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sábado, 6 de julho de 2013

REVOGUE-SE O IRREVOGÁVEL E...

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SIGA PARA BINGO
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Já nada é o que era, e ainda bem. 
Imaginemos que as pessoas ainda ficavam presas à sua palavra, era um aborrecimento e ainda tínhamos de andar todos com uma corda ao pescoço. E isso, meus caros, já não se usa. Nem ser fiel à palavra dada, e muito menos ser-se penhor dela.
Também já não se usam princípios éticos e outros. Quem os tem chama-lhes seus, mas se houver quem deles não goste, há sempre outros, guardados numa qualquer gaveta, para poder agradar.
Num governo, o nosso, um homem-ministro demite-se por causa de uma mulher-que-vai-ser-ministra, a mulher, coitada, toma posse como ministra numa situação deveras delicada. Entretanto, e face aos graves problemas, à escala Nacional e até Internacional, o homem "recua" na sua decisão irrevogável, sobe de posto mantendo-se no governo como um verdadeiro Primeiro Ministro e, até ver, a mulher-agora-ministra, Maria Luís Albuquerque, também aí se manterá. E o que virá aí é um novo governo, com outras novas caras do partido de Paulo, mas para que assim fosse, não deveria ter sido necessária esta crise.
No que respeita a exigências, de uns e de outros, já por aqui tratei, mas também essas exigências poderiam a partir de agora ser facilmente revogáveis.
O que se não revoga é a vontade de destruir, custe o que custar, todo o esforço que todos nós tivemos de fazer ao longo destes dois últimos anos. Para isso, lá se vão reunindo, uns bandos de tipos politicamente politizados, fazendo marchas, exigindo o descalabro, chamando impunemente os mais feios e execráveis nomes a quem tem o fardo de nos governar, seja essa governação bem feita ou não.
Agora, voltamos a ter a possibilidade de compor o que se descompôs na última semana, e se assim acontecer, lá estarão na forja mais umas greves, umas manifestações, e uns e outros a colocarem-se em bicos de pés, a ver se são vistos e/ou ouvidos. 
Só mesmo na nossa república democrática que, velha de cem anos enquanto república e de quarenta enquanto arremedo de democracia, está mais "prá" cova que outra coisa.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A LEGITIMIDADE VEM-NOS DO VOTO, NÃO DAS MANIFESTAÇÕES DE GRUPOS

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PERSEGUIÇÃO NÃO É CRIME?
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Há para aí grupelhos de gentinha que se intitulam donos da verdade. 
Dessa forma entendem que tudo o que façam ou possam fazer está dentro dos seus direitos, e que tudo o que os outros fizerem ou disserem, desde que em dissonância com a sua (deles) ideia, está do lado de fora desses mesmos direitos.
Na democracia deles, só fala quem eles quiserem.
Vem isto a propósito das recentes manifestações do grupo "que se lixe a troika" (para além da manifestação em si que impediu "democraticamente" alguém de exercer o seu direito a ser ouvido, o que mais me incomodou foi o ver as caras de ódio e  ouvir os gritos, facilmente audíveis nas primeiras gravações apresentadas a público, de "assassino" e "ladrão") que impediram ministros da República de falarem e das intenções confirmadas e ditas em público, de perseguirem membros do governo, impedindo-os de falarem ou ... seja do que for, até à manifestação programada para 2 de Março.
Esquecem estas gentinhas que a legitimidade das pessoas advém do voto popular e das maiorias aí conseguidas, e não de manifestações mais ou menos fortes ou com mais ou menos gente, que esses grupinhos organizam.
A razão que muitas vezes temos pode perder-se ao enveredarmos por acções que o colectivo abomine, para além de se poder duvidar da real representatividade destes grupos em relação ao povo Português.
E o governo mal irá se se deixar dominar por estas pressões.
Mas também é verdade que não as pode ignorar sob o risco de soçobrar
(as origens de Grândola, o poema)
Foto tirada da internet
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