje cidades? O PS e os outros partidos da chamada oposição, aprovaram por unanimidade as propostas apresentadas, enganando o zó povinho, na esperança de receber mais alguns votos em Setembro e Outubro, pelo facto de terem sido eles a propor a subida, ou pelo menos a vota-la favoravelmente. Não entendo esta gente que diz que manda e nos governa, mas isso sou eu, que destas coisas percebo coisa nenhuma!
A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse… Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, pra onde?
Será realmente uma pena que a Ferrari saia do circo, mas se sair, sai pelo próprio pé e depois de ter mostrado que não está à altura das novas regras, pelo que pena, lamento mas não tenho. Não se pode viver dos fantasmas, bons ou maus, do passado. Parece não querer aceitar as modificações impostas para 2010, mas todos os outros aceitam e está irremediavelmente só. Há até três novos inscritos, pelo que as novas regras se calhar, para os dias de hoje, não são más. De qualquer forma, a Ferrari, e também as outras equipas que protestaram as regras, inscreveram-se a tempo para a próxima temporada, embora afirme agora que o fez "à condição". Não acredito no entanto que a Ferrari, apesar das ameaças, se atreva a abandonar. É cá uma ideia minha, digo eu!
. . . . Parece ter-se partido ao meio, o avião Francês. A ser assim, a queda terá sido vertiginosa e provavelmente a pique. Não terá havido tempo para nada. Um horror só imaginável em filme. Agora fala-se de morte por asfixia da maior parte dos acidentados. Aos poucos vão sendo recuperados corpos que o mar não quer. Já são cerca de cinquenta. Esperam-se muitas explicações que ninguém parece preparado para dar.
José Sócrates vai reunir segunda-feira a sua comissão política (membros). Se tivesse vencido já o teria feito logo de imediato com pompa e circunstância . Assim , num acto tácito e de espera para ver como as modas param , será feita passado mais de oito dias . Deu para perceber as ondas de choque dentro do partido e dos seus adversários políticos . Todavia pela sua composição , não está lá Manuel Alegre , Henrique Neto , António José Seguro , João Cravinho , etc. . A contestação dos seus membros será nula ou ineficaz e a estratégia é minimizar os resultados . Europeias são europeias , legislativas são legislativas . Manter o rumo depois desta hecatombe é um erro crasso e o suicídio , humildade para aqueles lados precisa-se em doses duplas . É o mal de tudo poder e tudo querer . O dogma de se estar legitimado por uma maioria que não lhe deu aval para fazer coisas impensáveis e desconexadas . Talvez fosse melhor um pacto com os portugueses , ouvi-los , percebê-los pelos sinais enviados. Ou muda ou o seu fim é prematuro , o que equivale a dizer numa só legislatura de quatro anos.
NOVENTA E TRÊS (MILHÕES) Futebol, a alienação do povo.
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Anda tudo doido neste mundo. O Real Madrid perdeu a cabeça e deu (confirmado pelo Manchester) 93 milhões de euros (a mais cara de sempre) pelo que ainda é o melhor jogador do mundo, Ronaldo de seu nome, Português da Madeira, e que na selecção Nacional não tem jogado nada que se veja. Na verdade só tem jogado bem quando está ao serviço do Manchester, o que leva a crer que o miúdo só joga em condições quando vê os cifrões à frente (ou as câmaras de televisão que transmitem para o mundo inteiro). O Real Madrid é um clube rico, inserido num país rico, onde não há problemas. A crise parece não atingir os nuestros hermanos. O Real Madrid detém agora as quatro mais caras transferências mundiais no mundo do futebol. O Ronaldo está já "em pulgas" para conhecer mais de perto as garotas espanholas. Com tantos problemas em que o mundo está mergulhado, de entre os quais a pobreza a fome e a doença são as que mais sobressaem, é uma vergonha, é mesmo imoral que negócios deste teor, e por valores deste quilate, se realizem. Por amor de Deus, o homem dá uns chutos na bola. É o trabalho dele. Pelos vistos chuta melhor que os outros, mas não deixam de ser chutos numa bola.
Não dá, assim não dá. O óptimo segundo, que agora parece ser um péssimo primeiro, tem à sua disposição um conjunto de jogadores, do melhor que há no mundo. Um até, é ainda o melhor dos melhores. E jogam uma "trampa"! Não marcam, não criam, não nada. Foi mais um jogo miserável e penoso de ver. Não se entende que assim aconteça e quais as razões de tão fraco conjunto, a não ser que se olhe para a incapacidade de quem dirige. Assim não dá, sr Queiroz, desista! A culpa não é só do seleccionador, mas também de quem o escolheu, que parece perceber cada vez menos da poda.
No voo AF447, parece que havia passageiros cujos nomes estavam na listagem de possíveis terroristas ligados à Al-Qaeda. Caberá na cabeça de alguém que sendo assim, ninguém tenha reparado no momento do embarque? E que agora, verificado tal, minimizem os factos? Por outro lado, a ser verdade, a ideia de atentado regressa, mas ninguém reivindicou o dito atentado. A hipótese de atentado parece-me uma confabulação a não ter em conta. O mistério adensa-se e só quando e se se encontrarem as caixas negras se poderá chegar a alguma conclusão, e para tal, a ajuda do submarino francês é essencial. Alguns erros poderão ter sido cometidos, desde os controladores até aos pilotos ou ao pessoal da manutenção, passando pelo construtor do avião, mas só quando os destroços forem recolhidos e peritados, assim como as caixas negras, se poderão assacar culpas seja a quem for. Não deveremos entretanto entrar em paranóia.
O Partido de Paulo Portas, PP (Partido Popular), vai voltar a chamar-se CDS. Não é que alguma vez tenha deixado de se chamar assim, mas, nos boletins de voto, só aparece o PP. Isso, segundo os responsáveis induz em erro o eleitor mais distraído ou menos conhecedor. Assim, aparecerá doravante a sigla CDS-PP, relembrando o passado de glória. Convenhamos que é bem mais bonito e compostinho, o nome. Poderia o PSD, aproveitar a onda e passar a chamar-se PPD-PSD, também nos boletins de voto, também de molde a relembrar o passado glorioso dos seus inícios e talvez também por aí, recuperar os votos de quem já se esqueceu de que, um dia, já assim foi, um partido popular e democrático, baseado na social democracia.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebra-se hoje , 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões . É habitual neste dia o Presidente da República condecorar várias personalidades que se distinguiram em diversas áreas. Como português gostaria de saber quais os critérios de escolha para ser agraciado . Desta vez foram 36 personalidades agraciadas . Fala-se muito em transparência , ética e valores mas deve-se falar também na forma como se põem em prática para que todos os portugueses saibam.Pelo meio há a controvérsia da pensão a Salgueiro Maia , mais que merecida mas ainda não concretizada. Sabendo nós portugueses , que há para aí tantas pensões de reforma mal entregues e ardilosas . Como é possível o Homem que teve um papel decisivo no 25 de Abril , dando origem ao regime democrático , ser ostracizado e esquecido ? Mas , Cavaco Silva no seu discurso alertou para a elevada abstenção , alheamento e empobrecimento da democracia . Talvez pensar em procurar ajudar com quem se preocupa com a democracia e cidadania . Neste país as Organizações Não Governamentais não tem escola . O que é moda e forma de intervir é tentar o acesso ao poder , a partir de movimentos que se transformam em partidos ou a formação de novos partidos que têm o desfecho que se viu nestas eleições .A representatividade está pelas ruas da amargura e a participação é ínfima . Daí aconselhar Cavaco Silva a ler o livro de Bill Clinton « Dar» , em que alerta para o modelo no que diz respeito ao que significa servir sem ser titular de um cargo público. Há várias maneiras de dar à sociedade civil. Como disse Luther King um dia : « Todos podem ser grandes porque todos podem servir.»
. Hoje é dia de festa, dia de Portugal, dia de Camões e dia das Comunidades Portuguesas. Hoje há comemorações. Hoje dão-se medalhas. Hoje fala-se do que Portugal pode e deve ser. Hoje fazem-se discursos nos quais o tema é Portugal. Mas Portugal não sabe que este é o seu dia. Portugal está parado e não sabe andar. Em Portugal há quem tenha levado um aviso do eleitorado, castigando os erros que têm vindo a ser cometidos, e mesmo assim insiste em manter o rumo que tem vindo a ser traçado. Em Portugal, parece que ninguém sabe o que anda a fazer. E Portugal sofre e não sai da cepa torta. Como seria bom que hoje, 10 de Junho, fosse realmente o dia do meu País, e que por isso, algo de realmente bom fosse feito em prol de todos nós.
Diz-se que falta pouco para que o nível de alerta de pandemia atinja o seu nível mais elevado, o seis. Oficialmente fica instalada a pandemia. A OMS está prestes a provocar o pânico nas nossas gentes. Serão as coisas assim tão graves, que seja necessário este acto? As acções que se estão a desenvolver não são as suficientes? A preocupação aumentou nos últimos dias, com alguma razão, e se assim é, se nada é suficiente, então que alguém nos valha, já que com toda a tecnologia que existe, não estamos a conseguir controlar esta doença. Felizmente em Portugal, só temos dois casos confirmados, embora ainda tenhamos alguns suspeitos.
Éramos pobres, ignorantes, e orgulhosamente sós, mas íamos vivendo menos mal. Havia espalhados pelo rectângulo, pelas ilhas e pelas províncias ultramarinas, os ricos, aí umas quatrocentas famílias, os pobres, para aí muitas famílias, e a classe média, a maioria. Um jornal ou um café (cimbalino), custavam um escudo.
