terça-feira, 5 de janeiro de 2010

VARELA, POIS CLARO

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DE NOVO
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Adivinhava-se um jogo para que os menos habituais brilhassem, mas teve de ser Varela a resolver o jogo no último minuto da primeira parte.
Com o jogo a tender para o Leixões que criou muitos problemas ao FCPorto, Jesualdo teve de trocar jogadores e pôr uns mais experientes. A coisa poderia ter corrido mal, mas com as trocas, a equipa ganhou outra vitalidade e chegou para vencer.
Foi um Porto de segundas figuras o que venceu no Dragão.


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JFM
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CRISE NO SECTOR AUTOMÓVEL

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ISTO VAI DE MAL A PIOR
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A venda de automóveis vai mal.
Neste ano de 2009, venderam-se tantos carros como em 1988, ano em que a importação estava muito limitada.
Neste ano, não houve qualquer limitação. As pessoas não compraram carros, porque não podiam.
E não puderam porque não tinham dinheiro. A crise está aí para lavar e durar, com a falta de emprego a continuar a ser o nosso maior problema.
Claro que houve quem quisesse comprar, para beneficiar dos incentivos do governo, e não tivesse podido, pois que os carros não chegaram na medida das encomendas. E tudo por causa dos importadores que os não importaram a tempo, e também porque nos países de origem, guardaram os carros para venda aos seus nacionais, que estavam a comprar normalmente. Mas isso são outras histórias.
Em Portugal é assim. O nosso governo entende que tudo estará bem se nos continuarmos a endividar, se a oposição se comportar como deve, e se não se fizerem muitas ondas, etc..
Os Portugueses, entretanto, apertam o cinto, sabendo que esta crise está para durar, e que isto vai de mal a pior. Os piores dias ainda não chegaram cá. É que teremos que aguentar este governo pelo menos mais um ano e tal, e ficamos sem saber se o País aguenta. Melhor, se nós aguentamos!
Em contrapartida, no resto do mundo, e na Europa em particular, a retoma já começou.
estive nos últimos dias em Roma, e o que vi não é, nem de perto nem de longe, um País em crise. A retoma está florescente.
No que respeita à venda de automóveis, o que se passa em muitos países, que não em Portugal, é a prova provada da capacidade que existe nesses lugares para dar a volta à crise. Em França, o aumento da venda de automóveis em Dezembro de 2009, relativamente ao ano anterior foi da ordem dos 40%. Em Inglaterra terá sido de quase 60%. No Japão foi de 37%.
E o nosso governo, no entretanto, acabou com os incentivos ao abate e troca de veículos, numa medida, a todos os níveis, "inteligente".
O fundo do poço está aí, e ninguém parece interessado em querer vê-lo.

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JFM
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VÁ TOMAR CIMBALINO ONDE LHE APETECER

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POR 4 EUROS MAIS O PREÇO DO CAFÉ
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Vá, vá com a companhia aérea mais barata do mundo, e volte quando quiser. Por quatro euros pode voar para cerca de quatrocentos destinos diferentes, só mesmo para tomar um café e voltar.
Ofereça a si mesmo uma extravagância. Vá tomar um cimbalino e volte.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

CALÚNIA

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NÃO SE ADMITE
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Coitado do jornal «A Bola».
Imaginem que os jogadores do clube campeão Nacional, resolveram cortar relações com esses senhores. Não os querem ver nem pintados e ouvir, nem por sombras. E tudo porque os senhores que se dizem jornalistas e escrevem nesse jornal, escreveram ontem coisas que deverão ser calúnias. Assim, com este corte de relações, o jornal vai perder vendas e ainda acaba falido.
Na realidade não acredito que pessoas tão isentas como o serão por certo esses jornalistas, tenham escrito coisas, falseando a verdade. Os jogadores do clube azul e branco, deverão estar enganados. Os acontecimentos narrados terão sido mal interpretados pelos jogadores e bem descritos pelos jornalistas. Só pode ser! Os jornalistas são pessoas correctas e os jogadores uns mentirosos que só querem limpar o seu nome.
De qualquer forma, e por via de dúvidas, não vou mais comprar esse jornal, o que me não fará diferença alguma já que nunca o fiz. Esse tipo de jornais, não entra, por norma, nos meus hábitos literários.

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REFERENDO

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SIM OU NÃO
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Quase noventa e uma mil pessoas querem que haja um referendo. São esses, pelo menos, os números avançados dos que assinaram uma petição que amanhã vai ser entregue na Assembleia da República.
Querem que os Portugueses digam se querem, ou se aceitam, ou se desejam que, se duas pessoas do mesmo sexo se juntarem, a essa união se possa chamar casamento.
Acho bem, essa coisa do referendo. Sempre ficamos a saber o que, na realidade, os Portugueses pensam, e não, exclusivamente, o que alguns dizem que todos pensamos.
Por mim, pode chamar-se o que muito bem entenderem, desde que não seja casamento. É um termo que gostaria de ver relacionado exclusivamente a uniões entre seres de sexo diferente.
De resto, estes senhores e senhoras, podem e devem ter todas as benesses e direitos e garantias que desejam.
E, mainada!

