quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO





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ANO NOVO, VIDA NOVA!
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Como seria bom que o novo ano de 2009 nos trouxesse realmente uma vida nova. As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal. A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.
O nosso país não cresce há mais de dez anos, todos os números são maus, todos os indicadores estão no fundo da Europa, excepto claro, os que o governo lê ou quer ler, e nos impinge quase diariamente, numa lavagem cerebral digna do melhor vendedor da banha da cobra.
Temos por isso de mudar o rumo que Portugal e os Portugueses estão a levar, e isso está nas nossas mãos. Vamos usufruir este ano, de três eleições, e nelas poderemos fazer alguma diferença, se quisermos.
Para este novo ano, quero levar só as boas recordações, infelizmente poucas, não querendo mais, das outras que me fizeram viver com ódio e raiva, com lamentações e queixas, com azedume e mal estar. Queria que dentro de mim, em 2009, só existissem pensamentos positivos, facto que eu sei ser utópico, mas que quero tentar vir a ter diariamente. O dia a dia do meu país, não mo vai deixar, com os problemas que ainda irão continuar a existir, e com os outros que virão a ser criados todos os dias, pelo que terei, com assiduidade, de me insurgir, na esperança de que essa minha reacção possa levar a alguma mudança positiva.
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Um bom Ano de 2009 para todos!

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JM
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cavaco Silva promulga e...

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... E se calhar não deveria ter promulgado. A desculpa de ter jurado cumprir a constituição, não é suficiente para este desfecho.
No braço de ferro com o governo da república e com o governo regional dos Açores, o Presidente perdeu.
Nunca deveria ter aceitado que a sua autoridade fosse posta em causa.
O que lhe aconteceria se não tivesse promulgado o diploma? Despediam-no?
Face ao tom do discurso que proferiu, explicando as suas razões, não deveria ter restado mais nada ao Presidente, que não fosse a dissolução da Assembleia da República, muito embora isso pudesse ser do agrado de Sócrates.
Está criado um grave conflito institucional, e nunca mais serão as mesmas as relações entre a Presidência da República e o governo.

Daqui a menos de dois dias, teremos a tradicional mensagem de Ano Novo do Presidente.
Será que Sócrates vai começar já a arrepender-se de ter cantado vitória, e de ter enredado Cavaco Silva nestes jogos de poder? Foi a vitória de Sócrates uma vitória Pírrica? Vai o Presidente emendar a mão e mostrar a coragem que lhe faltou hoje? E o maior partido da oposição, quando começará a pagar pelo facto de ter votado a favor antes e de se ter abstido na última votação, e ainda de ter autorizado o voto favorável dos dois deputados açorianos e permitir assim os dois terços necessários à confirmação, embora e apesar das imensas críticas?
Logo veremos no que isto vai dar, mas o Presidente errou pela falta de coragem para o confronto total.



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JM
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A GRIPE !

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A GRIPE!

O país ficou estupefacto com este surto de gripe.

O país não estava preparado para tal.

Os hospitais ficaram repletos.

As esperas nas urgências dos hospitais chegaram em alguns casos às vinte horas.

Não se admite!

O país parou!

E o que fazem os responsáveis pela saúde em Portugal? Apelam ao auto-diagnóstico e à auto-medicação (vá à farmácia ou tome o que tiver em casa), vão-nos dizendo para não ir-mos aos hospitais, que lá só se apanham infecções e ainda ficamos pior, ou pomos os outros em pior estado, ou ainda mais grave, tiramos a vez aos casos realmente urgentes, e que o melhor, em casos mais graves, será dirigirmo-nos aos Centros de Saúde.

Mas, como sei eu o estado de doença em que estou? Como sei eu se tenho uma “simples” gripe (ainda há quem morra disso), ou uma pneumonia ou outra coisa qualquer? Como sei eu se é grave ou não.

Desde há dias que a comunicação social nos tem massacrado com estas notícias, começando e acabando os telejornais com as mais variadas queixas e reparos, fazendo programas inteiros sobre o assunto.

Mas no fundo será mesmo assim, como se tem dito e ouvido?

Qual a aprendizagem que a população teve, para que não entre em pânico à mínima constipação e se limite a dirigir-se ao C.S. ou à farmácia?

Na realidade, o que faltou foi planificação, com a maior parte do pessoal dos hospitais, em férias de Natal e portanto sem capacidade para um afluxo anormal de atendimento, e também, mas mais importante que isso, com a falta de médicos de família nos Centros de Saúde (onde em muitos casos é necessário ir para a porta de madrugada para poder ter direito a uma consulta, e muitas vezes se não consegue). Por outro lado, se se estiver doente com gripe, e por isso incapacitado para trabalhar, só uma instituição pública como o hospital, está habilitada a passar o respectivo atestado médico para entregar à entidade patronal. Convém também não esquecer, que a maior parte da população que, nestes casos, recorre aos hospitais, se não mesmo a totalidade, não tem capacidade económica para chamar um médico particular.

Onde ir então, se não for ao hospital?


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JM

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também "postado" no blogue "CLUBE DOS PENSADORES"

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A LINHA DO TUA, AINDA!

A LINHA DO TUA!

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A linha do Tua é a ferrovia que inicialmente ligava a Foz do Tua à cidade de Bragança, mas que agora apenas faz a ligação entre Carvalhais, Mirandela e Cachão.
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A Avaliação de Impacte Ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro, tendo como principal ponto de discussão a cota da barragem e a submersão da linha ferroviária do Tua. A Declaração de Impacte Ambiental deverá ser emitida até 11 de Maio de 2009. Esta consulta pública, está escondida no tempo das festas de Natal e ano novo, e também num período de encerramento prolongado da linha, podendo apanhar os cidadãos um pouco desprevenidos e desmotivados.
A 17 de Janeiro vai ter lugar em Bragança um debate sobre esta linha férrea, e espera-se que saiam desse debate, soluções a propor a quem de direito.
A linha do Tua, memória do Douro, pode e deve também, representar o futuro desta região.
É de toda a maneira um crime, deixar que matem esta que é uma das mais belas linhas férreas do mundo. Ninguém em seu prefeito juízo, poderá permitir que uma parte do património do país, seja destruído, para que, um qualquer lucro comercial se obtenha. Este caso, que mostra à saciedade o desprezo a que as regiões e seus interesses são votadas por este governo, o que leva à questão da necessidade de uma regionalização, é um exemplo perfeito da tragédia em que se transformou no nosso país, tudo o que, tendo valor histórico e seja de utilidade económica regional, colida com algum outro interesse instalado ou a instalar. A situação que se verifica actualmente, só é normal em países subdesenvolvidos, e não nos que se querem na linha da frente do desenvolvimento.
Seja qual for a solução adoptada, só pode passar pela recuperação integral da linha, pela sua continuidade até Bragança (como já foi em tempos) e por um serviço de alta qualidade, estendendo-se também a recuperação a toda a rede ferroviária do Douro.
A regionalização política poderia de uma maneira séria levar-nos para soluções interessantes, desde que a visão dos políticos regionais fosse a de verdadeiros defensores da sua região.
Estando em apreciação um possível referendo local sobre este assunto, espera-se que dê frutos, e impeça a construção da barragem que, a ser construída, vai destruir esta beleza natural.

JM
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

I'VE GOT DREAMS TO REMEMBER

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OS MEUS SONHOS DE NATAL - A SENHORA MARGARIDA.