Nos anos setenta já quase não havia quem andasse descalço, a não ser por opção, uma vez que era proibido, mas ainda havia fome. A ignorância era imensa e iletrados eram mais que muitos. Qualquer pessoa, por mais ignorante e sem estudos que fosse, arranjava emprego, de uma maneira ou de outra. A agricultura estava pujante, e as pescas, em especial a longínqua, tinham uma boa frota. Ao contrário do que se vai dizendo por aí, qualquer pessoa podia dizer o que lhe desse na real gana, desde que o fizesse no recato do lar. As autoridades lidavam mal com a crítica, e ainda pior com os insultos. Para sair do País, a maioria dos Portugueses necessitava de autorização. O escudo, moeda Portuguesa, valia mais do dobro da peseta, moeda Espanhola. Ir a Espanha era um acontecimento. Beber coca-cola, comprar alguns discos de música ou ver filmes eróticos, era impossível a não ser que se fosse ao estrangeiro. Havia livros proibidos, filmes proibidos, discos proibidos e reuniões políticas proibidas. Também era proibido ser mal-educado, desrespeitar os mais velhos, ofender o semelhante, partir vidros nas escolas, desafiar e responder desabridamente aos superiores hierárquicos, ou simplesmente não obedecer a quem se devia. Era obrigatório respeitar a hierarquia. Também era obrigatório respeitar as bichas, obedecer aos pais ou aos mais velhos, comer a sopa, pedir as coisas por favor e agradecer qualquer coisa que outrem nos fizesse. Era ainda obrigatório consumir os productos nacionais. Não havia consumismo desenfreado, comprando-se o necessário. O comércio tinha desenvoltura, e a indústria tinha clientes. Não se falava de sustentabilidade, reciclagem ou outros conceitos do género, mas a maioria, senão mesmo a totalidade das garrafas (cerveja, águas, refigerantes, iogurtes, etc.) de vidro, tinham “tara” pelo que eram reutilizadas. As crianças e os jovens iam sozinhos para a escola e para o liceu, a pé ou de transportes públicos. As ruas, os jardins e os parques, eram seguros para se passear, fosse a que hora fosse do dia ou da noite. Era obrigatório ter aulas de Religião e Moral, que a exemplo de outras como a de Educação-Fisica não contavam para nota, dadas obrigatoriamente por padres católicos, embora quem não fosse dessa religião, pudesse estar desobrigado de as frequentar. Na educação tradicional dada pelos pais, estavam incluídos uns tabefes, aplicados quando algumas asneiras eram feitas pelos putos. Só havia dois canais de televisão, que acabavam perto da meia-noite, e não se transmitiam filmes ou programas violentos. Não existiam Play Stations. As crianças brincavam na rua e era seguro. De vez em quando havia assaltos. De vez em quando havia crimes. De vez em quando havia alguém que desaparecia, descobrindo-se mais tarde, que na quase totalidade dos casos, os desaparecidos tinham ido por vontade própria. As estradas estavam arranjadas e só havia uma auto-estrada, incompleta. Nas nossas estradas morria gente. Estávamos em guerra, em África, lutando pela soberania Nacional, contra os movimentos de auto-determinação, e morria gente (menos que em acidentes nas estradas nacionais) e outros ficavam aleijados. Quando alguma alta individualidade aparecia na nossa região, se fosse do agrado das gentes, era aclamada pela população, sem reservas ou obrigações. Havendo corrupção, era pontual e pouco desenvolvida. Havia um só partido político. Os políticos eram poucos e mal remunerados. Não havia subsídios de “seja o que for”. O futebol era o ópio do povo, que assim esquecia as agruras da vida. O ordenado de um óptimo jogador de uma das melhores equipas de futebol nacional, era de cerca de dez mil escudos. Um vendedor ganharia cerca de dois, e um professor, andaria pelos sete ou oito. Havia quem mandasse e o soubesse fazer, e quem obedecesse e também o soubesse fazer. Por falta de oportunidades no País, muitos emigravam.
Entretanto aconteceu uma revolução a que chamaram dos cravos. Muita coisa mudou. Rolaram cabeças, quem mandava deixou de mandar e quem obedecia passou a ser chefe. Inverteram-se os valores. Abandonamos as colónias e a guerra acabou. Tivemos uma descolonização chamada de exemplar. Vieram então uns senhores de cabelos e barbas compridas, e disseram que estava tudo mal. Todos nós acreditamos. Era preciso mudar. Começaram por eliminar crucifixos nas salas de aula das escolas, as aulas de Religião e Moral e o respeito e obediência dados aos mais velhos. Todos os que tivessem tido algo a ver com a anterior “situação” política do País, foram perseguidos e despojados dos seus haveres. Ensinaram-nos que éramos livres e que só nós mandávamos no nosso destino. Era preciso mudar, e tudo mudou! A esperança instalou-se em todo o País. As reformas de tudo e mais alguma coisa começaram. As reformas das reformas também. E depois as reformas das reformas das reformas.
Esqueceram-se de nos ensinar que a nossa liberdade tem de terminar onde começar a liberdade do nosso semelhante. Aprendemos isso à nossa custa, mas demorou muito tempo.
Hoje, cerca de trinta e cinco anos depois, somos ricos, conhecedores, inseridos na Europa e vamos vivendo mal, e cada vez pior. Há espalhados pelo rectângulo e pelas ilhas (já não temos mais terreno, as chamadas colónias são agora independentes), os muito ricos, para aí um ou dois milhares de famílias, os ricos, aí umas quantas milhares de famílias, e os pobres e os muito pobres, a maioria. A classe média desapareceu.
Nos anos de agora, ninguém anda descalço, mas há muita gente com fome, cada vez mais. A ignorância é imensa e apesar de termos muito poucos iletrados, temos muitos calhaus com olhos, diplomados. Qualquer pessoa, por melhor curso superior que tenha, tem muita dificuldade em arranjar emprego. Os cursos médios quase desapareceram. A agricultura está de rastos, assim como as pescas. Qualquer pessoa pode dizer o que lher der na gana, desde verdades a mentiras, tanto insultos como elogios. As autoridades lidam bem com a crítica e com os insultos, muito embora o clima de medo nos postos públicos seja por demais evidente. Há de tudo no País, não havendo vontade ou necessidade de ir ao estrangeiro para os obter. As populações mais novas, são mal-educadas, desrespeitadores de toda a gente, e não reconhecem a hierarquia. Nas escolas, algumas têm vidros de chapa, pois que os de vidro já foram todos partidos. As crianças e os jovens não vão sozinhos para as escolas. Não é seguro. Quase não há productos nacionais para consumir. O comércio está pelas ruas da amargura. As falências sucedem-se umas às outras. O desemprego aumenta e atinge números inimagináveis. É obrigatório não seguir qualquer religião ou moral. Cada um faz o que lhe apetece, sem ligar aos desejos dos seus próximos. É crime dar uns açoites nos meninos. É um escândalo fazê-lo. Tal facto parece justificar plenamente o nível educativo das crianças e da juventude portuguesa de hoje em dia. Há dezenas de estações de televisão onde são passados todos os tipos de filmes e programas, mesmo os mais violentos e a horas normais, durante o dia. Os jogos de Play Station e outros, são muito violentos e os mais consumidos pela juventude. Todos os dias há assaltos, todos os dias há crimes, sendo os violentos cada vez em maior número, e crianças desaparecem, a mais das vezes contrariamente à sua vontade. Ninguém gosta de ninguém, as pessoas andam e pensam em “carneirada”. Grassa a corrupção por todo o lado e por muita gente. Há imensos partidos políticos, cada um tentando convencer o povo a dar-lhe os seus votos. Há milhares de pessoas que nunca fizeram mais nada na vida a não ser política, e vivem disso já que é muito bem paga. Há milhares de pessoas a viver de subsídios, não trabalhando. Há auto-estradas por todo o lado, até já se anda a fazer a terceira entre a capital e o Porto, e as estradas nacionais e municipais estão em muito mau estado. Continuamos a ser dos países onde mais se morre em acidentes rodoviários. O futebol aliena as mentes, e ajuda a esquecer a pobreza e a desgraça em que vivemos. Um jogador de futebol, de primeira água, ganha muitas dezenas de milhar de euros por mês, havendo alguns que ganham milhões. O ordenado mínimo anda perto dos quinhentos euros. Já ninguém sabe mandar, e pior, ninguém quer saber obedecer. Por falta de oportunidades e de emprego no País, muitos emigram. As reformas ainda não terminaram. Estamos agora nas reformas das reformas das reformas das ref…..
E o mais que se poderia dizer do tempo de antigamente e do tempo de agora.
Estamos hoje na cauda de Europa, em quase todos os sentidos. E a culpa é só nossa, se de culpa se tratar para além da ignorância e da incapacidade, das gerações nascidas entre os anos quarenta e os anos sessenta. As gerações de mandantes do país, desde há trinta e cinco anos e até aos dias de hoje.
O CDS/PP, aproveita da melhor maneira a sua votação, e apresenta uma moção de censura ao governo. O PPD/PSD, já disse que a vai votar favoravelmente, pela voz de Rui Rio. Esperemos que por uma vez o partido social democrata faça alguma coisa em condições, quando for agendada por outros.
Nestes dias, após o balde de água fria que os socialistas apanharam, o PS, pela mão do seu chefe máximo, o nosso inestimável Primeiro, anda a aprender um novo léxico. A palavra mais usada agora, e que nunca antes tinha sido pronunciada pelos dirigentes máximos, nem pelos outros, é "HUMILDADE". Pensam estes que, se se mostrarem assim, humildes, se mostrarem que aceitaram e compreenderam a lição que o povo lhes quis ensinar, retirando-lhes o voto, o recuperam a tempo de, o voltarem a ter daqui a três meses e pouco. Mas o povo não é estúpido, o povo sabe o que quer, mesmo quando é inundado de propaganda governamental, ou mesmo quando se lhes oferecem toda a sorte de brindes bajuladores. O nosso Primeiro anda humilde por estes dias. Vamos a ver durante quanto tempo.
Apesar da pesada derrota de ontem, apesar de verificar que a ilusão das sondagens encomendadas durante a campanha (que o CDS quer abolir) não resultou, apesar de ver que afinal o povo Português não é tão parvo como ele pensava, o nosso Primeiro não desiste de malhar no ferro frio e quer manter a linha de rumo que tem seguido nestes últimos anos, e em especial nestes últimos meses. o homem até entende que os resultados foram decepcionantes, mas não desarma e diz que vai manter o rumo seguido até aqui. Para além de casmurrice, é estupidez, mas vai ser bom para todos nós que assim nos vamos ver livres dele de certeza absoluta. Por outro lado, esta parvoíce do nosso Primeiro, pode trazer consequências graves, também para todos nós, já que nos vai empenhar gravemente durante gerações, fazendo-nos definitiva e irremediavelmente pobres, que começou de imediato uma discussão interna para procurar novas oportunidades. Entretanto o nosso Presidente puxou dos galões e vetou (décimo veto) a lei da financiamento dos Partidos. A ver se eles têm vergonha na cara e a deixam cair.
Proliferam por todo o lado, em especial em época de eleições, mas para que servem? As nossas ruas, as nossas avenidas, os cruzamentos, os entroncamentos, as rotundas e as praças e jardins, estão infestados de cartazes. Todos os partidos os colocam, uns maiores que os outros, uns com caras outros sem elas. Há-os para todos os gostos. Há-os para todos os tamanhos e cores. Encavalitam-se uns nos outros, e depois, quando esta semana acabar, e já não servirem para nada, para além de para nada terem servido, lá ficam a continuar a conspurcar a paisagem. Vão-se degradando, rasgados e velhos, e quem os pôs lá, demonstra o seu mais completo desrespeito por todos nós, não os retirando. Mas no fundo, para que servem estes cartazes, para além de, num ou noutro caso, dar a conhecer partidos novos, ou caras novas. Bem, e para além de, obviamente, dar lucro e trabalho a umas quantas empresas, com dinheiro que todos nós pagamos. Quantos votos dá um cartaz? Quantas pessoas, por verem um cartaz bonitinho, se sentem dessa forma motivadas para votar no partido ou na pessoa à qual fazem propaganda? Penso que nunca ninguém se sentiu impelido a votar neste ou naquele por via do cartaz. Sendo assim, para que servem? Porque somos obrigados a "levar" com este tipo de propaganda, que só prejudica a paisagem? E porque temos de continuar a aguentar com eles, semanas a fio depois de terem cumprido o objectivo que na quase totalidade das vezes não foi atingido? Não se deveria limitar ainda mais a sua colocação e o tempo da sua exposição, de modo a que fosse minorada esta pecha? Estou cada vez mais cansado desta maneira de fazer política e desta maneira de propagandear coisas que cada vez mais, a menos pessoas interessa.
