A venda de automóveis vai mal. Neste ano de 2009, venderam-se tantos carros como em 1988, ano em que a importação estava muito limitada. Neste ano, não houve qualquer limitação. As pessoas não compraram carros, porque não podiam. E não puderam porque não tinham dinheiro. A crise está aí para lavar e durar, com a falta de emprego a continuar a ser o nosso maior problema. Claro que houve quem quisesse comprar, para beneficiar dos incentivos do governo, e não tivesse podido, pois que os carros não chegaram na medida das encomendas. E tudo por causa dos importadores que os não importaram a tempo, e também porque nos países de origem, guardaram os carros para venda aos seus nacionais, que estavam a comprar normalmente. Mas isso são outras histórias. Em Portugal é assim. O nosso governo entende que tudo estará bem se nos continuarmos a endividar, se a oposição se comportar como deve, e se não se fizerem muitas ondas, etc.. Os Portugueses, entretanto, apertam o cinto, sabendo que esta crise está para durar, e que isto vai de mal a pior. Os piores dias ainda não chegaram cá. É que teremos que aguentar este governo pelo menos mais um ano e tal, e ficamos sem saber se o País aguenta. Melhor, se nós aguentamos! Em contrapartida, no resto do mundo, e na Europa em particular, a retoma já começou. estive nos últimos dias em Roma, e o que vi não é, nem de perto nem de longe, um País em crise. A retoma está florescente. No que respeita à venda de automóveis, o que se passa em muitos países, que não em Portugal, é a prova provada da capacidade que existe nesses lugares para dar a volta à crise. Em França, o aumento da venda de automóveis em Dezembro de 2009, relativamente ao ano anterior foi da ordem dos 40%. Em Inglaterra terá sido de quase 60%. No Japão foi de 37%. E o nosso governo, no entretanto, acabou com os incentivos ao abate e troca de veículos, numa medida, a todos os níveis, "inteligente". O fundo do poço está aí, e ninguém parece interessado em querer vê-lo.
Nos primeiros dias deste mês de Dezembro, há muito poucos, portanto, resolvi trocar de carro. O que uso diariamente já é velho e está cansado, para além de ter começado a dar-me alguns problemas. Também não é de admirar, já que tem quase vinte anos e era a entrada da gama de um utilitário.
Pensei depressa e resolvi ainda mais depressa, tinha ouvido falar, em notícias na rádio, que até ao fim deste ano de 2009, várias marcas faziam descontos especiais para incrementar as vendas, a juntar à comparticipação do Estado na troca e abate de viaturas velhas.
Voltei a consultar as revistas da especialidade que semanalmente compro, vi quais as marcas e modelos que me poderiam interessar, e parti em busca do carro desejado.
Eu sei que há crise no comércio de automóveis. Toda a gente o sabe. Os representantes das marcas não se cansam de apresentar queixas pelas quebras nas vendas.
Eu sei que há necessidade de aumentar as vendas e o incentivo ao abate de carros com mais que um determinado número de anos é uma boa medida.
Também sei que esse incentivo, pelo menos para já, acaba, tendo no dia 31 de Dezembro o limite temporal. Depois, poderá voltar, mas só depois do Orçamento para 2010 ser votado e posto em prática.
Eu, que já fui durante muitos anos comerciante, muito embora num ramo totalmente diferente deste dos automóveis, sei que, se se espera um aumento das vendas num qualquer produto, se deve, atempadamente, prover o stock de quantidades suficientes.
Por todas estas razões, parti confiante para o primeiro stand, certo de que o carro que mais me interessava, lá estaria à minha espera, ávido de dono, e que seria recebido com música, flores, champanhe e passadeira vermelha.
A minha primeira escolha, que na realidade era a única na altura, era um Peugeot, modelo 207, na sua versão mais recente, 99g. Tinha um preço competitivo e a marca para além do valor do incentivo governamental, ainda oferecia mais um valor sensivelmente igual, pelo que o preço de tabela desceria consideravelmente. Como única exigência, eu não aceitaria que o carro fosse branco.
