quarta-feira, 30 de setembro de 2009

FALCÃO

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E ROLANDO
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Porto vence e convence, apesar de ter de se esperar pelos últimos quinze minutos para que os golos aparecessem.
Falcão marca um golo extraordinário, a fazer lembrar Madjer, depois de uma jogada e de dois remates de Hulk, e Rolando confirma o resultado.
Primeira vitória do FCPorto na Liga dos Campeões deste ano. Três pontinhos preciosos e muitos euros que bem falta fazem.
Nota muito positiva para o terceiro guarda-redes do Atlético, fez uma belíssima estreia.

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JM
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MAIS UM QUE PERDEU O TINO

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DECLARADAMENTE JÁ SÃO DOIS
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Depois do BE ter dito que o sr Presidente da República se deveria demitir, vem agora o MRPP exigir (muito se exige neste nosso País) a imediata demissão do sr dr Cavaco Silva.
Mas esta gentinha perdeu a cabeça ou quê?
Para se ser líder de uma qualquer força política, é preciso ter tino, ou não?
Será porque a subvenção afinal não vem, que estes senhores entendem poder falar assim? ou estas palavras foram ditas enquanto pensaram que iam ter a dita, e por isso se consideraram importantes?
E eu que até nem gostei nada do discurso do sr Presidente, começo a entender que gosto ainda menos de certas interpretações.
Isto é de tal modo surreal que nem vou comentar mais nada.

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JM
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O MEU PAÍS PARECE ESTAR DOENTE

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NÃO PARECE OUVIR, NÃO PARECE VER, ESTÁ ALHEADO DA VIDA
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A doença alastra no meu País.
Ontem, embora enfermos, todos fomos chamados a votar.
Uns foram e outros não.
Não somos muitos, mas em cada cem de nós, só sessenta o foram fazer.
Cada um votou no partido que mais lhe conveio. Uns por convicção, outros por castigo, e outros ainda porque sempre o fizeram assim.
No fim, chegamos à conclusão de que a maior parte dos que foram votar, querem mais do mesmo.
Não lhes interessou o que sofreram durante os últimos quatro anos e meio. Ou se calhar nem notaram.
Não lhes interessou o que outros sofreram, ou nem deram por isso.
Não lhes interessou o que dizem que de mal foi feito, ou o que dizem que de mal vão fazer. Ou porventura entendem que não é verdade.
A única coisa com que se importaram, foi o retirar aos mandantes a possibilidade de fazerem tudo sem lhes perguntarem mais nada, e assim deram uma forçazita a alguns outros.
Mas também quiseram dizer mais uma coisa. Que não acreditam muito em senhoras muito bem educadas e finas, mas que não demonstram capacidade para liderar um País, nem em senhores, professores e tudo, que só querem destruir para mais tarde se elevarem do caos, ou nos outros que por aqui andam há tempo de mais a dizer mais do mesmo, contra tudo e contra todos. Antes, mal por mal, o mesmo dos últimos anos, com a possibilidade de um outro temperar o esquerdismo que lhes é inato.
Mas a ser assim, estamos todos doentes. Escolher o mal, embora conhecido, em vez de um mal desconhecido, é sensato, mas demonstra a incapacidade que temos de, de entre todos nós, encontrarmos alguém com real capacidade de nos levar para bom caminho. Que este que trilhamos nos últimos anos, não é bom, antes pelo contrário.
O País está doente, e não se projectam melhorias nos anos mais próximos. Alguns de nós temos azia, outros febres altas, e outros ainda doenças terminais. Nada que, no entretanto, umas pastilhinhas, únicos remédios a dar aos Portugueses no momento, não possam fazer efeito. Ah, e também umas grandes doses de paciência e esperança.
A nossa obrigação é dar, pelo menos durante um tempo razoável, o benefício da dúvida a este governo que agora aí vem, para verificarmos se, com uma maioria pequena, e tendo de arranjar muletas, recupera o caminho certo para Portugal. E depois, se o não fizer, não esperar pelo fim da legislatura para o despedir.

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(In O Primeiro de Janeiro, 29-09-2009)
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(Transcrito parcialmente com o título "Mais do mesmo" no JN de 30-09-2009)

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JM
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NÃO HÁ COLIGAÇÕES

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CDS NÃO QUER FAZER PARTE DE UM GOVERNO A PRAZO
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Ponto por ponto, o CDS fará negociações caso a caso. O mesmo fará o BE e a CDU.
Nesta navegação à vista, Sócrates terá de governar bem e a contento do povo. Previsivelmente, após as eleições de Janeiro de 2011, o governo cairá, e o partido socialista tem de estar preparadao para nessa altura tentar de novo a maioria absoluta.
No entretanto, com a também previsível saída a muito curto prazo de MML da liderança do PSD, depois da traição do Presidente, Pedro P Coelho perfila-se, com Menezes a ajudar.
Enquanto se espera pela comunicação de hoje à noite, do Presidente, Sócrates espEra por um telefonema para poder começar a trabalhar.
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(Trancrito parcialmente no PÚBLICO de 30-09-2009)

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JM
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ANTI-GRIPAIS COMO IMPERIAIS

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Texto de opinião de Luís Campos e Cunha, antigo ministro do actual Governo PS, no jornal Público sobre como a questão da Gripe A é, afinal, uma moda de Verão:

Anti-gripais como Imperiais

«Visitei Nova Iorque em Agosto, comprei o New York Times (o meu jornal preferido) todos os dias e não me apercebi de nenhuma notícia sobre a gripe A. E estava atento. Nas conversas com amigos americanos que visitei, nunca apareceu o tema da gripe A e, quando eu propositadamente o trazia à baila, ficavam surpreendidos com a conversa. Em Londres passa-se exactamente o mesmo: ninguém fala do assunto. E noutras capitais importantes, onde tenho conhecidos e amigos, a gripe A é uma não-notícia.
Tacticamente, o Governo elegeu como problema um não-problema: a gripe A. É um não-problema porque mata menos que a gripe normal, mas foi útil. Por um lado, resolver um problema que não existe tem sucesso garantido. Por outro, seria sempre um "problema" que vinha de fora e o Governo nunca seria culpado. Tudo isto para gáudio dos jornalistas que não tinham assunto para o Verão e passaram a ter. Converteu-se a ministra da Saúde em ministra da gripe, que nos ensina a lavar as mãos e que descreve em público a situação clínica de pessoas hospitalizadas (que eu não quero, nem tenho o direito de saber). Houve mesmo editoriais a elogiá-la como óptima ministra e grande comunicadora (por contraponto a Correia de Campos). Quando isto se estava a esgotar, apareceu o ministro do Trabalho e a Concertação Social discutiu o assunto. Finalmente, surge a ministra da Educação ajudando a manter a gripe A na agenda dos jornais. Foi golpe de mestre: discutiu-se a gripe mas não os problemas do país no período pré-campanha. Funcionou tacticamente e acertou com o objectivo estratégico. Só não tenho a certeza de que o país tenha ganho. Mas as empresas farmacêuticas também ficaram a ganhar: todas as velhinhas deste país andam com frasquinhos para desinfectar as mãos quando não o fazem com a gripe sazonal, muito mais perigosa do que a gripe A. E os anti-virais venderam-se como imperiais em Verão tórrido


