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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

OS YANKES SERÃO COMÁ GENTE?

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A HISTÓRIA DO ERA E NÃO ERA
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ONTEM ERA, AMANHÃ NUNCA FOI.

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A nossa juventude é assim, empreendedora, e desta forma já  se pode ver que temos  mais um gajo preparado para chegar a Primeiro Ministro de Portugal!
Será que os senhores americanos são como nós, assim crédulos, que acreditamos em tudo o que nos querem impingir?


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

NÃO HÁ FIANÇA PARA O ALEGADAMENTE SUSPEITO E ASSASSINO CONFESSO

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RENATO JÁ FOI OUVIDO E PERMANECE NO HOSPITAL
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Detido no hospital pelo menos até ao próximo dia 1 de Fevereiro, sem direito a fiança por determinação do Juiz de Nova York que o ouviu, Renato tem sorte pois que está a ter todo o apoio que se lhe pode dar. Já tem advogado nos states e uma outra em Portugal que afirma que apesar de ter confessado o crime ele é apenas um suspeito, já tem apoio consular, já tem a mãe, já tem namorada, já não tem o apoio de Carlos Castro nem dos amigos dele nem dos familiares dele mas não se poderia esperar outra coisa, já não é maricas, já não sairá dos EUA nos próximos vinte e cinco anos, já vai tendo o apoio dos quatrocentos amigos que em Cantanhede fazem cordões humanos em sua honra e que até abriram uma conta solidária para a sua defesa, já não vai ser o mandatário de Cavaco para a juventude na sua terra, e já não tem, nem terá jamais, a vida que sonhou e que o levou a fazer o que disse que fez.

Poderá Renato vir a ser um exemplo para a nossa juventude, que se tem mostrado, nos últimos anos, perdida e sem valores morais nem sociais? Até que poderia, mas infelizmente não acredito nessa hipótese já que teria de ser possível incutir nos nossos jovens uma moralidade que eles rejeitam e para cuja aprendizagem  não têm bons exemplos para seguir. Nos dias que correm, tudo serve para se "subir" na vida, e nada poderá impedir esse estado de coisas enquanto as pessoas, jovens e não jovens continuarem a não olhar a meios para atingirem os fins a que se propõem.
Portugal é hoje um País doente!

.TAMBÉM NO AVENTAR

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O ALEGADO ASSASSINO CONFESSO JÁ TEM APOIO

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RENATO JÁ VIU A MÃE E RECEBE APOIO CONSULAR
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Ainda no hospital, Renato está a ter todo o apoio que se lhe pode dar. Já tem advogado, já tem apoio consular, já tem a mãe, já tem namorada, jà não tem o apoio de Carlos Castro, já não é maricas, já não sairá dos EUA, já vai tendo o apoio dos quatrocentos amigos que em Cantanhede fazem cordões humanos em sua honra, e já não tem, nem terá mais, a vida que sonhou e que o levou a fazer o que disse que fez.
Poderá Renato vir a ser um exemplo para a nossa juventude, que se tem mostrado, nos últimos anos, perdida e sem valores morais nem sociais?

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

À PROCURA DE UM SONHO

À procura de um sonho
Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.
Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.
Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.

E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?
Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?

(Copiado do Blogue CORISCOS)
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SOU SÓ EU, OU HÁ MAIS QUEM NÃO ENTENDA?

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RENATO SEABRA CONFESSOU O CRIME
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Estava a fazer um esforço para não comentar a notícia da morte de Carlos Castro. Toda a gente e mais alguma entendeu ter alguma coisa a dizer sobre o assunto. Uns a falar da vida que Castro escolheu, outros a falar da vida que Renato abraçou, muitos a falar da violência e outros tantos a tentar branquear o que foi feito. Muitos também a dizer asneiras em cima de asneiras sem ter em conta os familiares dos envolvidos.
Mas acabei por não resistir ao ler que  a morte de Carlos Castro mais não era que um crime de violência doméstica e mais nada. Não percebi. Não deveriam estes senhores e senhoras levantarem-se e gritarem a uma só voz a sua revolta? Fiquei a saber que esta morte não abalou o mundo LGBT. Para o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, "Carlos Castro terá sido unicamente vítima de violência doméstica", algo que "infelizmente" também acontece entre casais "heterossexuais".
Por outro lado, Renato disse que já não era homossexual, e que por isso, matou Carlos Castro, livrando-se dos demónios e acabando com o vírus!?!?!? Mas pode ser assim? Hoje sou hetero, amanhã homo e depois nem uma coisa nem outra? É conforme me apetece, ao sabor dos acontecimentos do dia-a-dia? Coitadinho do menino que até gosta muito de ver telenovelas com as irmãs e vai ficar em observação por tempo indeterminado? Ou estará já, premeditadamente a preparar a sua defesa com vista à ininputabilidade?
Felizmente irá ser julgado nos EUA, onde tudo é diferente do que se passa por aqui. Talvez dentro de pouco tempo haja uma sentença, acabando muito depressa o período de observação psiquiátrica. Para já, a acusação é de homicídio em 2º grau.
É que se o menino Renato vier para ser julgado cá, dentro de dez anos ainda estaremos a discutir a possível culpa do alegado homicida e a ver se há alguma atenuante para o caso.
Entretanto o humor negro regressou aos nossos jornais pela mão da primeira página do jornal de notícias de hoje.

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