São sonhos velhos, os que tenho, com muitas saudades misturadas, de muitos Natais bem passados, com uma família enorme (sim, é verdade, pertenço aos felizardos que tiveram uma infância e adolescência felizes, e com uma família grande), com um avô paterno bonacheirão e amigo de comer bem, tias e tios e primos que enquanto o dinheiro não abundou, se mostraram sempre muito boas pessoas, e a felicidade de todos os anos, dormirmos (fomos durante muitos anos dezanove) de 24 para 25 em casa dos avós, todos juntos, numa alegria imensa.
A consoada, com toda a gente à mesma mesa, ou quase toda porque os mais pequenos ficavam numa mesa à parte por falta de espaço, era barulhenta, com todos a falar ao mesmo tempo, e muito alegre. Não havia espaço para o silêncio nem para a menos alegria. Ninguém abandonava a mesa sem autorização do meu avô, mas também ninguém queria, e o jantar durava muito tempo, sabendo todos nós de antemão, que no dia seguinte o almoço seria mais uma vez uma enorme festa.
Perto da meia-noite, os mais velhos iam assistir à Missa do Galo, enquanto os mais novos estavam já na cama, de olhos esbugalhados pela insónia provocada pala ânsia da chegada da manhã do dia seguinte e das prendas que cada um iria ter nessa altura.
Prendas, era uma para cada um, e que maravilhosa que essa prenda era. O primeiro a acordar ia ver se o Menino Jesus já tinha chegado e colocado as prendas nos sapatos que estavam em cima do fogão de lenha, e vinha avisar os outros. Cada um se entretinha a ver o que lhe tinha calhado e depois era a festa de mostrar aos outros e começar a brincar.
Mas as minhas saudades e os meus sonhos sobre os bons tempos, não se limitam à época de Natal. Lá em casa, havia duas pessoas mais, que eram como que da família; a srª Margarida e o sr Aurélio. Eram casados um com o outro e desde tempos imemoriais, trabalhavam para os meus avós. O sr Aurélio, homem bom mas muito reservado e pouco dado a manifestações, tratava de tudo o que dissesse respeito aos animais e ao campo e obedecia cegamente à mulher, e a srª Margarida, dava ordens sobre ordens ao marido e tratava das lides da casa e da cozinha. Nos últimos anos, já doente, era quase só da cozinha que tratava (e que bem que cozinhava), pois que tinha uma ajudante para os quartos. Eram, estes dois, para mim como uns segundos avós, principalmente ela, por quem eu, e todos os meus primos (éramos nove), tínhamos uma adoração enorme, que era correspondida em triplicado. Era a nossa conselheira, a nossa ouvinte, aquela a quem, quando era preciso dizer alguma coisa aos nossos pais ou avós e não havia muita coragem, nós confiávamos a diligência de o fazer, e tínhamos a certeza que o seria bem feito. Era a alma daquela casa! Depois da sua morte, nunca mais nada foi o mesmo.
A cozinha, razoavelmente grande, era o local por excelência do casarão, e a srª Margarida era a dona única daquele espaço. Lá nos reuníamos, fofocávamos, bilhardávamos, desfazíamos zangas novas ou antigas, contávamos anedotas, ouvíamos histórias de tempos idos, recebíamos ofertas de batatas ou couves tronchudas ou qualquer outro mimo, roubávamos batatas acabadas de fritar, e comíamos uns ovos estrelados (um dos meus mimos preferidos e que ela adorava oferecer) com um sabor tal, que por muito que tenha procurado, nunca mais na minha vida voltei a encontrar.
Nesta véspera de Natal, noite de consoada, voltei a lembrar-me desses tempos (a srª Margarida faleceu no início de 1991 e o sr Aurélio já há anos tinha morrido), da enorme falta que essa mulher me faz, e senti uma tristeza imensa, tanto pelas saudades desses tempos fabulosos, como pela impossibilidade dos meus filhos e sobrinhos crescerem com tanta qualidade, quanto a que nós tivemos.
Um bom e SANTO NATAL para todos, com a Avé Maria de Gounod.

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JM
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Há muita vida para além da crise



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Artigo de Manuel Serrão.
Leia "clicando" no título

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Em alta velocidade para o abismo

Em alta velocidade para o abismo



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Mais um óptimo artigo sobre o que se não deverá fazer em Portugal.
Leia, "clicando" no título.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

E ISTO LEMBRA-NOS QUEM?

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Hoje é dia de recordar o que é o populismo

Populismo quer dizer demagogia infrene, exploração das emoções, primarismo ideológico, culto quase messiânico do líder, cumplicidade activa com a comunicação social tablóide, espectacularização da política, atenção exclusiva ao curto prazo, desprezo pelas regras institucionais.

Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.

O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.

O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.

Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.

Quem se rende ao populismo não ama a democracia.

Augusto Santos Silva



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A MIM, LEMBRA-ME OS POLÍTICOS DO NOSSO GOVERNO (E TAMBÉM, E INFELIZMENTE OS POLÍTICOS EM GERAL), COMEÇANDO POR VER AQUI RETRATADOS O SR. SÓCRATES, PASSANDO PELO MINISTRO LINO (JAMAIS PARA OS AMIGOS) E OUTROS, E ACABANDO NO PRÓPRIO AUTOR DO TEXTO, AUGUSTO SANTOS SILVA.

NÃO HÁ NADA COMO A SINCERIDADE DOS NOSSOS GOVERNANTES, EM ESPECIAL NESTA ÉPOCA NATALÍCIA.

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JM

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RICHMOND

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AO REDOR DOS KEW GARDENS
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domingo, 21 de dezembro de 2008

CRÓNICAS LÁ DE FORA

CHRISTMAS CAROLS


Estava em Trafalgar Square, nos primeiros dias deste Dezembro, pelas 5 da tarde, já noite cerrada, depois de ter visitado a National Gallery of London, e de me ter deleitado com quadros magníficos de pintores não menos aclamados mundialmente, como Rembrandt, Monet, Picasso, Renoir, Van Gogh, só para referir os que sempre mais me impressionaram, e uma infinidade de outros.
De mão dada com minha mulher, olhava a estátua de Lord Nelson, quando reparei que aos pés da coluna, e nas costas do Vice-Almirante estava um presépio rodeado a cerca de alguns metros por uma barreira metálica e com algumas pessoas encostadas.
Curiosos aproximamo-nos!
Ao longe ouvia-se, vindo do meu lado esquerdo, música, e entrevejo uma espécie de pequeno cortejo, com uma fanfarra a meio. À frente um padre e alguns acólitos. Dirigia-se a nós, com o “ministro” a comandar.
Olho à minha volta, pessoas de todas as idades, desde crianças a velhos muito velhos, esperavam calmamente. Um dos acólitos distribuiu uns panfletos, e quase todas as pessoas aceitaram.
Ainda não imaginava o que se estava a passar. O frio era de rachar, menos de zero graus seguramente, e toda a gente com ar de satisfação.
Em tudo parecido com algumas coisas que já antevira no meu país, organizado pelos padres locais lá pelas aldeias. Estava com dúvidas sobre se ia haver uma míni missa campal ou qualquer coisa do género.
Só quando vi algumas pessoas, poucas, a persignarem-se, entendi que a religião era a Anglicana. Mas como se parecia com a minha, Católica Romana. Diziam as mesmas coisas e de maneira muito semelhante, embora com menos carga de seriedade (mais tarde assistimos na catedral de St Paul´s a uma lição de catequese sobre o nascimento de Cristo, e com a excepção de uma certa liberdade de linguagem, nada vimos de diferente do que aprendemos).
Depois de uma curta prelecção, deram início à cerimónia, que era nem mais nem menos que cantar os Christmas Carols.
Todas as várias centenas de pessoas presentes cantavam (aos poucos o espaço encheu), num coro de vozes muito afinadas. O folheto que tinham distribuído no início tinha as letras para os menos avisados como eu.
O espírito natalício tinha invadido e de que maneira toda a gente.
Nunca na minha vida me tinha apetecido tanto cantar. Senti-me comovido, muito comovido!
A comunhão entre os presentes era total.
Não senti nenhuma diferença, antes pelo contrário, por estar entre cristãos "diferentes" de mim. Éramos todos iguais. Todos com o mesmo Cristo no fundo dos nossos corações, e o desejo de paz no mundo muito enraizado.
Acabado o canto, senti-me leve, com um quentinho na alma, em paz com o mundo e muito, mas muito mais feliz.
Abençoada época natalícia.


