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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

COMO SE FORA UM CONTO (ano de crise na venda de automóveis)


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ANO DE CRISE NA VENDA DE AUTOMÓVEIS

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Nos primeiros dias deste mês de Dezembro, há muito poucos, portanto, resolvi trocar de carro. O que uso diariamente já é velho e está cansado, para além de ter começado a dar-me alguns problemas. Também não é de admirar, já que tem quase vinte anos e era a entrada da gama de um utilitário.

Pensei depressa e resolvi ainda mais depressa, tinha ouvido falar, em notícias na rádio, que até ao fim deste ano de 2009, várias marcas faziam descontos especiais para incrementar as vendas, a juntar à comparticipação do Estado na troca e abate de viaturas velhas.

Voltei a consultar as revistas da especialidade que semanalmente compro, vi quais as marcas e modelos que me poderiam interessar, e parti em busca do carro desejado.

Eu sei que há crise no comércio de automóveis. Toda a gente o sabe. Os representantes das marcas não se cansam de apresentar queixas pelas quebras nas vendas.

Eu sei que há necessidade de aumentar as vendas e o incentivo ao abate de carros com mais que um determinado número de anos é uma boa medida.

Também sei que esse incentivo, pelo menos para já, acaba, tendo no dia 31 de Dezembro o limite temporal. Depois, poderá voltar, mas só depois do Orçamento para 2010 ser votado e posto em prática.

Eu, que já fui durante muitos anos comerciante, muito embora num ramo totalmente diferente deste dos automóveis, sei que, se se espera um aumento das vendas num qualquer produto, se deve, atempadamente, prover o stock de quantidades suficientes.

Por todas estas razões, parti confiante para o primeiro stand, certo de que o carro que mais me interessava, lá estaria à minha espera, ávido de dono, e que seria recebido com música, flores, champanhe e passadeira vermelha.

A minha primeira escolha, que na realidade era a única na altura, era um Peugeot, modelo 207, na sua versão mais recente, 99g. Tinha um preço competitivo e a marca para além do valor do incentivo governamental, ainda oferecia mais um valor sensivelmente igual, pelo que o preço de tabela desceria consideravelmente. Como única exigência, eu não aceitaria que o carro fosse branco.

A recepção não desmereceu das expectativas. Não tive direito a flores, não tive direito a música ou champanhe, nem tão pouco a passadeira vermelha. Mas a simpatia da vendedora, ultrapassou tudo isso. Um único senão: não havia carros, nem se previa que chegassem antes do final do ano. Estava lá um, que tive oportunidade de ver em todos os pormenores, mas nada mais. E esse já estava vendido. Soube na altura que estava em quarto lugar na espera de carro, só nas mãos dessa vendedora. Outros vendedores tinham a sua lista também. Numa tentativa um pouquinho desonesta, tentei passar para a frente da lista, dizendo que pagaria a pronto. Nada aconteceu. Nem assim a convenci a conseguir arranjar-me um carro. Não havia mesmo carros para venda. Apesar de desiludido, insisti em deixar o meu nome em lista de espera, não fosse o diabo tecê-las e aparecer um carro milagrosamente antes do fim do ano, e fui tratar dos papeis necessários ao abate do meu carro velho.

São precisos dois. Um passado pela Segurança Social e outro pelas Finanças. São papeis específicos para o efeito, e toda a gente sabe que só podem ser usados para esse efeito e até ao fim de 2009.

Estávamos já a onze de Dezembro, e se nas Finanças me passaram o papel na hora, na Segurança Social, aceitaram o pedido e disseram-me que fosse para casa esperar dez dias úteis, e que receberia a declaração pelo correio. Bem argumentei que dez dias úteis não permitiam ter o papel a tempo de tratar dos papeis antes do final de ano, mas a funcionária foi peremptória e nada havia a fazer.

Resolvi mesmo assim, já com metade dos papeis tratados e na esperança de, arranjando carro, vir a receber atempadamente o outro, ir à procura de outro carrito, outro modelo, outra marca.

Voltei a consultar as minhas revistas, e aceitei mais três hipóteses.

Parti à caça e à conquista.

Parei no stand da Renault. A hipótese passava por um Megane 1.6, quatro portas. Lá dentro saberia mais pormenores, e escolheria a versão que mais me interessasse. Depois de deambular por entre os muitos carros durante cerca de dez minutos, com os funcionários a aparentar estarem todos demasiado ocupados para me atenderem, desisti de esperar e vim-me embora. O interesse por mim, foi nulo. A crise nesta marca não deveria ser muita, já que ninguém se mostrou interessado em abordar-me.

Dirigi-me à Ford. Iria ver o novo Fiesta, também 1.6 de quatro portas e também, como das outras vezes, diesel. De imediato fui interpelado por um vendedor, que num escasso minuto me informou da inexistência de carros para venda, pelo menos até ao fim do ano. A simpatia do funcionário, não apagou a minha desilusão.

