Quanto mais corro paro fixo fico no silêncio circundante a minha corrida incurante; se fujo fico fixo no silêncio ambulante; mais corro mais me fixo no silêncio; mais corro mais viajo no espaço infindável da corrida somente espaços do silêncio.
Mentre el dia s’adorm –potser per sempre–
en la llum taciturna de la tarda,
d’aquest teulat tranquil, d’on els coloms s’envolen,
l’aire s’endú les cendres
fredes d’un somni antic.
Havíem parlat tant... De tantes coses...
Veníem del silenci, de la nit,
de llargues travessies per ermots dessolats,
i dúiem el sarró ple d’esperances,
de paraules inèdites, de somnis no estrenats.
Als peus de l’olivera centenària
llegíem els poetes que estimàvem
i parlàvem de tot, hores i hores,
com augurs d’un temps nou, guerrers a la conquesta
de somnis i utopies, armats amb la paraula.
Tot era nou i bell en la nostra mirada,
fins els mots i els accents dels versos més antics.
I era tanta la nit,
que amb una espurna ens fèiem una albada. Delerós de camins impossibles,
vas marxar a la impensada...
Em van quedar tantes coses per dir-te
i eren tantes les coses que m’havies de dir...!
Porto pols de paraules enganxada a la pell,
als nervis, a la sang, al pensament.
Se m’han mort les paraules de no dir-te-les.
Tot ha passat. És pols. Ja ni el record serveix. D’aquest teulat tranquil d’on els coloms s’envolen s’aixequen somnis nous. Tu no els veuràs
i potser jo tampoc. Ara, però, la tarda,
amb la claror serena del ponent
ressuscita un moment les paraules perdudes
i em retorna els accents de la vella conversa
barrejats amb els versos d’algun poeta amic...
Cerco la teva veu i sento un batec d’ales...
No saps què donaria perquè fossis aquí!
_______________
Enquanto o dia adormece - talvez para sempre,
no taciturno fulgor do entardecer,
deste telhado tranquilo de onde os pombos levantam voo,
o ar arrasta as cinzas
frias de um sonho antigo.
Tínhamos falado tanto... de tantas coisas...
Vínhamos do silêncio, da noite...
de longas travessias por desolados ermos
e levávamos o bornal carregado de esperanças,
de palavras inéditas, de sonhos por estrear.
Aos pés da oliveira centenária
líamos os poetas que amávamos
e falávamos de tudo, horas e horas,
como augures de um tempo novo, guerreiros à conquista
de sonhos e utopias, armados de palavras.
Tudo era novo e belo ao nosso olhar,
até mesmo as palavras e o ritmo dos versos antigos.
E era tanta a noite,
que apenas com uma chispa
inventávamos a alvorada.
Ansioso por caminhos impossíveis,
partiste sem avisar.
Ficaram-me tantas coisas por dizer-te
e tantas eram as coisas que tinhas para me dizer…
Trago a poeira das palavras colada à pele,
aos nervos, ao sangue, ao pensamento.
Morreram-me as palavras por não tas dizer.
Tudo passou. É pó.
Já nem a recordação serve.
Deste telhado tranquilo de onde os pombos levantam voo,
esvoaçam sonhos novos. Tu já não os verás,
talvez nem eu… Mas a tarde, agora,
com a serena claridade do poente
ressuscita por momentos as palavras perdidas
e devolve-me o eco da conversa antiga
misturado com os versos de algum poeta querido…
Procuro a tua voz e oiço um ruflar de asas…
Não sabes o que daria para que aqui estivesses.
Existem dias de magia nos quais o Douro acorda envolvido em algodão doce como se fosse obra de um certo mago.
Tudo começa na Foz onde o Douro encontra a morte nas águas geladas do Atlântico.
Um misterioso manto branco acinzentado invade, pé ante pé, a superfície da água do rio desde a Foz até aos limites da velhinha Ponte D. Maria.
Ao longo do despertar do dia avança como se possuindo longos e gordos braços pelas diferentes ruas e ruelas da Alfândega, de Massarelos, de Miragaia, da Ribeira. Não sei se não será um verdadeiro espreguiçar.