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JM
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sábado, 20 de dezembro de 2008

O MENINO JESUS


AS PRENDINHAS DO MENINO JESUS

Com a aproximação do Natal e do fim de ano, e como seria de se esperar, tudo começou a acalmar.

O menino Jesus chegou uns dias mais cedo e começou a dar umas prendinhas à moda antiga, ou seja, poucas, que a vida não está para brincadeiras, e sem permitir a intromissão do senhor de vermelho e barbas brancas, que bem lá no fundo é um mãos largas.

Assim, (Ele, Ele mesmo sem tirar nem pôr) ofereceu à grande maioria dos portugueses a possibilidade de esquecer o linguajar do sr Nogueira, e o podermos verificar que os srs professores se acalmaram durante as férias como é de seu legítimo direito.

Ofereceu aos alfacinhas o retornado e reaparecido Santana, com o apoio da presidente do PSD e de alguns dirigentes do partido (que não todos, longe disso), para que possam verificar que não há duas sem três.

Entendeu dar aos portistas a alegria de vencerem o grupo e continuarem a sonhar com o taça dos campeões, com a taça de Portugal e com o campeonato.

Aos benfiquistas castigou-os, não lhe dando os oito golitos nem o empate dos outros, de que tanto pareciam necessitados para que o Flores podesse medrar, mas deu-lhes um tento na própria baliza.

Mostrou a todo o mundo que não se pode querer tudo, o mundo e ainda mais, como fez o sr Madoff, ou como o fizeram em escala pequenina, mas enorme aos nossos olhos, os nossos administradores do BPP, do BCP, do BPN e outros, pois que a justiça divina pode tardar mas não falha.

Resolveu dar um castigosito ao sr Presidente da República, por causa de ter andado durante muito tempo a apaparicar o governo, e fez com que o PCP votasse favoravelmente os estatutos dos Açores, e mesmo que não tivesse feito qualquer diferença, que o PSD se tivesse abstido (o que para muita gente se não entende muito bem, uma vez que havia muitos deputados adeptos do voto contra).

Ajudou-nos a todos com a descida ininterrupta do preço do petróleo, muito embora a descida dos preços no consumidor final, das gasolinas e do gasóleo, não tenha acompanhado como deve ser essa descida.

E lá nos foi dizendo com palavras mansas de compaixão, que deveremos aproveitar ao máximo estes dias de bonança, que podemos estar descansados que nada vai mudar, que este ano foi muito mau, mas que o próximo, que já está a muitos poucos dias de chegar, ainda vai ser pior, e esta acalmia não é mais que uma prendinha de Natal do Menino Jesus antes da chegada da tempestade.



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JM

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

P. S. L.

P. SANTANA LOPES

Cá está ele, de novo na ribalta de onde em boa verdade nunca terá saído.
Pela voz de Castro Almeida, que não conseguiu engolir o sapo todo de uma vez e ao contrário do que deveria fazer, uma vez que a capital deveria ter prioridade, referiu a candidatura à câmara de Braga antes da candidatura à de Lisboa, soube-se o que já se sabia, que Pedro Santana Lopes seria o candidato do PSD às próximas eleições a efectuar lá para o quarto trimestre do próximo ano.
O emotivo e apaixonado político, combativo como nenhum outro, amado por uns e odiado por outros tantos, recebeu o apoio inequívoco das mesmas pessoas que dentro do seu partido o vilipendearam, numa reviravolta notável, e o desagrado e até reacções desajustadas de alguns outros que, de dentro do mesmo PSD, continuam a não lhe perdoar a obra feita, a popularidade e a competência.
Na verdade este homem mete medo a muita gente.
Não há nada que o derrube de vez, sabe falar e sabe do que fala, é lutador, é corajoso e com opiniões vincadas, é competente e não pára quieto. É popular, tem obra conhecida e reconhecida, tendo tudo para derrubar o actual presidente da câmara de Lisboa, que não terá o perfil adequado para o cargo que ocupa.
Dos seus adversários, os que por certo se vão recandidatar, andam já nervosos e inquietos pois que é mais que provável que tenham que passar a ser oposição, os outros, os do seu próprio partido, andam também e da mesma maneira, nervosos e inquietos, pois que mais uma vez o homem ressurge e traz com ele, mais uma vez, uma candidatura com capacidade ganhadora.
As reacções de uns e de outros não deixam de ser tristes e ao mesmo tempo divertidas. Para tal entendimento, bastará que as pessoas queiram deleitar-se com as motivações que as provocam.

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JM
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O SENHOR MINISTRO

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O ministro das Finanças admitiu que, no limite, o Governo pode vir a retirar as garantias que deu à banca se as instituições não fizerem chegar o crédito às empresas.

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Mas agora o governo, para conseguir alguma coisita, já faz chantagem com os bancos?
E é assim? Publicamente? Com ameaças? Através da comunicação social?
Até onde será possível descer, atirando a culpa para cima de outros, para captar votos?
Por certo que a culpa é minha , que não entendo nada disto!

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JM
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O MUNDO ESTÁ MUDADO, QUEM VAI OUSAR FESTEJAR?

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QUEM VAI OUSAR FESTEJAR?

Todos os anos, de todos os que me lembro, e de todos os outros de que ouço falar, o mês de Dezembro traz com ele a festa da esperança. Começa com a preparação do Natal e termina com uma festa imensa, na qual se enterra o ano velho e se saúda alegre e ruidosamente a chegado do ANO NOVO.
Durante este mês, o último de cada ano, vão-se revendo tradicionalmente as tristes histórias do dia-a-dia do ano que está prestes a acabar, falando-se intensamente do que correu mal e fazendo votos para uma melhoria significativa no ano que está quase a nascer.
E este ano, como vai ser?
Toda a gente diz que o ano de 2008 foi horrível, que nunca houve ano pior que este nas memórias dos mais velhos e por aí fora num chorrilho de lamentações, e desgraça das desgraças, o ano de 2009 vai ser ainda pior. E não é só toda a gente que o diz, também os senhores que supostamente nos governam o dizem, sem papas na língua nem temor de desmentidos.
Assim sendo, que raio de festa vamos nós fazer no dia 31? A que desejos de melhoria vamos brindar no momento de abrir o vinho espumoso? Quem vai ter coragem de dançar e contar com alegria e muito ruído os segundos últimos deste ano, gritando de alegria no final das doze badaladas, sabendo que vamos para pior? Que pedidos iremos fazer ao comer cada uma das doze passas, se não adianta nada e a luz do túnel insiste em estar apagada?
No fundo, quem vai ter alento e coragem para festejar?

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JM
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VOLTEI !

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De novo por cá !

