terça-feira, 30 de setembro de 2008

HOJE, O REGRESSO

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O Regressado


O Blogue 35mm & Digital, de Luis Raposo, voltou a ter actividade depois de mais de um mês de ausência.
Saúdo o seu regresso, e a sua mais que muita irreverência.


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JM
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ESTÁ TUDO DOIDO

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Está tudo Doido!
- Há medicamentos falsificados em Portugal vindos sabe-se lá de onde.
- Há leite falsificado em Portugal vindo da China.
- Há chocolates, caramelos e afins, fabricados na China e com os problemas detectados nos leites em pó, de marcas conceituadas presentes no nosso país.
- Há casas dadas (pelo menos em Lisboa) com rendas simbólicas, a quem não precisa delas (reforma de 3350euros/renda de 146euros).
- Há uma crise financeira em todo o mundo, que provoca pânico generalizado (excepto em Portugal). Por aqui está tudo bem!
- Há governos a injectar dinheiro, aos biliões, nos bancos para que eles não vão à falência.
- Há cada vez mais assaltos violentos.
- Há operações policiais quase diárias a bairros problemáticos, na tentativa vã de nos dar uma sensação de segurança.
- Há escolas que foram inauguradas com toda a pompa e circunstância e ainda estão em obras
- Há greves, desta vez dos enfermeiros e dos CTT.
- Há cada vez mais desconfiança nos preços dos combustíveis.
- Há desastres pelo mundo fora, sejam eles naturais ou atentados terroristas, com mortos e estropiados, cujas imagens passam na televisão à hora das refeições, e para as quais se ouve e olha com a maior indiferença.
- Há fome para milhões de pessoas em todo o mundo, e quotas de produção de alimentos sujeitas a multas se forem ultrapassadas.
- No país dos suicídios, já há quem "suicide"os outros em vez de a si mesmos.
- O nosso governo é acusado pela oposição em geral, de malabarismo.
- A propaganda governamental, entra-nos pela casa dentro a todo o momento.
- Espera-se pela apresentação do Orçamento de Estado, desejando, sem esperança, que ele não seja mais que o culminar de todas as manobras de propaganda.
- Há cada vez mais, desequilibrio regional nos investimentos.
- Há tantas mais coisas, todas más, que se ouvem todos os dias.
- Já não há notícias boas ou menos más.
- Discute-se diariamente o casamento dos homossexuais.
- O futebol continua a ser o "ópio" do povo.
E somos todos muito felizes.
Valha-nos Deus!
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JM
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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro", em Opinião, em 13 de Outubro de 2008)
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O SENHOR DE FAFE

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O Senhor de Fafe


Regressou em força e com alento. Publicou um livro, e teve “montes” de gente na apresentação.
Enquanto o Senhor, for dizendo que está fora da política activa, os que há um ano atrás o vilipendiaram - correligionários - e outros que também não (de quase todos os quadrantes políticos, desde ex-presidentes da República, conselheiros de estado, presidentes de Câmara, deputados, etc.), foram “pedir-lhe desculpa” e com toda a pompa e circunstância, estiveram presentes na apresentação do livro “Mudar de Vida”.
Será que, quando e se, o ex-presidente do PPD/PSD resolver voltar à vida política activa, o comportamento destes senhores será o mesmo?
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JM
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domingo, 28 de setembro de 2008

Clube dos Pensadores

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CLUBE DOS PENSADORES


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O Clube dos Pensadores, pela mão do Dr Joaquim Jorge, publicou ontem um texto de nossa autoria com o título "Hoje é dia de boicote".
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Os nossos agradecimentos pela honra concedida.
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JM
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SENHORA DONA

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Senhora Dona

Li hoje no JN, um artigo de opinião, da autoria da Senhora Drª D. Alice Vieira, com o qual estou inteiramente de acordo. por isso, e com a devida vénia, o reproduzo a seguir.

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Senhoras donas, por favor!

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Cada país (cada língua, cada cultura) tem a sua maneira específica de se dirigir às pessoas. Mal passamos Vilar Formoso, logo toda a gente se trata por tu, que os espanhóis não são de etiquetas nem de salamaleques.
Mas nós não somos espanhóis.
Também não somos mexicanos, que se tratam por "Licenciado" Fulano. Nem alinhamos com os brasileiros, para quem toda a gente é "Doutor", seguido do nome próprio: Doutor Pedro, Doutor António, Doutor Wanderlei, etc..
Por cá, Doutor é seguido de apelido, e as mulheres, depois de passarem por aqueles brevíssimos segundos em que são tratadas por "Menina", passam de imediato-- sejam casadas, solteiras, viúvas ou amigadas, sejam velhas ou novas, gordas ou magras, feias ou bonitas, ricas ou pobres -à categoria de "Senhora Dona".
Mas parece que uns estranhos ventos sopraram pelas cabeças das gerações mais novas que fizeram o "dona" ir pelos ares ou ficar no tinteiro. Quando recebo daqueles telefonemas que me querem impingir tudo o que se inventou à face da terra-- desde "produtos" bancários que me garantem vida farta, até prémios que supostamente ganhei por coisas a que nunca concorri-sou logo tratada por "Senhora Alice." Respondo sempre: " trate-me por tu, se quiser; ou só pelo meu nome, se lhe apetecer; mas nunca por Senhora Alice".
Mas o cérebro destes pobrezinhos não foi formatado para encontrar resposta a estas coisas, e exclamam logo: "ah, então não é a Senhora Alice que está ao telefone!"
Eu sei que isto não é uma coisa importante, mas que é que querem, irrita-me quando oiço este tratamento dado às mulheres.
Tal como me irrita quando vejo/oiço um jornalista tratar por você alguém com o dobro da idade dele.
É uma questão de delicadeza. De respeito. E de saber falar português. Três coisas-admito-completamente fora de moda.
Pois qual não é o meu espanto quando, aqui há dias, na televisão, oiço o Senhor Primeiro Ministro referir-se assim à mulher (também odeio a palavra "esposa"…) do Comendador Manuel Violas. "A Senhora Celeste…." (não sei se é este o nome da senhora, mas adiante).
Fico parva. Nos cursos todos que tirou, ninguém lhe ensinou que as senhoras são todas "Senhoras Donas"?
Parafraseando livremente o nosso Augusto Gil, "que quem trabalha num call-center nos faça sofrer tormentos… enfim!/ Mas o Primeiro Ministro, Senhor? Por que nos dás esta dor? Por que padecemos assim?"
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Convenhamos que também eu estou farto, até à ponta dos meus cabelos, de ser, quase seja onde for, tratado por senhor José, para além das outras coisas retratadas no texto, mas dizem-me que é sinal dos tempos, que é uma cultura que tem de se criar, à americana, e que é muito melhor assim. Mas não é, pois que até num dos seus inqualificáveis anúncios, o BES, já emendou a mão, e faz agora a diferenciação entre o "tu", o "você" e o "senhor(a)".
Pelos vistos, não devemos ser nós os dois, a Senhora Drª D. Alice Vieira e eu, a estar fartinhos desta nova moda.
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JM
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POESIA DE LEO CAVALCANTE

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PAI


POEMA TRINTA E DOIS
MARÇO DE 1997

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Eu te imagino, pai,
andando pela relva,
respirando a pureza de todos os ares,
sentindo a delícia de todas as fragrâncias,
sabendo que a vida apenas começou
e não há o que te impeça de ser feliz.
Não há passado triste
nem desencanto... E eu te imagino sorrindo.
Ah! Mas o meu amor é repleto de lembranças
e eu sinto tantas saudades, pai...
Ficar aqui é difícil.
Pensar é difícil... O teu olhar me reflete no espelho
e o perfume que restou exala como um consolo,
porque fecho os olhos e imagino... Imagino.
Eu sinto tantas saudades... Tantas, pai.