Qual manto de Noiva a rastejar por debaixo dos tabuleiros das diferentes pontes que invade. Mesmo se a Ponte da Arrábida aparente desaparecer mas é mais por confusão e fusão de cores. Na Ponte D. Luís parece sustentar ambos os tabuleiros dando uma ilusão de suspensão destes no ar, como flutuando à mercê dos seus humores.
Quem olha desde a Serra do Pilar fica hipnotizado. E tentado. Uma tentação diabólica de se atirar para cima dela como se aquela nuvem enganadora fosse uma gigante almofada que nos leve numa viagem sobre a cidade.
Ao olhar para a nossa direita deparamos com a velha senhora, a inolvidável Ponte D. Maria. Até ele, sempre tão atrevido, se curva perante a sua beleza respeitável e pede licença para passar. Sim, o nevoeiro mágico enviado, quiçá, por Merlin, antes tão indiferente às restantes obras de arte passando por debaixo delas sem pestanejar abranda junto à D. Maria e respeitosamente a cumprimenta e lhe solicita autorização. Por vezes a demora é tal que logo o Rei Sol o impele e o reduz a uma injusta insignificância.
I
Pedras.
Pedras cinza e encantadas, que ladeiam caminhos e abrem alas que percorro, atento, espada alerta, porque podem esconder a emboscada ou surpresa, para a qual um Cavaleiro, como ambiciono ser, tem de estar preparado.
Pedras, algumas, quese transformam em temidos adversários, que se erguem à minha passagem, com que cruzo o aço e ultrapasso feito herói.
Pedras duras e brutas, que os homens empilham e formam casas ou, melhor ainda, castelos, como o que o meu olhar alcança no horizonte e a minha coragem quer conquistar.
Pedras que formam muralhas e ameias, e do alto da torre, espada erguida, lanço másculo grito – Viva a Liberdade – com que saúdo a libertação dos prisioneiros salvos do malvado senhor que acabo de derrotar.
Pedras dos jogos de infância.
II
Pedras.
Pedras negras e gastas, abandonadas e sem utilidade, sem riqueza nem rendimento.
Pedras que de nada me servem, que nem vender as consigo e por elas ninguém consigo interessar.
Pedras em ruína, ganhas em testamento, má fortuna a minha que mas deixaram em vez de terreno urbanizável e transaccionável.
Pedras que nem sequer posso derrubar, classificadas que foram em património não sei de quê, e substituir por moderno condomínio, esse sim do qual podia desfrutar.
Pedras dum raio.
III
Pedras.
Pedras sépia e fartas, que guardo em foto encastrada, que me acompanha faz anos em todas as viagens e residências.
Pedras que me ligam à terra onde nasci, à infância que me foi fazendo homem, terra que abandonei em busca do ouro dos tempos modernos.
Pedras do castelo que me fez Cavaleiro, do terreno em que batalhei imaginárias guerras contra as forças do mal e encarnei, com glória, o bem e a energia vital.
Pedras minhas, quanto eu não dava para rever e andarilhar aquelas pedras, cinza, encantadas, negras, brutas, pedras belas. As minhas pedras.
Pedras da memória.
Fui, há algum tempo e com muita honra, convidado a fazer parte do blogue Estrolábio.
Na altura, foi-me proposto enviar algumas fotografias para que alguns dos outros membros pudessem escrever poemas ou textos poéticos, tendo-as como fonte de inspiração.
Dentro de alguns dias, começarei a colocar os conjuntos, um a um, aqui.
SERENÍSSIMA CASA REAL E DUCAL DE BRAGANÇA - PORTUGAL
RELÓGIO UNIVERSAL
http://home.tiscali.nl/annejan/swf/timeline.swf
NAÇÃO
.