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CINCO DIAS DEPOIS

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ROMA
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Regressei de umas curtas férias e encontrei um Portugal renovado. Como um amigo meu me diz amiudadas vezes, só seria preciso paciência, que ao mudar o ano, tudo com ele mudaria, para melhor, claro.
Parti, a 30 de Dezembro. Saí de um País (o meu) triste e sem esperança, onde os problemas sociais e políticos eram enormes, e onde só se esperava que o Presidente fizesse como os seus antecessores e demitisse o governo. Saí de um País (o meu) onde pouco se entendiam, onde a fome crescia, e onde a crise não diminuía.
Ao regressar, hoje, e quando apareci à porta do avião, encontrei uma nova atmosfera no ar. Os cheiros eram diferentes, as cores mais vibrantes, os sons menos agrestes, quase melodiosos.
Mesmo sem saber fosse o que fosse, rejubilei. Algo tinha mudado. É certo que não tinha ouvido notícias nem falado com ninguém, mas as coisas pareciam-me diferentes. Um enorme sorriso ficou estampado na minha cara e não quis mais sair.
Quando cheguei a casa, corri a saber das novas. Folheei jornais, liguei a televisão, conectei-me com a internet.
Pareceu-me que as coisas me escapavam das mãos. Não encontrei nada de novo. Por certo não estava eu a procurar devidamente, pensei, mas aos poucos vi a verdade e o desalento voltou.
Afinal, a crise económica e social mantém-se. As pessoas ganham o mesmo, na sua maioria mal, o desemprego continua a aumentar, continuam a matar-se uns aos outros nas estradas, e o Presidente entende que se está a caminhar para uma situação explosiva.
Afinal, a crise política também se mantém. A oposição não se entende com o governo. O governo continua a pensar que pode fazer o que quer. Alguma oposição não se entende a ela mesma. O governo joga com as palavras, continua a vitimizar-se, e joga em força para a aprovação do Orçamento.
Que se passou então para que eu tivesse sentido uma tão forte alegria e uma mudança, que não existem?
Só mesmo o desejo enorme de ver em Portugal o que acabara de ver no País de onde vinha.
Fui passar cinco dias a Roma. Já há muito tempo que não saía do meu País, e há muitos anos que não ia a Itália.
Vivemos numa aldeia global e, vamos ouvindo os problemas políticos e sociais que todo o mundo vive. Roma vive por certo muitos desses problemas, não sendo muito diferente do resto do mundo. A crise económica é geral e mundial, e em Itália não será diferente da restante Europa.
Mas a diferença para Portugal, é enorme.
Se nos problemas sociais e nos políticos as diferenças são grandes, normais e não comparáveis, já que cada País tem casos específicos, já no plano económico se pode olhar de outra maneira. Eu sei que se trata de um País rico, com muita indústria e muita exportação. Mas já há muitos anos que, mesmo salvaguardando as devidas proporções na comparação com Portugal, eu não via um comércio tão florescente. Rios de gente nas ruas, a comprar. Filas à porta de lojas de renome internacional, e noutras cujos nomes eu desconhecia. Milhares de pessoas com sacos de compras. É verdade que a época de saldos tinha aberto, mas os preços que se viam na maior parte das lojas, eram muito altos, mesmo que, os valores já com os descontos de "saldi", fossem os originais.
A retoma já se nota em Itália, como se nota em muitas partes da Europa. E eu gostaria de ver essa pujança no meu País.
Infelizmente continuamos no mesmo rame-rame de sempre, com os mesmos a mandar e os mesmos a obedecer. Uns e outros, mal!

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JFM
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 - ANO NOVO, VIDA NOVA



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2010 - ANO NOVO, VIDA NOVA!

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Como seria bom que o novo ano de 2010 nos trouxesse realmente uma vida nova. As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem e devem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal. A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.

O nosso país não cresce há mais de dez anos, todos os números são maus, todos os indicadores estão no fundo da Europa, excepto claro, os que o governo lê ou quer ler, e nos impinge quase diariamente, numa lavagem cerebral digna do melhor vendedor da banha da cobra.

Temos por isso de mudar o rumo que Portugal e os Portugueses estão a levar, e isso volta a estar nas nossas mãos. Neste ano que passou, com três eleições, perdemos uma oportunidade suberana de mudar radicalmente as coisas e resolvemos mantê-las na mesma. Agora, neste ano que se avizinha, poderemos, caso o queiramos, fazer algo por nós, embora com mais dificuldades do que em 2009.

Ao baterem as doze badaladas da meia-noite, no último suspiro do ano, as esperanças renovam-se e os desejos intensificam-se. Comem-se as passas e pedem-se coisas em voz sumida, em segredo, com a certeza de que o novo ano irá ser muito diferente, para melhor, do que acaba de falecer, e nos vai trazer tudo o que desejamos e pelo que andamos a lutar já há muito tempo. O renascimento traz sempre uma nova visão da vida, repleta de boas intenções e presságios. Para trás ficam o Ano Velho, as decepções, as desgraças e as recordações.

Para este novo ano, quero levar só as boas recordações, infelizmente poucas, não querendo lembrar-me de novo, das outras que me fizeram viver com ódio e raiva, com lamentações e queixas, com azedume e mal estar. Quero que dentro de mim, em 2010, só existam pensamentos positivos, coisa que eu sei ser utópica, mas que quero tentar vir a ter diariamente. O dia a dia do meu país, e o meu próprio, não mo vão deixar, com os problemas que não vão deixar de continuar a existir, e com os outros que virão a ser criados todos os dias, pelo que terei, com assiduidade, de me insurgir, na esperança de que essa minha reacção possa levar a alguma mudança positiva.

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Um bom Ano de 2010 para todos!