Cansado desta campanha, fugi logo após ter votado no domingo de manhã. Não fugi antes, para não deixar de cumprir o meu dever de cidadão. Mais tarde cheguei à conclusão de que votei bem. O partido que recebeu o meu voto, foi um dos que ganhou. Mas não foi o único. Na realidade, todos ganharam, excepto o partido que "já tinha ganho antecipadamente". De nada lhe valeram as sondagens aparentemente inventadas. Perdeu em toda a linha. O grande vencedor, mais vencedor que os outros vencedores, já que ficou em primeiro, acabou por obter uma vitória histórica, já que ninguém lha dava. Outro dos vencedores, foi o partido do sr Louçã. Duplicou a sua representação e igualou o PCP. Este, por sua vez, ficou igual a si mesmo, aumentando a votação. Todos ganharam, o nosso Primeiro, perdeu! Perdeu, mas não aprendeu, já que quer manter o rumo seguido até aqui. Ele há gente muito casmurra! No resto da Europa, foi mais do mesmo, a esquerda perdeu, a direita (PPE) ganhou. Agora faltam as duas outras eleições, cá no nosso País. Espera-se que também nessa altura aconteça mais do mesmo de agora. Já só faltava wue não fosse assim!
. . Foi difícil mas conseguiu-se. Não que esta vitória tivesse tido o condon de me fazer mudar de ideias quanto ao nosso treinador. Este não nos serve! Teria sido um descalabro se não fosse o Bruno, que já fora de horas marcou um golo. Foi um jogo em que toda a gente sofreu.Um autêntico pesadelo. Infelizmente continua muita gente a dar demasiada importância a este conjunto de treta. E eu acabo por ser um deles.
. É hoje. Lá para o fim da tarde já se sabe. Ou passamos e estamos no Mundial, e o benefício da dúvida mantêm-se, ou comprova-se o que já tenho dito, este treinador não serve! Não sou treinador nem nada de semelhante, e percebo pouco de futebol e de tácticas ainda menos, mas percebo de resultados, e quando eles não surgem, a culpa ou é do treinador ou da qualidade dos jogadores. Ora, como os jogadores são os melhores do mundo, e temos até o melhor dos melhores, a culpa só tem um sítio para cair. A tolerância, é zero. Temos, todos nós se ele não o conseguir, de encontrar a grande equipa que este treinador tarda em encontrar, arranjando um treinador em condições. Mas no fundo, os jogadores não estarão fora das culpas, já que todos se consideram craques e alguns até jogam a olhar para a câmara de televisão. Resta-nos a esperança do senhor Madaíl, e a esperança de que ele tenha razão.
Soube-se agora que o avião que desapareceu na passada segunda-feira, terá emitido vinte e quatro mensagens de erro antes de desaparecer. Apesar de terem já aparecido alguns destroços e mancha de óleo que, diziam, pertenciam ao aparelho, mas que afinal foi desmentido mais tarde, nada mais foi encontrado e nada se sabe quanto ao que aconteceu. Especula-se, diz-se, fala-se, mas ninguém sabe de nada. Há agora uma enorme quantidade de informações e teorias que não levam a lado nenhum. O aparelho da Ibéria que terá acompanhado o da Air France durante algum tempo, também não ajuda a compreender os acontecimentos. Na área efectuam-se todas as espécies de buscas, usando todo o tipo de aparelhos, mas o fundo do mar, para além de montanhoso e com muitas correntes fortes, é muito profundo. Aos poucos, a curiosidade mundial vai desaparecendo, ficando só a dor dos familiares e amigos dos desaparecidos. A Air France e a AirBus tomaram já medidas para evitar futuros acidentes deste género. O mistério adensa-se, o tempo passa, e ninguém sabe nada.
O barómetro Marktest para a TSF e Diário Económico aponta para um empate técnico nas eleições europeias , apesar da ligeira vantagem do PSD reunindo 32,5 por cento das intenções de voto, contra os 29,4 do PS.
Em terceiro, CDU e Bloco de Esquerda sobem de 7,1 para 8,9 por cento, quase dois pontos que não desfazem o empate entre Ilda Figueiredo e Miguel Portas. Já o CDS-PP, com Nuno Melo na liderança da lista para o Parlamento Europeu, cai pouco mais de um ponto, contando agora com 3,3 por cento de intenções de voto.
Pelo que li não foi indicada a abstenção mas deve ser muito elevada. Esta campanha foi pobre e esperava-se muito mais na clareza das ideias e assuntos europeus e da Europa . Tornou-se no fim de contas a primeira volta das legislativas . O meu maior interesse é ver até que ponto vai chegar a abstenção ! Todavia como democrata e pugno pela democracia vou votar domingo . Não me apetecia muito , mas é um mal menor e um dever cívico.
Apesar da lei ser omissa quanto ao período de reflexão na Net , podendo este blogue ser alimentado com propaganda , indicação de voto ou campanha eleitoral. A partir da meia-noite de sexta-feira não falarei mais de eleições europeias até saber-se o resultado das eleições , manter-nos-emos em silêncio . Tendo em conta a revolução originada pelas novas ferramentas tecnológicas : sites ; blogues ; facebook ; Twitter ; etc. A lei em vigor deveria ser alterada para contemplar actividades da internet no período de reflexão , sábado e dia do acto eleitoral.
Multiplicam-se as explicações para o inexplicável. Qual do número de eleitores é o verdadeiro? Um é o número dos que podem votar, outro é o número de recenseados. Deveriam ser exactamente iguais. Na melhor das hipóteses a diferença, a existir, não deveria ser superior a um ou dois por cento, e mesmo assim já seria muita a diferença. Estamos a falar de um milhão de pessoas. Quase parece um país de terceiro mundo, que, por não se saber quantos votam, necessitam de carimbar as mãos de quem já votou. Depois, com estas diferenças, os números da abstenção serão obviamente falsos. Os nossos emigrantes, esquecidos pelo governo durante o tempo em que não há eleições, mas lembrados com veemência nestas alturas em que as há, começam a votar amanhã, será que alguém sabe exactamente quantos são? E isto, esta diferença entre os que podem votar e os recenseados, faz-me lembrar os inúmeros desempregados que tempos atrás desapareceram das listas em que deveriam constar. Será que em Portugal ninguém sabe contar, ou os enganos são propositados?
Mais uma sondagem, mais uma corrida nesta viagem. Aos pouquinhos o PSD vem subindo e o BE também. Aos pouquinhos o PS vem descendo e o CDS também, mantendo-se o PCP inalterável. Quem acredita? quem acha que vai ser assim? Neste caso, só os militantes do BE e os do PSD, querem acreditar. Convém que acreditem e que os seus simpatizantes também, de modo a que conquistem outros, e todos juntos votem nos respectivos partidos. Neste caso também, os militantes do CDS, os do PCP e os do PS, lá vão dizendo que as sondagens valem o que valem, e que no domingo é que se vai ver. Para além do mais, as sondagens, quando nos são negativas são manipuladas e se nos são favoráveis, já se estava a prever tal resultado. As sondagens e a leitura dos seus resultados, variam consoante os olhos de quem as vê. Hoje vemos dois empates técnicos. Um entre o PSD e o PS, outro entre o BE e o PCP. De fora das contas fica por agora o CDS. Mas ainda faltam dois dias inteiros de campanha, mais um de reflexão, e tudo pode mudar, pensam os que hoje estão desiludidos.
. A CAMPANHA JÁ CANSA . Esta campanha para as eleições para o Parlamento Europeu, anda igual a todas as outras. Todos os participantes, centenas de candidatos para meia dúzia de lugares, andam pelo País fora, aos beijos e aos abraços, em comícios ou em arruadas, em salas grandes ou em salas apertadas. Todos nos começaram por prometer o paraíso, e sem excepção, todos prometeram ser bonzinhos e dedicados se obtiverem o nosso voto. Alguns, concorrem pelo poleiro, outros pelo dinheiro, e outros ainda pela cagança. Todos dizem concorrer por Portugal. Agora, vai a campanha a meio, um houve que inaugurou os ataques que, se sabia não se dever fazer. Desceu mais baixo que o normal nestes casos, onde se desce normalmente muito abaixo do desejável, e abriu uma caixa de onde sairão todos os males dos partidos políticos. Neste momento, a menos de sete dias da ida às urnas, não se vislumbra, não vislumbro eu, um candidato melhor que os outros. Todos são os melhores e muito bons. Todos se esquecem um pouco de que as eleições são para o Parlamento Europeu, e toca de só falarem da política caseira. Alguns até se esquecem totalmente. Dos que irão previsivelmente receber votos suficientes para eleger um deputado, o candidato do BE será o que se esquece menos. Por ordem crescente de esquecimento, temos depois o candidato do CDS que, vistas bem as coisas diz que não anda aqui para brincar. Depois temos a candidata da CDU e, os que mais se esquecerão serão sem dúvida os candidatos do PS e do PSD. Estes dois últimos, andam demasiadamente atarefados a dizer mal um do outro e dos respectivos partidos, certos de que o povinho se está marimbando para a Europa e muito interessado nas guerrinhas pessoais e em saber, como se tudo isto não passasse de uma telenovela, quem fez o quê a quem, e como. Todos os dias temos mais do mesmo, em frases diferentes e vozes diversas. Os ataques, alguns soezes, são diários e roçam a má-criação. O tratamento que alguns, poucos, dão aos seus adversários, são dignos de arruaceiros. A política, porca e má, cansa-me, como cansa à grande maioria dos Portugueses. Pena tenho de não poder votar para que nenhum para lá fosse, pois que a diferença entre eles é realmente nenhuma.
Sem se saber absolutamente nada, sem dar qualquer sinal a não ser um alerta automático, um airbus A 330, igual ao da fotografia, desapareceu. Pura e simplesmente desapareceu. Ninguém percebe, ninguém sabe nada. Este aparelho, em circulação desde 1994, é considerado seguríssimo. Para já, parecem ter desaparecido, juntamente com o aparelho, duzentas e vinte e oito pessoas. O avião da Air France, desapareceu numa zona de possíveis tempestades. Este é um tipo de acidente que, pura e simplesmente não pode acontecer. A Airbus vai ter muito que explicar. Aos familiares dos desaparecidos nesta tragédia, e a todo o mundo por onde andam aviões deste tipo.
. DIZEM QUE ANDOU POR AÍ . A d. Elisa foi vista, dizem, a acompanhar o sr Vital, pelas ruas do Porto. Mas, a ser verdade, a srª não tem categoria para botar faladura. Ainda estraga mais as coisas ao candidato nº1 do PS, que quer mandar as bocas sozinho. Dizem que entrou na campanha muda, e saiu calada.
. . O candidato Vital abriu a caixa e provocou a libertação dos males dos partidos, ao acusar os actuais e os antigos dirigentes do PSD de responsabilidades no caso BPN. Não terá sido uma coisa muito inteligente, mas o homem parece ser assim, truculento. Iremos assistir por certo a uma troca de acusações violentas onde todos os casos pouco ou mal esclarecidos, em que elementos cimeiros dos dois partidos, possam ter ou ter tido responsabilidades, virão à luz do dia, com o intuito de ganhar protagonismo e alguns votitos. Para já, um alto dirigente do PSD, exige do nosso Primeiro, declarações sobre o assunto trazido à baila pelo sr Vital. Depois, logo se verá o que vai acontecer.