As minhas escolhas estavam a ficar esgotadas. Das minhas hipóteses já só faltava uma.

Dirigi-me à Seat. Encontrei um stand que nem conhecia. Entrei. Parecia vazio. Ninguém à vista. Cinco carros expostos. Quatro eram Ibisa, o modelo que me interessava. Entrei em cada um dos cinco carros. Abri as portas, as malas, sentei-me nos bancos da frente e nos de trás. Andei para trás e para a frente. Olhei os carros de frente , de lado e de trás. Olhei para o relógio. Já tinham passado mais de vinte minutos. De repente reparei num homem que no fundo do stand falava ao telefone. Olhei para ele e ele para mim. Nem um aceno, nem um cumprimento, nada.

Fartei-me. Desisti. Vim-me embora.

Entendi no momento onde estava a crise nas vendas dos automóveis. Estava ali, na falta de carros, na falta de incentivos aos vendedores, na falta de motivação. Sem carros é impossível vender. Sem vendas a economia não mexe. E de quem é a culpa de não haver mercadoria para venda, apesar de tanta propaganda? Por certo dos fabricantes e dos representantes e concessionários. Com situações destas, como se atrevem esses senhores a queixarem-se da crise nas vendas?

E a parte, também importante, da responsabilidade dos sectores do Estado, que não são céleres na apresentação dos elementos necessários à comercialização dos produtos?

Não se vendem automóveis, e os que se poderiam vender não existem para que isso aconteça. É mesmo próprio de um país destrambelhado como o nosso.

Tanta coisa se propagandeia. Incentivos para cima e para baixo, propaganda de vendas carros com incentivos vários, e quando alguém quer comprar alguma coisa, tudo se desmorona. Não há automóveis para aproveitar os incentivos.

É de doidos, tudo isto.

Parece-me que vou andar num carro velho e cansado, a continuar a poluir o nosso ar, durante muito mais tempo.

Não merecem mais!


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JFM

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SEXO, MENTIRAS E DINHEIRO

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PORTUGAL, O PAÍS DA MENTIRA

A mentira, nos Portugueses, tornou-se num modo de vida. Completamente perdidos e sem destino, os habitantes do nosso País, não têm códigos de conduta, não reconhecem os ensinamentos da moral e não têm bons exemplos para seguir. Salvam-se algumas, muito raras, excepções, esquecidas e escondidas do grande público, e totalmente afastadas do conhecimento das gerações mais novas.

A mentira grassa no governo, nos partidos políticos, nas escolas, nas administrações das empresas públicas, nos números do déficit, na propaganda, nas televisões, nas relações entre as pessoas, nas negociatas, na publicidade e no marketing, e em quase todas as vertentes da vida de todos os dias.

Gente sem escrúpulos manda em nós, e sob a capa de uma sociedade progressista, em que todos podem falar e fazer o que bem entenderem uma vez que são livres, e a que pomposamente chamam de democracia, massacram-nos e aos nossos filhos, com mentiras em cima de mentiras, desgraçando o nosso futuro e o das próximas gerações. Cada vez mais se é menos livre de fazer o que se quer e de ir para onde se quiser. Estamos cada vez mais controlados, vigiados e condicionados. Câmaras de filmar, chips e propaganda contínua, rodeiam-nos a todo o momento.

Vive-se para o dinheiro, e associado a ele, para o sexo. Para que tal assim possa ser, as mentiras vêm em catadupas, e de tanto se propagandearem, transformam-se em verdades incontestadas.

As principais prioridades deste nosso novo governo, passam pelos investimentos públicos que irão afectar economicamente várias gerações, pelo casamento dos homossexuais, pelas aulas sobre sexualidade dadas a crianças por gente sem preparação, e pela conquista dos vários poderes, a qualquer custo, a qualquer preço, e de qualquer maneira.

Quem não é por nós, é contra nós, e com esta máxima, os nossos governantes tranformaram em poucas décadas, a vida Portuguesa numa mentira.

Toda a gente passou, nos últimos anos, a tolerar a falsidade e o embuste, a considerar o sexo como parte integrante e imprescindivel das relações e dos negócios, e a aceitar pagamentos por favores indevidos, de uma forma tal, que tudo começou a ser considerado normal.

A corrupção, o conluio, a associação com fins criminosos, os favores económicos e sexuais, a mentira descarada, a obtenção dos fins a que qualquer um se propõe por qualquer meio, são o pão nosso de cada dia, e o que os Portugueses de todas as idades aprendem. E de tal forma o interiorizaram já, que se entende como regra habitual o proceder-se dessa forma. E, para além disso, também se entende, que quem assim o não fizer, é tonto, estúpido, e não sabe fazer valer os seus direitos.

Assim, desta forma, caminhamos alegremente para um beco sem saída. Ninguém confia ou virá a confiar em nós, e nós não confiamos uns nos outros. Anda um País inteiro a enganar todo um País.

Passamos a ser um Portugal de impostores, de malandros, de corruptos e de mentirosos.



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JFM

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