sábado, 29 de outubro de 2011

Ó ÁLVARO, EU ATÉ GOSTAVA UM BOCADINHO DE TI, HOMEM!

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ANDAS A DESILUDIR-ME, ÁLVARO
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Das desilusões que a nível geral me tens provocado, talvez que por falta dos meios que não tens para gerir convenientemente tão grande Ministério, não vou falar agora. 
Foste para mim, uma lufada de ar fresco na habitual politiquice Nacional, com aquela coisa de "chamem-me Álvaro, que eu gosto".
Não é que eu entenda que os gajos todos te devam chamar assim, afinal sempre és Ministro e mereces um bocadinho de respeito, mas nós, os que em ti votamos e acreditamos (sim, que embora ninguém soubesse que irias ser tu o eleito na altura das votações, os votos devem ser-te extensivos à posteriori) podemos e devemos tratar-te como assim o queres. Somos uma espécie de amigos do peito. Os outros que te tratem por Senhor Ministro.
Mas hoje, Álvaro, meu amigo, fiquei a saber que tens desrespeitado os meus outros amigos e conterrâneos, e porque para além de amigos como tu, são conterrâneos, passam à tua frente, como facilmente entenderás. E, diga-se em abono da verdade, fiquei um bocadito aborrecido contigo. Fiquei sim, fiquei!
Eu sei Álvaro, eu sei, que até um dos meus amigos, aquele a quem desconsideraste, disse no outro dia que era impossível dar conta de tão grande ministério sozinho e que por estares só com tamanha obra te estarão a queimar em fogo lento e que o que fariam melhor era dividir a coisa em duas ou três para poderes dar conta da parte que te passasse a dizer respeito, e que por isso até tens um bocadinho de desculpas nas falhas que tens tido, mas porque o disse não é razão para que te perdoe a malcriação. Isso é que não, Álvaro!
Quando falam connosco, é de bom tom respondermos. Quando pedimos para formalizarem um pedido, é de bom tom dar-lhe seguimento e despachá-lo com alguma brevidade. Não é bonito fazermo-nos de esquecidos ou, pior, mandarmos um qualquer subalterno responder por nós, como se o nosso interlocutor não merecesse mais consideração ou respeito do que isso. Também não será de bom tom informar a imprensa das intensões de fusão de empresas de transportes ou de conversações com autarcas, sem, aos ditos autarcas, lhes dar cavaco.
E depois, homem de Deus, o teu camarada que te pediu uma audiência para que tratassem de assuntos urgentes, representa mais de um milhão e meio de pessoas. Quinze por cento da população que juraste servir. Não te lembraste disso? Que se te passou pela mona para o desconsiderares, e aos seus reprentados, dessa forma?
Fiquei triste contigo. Mais do que isso, fiquei desiludido!
Ainda por cima eu faço parte daqueles 1,5 milhões de tipos que o meu amigo Rui representa. Não te admito que me enxovalhes desta maneira.
"Que seja a última vez que me fazes isto, óbiste?"

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