sexta-feira, 30 de novembro de 2012

OS PÂNDEGOS

O PAI DA PÁTRIA E OS SEUS COMPANHEIROS DE LUMINÁRIAS NA TESTA

Ontem foi publicada uma missiva que 70 iluminados, encabeçados pelo sábio ancião que tanto sabe acerca de salvar a pátria, que me levantou uma singela dúvida: será que algum deles acredita realmente naquele rol de frugalidades distorcidas que constituem o conteúdo da dita? Talvez o sábio ancião acredite, sempre foi um tipo que acreditou no que lhe deu jeito consoante a época. Talvez um ou outro acredite, de entre os signatários há uns quantos que apresentam um tão aguçado espírito crítico e uma tal capacidade analítica que lhes permite acreditar... Em quê? Acreditar, de um modo geral, alheio ao específico e ao circunstancial, tendo por base aquilo que lhes foi impingido como "politicamente correcto" . Os outros... Os outros sabem muito bem das suas conveniências, das suas militâncias, dos seus grupelhos, das suas posições políticas de oposição sistemática não permeável a qualquer tipo de racionalidade que seja contrária aos seus interesses, por mais  óbvio que seja que do poço seco não se tira água.

Esta carta contém frases indubitavelmente lapidares, verdadeiras pérolas da dialéctica político-social. Um mimo! Ou como diz o meu amigo do blog Atributos, uns pândegos.


Como já cá ando há anos suficientes para não me irritar com verborreias de malta pândega, não levo a sério o que de sério nada tem. Confesso que dei umas boas gargalhadas ao ler a tal cartinha que não me é dirigida - na forma - mas que outro destinatário não tem senão o encurralado povo português, a ver se pega o apelo à raiva, ao descontrolo, ao golpe de Estado que nos levaria directos ao buraco negro onde estivemos a cair.

Encurralado sim, mas por quem? Pela Troika? Pelo Passos Coelho? Pelo Gaspar? Não brinquem comigo  sem declararem que estão a brincar; brincar a fingir que é a sério é de mau gosto, além de imaturo. Para não dizer mais.

A primeira declaração que me caiu no goto e libertou a primeira gargalhada diz assim:

«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.»
 A comunicação do governo de Sócrates sobre as (concluídas) negociações com a Troika, em Bruxelas foi a em Abril de 2011. Haviam começado em Fevereiro e Sócrates só discursou sobre o "bom Acordo" conseguido em Maio.

Todos nós sabemos, os que se querem lembrar e os que se querem esquecer, que até José aparecer na TV ladeado pelo Teixeira (com umas trombas memoráveis), não havia crise nem derrapagem económica - foi um raio de uma coisa que aconteceu de um dia para o outro - uma certa manhã acordámos assim, falidos, sem pilim para os salários do mês seguinte (Maio 2011)

As eleições legislativas foram a 5 de Junho de 2011...
Conclua-se...

«Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.» ??????????????
Pergunto eu, algum português corriqueiro - leia-se, não próximo do governo - podia evocar conhecimento do real estado das finanças de Portugal?
Todos sabíamos, os que sabíamos e os que diziam que não existia, que estávamos num enorme e profundo buraco, já não era possível esconder com discursos, mas alguém tinha conhecimento da real dimensão do buraco? Aahhh, memóriazinhas traiçoeiras!
Menos de um mês antes do início das negociações com o FMI Sócrates dava murros na mesa dizendo que não iria pedir ajuda externa que a derrapagem estava controlada. Não me gozem...
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.»
Perdoem-me mas estou baralhada, esta frase da missiva refere-se a quem? Quem é que intencionalmente defraudou os portugueses? De que embuste?
Nem gasto mais tempo ou palavras a explicar a pergunta, se alguém não percebeu não irá perceber agora.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.»
Lá estamos outra vez...  Os 70 iluminados referem-se a quem? A que governo? Deve ser ao de José...
Quem é que se viu obrigado a ir pedir ajuda externa, apesar da sua afirmação de que nunca o faria porque  seria «uma indignidade para Portugal» (!!!) e o fez a ferros, porque Portugal já não tinha forma alguma de subsistir?
Foi Passos Coelho que num ano e meio nos colocou nessa situação?
Em menos de um ano e meio Portugal voltou aos mercados reconquistando a confiança dos mercados estrangeiros, relançou as exportações, pela primeira vez começou a equilibrar a balança de importações, viu aprovadas a sequêntes tranches de empréstimo sem as ver perigar.
Custa? Custa, muito. E nem estamos a meio caminho mas, por mais que nos custe, a recuperação da economia tem de passar pela reestruturação do aparelho do Estado, ou estaremos sempre sujeitos ao ciclo vicioso em que nos encontramos há décadas.