Voltei, cansado mas satisfeito. Senti saudades. Afinal meio mês são muitos dias.
As minhas férias, há muito tempo esperadas, preencheram todas as minhas expectativas. Fiquei com sentimentos contraditórios sobre tudo o que vi e senti.
No fim de toda a minha visita, descobri que afinal (mas isto eu já sabia) a minha terra, a minha região, a minha cidade, o meu país, são do melhor que o mundo tem (esta a melhor das conclusões).
No local por onde andei, a redescobrir o que já quase esquecera, vi monumentos maravilhosos, coisas novas, lugares lindos e pessoas diferentes.
Vi também vida stressada, correrias, empurrões, gentes de todas as cores e credos, cheiros diferentes e esquisitos, tudo numa amálgama tremenda e inquietante. Muito mais de metade das pessoas com que me cruzei eram emigrantes, que tentavam ter uma vida melhor. Muito mais de metade das pessoas que vi ou ouvi, falavam a sua língua nativa e não a do país de acolhimento. Na realidade, poucas vezes se ouvia falar correctamente. Em todo o lado o sotaque muito arrevesado era notório, e facilmente se tornava difícil sermos entendidos, apesar de (sem modéstia) falarmos a língua do país quase sem sotaque. Com frequência tínhamos de repetir uma e outra vez o que dizíamos, pois que o interlocutor era estrangeiro como nós, e entendia mal a língua universal.
Por todo o lado, milhões de pessoas viviam acotoveladas, empurrando-se umas ás outras no intuito de chegarem mais à frente ou em primeiro lugar. Os cheiros das mais variadas comidas, referentes às mais variadas e diferentes culturas das pessoas que por lá vivem, confeccionadas em lojecas à borda das ruas rente aos passeios por onde temos de passar, nem todos bons, ou mesmo quase todos maus, invadiam-nos e viviam constantemente connosco, por todo o lado.
Aos poucos, as saudades da minha terra, do meu Porto, foram-me invadindo. Os quase quinze anos que levara desde que tinha ido àquela terra pela última vez, e que me fizeram esquecer o que de mau ela tem por causa dos milhões que lá vivem, desapareceram como que por magia, e foi como se lá tivesse estado no mês anterior. Fiquei de novo vacinado para mais quinze anos. No entanto a cidade é linda e maravilhosa, e, claro, digna de ser visitada uma e outra vez. Fiquei foi "cheio" das pessoas que lá vivem! E vivem lá tantos como os que vivem em todo o meu país, naquele espaço do tamanho da área metropolitana do Porto ou talvez um pouco maior. No entanto, se nos afastarmos dos centros mais conhecidos ou dos locais mais visitados, os cheiros maus desaparecem e os empurrões também, e a maravilhosa cidade reaparece. E há coisas lindas para serem vistas e apreciadas. E se, por fim, sairmos da cidade grande e vaguearmos por aquele grande país, descobrimos então todo o maravilhoso mundo que ele nos pode mostrar.
Os últimos dias ficaram muito compridos, e o desejo de voltar à calma e ao rame-rame dos meus dias na minha cidade, foi crescendo.
Já cá cheguei, depois de cerca de duas horas de voo, e cheio de vontade de, nas minhas próximas férias, ir para fora cá dentro.
Agora, hoje, vou dedicar-me a ler e apreender o que se passou no meu país nestas duas semanas. Se calhar está tudo cada vez mais na mesma.


JM
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

FIQUEM BEM!

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TENHAM UMAS BOAS FÉRIAS DE MIM!
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Devia estar satisfeito, mas não estou.
Devia estar ansiosamente feliz, mas não estou.
Deveria até estar moderadamente despreocupado, mas não estou.
Amanhã vou para férias. Amanhã, ao fim de muitos anos, vou-me embora por meio mês. Vou deixar para trás as pequeninas lutas das gentes que me rodeiam. Vou deixar de me lembrar dos problemas menores, e das pessoas menores, e das situações menores, e no entanto estou preocupado. Que será feito de todas estas coisas, pessoas e situações, sem mim?
Vão passar muito bem, eu sei, e ainda bem!
Não deixo no entanto de saber que vou passar metade do tempo a pensar em tudo o que quero ver afastado de mim. Mas não vou deixar que este meu tempo acabe a ver-se prejudicado por tais pensamentos. Isso já eu prometi a mim mesmo, e vou cumprir.
Tenham umas boas férias de mim.

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JM
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DALAI LAMA

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NADA MAIS VERDADEIRO!
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Os homens são o que de mais surpreendente há na humanidade... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

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Dalai Lama
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

REGIONALIZAÇÃO

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SÓ NÃO MUDA... QUEM É BURRO!
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Dez anos depois do referendo, há um renascer da causa regionalista. Antigos adversários da regionalização surgem com um novo parecer. Rui Rio é um deles. António Pires de Lima é outro e explica-se: "São hoje mais evidentes os desequilíbrios.
" Será que também mudaram de opinião muitos dos que, em 1998, impediram a divisão do País com um ‘score’ de 60 por cento? E porquê? Será a evidência dos ‘desequilíbrios’ ou a vontade de uma noção de Estado mais ágil que seduz hoje os portugueses? Não. É por cansaço que mudamos o sentir. Na verdade, enquanto país estamos fartos uns dos outros e dos problemas de uns e dos problemas dos outros. E pode ser que com a regionalização nos deixemos em paz. E quantas mais regiões melhor. Longe da vista…

Leonor Pinhão, Jornalista

Só não muda ...quem é burro

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In Colheita63
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METRO SUL DO TEJO / METRO PARA O PORTO

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AS DIFERENÇAS DOS METROS

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Enquanto o Metro Sul do Tejo, avança a todo o vapor para o Barreiro Seixal e Lavradio, o Metro do Porto continua na forma, a marcar passo.
O ministro "jamais", na inauguração em Almada do último troço da primeira fase, anunciou que o governo não vai parar o desafio do Metro do Sul do Tejo, estando já em estudos a ligação ao aeroporto que se vai construir em Alcochete, e ao TGV.
A região de Lisboa, tem no governo um aliado de peso, e assim tudo rola sobre carris.
A Região do Porto, não tem aliados, antes parece ter unicamente inimigos, e os carris que não temos não são precisos, pois que por cá não há necessidade de Metro, "somos poucos e isto é tudo muito pequenino!"
Mas será que ninguém consegue pôr estes "senhores gajos" na ordem (rua)?
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JM
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AEROPORTO SÁ CARNEIRO