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JFM
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ESTÁ DECIDIDO E NÃO SE FALA MAIS NISSO

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AQUELA CORRIDITA DOS ARES

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A página está virada. O espectáculo, que muitos de nós adorávamos, e que muito beneficiou a nossa terra e as nossas gentes, vai para outro lado.

Com tantos sítios para ir, com tantas razões para ficar, vai para o sítio do costume.

A ganância, a inveja, a lata, a mesquinhes e o descaramento dessas gentes, aliados aos interesses económicos de uma empresa, que como qualquer outra se move pelo lucro, e cujas despesas são astronómicas, provocaram este desfecho.

Paciência! Partamos para outra que esta já cheira mal. Já se falou e deu demasiada importância a este assunto.

Não querem, haverá mais quem queira. Não faltarão espectáculos de valia semelhante, ou até superior, que nos possam interessar. E para cá virão e estarão, até que o olho gordo e insaciável dos de sempre, não no-los venham roubar.

Para além da procura que vamos ter de fazer, baseada num concurso de ideias, ou em propostas internacionais oriundas de um qualquer concurso que façamos, só nos resta fazer uma coisita. Pequena e sem importância.

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=NÃO FALAR MAIS NISTO. NUNCA MAIS! SEJA POR QUE MOTIVO FOR=

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E no sentido mais lato da ideia. Não dar quaisquer notícias, não fotografar, não transmitir, não visitar, não falar de, em suma, IGNORAR TOTALMENTE.

Utilizar uma atitude passiva e distante em relação a esse evento.

Só assim, no meu entendimento, chegaremos a qualquer lado. Não nos adianta continuar a fazer o papel de desgraçadinhos a quem tiraram o rebuçado da boca.

Não nos querem, muito bem. Nós respondemos do mesmo modo, e agora somos nós que nunca mais vamos querer.

Desta forma, esta será a última vez que escrevo sobre este assunto, com a ressalva de uma qualquer evolução do problema, que se mostre importante para a nossa região, e que me obrigue a voltar ao tema.

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FAÇAM COMO EU.

MOVIMENTEM-SE, FALEM UNS COM OS OUTROS.

MOSTREMOS DO QUE SOMOS CAPAZES.

FAÇAMOS USO DA NOSSA FORÇA.

TRANSMITAM E IMPLEMENTEM ESTA IDEIA:

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MANTER SILÊNCIO ABSOLUTO SOBRE TUDO ISTO.

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Hoje poucos, amanhã imensos e vencedores.

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JFM
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A, B, C, D, E, F, G.

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(In O Primeiro de Janeiro, 28-12-2009)

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SÃO JÁ MIL E DUZENTAS

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FUNDAÇÕES, COMO COGUMELOS
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Pelo que se sabe, devem ser já cerca de mil e duzentas as fundações.
Desde 2001, foram criadas mais de setenta e cinco, e só os governos do nosso estimado líder, Sócrates II O Dialogador, já terão criado ou aprovado cerca de cinquenta, desde que ele chegou ao poder.
Estas coisas estranhas, recebem milhões de euros anuais em subsídios e isenções fiscais, e não existe qualquer controlo para as fiscalizar.
Por causa das coisinhas menos claras que se vão passando com a Fundação Magalhães ( na realidade chama-se Fundação para as Comunicações Móveis, e até para calar quem afirma que o controlo não existe, o Tribunal de Contas lá se pôs, muito a custo, a caminho, e está a realizar uma auditoria.
Das outras mil cento e noventa e nove, quase nem se ouve falar, excepto, claro, e porque nem tudo se esquece, na Fundação Para a Prevenção e Segurança, de António Vara (o homem dos dez mil euros), que, no tempo de Guterres (outro Dialogador), suscitou mais um escândalo.

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JFM
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sábado, 26 de dezembro de 2009

MEDO DE QUÊ?

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A MAIORIA DE ESQUERDA NÃO DEIXA
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Os partidos de esquerda não deixam que o referendo sobre o casamento de homossexuais se faça.
NÃO HÁ REFERENDO PARA NINGUÉM!

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JFM
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O DISCURSO DE NATAL

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AINDA E SEMPRE O CALIMERO
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Não tenho tido vontade de escrever sobre política. A coisa é sempre a mesma e os nossos dirigentes todos a mesma trampa.
No entanto, pequei, e resolvi ouvir a mensagem de Natal do nosso maravilhoso líder, Sócrates II, O Dialogador.
As palavras estavam por lá, no discurso, mas a quererem dizer exactamente o oposto do que aprendemos na escola e no dicionário. Solidariedade e esperança, palavras sempre encontradas em qualquer discurso que se prese, em especial na época natalícia, pareceriam ao menos atento, palavras sérias e a mensagem de um Primeiro interessado e atento aos problemas do País. Mas não esqueçamos que estamos perante o mestre do disfarce, o perito do embuste, o cínico que pensa que é o maior, que é o mais inteligente e que é o detentor da verdade. O ar sofredor que adoptou, qual Calimero, e a face sem um sorriso para amenizar as palavras, ajudaram a criar um clima que lhe será cada vez mais adverso.
Já ninguém acredita que o investimento público possa trazer riqueza ao País, embora vá enriquecer alguns.
O discurso de ocasião, feita de promessas ocas, já não colhe, nem nos seus apoiantes. O seu partido anda perdido e sem saber já o que fazer com este personagem.
Um dia, Deus queira que muito próximo, para nosso bem, vai deixa-nos, e nessa altura poderá ser já tarde para uma recuperação, que outros encetaram já, enquanto nós nos continuamos a afundar.

