sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"GANDA" ISALTINO, NUNCA M'INGANASTE!

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O senhor Presidente da Câmara de Oeiras já saíu para jantar com amigos e familiares. 
Consta que, por causa destas quase 24 horas de detenção, se sente muito fragilizado e com uma enorme vontade de comer umas alheiras de caça regadas com um tinto velho e também um arroz de perdiz de cabidela.
Quem ficou a perder foi o cozinheiro já entretanto contratado, que habita o apartamento 245 da ala 3, que até já tinha começado a fazer encomendas de ingredientes de primeira qualidade para agradar ao novo patrão.
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O Tribunal de Oeiras decretou a libertação imediata de Isaltino Morais com base no princípio “in dubio pro reo” (em caso de dúvida, decide-se a favor do réu).
A decisão de libertar o senhor Isaltino foi tomada pela juíza Carla Cardador depois de uma reunião com o procurador do Ministério Público Fernando Gamboa.  
Quer regresse à prisão nos próximos meses, quer a decisão do TC lhe venha a ser favorável, o Presidente da Câmara de Oeiras está longe de poder pensar que a sua situação perante a justiça fica resolvida. 
O autarca é suspeito da prática de vários crimes no caso dos terrenos da Aldeia do Meco, concelho de Sesimbra, no âmbito do qual foi consituído arguido em Outubro do ano passado, e o mais que por aí há e que aos poucos irá aparecendo.
Mas atenção, todos os crimes de que vem sendo acusado, poderão prescrever em breve.(!?!?!?)
Consta no entanto que ninguém sabe o que se anda a fazer. 
Por um lado os que o mandaram prender de nada sabiam (o tribunal não tinha conhecimento de que existia um outro recurso em apreciação no Tribunal Constitucional no caso Isaltino Morais), por outro os que o mandaram libertar não sabem de nada (há quem tenha muitas dúvidas sobre o efeito suspensivo do dito recurso em relação à execução da prisão do arguido).
Como é useiro e vezeiro em Portugal, vai ser aberto um processo de averiguação às razões que levaram ao despacho da juíza do tribunal de Oeiras. Tal determinação (a de ser aberto este processo) foi tomada pelo vice-presidente do CSM, Bravo Serra, no âmbito das suas competências. Espera-se que, como de costume, tal acção dê em nada, falando-se muito durante alguns dias, mas actuando pouco, de modo a apaziguar os mais críticos e a opinião pública.
No meio de tudo isto uma perguntase se impõe: - afinal houve ou não um erro judicial? 
Isto vai de mal a pior e ninguém se entende, e nós, o povo aparvalhado deste país, não entende ninguém. 
Para além disto tudo, a imagem da Justiça sai daqui ainda mais beliscada ( se é que tal é ainda possível).

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