Mexer no aparelho de Estado não é, de forma alguma uma política eleitoralista, não agrada a ninguém, nem a quem mexe nem a quem vê mexer mas é absolutamente imprescindível  - apesar de ser cultivada pela oposição a impermeabilidade a esta evidência.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência»? Ó sorte... Não é por demais evidente que temos de nos cingir a uma austeridade sem tréguas se quisermos voltar a ter um país capaz de sobreviver na Europa?
Sim camaradas, no Estado não se mexe, não dá votos nem "jobs" . Nunca se mexeu, custe o que custar, pague-se o que se pagar, o Estado é uma vaca sagrada. Esquelética e moribunda mas sagrada. Não me lixem!
«.../...  sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências
Pelo interesse nacional? Não tenho conhecimento de que tivesse vindo a público qualquer carta destes iluminados, ou de outros, a exigir a mudança de política do Zé Sócrates ou a sua demissão... Verdade se diga, as consequências da sua política de esbanjamento, favoritismo e ocultação da realidade, essa sim, um embuste de um admirável embusteiro (justifico para os mais desmemoreádos no fim do post *1), não eram de todo imprevisíveis. Só não viu chegar a actual situação quem tapou os olhos ou era ceguinho.

Que legitimidade têm os subscritores desta carta, nas provas dadas, na sua sapiência para "exigirem" - como é dito na nossa opinativa comunicação social - a demissão de um governo eleito maioritariamente, com um orçamento aprovado na Assembleia da República, doa a quem doer. Este governo é legitimo e eleito democraticamente, como eleito e legítimo foi o governo do Zé Sócrates
Aguentem-se, como eu me aguentei; É o preço da democracia e, ao que parece, estes pândegos  não querem, não querem, não querem. Já o Otelo sofre da mesma doença alérgica.
A pândega está a acabar, a massa para as Fundações, mesmo para a do pai da pátria, foi-se. É uma chatice mas talvez tenham de andar de "Renault Clio"

Este governo, por muito duro que seja, está a fazer o que há muito deveria ter sido feito. Há quem entenda isto, há quem não entenda e há quem, entendendo ou não, se esteja nas tintas, quer é que o governo caia, que reine a esquerda festiva mesmo que o povo não vote nela,  que volte um estilo de vida que não é comportável mas é muito mais confortável. Eu não estou aí, tenho um filho e quero que ele tenha um país.
«Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.»
Queridos Signatários,
Chegam muito atrasados...
Quanto à esperança, a que vocês dizem não ter é a que a mim me resta.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

VITOR DIAS PROLONGA A GREVE E LEIXÕES E SINES AGRADECEM

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ESTIVADORES CONTINUAM EM GREVE
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 Enquanto Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal continuam com a greve (parcial) nos seus respectivos portos, Leixões e Sines vão aumentando o seu movimento graças ao desvio das mercadorias para estes dois portos, tapando em parte os prejuízos que os grevistas provocam ao País.
De uma forma ou de outra, quem perde são os Portugueses, reféns da teimosia de um punhado de tipos encabeçados pelo senhor  Vítor Dias, que decretou a continuação da paralisação até ao próximo dia 17/12, que mais cedo ou mais tarde irão verificar que só perdem com a continuação desta situação. Mas pode ser que já seja tarde.
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sábado, 24 de novembro de 2012