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AINDA BEM QUE O PS GANHOU AS ELEIÇÕES

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DIGO EU, QUE NÃO VOTEI NELES
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Está bem de ver que não votei no sr Engenheiro. O sr Engenheiro nunca teria o meu voto, por todas as coisinhas que fui escrevendo sobre ele e o seu governo, ao longo deste ano e meio que levo de escritos neste espaço.
Então porquê tanta alegria? Porque estou eu contente com a sua vitória?
Devo dizer que esta minha felicidade pela vitória do partido do governo se deve unicamente a uma espécie de egoísmo primário.
Eu gosto de, a exemplo de muitos amigos do sr Engenheiro, malhar neles. É verdade que nunca malho muito, nem de qualquer maneira, mas vou malhando.
Também gosto de, a exemplo de muitos dos conhecidos do sr Engenheiro, dizer mal. Não que o faça sem olhar a meios, mas, procuro as partes menos boas, ou mesmo as más, aproveitando para ir dizendo umas coisas. Aliás, parafraseando um antigo político, "há governo? Sou contra!"
Ora, a ser assim, se não fosse o partido socialista a ganhar as eleições, e sim um dos meus partidos (é verdade, tenho mais que um. Na verdade tenho dois. E ando de um para o outro, sem saber muito bem de qual gosto mais, pois que em cada um deles há coisas e pessoas que têm a minha admiração), de quem é que eu ia dizer mal? Ia fazê-lo aos meus amigos? Não podia ser, era muito feio. E eu não gosto de fazer coisas feias.
Desta forma, não se coloca de forma alguma, um problema de consciência, à minha actuação.
Gosto de malhar neles, sejam eles quem forem que estejam no governo, e é mais fácil que sejam estes, já que até nem gosto muito deles.
Repito então o título desta crónica: "Ainda bem que o PS ganhou as eleições"!
Espero que o sr Pinto de Sousa, mantenha nas suas funções, ou noutras dentro do governo, o sr Santos Silva, para eu poder continuar a dizer o que penso desse sr.
Vou poder continuar a falar criticamente da educação (não vejo maneira de eles emendarem a mão neste aspecto).
Vou poder continuar a falar mal da "lavoura" (então se se mantiver o mesmo ministro, vai ser um fartote).
Vou poder continuar a falar mal da saúde (se bem que a sra até nem foi das piores).
Vou poder continuar a falar mal das obras públicas (neste aspecto, seja quem for que para aí venha, vai ter a minha discordância. Ainda mais se for a sra secretária de estado).
E vou falar mal das finanças e da economia e seja do que for, porque o que eu gosto mesmo é de encontrar coisas para dizer.
É que no fundo, eu ando por aí. Pelos cafés e pelas ruas da minha cidade. E o que tento é transmitir por escrito o que ouço e vejo. E, verdade seja dita, nos últimos anos, só tenho ouvido dizer mal do governo que temos tido. O que até é muito complicado de perceber, uma vez que mais de um terço dos votantes nas últimas eleições, reafirmaram a confiança no actual Primeiro Ministro, o que lhe deu a vitória.
Ou somos todos ( a maioria) burros, ou eu vejo muito mal e ouço muito pior.
Só uma coisita mais. Não vou inventar nada, não vou dizer o que não é, e não vou ser "indecente".
Ah, estou em pulgas para saber dos próximos desenvolvimentos, e para ir vendo e ouvindo o que se diz por aí sobre esta história da guerra entre o sr Presidente da República e o sr Pinto de Sousa. Promete dar muito que escrever.
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JM
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O RATINHO QUE A MONTANHA PARIU

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O PRESIDENTE DISSE NADA E POUCO MAIS
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No fundo, no fundo, o sr Presidente só disse que não existe nenhuma declaração sua a falar da existência de escutas. pouco mais, ou senão vejamos.
O Sr Presidente disse achar normal, e não ser crime, haver alguém que desconfie de outro alguém. Isto é demasiadamente grave, uma vez que vem da Presidência da República.
O sr Presidente não disse se havia ou não, desconfianças de escutas. O sr Presidente não disse se desconfia do nosso Primeiro. E se não disse, deixou implícito que pode haver. E se há, como pode o sr Presidente indigitar para Primeiro ministro uma pessoas sobre a qual ele não tem confiança.
O sr Presidente acabou por acusar o partido socialista de o querer encostar ao partido social democrata, e de quererem acusá-lo de interferir na campanha eleitoral. Ainda acusa altas figuras do partido socialista de terem ultrapassado os limites da decência. Lá teve de explicar que foi obrigado a demitir o amigo Lima por causa de tudo isto. Esta parte é grave, acho.
Tudo foram manipulações, também disse. Há fragilidades na segurança, acabou por dizer também.
E, digo eu, a sua declaração, hoje, se não influiu nas eleições legislativas (ou talvez tenha influído com a demissão do sr Lima), influi nas autárquicas.
Foi um ratinho muito pequenino o que esta montanha pariu. Lá no fundo, tudo uma cabala. Lá ainda mais no fundo, está tudo tonto.
No entanto, as relações entre a Presidência e o sr Sócrates, dificilmente se recomporão.
Não gostei do discurso.

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JM
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

