sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NÃO HÁ PAI P´RA NÓS !

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NÃO HÁ PAI P’RA NÓS !



Nesta époça em que a fome mundial aumenta, em que a esperança de vida é cada vez maior e que por isso há mais gente e as dificuldades crescem, torna-se premente fazer alguma coisa para começar a resolver o problema.
Em muitos países por esse planeta fora, vão sendo ensaiadas soluções.
Na Europa em que estamos inseridos, há umas quantas decisões, e algumas passam por impedir que alguns estados membros se bastem a si mesmos na produção de alimentos.(???)
Assim, por exemplo o nosso país não pode produzir mais do que um determinado número de tonelados de batatas ou de carne ou litros de leite, e, se o fizer, não só não pode dar os excedentes a quem precisa, como a muitos países africanos onde a fome grassa por todo o lado, como ainda é multado pelo excesso de produção. O grande problema das cotas, que os nossos ministros e os outros dos outros países, tentam solucionar, com palmadinhas nas costas alheias e facaditas sempre que possível.
De qualquer maneira, por todo o mundo se procura resolver o problema do aumento da fome, provocado pelo aumento demográfico, pelas guerras, pela falta de água e de culturas etc..
Em Portugal não é diferente. O nosso governo está desde que tomou posse, a ensaiar soluções. E até já conseguiu alguns resultados que de tão simples, só umas cabeças brilhantes como as deste governo, conseguiriam, muito embora, em abono da verdade, com alguma ajuda externa.
Foram dificultando a vida das pessoas, foram extinguindo postos de trabalho, foram criando instabilidade na vida económica, e assim, subtilmente, sem ninguém dar por isso, conseguiram os seus propósitos:
- Pela primeira vez em quase um século, o número de nascimentos anuais, é inferior ao de óbitos.
E isto, numa altura em que a esperança de vida das pessoas está constantemente a aumentar. “Ganda Victoria”, “Ganda Governo”, como dizem os de lá de baixo.
Com menos gente, há menos consumo, com menos consumo há menor despesa, e como os velhinhos são cada vez mais e eles, coitaditos, comem bem menos que os novos, é só ganho. Com a mesma comida alimentam mais gente, e reduzem o número de pessoas com fome.
Provavelmente, neste conjunto de países civilizados e progressistas de que fazemos parte com muito orgulho, somos os primeiros a conseguir tal proeza, o que mais uma vez nos coloca na linha da frente, a par com o menor salário relativo, a maior diferença entre muito ricos e muito pobres, o maior número de mortos na estrada por quilómetro ou a maior desconfiança dos cidadãos nas capacidades do seu governo.
Somos os maiores, e não fora a polémica criada, anos atrás pela frase tipicamente portuense e nortenha, que na altura motivou os maiores ataques, até pessoais, por quem não nos conhece de lado nenhum, ao pretendente da altura à Câmara do Porto, eu diria bem alto:
NÃO HÁ PAI P’RA NÓS…. ATÉ OS COMEMOS!!!
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JM
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(Publicado no jornal "O Primeiro de Janeiro" - Opinião - em 22 de Setembro de 2008)
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