ALBERTO JOÃO ANUNCIA SAÍDA EM 2015

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VAI DEIXAR SAUDADES
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Ao que se vai vendo pelas sucessivas eleições na Região Autónoma da Madeira, aquando da sua prometida saída em Janeiro de 2015, irá deixar saudades aos Madeirenses.
E este amigo da regionalização, não quererá vir até ao Porto ensinar a quem cá está como é que se faz para ter por cá uma Região Autónoma e já agora bem gerida?
Nem que seja só nessa altura a quem cá estiver?
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E NINGUÉM VEIO AINDA DIZER MAL DISTO?

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ÁGUA MAIS BARATA NO PORTO
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A empresa municipal Águas do Porto, decidiu baixar em 1% a factura da água aos munícipes no próximo ano de 2013.
É estranho, no País que em tudo vê mal, que em tudo vê problemas e coisas escondidas ou segundas intenções dos mandantes, não ter ainda vindo a terreiro um qualquer político, sindicalista ou qualquer outro, dizer mal do Dr Rui Rio e da sua gestão na Câmara Municipal do Porto, dizer que a baixa deveria ser de 5% ou até 10, ou que só é possível tal baixa de preços porque outro alguém encheu os bolsos com o dinheiro dos contribuintes, roubando o que lhe não pertencia.
Estou surpreendido.
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OBRIGADO GREVISTAS

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PORTO DE LEIXÕES CONTINUA EM ALTA
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A greve que os portos nacionais têm vindo a implementar desde há quatro meses e que têm provocado grandes prejuízos à economia nacional, tem sido uma mais valia para o porto de Leixões que como se sabe não tem aderido a essas coisas.
Assim, nos dois últimos meses, o número de camiões que vêm carregar e descarregar contentores a Leixões, aumentou em cerca de dez mil a já alta média de trinta mil ao mês. 
Só se lamenta que esta situação seja temporária, já que para bem do País, estas greves deverão acabar rapidamente.
Obrigado grevistas!
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ACTO DE CONTRIÇÃO, ANEDOTA OU SIMPLESMENTE BRANQUEAMENTO DE ACÇÕES PRÓPRIAS

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CAVACO SILVA ANDA MUITO ESQUECIDO, COITADO!
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Durante dez anos (1985/1995), o sr. Presidente de Portugal, ajudou a desmantelar as pescas, a indústria e a agricultura, a troco de alguns muitos milhões que da Europa (CEE) vieram, para torrar em cimento e alcatrão.
Hoje, o inevitável e escandaloso esquecimento veio a terreiro pela voz do próprio.
Porra que é preciso ter lata (que tem) ou/e andar muito adoentado.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ESTÁDIO DO DRAGÃO - 9 ANOS, 20 TÍTULOS


ESTIVADORES - QUATRO MESES DE GREVE

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PORTOS EM GREVE
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Os portos Nacionais estão em greve. Paralisados na sua maioria. 
Felizmente ainda há Leixões que não adere às ordens dos sindicatos do Centro e do Sul, muito embora tenha parado no passado dia 14. Mas esta greve nada teve a ver com a outra, embora os efeitos tenham sido os mesmos. 
O porto esteve parado, e assim parece continuar, não porque os trabalhadores estejam a faltar ao trabalho, mas porque não há barcos para carregar ou descarregar. 
A fotografia que ilustra este "post" foi tirada por mim, hoje, em Leixões, às 9h00 da manhã.
No entanto, a carga movimentada em Leixões atinge os 14 milhões de toneladas
As exportações por Leixões continuam a crescer a bom ritmo com um aumento até Outubro de 22%, à semelhança do que aconteceu em 2011 em que o crescimento do ano foi de 34%.
No que diz respeito às exportações por via marítima, coisa de que o País necessita como do pão para a boca e que representam cerca de 16% do total das nossas exportações, estas estão a ressentir-se imenso. O País e as empresas estão a perder dinheiro diariamente o que afecta a nossa economia. Os navios de transporte de mercadorias estão a deixar de fazer escala nos nossos portos, e as empresas, se quiserem exportar têm de o fazer por terra, em demanda de portos no estrangeiro, aumentando assim os seus custos. Outras, como por exemplo a Auto Europa, têm dez mil automóveis parados à espera de transporte (notícia dada hoje aos microfones da M80 pelo jornalista Camilo Lourenço).
Impõe-se uma solução radical da parte do governo. Um grupo e uma classe de trabalhadores não podem paralisar a nossa economia, já de si tão debilitada, só para continuarem a manter as benesses e os privilégios que têm (podem ter, e querem continuar a poder ter cerca de 2500 horas extraordinárias por ano).
Há quem diga que sabe quanto pode ganhar um estivador, não se saberá ao certo quanto ganha, mas é muito acima, mesmo muito acima da média Nacional de vencimentos.

