segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

UMA CAMBADA DE PARVALHÕES

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A TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL É MAIS IMPORTANTE QUE O 1º DE DEZEMBRO OU QUE O 5 DE OUTUBRO
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Quando o senhor Primeiro Ministro anunciou que não iria haver tolerância de ponto para o funcionalismo público, brinquei com o assunto colocando a canção de Jacques Brel "Ne me quittes pas".
Estava longe de imaginar que os responsáveis políticos nacionais colocassem essa questão na ordem do dia e do fim de semana, de tal modo que pareceria que nada mais fosse importante.
Eu entendo que os responsáveis pelo Carnaval e "corso" carnavalesco das terras onde ele se verifica anualmente e traz muita gente para assistir, tenham aproveitado os 15 minutos de fama que esta atitude do governo lhes deu, e bradassem aos céus, arrepelando os cabelos, gritando que desta forma iriam cair numa desastrosa falência.
Eu entendo que os políticos de carreira, que nada mais sabem fazer do que isso, mandatados pelos seus chefes, viessem para a praça pública, lançar invectivas contra o governo e contra o seu responsável máximo.
Eu entendo que sindicalistas, pretendendo assegurar a necessidade da sua existência, tenham aproveitado a oportunidade para, também eles, e mais uma vez, invectivarem o senhor Primeiro Ministro, e assim levarem ao rubro alguns trabalhadores menos pensantes.
Eu entendo que os trabalhadores do sector público tenham ficado descontentes com a medida, já que vão ter de trabalhar em dias em que, não sendo feriado, normalmente o não faziam de todo.
Já me custa a entender que responsáveis políticos, líderes de partidos nacionais, fazedores de opiniões, antigos altos responsáveis do País, e outras figuras importantes com a sua estrela eventualmente a perder brilho, tenham gasto o seu tempo e o nosso, a fazer desta situação um caso Nacional, incentivando até os trabalhadores a faltarem eventualmente ao trabalho, como se uma terça-feira de carnaval, fosse mais importante que a celebração do 5 de Outubro ou  a do 1º de Dezembro.
Isto que nestes dias se tem passado, mostra não só que vivemos num País de doidos, mas também a constatação de que este País de doidos tem como responsáveis políticos (nota-se mais quando estão na oposição) uma cambada de parvalhões que só olham para o seu (deles) umbigo, sem se importarem minimamente com o povo que os colocou no "poleiro".
Protugal precisa de produzir, o que só se consegue com trabalho, até cada vez mais com muito trabalho. 
Estamos em crise, será que custa assim tanto a entender? 

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