O MEU PAÍS PARECE ESTAR DOENTE

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NÃO PARECE OUVIR, NÃO PARECE VER, ESTÁ ALHEADO DA VIDA
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A doença alastra no meu País.
Ontem, embora enfermos, todos fomos chamados a votar.
Uns foram e outros não.
Não somos muitos, mas em cada cem de nós, só sessenta o foram fazer.
Cada um votou no partido que mais lhe conveio. Uns por convicção, outros por castigo, e outros ainda porque sempre o fizeram assim.
No fim, chegamos à conclusão de que a maior parte dos que foram votar, querem mais do mesmo.
Não lhes interessou o que sofreram durante os últimos quatro anos e meio. Ou se calhar nem notaram.
Não lhes interessou o que outros sofreram, ou nem deram por isso.
Não lhes interessou o que dizem que de mal foi feito, ou o que dizem que de mal vão fazer. Ou porventura entendem que não é verdade.
A única coisa com que se importaram, foi o retirar aos mandantes a possibilidade de fazerem tudo sem lhes perguntarem mais nada, e assim deram uma forçazita a alguns outros.
Mas também quiseram dizer mais uma coisa. Que não acreditam muito em senhoras muito bem educadas e finas, mas que não demonstram capacidade para liderar um País, nem em senhores, professores e tudo, que só querem destruir para mais tarde se elevarem do caos, ou nos outros que por aqui andam há tempo de mais a dizer mais do mesmo, contra tudo e contra todos. Antes, mal por mal, o mesmo dos últimos anos, com a possibilidade de um outro temperar o esquerdismo que lhes é inato.
Mas a ser assim, estamos todos doentes. Escolher o mal, embora conhecido, em vez de um mal desconhecido, é sensato, mas demonstra a incapacidade que temos de, de entre todos nós, encontrarmos alguém com real capacidade de nos levar para bom caminho. Que este que trilhamos nos últimos anos, não é bom, antes pelo contrário.
O País está doente, e não se projectam melhorias nos anos mais próximos. Alguns de nós temos azia, outros febres altas, e outros ainda doenças terminais. Nada que, no entretanto, umas pastilhinhas, únicos remédios a dar aos Portugueses no momento, não possam fazer efeito. Ah, e também umas grandes doses de paciência e esperança.
A nossa obrigação é dar, pelo menos durante um tempo razoável, o benefício da dúvida a este governo que agora aí vem, para verificarmos se, com uma maioria pequena, e tendo de arranjar muletas, recupera o caminho certo para Portugal. E depois, se o não fizer, não esperar pelo fim da legislatura para o despedir.

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(In O Primeiro de Janeiro, 29-09-2009)
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(Transcrito parcialmente com o título "Mais do mesmo" no JN de 30-09-2009)

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JM
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NÃO HÁ COLIGAÇÕES

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CDS NÃO QUER FAZER PARTE DE UM GOVERNO A PRAZO
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Ponto por ponto, o CDS fará negociações caso a caso. O mesmo fará o BE e a CDU.
Nesta navegação à vista, Sócrates terá de governar bem e a contento do povo. Previsivelmente, após as eleições de Janeiro de 2011, o governo cairá, e o partido socialista tem de estar preparadao para nessa altura tentar de novo a maioria absoluta.
No entretanto, com a também previsível saída a muito curto prazo de MML da liderança do PSD, depois da traição do Presidente, Pedro P Coelho perfila-se, com Menezes a ajudar.
Enquanto se espera pela comunicação de hoje à noite, do Presidente, Sócrates espara por um telefonema para poder começar a trabalhar.

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JM
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O SR PRESIDENTE FALA AMANHÃ.

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PRESIDENTE CAVACO SILVA VAI FALAR-NOS
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E vai dizer-nos o quê? Vem falar das escutas?
Sejam elas pretensas ou efectivas, pelo que se sabe, o sr Presidente está um pouco mal nas fotografias deste caso.
Se calhar, nada tem para nos dizer, e assim, pode acabar por atirar declarações sobre o assunto para depois das eleições autárquicas, e depois para mais tarde, e depois para antes do Natal e depois....
De qualquer forma, as explicações que há quem diga, o sr Presidente nos deve, já perderam a actualidade, pois que esvaziaram o balão. As legislativas já foram, o PS já foi ajudado e o PSD prejudicado, dizem os entendidos, e agora já não interessa muito.
De qualquer forma, a montanha que, dizem, é enorme, tem um ratico para parir.

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JM
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O REGRESSO DE MANUELA MOURA GUEDES?!

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ONGOING COMPRA PARTE DA MÉDIA CAPITAL
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Trinta e cinco por cento da Média Capital vão passar a ser pertença da Ongoing.
TVI é pertença da Média Capital.
O marido da sra manda na Ongoing.
A sra foi afastada da TVI no início de Setembro, segundo as más línguas, por causa da pressão do sr Sócrates.
A sra regressa ao jornal de sexta-feira brevemente.
Vamos voltar a ter um programa anti José Sousa? Nuno Vasconcellos vai permitir?
Bastou o desaparecimento da maioria absoluta do PS para se efectivar a compra.
Que jeitaço fez ao sr Pinto de Sousa este afastamento temporário. Será para pagar alguma coisita depois? Este afastamentozinho terá custos? MMG voltará a ser a mesma?
Esperam-se novos desenvolvimentos.

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JM
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O MEU PAÍS PARECE ESTAR DOENTE!

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NÃO PARECE OUVIR, NÃO PARECE VER, ESTÁ ALHEADO DA VIDA
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A doença alastra no meu País.
Ontem, embora enfermos, todos fomos chamados a votar.
Uns foram e outros não.
Não somos muitos, mas em cada cem de nós, só sessenta o foram fazer.
Cada um votou no partido que mais lhe conveio. Uns por convicção, outros por castigo, e outros ainda porque sempre o fizeram assim.
No fim, chegamos à conclusão de que a maior parte dos que foram votar, querem mais do mesmo.
Não lhes interessou o que sofreram durante os últimos quatro anos e meio. Ou se calhar nem notaram.
Não lhes interessou o que outros sofreram, ou nem deram por isso.
Não lhes interessou o que dizem que de mal foi feito, ou o que dizem que de mal vão fazer. Ou porventura entendem que não é verdade.
A única coisa com que se importaram, foi o retirar aos mandantes a possibilidade de fazerem tudo sem lhes perguntarem mais nada, e assim deram uma forçazita a alguns outros.
Mas também quiseram dizer mais uma coisa. Que não acreditam muito em senhoras muito bem educadas e finas, mas que não demonstram capacidade para liderar um País, nem em senhores, professores e tudo, que só querem destruir para mais tarde se elevarem do caos, ou nos outros que por aqui andam há tempo de mais a dizer mais do mesmo, contra tudo e contra todos. Antes, mal por mal, o mesmo dos últimos anos, com a possibilidade de um outro temperar o esquerdismo que lhes é inato.
Mas a ser assim, estamos todos doentes. Escolher o mal, embora conhecido, em vez de um mal desconhecido, é sensato, mas demonstra a incapacidade que temos de, de entre todos nós, encontrarmos alguém com real capacidade de nos levar para bom caminho. Que este que trilhamos nos últimos anos, não é bom, antes pelo contrário.
O País está doente, e não se projectam melhorias nos anos mais próximos. Alguns de nós temos azia, outros febres altas, e outros ainda doenças terminais. Nada que, no entretanto, umas pastilhinhas, únicos remédios a dar aos Portugueses no momento, não possam fazer efeito. Ah, e também umas grandes doses de paciência e esperança.
A nossa obrigação é dar, pelo menos durante um tempo razoável, o benefício da dúvida a este governo que agora aí vem, para verificarmos se, com uma maioria pequena, e tendo de arranjar muletas, recupera o caminho certo para Portugal. E depois, se o não fizer, não esperar pelo fim da legislatura para o despedir.