Bandeira do Condado Portucalense usada pelo Conde Dom Henrique (1081-1139) e pelo Conde Dom Afonso Henriques (1139-1143)
«De prata, uma cruz, de azul». Esta é a descrição heráldica do escudo do primeiro Rei de Portugal, herdada, segundo se diz, de seu pai, Henrique de Borgonha. Note-se que se trata aqui realmente de um escudo; a heráldica europeia moderna começa justamente pela descrição das vestes e dos escudos dos cavaleiros num torneio, feita por um arauto (herald). Quase certamente, este brasão nunca tomou a forma de uma bandeira, pois estas, muito menos como representação uniformizada e generalizada de um país, ainda não existiam nesta época
Houve, dois Condados Portucalenses ou Condados de Portucale distintos: um primeiro, fundado por Vímara Peres após a presúria de Portucale (Porto) em 868 e incorporado no reino da Galiza em 1071, após a morte do conde Nuno Mendes (e que embora gozando de certa autonomia, constituiu sempre uma dependência do reino das Astúrias/Leão/Galiza sendo sensivelmente equivalente ao actual Entre-Douro-e-Minho).
Um segundo, constituído c. 1095 em feudo do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique de Borgonha, um burguinhão, que veio auxiliá-lo na Reconquista de terras aos Mouros, tendo também recebido a mão de sua filha Teresa de Leão. Este último condado era muito maior em extensão, já que abarcava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do Sul da Galiza (diocese de Tui).
Condado é um termo genérico para designar o Território Portucalense, pois os seus chefes eram alternadamente intitulados Comite (conde), Dux (duque) ou Princeps (Príncipe).
Há 47 regiões vinícolas em Portugal. Nos rótulos das garrafas essas regiões estão mensionadas através de siglas. . Denominação de origem e classificação de vinhos consoante a região de proveniência: DOC - Denominação de Origem Controlada VQPRD - Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada VLQPRD - Vinho Licoroso ... VEQPRD - Vinho Espumante ... VFQPRD - Vinho Frisante ... Vinho Regional Vinho de Mesa
Em Dezembro de 1996, o centro histórico do Porto foi classificado, pela UNESCO, como Património Cultural da Humanidade, o que veio confirmar a sua riqueza monumental, patrimonial e cultural. Destino turístico por excelência, a cidade tem, no centro histórico, o ponto fulcral das visitas à Invicta, apresentando a história da cidade que começou a crescer a partir desse mesmo ponto.
A cidade, indissociável do rio Douro, é uma das mais antigas da Europa e apresenta uma história que eleva o espírito hospitaleiro e lutador do povo apelidado de “tripeiro”. A par da sua história, apresenta o afamado Vinho do Porto, cujas caves podem ser visitadas do outro lado da margem do rio, em Vila Nova de Gaia.
Para além dos monumentos e museus, a cidade apresenta inúmeros espaços verdes que proporcionam bonitos passeios, seja no centro da cidade ou junto ao mar ou rio.
Uma visita pela cidade não deve esquecer as pontes, que unem o Porto a Vila Nova de Gaia, assim como os percursos que a cidade oferece, desde a movimentada Baixa, às pitorescas Ribeira e Miragaia, até à Foz, conhecendo aí as praias, e passando também por uma subida à Torre dos Clérigos.
A gastronomia portuguesa é bem conhecida em todo o mundo, pela sua diversidade. No Porto, são dois os pratos que se destacam dos demais: as Tripas à Moda do Porto e a sanduíche reforçada, coberta de molho picante, que tomou o nome de Francesinha.
Povo festivo por natureza, os portuenses dão grande destaque à Festa de S. João, tornando a noite de 23 para 24 de Junho, num arraial único no país. Toda a gente sai à rua, empunhando martelos de plástico ou alho-porro, para correr as ruas da cidade, da Ribeira até à Foz, depois do monumental fogo-de-artifício que acontece à meia-noite junto ao rio Douro.
A não perder
Casa da Música Castelo de São João da Foz Caves do Vinho do Porto (em Gaia) Estação de S. Bento Fundação de Serralves Igreja de S. Francisco Igreja de S. Nicolau Palácio da Bolsa Palácio de Cristal Palácio do Freixo Parque da Cidade Pavilhão da Água Sé do Porto Teatro Nacional S. João Teatro Rivoli Torre dos Clérigos Mercado do Bolhão Muralha Fernandina Museu Nacional Soares dos Reis Museu de Arte Conteporânea de Serralves Museu do Carro Eléctrico Museu Nacional da Imprensa