A recepção não desmereceu das expectativas. Não tive direito a flores, não tive direito a música ou champanhe, nem tão pouco a passadeira vermelha. Mas a simpatia da vendedora, ultrapassou tudo isso. Um único senão: não havia carros, nem se previa que chegassem antes do final do ano. Estava lá um, que tive oportunidade de ver em todos os pormenores, mas nada mais. E esse já estava vendido. Soube na altura que estava em quarto lugar na espera de carro, só nas mãos dessa vendedora. Outros vendedores tinham a sua lista também. Numa tentativa um pouquinho desonesta, tentei passar para afrente da lista, dizendo que pagaria a pronto. Nada aconteceu. Nem assim a convenci a conseguir arranjar-me um carro. Não havia mesmo carros para venda. Apesar de desiludido, insisti em deixar o meu nome em lista de espera, não fosse o diabo tecê-las e aparecer um carro milagrosamente antes do fim do ano, e fui tratar dos papeis necessários ao abate do meu carro velho.
São precisos dois. Um passado pela Segurança Social e outro pelas Finanças. São papeis específicos para o efeito, e toda a gente sabe que só podem ser usados para esse efeito e até ao fim de 2009.
Estávamos já a onze de Dezembro, e se nas Finanças me passaram o papel na hora, na Segurança Social, aceitaram o pedido e disseram-me que fosse para casa esperar dez dias úteis, e que receberia a declaração pelo correio. Bem argumentei que dez dias úteis não permitiam ter o papel a tempo de tratar dos papeis antes do final de ano, mas a funcionária foi peremptória e nada havia a fazer.
Resolvi mesmo assim, já com metade dos papeis tratados e na esperança de, arranjando carro, vir a receber atempadamente o outro, ir à procura de outro carrito, outro modelo, outra marca.
Voltei a consultar as minhas revistas, e aceitei mais três hipóteses.
Parti à caça e à conquista.
Parei no stand da Renault. A hipótese passava por um Megane 1.6, quatro portas. Lá dentro saberia mais pormenores, e escolheria a versão que mais me interessasse. Depois de deambular por entre os muitos carros durante cerca de dez minutos, com os funcionários a aparentar estarem todos demasiado ocupados para me atenderem, desisti de esperar e vim-me embora. O interesse por mim, foi nulo. A crise nesta marca não deveria ser muita, já que ninguém se mostrou interessado em abordar-me.
Dirigi-me à Ford. Iria ver o novo Fiesta, também 1.6 de quatro portas e também, como das outras vezes, diesel. De imediato fui interpelado por um vendedor, que num escasso minuto me informou da inexistência de carros para venda, pelo menos até ao fim do ano. A simpatia do funcionário, não apagou a minha desilusão.
As minhas escolhas estavam a ficar esgotadas. Das minhas hipóteses já só faltava uma.
Dirigi-me à Seat. Encontrei um stand que nem conhecia. Entrei. Parecia vazio. Ninguém à vista. Cinco carros expostos. Quatro eram Ibisa, o modelo que me interessava. Entrei em cada um dos cinco carros. Abri as portas, as malas, sentei-me nos bancos da frente e nos de trás. Andei para trás e para a frente. Olhei os carros de frente , de lado e de trás. Olhei para o relógio. Já tinham passado mais de vinte minutos. De repente reparei num homem que no fundo do stand falava ao telefone. Olhei para ele e ele para mim. Nem um aceno, nem um cumprimento, nada.
Fartei-me. Desisti. Vim-me embora.
Entendi no momento onde estava a crise nas vendas dos automóveis. Estava ali, na falta de carros, na falta de incentivos aos vendedores, na falta de motivação. Sem carros é impossível vender. Sem vendas a economia não mexe. E de quem é a culpa de não haver mercadoria para venda, apesar de tanta propaganda? Por certo dos fabricantes e dos representantes e concessionários. Com situações destas, como se atrevem esses senhores a queixarem-se da crise nas vendas?
E a parte, também importante, da responsabilidade dos sectores do Estado, que não são céleres na apresentação dos elementos necessários à comercialização dos produtos?
Não se vendem automóveis, e os que se poderiam vender não existem para que isso aconteça. É mesmo próprio de um país destrambelhado como o nosso.
Tanta coisa se propagandeia. Incentivos para cima e para baixo, propaganda de vendas carros com incentivos vários, e quando alguém quer comprar alguma coisa, tudo se desmorona. Não há automóveis para aproveitar os incentivos.