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JFM
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O FIM DOS FERIADOS

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FERIADOS A MAIS?
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Portugal tem feriados a mais. Há pelo menos dois que eu aboliria de imediato. O 25 de Abril e o 1º de Maio. Um, celebra uma coisa que o não foi, e outro o dia do trabalhador para que ele não trabalhe.
Dos outros, talvez que não fosse bom abolir mais nenhum. O sr Bispo do Porto, tem razão. A crise não se combate com uma meia dúzia de dias de fraco trabalho a mais. A crise combate-se com alta produtividade, bons salários e bons mercados para escoar os produtos. Tudo com tento, peso e medida.
Mas há uma coisa mais que pode ajudar a acabar com a crise. Acabar com a corrupção, a pequena e a grande.

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JFM
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FLASHMOD

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FLASHMOD
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JFM
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

COMO SE FORA UM CONTO - O PAI NATAL E O MENINO JESUS

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O PAI NATAL E O MENINO JESUS
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Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.
Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.
Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.
Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.
O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.
No tempo do meu Menino Jesus, e porque ele, coitadinho era pobre, minha irmã, meus primos e primas e eu, recebíamos, na madrugada da noite de Natal para o dia, uma prenda, às vezes, muito raramente, duas (nos raros anos em que o menino estava mais abonado), e uma moedinha de prata. Os nossos pais, nada recebiam, embora, quando o ano corria bem, encontrassem no sapatinho deles, que como os nossos estavam em cima do fogão de lenha da cozinha da casa de meu avô paterno, um embrulhinho. E depois, era uma festa com cada um a mostrar aos outros a prenda com que o Menino Jesus os tinha mimoseado.
- Deixa ver … que porreiro pá! Já viste o que eu tive?
E nisto se passava o dia, com brincadeiras e muita algazarra, e com os adultos a viverem connosco toda essa alegria. O dia era de todos. Festejava-se a união da família.
Depois veio o Pai Natal e as prendas começaram a chover. Toda a gente, desde os miúdos aos graúdos, recebia uma catrefada de coisas. A maior parte delas não serviam para nada, mas todos tinham muitas coisas. E no fim, cada um de nós se entretinha com uma só, abandonando as outras, que, sem préstimo ficavam caídas no meio dos destroços da batalha momentos antes havida. Folhas e folhas de papel de embrulho, rasgadas e atiradas por tudo quanto era lado. A tristeza do fim de festa, o desapontamento por falta de algo com que se tinha sonhado, o desalento espelhado num ou noutro rosto. A abundância desmedida não trazia com ela a felicidade.
O Natal que já tinha, um dia, sido de todos e para todos, passou cada vez mais a ser unicamente das e para as crianças. Na ânsia de lhes fazer bem, o Pai Natal de cada casa, inundava de coisas supérfulas os pobres catraios e sem resultados positivos. Passou a viver-se esta época de consumismo desenfreado para dar, seja o que for, em vez de viver alegremente a quadra e agradecer o que se tem. Desapareceu a festa da família. As pessoas continuam a juntar-se porque sim, porque tem de ser, porque sempre assim foi.
E as zangas começaram a aparecer. Porque este deu ao outro uma coisa que valia muito mais e a mim uma que valia muito menos. Porque aquele se esqueceu de dar. Porque, porque, e porque.
- Para o próximo ano não ponho cá os pés. Estou farto/a.
O consumismo e o desagrado inundaram as casas de cada um. Tinha nascido a obrigatoriedade de dar. Passou a gastar-se uma pequena fortuna em cada Natal, e quem não podia fazê-lo ficava mal visto. O sentimento de família começou a perder-se.
Cada vez são mais as pessoas que só querem mesmo é que esta época, em especial o mês de Dezembro, passe depressa.
- Arre, que nunca mais é Janeiro!
Só as crianças continuam, um pouco na sua inocência a desejar o que nunca tiveram, mas pensam que têm. Um Natal em família, com amor e amizade, onde todos perdoam a todos, onde os valores materiais são deixados de lado. No fundo e sem saberem, a desejar o que nunca conheceram. Um Natal onde fosse um Menino Jesus pobrezinho a trazer-lhes as prendinhas.

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(In O Primeiro de Janeiro, 24-12-2009)


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JFM
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CAMPANHA PARA UMA MELHOR VIDA NO NORTE