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POEMA TRINTA E TRÊS

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Nada impede que o vazio
se transforme em luz.
Nada me impede
de usar frases feitas
e nada me aprisiona
além do que eu possa suportar.
Nem a dor do meu peito
me aprisiona no luto,
porque seu sorriso está
em meu pensamento
e na foto à minha cabeceira.
Porque seu perfume, seu jeito
e o tom de sua voz,
guardei aqui comigo...
Nada impede que, à cada dia,
eu fantasie um abraço,
simule umas tantas palavras
e recorde nossas longas caminhadas.
E nada impede que eu me alegre
pelos momentos
que ficaram para sempre.
Nada me impede... Nada.


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Leo Cavalcante

(leocavalcantefotografia.blogspot.com)


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sábado, 27 de setembro de 2008

PAUL NEWMAN MORREU

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Morreu Paul Newman

O actor norte-americano Paul Newman, protagonista de filmes inesquecíveis como "Dois homens e um Destino", morreu hoje aos 83 anos devido a um cancro no pulmão.
Em Junho p.p., tinha vindo a notícia de que Newman, que tinha sido um ávido fumante, estava com cancro.
Nos últimos anos de vida, Newman dedicava-se a trabalho filantrópico e doou 250 milhões de dólares a diversos projetos no mundo todo.
Grande parte desse dinheiro tinha sido obtido com uma empresa de alimentação, a Newman's Own.
No entanto, a faceta de empresário de sucesso é só um detalhe numa vida que esteve marcada pela interpretação, pela direcção e pelos marcantes olhos azuis que transformaram Newman numa das maiores estrelas de cinema do século XX.
O actor nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Ohio (EUA), de pai judeu e mãe eslovaca.
Serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial como operador de rádio e, no regresso, estudou interpretação em New Haven e Nova York.
Newman estreou-se na Broadway e dos palcos foi para o cinema, onde, em 1956, ao interpretar o papel do boxer Rocky Graziano , fez com que todas as atenções se voltassem para ele.
Dirigiu "Rachel, Rachel" (1968), que foi indicado para o Oscar de Melhor Filme, e "O Preço da Solidão" (1972), entre outros filmes. Também recebeu um Oscar para o melhor actor em "A Cor do Dinheiro" (1986).
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DE NOVO A LINHA DO TUA

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Ainda mais sobre o Tua
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Através do Blogue "Caminhos de Ferro Vale da Fumaça", tomei conhecimento de uma notícia saída no "Do Douro Press" (jornal on line sobre o Alto Douro), sob o título Linha do Tua.
Dado o seu interesse, aqui se deixa o link.

Por favor vão a este link sobre o Tua


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VAMOS BOICOTAR?

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Você vai boicotar?

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Eu não, embora não vá abastecer.
Espero por amanhã, que tenho de me deslocar a Aveiro, e lá, há duas das mais baratas "bombas" do nosso Norte. E já o são há bastante tempo. Há mais de uma semana atrás, a gasolina 95, custava 1,36 euros o litro. Aqui no Porto não havia nada a menos de 1.398 euros.
Bem, mas não foi disso que eu vim escrever. Foi acerca do boicote.
Para que serve?
Ontem muita gente encheu os depósitos, e amanhã, os que o não fizeram na sexta, irão fazê-lo. A Galp e suas congéneres não vão perder nada. Nem prestígio, embora esse já ande pelas ruas da amargura, pois que até já baixaram os preços dias atrás.
Este boicote vem atrasado. Este boicote vem com o prazo de validade expirado. Este boicote não serve. E ainda falta ver qual a adesão que vai ter.
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JM
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

NO PORTO - MÚSICA

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MÚSICA CLÁSSICA AO VIVO NO PORTO
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Nuno Caçote fará um Recital de Piano no Clube Literário do Porto amanhã, Sábado pelas 23h.
(Entrada Livre).
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No Coliseu do Porto e integrado nos «Concertos Promenade 2008/2009» poderemos ver o "Concerto para violino e orquestra", de Tchaikovsky, Domingo às 11:30.
Este concerto será interpretado pelo violinista Alexandre da Costa e pela Orquestra Aproarte dirigida pelo Maestro Ernst Schelle.
Entradas entre €5 e €10.
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Vá ver, e ouvir, que ao vivo é outra coisa.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MÚSICA 2

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GOSTA DE MÚSICA CLÁSSICA?

Ouça Rachmaninoff a tocar o nocturno de Chopin Op. 9 nº 2 aqui , e delicie-se.


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MÚSICA

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GOSTA DE MÚSICA CLÁSSICA?

O violoncelo tem um som quase humano

OUÇA o concerto para Violoncelo de Schumann aqui numa interpretação de Rostropovich.

E TAMBÉM a suite para violoncelo solo de Bach nº 1 de que pode ouvir aqui a parte 1, e aqui a parte 2, numa interpretação de Pablo Casals.



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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

AMANHÃ, NOVO DEBATE SOBRE A REGIONALIZAÇÃO

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Regionalização: uma vantagem para Portugal?
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A Câmara Municipal do Porto vai promover, de 18 de Junho de 2008 a 2 de Abril de 2009, sempre às 21h15, um ciclo de conferências intitulado "Regionalização: uma vantagem para Portugal?".
Dez anos após o referendo, pretende-se debater de forma ponderada e desapaixonada uma questão de inequívoca complexidade.
Em face do estado do País e, fundamentalmente do regime, acreditamos que não haverá ninguém que não tenha dúvidas sobre este tema, independentemente das suas convicções mais profundas.
São oito conferências, onde irá ser debatida a questão nas suas múltiplas vertentes.
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Programa:
18 de Junho
Regionalização e o desenvolvimento económico
Alberto de Castro / António Figueiredo / Ernâni Lopes
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10 de Julho
As finanças públicas: nacionais, locais e regionais
António Nogueira Leite / José Costa / Miguel Cadilhe
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25 de Setembro
Atribuições e competências
João Cravinho / Vital Moreira
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16 de Outubro
A experiência internacional
António Cândido de Oliveira / Manuel Porto
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20 de Novembro
Divisão administrativa e órgãos regionais
João Caupers / Jorge Miranda
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22 de Janeiro
Que papel para os Municípios e Freguesias num quadro de regionalização?
António Costa / Marcelo Rebelo de Sousa / Paulo Rangel
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5 de Março
A regionalização, não!
Artur Santos Silva / Daniel Proença de Carvalho / Rui Vilar
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2 de Abril
A regionalização, sim!
Arlindo Cunha / Luís Valente de Oliveira / Mário Rui Silva
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Coordenador Técnico-científico
Luís Valente de Oliveira
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Moderador
Rui Rio
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LocalAuditório da Biblioteca Almeida Garrett
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(Fonte: Sítio da Câmara Municipal do Porto)
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LINHA DO TUA

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Novas da linha do Tua

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Hoje o gabinete do sr ministro "jamais" das Obras Públicas, disse que o prazo para entrega do relatório sobre o acidente de Agosto, será alargado em mais trinta dias, para 22 de Outubro, a pedido da FEP.
Enfim, lá estará a circulação na linha parada mais um mês, à espera que o Metro de Mirandela acabe por falir. Quando isso acontecer, talvez os resultados apareçam.