. . Francamente não sei de que lado político estão os senhores professores. Não sei também se ganham ou perdem esta luta com a d. Lurdes e o nosso Primeiro. Também não sei se foram setenta e cinco mil ou cinquenta e cinco mil a manifestarem-se hoje. Realmente não sei muitas coisas, mas a que mais me deixou perplexo foi a presença da d. Ilda no palanque para discursar. Que estava lá a fazer? E porquê? A que propósito? Porque um dia, há já muitos anos, foi professora? Não me parece razão para tal. Já o não é faz muito tempo.
O homem Vital diz que está a ganhar em todas as frentes, incluindo nas sondagens. Ele lá saberá qo que é estar a ganhar. Partiu à frente, muito à frente, nas sondagens, e agora está com uma ligeira vantagem, quase um empate técnico. Que estará à fernte, parece ser verdade, mas está a perder, e a perder muito em relação ao que estava a ganhar no início da contenda. Ele que se convença e pense assim, e ria muito, que quando chegar a hora da verdade, e só falta uma semana, pode ser que chore. Entretanto, outros dos seu pares, não perdem um momento para zurzir na oposição, mesmo na mais pequena. O homem Rangel pede ao professor do Ps que meta a mão na consciência. E toda a gente sabe que o homem tem mão, até tem duas. Quanto ao resto, logo saberemos O homem Portas da direita fala do testamento vital e diz aceitar discuti-lo, enquanto o homem Melo denuncia desigualdades nas pescas na UE. O homem Portas da esquerda, fala sobre salários de deputados europeus, e comenta os adversários. A mulher Ilda, diz que abdica da duplicação do salário de deputada, e no entretanto, saiba-se lá a que propósito, foi discursar em Lisboa na Manif. dos srs professores. Um dia em cheio na campanha eleitoral.
Já escrevi sobre este assunto em Fevereiro. Agora e por via da d. Manuela do PSD, volto a falar dele. A srª não gosta de chips. A srª não gosta de ser seguida por todo o lado. A srª gosta da sua privacidade. A d. Manuela tem toda a razão. Não se sabe quem nos vai controlar, embora se saiba quem vai ser controlado. Toda a gente vai ser obrigada a ter um chipezinho na matricula e sabe-se lá, mais onde nos obrigarão a colocar um. Vamos estar num "big brother" global. Um tipo qualquer, com ou sem a devida formação moral ou outra, vai saber onde estamos em qualquer momento da nossa vida, sem nos pedir autorização para tal. Ninguém gosta de ser seguido. Ninguém gosta de ser controlado. Não bastará já o telemóvel, que nos põe constantemente contactáveis? A maioria dos Portugueses está contra o dito chip (nem palavra em Português temos para o coisinho). Vamos ser o primeiro e talvez o único país a implementar tal coiso. Os outros, realmente mais evoluidos que nós, rejeitaram a ideia. O nosso (des)governo, está a impôr esta coisita à socapa, transmitindo a ideia da inoquidade dos aparelho. Mas é tudo menos isso. Com ele, podemos vir a ser invadidos no mais profundo da nossa privacidade. Deverá ter partes boas, como a eventualmente rápida localização do veículo em caso de roubo, mas cada um é que saberá da necessidade ou vontade da sua compra e implementação. É inadmissível que seja genericamentge obrigatório. Quanto muito deveria ser facultativo para o comum dos Portugueses e obrigatório para todos os governantes.
Faz pensar! O Banco Alimentar contra a fome, de Lisboa, teve um aumento de 124%, nos pedidos de ajuda. Os restantes bancos alimentares do País, quinze, não deverão ter tido um aumento menor. No meio da muita gente realmente necessitada, aparecem por lá alguns que, a exemplo dos que gostam de não trabalhar, se aproveitam da bondade de quem dá. Portugal está doente. O desemprego galopante, a falta de dinheiro e a política de subsídios a toda e qualquer pessoa que não queira trabalhar (pois que o que falta são empregos, não falta trabalho, e eu conheço uma boa dezena de famílias que vivem dos subsídios que arranjam, e arranjam sempre, de uma forma ou de outra, não trabalhando há anos, e, havendo subsídios para quem não precisa, falta dinheiro para quem necessita), são alguns dos mais importantes motivos para o aumento da fome em Portugal. O nosso (des)governo, parece alheado destes assuntos e da gravidade de que se revestem. Estamos perto das eleições, e somos todos ricos, e nem convém falar de coisas tristes. Mas o descontentamento das populações é cada vez maior, apesar de incompreensivelmente, as sondagens continuarem a dar vantagem ao partido do governo. Os vinte e três mil voluntários dos bancos alimentares, andam a pedir ao comum dos cidadãos, alimentos para os mais carenciados, e esse comum dos cidadãos, que anda à míngua de dinheiro para viver por via das dificuldades conhecidas, cada vez oferece menos, cada vez guarda mais para si.
Já lá vão muitos anos, dezoito, e a saudade não esmorece. Parece que foi ontem que partiste. Deixaste um vazio imenso em todos nós. Os teus conselhos, a que recorríamos amiúde, continuam actuais, mas a tua sabedoria e o teu apoio fazem uma falta imensa. Qualquer dia vemo-nos por aí. Até já!
Dos candidatos mais mediáticos, o sr Vital é o que mais se tem lembrado de dizer coisas que mais ninguém gosta e a população critica. O homem tem sido uma pedra no sapato do sr Pinto de Sousa., que mesmo assim, e talvez por isso mesmo, não o larga e está quase sempre presente. Diz coisas que não lembra ao diabo. Ataca de forma indecente os seus adversários, em especial o maior partido da oposição. Os outros (partidos e candidatos) mostram-se indignados! Alguns dos seus pares dizem que se não revêm nas palavras dele. Outros, ainda dos seus pares, defendem-no. Dos candidatos que menos votos terão, o sr Melo, homem simpatiquíssimo e muito competente, lá continua, sempre ajudado pelo sr Portas, a sua campanha a favor da agricultura, dos velhinhos, dos reformados, dos antigos combatentes, e dos mais desfavorecidos, merecendo só pela sua capacidade ser eleito. Por seu lado, o sr Portas, o outro, o da esquerda, diz uma coisas sem nexo, mas lá vai subindo nas sondagens, atingindo já a terceira posição. O sr Rangel, tem andado sozinho pelas estradas de Portugal, defende-se dos ataques menos próprios do principal candidato a derrotar e ataca-o sempre que pode. O último dos candidatos importantes, pelo número de votos, é uma mulher que lá vai fazendo o seu papel de vitima, sendo impedida de falar nos refeitórios das grandes empresas, atacando à sua direita e à sua esquerda. Dia após dia, os partidos e os seus candidatos lá se vão acusando mutuamente, lá vão criticando o governo, e lá vão falando muito pouco da Europa e do que irão fazer para lá, se forem eleitos. Esta campanha, como todas as outras que em Portugal vai havendo de tempos a tempos, é uma tristeza, e nem dá vontade de seguir com atenção, a não ser a devida, que é muito pouca.
A D. Manuela Moura Guedes, ultrapassou tudo o admissível em jornalismo e boa educação. O Bastonário da Ordem dos Advogados, foi acusado, enxovalhado e sistematicamente interrompido. Costumo gostar de ouvir a irreverência da d. Manuela MG, mas desta vez, portou-se muito mal, parecendo servir os interesses de uma facção dos advogados. O sr Bastonário esteve muito bem na sua indignação, desferindo um ataque à d. Manuela (você faz um péssimo jornalismo e viola sistematicamente o código deontológico), que quando, em desespero, já não aguentou mais, apesar da sua aparente calma, mandou cortar a emissão, ou alguém o fez por ela. O que eu vi, não me pareceu jornalismo sério e isento, sendo no entanto um "bom" momento de televisão. Lamentável! Agora a ERC, vem condenar a TVI, por causa do jornal da noite das sextas-feiras. Foram dez as queixas apresentadas. O Concelho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, condenou a TVI por "desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Parecendo ter muito a ver com o que se passou com Marinho Pinto, esta condenação tem muito mais a ver com a falta de controlo que o governo tem sobre esta estação televisiva. Se o fosse, como umas e outras, por certo que as queixas nunca teriam tido fundamento. O Jornal de Sexta-feira da TVI, incomoda muita gente do governo. A d. MMG, é muito inconveniente, às vezes até parece que não sabe o que está a fazer tanta a vontade de "bater", mas, diz a mais das vezes umas verdades, politicamente incorrectas, que convém calar.
Mais um impostosinho e já está. Mais uns votitos que vão para outro lado. Burrice tamanha já fede. Que diz este homem, que pensa ele, que tenha feito com que o nosso Primeiro o tenha escolhido para cabeça? Só porque ela tem cabelos brancos? Não se entende este candidato. Claro que os adversáriosagradecem. A mim, não me afecta que o senhor diga umas parvoíces pela boca fora, pois que nunca iria votar nele, mas custa ouvir. Este independente está ao serviço de uma outra força qualquer. É um infiltrado! A não ser que o nosso Primeiro saiba o que ele vai dizer e concorde. Assim já entenderia pois que este nosso (des)governo já nos habituou a, por dinheiro, ser como o diabo por almas. O sr Vital, com o outros, diz coisas, e algumas tristes, durante a campanha. hoje, vociferou contra o PSD (quem mais poderia fazer-lhe sombra) comparando os seus elementos aos da "roubalheira" do BPN. Dizem-me que se pode ser assim violento em campanha. Sinal dos tempos? Ou o desespero de quem vê o seu pinóquio, e ele próprio, a descer nas sondagens de dia para dia? Começo a não ter pachorra para ouvir este papagaio!
. ENTÃO COMO É? . Então o homem está lá (no Benfica) ou não? Andam a enganar quem? Coitadinho do Quique, mandado embora sem dó nem piedade. Ou não? Jesus vai para Lisboa ou fica em Braga? A CMVM também parece que não acredita nesta SAD. Já estou cansado desta novela.
Não se sabe muito bem para o que serve, sabe-se que muitos se servem dela, mas começa hoje a campanha para as eleições Europeias. De norte a sul, ilhas incluídas, os candidatos aos lugares no Parlamento Europeu vão andar numa fona, a ver quem consegue enganar mais velhinhos, mais senhoras, e mais jovens adultos. Tudo em prol dos vencimentos milionários que esses lugares lhes dão. Poucos dos candidatos estarão realmente interessados nos assuntos europeus, ou motivados para melhorar a vida dos seus concidadãos, lutando nos corredores e salas de Estrasburgo. Os amigos dos candidatos, os chefes dos candidatos, os colegas dos candidatos, todos se esforçarão por garantir o melhor lugar e a maior quantidade de votos aos seus protegidos. Ganhar as eleições, é garantir o maior número de votos, não para o candidato, mas para o partido que lhe dá apoio. Estas coisas todas, no fundo iguais em todas as eleições, sejam elas nacionais ou europeias, levam a uma cada vez maior abstenção, e a um cada vez maior afastamento da vida partidária por parte dos eleitores. Esta eleição, não deveria mas serve para aquilatar das reais possibilidades do partido do poder vir a ganhar as outras, muito mais importantes para nós, as nacionais, que aí se avizinham lá para Setembro / Outubro. Nestas eleições, as europeias, os partidos pequenos, sem possibilidade de eleger seja que deputado for, tentam ganhar notoriedade para, nas autárquicas ou nas legislativas, terem alguma hipótese de colocar algum dos seus membros. Todos os partidos, estão a partir de hoje, numa fona danada para ganhar lugares ou seja o que for que lhes dê notoriedade. Espera-se uma campanha renhida e por ventura correcta.