Fala-se em requisição civil, e também em colocar militares no lugar dos estivadores. 
Faça-se! Já começa a ser tarde de mais. Os chegue-se a acordo de imediato.
Os chamados serviços mínimos não levam a nada. 
Os senhores governantes não podem continuar a ter medo das repercussões. 
Basta de covardias. 
Segundo o poeta, o caminho faz-se caminhando, caminhe-se pois.  
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL



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A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL
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Nos tempos de hoje, a luta através da greve empobrece quem a faz e também a todos os outros para além de nunca atingirem os interesses dos que supostamente defendem nem dão esperança, excepto momentânea, aos desempregados, aos precários ou a quaisquer outros.

Esta greve, desta vez e mais uma vez geral, não vai trazer riqueza, antes mais desespero e mais austeridade.

Esta greve, grosso modo, custou ao País qualquer coisa como oitocentos milhões de contos, o preço dos dois submarinos do então Ministro da Defesa, o dr Portas, e alguém, todos nós na verdade, o vamos ter de pagar.

Esta greve não teve, como nenhuma outra alguma vez o terá, os seus mandantes e responsáveis à cabeça dos tumultos, insultando e atirando pedras e incendiando coisas, antes e sempre o sacrifício de alguns jovens, iludidos pelas parangonas partidárias e sindicais e pelas palavras de ordem incessantemente gritadas aos megafones, que, qual carne para canhão, dão o corpo ao manifesto, e por isso, recebem bastonadas e são obrigados a identificarem-se por via dos ataques que fizeram às forças da ordem. Com isto a revolta desses jovens cresce e alimentam ainda mais o "poder" desses partidos de esquerda e estrema esquerda e os sindicatos que à volta deles gravitam.

Esta greve, anunciada como uma grande e estrondosa vitória das classes trabalhadoras, foi uma enorme derrota, já que todo o País perdeu, e ninguém, a não ser os que se julgam melhores que todos os outros e estão sossegados nas suas cadeiras do pequenino poder que consideram ter ganho mais algum peso político, ganhou. A dívida vai ter de ser paga e a austeridade vai continuar e provavelmente aumentar nem que seja para pagar mais esta perda de dinheiro.

Tudo isto é uma enorme mentira e uma grande chuchadeira que interessa só a alguns, com o dar o peito às balas por parte de muitos.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PORTO - UMA DAS MELHORES CIDADES DO MUNDO - A MELHOR DE PORTUGAL

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NOTÍCIAS DA CHINA
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ANSHUN, uma cidade Chinesa do sul do País, que tem as maiores cataratas da China, quer ser igual ao Porto.
Vão ser quase três milhões de chineses, de olhos em bico, a gritar a plenos pulmões
"BIBA O PUARTO; CARAGO"
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GREVE GERAL, OH, COMO ESTOU CONTENTE

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GREVE GERAL, COISA MARAVILHOSA
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Amanhã há greve. Dizem-me que até é geral, como outras que por aí houve e às quais não aderi. Mas desta vez é diferente, não é Nacional, é Internacional.