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JM
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O PAÍS VAI FICAR DIFICIL DE GOVERNAR

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QUEM SE QUER ALIAR AO PS?
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PS VENCE MAS NÃO CONVENCE. O PAÍS NÃO FICOU TRANQUILO.
ANA GOMES BEM QUE PODERIA SER MANDADA CALAR.
QUEM SE ALIAR COM O PS CORRE O RISCO DE SE QUEIMAR.
CDS TEM CONDIÇÕES. OU BE E CDU JUNTOS.
CDS EM CONDIÇÕES DE IMPOR A SUA VISÃO DO PAÍS.
CDS ELEGE UM DEPUTADO NA MADEIRA.
DERROTA ESTRONDOSA DO PSD. DOS QUINHENTOS MIL VOTOS PERDIDOS PELO PS, SÓ CAPTOU UMA RIDÍCULA FATIA. FERREIRA LEITE NÃO SAI.
VITÓRIA AGRADÁVEL DO BE.
DERROTA VOTORIOSA DA CDU.
MRPP O MAIOR DOS MAIS PEQUENOS, NÃO ATINGE 1%, MAS PASSA A RECEBER SUBVENÇÃO DO ESTADO.
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VAMOS TER MAIS DO MESMO, DURANTE MAIS QUATRO ANOS, A NÃO SER QUE A INGOVERNABILIDADE DO PAÍS FORCE A ELEIÇÕES MAIS CEDO.
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ESTOU CANSADO DESTAS ELEIÇÕES.
VAMOS REPETIR?

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JM
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domingo, 27 de setembro de 2009

PORTUGAL A VOTOS

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HOJE ÀS 16H
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Os portugueses estão a votar menos, ou mais tarde.
As sondagens à boca das urnas diziam, em duas empresas que, até essa hora o

PS ganhava com 38 a 39%

Que o

PSD teria 29 a 31%

Que o

CDS ficaria com 9 a 10%

Que o

BE teria 10 a 11 %

E que a

CDU ficaria com 8 a 9%

Que irá mudar até às 19h?



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JM
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sábado, 26 de setembro de 2009

A SONDAGEM DO "ATRIBUTOS" PARA AS LEGISLATIVAS 2009

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ÀS 22H DE HOJE, ERA ASSIM QUE A SONDAGEM REZAVA
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NAS LEGISLATIVAS, VOU VOTAR EM QUEM?
Selection Votes
PSD 27%431
CDS 12%187
PS 29%453
CDU 11%179
BE 13%209
MEP 2%28
MMS 2%26
MRPP 1%21
OUTROS 3%51
1,585 votes total

AMANHÃ, LOGO SABEREMOS ATÉ QUE PONTE ERRAMOS OU ACERTAMOS.

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JM
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POOORTO!

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FCPORTO - 1, SPORTING - 0
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Um penalti falhado (Hulk), uma bola na trave (Postiga), uma vitória do FCPorto.
Nove amarelos, quatro para o Porto e cinco para o Sporting.
Polga e M. Veloso foram expulsos por acumulações de amarelos.
Mau trabalho do árbitro.
Sporting acaba com nove.

Amarelos a mais. O resultado acabou por ser justo.


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JM
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

METAM-SE COM ELES, E LEVAM

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VÃO ARREPENDER-SE
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A d Manuela, termina a campanha em tom forte.
Para ela, ele é o caos.
Eu até concordo com a sra. Ninguém está contente com este governo. Só vão votar nele os do costume, os que votam na mãozinha fechada mesmo que as paredes caiam, e abram brechas no chão. Bem, e também os que querem tachos, e os que acham que governou muito bem. E assim já é muita gente.
Ele, pelo seu lado, diz: - Ou eu ou o caos. e o caos é ela.
Até parece complicado, mas.... é política, e o melhor é não nos metermos com eles.
Frase da sra, que bem poderia ser do sr:
- Tenho a profunda convicção de que vamos ganhar!

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JM
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BRAGA EM GRANDE

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MESMO NO FIM, TAMBÉM SERVE
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Foi mesmo no último minuto que o Braga desfez a igualdade.
Empatados nas bolas à trave, Olhanense e Braga lá se mantiveram assim até que o Braga marcou. Alan foi o marcador do golo.
Vitória merecida embora sofrida.
O SCBraga continua a ser a única equipa que só tem vitórias. Seis jornadas, dezoito pontos. Nunca o Braga esteve assim, mas merece.

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JM
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SERIEDADE E DELICADEZA NA PORCA DA POLÍTICA

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SIS DIZ QUE NÃO HÁ NADA
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A coisa está negra.
A coisa é séria.
A coisa é delicada.
O informador, que sendo de Belém, corre o risco de ser afastado, mesmo que mantenha a confiança do Presidente, refere-se assim ao estado de vigilância a que a Presidência da República esteve sujeita, mas que afinal que não foi, não é, e se calhar nunca deixou de ser.
O Serviço de Informações diz que não há nada. O outro senhor, deu com a língua nos dentes e foi afastado. Há fontes anónimas, que dizem que há razões para haver suspeição, mas que receiam falar abertamente. O momento eleitoral não é o melhor para alimentar certezas ou dúvidas.
O Presidente actua, ou manda actuar, mas diz que só fala depois das eleições. Todos falam e ninguém se entende. Há até uma corrente que fala em inventona para beneficiar os actuais detentores do poder. Quem se mete com ele, leva, diz a voz corrente.
O sr Jardim, quer que o sr Cavaco se defina, e diga se aceitaria ou não os comunistas num governo da República. Não tem a ver com as escutas, mas como foi lá na terra dele que tudo começou, as coisas interligam-se.
Todos dizem que têm razão e se calhar a razão não existe em parte alguma.
A política é uma porca, já se dizia há mais de um século, e com muitas tetas, mas que não chegam para todos. Daí estas guerras de mate-se quem puder.
No meio de tudo isto, quem acredita no quê?
Neste fim de campanha, já ninguém fala do FreeportGate, da TVI, do prédio dos CTT, da casa da mãe do outro senhor, dos cursos de domingo, e por aí fora. Só das escutas de Belém.
Memória curta, interesses instalados, protecção ao poder.
Porque não se poderá votar para que os senhores saiam, e só para que entrem?