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NORTE UNIDO NA DEFESA DA GESTÃO AUTÓNOMA DO "SÁ CARNEIRO"
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Os principais autarcas do Norte uniram-se, esta quarta-feira, na defesa de uma gestão autónoma para o aeroporto Francisco Sá Carneiro. Aveiro solidarizou-se e o Conselho Regional, com 86 municípios, vai escrever a José Sócrates.
Guimarães foi palco de um almoço entre Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), os presidentes de câmara de outras capitais de distrito e o responsável máximo pelo conselho consultivo criado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Francisco Araújo, que defendeu a gestão autónoma. Neste órgão, que vai marcar uma reunião extraordinária para Janeiro, estão representados todos os municípios nortenhos, universidades, associações patronais e sindicais, entre outras.
O movimento em defesa da gestão descentralizada, face à privatização da ANA, estende-se a Aveiro, cujo presidente da Câmara não pôde estar presente mas enviou uma carta a apoiar a iniciativa. O mesmo fez o de Braga.
No encontro, participaram oito autarcas: Porto, Guimarães, Famalicão, Vila Real, Barcelos, Bragança, Viana e Arcos de Valdevez, cujo presidente da Câmara, Francisco Araújo, é, simultaneamente, o líder do Conselho Regional do Norte. Uma das competências desta estrutura, que tem 103 membros e cujo vice-presidente é o socialista Joaquim Barreto, de Cabeceiras de Basto, é, precisamente, a de dar parecer sobre projectos de interesse para a região.
Para Janeiro, em princípio dia 15, será convocada a reunião do Conselho Regional, com vista a ser remetida uma posição conjunta ao primeiro-ministro, explicou Francisco Araújo. "A minha posição é claramente de apoio à posição defendida pela JMP, de que a gestão do aeroporto deve contribuir como factor de desenvolvimento da região e ficar com uma gestão autónoma", adiantou. De outro modo, advertiu, não será "bom nem para o Norte, nem para o país". Quanto à posição "que vier a ser tomada no Conselho Regional", esta "será endereçada ao primeiro-ministro". Rio disse esperar que haja unanimidade, justificando a convocação do conselho com a necessidade de "alargar" o apoio à posição já remetida ao Governo, pela JMP, onde "há unanimidade", e associações empresariais (AEP, ACP, AIMinho e AIDA). Além disso, nota que "Portugal não se pode dar ao luxo de desprezar uma infra-estrutura" como a do aeroporto do Porto e que ela deve "servir a economia regional", que tem "os piores indicadores". Defensor Moura, de Viana, reforçou ser necessário que a região passe a ser "contribuinte e não um peso para o país".
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In JN
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

JORNALISMO "TIPO" PASQUIM DE TERCEIRO MUNDO

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SEGUNDO NOTÍCIAS DO 24H. O CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA RÉPUBLICA, EM 2006, TERIA DE TER SABIDO, NA ALTURA, QUE UM SEU APOIANTE IRIA SER INDICIADO POR ACTOS ILÍCITOS DOIS ANOS DEPOIS.
SÓ DEVEMOS AGRADECER A ESTES JORNALISTAS A LIÇÃO DE MORALIDADE QUE NOS PRESTAM. COM GENTE EDUCADA ASSIM, É QUE A NOSSA JUVENTUDE APREENDE AS MELHORES BASES PARA O SEU FUTURO.
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José Oliveira e Costa, o presidente do Banco Português de Negócios agora em prisão preventiva e indiciado por burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, doou a título pessoal 15 mil euros para a campanha presidencial de Cavaco Silva, noticia hoje o jornal "24 Horas".
Na lista de apoiantes da candidatura do Presidente da República, em 2006, estão outros accionistas do BPN, entre eles Joaquim Coimbra, que terá feito a doação mais generosa, com mais de 22.482 euros, o máximo permitido por lei, e equivalente a 60 ordenados mínimos, diz o diário, baseado na lista de doadores entregue pela campanha no Tribunal Coinstitucional. Cavaco Silva terá recebido quase 100 mil euros de homens ligados ao BPN. A lei proíbe donativos de pessoas colectivas.
A ligação de Cavaco Silva aos negócios do BPN foram alvo de notícia no fim-de-semana, quando o Presidente teve necessidade de emitir um comunicado negando qualquer envolvimento com a instituição nacionalizada no início deste mês.
Para além do BPN, a campanha de Cavaco Silva recebeu também donativos de individualidades ligadas a outras instituições bancárias como o BES, BCP, BANIF e BPP.

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In "24H" e noticiado on line por "Público"
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MIA COUTO

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E SE OBAMA FOSSE AFRICANO?

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África.
No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
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MIA COUTO
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

ESTOU QUASE A IR-ME PARA FÉRIAS

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FALTA POUCO
Faltam já poucos dias para que ao fim de sete anos vá gozar duas semanas de férias.
Se calhar já nem sei como o fazer, mas que vou sair daqui e só volto no fim do tempo, lá isso vou.
Penso que é como andar de bicicleta e outras coisas, nunca se desaprende. E o facto de estar muito enferrujado pela falta de práctica, não me deve impedir de as fazer bem feitas.
Assim, a partir do fim desta semana, e durante duas, inteirinhas, não vou pôr aqui os pés, ou as mãos, melhor dizendo.
A partir de hoje, vou contar os minutos e se calhar também os segundos, até ao momento da partida.
O pior vai ser o fazer as malas. Vou começar amanhã! Que chatice! Detesto fazer malas, e chegando lá (o sítio para onde vou), desfazer malas, e passados os dias curtos mas belos da minha estadia, fazer malas e chegado a casa desfazer malas, e pôr tudo no lugar, e lavar o que estiver sujo ou surrado, e colocar as malas de novo nos arrumos, à espera da próxima vez, sabendo eu lá quando volta a ser.
De qualquer modo, detesto fazer malas. Este tipo de roupa para aqui, aquele para ali, sapatos para acolá, as coisitas para higiene bem acondicionadas e em sacos herméticos, roupa muito quente, que pode estar frio, roupa menos quente que pode não estar, máquina fotográfica (sempre indispensável), cremes para a barba, para o corpo e sei lá para que mais, botas, sapatos, guarda-chuva, telemóvel (uma obrigação incomodativa) e por aí fora numa panóplia de coisas interminável, sempre com a certeza de que, chegado lá, descubro que o que eu precisava mesmo, tinha ficado esquecido em cima de uma qualquer cadeira ou mesa da casa.
Decididamente, detesto fazer malas!
Mas, fora isso, adoro ir para férias. Seja para onde for, desde que vá. Novas gentes, novos lugares, ou a revisitação de antigos, e sobretudo adoro o sair daqui. Adoro a minha terra e as minhas gentes, não se pense por estas palavras que não é assim, mas ao fim de tanto tempo sem me ausentar, tenho necessidade de me afastar das pessoas, dos problemas do dia a dia, até mesmo dos lugares. E quando voltar, com energias renovadas, tudo me vai parecer ainda mais bonito e ainda mais agradável.
Para trás deixo os problemas que a crise dos professores e a dos alunos me causam, as chatices do BPN, os pobres desgraçados dos depositantes do BPP que podem perder o seu dinheirinho, o Dr Constâncio, as lutas pela regionalização, o TGV, o novo aeroporto da capital, os dinheiros que não vêm para a minha terra porque são desviados para Lisboa, o Metro para o Porto, o Magalhães que nunca mais chega, o país pintado de laranja amarelo ou vermelho por causa das chuvas dos ventos ou do frio como se fosse coisa nova que nunca tivemos e tem de haver uma entidade para nos ensinar o que fazer e como, a ASAE e as suas ordens e multas, a linha do Tua que não voltou a ser falada, o caso casa Pia que está mesmo no final, as queixinhas do ministro S.S. que a todos acusa da direita à esquerda, a Drª Manuela e as suas gaffes, a arrogância do nosso primeiro (agora menor, que as eleições são já daqui a dez meses e é preciso ter cuidadinho) e por aí fora numa quantidade enorme de situações e de chatices que só me dão dores de cabeça.
Feriazinhas merecidas, penso eu, até porque há muitos anos que as não tenho e adoro sair, ir para fora, tanto ou mais quanto detesto fazer malas.
E como detesto!
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JM
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Ps: -Deixo tudo isto, mas comigo levo o amor da minha vida, nas primeiras férias que teremos em conjunto. Que maravilha!
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

COM ESTA LUTA ESTRANHA ...