Será que o homem sabe o que diz? Os putos que em casa não têm direito a respirar mais alto, que têm de pedir aos pais para sair à noite, que precisam de pedir uns trocos para uma bebida, a passarem a ter direito a votar? A passarem a ter direito a decidir sobre quem nos há-de governar? A passarem a mandar nas decisões da comunidade, quando na maior parte dos casos não fazem a menor ideia de como hão-de governar a vida deles? Não é mesmo uma parvoíce?
Ainda lhe faltam oito anos para cumprir, dos onze a que foi condenado, mas para já ainda está em Londres, a gozar de boa vida. Vale e Azevedo não aprendeu nada com a vida que levou em Portugal (ou aprendeu, refinando as suas aptidões), com a dívidas que deixou, com as malandrices e pulhices que fez, com as aldrabices que praticou. Foi condenado, foi preso, e depois rumou ao estrangeiro. Lá cometeu as mesmas coisas. Criou dívidas, aldrabou, mentiu e viveu uma vida de luxo. Viveu e vive, já que, não podendo sair do Reino Unido, tendo o passaporte apresado, sendo obrigado a presentar-se às autoridades do bairro onde vive assiduamente, e tendo sido obrigado a sair da mansão em que vivia por não pagar a renda que lhe era devida, está alojado, há já alguns meses, num hotel de luxo nos arredores de Londres. Por cá, foi condenado. Por lá, vive à grande e à francesa. Por cá a justiça parece ter funcionado menos mal. Por lá o homem vive descansado. Por cá ser ou não ser condenado é a mesma coisa. Por lá, será extraditado um dia, ou talvez não. Adorado por muitos neste nosso País (convém reparar na fotografia), este salafrário, enganou meio mundo e continua a viver como quer e lhe apetece, numa vida faustosa. Ser condenado a viver assim como Vale e Azevedo vive, faz apetecer ser criminoso como ele. A ser assim, a corrupção passa a valer a pena (de qualquer forma e pelo que se sabe, sempre valeu).
A D. Manuela Moura Guedes, ultrapassou tudo o admissível em jornalismo e boa educação. O Bastonário da Ordem dos Advogados, foi acusado, enxovalhado e sistematicamente interrompido. Costumo gostar de ouvir a irreverência da d. Manuela MG, mas desta vez, portou-se muito mal, parecendo servir os interesses de uma facção dos advogados. O sr Bastonário esteve muito bem na sua indignação, desferindo um ataque à d. Manuela (você faz um péssimo jornalismo e viola sistematicamente o código deontológico), que quando, em desespero, já não aguentou mais, apesar da sua aparente calma, mandou cortar a emissão, ou alguém o fez por ela. O que eu vi, não me pareceu jornalismo sério e isento, sendo no entanto um "bom" momento de televisão. Lamentável!
O nosso Primeiro é um pândego. Diz-se um optimista, criador de empregos, e com a sua lábia lá nos vai tentando enganar. Apesar de já termos ultrapassado a barreira dos quinhentos mil desempregados, este nosso governante (espera-se que não por muitos mais meses) vem criticar os pessimistas e o que ele chama de negativismo das oposições, dizendo que nunca viu um pessimista criar um posto de trabalho. Eu diria que nunca vi um optimista mentiroso criar um. O homem tinha prometido cento e cinquenta mil empregos , para cento e cinquenta mil empregados, durante os quatro anos em que nos ia (des)governar, e afinal foram criados muitos mais, mas, ao contrário, foram criados mais de cento e cinquenta mil desempregados. Eu sei que estamos em plena campanha eleitoral, onde parece tudo ser permitido, mas, não me restam dúvidas que é preciso ter lata, para afirmar tal coisa. E é que nunca mais chega o mês de Outubro, caramba!
O novo cão da família Obama, já está a criar um efeito muito bom no comércio em Portugal. Os criadores deste cães, vendem cada um a mil euros, e a dois mil, se forem enviados para o estrangeiro. Os pedidos são tantos que já há reservas de cães até ao próximo ano. Abençoado cão. Abençoado Obama. A moda está a pegar, pelo menos durante alguns meses. Depois, este ano ou para o próximo, lá começarão a aparecer cãezinhos abandonados um pouco por todo o lado. E a época de férias está por aí a rebentar. O que aconteceria se o homem mais poderoso do mundo tivesse adoptado uma criança com mais de cinco anos? Ou mesmo um bébé?
. .Na escola, como em muitos outros lugares, o nosso Primeiro tem vindo a ser vaiado. Desta vez, com ele estavam a ministra Maria de Lurdes e o ministro Teixeira dos Santos. Ao som do "the Wall", a coisa foi de tal ordem que se diz que tiveram de ser usadas manobras evasivas, como se estivéssemos em guerrilha, para os fazer sair a salvo (!). Se olharmos bem para todas as manifestações de desagrado contra o governo, fácil será depreender que vai a muito curto prazo cair de maduro (podre). E como as eleições são já ali, irão embora com o rabo entre as pernas. No entanto, as sondagens dizem o contrário, o que se não entende. Mais parece que somos um povo que adora ser espezinhado, controlado, e desacreditado. E se assim for, muito bem, pois que este nosso Primeiro e este governo que ele lidera, mais não têm feito que isso mesmo. Por outro lado, o empate técnico existente neste momento entre as duas principais candidaturas ao Parlamento Europeu, dá um nove alento a quem quer por estes senhores no olho da rua. Pela minha parte, tudo farei para lhes dar um pontapé, e como não me deixam fazê-lo literalmente, vou esperar pelas eleições e votar contra eles. Em quem ainda não sei, mas sei que neles nunca o será.
Tudo leva a crer que o novo Provedor seja Jorge Miranda, candidato pelo PS. Após a votação, este constitucionalista ficou com o maior número de votos seguido pela candidata pelo PSD Maria Glória Garcia. Na segunda volta, no próximo dia 29, deverá J Miranda ser eleito com praticamente uma ano de atraso. Perde neste caso o PSD. Ganha neste caso o PS.
A Ferrari anda amuada. Os novos regulamentos só querem que se gastem cerca de 45 milhões e eles querem mais. Se não chegarem a acordo, eles ameaçam desistir e nem se inscrevem para a próxima época. E as inscrições acabam no fim deste mês. O erro dos novos regulamentos está nas benesses que estão preparados para dar a quem só gaste até aquele montante, os tais quarenta e cinco milhões, coisa que acredita quem sabe, irão os responsáveis deixar cair, bem assim como vão aumentar o valor das verbas autorizadas aí para os cinquenta e cinco ou até mesmo sessenta milhões. Pode ser que assim a Ferrari recue, ou talvez não. A Toyota, a Red Bull, e a Renault, vão por certo recuar, uma vez que não se empenharam a fundo nesta guerra. A marca Italiana faria bem em sair, assim como as três outras que a apoiam, já que andam a fazer uma muito fraca figura, uma verdadeira vergonha, se atentarmos aos pergaminhos que ostentam. De qualquer forma, a Renault, se não apresentar resultados até fim do ano que corre, por certo vai mesmo embora, e a Red Bull deverá ficar pois precisa da publicidade que os seus carros lhe dão. A Toyota é só a maior fabricante do mundo de automóveis. Estão todos reunidos no Mónaco, e dali deverão sair resoluções. A ver!
. DESEMPREGO CONTINUA A SUBIR . Não param de subir os números do desemprego. Foram mais muitos por cento em Abril (mais de 27%). As reformas e as atitudes deste (des)governo estão a vir ao de cima. Em nove meses, são menos 130 000 empregos que desapareceram. e o nosso Primeiro, apesar de acitar que as coisas estão menos bem, entende que as medidas tomadas por ele e seus "muchachus", são as normais e suficientes. Estou cansado disto, aliás deveremos estar todos, e falta ainda tanto até Outubro!
Uma Professora, considerada por muitos dos seus alunos como a melhor da escola, e por outros, uma segunda mãe, foi "chibada" por duas mães, depois das respectivas filhas, terem gravado, sem consentimento, as palavras proferidas pela docente, palavras que estavam a ser dirigidas exclusivamente às alunas e alunos daquela sala do 7º ano de escolaridade, numa escola de Espinho. Esta atitude das alunas, pode e deve ser considerada um crime punido com prisão até um ano de prisão, e que pode ser aumentado para dezasseis meses, se o acto da gravação tiver sido feito com o intuito de prejudicar a outra pessoa. Parece estranho que, nem pais, nem o Conselho Directivo da escola, nem a DREN tenham achado mal que duas "crianças" de doze anos tenham praticado tal "crime", nem que obviamente tenham sido industriadas para o fazer. Não estou a tecer neste momento, considerandos sobre as atitudes da Professora, sobre o tema, ou sobre o tom das palavras, nem tão pouco sobre as aparentes ameaças que proferiu. Simplesmente me debruço sobre a educação que, pais, encarregados de educação, Conselho Directivo da escola, DREN, Ministério, etc., dão às crianças, ensinando-lhes que os meios justificam os fins, levando-as a acreditar que o crime compensa, ensinando-as a serem "bufos" iguais aos do tempo da "outra senhora". Que tipo de sociedade temos, que ensina tais coisas aos seus rebentos? Que tipo de gente estamos a formar? Que tipo de vida vamos ter no futuro? Que qualidades temos agora, para transmitir aos nossos filhos, sobrinhos e netos? Em que raio de País se transformou o meu Portugal?
Sobre Rui Rio, já tive oportunidade de dizer que é o "meu" candidato à Câmara da minha cidade (aqui, aqui e aqui), da mesma forma que já tive oportunidade de dizer que a candidata Maria Elisa o não é (aqui), e embora tivesse tido oportunidade, sobre os outros candidatos não me apeteceu falar. Não é que não me merecessem o devido respeito, mas porque entendo que são "cartas fora do baralho". Dr Rui Rio, gosto realmente de si! Nas duas cartas que lhe escrevi e num outro artigo, disse-o, e aqui o reafirmo. A cidade do Porto mudou, e para melhor, após a sua eleição. Não estará tudo bem, longe disso, mas para lá caminha, com a sua sobriedade, a sua capacidade, e a sua sabedoria. Ninguém pára este Rio, e tenho pena que este tenha de ser o seu último mandato. Findo ele, partirá por certo para outros voos, mais altos, substituindo com qualidade os actuais lideres do seu partido. É o candidato, dos que têm capacidade para vencer, o único com perfil adequado e o que se interessa unicamente pela cidade a que se candidata. É o único com os pés no Porto, "ambos os dois"! Foi oficializada a candidatura, dificil será não ganhar, com tão fraca concorrência.
«Problema ibérico: A integração do Estado português, pela reintegração de Olivença». (Fernando Pessoa)
PORTUGUESES DE OLIVENÇA: 208 ANOS DE SEQUESTRO POLÍTICO E CULTURAL!