É de doidos, tudo isto.
Parece-me que vou andar num carro velho e cansado, a continuar a poluir o nosso ar, durante muito mais tempo.
SERENÍSSIMA CASA REAL E DUCAL DE BRAGANÇA - PORTUGAL
RELÓGIO UNIVERSAL
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NAÇÃO
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Bandeira do Condado Portucalense usada pelo Conde Dom Henrique (1081-1139) e pelo Conde Dom Afonso Henriques (1139-1143)
«De prata, uma cruz, de azul». Esta é a descrição heráldica do escudo do primeiro Rei de Portugal, herdada, segundo se diz, de seu pai, Henrique de Borgonha. Note-se que se trata aqui realmente de um escudo; a heráldica europeia moderna começa justamente pela descrição das vestes e dos escudos dos cavaleiros num torneio, feita por um arauto (herald). Quase certamente, este brasão nunca tomou a forma de uma bandeira, pois estas, muito menos como representação uniformizada e generalizada de um país, ainda não existiam nesta época
Houve, dois Condados Portucalenses ou Condados de Portucale distintos: um primeiro, fundado por Vímara Peres após a presúria de Portucale (Porto) em 868 e incorporado no reino da Galiza em 1071, após a morte do conde Nuno Mendes (e que embora gozando de certa autonomia, constituiu sempre uma dependência do reino das Astúrias/Leão/Galiza sendo sensivelmente equivalente ao actual Entre-Douro-e-Minho).
Um segundo, constituído c. 1095 em feudo do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique de Borgonha, um burguinhão, que veio auxiliá-lo na Reconquista de terras aos Mouros, tendo também recebido a mão de sua filha Teresa de Leão. Este último condado era muito maior em extensão, já que abarcava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do Sul da Galiza (diocese de Tui).
Condado é um termo genérico para designar o Território Portucalense, pois os seus chefes eram alternadamente intitulados Comite (conde), Dux (duque) ou Princeps (Príncipe).
Há 47 regiões vinícolas em Portugal. Nos rótulos das garrafas essas regiões estão mensionadas através de siglas. . Denominação de origem e classificação de vinhos consoante a região de proveniência: DOC - Denominação de Origem Controlada VQPRD - Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada VLQPRD - Vinho Licoroso ... VEQPRD - Vinho Espumante ... VFQPRD - Vinho Frisante ... Vinho Regional Vinho de Mesa
Em Dezembro de 1996, o centro histórico do Porto foi classificado, pela UNESCO, como Património Cultural da Humanidade, o que veio confirmar a sua riqueza monumental, patrimonial e cultural. Destino turístico por excelência, a cidade tem, no centro histórico, o ponto fulcral das visitas à Invicta, apresentando a história da cidade que começou a crescer a partir desse mesmo ponto.
A cidade, indissociável do rio Douro, é uma das mais antigas da Europa e apresenta uma história que eleva o espírito hospitaleiro e lutador do povo apelidado de “tripeiro”. A par da sua história, apresenta o afamado Vinho do Porto, cujas caves podem ser visitadas do outro lado da margem do rio, em Vila Nova de Gaia.
Para além dos monumentos e museus, a cidade apresenta inúmeros espaços verdes que proporcionam bonitos passeios, seja no centro da cidade ou junto ao mar ou rio.
Uma visita pela cidade não deve esquecer as pontes, que unem o Porto a Vila Nova de Gaia, assim como os percursos que a cidade oferece, desde a movimentada Baixa, às pitorescas Ribeira e Miragaia, até à Foz, conhecendo aí as praias, e passando também por uma subida à Torre dos Clérigos.
A gastronomia portuguesa é bem conhecida em todo o mundo, pela sua diversidade. No Porto, são dois os pratos que se destacam dos demais: as Tripas à Moda do Porto e a sanduíche reforçada, coberta de molho picante, que tomou o nome de Francesinha.
Povo festivo por natureza, os portuenses dão grande destaque à Festa de S. João, tornando a noite de 23 para 24 de Junho, num arraial único no país. Toda a gente sai à rua, empunhando martelos de plástico ou alho-porro, para correr as ruas da cidade, da Ribeira até à Foz, depois do monumental fogo-de-artifício que acontece à meia-noite junto ao rio Douro.
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