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COM ESTA LUTA…

Com esta luta em que professores, alunos, governo, políticos de vários quadrantes e povo em geral estão envolvidos, eu, que estou de fora e quero manter-me nesse lugar, tenho muitas dificuldades em ver de que lado está a razão. E isto porque a razão tem muitos lados.
Até parece que os professores querem ser avaliados, mas se o querem, todos querem ter nota “bom”. De qualquer forma, não querem “esta” avaliação.
Até parece que o governo quer que os professores se demitam, interrompendo assim a carreira, e que deixem de lado a sua vocação, que deveria ser ensinar. De qualquer forma as posições estão extremadas e muito dificilmente se chegará a um entendimento.
Até parece que os alunos não foram instrumentalizados por professores e outras pessoas, e que o governo ao dar-lhes alguma razão não quer mais do que afastar a luta deles da dos professores. De qualquer forma o despacho esclarecedor sobre o Estatuto do Aluno, não esclareceu nada.
Até parece que todos têm razão. Os professores que já por três vezes vieram para a rua, os alunos que também para lá foram, o governo que “sabe” o que é bom para nós e os políticos das variadas e diferentes facções que apoiando uns e desapoiando outros, lá vão fazendo crer que a razão está do lado deles.
No fim de tudo, não sei mesmo de que lado está a razão, ou se ela está em algum dos lados. De qualquer forma, entendo que não haver maneira de afastar um professor que seja incompetente é no mínimo calamitoso, bem assim como não premiar o professor que seja realmente melhor que outros é manifestamente injusto, e por isso, professores e governo têm de chegar a um entendimento que demonstre vir a ser para o bem de todos, alunos e docentes, não tendo interesse algum clamar vitória ou esconder derrota nesta contenda.
E já que o assunto é a avaliação das competências, porque não avaliar as respectivas dos políticos da nossa praça? Ao que se vai vendo, uns são maus, e outros ainda piores, salvando-se muito poucos nesse exame, e a sua não possibilidade de apreciação oficial, é triste e imoral. Verifica-se que nos últimos vinte anos, são sempre os mesmas que por cá andam, muito poucos com reais e boas provas dadas, e que se por um acaso da sorte tivessem já sido avaliados e punidos ou aclamados por causa disso, pouco mais de dez por cento deles ainda andariam por cá a fazer política.
Os outros, os que tivessem sido postos fora, por certo estariam a trabalhar.
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JM
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MAIAKOVSKI, muito actual

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Maiakovski
Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX :

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
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Cidadão anónimo
nos dias de hoje
Sócrates logo no dia da posse atacou os farmacêuticos.
Eu não disse nada porque não sou farmacêutico
A seguir atacou os magistrados, também nada disse porque não sou magistrado.
Depois foi aos médicos e enfermeiros. Também nada disso é comigo
A seguir congelou as carreiras dos funcionários públicos, quero lá saber eu nem sou manga de alpaca.
Maltratou os polícias, os militares, os professores... os padres também não escaparam
Aumentou os impostos.
Aumentou a idade da reforma, a insegurança nas ruas, nas escola e até nas nossas casas.
Áh, mas criou “as novas oportunidades” “o divórcio” a insegurança, o crime, a violência, os “canudos” de férias e Domingos.
Hoje bateu à minha porta com a Lei da mobilidade e atirou-me para o desemprego.
Já gritei e ninguém me ouve, até parece que a coisa só me afecta a mim.
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Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil…
- até quando?...
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AINDA HÁ CONDIÇÕES?

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Começam a esfumar-se as condições para que a Drª Manuela Ferreira Leite continue em funções. As gaffes, os silêncios, a falta de agressividade, a quase total falta de oposição e a completa ausência de "estar", fazem com que o partido do governo, apesar da muita contestação, continue à tona e com um completo à vontade. De cada vez que a Srª Drª fala, ou não fala e deveria falar, ou falando necessita de ver explicado o seu conteúdo e o sentido das suas palavras, os socialistas riem e vêm aumentada a distância relativa, voltando aos poucos a aproximar-se de uma maioria absoluta. Actualmente, do lado direito do Parlamento, e também transposto para o dia a dia, só o Dr. Portas faz uma oposição eficaz ao governo. O PSD ainda se arrisca a ver o CDS/PP a subir às suas custas, nas sondagens.

A Drª Manuela, é, poderá ser, de uma capacidade enorme para as matérias sobre as quais estudou, e até tirou um curso superior, mas para líder de um partido que se quer num dia próximo, governo, mostra-se de uma incapacidade gritante. Também na A.R., o actual líder da bancada do seu partido, perde em toda a linha para o seu antecessor.

Já ninguém acredita nas possibilidades da senhora para levar o partido ao mais alto lugar em Portugal. Numa altura em que se deveriam discutir diferentes estratégias para combater o partido do governo, só se fala na necessidade de dar um pontapé nos fundilhos das calças (neste caso na saia) da Srª Drª e colocar em sua substituição, e depressinha, uma cara nova.

O Dr Menezes, há meses que reclama essa mudança, o mais tardar para o princípio de 2009. O Dr Passos Coelho, tem mantido silêncio sobre o assunto, mas vai trabalhando na sombra para esse efeito. O Dr Santana Lopes, rendeu-se aparentemente, talvez por um qualquer interesse momentâneo de ordem camarária. E até o Dr Marcelo se perfila já como candidato, em princípio não para hoje, mas quase de certeza para amanhã.

Ainda há condições, Srª Drª Manuela Ferreira Leite? Acha que sim? Não será mais aconcelhavel pensar um pouco e aceitar uma solução igual à do seu antecessor?

Onde está o PPD/PSD? Que é feito dele? Parece ser preciso fazer uma "limpeza de balneário" a exemplo do que já foi feito em tempos com muito bons resultados, profunda, para depois renascer das cinzas, com caras novas, lavadas e sem manias. O partido tem quadros com muita capacidade para efectuar essa mudança. Só é preciso que certos históricos o permitam, ou sejam obrigados a permitir.


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JM

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1º de DEZEMBRO

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Viva o 1.º de Dezembro!

No próximo 1.º de Dezembro comemoram-se 368 anos da Restauração da Independência.
Logo em 5 de Dezembro de 1640, Olivença, assim que lhe chegaram notícias da revolta, repudiou o domínio filipino e fez jus à divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal:
NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA!
Ocupada militarmente em 1801, desde então sob administração espanhola e forçadamente separada das demais terras portuguesas, Olivença constitui alerta eloquente para todos aqueles que querem um Portugal verdadeiramente livre e independente.

Lembrando a NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA, e apelando à participação cívica de todos na defesa da sua portugalidade, o Grupo dos Amigos de Olivença participará como habitualmente nas comemorações públicas do Dia da Restauração. As cerimónias oficiais terão lugar às 16:00 horas, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.
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JM
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O NOSSO FUTEBOL

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A SELECÇÃO NACIONAL

Que mais nos irá acontecer.
Ouvi dizer, que quem nasce para segundo, não deve nunca tentar passar a primeiro, ou a coisa corre mal.
Em linguagem antiga, dizia-se "Não suba o sapateiro além da chinela".
Parece ser o que nos está a acontecer. O homem foi um segundo com sucesso em Inglaterra, à sombra de um grande treinador, e se calhar não deveria ter saído de lá.
A nossa selecção, tinha uma oportunidade de ouro para se mostrar. Estávamos a jogar com os melhores do mundo. Perdeu em toda a linha. Fomos humilhados de todas as maneiras e feitios. Foi tudo mau de mais, e não se acredita que este treinador e estes jogadores consigam dar a volta por cima até ao próximo encontro, apesar de ainda faltar muito tempo.
Como é costume dizer-se em Portugal, no próximo jogo é que vai ser, nesse não podemos perder. A nossa esperança não tem forma de morrer.
O certo é que durante muitos anos, esta derrota humilhante vai servir de mote a muitas conversas entre brasileiros e portugueses.
E há três pessoas que se andam a rir, baixinho, nestes dias. O Filipe que está em Londres, o José e a Lurdes que estão em Lisboa. O primeiro continua com a sua equipa a somar êxitos e os segundos esperam que o ruído à volta deste assunto faça esquecer um pouco as suas incapacidades. O primeiro só precisa ter um pouco de cuidado e um pouco de sorte para não tropeçar, e os segundos que já tanto tropeçaram, só esperam não cair, mas nem com cuidado vão ter sorte.