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JM
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ISTO ESTÁ QUASE, JÁ MUDOU UM BOCADINHO. SÓ PRECISAMOS É DE PACIÊNCIA

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TODAS PARECIDAS, TODAS DIFERENTES
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E não é que mudaram um bocadinho? Agora, nesta outra sondagem, o Ps não está tão à frente, o PSD está mais atrás, o CDS não apanhou o hélio que o fez subir, a CDU já não está em último, mas o BE leva banhada na mesma.
Apesar da mediocridade da campanha eleitoral, cheia de casos e mais casos e sem substância, o zé povinho tem de votar, seja onde for. Mas votar. Infelizmente não há um quadradinho para votar branco, que se houvesse, por certo ganharia. Nenhum dos partidos concorrentes serve para Portugal. Ou melhor, nenhuma das pessoas que os lideram, serve, mas vai ser uma delas a governar-nos. Então que seja a menos má. E para mau, já cá tivemos um durante quatro anos e meio. Seria bom que os Portugueses dessem um sinal de maturidade e de inteligência e votassem em massa, fosse em quem fosse, mas não em quem nos governou até agora.
Mas como disse antes, até Domingo isto vai mudar.
E digo ainda mais uma coisinha. Podem estar descansados todos os habitantes do rectângulo, pois tenho a certeza de que na segunda feira, vai estar tudo diferente, isto vai mudar tudo, e para muito melhor! Seja quem for que venha a vencer estas eleições.

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JM
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SE NÃO SABE EM QUEM VOTAR, VOTE ÚTIL, MAS VOTE!

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VOTE (IN)ÚTIL, MAS VOTE!



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Só mesmo na França do sr Sarkosy, se pode ser despedido e depois expulso para toda a vida das actividades daquele sector, por ter feito batota.

Será que os códigos por lá, são diferentes? Será que, e que, e que?

Lá que o homem, Briatore, é um escroque, pelos vistos é verdade. Que é arrogante, sabe-se que sim. Que é batoteiro, tudo indica para isso. Que tem um poder imenso na sua área, todos o sabemos. Que parece ter sido apanhado a mentir, é uma evidência. Mas, expulsá-lo? Não será de mais? E coitado do senhor, que vai ele fazer às casas, ao iate, aos amigos, às coisas correntes da vida?

Por outro lado, quem prevarica tem de ser castigado, não é?

Mas estes acontecimentos da F1 puseram-me a pensar. Não é que com isso vá longe, mas mesmo assim, fui supondo o que aconteceria se a justiça de França pudesse ser aplicada em Portugal.

Eu sei que o castigo dado ao sr Flávio foi muito mais para que se visse como se fazem as coisas por aquelas bandas, e para mostrar serviço ao mundo. Se se soubesse à boca pequena o que ele fez, como se sabia, mas não tivesse sido apanhado nas malhas da justiça, nada disto aconteceria. O problema foi mesmo o empolamento dado ao assunto. Mas de qualquer modo, como dizia, que aconteceria a muitos Portugueses, se a mesma justiça pudesse ser aplicada por cá?

Também temos por aqui escroques. Também temos por cá arrogantes. Também há batoteiros. Já foram apanhados a mentir vários deles. E, se pensarmos bem, também há alguns que têm todas estas características e ao mesmo tempo detêm um poder enorme.

E nada lhes acontece.E até há muita gente que gosta muito deles. E que se houver eleições, votam neles, outra vez.

Não poderíamos ser como os Franceses, mesmo que hipocritamente, e mandar estes que aqui temos e são assim como o sr Briatore para o caraças mais velho? Ou mesmo que não sejam, que tenham algumas das suas características?

Limpávamos o País de muita gente que só nos faz mal.

Com o poder judicial Francês, ou com os interesse que por lá há, talvez se conseguisse.

Como a justiça por cá, é o que se sabe, porque é que não aproveitamos o dia 27 de Setembro e depois, quinze dias mais tarde, na mesma um domingo, para pôr tudo direito?
Vamos ter uma oportunidade de ouro para podermos fazer o que está certo. Até nos pedem para ir votar, contra este ou aquele. Chamam-lhe o voto útil, e está por aí muita gente a pedi-lo. Votamos num qualquer que não nos chateie, para chatear aquele que quer o nosso voto e nós não queremos dar-lho, porque achamos que ele merece é ir embora de vez. É fácil.

É fácil e um bocado estupido, mas é assim mesmo. Não votar é que é uma asneira. Deixamos que os outros decidam por nós.

Se não sabe em quem votar, vote útil, MAS VOTE!


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(In O Primeiro de Janeiro, 25-09-2009)


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JM
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BARÓMETROS ERRADOS?

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ACERTARÃO DESTA VEZ?
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Os barómetros são por natureza pouco certos. Temos tido de tudo e a mais das vezes saem errados. Os barómetros dizem-nos a indicação do voto do momento em que são feitos e mudam com facilidade. Basta um ventinho para tudo se alterar.
para além disso, neste barómetro, há 37% de indecisos. Muito indeciso para tanto voto.
O PS está claramente à frente. O PSD mantém o que tinha. O BE leva um tombo e o CDS apanhou hélio. A CDU, passa a quinta força no Parlamento.
Tudo isto vai mudar até Domingo.

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JM
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FERREIRA TORRES EM GRANDE

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AFINAL VAI A VOTOS
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Afinal o tribunal, desta vez, deu-lhe razão, e o homem vai poder concorrer à Câmara do Marco de Canaveses.
Bem que Ferreira Torres tinha dito, a quem o quis ouvir, que voltaria um dia, por ele ou por entreposta pessoa.
Pelos vistos vem ele mesmo.
A palhaçada vai continuar. O azeite trouxe-a ao de cima.

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JM
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SOCRATES, UMA PERFEITA TEMPESTADE!

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A TEMPESTADE PERFEITA

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Por causa disto, e disto, e disto, e disto, e disto, e disto, e disto, e disto, e disto e ainda disto, e disto, e também disto, e de mais coisas,
sabemos que o vídeo só pode retratar a verdade de quatro anos e meio de governo.


video video video


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Recebido via mail, de 35mm&digital

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JM
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SE NÃO SABE EM QUEM VOTAR, VOTE ÚTIL, MAS VOTE!