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JM
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O NOSSO METRO

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RUI RIO E O METRO

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O Dr. Rui Rio, acusou a Comissão Executiva da Metro de esconder as informações sobre o projecto aos autarcas que também fazem parte do Conselho de Administração da empresa.
Na reunião do Executivo de ontem, disse:
-O funcionamento da actual Administração da Metro do Porto é "miserável" e "dramático". "Os elementos nomeados pela Junta Metropolitana não sabem rigorosamente nada do que a Comissão Executiva anda a fazer, se é que anda a fazer alguma coisa. Eu não sei dizer o a Metro anda a fazer. Não dizem nada. Será em articulação com o Governo que estas informações não são dadas.
Rui Rio disse que a actual situação na Administração da empresa é insustentável, porque, estarão a ser feitos estudos para anular o que foi feito pela Faculdade de Engenharia do Porto e que deveria nortear a segunda fase do metro, de acordo com o entendimento assinado com o Governo. Disse ainda, ter informações de dentro do Ministérios das Obras Públicas e dos Transportes, segundo as quais a intenção é "jamais" fazer a linha da Boavista antes das eleições legislativas.
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Os cinco senhores vereadores socialistas da autarquia, não concordam com as posições do Presidente da Câmara, e concordam com as posições do governo. Por tal razão votaram contra a moção apresentada pelo vereador da CDU, que foi aprovada, em que se manifestava o profundo repúdio da câmara plelo incumprimento por parte do Governo, do memorando de entendimento relativo ao desenvolvimento da rede do Metro.
Será disciplina partidária?
Então e os interesses dos cidadãos que lhes emprestaram o voto, para que defendessem os seus direitos?
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JM
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Com a devina vénia

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Há mar e mar, há ir e voltar…

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Publicado por helenafmatos em 24 Setembro, 2008 em BLASFÉMIAS

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e no caso da energia das ondas em Portugal o mar tem grandes mistérios. Por exemplo, a propósito desta central de ondas alguém sabe explicar o que passou ou o que tem a ver com esta outra central que estava quase a funcionar e depois deixou de existir?

Em Agosto de 2005 o ministro Mário Lino assinou, no Porto, um protocolo que “visa o aproveitamento das ondas do mar para a produção de energia, no molhe norte da barra do Douro”. Segundo os jornais, o ministro mostrara-se rendido ao projecto que implicaria um investimento de 2,8 milhões de euros. E nos meses seguintes a central foi existindo nas notícias. Ganhou até nome próprio: CEODouro
Um ano depois, em Dezembro de 2006, era aberto aos interessados o “Contrato de fornecimento dos equipamentos da Central de Energia das Ondas da Foz do Douro“. Vieram apoios para a central das ondas do Douro através da Agência de Inovação. A central não existia mas singrava no mundo dos papéis.
Contudo em 2007 começou a esmorecer antes sequer de se ter acendido a luz deste “farol da tecnologia”, como lhe chamou um dos administradores duma das empresas envolvidas no projecto. Em meados de 2007 começa a perceber-se que o processo burocrático que rodeava a central caminhava a um ritmo muito menor que as obras que entretanto estão a ser feitas nos molhes do Douro.
Na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP apresentou um requerimento aos ministérios das Obras Públicas e Economia sobre a central das ondas do Douro. Apesar de tudo talvez ainda houvesse futuro para a dita central: em Junho de 2007 ficámos a saber que técnicos chilenos se tinham deslocado a Portugal para “recolher informações sobre o projecto e a construção da central da foz do Douro”. Optimista, o Diário Económico reproduzia declarações de responsáveis portugueses que concluíam que estávamos perante “uma oportunidade para as empresas envolvidas na central da foz do Douro estabelecerem uma parceria para o desenvolvimento de um protótipo conjunto” com os chilenos.
Em Outubro a central virtual deixou de existir. Porquê? Simplesmente porque a burocracia não deixou. Segundo declarou o Instituto Portuário e Marítimo (IPM) ao jornal O Primeiro de Janeiro: “Trata-se de um projecto muito específico e complexo (…) que exigiria uma articulação muito rigorosa entre as duas obras, implicando uma definição atempada das suas interacções mútuas, para que não se verificassem atrasos e sobrecustos.
”Por outras palavras, as dezenas de técnicos, directores-gerais e presidentes de vários institutos e ministérios não conseguiram articular entre si as obras dos molhes do Douro e da central das ondas. E o que é espantoso é que o IPM confessa que se desistiu porque não conseguiram fazer uma articulação “muito rigorosa entre as duas obras”. Ou seja, o rigor é aos olhos destes senhores algo de excepcional e inatingível.

*PÚBLICO, NOVEMBRO 2007
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O MAL QUE O "MAS" TEM!

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Que mal tem o “mas”?


Hoje, no prestigiado JN, e numa coluna diária de opinião com o título “por outras palavras”, o articulista, mais uma vez se rebelava contra o Dr. Jardim. Convenhamos que tudo serve para se insurgirem contra o homem, que coitado, anda assim nas bocas do mundo por dá cá aquela palha.
Pelos vistos, a palavra importante de hoje, foi um "mas", que foi dito no meio de uma frase, como comentário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Disse o Dr. Jardim: “Não tenho qualquer preconceito em relação às opções sexuais de cada um, mas um casamento pressupõe sexos diferentes.
Comenta o comentador: “É a espécie dos tolerantes, mas, dos não sou racista, mas, dos não tenho nada contra os ciganos (no caso de Jardim, os chineses), mas”.
Por certo que este também muito prestigiado crítico, que leio quase diariamente, no que respeita ao "mas", anda um pouco distraído, ou sai pouco à rua.
Na verdade, a grande maioria dos nossos concidadãos, anda um bocadinho farta dos chineses, dos ciganos, dos de leste, dos brasileiros, dos negros, e também nada têm contra as opções sexuais de cada uma das pessoas que vivem no nosso país.
Se ouvirmos bem, todos dizem que não têm nenhum preconceito contra este ou aquele, mas…
Os portugueses,
Nada têm contra os chineses, "mas" eles ajudaram a dar cabo do comércio tradicional e fazem o que querem e ninguém das finanças lhes põe a mão em cima.
Nada têm contra os ciganos, "mas" eles são conotados com roubos, com violência, e com droga, e há um sentimento geral de receio em relação a essas pessoas.
Nada têm contra as pessoas de leste, "mas" eles são vistos como violentos, como agentes dos crimes violentos que se praticam por cá agora.
Nada têm contra os brasileiros, "mas" quando se pensa neles, vem à baila a prostituição e a violência, e uma certa forma de crime violento que não existia antes em Portugal.
Nada têm contra os negros, "mas" conotam-nos com a violência.
Nada têm contra o vizinho da frente, "mas" a vida é deles e a nossa é que é a melhor forma de estar… (Já se viu como eles vivem, e como fazem? Ora!!!)
Nada têm contra as opções sexuais de cada um, "mas"… isso é lá com eles, eles que se amanhem, que há coisas mais importantes para decidir no nosso país.