Esta coisa do que é Nacional é bom, já deu o que tinha a dar. Agora o que é preciso é generalizar e diversificar e internacionalizar.

Uma greve geral implica parar o País. Uma greve geral implica fazer perder dinheiro ao País. Uma greve geral implica empobrecer o País. Mas, que se lixe, é mesmo para isso que aqui estamos, para arrazar e, qual Fénix, ressurgirmos renovados e  felizes.

Estou a ponderar aderir a esta greve. 

Afinal ela é muito mais abrangente do que as anteriores que acabaram por ser um fiasco, apesar de, do mesmo modo que esta se propõe, terem empobrecido o Zé Povinho empobrecendo o País. Desta vez propoem-se empobrecer vários países. Coisa fina e de força!

Uma greve, e em especial uma greve geral como esta, é uma coisa boa. Podemos dormir até tarde, não fazer a "ponta de um corno" (na verdade na maior parte do tempo de trabalho muitos fazem precisamente isso), estar em amenas cavaqueiras à volta de uma bejeca ou duas ou mais e uns tremoços com os amigos que raramente vemos porque quando estamos presos nos locais de trabalho eles também estão e quando fazemos greve eles nunca fazem ao mesmo tempo que nós e é uma chatice porque para conversarmos com os colegas de trabalho já o fazemos todos os dias e os amigos é que são as coisas boas que temos nesta vida de muito trabalho muito trabalho muito trabalho, e para além disso também podemos ir passear com as nossas senhoras e os nossos meninos que não têm aulas porque os senhores professores e o pessoal auxiliar também estão a fazer nada e assim podemos estar juntos a passear à tarde nos shoppings ao menos uma vez de vez em quando que nos fins de semana nós temos os jogos de futebol e elas as amigas e os putos os jogos de computador e às vezes nem nos vemos direito que os jantares de sábado à noite acabam muitas vezes com copos a mais e os putos vão prá discoteca, e também é muito bom porque nestes dias de greve às vezes há manifestações contra tudo e contra todos e podemos assim ir em carneirada uns com os outros com cartazes e panos pintados e bandeiras a dizer mal e a berrar e a dizer palavras feias que agora estão na moda e deixaram de ser feias e quem as não diz é um tótó burro e de direita e fascista e amigo do patronato e a favor dos burros do governo que só nos querem mal e nos roubam os gatunos salafrários e a atirar uns calhaus à polícia de preferência nessas alturas com a cara tapada porque nunca se sabe o que aí vem e eles têm maneira de nos identificar e depois levamos por tabela, que eles não são boas rêses, e ainda nos podem prejudicar mas mesmo assim a gente vai, que eles merecem ouvir tudo e mais alguma coisa, que eu não gosto deles e os meus amigos também não e até é feio gostar e olham de lado para nós se não fizermos isto tudo como se tivessemos peçonha e eu gosto que gostem de mim que um amigo que eu tinha era amigo do Gaspar e do Coelho mesmo sem os conhecer e agora ninguém lhe fala e mesmo quando ele vai às manifestações põem-no de lado e escondido e eu não quero isso para mim.

Por isso estou a pensar em ir, e estou contente com a minha decisão. 
Viva a greve geral!
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

UMA BOA NOTÍCIA

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CERÂMICA DE VALADARES NÃO FECHA
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Os credores da Cerâmica de Valadares aprovaram hoje a proposta do administrador de insolvência no sentido da manutenção da empresa em atividade, suspensão da liquidação do ativo e apresentação, em 60 dias, de um plano de insolvência.  
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http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2881136&page=-1
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O VÍDEO DE MARCELO, QUE A ALEMANHA VETOU

OS ALEMÃES PREFEREM FICAR NA IGNORÂNCIA

domingo, 11 de novembro de 2012

FCPORTO 2 - AACOIMBRA 1 (os golos)

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PORTO 2- ACADÉMICA 1
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http://futebol.videos.sapo.pt/mlUPIAqAoMIa2V0b8TLB

O BIFE JÁ NÃO AGUENTA

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O BIFE JÁ NÃO AGUENTA TANTA POLÉMICA

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Pertenci a um grupo de pessoas que podia comer bife de vaca todos os dias, embora, por razões de saúde, o não fizesse. Hoje pertenço aos que o não podem fazer por razões económicas.