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EXPULSO POR FAZER BATOTA?
E ISSO PODE SER ASSIM POR LÁ?
NÃO PODEMOS TER O MESMO TRATAMENTO POR CÁ?
NÃO PODEMOS FAZER COMO OS FRANCESES?
SÓ PODE SER ATRAVÉS DO VOTO?
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Só mesmo na França do sr Sarkosy, se pode ser despedido e depois expulso para toda a vida, das actividades daquele sector, por ter feito batota.
Será que os códigos por lá, são diferentes? Será que, e que, e que?
Lá que o homem, Briatore, é um escroque, pelos vistos é verdade. Que é arrogante, sabe-se que sim. Que é batoteiro, tudo indica para isso. Que tem um poder imenso na sua área, todos o sabemos. Que parece ter sido apanhado a mentir, é uma evidência. Mas, expulsá-lo? Não será de mais? E coitado do senhor, que vai ele fazer às casas, ao iate, aos amigos, às coisas correntes da vida? Por outro lado, quem prevarica tem de ser castigado, não é?
Mas estes acontecimentos da F1 puseram-me a pensar. Não é que com isso vá longe, mas mesmo assim, fui supondo o que aconteceria se a justiça de França pudesse ser aplicada em Portugal.
Eu sei que o castigo dado ao sr Flávio foi muito mais para que se visse como se fazem as coisas. Se se soubesse à boca pequena o que ele fez, como se sabia, mas não tivesse sido apanhado nas malhas da justiça, nada disto aconteceria. O problema foi mesmo o empolamento dado ao assunto. Mas de qualquer modo, como dizia, que aconteceria a muitos Portugueses, se a mesma justiça pudesse ser aplicada por cá?
Também temos por aqui escroques. Também temos por cá arrogantes. Também há batoteiros. Já foram apanhados a mentir vários deles. E, se pensarmos bem, também há alguns que têm todas estas características e ao mesmo tempo detêm um poder enorme. E nada lhes acontece.E até há muita gente que gosta muito deles. E que se houver eleições, votam neles, outra vez.
Não poderíamos ser como os Franceses, mesmo que hipocritamente, e mandar estes que aqui temos e são assim como o sr Briatore para o caraças mais velho? Ou mesmo que não sejam, que tenham algumas das suas características? Limpávamos o País de muita gente que só nos faz mal.
Com o poder judicial Francês, ou com os interesse que por lá há, talvez se conseguisse.
Como a justiça por cá, é o que se sabe, porque é que não aproveitamos o dia 27 de Setembro e depois, quinze dias mais tarde, na mesma um domingo, para pôr tudo direito?
Vamos ter uma oportunidade de ouro para podermos fazer o que está certo. Até nos pedem para ir votar, contra este ou aquele. Chamam-lhe o voto útil, e está por aí muita gente a pedi-lo. Votamos num qualquer que não nos chateie, para chatear aquele que quer o nosso voto e nós não queremos dar-lho. É fácil.
É fácil e estúpido, mas é assim mesmo. Não votar é que é uma asneira. deixamos que os outros decidam por nós.
Se não sabe em quem votar, vote útil, MAS VOTE!

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JM
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

UNIÃO DE FACTO ENTRE DOIS DO MESMO GÉNERO?

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SÓCRATES E LOUÇÃ, JUNTOS E AO VIVO?
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Um acordo secreto, negado pelos dois senhores do PS e do BE, parece existir.
Nesse acordo, depois das eleições, estes dois líderes, iriam juntar os trapinhos e formar uma família unida. Nunca, como é evidente iria esta união, dar quaisquer frutos.
Como em muitas das famílias que conhecemos por esse mundo fora, as desavenças não tardariam a surgir, e um afastamento, vulgo divórcio, seria mais que certo. A guerra que se geraria então, iria provocar quase uma guerra civil, e as verdades, conhecidas até então, unicamente pelas comadres, iriam ser do domínio público.
Mas, para negar as evidências, o sr Pinto de Sousa grita:
- Calúnias. As acusações são ridículas e infundadas. Nunca estivemos nem estaremos juntos. Os malandros do PSD é que inventaram estas coisas. Nós, em especial eu, somos muito sérios.
E mais uma data de coisas, que só servem para esconder o gato, que tem o rabo de fora da caixa.
Enfim, negar com tanta veemência, faz-me lembrar um mentiroso a tentar mentir mais uma vez, para enganar a verdade.

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JM
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Ó SR PRESIDENTE, É SÓ ISTO, MAIS NADA?



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E NÃO ERA PARA SER SÓ DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

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. . .O sr Presidente da República Portuguesa, tinha dito que não ia dizer nada e que não iria fazer nada antes das eleições, e que para além disso, não era ingénuo. Agora, esquecendo o que disse, ou pensando melhor, despede o sr Lima, que era o responsável pela assessoria para a Comunicação Social. Mas, pergunto eu, fica o caso por aqui? É só isto que se vai passar? Um puxão de orelhas e mais nada? Não demasiadamente pouco sr Presidente? Não é também demasiadamente tarde, ou demasiadamente cedo, dado o primeiro atraso? Ou teria sido há muitos meses, dezoito, ou seria só depois do dia vinte e sete. E não nos vai dizer nada, a nós, o zé povinho?
É que estamos todos embaraçados com esta situação, mesmo que a sra dra Manuela o não assuma.
Claro que por causa deste caso, aparecem de imediato os aproveitadores de ocasião, e neste caso, o sr Francisco aproveitou de imediato para dizer que o sr dr Cavaco deveria abandonar Belém. Mas, o homem está parvo, ou quê?

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JM
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NINGUÉM A ENTENDE

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NINGUÉM A ENTENDE
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Sei bem pelo que está a passar a sra dra Manuela F Leite. Ninguém entende a sua forma diferente de fazer política. Ninguém entende o seu fino humor e a sua refinada ironia. Sei-o bem porque, à minha escala, também me é difícil, muitas das vezes, fazer passar para os outros o que digo. Dá a impressão que são todos burros, que se fazem de tal, ou que têm simplesmente má vontade.
No caso da líder do PSD, e enquanto tal, não serão todos burros, mas fazendo-se de tal, mostram-se desentendidos e modificam as suas palavras, dando-lhe sentidos que elas não têm. Isto para além da enorme má vontade que se sabe que sempre existe, de uns para com os outros, especialmente em época de eleições. Dizem que é assim que se faz política. Que tudo tem que ser dito com extremo cuidado, pois que no momento seguinte será distorcido até ao limite do razoável, e muitas vezes para lá dele.
Como se vai sabendo, os que se interessam por saber, a sra dra tem uma maneira de fazer política que quer que seja diferente. O seu humor e ironia, parecem não estar ao alcance de qualquer outros dos políticos da nossa praça. É demasiadamente refinado.
Para se fazer entender pelos seus adversários políticos, a sra, que não é a outra, precisaria de ser como eles e usar uma linguagem um bocado mais vulgar. Quando usasse de ironia, teria de ser curta e grossa, de modo a que todos conseguissem entendê-la.
Mas a sra não é assim, e entende que deve ser diferente, para melhor. Segunda MFL, a política necessita de políticos a sério, diferentes da maioria dos que por cá existem. Ela quer contribuir para a mudança.
Oxalá o consiga, para bem de todos nós.
Entretanto, o sra dra M F Leite, foi ontem entrevistada num programa humorístico, onde também o ainda nosso Primeiro tinha estado. Surpreendeu-nos pelo nível apresentado e pela capacidade demonstrada. Diziam as más línguas, que não tinha sentido de humor, pois bem, a sra dra mostrou-nos uma faceta que poucos lhe reconheciam. A sua entrevista, provocou uma audiência recorde de mais de dois milhões de espectadores.