Na realidade o povo português é racista e quase xenófobo. Já há por aí estudos que o comprovam.
Desde que me lembro que é assim. Com toda a gente, seja de que credo for.
Claro que há alguns, que são puros, e são a favor disto ou contra aquilo, mas sem "mas"!
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JM
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

MAIS DO NOSSO METRO

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Com a devina vénia ao JN
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Ministro promete cumprir calendário fixado para metro

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Mário Lino nega possível adiamento de linhas da segunda fase anunciado por Ana Paula Vitorino
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O ministro das Obras Públicas negou, esta segunda-feira, a hipótese de adiar linhas da segunda fase do metro do Porto, ao contrário do que admitiu a secretária de Estado dos Transportes. E prometeu cumprir o calendário fixado.
"A segunda fase do metro é para desenvolver de acordo com o calendário estabelecido", declarou Mário Lino, no Porto, numa alusão ao protocolo firmado com os autarcas, quando questionado sobre se está previsto adiar alguma linha. "Não, não está", respondeu, após as recentes declarações de Ana Paula Vitorino terem colhido o protesto de Rui Rio, já insatisfeito pelo facto dos prazos, estipulados no memorando de entendimento, já terem sido ultrapassados. Mário Lino anunciou que, na segunda-feira, terá um encontro com o presidente da Câmara do Porto, onde aquele assunto será abordado.
... declarou, igualmente, que o financiamento para o projecto está "garantido".
Instado sobre o que falta para adjudicar a obra da linha de Gondomar, entre o Dragão e Rio Tinto, disse que "está tudo tratado" e que tal acontecerá "dentro de dias". O processo está dependente de "questões administrativas de pormenor". O JN apurou que a autorização das Obras Públicas já foi dada, restando a das Finanças.
Presente ... esteve, também, Ana Paula Vitorino que, na semana passada, afirmou que o arranque da expansão da rede está dependente de uma proposta "mais global", elaborada pela Metro e pelo Instituto de Mobilidade dos Transportes Terrestres.
As linhas a integrar na segunda fase, disse na altura, ficarão definidas até ao final do mês. E apenas as "prioritárias" serão incluídas. Além disso, referiu que será necessário "fasear" a construção das linhas, até porque o país "não tem dinheiro para tudo". E recordou que só podem ser lançados concursos públicos de obra com declaração de impacto ambiental, acrescentando que "esse trabalho não estava feito". Como exemplo, apontou a linha da Boavista.
No dia seguinte, Rui Rio considerou "muito grave" o teor das declarações da governante e prometeu "reiniciar um processo de defesa do projecto". Esta semana, a Junta Metropolitana do Porto vai discutir o assunto.
Por sua vez, a CDU vai propor, hoje, à Câmara do Porto a aprovação de uma moção de protesto. O vereador Rui Sá diz que Ana Paula Vitorino procurou remeter "para estudos posteriores a definição de quais as linhas a integrar a segunda fase, colocando reservas quanto à disponibilidade financeira" para as obras.
Ontem, o vereador Lino Ferreira esteve ao lado de Mário Lino, em vez de Rio, ... . O metro só esteve presente no discurso de Ricardo Fonseca, presidente da empresa, que fez um balanço muito positivo do sistema intermodal Andante.
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JN
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

NEM MESMO SE FOSSE PARA RIR, TERIA PIADA !

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Anda tudo doido ou é uma piada?

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Segundo a senhora ministra,


O governo quer 100% de aprovações no 9.º ano.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, revelou esta segunda-feira, em Lousada, que a sua equipa tem como objectivo, nos próximos anos, atingir os 100% de aprovações no nono ano de escolaridade.
“Não é uma utopia. Se outros países com os quais nos comparamos o fazem, Portugal também o pode fazer”, afirmou a governante.
Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, Portugal começa a reunir todas as condições necessárias para atingir essa meta.
“Os nossos alunos não são menos inteligentes, os nossos professores não são menos preparados, as nossas escolas eram piores, mas estão a ficar melhores. Portanto, com todas as condições, não é uma utopia, é mesmo uma meta para cumprir”, sustentou a ministra.
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Pelos vistos, a nossa ministra é que é menos capacitada!
Se não fosse tão triste, eu até me ria.
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JM

Textos Publicados

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Publicados
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O actual "O Primeiro de Janeiro", a exemplo do que foi feito em tempos, no antigo, tem publicado alguns textos meus, que estão "postados" aqui neste meu blogue. A saber:
Em Agosto,
- A ignorância é por vezes fatal
- Chega de brincar connosco
- Demitam-se meus senhores!
Em Setembro,
- Querem acabar com a mais bela linha do mundo
- Querem acabar com a mais bela linha do mundo 2
- A Senhora Doutora e os Aviões
- Não há pai p'ra nós
- Já chegamos à Madeira ou quê?
- Um governo de treta!
- Estará na altura de voltar a lutar?


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RTP 1

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Ontem na RTP 1


Era hora de jantar e em casa de amigos onde me encontrava, a televisão estava ligada. O "telejornal", estava a dar.
A minha atenção, confesso, era pouca.
A dadas tantas, o sr dr que faz a locução das notícias, e pelas quais julgo ser o responsável, falava do leite adulterado na China, e dos problemas que isso estava a provocar. E disse, que o governo chinês tinha deitado ao lixo toneladas de litros de leite.
Aquilo buliu comigo, e comentei para os meus amigos a minha indignação.
Entre os presentes, dois jovens, um de 17 anos e outro de 22, alunos com notas académicas superiores à maioria dos que por aí ouço a falar, que não gostaram da minha indignação e de imediato me "atacaram", e chamando-me de fundamentalista, atiraram-me à cara a frase:
- Mas percebeste, não percebeste, então que mal é que tem?
Calei-me, porque os filhos não eram meus, porque os seus pais nada disseram, e porque quando houver novas eleições, isto vai mudar para melhor, de certeza absoluta.
Mentalmente jurei a mim mesmo que iria falar aos meus filhos, logo que voltassem da escola ou do emprego (tenho-os em ambos os lados), sobre as "medidas de capacidade".
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JM
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"GANDA JARDIM"

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Ganda Jardim


O líder madeirense chamou "mentiroso" e "sem vergonha" ao nosso primeiro ministro, porque ele aludiu à "falta de democracia na Madeira" no comício que fez em Guimarães.
"Toda a gente sabe que o sr Sócrates é uma pessoa sem vergonha", disse e acrescentou, ... "Aqui nunca houve nada disso, mas como o sr Sócrates é mentiroso, é mais uma mentira dele".
É preciso ter lata. Então o sr dr Jardim não sabe que o sr eng Sócrates, é das pessoas em Portugal, mais ciosas da verdade, e que nunca disse uma mentirinha sequer, que pudesse prejudicar fosse quem fosse, nem nunca enganou os Portugueses?
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ESTÁ NA ALTURA DE VOLTAR A LUTAR

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Estará na altura de voltar a lutar?


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Ás armas !
Ás armas !
Contra os .... marchar, Marchar!
Luta, guerra,
Lutem, guerreiem
Não se deixem abater
Portugal está a precisar que se sinta o nosso Hino e se lute.
Gritem e barafustem.
Tudo isto está pela "hora da morte".
Toda a gente com poder ou que pensa ou sente que o tem, se acha capaz de fazer de nós o que bem lhe apetece, gozando com a nossa cara.
Olhem para os preços da gasolina;
Olhem para a cautela amedrontada do nosso ministro;
Olhem para a qualidade e os preços do ensino;
Olhem para a publicidade enganosa da nossa ministra;
Olhem para os preços da vida;
Olhem para a propaganda maravilhosa dos nossos governantes;
Olhem para o aumento dos crimes violentos;
Olhem para a justiça da justiça no nosso país;
Olhem para o estado da nossa economia;
Olhem para a divulgação sobre o emprego que o governo nos dá.
Olhem e ouçam com olhos de ver e ouvidos de ouvir, o que se passa em Portugal.
Olhem para o meio mundo que está a enganar o outro meio que por sua vez engana o primeiro.
Olhem para tudo isto, e para tudo o mais que infelizmente existe por aí e digam-me se não dá vontade de gritar, de barafustar, e até de lutar para acabar com esta pouca vergonha.
O sentimento geral reinante no nosso país, é o de que vivemos num mundo de larápios, que se sentem com todo o direito de fazer o que fazem, pois que o exemplo maior lhes vem de cima.
Se Henrique Lopes de Mendonça, vivesse no nossos dias, mesmo na falta de um ultimato e de um mapa cor de rosa e tendo em vista a (diz-se de boca a ouvido nas mesas de cafés) aproximação da nossa classe "reinante" a interesses económicos inconfessáveis e a decadência geral do nosso país, teria a mesma vontade de escrever "A Portuguesa", usando talvez um outro nome para os "bretões" da nossa Pátria.
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JM
(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" - Opinião - em 1 de Outubro de 2008)
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Há quem lhe chame Obra de Arte

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OBRA DE ARTE
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Há quem lhe chame obra de arte, mas eu não concordo.

