sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

3 FORMAS DE VER

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3 FORMAS DE VER
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NO CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA

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Exposição patente até 15 de Março na Sala Joshua Benoliel do CPF
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FELICIDADE

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QUE SORTE QUE EU TIVE!

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E sinto-me assim porque não pude ver o "Prós e Contras" de ontem.
Não gosto da srª D.
Fátima nem da maneira como ela dirige o programa. E sinto isto desde que esta srª "fez" um programa sobre o Porto, ou até talvez antes. Mas isso é um problema meu!
De qualquer forma e de uma maneira geral quase nunca o vejo, e francamente também já estou farto do "FreeportGate". Já cansa tanto falatório! E tanta gente a defender tão pouca. Não haverá nada mais interessante e de mais premente discussão neste nosso país? Desemprego, fome, falências, Pinho, Lino, Maria de Lurdes, Ana Jorge, Jaime Silva, e mais! O homem que mostre as contas, que até deverão ser públicas e fica tudo arrumado.
Assim, e seja como for, não tive de ouvir falar do Tintin (tantan), não tive de ouvir todas as ideias Pró e quase nenhuma Contra, com o painel dos convidados (5) a ser todo Pró, e os restantes intervenientes na plateia a terem ideias parecidas (parece que se salvou a de um senhor chamado Eduardo Dâmaso e a de outro chamado Paulo Morais). Não tive de estranhar até, a ausência de Freitas do Amaral, de Vital Moreira e de Vitalino Canas, e de outros com ideias semelhantes, pois que, pensaria eu na altura, já que era assim então que fosse a valer tudo.
Fala-se por aí, à boca cheia, em programa de vergonha o que é verdadeiramente lamentável.
Ainda bem que tive coisas interessantes para fazer e não vi, nem um bocadinho deste programa.
Ainda me dava uma coisinha má!

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JM

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(Também no blogue Clube dos Pensadores, onde pode ler comentários)
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(Citado no Jornal de Notícias, de 05-02-2009, pag.24/Blogues/Clube dos Pensadores)

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(Leia ou relei-a, este texto, a propósito de um programa desta senhora, sobre o Porto)
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O SR ALBERTO

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AU-BERTO, DUAS LETRAS!

