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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AINDA BEM QUE O PS GANHOU AS ELEIÇÕES.

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DIGO EU, QUE NÃO VOTEI NELES
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Está bem de ver que não votei no sr Engenheiro. O sr Engenheiro nunca teria o meu voto, por todas as coisinhas que fui escrevendo sobre ele e o seu governo, ao longo deste ano e meio que levo de escritos neste espaço.
Então porquê tanta alegria? Porque estou eu contente com a sua vitória?
Devo dizer que esta minha felicidade pela vitória do partido do governo se deve unicamente a uma espécie de egoísmo primário.
Eu gosto de, a exemplo de muitos amigos do sr Engenheiro, malhar neles. É verdade que nunca malho muito, nem de qualquer maneira, mas vou malhando.
Também gosto de, a exemplo de muitos dos conhecidos do sr Engenheiro, dizer mal. Não que o faça sem olhar a meios, mas, procuro as partes menos boas, ou mesmo as más, aproveitando para ir dizendo umas coisas. Aliás, parafraseando um antigo político, "há governo? Sou contra!"
Ora, a ser assim, se não fosse o partido socialista a ganhar as eleições, e sim um dos meus partidos (é verdade, tenho mais que um. Na verdade tenho dois. E ando de um para o outro, sem saber muito bem de qual gosto mais, pois que em cada um deles há coisas e pessoas que têm a minha admiração), de quem é que eu ia dizer mal? Ia fazê-lo aos meus amigos? Não podia ser, era muito feio. E eu não gosto de fazer coisas feias.
Desta forma, não se coloca de forma alguma, um problema de consciência, à minha actuação.
Gosto de malhar neles, sejam eles quem forem que estejam no governo, e é mais fácil que sejam estes, já que até nem gosto muito deles.
Repito então o título desta crónica: "Ainda bem que o PS ganhou as eleições"!
Espero que o sr Pinto de Sousa, mantenha nas suas funções, ou noutras dentro do governo, o sr Santos Silva, para eu poder continuar a dizer o que penso desse sr.
Vou poder continuar a falar criticamente da educação (não vejo maneira de eles emendarem a mão neste aspecto).
Vou poder continuar a falar mal da "lavoura" (então se se mantiver o mesmo ministro, vai ser um fartote).
Vou poder continuar a falar mal da saúde (se bem que a sra até nem foi das piores).
Vou poder continuar a falar mal das obras públicas (neste aspecto, seja quem for que para aí venha, vai ter a minha discordância. Ainda mais se for a sra secretária de estado).
E vou falar mal das finanças e da economia e seja do que for, porque o que eu gosto mesmo é de encontrar coisas para dizer.
É que no fundo, eu ando por aí. Pelos cafés e pelas ruas da minha cidade. E o que tento é transmitir por escrito o que ouço e vejo. E, verdade seja dita, nos últimos anos, só tenho ouvido dizer mal do governo que temos tido. O que até é muito complicado de perceber, uma vez que mais de um terço dos votantes nas últimas eleições, reafirmaram a confiança no actual Primeiro Ministro, o que lhe deu a vitória.
Ou somos todos ( a maioria) burros, ou eu vejo muito mal e ouço muito pior.
Só uma coisita mais. Não vou inventar nada, não vou dizer o que não é, e não vou ser "indecente".
Ah, estou em pulgas para saber dos próximos desenvolvimentos, e para ir vendo e ouvindo o que se diz por aí sobre esta história da guerra entre o sr Presidente da República e o sr Pinto de Sousa. Promete dar muito que escrever.

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(In O Primeiro de Janeiro, 01-10-2009)
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JM
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O MEU PAÍS PARECE ESTAR DOENTE

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NÃO PARECE OUVIR, NÃO PARECE VER, ESTÁ ALHEADO DA VIDA
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A doença alastra no meu País.
Ontem, embora enfermos, todos fomos chamados a votar.
Uns foram e outros não.
Não somos muitos, mas em cada cem de nós, só sessenta o foram fazer.
Cada um votou no partido que mais lhe conveio. Uns por convicção, outros por castigo, e outros ainda porque sempre o fizeram assim.
No fim, chegamos à conclusão de que a maior parte dos que foram votar, querem mais do mesmo.
Não lhes interessou o que sofreram durante os últimos quatro anos e meio. Ou se calhar nem notaram.
Não lhes interessou o que outros sofreram, ou nem deram por isso.
Não lhes interessou o que dizem que de mal foi feito, ou o que dizem que de mal vão fazer. Ou porventura entendem que não é verdade.
A única coisa com que se importaram, foi o retirar aos mandantes a possibilidade de fazerem tudo sem lhes perguntarem mais nada, e assim deram uma forçazita a alguns outros.
Mas também quiseram dizer mais uma coisa. Que não acreditam muito em senhoras muito bem educadas e finas, mas que não demonstram capacidade para liderar um País, nem em senhores, professores e tudo, que só querem destruir para mais tarde se elevarem do caos, ou nos outros que por aqui andam há tempo de mais a dizer mais do mesmo, contra tudo e contra todos. Antes, mal por mal, o mesmo dos últimos anos, com a possibilidade de um outro temperar o esquerdismo que lhes é inato.
Mas a ser assim, estamos todos doentes. Escolher o mal, embora conhecido, em vez de um mal desconhecido, é sensato, mas demonstra a incapacidade que temos de, de entre todos nós, encontrarmos alguém com real capacidade de nos levar para bom caminho. Que este que trilhamos nos últimos anos, não é bom, antes pelo contrário.
O País está doente, e não se projectam melhorias nos anos mais próximos. Alguns de nós temos azia, outros febres altas, e outros ainda doenças terminais. Nada que, no entretanto, umas pastilhinhas, únicos remédios a dar aos Portugueses no momento, não possam fazer efeito. Ah, e também umas grandes doses de paciência e esperança.
A nossa obrigação é dar, pelo menos durante um tempo razoável, o benefício da dúvida a este governo que agora aí vem, para verificarmos se, com uma maioria pequena, e tendo de arranjar muletas, recupera o caminho certo para Portugal. E depois, se o não fizer, não esperar pelo fim da legislatura para o despedir.

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(In O Primeiro de Janeiro, 29-09-2009)
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(Transcrito parcialmente com o título "Mais do mesmo" no JN de 30-09-2009)

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JM
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NÃO HÁ COLIGAÇÕES

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CDS NÃO QUER FAZER PARTE DE UM GOVERNO A PRAZO
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Ponto por ponto, o CDS fará negociações caso a caso. O mesmo fará o BE e a CDU.
Nesta navegação à vista, Sócrates terá de governar bem e a contento do povo. Previsivelmente, após as eleições de Janeiro de 2011, o governo cairá, e o partido socialista tem de estar preparadao para nessa altura tentar de novo a maioria absoluta.
No entretanto, com a também previsível saída a muito curto prazo de MML da liderança do PSD, depois da traição do Presidente, Pedro P Coelho perfila-se, com Menezes a ajudar.
Enquanto se espera pela comunicação de hoje à noite, do Presidente, Sócrates espEra por um telefonema para poder começar a trabalhar.
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(Trancrito parcialmente no PÚBLICO de 30-09-2009)

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JM
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