A Anémona, é uma estrutura bonitinha, que custou um balúrdio de dinheiro, e que até fica bem na entrada da cidade de Matosinhos.

E dá para fazer umas fotografias interessantes.



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JM
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

NÃO CHEGA PARA TUDO!

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NÃO CHEGA PARA TUDO!


Não chega para tudo e também não chega para todos. Não é que não haja, só que não há um quantidade suficiente. O país está com dificuldades, e o dinheiro, pois que é dele que se fala, está caro e muito raro. Há prioridades, e os portugueses da AMP têm de entender os superiores interesses de Portugal. Todos temos de fazer sacrifícios, só que por agora, como vem sendo hábito de muitos anos, uns mais que os outros.
Dizem os governantes que temos, neste caso a Secretária de Estado dos Transportes, do Ministério das Obras Públicas (vulgo jamais), que não há dinheiro para tudo.
Pois, dizemos nós;
- é preciso dinheiro para a nova ponte sobre o Tejo
- é preciso dinheiro para o novo aeroporto de Lisboa
- é preciso dinheiro para as novas linhas do metro da capital
- é preciso dinheiro para a nova frente ribeirinha …
- é preciso dinheiro para outras coisas e não há, não chega para tudo!
E ainda, contrapomos, os de cá de cima:
- então e o protocolo/contrato que o nosso primeiro ministro assinou, no qual nós cedíamos o controle da Metro do Porto ao governo, e em troca recebíamos investimento na rede, a curto prazo? Um contrato que previa que no prazo de um ano, que acabou em Maio p.p., se abrisse concurso para a construção de 4 ou 5 novas ligações, sendo que de imediato a primeira das cláusulas foi cumprida e a segunda e muito mais importante ficou por cumprir.
E a nossa gente, os nossos representantes, os nossos políticos, calam-se, porque quem manda são eles (os outros, os do governo de Lisboa), e de facto não há dinheiro para tudo, enquanto o país estiver como está, com o centralismo exacerbado que nos governa.
Mais uma vez, ficamos a ver navios, o que já vai sendo um hábito.


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JM
(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" - Opinião em 6 de Outubro de 2008)

LINHA DO TUA

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Linha do Tua

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A linha do Tua já está a ser arranjada. Já não há parafusos soltos e já não há traves velhas e podres.
Esperemos que não seja só para inspector (que vai lá na próxima semana) ver.


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JM
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JÁ CHEGAMOS À MADEIRA?

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Já chegamos à Madeira, ou quê?



“Já chegamos à Madeira?” era uma frase muito em voga há alguns anos, pelo menos na região do Porto, e que queria chamar à atenção do interlocutor para algo que ele teria dito ou feito, e que seria impossível de ser assim.
Infelizmente não tínhamos chegado na altura, nem chegamos ainda hoje.
Se isso tivesse acontecido, teríamos por certo, um IVA mais baixo, um sistema de saúde melhor e mais barato, um comércio mais florescente, uma indústria turística em pleno desenvolvimento e um preço dos combustíveis mais correcto.
À hora a que escrevo, madrugada do dia 17 de Setembro do ano da graça de 2008, o crude, tinha sido transaccionado horas antes a cerca de 89 dólares, e a gasolina nos postos da BP tinha acabado de subir mais um cêntimo.
Aqui no Porto, o preço dos combustíveis está cerca de 8% mais caro do que seria suposto, e muito mais do que deveria.
Na Madeira, e porque as gasolineiras, com as suas atitudes que há quem diga são cartelistas chegaram a mostarda ao nariz do Dr Jardim, o preço está regularizado (imposto administrativamente) pelo Governo Regional, e é substancialmente menor que o praticado cá.
Pelas nossas bandas, o nosso Ministro (sem coragem) da Economia, pediu às gasolineiras, o favor de baixarem os preços que estão a praticar, horas antes da BP ter aumentado o preço da gasolina.
Se já tivéssemos chegado à Madeira, teríamos como governante um desbocado, politicamente incorrecto e truculento presidente, mas ao mesmo tempo um intransigente defensor dos direitos dos seus concidadãos, e um lutador em todas as frentes pela melhoria da qualidade de vida existente na sua região.
Mas isso só acontece porque para além do seu inegável valor (até reconhecido publicamente pelo insuspeito Jaime Gama), existe uma Região Autónoma, e do meu ponto de vista, só com autonomia regional poderemos lutar contra o centralismo e a mediocridade governamental em que temos vivido.
Assim, e porque quem nos deveria defender e lutar por nós, estará convencido de que Portugal é a sua capital e a área de influência directa dela, e o resto do país não existe, e porque os ses não contam, continuamos a ter o que temos, que se calhar é o que merecemos, porque o mais certo é não sabermos mais.
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JM


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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" em 24 de Setembro na página Opinião)
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

JUSTIÇA

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A Justiça tarda, mas não falha!
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O TAS publicou acordão em que a agremiação vermelha, o Guimarães e a… UEFA, são condenados a pagar uma indemnização de 10.000 euros cada um ao F. C. Porto, pela sua participação naquela fábula com que andaram a enganar o País e a maçar alguns juristas na Suiça, como reparo pelos gastos efectuados em viagens e advogados.
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O Estado Português foi condenado a indemnizar Jorge Nuno Pinto da Costa em 20.000 euros, no âmbito do processo “Apito Dourado”, por o presidente do FC Porto ter sido detido ilegalmente.
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Será que o Boavista também vai sair beneficiado no fim desta embrulhada toda?
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JM
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GAO - Grupo de Amigos de Olivença

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711 Anos do Tratado de Alcanices