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(In O Primeiro de Janeiro, 22-09-2009)

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JM
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É SÓ ISTO SR PRESIDENTE?



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E NÃO ERA PARA SER SÓ DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

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O sr Presidente da República Portuguesa, tinha dito que não ia dizer nada e que não iria fazer nada antes das eleições, e que para além disso, não era ingénuo. Agora, esquecendo o que disse, ou pensando melhor, despede o sr Lima, que era o responsável pela assessoria para a Comunicação Social. Mas, pergunto eu, fica o caso por aqui? É só isto que se vai passar? Um puxão de orelhas e mais nada? Não demasiadamente pouco sr Presidente? Não é também demasiadamente tarde, ou demasiadamente cedo, dado o primeiro atraso? Ou teria sido há muitos meses, dezoito, ou seria só depois do dia vinte e sete. E não nos vai dizer nada, a nós, o zé povinho?
É que estamos todos embaraçados com esta situação.
Claro que por causa deste caso, aparecem de imediato os aproveitadores de ocasião, e neste caso, o sr Francisco aproveitou de imediato para dizer que o sr dr Cavaco deveria abandonar Belém. Mas, o homem está parvo, ou quê?

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JM
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OLHE, E SE VOSSEMECÊ FOSSE CONVERSAR COM O CAMÕES?

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O HOMEM A QUEM JÁ NINGUÉM OUVE, INSISTE EM FALAR
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A d Manuela fez muito bem em não ligar coisa que se visse ao homem a quem já ninguém ouve. O melhor, pensou a sera, é ignorá-lo. E se bem o pensou, melhor o fez.
Ele fala, fala, fala, mas ninguém quer saber do que ele pensa que diz.
O homem ainda fica com um ataque de nervos, coitado. Ainda para mais que, quer dar a mão à palmatória, desdizendo o que andou a dizer por aí, durante este tempo todo. Cobras e lagartos do governo. Ele e o poeta, que agora vêm querer convencer-nos a votar em quem eles durante tanto tempo denegriram. Enfim, são políticos, e "ambos os dois" já no fim dos fins.
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JM
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UMA FORMA DIFERENTE DE FALAR PORTUGUÊS

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GALEGO, UMA FORMA DIFERENTE DE FALAR O PORTUGUÊS
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Em Outubro de 2008, e por ocasião da formação da Academia Galega da Língua Portuguesa, escrevi, isto.
Agora, ao quase perfazer um ano, encontrei no AVENTAR, onde também escrevo, com muito orgulho, este texto de Carlos Loures, que a seguir transcrevo.
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A máquina do tempo: a Academia Galega da Língua Portuguesa


Em 6 de Outubro de 2008 foi criada a Academia Galega de Língua Portuguesa, sediada em Santiago de Compostela e presidida pelo Professor José Martinho Montero Santalha. Segundo Montero Santalha, a criação da Academia corresponde a uma ideia do Professor Carvalho Calero que, na década de 80, concebeu o projecto de uma instituição que «mantivesse de modo inequívoco a unidade linguística da Galiza com os outros países de língua portuguesa». A cerimónia de fundação da Academia, de qual pudemos apreciar alguns dos momentos mais importantes no vídeo acima, realizou-se no Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela. Foi apadrinhada pelos Professores Malaca Casteleiro e Artur Anselmo, da Academia das Ciências de Lisboa, pelo escritor moçambicano João Craveirinha (filho de José Craveirinha), pelo Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta, pelo Professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, pelo Professor Elías Torres Feijó, presidente da Associação Internacional de Lusitanistas e vice-reitor da Universidade de Santiago de Compostela, entre outros.

Como se vê, padrinhos não faltaram à jovem Academia. Ângelo Cristóvão, presidente da Associação promotora da AGLP comentou: «Não podemos dizer que viemos ao mundo sem padrinhos!» E acrescentou: «queremos devolver ao galego o lugar que lhe corresponde, que é o de uma forma do português e não o de um dialecto do castelhano».