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Há muitos anos, ainda meu pai era rapazote, havia em casa de meu avô, em Paços de Ferreira, um empregado (chamava-se criado na altura, e isso nada tinha de pejorativo) de seu nome Alberto. Era o homem de confiança de meu avô, e a palavra dele quando consultada, fazia lei lá em casa.
Paços de Ferreira, era na altura, e ainda o foi até à minha juventude, uma aprazível Vila, com Amoreiras espalhadas por várias ruas da terra, cujas amoras brancas eram deliciosamente doces, e as folhas serviam em grande parte para alimentar os bichos-da-seda de uma fábrica de fio de seda, pertença do meu tio Simplício, e existente no centro do Porto, e para criar uma maravilhosa sombra nos dias de canícula. A casa de meu avô ficava mesmo no centro da terra e tinha um terreno de aproximadamente meio hectare, e que nos dias de hoje é um (mais um) Centro Comercial. A vida corria calma e a feira da rotunda, nos dias em que realizava, era um dos locais onde eu mais gostava de ir.
Alberto era extremamente esperto, quiçá mesmo muito inteligente. Era ele que fazia os negócios em nome de meu avô, no que dizia respeito à compra ou venda de vacas, vitelos, ou porcos, à compra ou venda de terrenos para cultivo, ou de pinhais, ou outros quaisquer negócios que fossem necessários ou vantajosos. Bastava-lhe olhar para um pinhal para dizer, sem nunca errar quantos metros cúbicos de madeira ele produziria. Bastava-lhe olhar para uma vaca para dizer se valeria a pena comprá-la e quantos litros de leite poderia dar por dia. Meu avô era Solicitador Encartado com escritórios montados em várias comarcas e o seu tempo para estas lides era limitado, para além de ter uma demasiada brandura nas negociatas, sendo muitas vezes levado à certa.
No entanto, Alberto tinha uma dificuldade que lhe trazia de quando em vez alguns transtornos.
Não sabia ler nem escrever!
Minha avó, e também minhas três tias que estudavam para virem a ser professoras primárias, diziam-lhe que tal era necessário, até mesmo para um dia ele poder arranjar uma noiva e casar. Na sua boçalidade e com uma certa arrogância dizia que tal não era preciso para nada, que lhe bastava a sua sabedoria e esperteza. Em tom de brincadeira, dizia que para casar não precisaria de saber dessas coisas, que as mulheres eram como as vacas leiteiras, desde que tivessem perna fina e pescoço alto, seriam o ideal. Nestas conversas recebia sempre admoestações das senhoras da casa, e incentivos à aprendizagem das coisas das letras.
Minha avó e minhas tias, meteram na cabeça que teriam de conseguir ensinar Alberto a ler e a escrever, e ele acabou por concordar em ser aluno delas. Meu avô, sempre muito céptico quanto às capacidades para as letras do seu homem de confiança, dizia que quando elas conseguissem isso, e se, lhes daria o que elas pretendessem, fosse o que fosse. Tudo dito com a certeza de que nunca teria de concretizar tal obrigação.
Mesmo assim, mesmo sabendo das dificuldades que iriam encontrar, meteram mãos à obra, uma de cada vez, primeiro minha avó que ao fim de algum tempo desistiu, depois meu pai, que também tentou intrometer-se no assunto e que dizia ao fim de três semanas que era uma missão impossivel, depois, cada uma das minhas duas tias.
Toda a gente desistiu, e em conjunto foram dizer-lho. Apesar de toda a sua esperteza e inteligência, no que dizia respeito às letras Alberto era verdadeiramente um calhau com dois olhos.
Ao ouvir tal decisão, dita pela minha tia mais velha, ripostou que tal não era possível, que o esforço de todos tinha sido compensado e que ele já sabia as letras todas, pelo que deveriam continuar a ensiná-lo, e quis ir falar com o meu avô.
Já na sua presença, disse:
-Senhor doutor, sinto-me muito triste e ofendido. Algumas meninas, poucas, disseram-me que não me ensinavam mais a ler e a escrever pois que eu nunca o conseguiria. Isso não é verdade e por favor diga-lhes e mande-as continuar a ensinar-me. Eu até já sei muitas letras.
Perante tal, meu avô interpelou-o:
-Se é assim Alberto, diz-me lá, quantas letras tem o teu nome?
-Duas senhor doutor!
-Duas?
-Sim, claro, duas, Au e Berto!
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Claro que Alberto, que ainda trabalhou muitos anos em casa do meu avô, ganhou algum bom dinheiro em negócios, acabou por casar com uma mulher pequena, rechonchuda e de perna bem curta e gordinha, teve um rancho de filhos e foi muito feliz até ao fim dos seus dias. Morreu muito velho.
Nunca mais se livrou do seu novo nome, que ostentava com orgulho;
Au Berto Duas Letras.

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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 05-02-2009)

