NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
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E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu?
No meu entender, os deputados da oposição, estão a esticar a corda. E quem muito estica, corre o risco de ver as coisas a partirem-se.
E voltando ao que eu pensaria se estivesse nos sapatos do nosso Primeiro.
Eu, até que adoraria que me esticassem a corda até que ela partisse. Quem ficava a perder, eram eles. Logo a seguir, eu ganhava tudo de novo e dessa vez com maioria absoluta. E depois era vê-los a chorar pelos «passos perdidos». Esmagava-os de uma vez por todas, e fazia com eles o que já uma vez os da maioria anterior tinham feito. Fazia deles gato sapato.
Mas os deputados da oposição, não querem que o nosso Primeiro se vá embora. É que não querem mesmo. O que eles querem é vingar-se dele, pelo que ele lhes fez na legislatura passada. Eles querem é «malhar no PS». Como o outro, lembram-se?
E depois, como o nosso Primeiro, Sócrates II, O Dialogador, gosta muito de dialogar, vem um e diz que quer diálogo e negociação antes da apresentação do orçamento. Vem outro e diz que quer técnicos a analisar as contas da saúde. Vem um terceiro e quer diálogo, sem confrontações, para que a água chegue ao seu moinho, mesmo depois de exigir dinheiro para aprovar o Orçamento. E, está bom de ver, o sr Sousa não gosta nada disto e diz que não se pode governar assim, com dois orçamentos não pode ser, como se fosse possível que tal acontecesse.
Tenho de acabar por concordar com o nosso Dialogador. Assim, não há condições! Não fazem as coligaçõezinhas que ele quer, não se pode fazer nada. O melhor é baralhar e tornar a dar.
Raios partam a oposição que não deixa o governo fazer o que o governo quer, da maneira que o governo (não) sabe.
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(In O Primeiro de Janeiro, 17-12-2009)
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JFM
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