Em 23 de Maio deste ano de 2009 realizou-se em Lisboa, na Academia das Ciências, uma sessão inter-académica entre as duas entidades. Agora, quando falarmos em países de língua portuguesa, nunca devemos esquecer a Galiza. Somos nove e não oito, como se costuma dizer. Tanto mais que foi ali, na Galiza, que o nosso idioma comum, o galego-português, nasceu. Foi ali que pela primeira vez se falou a nossa língua, a língua de Camões, de Rosalía de Castro e de Fernando Pessoa e de Eduardo Pondal.
No entanto, na Galiza, além dos que defendem a reintegração no português, dos que são pelo acentuar da castelhanização do galego e dos que pugnam por uma via autónoma, ligada à fala popular distanciada do português por oito séculos de deriva, há também quem defenda uma mais versão radical, ainda que, em parte, apoiada na palavra do Professor Carvalho Calero e cientificamente verdadeira. Digo em parte, porque o Professor sempre defendeu a integração do galego no universo da lusofonia – a tal tese radical é a de que o nosso idioma se devia chamar galego e não português. Vamos tentar saber se esta corrente de opinião é válida. Numa outra crónica, falei aqui um pouco da história da Galiza, um tema que me apaixona. Hoje pedi reforços ao professor Ramon Villares e à sua «Historia de Galicia», um livrinho de bolso editado em castelhano, que, há mais de 20 anos (em Agosto de 1988) me foi oferecido por um professor da Universidade de Santiago de Compostela. Ponhamos então a nossa máquina a funcionar.
Não vou recuar tanto no tempo como seria desejável. Jorge Castro (OrCa), num amável comentário ao meu texto anterior sobre este tema, sugere que a irmandade galego-portuguesa poderá ter raízes ancestrais, localizadas para lá da última grande glaciação (Teoria da Continuidade Paleolítica). É uma possibilidade cuja exploração deixo para quem saiba, mas que, a ser provada, nos daria conta de uma afinidade que não deve e não pode ser destruída; muito menos pela gula hegemónica de um estado artificial como o estado espanhol. Por hoje, não recuando tanto, limitar-me-ei a visitar a época em que o condado de Portucale e o da Gallaeciae seguiram caminhos diferentes.
Quando, em 1065, morreu Fernando I de Leão e Castela, reino de que os dois condados eram vassalos, o seu reino foi dividido entre os filhos, ficando D. García com a Galiza, um território que se estendia até ao Mondego, pois Fernando I, o Magno, conquistara aos Mouros Lamego (1057), Viseu (1058) e Coimbra (1064) território que o conde governou entre 1065 e 1070. Deposto D. García e levado preso a Leão, a Galiza ficou transformada numa província de Leão, dirigida por sucessivos condes. Assim, em 1090 foi enviado para a Galiza como conde Raimundo de Borgonha, casado com D. Urraca, uma das filhas de Afonso VI. No ano seguinte, o condado portucalense foi entregue a Henrique de Borgonha, casado com a irmã de Urraca, D. Teresa. Quando Raimundo morreu, em 1107, verificou-se uma profunda crise política em que a nobreza galega participou activamente, tanto a laica ( Pedro Froilaz, conde de Traba), como a eclesiástica (D. Gelmírez. Uma parte desta nobreza aliou-se a D. Urraca, ligando-se à ideia imperial leonesa, enquanto outro grupo defendeu os direitos de Alfonso Raimúndez, filho de Urraca, que em 1109 foi proclamado rei da Galiza. Porém Alfonso Raimúndez, transformou-se, mercê da sua posição na linha dinástica, em Afonso VII de Castela e Leão, proclamando-se «Imperator totius Hispaniae». De certo modo, foi o último rei da Galiza, pois com ele integrou-se na monarquia leonesa a nobreza galega mais rebelde, representada pela estirpe dos Traba.
O que nos diz respeito sabemos nós bem – Afonso Henriques, primo direito do autoproclamado imperador, queria um reino só para ele, venceu sua mãe, D. Teresa que alinhara com a nobreza galega, prestando vassalagem ao sobrinho, na batalha (ou escaramuça; ou torneio) de São Mamede, em 1128, e proclamou unilateralmente uma independência que só em 1143, pelo Tratado de Zamora, seria reconhecida pelo rei de Leão. Como José Mattoso salienta e Ramón Villares cita, a independência de Portugal não pressupõe qualquer reacção anti-galega, pois entre os que apoiaram o nosso Afonso I estavam famílias galegas, entre as quais a dos Traba, que procurava em Portugal o êxito que na Galiza lhes era negado.
Resumindo – a formação de Portugal obedeceu a causas complexas que remetem para diferenças existentes desde a época romana entre as regiões bracarense e lucense, que constituíam a Galécia. E como Villares sublinha, correspondeu também à «incapacidade da nobreza galega para se constituir em reino próprio desde os primeiros momentos da reconquista»; a expansão territorial portuguesa, seria feita a partir da parte meridional da Gallaecia, enquanto que a região lucense, mais recolhida sobre si mesma, inserida perifericamente na monarquia castelhana, mas ligada à Europa pelo cordão umbilical do Caminho de Santiago, iria desenvolver um conjunto de traços específicos que lhe permitiriam conservar a sua identidade ao longo da história até aos nossos dias.
Nestes séculos de domínio estrangeiro, o galego foi muito invadido por castelhanismos, inquinado foneticamente e não só. Apenas no século XIX, com o Rexurdimento de Rosalía, Murguia, Pondal e tantos outros, a língua e a cultura galegas começaram a recuperar a sua identidade usurpada. Do ponto de vista da ciência linguística não parece existir dúvida de que português e galego nasceram de uma mesma matriz. Podemos chamar por isso galego-português ao idioma que, sob duas formas dialectais, falamos lá e aqui. Que fique muito claro que quando se fala de reintegrar, não estamos a falar de Portugal anexar politicamente a Galiza, estamos só a falar de uma reintegração na tal matriz comum que quase nove séculos de domínio castelhano na Galiza quiseram apagar. Gostaria muito que a Galiza fosse independente (adoptando o galego, o português ou o galego-português como língua oficial – é um problema dos galegos). Com a certeza, porém, de que chamem o que lhe chamar, as palavras que os galegos pronunciarem serão as mesmas, tenha o idioma que falam o nome que tiver. Serão as mesmas e soarão aos nossos ouvidos como uma língua semelhante à nossa. Mas voltemos ao percurso histórico e ao paralelo fluir do idioma.
Referi-me à língua falada desde a Alta Idade Média nos territórios da antiga província romana da Galécia, uma variante neolatina ou, como diz com maior rigor científico Carvalho Calero, uma forma primitiva do romance hispânico ocidental. Forma que veio a resultar no galego-português (ou galaico-português). Um momento alto da evolução deste idioma é quando, no século XII, a poesia lírica produzida nesta região era escrita na língua que, além de utilizada pelos naturais, ultrapassando as suas fronteiras, chegava a Leão e Castela – as «Cantigas de Santa Maria», do rei castelhano Afonso X, o Sábio, foram escritas em galego-português. Era, pois, uma língua de cultura. No século XII ocorreu a separação de Portugal da coroa leonesa. À época a Galiza gozava de alguma independência relativamente à coroa castelhano-leonesa. Contudo, no século XIV, a intervenção galega a favor de Pedro I de Castela contra Henrique Trastâmara, motivou com a vitória deste, o exílio de muitos galegos em Portugal. Quando a sua nobreza tomou o partido de Joana, «a Beltraneja» ou, como se dizia em Portugal, da «Excelente Senhora» contra Isabel de Castela, a Galiza viu as suas instituições destruídas e a sua aristocracia perseguida, deixando de existir como nação independente.
Muito basicamente, descrevi, com a ajuda do Professor Villares, o momento da separação das duas partes irmãs, em que começou a deriva histórica e consequentemente a linguística. Dizer-se que em Portugal se fala galego é, pois um exagero radical (embora compreensível), é desconhecer o papel que Fernão Lopes, Gil Vicente, Sá de Miranda, Camões, para referir só alguns nomes, tiveram na criação da língua e na sua fixação em monumentos literários. É esquecer que os portugueses, trezentos anos decorridos sobre a independência, sulcavam os oceanos, descobriam novas terras, criavam uma maneira própria de estar no mundo. Talvez não a melhor, mas própria, em todo o caso.
Por tudo isto e não porque de algum modo a ideia nos ofenda, parece-me um exagero querer que o português se passe a designar por galego, como o pretendem os tais galeguistas radicais. Eles afirmam, em consequência, que em Portugal, no Brasil, em Moçambique se fala galego e que o galego tem, portanto, 200 milhões de falantes. Digo que são radicais porque radicam a sua tese nas raízes profundas e comuns do galego e do português. Porém, penso que o cerne do problema não se situa aí, no nome do idioma – o importante é que a língua da Galiza seja aquela que os galegos queiram como sua. Um dialecto do castelhano todos estamos de acordo que não é. É uma forma diferente de falar português (ou o português uma forma diferente de falar galego)? Penso que tudo aponta para esta hipótese. A decisão só pode ser dos irmãos galegos. Todavia, a viagem já vai longa e por hoje apenas acrescento:
- Bem-vinda ao universo da lusofonia, jovem Academia Galega da Língua Portuguesa!


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JM

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