domingo, 2 de outubro de 2011

JARDIM TERÁ RAZÃO?

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"O pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português"



O chefe do Executivo madeirense explicitou que soube "resistir", mas que "agora é o momento de negociar e regularizar", sem o que entende que não pode "ir para a frente".
Jardim entende que "o pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português" no processo depois do 25 de abril.
"Porque não optámos pela independência, mas por ser portugueses, embora com autonomia própria", frisou, acrescentando que, "se calhar, Lisboa ficou aborrecida com isso. Se pudesse queria entregar tudo. Ia a Madeira, Açores e as Berlengas".

"Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas"


Para Jardim, "o pecado da Madeira foi primeiro ganhar autonomia política, quando as antigas colónias romperam com Lisboa", acrescentando que o Estado português "continuou a mandar-lhes dinheiro de graça".
Mencionou que "Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas".
Referiu mais uma vez que decidiu aumentar a dívida da Madeira para evitar que a região parasse, destacando que esta "tem património. Tem ativos. Não comeu e bebeu o dinheiro. Não gastou em subsídios. Não está como as empresas públicas, que só têm coisas velhas no seu património".

"Por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974"


O candidato do PSD-M questionou "por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974 e só fala da Madeira?", justificando a pergunta com o argumento de que o Governo Regional "pôs tudo clarinho cá fora": onde estão as dívidas e onde gastou o dinheiro.
"Onde está a dívida direta do Estado?", interrogou.
In Expresso


Aventar
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1 comentário:

nando disse...

Não tem razão. Desculpas esfarrapadas de menino que não fez os deveres e se desculpou com o "cão comeu os trabalhos de casa".

Se tivesse perguntado aos cidadãos se estavam prontos para depois pagar a conta, se lhes tivesse dito quanto seria no fim a conta, de certo que a esmagadora maioria teria dito - "vai tomar banho".