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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PORQUE É QUE CÁ NINGUÉM FALA ASSIM?

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ISTO SÓ PODE ACABAR MAL ... MUITO MAL!
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Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Também no AVENTAR

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CUIDADO, A COISA ESTÁ A CHEGAR


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E A COISA PEGA-SE!
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Com a graça de Deus, ou de Alá, ou do Profeta, ou seja do que for, até mesmo da Mossad, a coisa vem a caminho. Começou no Egipto (agora com o acordo querem que escrevamos sem p), veio pela Tunísia, está cheia de força na Líbia (a muito poucos quilómetros de Itália, 'à vole d'oiseau') e abancou calmamente em Marrocos.
Precisará o nosso governo de ter muito cuidado com a forma como lidará connosco e com toda a situação em que vivemos, uma vez que a coisa se pega e já só nos separa  dela uma língua de mar, estreita de poucas dezenas de quilómetros.
Não é que me preocupe que ela cá chegue. Seria da maneira que os tipos que nos têm desgovernado ao longo destes últimos muitos anos, se iam embora com as contas bancárias e os seus parcos haveres congelados, e nós começaríamos a respirar fundo, pelo menos enquanto a esperança não morresse.
O que me preocupa é o facto de eu saber que quem os vier substituir vai sair da actual classe política, e esses substitutos de imediato se irão preparar para ser a vez deles encherem os bolsos e as contas bancárias, e aumentarem substancialmente os actuais e frugais haveres (também, claro, os deles, que não os nossos).


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

CINCO DIAS DEPOIS

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ROMA
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Regressei de umas curtas férias e encontrei um Portugal renovado. Como um amigo meu me diz amiudadas vezes, só seria preciso paciência, que ao mudar o ano, tudo com ele mudaria, para melhor, claro.
Parti, a 30 de Dezembro. Saí de um País (o meu) triste e sem esperança, onde os problemas sociais e políticos eram enormes, e onde só se esperava que o Presidente fizesse como os seus antecessores e demitisse o governo. Saí de um País (o meu) onde pouco se entendiam, onde a fome crescia, e onde a crise não diminuía.
Ao regressar, hoje, e quando apareci à porta do avião, encontrei uma nova atmosfera no ar. Os cheiros eram diferentes, as cores mais vibrantes, os sons menos agrestes, quase melodiosos.
Mesmo sem saber fosse o que fosse, rejubilei. Algo tinha mudado. É certo que não tinha ouvido notícias nem falado com ninguém, mas as coisas pareciam-me diferentes. Um enorme sorriso ficou estampado na minha cara e não quis mais sair.
Quando cheguei a casa, corri a saber das novas. Folheei jornais, liguei a televisão, conectei-me com a internet.
Pareceu-me que as coisas me escapavam das mãos. Não encontrei nada de novo. Por certo não estava eu a procurar devidamente, pensei, mas aos poucos vi a verdade e o desalento voltou.
Afinal, a crise económica e social mantém-se. As pessoas ganham o mesmo, na sua maioria mal, o desemprego continua a aumentar, continuam a matar-se uns aos outros nas estradas, e o Presidente entende que se está a caminhar para uma situação explosiva.
Afinal, a crise política também se mantém. A oposição não se entende com o governo. O governo continua a pensar que pode fazer o que quer. Alguma oposição não se entende a ela mesma. O governo joga com as palavras, continua a vitimizar-se, e joga em força para a aprovação do Orçamento.
Que se passou então para que eu tivesse sentido uma tão forte alegria e uma mudança, que não existem?
Só mesmo o desejo enorme de ver em Portugal o que acabara de ver no País de onde vinha.
Fui passar cinco dias a Roma. Já há muito tempo que não saía do meu País, e há muitos anos que não ia a Itália.
Vivemos numa aldeia global e, vamos ouvindo os problemas políticos e sociais que todo o mundo vive. Roma vive por certo muitos desses problemas, não sendo muito diferente do resto do mundo. A crise económica é geral e mundial, e em Itália não será diferente da restante Europa.
Mas a diferença para Portugal, é enorme.
Se nos problemas sociais e nos políticos as diferenças são grandes, normais e não comparáveis, já que cada País tem casos específicos, já no plano económico se pode olhar de outra maneira. Eu sei que se trata de um País rico, com muita indústria e muita exportação. Mas já há muitos anos que, mesmo salvaguardando as devidas proporções na comparação com Portugal, eu não via um comércio tão florescente. Rios de gente nas ruas, a comprar. Filas à porta de lojas de renome internacional, e noutras cujos nomes eu desconhecia. Milhares de pessoas com sacos de compras. É verdade que a época de saldos tinha aberto, mas os preços que se viam na maior parte das lojas, eram muito altos, mesmo que, os valores já com os descontos de "saldi", fossem os originais.
A retoma já se nota em Itália, como se nota em muitas partes da Europa. E eu gostaria de ver essa pujança no meu País.
Infelizmente continuamos no mesmo rame-rame de sempre, com os mesmos a mandar e os mesmos a obedecer. Uns e outros, mal!

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JFM
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