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JM
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

J' ACUSE!

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SANTOS SILVA, O ACUSADOR PÚBLICO Nº 1

19/Nov: Santos Silva acusa Fenprof de extremismo.
11/Nov: Santos Silva acusa sindicatos de falta de cultura democrática.
6/Nov: Santos Silva acusa Manuela Ferreira Leite, de ser a «ilusionista mor do Reino».
5/Nov: Santos Silva acusa Ferreira Leite de contradição.
4/Nov: Santos Silva acusa líder do PSD de insultar Sócrates.
4/Nov: Santos Silva acusa Paulo Portas de dualidade de critérios.
27/Out: Santos Silva acusa Ferreira Leite de ‘aflitiva falta de conhecimentos’.
26/Out: Santos Silva acusa Ferreira Leite de dizer barbaridade.
19/Out: Santos Silva acusou o maior partido da oposição de seguir uma conduta “irresponsável” num cenário de crise internacional.
17/Out: Santos Silva acusa Ferreira Leite de ter perdido uma oportunidade para ser responsável.
26/Set: Santos Silva acusa o PSD de concepção meramente contabilística e de saber tão bem quanto o PS quanto custa alugar o Pavilhão de Guimarães, porque “foi lá que foi realizado o último Congresso”.
27/Set: Santos Silva acusou o Jornal da Madeira de praticar preços inferiores aos do mercado.
26/Set: Santos Silva acusou Manuela Ferreira Leite de falhar na obsessão da “preocupação com os problema do país e o interesse em divulgar as suas propostas”.
5/Jun: Santos Silva acusou o CDS-PP de “hipocrisia política”.
29/Mai: Santos Silva acusa a Juventude Popular de ter pedido a extinção do salário mínimo nacional.
2/Abr: Santos Silva acusa PSD e CDS de irem “atrás da agenda do PCP”.
8/Mar: Santos Silva acusa professores manifestantes de não distinguirem “entre Salazar e os democratas”.
25/Fev: Santos Silva acusa o PSD de se colar à agenda dos sindicatos

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DEPOIS DE TANTA ACUSAÇÃO MANDADA FAZER PELAS CÚPULAS DO PARTIDO, PORQUE NÃO ACEITA O PS OUVIR DIAS LOUREIRO?
HAVERÁ POR AÍ RABOS DE PALHA?
BARULHENTO O SILÊNCIO REPENTINO SOBRE O BPN.

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LEIXÕES

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TITÃ, Molhe Sul.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ARROGÂNCIA EXTREMA

V C

É preciso ter muita lata para, usufruindo este senhor de um dos maiores vencimentos de Portugal, a nível quase planetário, vir dizer aos portugueses que estão desempregados e que nunca poderão ganhar mais do que 1220 euros correspondente a cerca de 3 salários mínimos (é o máximo permitido por lei) mas cuja média é de poucas centenas de euros e que não conseguem arranjar emprego porque o não há, que o governo paga demais e por demasiado tempo, e por isso quem está nessa situação não tem muito interesse em voltar a trabalhar.
Será que Victor Constâncio sabe que o que um desempregado ganha por mês, gasta ele num só dia?
Será que este senhor não tem vergonha na cara?
A consciência tranquila que diz ter, terá consciência do que ele afirma?
E já nem quero falar agora nas coisas menos claras do problema de todos nós que é o caso do Banco Português de Negócios.
Não haverá quem o demita e ponha no seu devido lugar?
Francamente!!!


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JM
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COMO EU A ENTENDO SRª DRª !

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COMO A ENTENDO SRª DRª MANUELA!


Mais uma vez o discurso da Presidente do PSD, parecia um, mais um, tiro no pé. Já não bastavam as histórias passadas dos emigrantes de Cabo Verde e da Ucrânia, do salário mínimo, da comunicação social, e do casamento etc., e agora a apologia da ditadura (embora temporária e limitada a um semestre).
Uma vez mais, os seus detractores aproveitaram para "malhar" enquanto o ferro ainda está quente, tanto os de outros partidos, como os de dentro do seu. Da mesma forma, lá vieram os apaga-fogos do partido explicar às pessoas o que a líder quereria mesmo dizer e não disse.
Às vezes a Drª Manuela, esquece-se de ser políticamente correcta!
De uma maneira geral, tenho até concordado com as críticas que lhe têm vindo a ser feitas, mormente as que de dentro do PSD têm sido ditas. As efectuadas pelo Dr Filipe Menezes, têm sido acutilantes e merecem quase sempre a minha anuência. e digo quase sempre porque desta vez, embora entenda a sua grande vontade em pôr a senhora a milhas, não terá razão.
Vejamos o que se tem passado ao longo destes anos de democracia.
A palavra dada, os valores e a moral nos relacionamentos, deixaram de ter importância. Hoje nem um papel assinado e notáriamente reconhecido vale seja o que for, se não se quiser que valha.
Os "putos" estão cada vez mais insurrectos. A educação cada vez é menor. Já circulam por aí, pelos colégios e escolas, panfletos só para leitura dos alunos de menores idades a incentivá-los a fazerem queixa dos pais se estes "lhes tocarem" (baterem na linguagem antiga).
As reformas do ensino sucedem-se a reformas do ensino e cada vez mais se aprende menos.
A saúde está a ser reformada e cada vez mais está pior.
A justiça está pela hora da morte.
Os crimes, em especial os violentos, aumentam dia a dia.
As reformas de outros quaisquer sectores (e são bastantes), estão para serem feitas há anos e anos, e face às diferenças de opinião dos variados interessados, nunca é concluída nem implementada.
À crise económica de uma altura, sucede uma outra ainda pior, e outra, e ainda outra, até à dos dias de hoje que veio de lá de fora para ficar.
O desemprego provocado pela enorme crise, é crescente e cada vez mais de longa duração, embora os "sábios" venham dizer que é provocado pelos altíssimos valores dos subsídios que o governo dá.
Às broncas sucessivas de dinheiros desbaratados, de fraudes enormes, de derrapagens de custos, de falências provocadas por más administrações, de julgamentos que em nada dão, de culpas que morrem solteiras ou até ficam enexistentes, de interesses instalados etc., e em que ninguém é responsabilizado, toda a classe dirigente se conforma e aceita democraticamente.
As desigualdades entre os que recebem mais e os que recebem menos cada vez é maiores.
O aumento do nível de vida diminui.
O centralismo é cada vez mais exacerbado.
E por aí fora, num rol de coisas interminável.
Ora a ser assim, e se ouvirmos por aí o nosso povo, que pode ser pobre e inculto, mas é de certeza esperto e inteligente, o melhor mesmo é acabar com a democracia por uns tempitos, que na "outra senhora" não era assim. E punha-se tudo direitinho, acabavam-se com estas poucas vergonhas, mudavam-se as pessoas mandando algumas para o chelindró, e depois lá poderíamos de novo voltar a viver na nossa óptima democracia, à espera de uma nova crise social e de valores como a de agora, que para acabar teria de ver implementada de novo a ditadura (mais uma vez por um período limitado).
Desta forma, a Drª Manuela F. Leite, tem razão, não havendo motivo para quaisquer críticas.
Não que estas coisas se gostem de ouvir (pricipalmente não gostarão os que são "democratas" desde que nasceram e esquecendo claro o que se possa passar no dia a dia dentro das portas das suas casas), uma vez que viver em democracia é, desde que realmente promovida, a forma ideal de se viver.