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Em 12 de Setembro de 1297 foi assinado o Tratado de Alcanices, entre os soberanos de Portugal e Castela, que fixou a fronteira entre os dois Estados peninsulares com o reconhecimento da soberania portuguesa sobre os territórios e povoações de Riba-Côa, Ouguela, Campo Maior e Olivença.
Os limites então estabelecidos mantiveram-se até hoje, assim se constituindo a mais antiga e estabilizada fronteira nacional da Europa.
Todavia, em 1801, o Estado vizinho ocupou a vila portuguesa de Olivença, situação que se mantém desde então e apesar das determinações e acordos internacionais (designadamente o Tratado de Viena de 1815) e dos próprios compromissos assumidos pelo Estado espanhol.
Na passagem de 711 anos sobre o Tratado de Alcanices, o Grupo dos Amigos de Olivença lembra a ilegalidade em que se encontra aquela parcela de Portugal.
Esta associação - continuando o testemunho de tantos vultos que pugnaram pela portugalidade de Olivença, como Ventura Ledesma Abrantes, cidadão oliventino, Fernando Pessoa, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Queiroz Veloso, Torquato de Sousa Soares, Humberto Delgado, Miguel Torga, Ricardo Rosa e Alberty - reclama-se, muito simplesmente, da posição jurídico-política portuguesa, consagrada constitucionalmente: Portugal não reconhece legitimidade na ocupação de Olivença por Espanha, considerando que o território é português de jure.
Sabida a delicadeza da Questão de Olivença no relacionamento peninsular, como ponto de fricção e causa de desconfianças e equívocos, o GAO entende que só a assunção aberta do diferendo pela diplomacia dos dois Estados peninsulares permitirá resolvê-lo com Justiça.
Entretanto, as Autoridades nacionais deverão assumir e levar por diante uma política de defesa e salvaguarda da Língua e da Cultura portuguesas em Olivença, contra a qual, decerto, não serão levantadas obstruções pelo Estado espanhol.
O Grupo dos Amigos de Olivença, exorta os portugueses, detentores da Soberania Nacional, a exigirem e sustentarem o reencontro com Olivença, repudiando dois séculos de separação e alheamento e dando satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.
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Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

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Pormenor

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Pormenor, coberto na Cantareira
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Local de arranjo das redes e outros trabalhos.
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JM
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

AULAS DE FAZ DE CONTA

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PROPAGANDA ENGANOSA


Que se passa com este governo?
Estes propagandistas, inauguram escolas com aulas a fazer de conta, como hoje na Escola Soares dos Reis.
Pelo que se ouviu dizer, a professora terá sido chamada para ir "fingir" a aula, ou tinha um processo. (Por será que isto me faz lembrar o caso dos "alunos" alugados para uma acção de propaganda numa escola, só para o nosso primeiro inaugurar, com todas as televisões e jornais a cobrirem os acontecimentos, e para os papalvos verem e baterem palmas?)
Pelos vistos, as obras na escola ainda não acabaram e só começam as aulas daqui a uns dias. Era, no entanto, preciso "inaugurar" a tempo. Assim, segundo informações colhidas junto à escola, na sexta-feira passada, ligaram de Lisboa para a Leonardo Coimbra, para saber se era "seguro", o primeiro ou a ministra, vir cá fazer a inauguração.
Agora, ouvia-se dizer, querem fazer as coisas no "Norte" porque há menos arruaças.
Pobre Norte que só é lembrado para estas coisas!
Mas o sindicato estava pacientemente cá fora, e foram filmados.
Mas.... ninguém os viu no canal de televisão do estado... Terão tido as imagens censuradas? Terão as outras televisões passado a notícia? Ou também não?
Que se passa afinal com este governo? Não ganha juizo?
Ou somos nós que não ganhamos e ainda os aturamos?
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JM
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"GANDA MENEZES"

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Com a devina vénia

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PSD: Menezes desafia Marcelo para debate e acusa-o de ter abandonado o partido.

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Porto, 15 Set (Lusa) - Luís Filipe Menezes afirmou hoje que Marcelo Rebelo de Sousa não tem moralidade para o criticar e desafiou-o para debater a situação do PSD na televisão pública.
Menezes, que falava aos jornalistas após visitar uma escola de Gaia no primeiro dia de aulas, recusou as críticas de Marcelo Rebelo de Sousa - tal como ele um ex-líder social-democrata - segundo as quais "tinha atirado o poder pela janela", acusando-o de ter "memória curta".
Isto porque, segundo frisou o autarca de Gaia, o professor e comentador político "atirou o poder pela varanda, indo-se embora [da liderança do PSD] a seis semanas de eleições legislativas".
Luís Filipe Menezes desafiou ainda o professor e comentador político para um debate televisivo sobre a situação do partido social-democrata.
"Se o doutor Marcelo e a televisão pública quiserem fazer um debate sobre o PSD actual, eu estou disponível", assegurou.
Em relação a Luís Marques Mendes, que anunciou o lançamento de um livro de reflexão política, Menezes apenas disse que "todos aqueles que achem que têm ideias e propostas, devem veiculá-las".
"Nem que seja a fazer reflexões na primeira página de um jornal de referência", afirmou.
Luís Marques Mendes lança dia 25, em Lisboa, o livro "Mudar de Vida", onde sustenta que os portugueses "estão fartos de diagnósticos e generalidades", preferindo "soluções concretas".
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In JN - Últimas
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Ponte Luis I

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Em Julho, durante alguns dias, a ponte esteve assim!


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Jm
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La Vache

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A vaquinha algures perto de Aveiro

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JM
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domingo, 14 de setembro de 2008

UM GOVERNO DE TRETA!

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Um governo de treta!


Dificilmente se encontra na nossa história, história de governo que tanta treta tenha.
São gastos milhões de euros em propaganda, comunicação e imagem. Só nos dois últimos anos, 2007 e 2008, a verba orçamentada pelo governo para esta questão é de cerca de 400 (quatrocentos) milhões de euros. Com a tendência que existe para a derrapagem, vá-se lá saber em que números acabam estes disparates.
O nosso primeiro, qual vendedor de banha da cobra, sem desprestigio para este, fala alto, fala bem, aumenta o acontecimento, transforma o irreal em real, promete o que não tem, anuncia aumentos nos investimentos estrangeiros quando se sabe da sua diminuição, anuncia aumentos nos números de empregos quando o desemprego está a aumentar, defende com unhas e dentes um aparentemente (?) mau ministro da economia, recusa falar da indesejável falta de sucesso na maioria das suas políticas, e, quando confrontado com elas, "dispara" à esquerda e à direita, para fora e para dentro, vitimizando-se. A oposição, segundo ele, é que nunca soube ver a excelência da governação.
Esta propaganda excessiva (vejam-se os casos do computador "Magalhães" que afinal não é o primeiro computador portátil português porque já está à venda em outros países pela Intel, e do avião Skylander que afinal não foi para Évora mas sim para França, havendo muitos mais exemplos que se poderiam dar), não é mais que um atestado de menor inteligência aos cidadãos, em especial aos que têm capacidade eleitoral.
E tudo isto, tem tendência a aumentar. As eleições, três no próximo ano, estão próximas e a campanha já começou.
JM
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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" - Opinião - em 29 de setembro de 2008)
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NÃO HÁ PAI P´RA NÓS !

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NÃO HÁ PAI P’RA NÓS !