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APOIE E DIVULGUE, QUE NÃO CUSTA NADA E DÁ UM GOZO TREMENDO
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Para mim, o Norte só acaba lá para as bandas do Mondego. Acaba o Norte onde o Sul começa. Já o disse antes nestas páginas, que a região norte deveria abarcar não só o Minho, Douro e Trás os Montes, mas também as Beiras, litoral e interior. É a minha ideia, devendo no entanto estar sozinho nesse pensamento.
Não é, no entanto, isso que aqui me traz hoje. Mais cedo ou mais tarde, por certo mais tarde que mais cedo, a regionalização virá, seja com uma região, como agora, seja com três, cinco, quatorze ou trinta e sete. Tantas quantas os mandantes deste nosso País, entenderem.
O que hoje me leva a escrever, é outra coisa. Para já, entendo eu, que a mais importante. Restituir ao Norte a sua real importância.
É por demais sabido que o Norte perdeu força, perdeu influência e até terá perdido o respeito de todo o restante País. Nós, os trabalhadores por excelência, o ganha pão de um País inteiro, somos hoje a zona mais pobre de Portugal, e uma das mais pobres da Europa. O respeito que antes tinham por nós, esfumou-se, e fazem da nossa região, gato-sapato. Basta ver o que os da capital nos tiram ou tiraram, sem se preocuparem connosco, sem se importarem com os prejuízos económicos que daí advieram. estou a falar, como é evidente, dos acontecimentos mais relevantes, como sejam o salão automóvel, o salão de moda e «aquelabebida air race», que do Porto, onde tinham um sucesso estrondoso, rumaram a Lisboa.
É preciso que as gentes portuguesas, mormente as gentes governamentais, saibam que estamos aqui, e que sabemos fazer valer os nossos direitos.
Para tal, é preciso afirmação e trabalho na defesa do que é nosso.
E no fundo, o que é que é nosso?
Nosso, são as nossas fábricas, os nossos produtos, as nossas casas, as nossas gentes, o nosso dinheiro.
E como poderemos nós, defender as nossas coisas? Consumindo-as, usando-as, incentivando os outros a fazerem o mesmo.
E é fácil, e não custa mais caro, e pode dar um gozo danado fazer as coisas do modo que eu faço.
Por isso, lanço esta campanha, para uma vida melhor, a Norte.
Como todos temos de comer e vestir e fazer férias e viver, sempre que possível faço da maneira que vos proponho. São oito medidas simples e fáceis de tomar.
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1ª- Se bebe vinho, beba Vinho Verde, ou do Douro, ou qualquer outro, desde que seja do «Norte». Se bebe cerveja, beba Cristal ou Super Bock. Se bebe água beba Vitalis, Pedras, Vidago. Se bebe sumos beba Frisumo, Frutea, etc., ou quaisquer outros, mas sempre oriundos de empresas do Norte
2ª- Nos restaurantes, prefira os que servem produtos da sua região.
3ª- Nos coisas que compra no super-mercado, desde que haja, escolha os que são oriundos do Norte. Procure, informe-se, faça.
4ª- Nas roupas e acessórios, saiba que ainda há muitas fábricas a laborar no Norte. Escolha os seus artigos.
5ª- Faça férias no Gerês, no Douro, no Minho. Se´preferir praia, há-as magníficas entre Caminha e a Figueira da Foz.
6ª- Utilize sempre gasolina ou gasóleo de marca branca. São iguais às de marca e mais baratos.
7ª- Já há concorrência no fornecimento de energia eléctrica. Informe-se e mude.
8ª- Seja cliente das lojas de rua. Consumir no comércio tradicional ajuda a sua região. Exija artigos fabricados na região Norte. Quando comprar alguma coisa, verifique primeiro a sua proveniência. É muito provável que exis9ta igual ou semelhante, mas fabricado por cá.
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FAÇA DESTA CAMPANHA UMA MODA!
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Se todos fizermos as coisas desta forma, poderemos ter a certeza de que em poucos meses, todo o País se preocupará com o Norte. Todos os governantes se lembrarão de nós e estarão preparados para «negociar» e «dialogar» com os nossos representantes.
Em pouco tempo a nossa força ressurgirá e seremos olhados com outros olhos. Somos alguns milhões de habitantes, e a nosso força pode ser imensa.
Façamos por isso.


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(In O Primeiro de Janeiro, 21-12-2009)
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JFM
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(também publicado no Regiões, em 18/12/2009)
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

COMO SE FORA UM CONTO - ESTAR, EM CASA DO LUÍS




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ESTAR, EM CASA DO LUÍS

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-Cheira mal, a que é que cheira? Diz o filho do meu amigo, aspirando fortemente o ligeiro fumo que sai do tacho que está em cima do fogão.

Estamos a poucos dias do Natal e estou em casa deles. Ofereceram-me almoço, que aceitei com prazer. Nesta casa come-se sempre bem. O cozinheiro é o meu amigo e faz comidas diferentes das que estou habituado, mas sempre boas. Comidas que, por brincadeira sempre digo não gostar, mas que como deleitado.

Na verdade não cheira mal, cheira só diferente.

Vim, como de outras vezes, para estar. Este estar é partilhado por outras gentes. Aqui, está-se bem. Hoje sou o único que está!

Partilhamos o gosto pela fotografia. Partilha comigo o saber que possui.

Com ele aprendo muito, como em tempos aprendi com o pai dele, numa altura em que, ainda adolescente, tinha sede de saber fotografar, e olhava, ávido de aprender, o que o sr fazia, e como. Somos amigos desde crianças, com encontros e desencontros pela vida fora, por vezes longos, alguns com tamanho de anos. Cada reencontro aconteceu naturalmente, como se não nos víssemos desde o dia anterior.

Aqui, respira-se fotografia. Aqui respira-se um bem-estar diferente, irreverente, uma anarquia levemente insana (num muito bom sentido), num ambiente traduzido por uma amálgama de peças de várias partes do mundo, muitas plantas e duas gatas.

Homem culto, sabe de tudo um pouco, e de algumas coisas sabe muito. Peca um pouco pela visão extremada que tem do mundo, muitas vezes condicionada pelo que a vida lhe trouxe, pelas dificuldades que foi encontrando provocadas pelos interesses instalados contra os quais sempre lutou. O estar sempre à frente do seu tempo e o facto de a razão lhe chegar muitas vezes tarde, também não ajudará a uma visão diferente.