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JM
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No rio Douro








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No Douro e perto do Porto



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terça-feira, 18 de novembro de 2008

AMARANTE IV

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Bem que o meu amigo e companheiro nesta viagem, dono do blogue Objectiva.Mente, me disse para não ir, mas, teimoso, acabei por molhar o pé para tirar esta fotografia.
Ainda a manhã era uma criancinha.
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AMARANTE III

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DE MANHÃ MUITO CEDINHO!

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AMARANTE II

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Ainda envolta na bruma matinal.

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AMARANTE

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Mesmo ao chegar a Amarante

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O PRIMEIRO DE JANEIRO

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E QUE SE PASSA COM ESTE JORNAL DO PORTO QUE SEGUNDA -FEIRA NÃO CHEGOU ÀS BANCAS APESAR DE TER A 1ª PÁGINA NA INTERNET?
SEGUNDO ALGUMAS FONTES, UM ARRELIADOR PROBLEMA INFORMÁTICO, IMPEDIU A PUBLICAÇÃO.

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Esta era a 1ª página do jornal que não saiu!
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HOJE, REGRESSOU, BEM VINDO!

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ESTE MUNDO ESTÁ TOTAL E COMPLETAMENTE DOIDO

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ESTÁ TUDO MALUCO!
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Uma traição virtual deu origem a um divórcio real. A história é simples de contar: Uma mulher britânica, de 28 anos, descobriu que o marido tinha uma amante no Second Life. Já andava desconfiada e pagou até a um detective para investigar a "segunda" vida do marido.

A vida em comum do casal chegou ao fim depois da britânica ter "apanhado" em flagrante, por duas vezes, o "avatar" (personagem virtual) do marido a ter relações sexuais com outra personagem do Second Lif


Curiosamente, o casal, agora desunido, conheceu-se pela Internet, em 2003, num "chat" de conversação. Amy Taylor e David Pollar estiveram casados três anos e além da cerimónia religiosa assinalaram o matrimónio numa festa tropical no Second Life.

Quem não ficou surpreendida com o fim do casamento foi a advogada de Amy... Esta semana, a advogada já trabalhou em dois casos de divórcio envolvendo o Second Life.

O que é o Second Life

Não é um jogo, mas sim uma simulação da vida real, onde, sem regras estabelecidas, os utilizadores (representados por figuras animadas) não têm qualquer espécie de limite. Discotecas, campos de golfe, bancos, ilhas privadas, escolas, casinos, transportes, lojas, jornais, sexo, enfim... no Second Life há de tudo, tal como "cá fora".

Tecnicamente o SL é um MMPORG (Massively-Multiplayer Online Roleplaying Game). Como o nome indica, MMPORGs são mundos virtuais online orientados para suportar um grande número de utilizadores. As primeiras aplicações a surgir nesta área foram os jogos Guild Wars e World of Warcraft. Através do pagamento de uma mensalidade fixa, os jogadores destas aplicações vivem num mundo de combate, onde vão evoluindo a sua personagem, depois de cumprir vários objectivos, comprando armaduras, golpes, truques, etc. A diferença é que o SL dá ao utilizador a oportunidade de fazer o que quiser. Não consiste somente em matar monstros feios e é essencialmente social e desprovido de objectivo.

O aspecto mais impressionante do Second Life é que tem uma economia e moeda própria. Compra-se, vende-se, aluga-se, leiloa-se em dinheiro virtual e real.

O SL está dividido em regiões. Essas regiões chamam-se "sims" e são independentes uns dos outros. A geografia do SL consiste num continente, em que os "sims" são todos adjacentes e se pode facilmente ir a pé de um para o outro. Também existem ilhas, que são "sims" privados aos quais só é possível aceder via "teleport" (teletransporte). Existem aviões, carros e, claro, horas de ponta... quando muitos utilizadores se juntam num mesmo ocal!

Com a moeda local, os "linden dollars", os habitantes podem comprar roupas para o seu "avatar", terras, imóveis, produtos e serviços virtuais que depois podem gerar receitas efectivas. Há mesmo quem "viva" no jogo a construir objectos para outros utilizadores ou a arrendar propriedades virtuais.


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Esta gente não sabe o que é viver?

Foi a este estado de coisas que o progresso nos trouxe?

TRISTE VIDA!

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JM

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ANA JORGE, NÃO TEM CONDIÇÕES!

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O deputado do PSD Carlos Miranda disse, ontem, que Ana Jorge deixou de ter condições para tutelar o Ministério da Saúde depois de ter manifestado ignorar o valor das dívidas acumuladas do sector.
"É o escândalo da semana.

"É inédito que um ministro da Saúde deste país tenha vindo debater o Orçamento do Estado (OE) com os deputados na Assembleia da República e não conheça as contas do seu ministério. Isto nunca aconteceu",

Qual o montante das dívidas do Ministério da Saúde que, durante o ano de 2008, foram ou vão ser pagas por operações do Tesouro" e qual o montante que vai ser convertido em dívida pública?


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ASSOCIAÇÃO DE CIDADÃOS DO PORTO

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Sobre o processo de privatização da ANA e o custo-benefício do investimento público para Portugal

A propósito de notícias e opiniões publicadas, referindo as parcerias que as grandes empresas nacionais estão a desenvolver com congéneres europeias para a privatização da ANA, leia-se, para a candidatura à realização das empreitadas públicas do Novo Aeroporto de Lisboa.
Será que importa apenas e só quanto se gasta, e não como se gasta?
Porquê o eterno e enraizado primado da quantidade sobre a qualidade?
Por que é que se assume que todos os recursos públicos têm de ser consumidos em projectos de investimento?
Quais são os reais custos das grandes obras e qual o seu objectivo final?
Estes custos tomam em consideração a procura, o poder de compra dos utentes dos serviços assim criados?
Quais são os procedimentos de avaliação destes grandes investimentos públicos, e quem os executa?
Os lucros devem ser baseados na eficácia ou no monopólio?
Deve o modelo de privatização privilegiar o encaixe financeiro do Estado ou a competitividade do país e das regiões?
De acordo com estudos efectuados na Suécia, EUA e Brasil, mostrou-se que a grande obra pública pode custar menos 30 a 50 por cento, se efectuada por troços menores, atendendo ao efeito da concorrência acrescida em adjudicações de menor dimensão. Há números para se concluir o que se passará em Portugal?
Registámos a preocupação das construtoras portuguesas, que até as levou a solicitar protecção do Governo contra invasões de concorrentes de outros países. Lembramos contudo que haverá formas mais saudáveis de defender a economia nacional.
Assim, propomos que sejam objecto de debate público os critérios de avaliação das propostas dos concorrentes à privatização. Só assim se garantirá a transparência do processo e até a validação técnica das opções a tomar.
Sustentada nas competências especializadas que consegue mobilizar nas áreas da consultoria em arquitectura, engenharias, direito, planeamento financeiro e gestão, a Associação de Cidadãos do Porto vê reforçada a oportunidade de promover ela própria uma candidatura à privatização da ANA.


A Associação de Cidadãos do Porto

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