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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

QUE CRESPO, PRIMEIRO!

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BILHARDICES
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A polémica crónica do jornalista Mário Crespo já fez correr muita tinta. Ninguém saberá ao certo o que realmente se terá passado, talvez nem mesmo o próprio jornalista, mas tenho a certeza de que o que escreveu, foi baseado em fontes que ele mesmo considera fidedignas.
Na sequência da crónica não publicada pelo JN, toda a gente se pronunciou já. E, coisa engraçada, ninguém, a não ser da minúscula roda governativa, o fez em favor ou defesa do nosso Primeiro, Sócrates II O Dialogador.
Todos falaram na integridade do jornalista, na sua carreira exemplar, na impossibilidade de ter escrito tal crónica sem bases, ou por má fé. Ninguém disse que era mentira. Ninguém disse que a conversa não teria acontecido. Ninguém processou Mário Crespo.
Vieram uns senhores, do governo, dizer que nada diriam, que iriam deixar o cronista a falar sozinho, e que tudo não passava de bilhardice [contos e ditos, leva e trás, etc. (expressão usada no arquipélago da Madeira)].
Algo me diz, no entanto, que a história que os defensores de Sócrates não contam, está muito mal contada.
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JFM
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ESCUTAR AS CONVERSAS ALHEIAS É FEIO

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MÁRIO CRESPO DESVENDA SER MAIS UM PROBLEMA A RESOLVER
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Mário Crespo, até porque lhe diz respeito, desvenda mais uma dos nossos mandantes. Já estávamos habituados às maneiras sem vergonha do nosso Primeiro, Sócrates II O Dialogador, mas o homem agora perdeu totalmente o pudor. A conversa escutada, foi-o num restaurante onde outros comiam e poderiam ouvir o que se dizia. E ouviram, apesar de ser muito feio fazê-lo. O desplante dos escutados é tremendo. O quero, posso e mando, é evidente. A convicção de que tudo se pode fazer e nada nos "apanha", é um perfeito tique de totalitarismo básico.
Depois, o "jornal de notícias", recusou-se a publicar o texto de Mário Crespo. Mais uma razão para eu continuar a não ler, esse que um dia foi um jornal de referência do Porto, muito embora nunca tenha chegado a ser o melhor.

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JFM
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