Nesta époça em que a fome mundial aumenta, em que a esperança de vida é cada vez maior e que por isso há mais gente e as dificuldades crescem, torna-se premente fazer alguma coisa para começar a resolver o problema.
Em muitos países por esse planeta fora, vão sendo ensaiadas soluções.
Na Europa em que estamos inseridos, há umas quantas decisões, e algumas passam por impedir que alguns estados membros se bastem a si mesmos na produção de alimentos.(???)
Assim, por exemplo o nosso país não pode produzir mais do que um determinado número de tonelados de batatas ou de carne ou litros de leite, e, se o fizer, não só não pode dar os excedentes a quem precisa, como a muitos países africanos onde a fome grassa por todo o lado, como ainda é multado pelo excesso de produção. O grande problema das cotas, que os nossos ministros e os outros dos outros países, tentam solucionar, com palmadinhas nas costas alheias e facaditas sempre que possível.
De qualquer maneira, por todo o mundo se procura resolver o problema do aumento da fome, provocado pelo aumento demográfico, pelas guerras, pela falta de água e de culturas etc..
Em Portugal não é diferente. O nosso governo está desde que tomou posse, a ensaiar soluções. E até já conseguiu alguns resultados que de tão simples, só umas cabeças brilhantes como as deste governo, conseguiriam, muito embora, em abono da verdade, com alguma ajuda externa.
Foram dificultando a vida das pessoas, foram extinguindo postos de trabalho, foram criando instabilidade na vida económica, e assim, subtilmente, sem ninguém dar por isso, conseguiram os seus propósitos:
- Pela primeira vez em quase um século, o número de nascimentos anuais, é inferior ao de óbitos.
E isto, numa altura em que a esperança de vida das pessoas está constantemente a aumentar. “Ganda Victoria”, “Ganda Governo”, como dizem os de lá de baixo.
Com menos gente, há menos consumo, com menos consumo há menor despesa, e como os velhinhos são cada vez mais e eles, coitaditos, comem bem menos que os novos, é só ganho. Com a mesma comida alimentam mais gente, e reduzem o número de pessoas com fome.
Provavelmente, neste conjunto de países civilizados e progressistas de que fazemos parte com muito orgulho, somos os primeiros a conseguir tal proeza, o que mais uma vez nos coloca na linha da frente, a par com o menor salário relativo, a maior diferença entre muito ricos e muito pobres, o maior número de mortos na estrada por quilómetro ou a maior desconfiança dos cidadãos nas capacidades do seu governo.
Somos os maiores, e não fora a polémica criada, anos atrás pela frase tipicamente portuense e nortenha, que na altura motivou os maiores ataques, até pessoais, por quem não nos conhece de lado nenhum, ao pretendente da altura à Câmara do Porto, eu diria bem alto:
NÃO HÁ PAI P’RA NÓS…. ATÉ OS COMEMOS!!!
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JM
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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" - Opinião - em 22 de Setembro de 2008)
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

RYANAIR... PORTO-BARCELONA

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Ryanair desiste do Porto


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A companhia aérea de baixo custo decidiu instalar uma base residente em Espanha, no aeroporto de Barcelona, em detrimento do aeroporto de Pedras Rubras.
Mais uma vez o governo e a gestão do nosso aeroporto deitaram fora uma oportunidade de ouro.
Os interesses da região foram postos em último lugar, numa escala onde talvez se saiba quais estão em primeiro.
É complicado, para alguns, que possa vir uma qualquer empresa, investir e querer assegurar postos de trabalho e afluxo de turismo, querer fazer crescer um aeroporto, querendo como é evidente contrapartidas, e isso não se passar na capital ou na sua área de influência. E esta companhia só queria operar no Porto e em Faro?... Sacrilégio!
Temos de concluir que esta ANA não nos interessa.
O aeroporto Francisco Sá Carneiro precisa urgentemente de uma gestão autónoma que zele pelos interesses da nossa região. Já há muito que vem sendo reclamada essa gestão, e agora, mais uma vez se vê, que este ministro das Obras Públicas, "jamais" será um ministro que defenda os interesses do Norte de Portugal, uma vez que permitiu que a burocracia e as más e lentas decisões, mais uma vez fizessem com que se perdesse um negócio de grande interesse para a nossa região, e por arrasto para o país.
Espero que a Ryanair, possa entender que há lugar a duas bases, uma em Barcelona e outra no Porto, e assim, num futuro próximo, e com uma outra gestão do aeroporto, se venha a instalar aqui.
Espero também que a Junta Metropolitana tenha força para lutar pelas reinvindicações que vai fazendo ao (des)governo do país.
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JM
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

SKYLANDER... ÉVORA - LORENA

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INVESTIMENTO SOCIALISTA NA INDUSTRIA
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'Skylander' arranca em Setembro (2005) e já há planos para mais aviões Tudo somado, serão criados em Évora cerca de 1450 novos postos de trabalho
O projecto 'Skylander' leva mais sete empresas para a região, que irão fornecer 70% do aparelho
A fábrica de aviões Skylander, projectada para o aeródromo de Évora, vai iniciar a actividade em Setembro, com a chegada dos primeiros engenheiros..O projecto Skylander, da Sky Aircraft Industries, envolve um investimento de 375 milhões de euros em dez anos
A Sky Aircraft Industries, que vai fazer a sua base no Alentejo, resulta de uma joint-venture entre a Geci, sediada em Paris, um consórcio francês de engenharia aeronáutica e um grupo de investidores portugueses, que conta com o apoio do Governo.
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Era assim, noticiado com pompa e circunstância ,em meados de 2005, esta (mais uma) maravilha do investimento, da Industria Portuguesa e do governo socialista.
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09 Setembro 2008 - 00h30

Investimento - projecto não tinha subsídios a fundo perdido

Skylander fugiu por burocracia
A GECI Internacional deslocalizou o projecto da fábrica de aviões Skylander de Évora para a Lorena, em França, por motivos relacionados com "a burocracia", disse fonte próxima do grupo francês.
Portugal perdeu, a oportunidade de poder exportar 72 aeronaves por ano no valor de 300 milhões de euros.
Ao fim de quase cinco anos (?) de espera pela aprovação do projecto em Portugal, a GECI Internacional assinou em apenas três semanas, em Agosto, um contrato com o governo de Nicolas Sarkozy para a instalação da fábrica na Lorena, França.
Neste momento já existirão encomendas para 600 Skylander.
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Foi assim noticiado nos jornais às primeiras horas do dia 9 de setembro de 2008
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Já lá vão dois dias, o de ontem e o de hoje, desde que o Correio da Manhã noticiou esta tristeza.
O projecto era mais que certo em Portugal e "jamais" (querem lá ver que há outro?) poderia deixar de o ser.
O senhor ministro Manuel Pinho, tanto como o senhor Primeiro Ministro, ainda não tiveram tempo para comentar esta situação (notícias más custam um bocadinho a dar e a explicar).
Quanto à oposição, o "silêncio é de ouro".
Não se arranja um "Nicolas" aqui para o rectângulo?
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JM
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

FAROIS DA BARRA DO RIO DOURO

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O velho e o novo !



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TANTA GENTE !!!

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Tudo gente que vai pôr o nariz no ar daqui a nada !



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A Srª Drª E OS AVIÕES

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A Senhora Doutora e os Aviões