Aqui, em casa do Luís, bem assim como na extensão que possui numa pequena sala de um prédio perto a que chama escritório, encontro, sem necessidade de procurar, o saber partilhar, o saber dar, o não esperar receber alguma coisa em troca do que faz pelos outros, dizendo melhor e em três palavras, uma generosidade ímpar.

Em casa do Luís, só não gosto do constante fumo do cigarro demasiadas vezes aceso. Sou alérgico a este fumo, mas esqueço-o trocando o desconforto pelo prazer de estar.

Boas Festas, meu amigo. Que o Novo Ano te traga um bocadinho do que, sem descanso, procuras.


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JFM
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domingo, 20 de dezembro de 2009

O CAMPEÃO PERDEU

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O BENFICA GANHOU
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APESAR DO PENALTI QUE TERÁ FICADO POR MARCAR, A FAVOR DO FCPORTO, E DE OUTRO A FAVOR DO BENFICA, O BENFICA MERECEU GANHAR.
SOUBE ADAPTAR-SE MELHOR AO PÉSSIMO RELVADO, SOUBE MANTER MAIS TEMPO A BOLA EM SEU PODER, E OS SEUS JOGADORES ESTIVERAM MELHORES QUE OS DO FCPORTO.
AGORA, OS CAMPEÕES ENTÃO A QUATRO PONTOS DO BRAGA E DO BENFICA, NO TERCEIRO LUGAR.

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JFM
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PORTUGAL 2009

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E NEM SEQUER FOI ANO BISSEXTO.

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Mas que raio de ano foi este de 2009.

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Em Portugal,

Arderam mais hectares de floresta do que é costume.

Houve mais crimes violentos do que é costume.

Há mais fome do que é costume.

Há mais doenças novas do que é costume.

Há mais tráfico de droga do que é costume.

Há pior educação do que é costume.

Há pior economia do que é costume.

Há pior política do que é costume.

A crise é pior do que é costume.

A vida é muito pior do que é costume.

Anda meio País a ser enganado pelo outro meio, como de costume.

Há mais corrupção do que se imaginava e era costume.

E como de costume os mandantes não se entendem para nos salvar.

E eu não costumo estar acostumado a estes costumes.

QUE RAIO DE PAÍS ESTE EM QUE VIVEMOS.

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E no mundo em geral,

Morreu mais gente importante do que é costume.

Cairam mais aviões do que é costume.

Há mais guerra do que é costume.

Há tanta ou mais fome do que é costume.

Está tudo mais quente do que é costume.

E como de costume os mandantes também não se entendem para o salvar.
E eu não quero estar acostumado a estes costumes.

Que raio de ano este, que nunca mais acaba!

QUE RAIO DE MUNDO ESTE EM QUE VIVEMOS.

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Há para aí um novo mundo, a quarenta e dois anos luz de distância.

Podemos ir para lá?

-Ainda não?, e uma ilhotazita perdida no meio de Atlântico ou do Pacífico, pode ser? Por favor? Hum?

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JFM
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sábado, 19 de dezembro de 2009

AVENTAR

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O AVENTAR ALMOÇOU
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O Aventar foi almoçar.

Estiveram presentes vários aventadores, desde o fundador ao elemento mais recente e tivemos uma excelente recepção do aventador JJC.


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JFM
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EM PRIMEIRO DESDE A PRIMEIRA JORNADA

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BRAGA, O MAIOR
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BRAGA, campeão de Inverno.
Continua a ganhar. Continua em primeiro. Estou a adorar este campeonato.

Parabéns, Arsenalistas de Braga.

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JFM
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

JUSTIFICARAM O INJUSTIFICAVEL

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FALARAM, POUCO E NADA DISSERAM
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Organização da DaOutraBebida Air Race, fala em opção para «manter o sucesso da prova no futuro e a sustentabilidade do próprio desporto», na decisão de sair do Porto e ir para a capital.

Falaram pouco e disseram ainda menos!
A TMN, puxou dos galões e tomou uma atitude.

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JFM
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BOAS NOTÍCIAS

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ATÉ QUE ENFIM
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Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou

que cada português caminha em média 440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que,

em média, cada português bebe 26 litros de vinho por ano.

Conclusão:

Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km,

ou seja... é económico!

... Afinal, nem tudo está mal, no nosso País!


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JFM

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ARSENAL, DE NOVO

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QUATRO JOGOS, UMA VITÓRIA
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De novo nos sai o Arsenal na rifa.
Nesta altura da Liga dos Campeões, já não há jogos fáceis. E estes vão ser difíceis.
A primeira mão vai realizar-se no Porto em meados ou finais de Fevereiro.
O Benfica vai receber o Hertha, e o Sporting o Everton, na Liga Europa.
Mas para já, o que interessa mesmo é o jogo do próximo domingo. O Benfica - Porto, pode vir a ficar para a história. O árbitro, é o recém-emagrecido Lucílio Baptista.

