segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A LINHA DO TUA, AINDA!

A LINHA DO TUA!

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A linha do Tua é a ferrovia que inicialmente ligava a Foz do Tua à cidade de Bragança, mas que agora apenas faz a ligação entre Carvalhais, Mirandela e Cachão.
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A Avaliação de Impacte Ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro, tendo como principal ponto de discussão a cota da barragem e a submersão da linha ferroviária do Tua. A Declaração de Impacte Ambiental deverá ser emitida até 11 de Maio de 2009. Esta consulta pública, está escondida no tempo das festas de Natal e ano novo, e também num período de encerramento prolongado da linha, podendo apanhar os cidadãos um pouco desprevenidos e desmotivados.
A 17 de Janeiro vai ter lugar em Bragança um debate sobre esta linha férrea, e espera-se que saiam desse debate, soluções a propor a quem de direito.
A linha do Tua, memória do Douro, pode e deve também, representar o futuro desta região.
É de toda a maneira um crime, deixar que matem esta que é uma das mais belas linhas férreas do mundo. Ninguém em seu prefeito juízo, poderá permitir que uma parte do património do país, seja destruído, para que, um qualquer lucro comercial se obtenha. Este caso, que mostra à saciedade o desprezo a que as regiões e seus interesses são votadas por este governo, o que leva à questão da necessidade de uma regionalização, é um exemplo perfeito da tragédia em que se transformou no nosso país, tudo o que, tendo valor histórico e seja de utilidade económica regional, colida com algum outro interesse instalado ou a instalar. A situação que se verifica actualmente, só é normal em países subdesenvolvidos, e não nos que se querem na linha da frente do desenvolvimento.
Seja qual for a solução adoptada, só pode passar pela recuperação integral da linha, pela sua continuidade até Bragança (como já foi em tempos) e por um serviço de alta qualidade, estendendo-se também a recuperação a toda a rede ferroviária do Douro.
A regionalização política poderia de uma maneira séria levar-nos para soluções interessantes, desde que a visão dos políticos regionais fosse a de verdadeiros defensores da sua região.
Estando em apreciação um possível referendo local sobre este assunto, espera-se que dê frutos, e impeça a construção da barragem que, a ser construída, vai destruir esta beleza natural.

JM
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