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A Srª Drª Manuela falou!
Já não era sem tempo, que o silêncio, quando prolongado, cansa e ensurdece.
A estratégia atingiu os objectivos. O país esteve suspenso das palavras que iria ouvir!
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A montanha ia parir no dia sete.
Tudo convergia para que eu, à hora de almoço, sentado no sofá da sala, ouvisse atentamente o que a Srª Drª nos iria dizer. Ia ser uma lição de mestre, um tratado político, um arrasar de tudo o que se conhecia até então.
O fim de semana aproximava-se. A “presidenta” ia falar no domingo, na mesma altura em que eu estivesse a comer calmamente a carne assada, mesmo que em cima dos joelhos, sentado no meu sofá. Mas não, ia ser mesmo à mesa. Para tanto coloquei a televisão em posição estratégica, sem possibilidade de reflexos de luz, na esperança de uma transmissão em directo, avisei o pessoal lá de casa que queria silêncio absoluto e, cheio de à-vontade, lá fui.
Tudo preparado. A mesa posta, os moletes, a garrafa de vinho (tinto e do Douro, claro), e a travessa do assado, fumegante. Um cheirinho maravilhoso.
Enquanto esperava, lá fui fazendo “zapping”. Um a um, os canais televisivos vão desfilando ante os meus olhos. Paro por momentos no canal 3. Ia começar dali a nada, uma qualquer corridita de aviões. Fiquei para ver, enquanto a Srª não falava.
Gente aos molhos nas margens do rio.
Aviões iam e vinham em animadas reviravoltas. As pessoas deliravam e eu começava a ficar entusiasmado.
Fui vendo entre a assistência, muitos notáveis políticos da “cor” da Srª Drª, que como eu, estavam à espera do discurso longamente prometido, e enquanto isso, lá iam vendo a F1 dos ares.
Fiquei mais descansado. Podia estar a ver sem me preocupar muito em mudar repetidamente de canal. Enquanto eles ali estivessem, nada ia acontecer. Mais do que ninguém, eles quereriam ouvi-la em primeira mão.
E foi fantástico, o espectáculo, as corridas, vertiginosas, os pilotos, separados nos “tempos” por milésimos. Um a um, os doze ases foram fazendo a sua aparição. Pelos “tempos tirados nos treinos”, primeiro os últimos quatro, depois os primeiros oito. Mais tarde, e depois de contabilizados os “tempos” que agora faziam, os melhores, dois a dois, até à final dos dois primeiros. Fabuloso, o espectáculo.
Mesmo assim, e porque estava a demorar um bocadinho, lá ia estando com uma atenção redobrada, aos eminentes políticos que, nas tribunas de honra, tal como eu em casa, iam vendo os aviões, enquanto esperavam. A Drª Manuela, estava de certeza atrasada, pois os seus pares lá estavam calmamente à espera.
Aos poucos lá fui vendo a evolução maravilhosa da corrida. E também tive um bocadito de tempo, entre corridas, para saber da vitória do Hamilton na F1 dos carros, que, percebi mais tarde, foi sol de pouca dura.
E por falar em sol, o dia estava lindo, com um calor maravilhoso, sem uma nuvem, depois de dois dias antes ter-mos tido chuva invernal.
E lá veio a final dos aviões. Que suspense! O piloto austríaco levou a melhor, com um tempo de bradar aos céus. O delírio, para os mais de 650 mil espectadores que estavam nas margens. Depois a distribuição de prémios, com todos os nove pilotos que não ficaram no pódio, a festejar a victoria dos três primeiros. Coisa que não me lembro de ver em qualquer outro desporto.
E os políticos da “cor” da Srª Drª Manuela, e outros de outras cores, lá se mantinham a ver a distribuição dos prémios.
Que bom, pensei, os trabalhos da Universidade de Verão, estavam muito atrasados. Felizmente tinha dado tempo para ver as corridas da F1 dos ares e de saber os resultados da F1 dos carros.
Calmamente fui à procura do canal que iria transmitir o discurso da Srª em directo. Já não deveria faltar muito. Procurei e… nada! Nada de nada em nenhuma estação. Que esquisito…!
De repente, num qualquer canal, cujo nome já não recordo, uma resenha do discurso… (?) Então a senhora já tinha falado?
Atentamente ouvi, mas de novo…. nada! O tal canal, não deveria gostar mesmo nada da Srª, pois só passou coisas sem interesse, clichés mais do que conhecidos e muitas banalidades.
Mudei de estação. Noutro canal voltei a ouvir outra resenha e… a mesma coisa… nada!
Mau!!! Então foi isto que a “presidenta” disse? Só isto? Nada de novo?
A senhora até que falou bonito, sem gaguejar por aí além, falou certo, o que disse é verdade, embora tenha esquecido as suas próprias responsabilidades e as do seu partido, no início destes acontecimentos, foi dura a crítica em relação à política medíocre do governo, mas….
Tão pouco para tanto silêncio! ´
A expectativa era enorme e saiu frustrada.
Tudo ia mudar depois da hora do discurso, mas na realidade tudo ficou mais na mesma.
O silêncio é de ouro, eu sei, mas a ser assim, será que não se poderia ter prolongado mais um pouquinho, para vir a falar mais um bocadito, e quem sabe melhor, mais tarde?


JM



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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro - Opinião em 16 de Setembro de 2008)

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sábado, 6 de setembro de 2008

NOVAS OFENSAS VELHAS

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Com a devida vénia ao blogue "BLASFÉMIAS"


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"PIGS IN MUCK

Porcos no estrume. É deste modo tão terno que o Financial Times se refere a Espanha, Grécia, Itália e… Portugal. Com uma justificação pseudo-técnica-económica-linguística-de-pacotilha (essencialmente, juntam as iniciais de cada país) que ainda ofende mais. Sim, a mesma publicação onde o inapagável Manuel Pinho costuma esbanjar avultadas quantias do erário público em publicidade de retorno mais do que duvidoso. Em Itália e, sobretudo, na Espanha, o caso já está a dar que falar. Por cá, quase nada. Provavelmente porque muitos dos que mandam se sentem bem assim."
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O termo PIGS (O acrónimo tem mais de 10 anos), tem sido usado há algum tempo para identificar o conjunto de países onde se incluem Portugal, Espanha, Itália e Grécia, mas mais do que o acrónimo, o que eu gostava de ver fortemente contestado era o conteúdo do artigo. O que estará em causa não é só a expressão ‘PIGS’ (Portugal, Italy, Greece e Spain), mas todo o seu contexto, o termo ‘in muck’, e o resto do artigo que é ofensivo.
Deveríamos no entanto ler "muck" de outra forma... mUcK. Sempre seria uma pequena desforra.
De qualquer forma ao longo de todos estes anos, ninguém falou de mais essa ofensa britanica, e na verdade, quem cala, consente!
Tanto quanto sei, em Italia e nos nossos vizinhos já começaram os protestos, e nós ... estamos titubeantemente a começar.
"A reacção, civilizada mas enérgica de uma associação espanhola está aqui:
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Vamos começar a reagir...
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JM
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AVIÕES NO AR !!!

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A F1 dos ares voltou!

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O tempo está bom, as nuvens não incomodam, o vento é pouco, e a chuva já se foi.
Estão reunidas as condições para um fim de semana de sonho, de olhos no céu e nariz no ar a "ber passare os abiões".
Estou ansioso por fazer mais uns "bonecos".
A F1 dos are voltou!


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JM

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Solidão !

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A luta contra a solidão
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A solidão sem luta


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Já muito usado pela solidão imensa da terceira idade!

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JM

O sr. Cid

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O sr. Cid e a entrevista que deu ao JN
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Não sendo eu de me espantar muito com o que vejo e leio, fiquei um bocado incomodado com a estupidez e falta de tino demonstrada pelo sr Cid na entrevista que pelo telefone deu a um jornalista do JN.
Dizia a certa altura o sr. que ainda alguns consideram razoável cansonetista que:
- "Eh pá, eu gosto dos meus pelos. Sou peludo. Seria incapaz de me depilar a não ser à volta do meu pénis e isso de muitos pelos à volta do pénis torna-se incómodo",
-"gosto dos pelos do meu corpo, e há quem adore",
-"(A Madonna) no palheiro era para já! Mas ela não tem capacidade vocal para cantar ao meu lado",
e outras pérolas...
Mas este senhor está parvo, endoidou ou quê?
E.... e o senhor jornalista que publicou a entrevista que fez via telefone?
E.... e o responsável pelo jornal que aceitou que uma coisa destas saísse na última página de um dos jornais com maior circulação do país?
Que papel fazem eles no meio disto?
Ficam bem na "fotografia"?
Será que isto é material para um jornal publicar? Ou sou eu que sou parvo?
Ainda bem que não sou jornalista, ou, hoje estaria muito triste!
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JM
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