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JFM
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PORTO - A OUTRA BEBIDA AIR RACE - LISBOA II

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RUI RIO
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JFM
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PORTO - A OUTRA BEBIDA AIR RACE - LISBOA

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QUADRATURA DO CÍRCULO
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JFM
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ESTRONDOSA VITÓRIA DOS TRABALHADORES

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O GOVERNO NÃO CEDEU AO PATRONATO
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Hoje é um dia histórico para os trabalhadores Portugueses. Apesar das tentativas do patronato, que não queria um aumento tão grande do salário mínimo nacional, o governo, grande amigo e defensor dos trabalhadores insistiu e garantiu uma vida melhor para milhões de pessoas.
Com o valor agora imposto pelo governo de Sócrates II O Dialogador, a classe trabalhadora Portuguesa pode, por fim, viver ao nível das suas congéneres europeias. Os patrões bem podem chorar, bem podem protestar e dizer que assim não conseguem aguentar, mas o que interessa aqui, é a subida do nível de vida dos Portugueses.
Doravante, ninguém mais se queixará de viver mal e com salários baixos. O salário mínimo nacional subiu para uns fabulosos quatrocentos e setenta e cinco euros, com uma subida recorde de vinte e cinco euros por pessoa e por mês. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ups.....
devo ter-me enganado... 475?, por mês?, subiu 25?.... desculpem sim? Esqueçam o que eu disse antes. Ai que vergonha. E eu a dizer bem disto, do que o governo fez e do valor do aumento.
Apaguem, sim? Não publiquem isto, por favor. Amanhã, volto a escrever alguma coisa sobre a subida do salário mínimo. Dessa vez a falar a sério.
Que vergonha.... boa noite e desculpem.

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JFM
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MUDANÇA APETECIDA

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MUDE DE PLANETA
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O nosso País está tão podre, tão cheio de ladrões, tão desfeito, tão sem norte e quase à morte, que sinto que preciso de partir para longe, e, a partir, só me apetece ir para aqui.

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JFM
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(ideia tirada daqui)

AS COISAS IMPORTANTES QUE O PAÍS CARECE

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PRIMEIRA COISA IMPORTANTE
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Governo aprova hoje casamento gay, Parlamento discute em meados de Janeiro.



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JFM
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NÃO HÁ CONDIÇÕES

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NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
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Não se admite o que a oposição está a fazer ao governo de Lisboa. É que os tipos não deixam que os governantes, eleitos democraticamente, governem como sabem. Fazem imposições, votam em maioria contra as decisões do sr Sousa, não permitem que as coisas se façam como os governantes querem, enfim, estão a ser uns tratantes, mais ainda do que os da anterior maioria o foram.
E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu?
No meu entender, os deputados da oposição, estão a esticar a corda. E quem muito estica, corre o risco de ver as coisas a partirem-se.
E voltando ao que eu pensaria se estivesse nos sapatos do nosso Primeiro.
Eu, até que adoraria que me esticassem a corda até que ela partisse. Quem ficava a perder, eram eles. Logo a seguir, eu ganhava tudo de novo e dessa vez com maioria absoluta. E depois era vê-los a chorar pelos «passos perdidos». Esmagava-os de uma vez por todas, e fazia com eles o que já uma vez os da maioria anterior tinham feito. Fazia deles gato sapato.
Mas os deputados da oposição, não querem que o nosso Primeiro se vá embora. É que não querem mesmo. O que eles querem é vingar-se dele, pelo que ele lhes fez na legislatura passada. Eles querem é «malhar no PS». Como o outro, lembram-se?
E depois, como o nosso Primeiro, Sócrates II, O Dialogador, gosta muito de dialogar, vem um e diz que quer diálogo e negociação antes da apresentação do orçamento. Vem outro e diz que quer técnicos a analisar as contas da saúde. Vem um terceiro e quer diálogo, sem confrontações, para que a água chegue ao seu moinho, mesmo depois de exigir dinheiro para aprovar o Orçamento. E, está bom de ver, o sr Sousa não gosta nada disto e diz que não se pode governar assim, com dois orçamentos não pode ser, como se fosse possível que tal acontecesse.
Tenho de acabar por concordar com o nosso Dialogador. Assim, não há condições! Não fazem as coligaçõezinhas que ele quer, não se pode fazer nada. O melhor é baralhar e tornar a dar.
Raios partam a oposição que não deixa o governo fazer o que o governo quer, da maneira que o governo (não) sabe.

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(In O Primeiro de Janeiro, 17-12-2009)

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JFM
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

COMO SE FORA UM CONTO (ano de crise na venda de automóveis)


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ANO DE CRISE NA VENDA DE AUTOMÓVEIS

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Nos primeiros dias deste mês de Dezembro, há muito poucos, portanto, resolvi trocar de carro. O que uso diariamente já é velho e está cansado, para além de ter começado a dar-me alguns problemas. Também não é de admirar, já que tem quase vinte anos e era a entrada da gama de um utilitário.

Pensei depressa e resolvi ainda mais depressa, tinha ouvido falar, em notícias na rádio, que até ao fim deste ano de 2009, várias marcas faziam descontos especiais para incrementar as vendas, a juntar à comparticipação do Estado na troca e abate de viaturas velhas.

Voltei a consultar as revistas da especialidade que semanalmente compro, vi quais as marcas e modelos que me poderiam interessar, e parti em busca do carro desejado.

Eu sei que há crise no comércio de automóveis. Toda a gente o sabe. Os representantes das marcas não se cansam de apresentar queixas pelas quebras nas vendas.

Eu sei que há necessidade de aumentar as vendas e o incentivo ao abate de carros com mais que um determinado número de anos é uma boa medida.

Também sei que esse incentivo, pelo menos para já, acaba, tendo no dia 31 de Dezembro o limite temporal. Depois, poderá voltar, mas só depois do Orçamento para 2010 ser votado e posto em prática.