As carnes vermelhas, em excesso, fazem mal. As de porco também, e muitos outros alimentos o fazem de igual modo. Mas na realidade o que está na ordem do dia é o consumo do bife da vaca.


Por falta de dinheiro, já o foi por causa das vacas loucas, o consumo deste tipo de carne nos dias de hoje está em crise.


Do mesmo modo que na nossa vida de cidadão Português, em Portugal, quem vive do comércio da dita carne ganha menos dinheiro, e as vacas vivem mais tempo. É a crise na sua visão mais simplista.


As declarações da senhora Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome provocaram uma azia quase geral nas gentes que pensam tudo saber e poder dizer. Sedentas de protagonismo, fartaram-se de disparar a torto e a direito, no intuito, sempre presente neste tipo de coisas e neste tipo de indivíduos, de, em bicos de pés, parecerem importantes.


As declarações da senhora Presidente do Banco Alimentar, mais não foram que a transmissão das ideias que o comum dos Portugueses tem, de tudo o que se vai passando no nosso País e na educação que nos tem sido imposta ao longo dos últimos anos.


As declarações da senhora Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome terão sido desastradas na sua forma, embora absolutamente verdadeiras no seu conteúdo. Em nenhum momento ouvi qualquer elogio à pobreza ou ao empobrecimento. Em nenhum momento ouvi que achava negativo as pessoas quererem viver melhor do que vivem. Ouvi sim que é mau utilizar o crédito para criar um estilo de vida que não seja o real nem esteja de acordo com as presentes possibilidades de cada um. Ouvi sim que vamos empobrecer, mas isso não quer dizer que o deseje, antes é a constatação óbvia de uma realidade que a todos toca. Não há dinheiro, e temos de viver com isso. Para além disso estamos na verdade a comer menos bife.


Os detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar são cidadãos politizados que recusam dar esmolas aos pobres com a desculpa, esfarrapada, de assim não desresponsabilizarem o Estado das suas obrigações.


Os detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar são cidadãos politizados que julgam precipitadamente, com o intuito de fazer passar as suas teses, as únicas válidas, que normalmente vão ao arrepio das normais ideias do normal cidadão.


Os detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar tentaram colocá-la sob suspeição do que a motiva e das ideias que defende.


Os detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar, cuja missão primeira nas suas vidas é a de criar desconfiança sobre tudo o que mexe e manda, excepto de si mesmos e de quem os segue, elaboraram teses descabeladas, maldosas e delirantes, mostraram mais uma vez as suas taras em diarreicas verborreias e com elas provocaram a aparição de petições para a destituição da Sra. D. Isabel Jonet, que, como corolário, ameaçam já a próxima recolha de alimentos do Banco Alimentar.


Os detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome esquecem, porque lhes convém, que o Banco Alimentar não trata apenas da fome, procura educar (palavra que muitos deste detractores não gostam nem de ouvir falar) na partilha e na solidariedade. E é essa partilha e essa solidariedade que estão a tentar por em causa. Se a próxima recolha de alimentos for um fracasso, serão milhares os nossos concidadãos que sofrerão com a falta de alimentos e com a falta da "mentalidade caritativa" de cada um.


Aos detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar só interessa a polémica, não se importando minimamente com o facto de estarem a denegrir uma pessoa, mas também e acima de tudo, uma instituição que alimenta eficazmente, há dezenas de anos, milhares de pessoas com carências económicas. Esse interesse que norteia estas gentes só vem demonstrar que para além da fome que infelizmente grassa um pouco por todo o País, há muita miséria, neste caso mais moral do que física.


Aos detractores da senhora Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, só apetece dizer -"Deixem trabalhar a senhora no melhor que ela sabe fazer pelos Portugueses"


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