Em 20 de Maio de 1801, Olivença foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha. Passam hoje 208 anos. Teve início e prossegue desde então a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a Cultura portuguesa. Escondeu-se aos oliventinos a sua História, amesquinhou-se a sua Cultura, castelhanizaram-se os nomes, menorizou-se a Língua portuguesa. O processo de colonização e aculturação espanholizante, encontrando a resistência surda das gentes oliventinas, continuou até aos nossos dias. Portugal e a Cultura portuguesa defrontam-se com a perda e o sequestro de uma parte de si. A Língua de Camões - a Pátria de Fernando Pessoa! - encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença. Em contraponto, também hoje, comemora-se o sétimo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de Maio de 2002. No outro lado do Mundo, os Timorenses reencontraram a sua identidade cultural e política. Sinal e esperança de que também Olivença obterá Justiça, resgatando a sua História e dignificando a consigna que de Portugal recebeu: «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença»!
A senhora professora entendeu dar uma aula de educação sexual. Seja qual foram as razões que a nortearam, entendeu também falar de orgias. Num País que entende que a educação sexual é muito importante, tão importante que se propõe distribuir preservativos nas escolas, deverá ser normal falar de todas e quaisquer práticas sexuais. A professora falou para alunos de doze e treze anos. Inocentes, virgens de todo e qualquer acto menos "normal", como se sabe que alunos dessa idade ainda são, sem nunca terem feito seja o que for neste nível, ou ouvido falar de tais coisas, seja pelos amigos, seja pela televisão em horário nobre, seja por quaisquer outros meios. Será possível que a srª Professora tenha empregue palavras menos correctas e que não estejam escritas na cartilha do ME? Será possível que a srª Professora tenha feita a apologia de tais actos pervertidos? Será possível ter educação sexual sem falar em todas as práticas que existem? Uma aluna gravou o delito! A professora foi suspensa pela DREN, após a denuncia de encarregados de educação. A gravação não foi premeditada (!). A moral foi beliscada. A hipocrisia veio ao de cima como certos dejectos. Querem ou não querem educação sexual? Suspende-se uma Professora por via disto? Mais um acto a seguir-se a tantos outros em que este ano lectivo foi pródigo. A minh'alma está parva! E é que nunca mais é Outubro, caramba!
Durante os últimos dias, estive ausente. Não do País nem tão pouco da cidade. Também não estive afastado dos acontecimentos recentes. Afazeres vários, que se prenderam com mudanças de vida, de casa, e outros, provocaram um aparente afastamento. Aparente, só mesmo na aparência, uma vez que não deixei de estar atento aos acontecimentos da Bela Vista que são preocupantes e que se espera não alastrem ao resto do País, à nova greve dos enfermeiros, aos casos suspeitos e/ou confirmados de pessoas infectadas com o vírus da gripe A e às informações que a srª Ministra nos vai dando no sentido de retirar a carga emocional e fazer com que o pânico não apareça, aos cerca de trinta e cinco mil caminhantes que rumam a Fátima, à victória do F.C.Porto no jogo com o Nacional e que lhe valeu o quarto campeonato seguido fazendo deste clube o melhor de Portugal e arredores, à mudança de treinador na Luz sendo que seja ele quem for não impedirá o novo Penta do FCP, à continuação do FreeportGate que já cansa e nunca mais acaba, à visita do Presidente à Turquia, à continuação da luta dos Professores, e a mais uma data de coisas que se vão passando pelo nosso País e em especial na minha cidade. Para além de tudo isto, e dos meus afazeres últimos, lá arranjei um tempito para ir ouvir o dr Henrique Medina Carreira, ontem, no Clube dos Pensadores. A começar pelo jantar privado que antes do debate juntou uns quantos amigos do Clube e o convidado de honra, e que foi extremamente agradável, e a continuar na magnífica "aula" dada por Medina Carreira e que foi bem esclarecedora do seu pensamento, tudo foi conseguido de molde a terminar com chave de ouro o actual ciclo de debates do Clube de Pensadores. Como de costume as intervenções dos presentes, questionando o orador foram muitas, terminando o debate, duas horas depois, com a sensação de ter "sabido a pouco". De facto apetecia continuar a ouvir este brilhante advogado, desfiar com uma clarividência enorme, o que pensa de Portugal e dos seus governantes, o que pensa dos problemas do nosso País, quais as razões desses problemas e quais as soluções que ninguém quer ver. Parecendo um pessimista inveterado, não é mais que um esclarecido inteligente, que nada deve a ninguém, politicamente incorrecto, e possuidor de soluções que não interessam a quem necessita dos votos dos cidadãos para continuar a viver. Foi uma sessão de esclarecimento da situação de Portugal e do caminho que estamos a trilhar, rumo ao abismo. Eu, e muitos dos presentes, saímos da "sala de aula", com vontade de mudar muita coisa, e com uma sensação de impotência total, face às quase nenhumas alternativas que os políticos mandantes e as políticas vigentes nos dão. Saí com a noção de que, nã--o aceitando a abstenção nas próximas eleições, não tenho ninguém que mereça o meu voto. Da direita à esquerda, todos prometem o que sabem que é impossível dar. Todos nos tentam enganar. Todos querem ser mandantes, nenhum se importa com a verdade e com a prosperidade dos Portugueses. Que raio de classe política (paga com o nosso dinheirinho) temos nós em Portugal? Saí preocupado. Que vou eu fazer agora? Em quem devo votar para melhorar este estado de coisas? A quem deverei eu entregar o poder de governar o meu País e de olhar pelo meu bem estar, como se fora meu pai? Neste momento, sinto-me politicamente orfão!
Tudo isto é uma balda pegada. Ninguém vai ser responsabilizado. Foi feito durante a vigência deste governo, e por isso, nada vai acontecer seja a quem for. Parece haver uma necessidade política de reescrever a história. estes senhores deste (des)governo são useiros e vezeiros nestas coisas. Houve um apagar do que aconteceu, e agora irá reescrever-se conforme as conveniências. Tudo parece ter andado á volta dos amigos e dos interesses do nosso Primeiro, mas nada se saberá de concreto. Estou farto, da Cova da beira, do Freeport e de todos os outros casos escusos que por aí andam. Só apetece mesmo é pô-los todos no Campo Pequeno (houve alguém que um dia terá dito isto mesmo) e tá-tá-tá-tá-tá-tá. Acabava-se tudo de uma vez. Nem mereciam mais que isso! Não há por aí uma ilha isolada e deserta no meio de nada, para que eu me refugie e esqueça?
Só mesmo quando interessa para compor os números, ou alguma outra coisas, é que as falhas pontuais, os erros inadvertidos, os enganos sem culpados, ou os apagões de nomes e números , não são considerados uma prática reiterada, mas antes um enganozinho de nada. O governos que nos (des)governa é useiro e vezeiro em atitudes destas e quejandas. Por mais esta razão, a de 15 000 mil desempregados terem sido apagados do Instituto de Emprego, eu volto a dizer... E é que nunca mais é Outubro, para que, já que não saem pelo seu pé, saírem a pontapé!
Quando não poderia falhar, Eduardo sofreu um frango e deu o começo da vitória ao Benfica. Depois das notícias dos últimos dias, Jesus falhou onde não poderia falhar, e deu a vitória ao Benfica. Quique, que já toda a gente espera que falhe, conseguiu com as ajudas alheias, e mais as de Cardozo, Di Maria e Urreta, segurar a ida ao play-off da Liga Europa.
. OLHANENSE . Foram precisos trinta e cinco anos para, sob a orientação de Jorge Costa, o Olhanense regressar à primeira divisão. Este que foi um dos grandes jogadores do FCPorto, está a mostrar-se um muito bom treinador, conseguindo ser campeão a uma jornada do fim, e transmitir aos seus jogadores a "mistica" que adquiriu nas Antas. Olhão está "de novo" no mapa, dando uma visibilidade suplementar ao Algarve, o que vai fazer subir a afluência de turistas. Quando o FCP lá for jogar, Olhão vai rebentar pelas costuras e a restauração não vai ter mãos a medir.
Os senhores professores receberam uma cartilha, chamada pomposamente Manual do Aplicador, com instruções precisas sobre as palavras e frases a dizer aos alunos no início, no meio e no fim das provas de aferição dos quarto e sexto anos de escolaridade. Como o Ministério entende que são uns patetas (os professores), sem capacidades para saber o que dizer aos alunos sobre as normas a que estão sujeitos e outras coisas menores, decidiu (o Ministério) enviar as palavras e frases exactas, que os professores deverão proferir em cada uma das ocasiões. Nem uma vírgula nem uma vogal a mais ou a menos. Tudo muito direitinho. E o mais engraçado, é que os Professores serão "castigados" se não cumprirem estas ordens à risca. São oito páginas de um guião, que muitas vezes é confuso e entediante. Só se pode dizer que esta situação, a juntar a tantas outras, só pode vir de uma mente parva e de um nível (muito alto, já que vem da srª ministra) muito baixo, e de quem nada entenderá do assunto. E ainda se julga cheia de razão ao dizer que a cartilha é muito útil aos senhores professores. E eu, que não entendo nada disto, até posso perceber a utilidade, já que com a falta de dinheiro que as escolas têm, por certo haverá muita falta de papel, para as mais diversas funções. . Exemplos das instruções/ordens encontradas na cartilha (Manual do Aplicador): . . Primeira parte:
"Leia em voz alta: 'Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo'; 'Podem voltar as provas. Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome'; 'Querem perguntar alguma coisa?'"
"Desloque-se pela sala, com frequência", "Rubrique o enunciado no local reservado para o efeito".
"Leia em voz alta: 'Ainda têm 15 minutos'; 'Acabou o tempo'. 'Estejam à porta da sala às 11h e 20 minutos em ponto'. 'Podem sair'".
Segunda parte:
"Leia em voz alta o seguinte: 'Agora vão iniciar a segunda parte da prova. Podem começar. Bom trabalho!'"
"Recolha as provas e os rascunhos". "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: 'Podem sair. Obrigado pela vossa colaboração!'".
Se isto tudo não fosse uma idiotice pegada, e não prejudicasse os alunos e os professores, talvez que até tivesse graça.
. O PRIMO HUGO DISSE AO JORNAL QUE O PRIMEIRO MENTIU E CONHECIA O SMITH E O PEDRO .
O primo, o tio, o filho do tio, o sobrinho, o ministro, Ministério do Ambiente, o nosso Primeiro, o Smith, o Pedro, a China, Kung Fu, fugas, mentiras, meias verdades, dinheiro, suborno, corrupção, Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, eleições de 2002, Shaolin, monges, processo, Ingleses, Portugueses, emails, Polícia Judiciária, Procuradoria Geral da República, DCIAP, Jornal O Independente, culpa, inocência, arguidos, família, reuniões, Alcochete, ninguém acusa ninguém, todos são não culpados, o dinheiro desapareceu, ninguém se demite. Quase cinco anos de histórias desde a denúncia do jornal "O Independente", fazem uma campanha caluniosa, infame e de cor escura, mesmo até preta, segundo os amigos e defensores do Primeiro de Portugal. Esta trampa nunca mais acaba, e ... Nunca mais é Outubro, caramba!
. PINTO DA COSTA . Abandonando o discurso regionalista, Pinto da Costa, fala de um Portugal uno e indivisivel, unido pelo FCPorto, pela cidade do Porto, pelo Norte e pelo Penta que aí vem. O tetra já lá vai!