Eu, que já fui durante muitos anos comerciante, muito embora num ramo totalmente diferente deste dos automóveis, sei que, se se espera um aumento das vendas num qualquer produto, se deve, atempadamente, prover o stock de quantidades suficientes.

Por todas estas razões, parti confiante para o primeiro stand, certo de que o carro que mais me interessava, lá estaria à minha espera, ávido de dono, e que seria recebido com música, flores, champanhe e passadeira vermelha.

A minha primeira escolha, que na realidade era a única na altura, era um Peugeot, modelo 207, na sua versão mais recente, 99g. Tinha um preço competitivo e a marca para além do valor do incentivo governamental, ainda oferecia mais um valor sensivelmente igual, pelo que o preço de tabela desceria consideravelmente. Como única exigência, eu não aceitaria que o carro fosse branco.

A recepção não desmereceu das expectativas. Não tive direito a flores, não tive direito a música ou champanhe, nem tão pouco a passadeira vermelha. Mas a simpatia da vendedora, ultrapassou tudo isso. Um único senão: não havia carros, nem se previa que chegassem antes do final do ano. Estava lá um, que tive oportunidade de ver em todos os pormenores, mas nada mais. E esse já estava vendido. Soube na altura que estava em quarto lugar na espera de carro, só nas mãos dessa vendedora. Outros vendedores tinham a sua lista também. Numa tentativa um pouquinho desonesta, tentei passar para a frente da lista, dizendo que pagaria a pronto. Nada aconteceu. Nem assim a convenci a conseguir arranjar-me um carro. Não havia mesmo carros para venda. Apesar de desiludido, insisti em deixar o meu nome em lista de espera, não fosse o diabo tecê-las e aparecer um carro milagrosamente antes do fim do ano, e fui tratar dos papeis necessários ao abate do meu carro velho.

São precisos dois. Um passado pela Segurança Social e outro pelas Finanças. São papeis específicos para o efeito, e toda a gente sabe que só podem ser usados para esse efeito e até ao fim de 2009.

Estávamos já a onze de Dezembro, e se nas Finanças me passaram o papel na hora, na Segurança Social, aceitaram o pedido e disseram-me que fosse para casa esperar dez dias úteis, e que receberia a declaração pelo correio. Bem argumentei que dez dias úteis não permitiam ter o papel a tempo de tratar dos papeis antes do final de ano, mas a funcionária foi peremptória e nada havia a fazer.

Resolvi mesmo assim, já com metade dos papeis tratados e na esperança de, arranjando carro, vir a receber atempadamente o outro, ir à procura de outro carrito, outro modelo, outra marca.

Voltei a consultar as minhas revistas, e aceitei mais três hipóteses.

Parti à caça e à conquista.

Parei no stand da Renault. A hipótese passava por um Megane 1.6, quatro portas. Lá dentro saberia mais pormenores, e escolheria a versão que mais me interessasse. Depois de deambular por entre os muitos carros durante cerca de dez minutos, com os funcionários a aparentar estarem todos demasiado ocupados para me atenderem, desisti de esperar e vim-me embora. O interesse por mim, foi nulo. A crise nesta marca não deveria ser muita, já que ninguém se mostrou interessado em abordar-me.

Dirigi-me à Ford. Iria ver o novo Fiesta, também 1.6 de quatro portas e também, como das outras vezes, diesel. De imediato fui interpelado por um vendedor, que num escasso minuto me informou da inexistência de carros para venda, pelo menos até ao fim do ano. A simpatia do funcionário, não apagou a minha desilusão.

As minhas escolhas estavam a ficar esgotadas. Das minhas hipóteses já só faltava uma.

Dirigi-me à Seat. Encontrei um stand que nem conhecia. Entrei. Parecia vazio. Ninguém à vista. Cinco carros expostos. Quatro eram Ibisa, o modelo que me interessava. Entrei em cada um dos cinco carros. Abri as portas, as malas, sentei-me nos bancos da frente e nos de trás. Andei para trás e para a frente. Olhei os carros de frente , de lado e de trás. Olhei para o relógio. Já tinham passado mais de vinte minutos. De repente reparei num homem que no fundo do stand falava ao telefone. Olhei para ele e ele para mim. Nem um aceno, nem um cumprimento, nada.

Fartei-me. Desisti. Vim-me embora.

Entendi no momento onde estava a crise nas vendas dos automóveis. Estava ali, na falta de carros, na falta de incentivos aos vendedores, na falta de motivação. Sem carros é impossível vender. Sem vendas a economia não mexe. E de quem é a culpa de não haver mercadoria para venda, apesar de tanta propaganda? Por certo dos fabricantes e dos representantes e concessionários. Com situações destas, como se atrevem esses senhores a queixarem-se da crise nas vendas?

E a parte, também importante, da responsabilidade dos sectores do Estado, que não são céleres na apresentação dos elementos necessários à comercialização dos produtos?

Não se vendem automóveis, e os que se poderiam vender não existem para que isso aconteça. É mesmo próprio de um país destrambelhado como o nosso.

Tanta coisa se propagandeia. Incentivos para cima e para baixo, propaganda de vendas carros com incentivos vários, e quando alguém quer comprar alguma coisa, tudo se desmorona. Não há automóveis para aproveitar os incentivos.

É de doidos, tudo isto.

Parece-me que vou andar num carro velho e cansado, a continuar a poluir o nosso ar, durante muito mais tempo.

Não merecem mais!


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JFM

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