quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

AS PESSOAS ESTÃO MUITO REVOLTADAS

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ISTO DE NOS TIRAREM AS MORDOMIAS É UM ABORRECIMENTO
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Assim a modos que uma história.
 

Convenhamos que esta coisa de nos impedirem, a mim que sou filho de um ferroviário e às minhas irmãs e cunhados e à minha mãe e aos meus sobrinhos e à minha mulher e aos meus filhos e ..., de ter viagens gratuitas nos comboios ou com descontos de 75%, muito embora todos tenhamos os nossos trabalhos que não são nos comboios (felizmente nenhum de nós está desempregado), é de todo em todo um aborrecimento. De tal ordem o é que lá nas nossas casas estamos todos muito revoltados. No fundo estão a roubar-nos o que temos por direito. O nosso pai, tio, avô etc, embora já esteja reformado há alguns dias, trabalhou uma vida inteira para os comboios de Portugal, excepção feita às alturas em que estava de greve ou doente ou a cuidar da minha mãe ou de algum de nós.
Dessa forma e como estamos muito revoltados, vamos todos parar os comboios e ocupá-los, por esse País fora, para fazermos valer os nossos direitos.
Viva a luta dos trabalhadores!
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1 comentário:

menvp disse...

Um anónimo disse:
«Querem acabar desemprego?
Aumentem a laboração (dia de trabalho para 12 horas), com 2 turnos de 6 horas, claro que haveria de haver uma diminuição de salário para alguns (pois haveria redução de horas), mas haveria trabalho para todos...»

-> O fraccionamento do trabalho poderá avançar em situações aonde exista «gente capaz» disponível... tal terá que ser analisado caso a caso...
-> Ora, no entanto, existe um problema: muitos sindicalizados não abdicam do seu 'Status Quo'.
Um exemplo: os maquinistas da CP ganham 2, 3, 4 ordenados mínimos... e não param de fazer greves... prejudicando pessoas que precisam de transportes públicos para se deslocarem para o seu local de trabalho... sendo que muitas dessas pessoas só ganham o ordenado mínimo.


Já houve quem levantasse a questão:
«Existirão pessoas que se terão endividado em função do salário disponível.»

-> Ora, e as pessoas que se endividaram... e agora não têm rendimento nenhum?!?



Já houve quem levantasse a questão:
«A redução salarial, por si só, nunca foi solução para resolver problemas da economia.»

-> Ora, o fraccionamento do trabalho não vai resolver problemas da economia... mas vai resolver problemas de pessoas.
Nota 1: com um desemprego muito elevado... existe um maior risco de implosão social; ficar à espera de um crescimento económico significativo pode ser uma miragem de muito longo prazo... até lá, o fraccionamento do trabalho vai diminuir o risco de implosão social.
Nota 2: O fraccionamento do trabalho é reversível... isto é: existindo crescimento económico... o fraccionamento do trabalho pode ir acabando...