Mais dois suspeitos, desta vez nos hospitais de Coimbra, de terem contraído a gripe dos suínos, vulgo gripe A. Estas duas pessoas regressaram recentemente dos EUA, onde poderão ter contraído a doença. Felizmente Portugal tem sido, até ver, poupado a estes casos, havendo um só caso confirmado, enquanto aqui ao lado, em Espanha, há imensos casos, sendo o País da Europa que mais infectados tem.
. DESEMPREGADOS . Mil por dia! Quase quinhentos mil até agora, todos desempregados ao mesmo tempo. Assim se vê a boa política que o governo tem, e as boas soluções que tem dito ter para solucionar este drama social. E nunca mais é Outubro!
Num país de tabus, acabou mais um. Desta vez foi o deputado poeta que acabou com o seu (dele) tabu. Continua no PS e não vai ser candidato a deputado nas próximas eleições. Quem mais ganha com tudo isto é o nosso Primeiro. Vendo sair um dos mais antigos deputados da nosso Assembleia, depois de eventualmente não ter chegado a acordo com ele para os lugares que o deputado queria dar aos seus apoiantes, pode renovar quadros e fazer propaganda (o homem é bom nesssas coisas de publicidade) nesse sentido. Para além disso, sai da bancada do PS um elemento incomodativo, o que é sempre agradável. Sendo Alegre um putativo candidato à Presidência da República, poderá vir a apoiá-lo, e assim haja ou não bloco central, não terá de apoiar Cavaco Silva. Continuando Alegre no PS, vai por certo aproveitá-lo para a campanha eleitoral que se avizinha, de molde a captar votos à esquerda. Tudo a ganhar nesta batalha que travou com o poeta. Estava escrito e só assim todos os intervenientes neste caso saem a ganhar. Uns muito, sr Pinto de Sousa, outros menos, Manuel Alegre.
Diz o nosso Primeiro que não faz pressão sobre seja quem for. E muito menos sobre o cansativo e enfadonho FreeportGate. Não há magistrado pressionado que o tenha sido pelo governo. Quanto a questões disciplinares, o sr Sócrates não comenta nem aceita comentar em outra qualquer altura. O Primeiro de Portugal, deu umas quantas explicações, hoje na A R, que a mim me não convenceram, como não convenceram a oposição. Cada vez mais, as explicações do homem não colhem o respeito de quem as ouve.
O nosso Primeiro é um espectáculo. Ainda bem que eu não entendo nada destas coisas, porque não percebo o que o governo faz, e se calhar, os expert na matéria acham que está tudo bem assim. O sr Sócrates, Primeiro de Portugal, na sua ânsia de esbanjar dinheiro e comprar mais um votos, tratou de propor a compra da COSEC. Esta empresa, é uma Companhia de Seguros de Crédito, e não se compreende muito bem que o Estado queira ser dono dela. Numa altura em que as exportações estão pela hora da morte, e em que a crise internacional torna o risco mais elevado, é normal que as companhias de seguros de crédito, apertem a malha, dificultem a concessão do crédito, e tornem o prémio dos seguros mais elevado. Não é razão para que ao acontecer tal, e só porque alguns empresários pela voz dos seus representantes o reclamem, se nacionalize uma das principais companhias do sector. Só se fossemos muito ricos! E, pelo que se tem visto nas últimas semanas, até somos! Vamos ter mais uma nacionalização de prejuízos, e vai ser mais uma negociata para o BPI. Será que este é um dos sectores estratégicos da política do governo, que devem estar em mãos públicas? Ou vamos simplesmente nacionalizar a loja do desgraçado que mais alto berrar? Anda tudo (no governo da República) aflitinho da vida, e lá estamos nós, à boa maneira Portuguesa, a aplicar a política do desenrasca. Estamos mais uma vez de parabéns! Caramba, nunca mais é Outubro!
convida-o(a) para a Sessão de Apresentação do livro
"Clube dos Pensadores"
de Joaquim Jorge, Papiro Editora
A apresentação, pelo Dr. Luís Filipe Menezes, realizar-se-à no dia 18 de Junho, 2ª feira, a partir das 21h
«Joaquim Jorge, ao fundar o Clube de Pensadores com tal vitalidade, tornou-se num símbolo do inconformismo democrático do nosso País. Como o próprio diz no blogue do Clube, importa falar com as pessoas, ver o que é prioritário e o que faz falta incluir. Desenhar um programa de acção, de baixo para cima, com sugestões no que é possível melhorar a qualidade da vida das pessoas, dando o poder de decisão às pessoas.»
Pedro Santana Lopes, do prefácio
«Felicito o meu amigo Joaquim Jorge e o Clube dos Pensadores por terem criado, contra a corrente, um espaço de debate de ideias que é já uma referência. A nossa democracia precisa de menos regulamentos sobre os comportamentos individuais e de mais respiração, mais debate, mais espaço para confrontar ideias, projectos,causas.»
Manuel Alegre, intervenção no Clube dos Pensadores
«Ao publicar agora este volume, Joaquim Jorge dá ao leitor um retrato dos objectivos, do percurso e das ambições do Cube dos Pensadores, cruzando-os com o itinerário pessoal das suas próprias perspectivas sobre o país, quer se trate de política ou de questões sociais, de educação ou de ambiente, entre outros tópicos relevantes.»
Manuel Maria Carrilho, do posfácio
Não é costume, na nossa terra, saber da morte de um oriental. E de morte violenta é ainda mais anormal. Se se disser que é o segundo homicídio, em três dias, envolvendo orientais, então o caso transcende a mais completa normalidade.
O caso do travesti assassino, pode trazer à baila a acusação feita por um sr com responsabilidades no mundo político Português, que usou a expressão para qualificar de forma insultuosa e degradante os jornalistas do Jornal da Noite da TVI. Hoje como nunca os travestis estão na boca do mundo. Uns matam politicamente, outros efectivamente.
Tudo isto deverá ser classificado de crime passional.
Gostei de ver o dr Medina Carreira a zurzir no governo, a fazer coro com a d. MMG. Segundo este ilustre do nosso País, um dos mais esclarecidos que por cá há, estamos mal e vamos ficar pior.
Não largam o nosso Primeiro (a TVI) e fazem bem, que é para isso que fazem jornalismo, que deve ser isento. Foram largos minutos a bater no homem, com o comentador de serviço a ajudar bastante à festa.
Na altura, estava na tropa, no Hospital Militar do Porto, onde prestava serviço. Na noite de vinte e quatro para vinte e cinco, deveria fazer noite de serviço. Como de costume, saí na hora de jantar e "esqueci-me" de voltar. Às sete da manhã do dia vinte e cinco, telefonaram para minha casa a dizer que tinha havido uma revolução. Aflito, com a lembrança do dezasseis de Março em que o alvoroço tinha sido enorme e a "luta" contra a revolução intensa e dura, corri para o hospital.
Cheguei pelas sete e quarenta e cinco. Nada se passava, tudo estava normal, ninguém sabia de nada. Os portões abertos, ao contrário da anterior intentona do dia dezasseis. Na altura, quem se tivesse "desenfiado", tinha "lerpado". Comigo correu tudo bem, ninguém deu por nada.
Só mais tarde, pelas nove da manhã, soubemos que alguma coisa tinha acontecido. Só depois nos apercebemos, porque nos disseram, que a chamada liberdade tinha chegado.
Só muito mais tarde, no meio da euforia, nos fomos apercebendo, de que durante algum tempo, outros opressores nos estavam a tentar condicionar. Só passados anos, acabamos por verificar, que nos enganaram, que substituiram um opressor por outros que se revezam, a ver quem mais "chupa" o nosso povo. Só passados muitos anos, acabamos por saber que ninguém quer o nosso bem, todos querem o nosso dinheiro, à custa do nosso bem estar, dizendo-nos que agora estamos em liberdade.
. Para a chefe do PSD, a regionalização, se bem que sempre falada e discutida, não é prioritária. Esquece a D. Manuela, que o País precisa de uma descentralização grande e urgente. E que essa descentralização não se faz por causa dos detentores do poder, que não querem sair do Terreiro do Paço, nem deixam que os poderes que detêm, por mais pequenos que sejam, saiam da beira deles ou do seu controlo. Por isso, só uma regionalização, pode acabar com esse estado de coisas, acabando com a hipótese do poder estar noutro lado que não seja a região para a qual tem e deve, servir.
A D. Manuela está enganada. Grande parte dos filiados no seu partido, e nos outros também, já viram as vantagens que a regionalização tem. Estará na hora da senhora também ver.
Não param de subir os números de desempregados em Portugal. Por certo que o mesmo acontece em todo o mundo por causa da crise global.
Em Portugal, que é o que nos interessa, só no último ano, subiu quase 24%. Números assustadores.
O governo não parece ter resposta para esta crise, e a oposição diz que tem, mas como estamos em ano de eleições, deve ser só para votante votar. As previsões para este ano, são catastróficas, embora o nosso Primeiro entenda que estamos no bom caminho. Como se dizia há anos, Portugal estava à beira do abismo, agora, com este governo, deu um passo em frente.
Coitado do nosso Primeiro. Na brilhante entrevista (só quem não viu pode dizer o contrário) que deu à televisão do estado, parece ter injuriado os jornalistas do jornal da noite da TVI. Foi por certo sem querer, que o homem não é destas coisas. Mas a d. Manuela M Guedes, não gostou nada e não está pelos ajustes e vai processá-lo.
Caramba, não param as campanhas de várias cores contra o pobre do homem.
Entretanto durante a entrevista, ficou-se a saber como está bem o nosso País, e como temos a sorte de ter tão magnífico estadista a dirigi-lo. Decididamente, se o sr Primeiro continua assim, ainda acabo a votar nele.
Na realidade não tinha percebido muito bem a razão da aprovação da proposta sobre o sigilo bancário feita pelo BE, pelo PS. Outras propostas, apresentadas por outros partidos, e que não tinham esta leitura, não foram aprovadas.
Agora entendi. Tira-se com uma mão, e dá-se com a outra. Finge-se com toda a desfaçatez do mundo que se faz o que se não faz. Só os contribuintes individuais terão as suas contas bancárias sobre o escrutínio do Fisco. As empresas, ficarão mais protegidas do que com a lei actual, não podendo a DGCI aceder às suas contas sem autorização de um tribunal.
Foi aprovada na generalidade, e só se espera que na especialidade, esta proposta obtenha tantas alterações que fique irreconhecível.
Toda a gente sabe das manobras em que o nosso primeiro é perito, aqui mais uma vez demonstradas à saciedade.
Querem enganar quem? Querem proteger quem?
Isto é de um gozo tremendo, que me faria rir, se esta anedota não fosse infelizmente verdadeira.
Mais uma vez pergunto:
- Vamos ou não fazer com que o sr Primeiro saia pelo seu pé? Ou, será preciso dar-lhe um pontapé?
A crise, mais esta, em que muita gente mergulhou, seja ela de bancos ou de viagens, provocou uma perda de memória colectiva como não há memória. O assunto do senhor do banco que até é conselheiro foi por demais badalado. Agora, temos mais um caso de uma viagem de que nenhum dos viajantes se lembra. Que eles foram, não há dúvidas. Que os fotografaram, também não. Mas nenhum se lembra do mais pequeno pormenor do assunto. Como se trata de médicos, fácil seria tratarem-se uns aos outros, muito embora, se pudesse tornar difícil dada a especialidade dos senhores e das senhoras. De qualquer forma, estão todos, mas mesmo todos com amnésia. Amnésia colectiva... difícil de tratar, creio. Parece que as broncas na viagem foram mais que as normais e de congresso, a viagem teve muito pouco (como se alguma deste género fosse mais do que divertimento). Estes senhores doutores, por norma intocáveis, deuses vivos na terra, correm o risco de suspensão, por crime de corrupção. As coisas andam feias para aqueles lados. Pouco a pouco vão-se descobrindo algumas verdades em certos lobbies. Andam problemáticas as relações entre médicos e laboratórios. Andarão zangadas algumas comadres?
Foi realmente despropositada e infeliz a comunicação do investigador Português, sobre a hipótese de a origem da gripe A ter tido origem num erro humano. Na realidade, é voz corrente, nas conversas de café e noutras, que estes casos, têm normalmente origem não comprovada, em experiências escondidas em países de terceiro mundo, e noutros de mundos não tão secundários. Diz-se por aí, e ninguém desmente, que os países industrializados, os países ricos, têm muitas vezes, vezes de mais, laboratórios escondidos, onde, não respeitando as normas mundiais para estes casos, fazem experiências proibidas que de vez em quando correm mal. Terá sido este mais um desses casos, e é estranho que este nosso cientista tenha vindo a terreiro, sem ninguém lhe perguntar seja o que for, desmentir a notícia dada. Será que este senhor tem alguma culpa que quer a muito custo esconder?
Coitado do Magalhães, esse estandarte do choque tecnológico do governo vigente. Depois de uma série de peripécias, depois de ter servido para demonstrar à saciedade as mais valias de termos um óptimo vendedor a fazer a promoção do computador (muito embora ele não seja nosso nem fabricado por nós, mas isso nem sequer é importante), e não um vendedor qualquer, tão somente o nosso Primeiro, depois dos erros encontrados, depois da demora da sua entrega ao pequenotes nas escolas, eis que surge uma nova notícia desagradável. Até parece perseguição. Vêm agora dizer-nos que o computadorzinho faz mal aos olhinhos dos nossos filhos. Parece impossível! Que vai agora o nosso Grande Chefe Irmão dizer disto? Claro que dirá que não pode ser verdade, mas será que pode? Para além da miopia dos nossos governantes vamos ter uma população juvenil de míopes? Será propositado? Poder-se-á pensar que interessa que a miopia da população sirva os interesses do governo? Se formos todos míopes talvez não cheguemos a ver as tontices que se vão fazendo por aí. Os ecrãs pequeninos, as letrinhas pequeninas, o tudo pequenino do Magalhães, pequenino à imagem do nosso governo, fará mal por obrigar a um esforço maior dos olhos. Tanto mal como os nossos governantes me fazem a mim, que de tanto olhar, à procura de alguma coisita de jeito, já nem os vejo bem, carago! . JM .
Um pouco a medo, mas dizendo e mostrando que o não tem, o Bispo Emérito de Setúbal, mostra-se preocupado com a situação ocorrida em Setúbal e alerta para os perigos de sublevação de uma população, sem emprego, à beira da fome, e por isso mais sensível à crise. Pessoa de muita coragem, D. Manuel Martins foi directo, embora tenha falhado ao não chamar os bois pelos nomes, uma vez que há culpados da situação a que chegamos e eles têm nome. Nestas alturas, deveria ter tido ainda mais coragem, ter sido ainda mais acutilante, ainda mais directo, muito embora, o seu estatuto possa fazer com que as suas palavras, sejam ouvidas e levadas em conta. A democracia está a agonizar, é deplorável o clima social, e o Bispo de Setúbal já se deu conta disso, e já viu que o nosso Primeiro, principal culpado desta situação do País, tem como lema, tirar aos pobres para dar aos ricos. Passou um mandato inteiro preocupado com as eleições deste ano, pouco se importando com as reais necessidades do nosso povo. Cada vez mais somos a chacota e a vergonha da Europa. Por cá, grassa a corrupção, a falta de visão, a falta de qualificações e a falta de educação. Somos pobres e pequenos de espírito, e com a mania das grandezas. Somos um País de pedintes de subsídios. Será bom que os mandantes, e os mandados, leiam as declarações do Bispo de Setúbal, estas e outras anteriores, com muitas verdades inconvenientes, e façam alguma coisa quanto a isso.
Por causa da gripe A, anda todo o mundo numa roda viva. As autoridades andam preocupadas e tendo começado por mandar falar os subalternos, passaram mais tarde para os responsáveis dos hospitais, e agora são ministros quem nos fala. No México, país onde tudo terá começado, não obstante os conselhos das autoridades, os habitantes, neste fim de semana prolongado, não aceitaram a ideia de ficarem em casa, e assim mais protegidos de contaminação, e foram gozar o bom tempo para a praias e para as esplanadas. Na Europa, anda toda a gente muito preocupada. O nível de segurança e alerta é já uns dias o "5", o penúltimo numa escala de seis, em que este (6) é o mais gravoso. Em Portugal, o caso que mais nos interessará, a srª Ministra, vem diariamente fazer a sua prelecção. E vamos ouvindo dizer, dia após dia que "não há motivos para alarme", "tudo está sob controlo", "estamos bem preparados". Mas as pessoas é que decidem se se encontram adoentadas ou não. E assim, quando alguém tem dúvidas, quando os primeiros sintomas de uma qualquer gripe surgirem, deve ligar para a linha saúde 24. Nessa linha, será atendida, seja a que horas forem, por uma diligente enfermeira, ou enfermeiro, já que não há médicos nesse atendimento, que via telefone lhe dirá da melhor maneira de se tratar, e o que fazer. Caso se verifique que há uma qualquer réstia de hipótese de poder ser a gripe "A", informam o "doente" que se deverá dirigir ao hospital mais próximo. Ora aqui é que está tudo errado. Imaginemos que o "doente" está realmente doente. Imaginemos que não tem carro próprio ou que não está em condições de dirigir. Terá de se deslocar, sem condições nenhumas, de carro de um familiar ou amigo, de táxi, ou de transporte público. Em qualquer dos casos, vai, com muita certeza infectar mais alguém até chegar ao hospital. Porque não há um serviço de transporte para ir buscar esse doente a casa, de imediato, com todas as condições de segurança? Será assim tão difícil de fazer? Por outro lado, sabe-se que as urgências hospitalares não trabalharão de modo diferente do considerado habitual. O nível de agora, é o adequado as todas as urgências possíveis, e considerado pelos responsáveis o indicado e suficiente. Alguns médicos, de algumas especialidades, foram já impedidos pelos seus superiores de se deslocar para fora do País, mesmo que estejam em férias, pois que podem ser necessários de um momento para o outro. Mesmo apesar de não haver casos em Portugal, e estar tudo calmo, sabemos que em Espanha, há muitos casos, sendo o país da Europa com mais incidências. E Espanha está aqui tão perto! As companhias aéreas, o turismo, os suinicultores e outros de outras áreas, estão a perder dinheiro, por causa do medo instalado, e há razão para ter medo, mas o nosso País está sob controlo, como em tudo seja em que área for, segundo os nossos governantes. Tudo isto, com um alerta de grau cinco. E os responsáveis europeus (OMS) não descartam a hipóteses de aumentar o nível, embora declarem ter tudo controlado. E se o de grau seis for activado? Que vai acontecer? Tudo será fechado a nível global? Não haverá entradas nem saídas de Portugal. As fronteiras ficarão fechadas. Poderão os Portugueses em trânsito no estrangeiro, voltar? Será permitido aos estrangeiros voltarem a suas casas? Como se processará tudo? Os espectáculos de futebol ou de cinema ou de teatro, fecham, os ginásios, os restaurantes, os cafés, tudo fecha? Se tudo encerrar, a economia, já de si moribunda e em estado catatónico, falece de vez. Portugal entra em insolvência. Que mais nos irá acontecer?
Agora, depois desta vitória por 3-0, será difícil ao F.C.Porto não ganhar o campeonato deste ano. Mais um! Ambos os seus perseguidores directos cederam terreno e agora, a Liga dificilmente lhe fugirá. Fica com seis pontos a mais que o clube verde e onze que o vermelho. O Porto nem precisava de ser o melhor. O Sporting e o Benfica lá se vão encarregando de serem os piores.
A Corte-Real, fragata Portuguesa ao serviço da Nato, detectou actividade criminosa ao largo da Somália. A nossa fragata, que comanda as força de segurança, aprisionou dezanove piratas fortemente armados. Pouco tempo depois, libertou-os, porque à luz da lei Portuguesa não os poderia ter prendido, já que o nosso Código Penal não tem nenhuma lei contra o crime de pirataria. Mais uma vergonha para o nosso país, que se esqueceu (o nosso governo) de que não poderia comandar tal força, por falta de meios. Mas parece que a cagança de podermos dizer que somos importantes e comandamos alguma coisa, foi mais forte. E não teriam podido os nossos parlamentares, em vez de estarem ocupados com o que se come nas cantinas das escolas, ou com qualquer lei que os beneficie, ou ainda com o dinheiro a mais que vai entrar nos cofres e dos seus partidos, legislar atempadamente de modo a que esta vergonha não pudesse acontecer? Por este andar, já só mesmo os piratas da Somália nos vão levar a sério.
Lá andam eles de novo a exigir desculpas a uns e a outros. A comitiva do PS, em campanha para as Europeias em Ponte da Barca, foi brindada com um copo de vinho, atirado para o meio da multidão. Não sei se branco se tinto, de qualquer modo, foi reeditada a célebre frase do anterior regime, "dar de beber um copo de vinho, é dar de comer a um milhão de portugueses". Foi pelo menos um "upgrade" à água com que o sr Vital foi brindado anteriormente nas manifestações do 1º de Maio. As gentes do Norte sempre foram mais beneméritas. Os epítetos de traidor e de bandido, foram muito ouvidos em relação ao candidato pelo PS às Europeias. Com a economia tão em baixo, e com a agricultura em sérias dificuldades, depois desta oferta de vinho, não se percebe muito bem toda a polémica instaurada.
Pelo que se ouve por aí, não há dinheiro nas universidades e sobra pouco ou nada para a investigação, e muitas vezes a que se faz tem pouco ou nenhum interesse. Os reitores queixam-se, os professores queixam-se e os alunos queixam-se. Mesmo assim, arranjam-se uns milhares de euros, muitos, para essa coisa chamada de "Semana Académica da Queima das Fitas". A festa dos estudantes, por excelência.
Antigamente, antes da revolução, e mais tarde quando do seu recomeço nos idos de 1979, a “coisa” traduzia-se em festas como a Missa da bênção das pastas, a Monumental serenata, a garraiada, o rallye paper, o cortejo, procissões intermináveis de estudantes alegres e divertidos, alguns, uma minoria, abusando uma ou outra vez das bebidas alcoólicas.
Hoje, apesar de continuar a haver a missa, a serenata, o cortejo e todas as outras coisas, tudo não passa de uma quantidade enorme de tipos dependentes do álcool e do tabaco, bêbados e bêbadas,