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DO QUE SE FALA

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QUE PORTUGAL VAMOS TER AMANHÃ?
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FALATÓRIOS E FALTA DE RESPOSTAS!
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Nestes dias, só se ouve falar do caso Freeport e nos tios e nos filhos deles (dos tios, que nestes dias ainda não serão primos), do sr Presidente Obama e da sua aproximação ao mundo Islãmico e ainda da prisão de Guantanamo e do que fazer com os presos que lá estão, nas buscas ao BPP e nas poupanças dos seus clientes (classe A) que foram congeladas ou que simplesmente desapareceram, no caso do BPN e nas explicações de Dias Loureiro e noutras que se seguirão e que a nada levarão, da Quimonda e da sua falta de dinheiro para salários e das não ajudas que vai receber para salvar os mais de 1500 trabalhadores em Vila do Conde, na Faixa de Gaza e nos acordos de cessar-fogo que não são cumpridos de parte a parte, nos árbitros e nos roubos de lesa-pátria que praticam nos jogos de futebol prejudicando sempre os mesmos clubes, dos professores e suas avaliações e da falta de condições que dizem ter para ensinar, e poucos mais assuntos relevantes.
Não se ouve falar de forma séria das questões que todo o português se põe:
- Que Portugal vamos ter amanhã? Quem sabe o que fazer e como? Qual o caminho certo?
À espera de respostas, está o País. Mas de respostas que o convençam, pois que todas as que até agora foram sendo dadas não são mais que areia atirada aos olhos de cada um. É preciso que os responsáveis esqueçam que estamos em ano eleitoral, e trabalhem para o bem comum e não só para o bem de alguns. Não adianta fingir que se dão benesses este ano (por causa das eleições) para que depois, daqui a mais um ou dois ou três anos, as tenhamos de pagar com língua de palmo.
A principal coisa que o País precisa de saber é, o que é que o governo vai fazer realmente para minorar e depois acabar com a crise enorme em que estamos atolados, com o número de desempregados a aumentar dia a dia. E isto a curto e a médio prazo, que a fome espreita por aí!
Está aqui o cerne de tudo. Sem estancar o desemprego, e aumentar o número de empregos, nunca iremos a lado algum que valha a pena. Este ano, tendo de ser um ano de muitos sacrifícios, mesmo para a classe que nos governa, tem de ser o ano de todas as soluções, quer sejam elas as de curto prazo, como as de fundo para as gerações que aí virão.
E tem de se saber realmente o que se vai fazer, com um plano em que o País se empenhe.
Mas parece que infelizmente para nós, anda toda a gente perdida sem saber para que lado se virar, e mais do que isso, sem querer fazer qualquer sacrifício. Toda a gente fala, mas nada diz.
Pagamos a uma classe política, supostamente de nível superior (os melhores dos melhores), mandatando-a para nos governar, e para o fazer bem. Mas, são muitas as cabeças pensantes, e com ideias díspares, e não se entendem. E, os interesses particulares ou de pequenos grupos, sobrepôem-se aos do País.
Todos sabem tudo, mas a ideia que fica é a de que não sabem nada. E parece que não há quem nos saiba indicar o rumo certo para saírmos deste lodo todo, pois que nos vão atirando com todas as querelas que se lembram, com toda a areia que tenham à mão, para que nos esqueçamos do essencial, mas para que não nos esqueçamos deles.
Afinal estamos com as muitas eleições à porta, e Portugal e os Portugueses não serão prioritários!
Como é dificil ser-se Português!

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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 30-01-2009)
(in O Primeiro de Janeiro, 5-02-2009)
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GOZO!

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O NOSSO PAÍS É UM GOZO!
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Quem chegasse hoje a Portugal, sem nada saber sobre nós, sem imaginar quem somos ou o que fazemos, e se quisesse informar, iria por certo ler jornais e ouvir televisão. Depois, só depois, falaria com as pessoas.
Em pouco tempo chegaria à conclusão de que somos uns tontos, apalermados e ignorantes, que nem para nós sabemos ser bons.
Descobriria que andamos todos a berrar contra todos, toda a gente a enganar a outra gente toda, cada um a dizer que sabe exactamente o que o seu parceiro do lado deveria fazer e que não é necessariamente o que ele faria, com quase todos a roubar os outros todos, com todas as pessoas a suspeitar das intenções das pessoas todas, em suma, descobriria que bem lá no fundo, ninguém se entende.
E olhando bem para as notícias dos últimos dias, e retirando os acidentes e as histórias de casos tristes e particulares, que sempre aparecem nos jornais ou nos noticiários televisivos, só mesmo um sorriso pode aparecer na cara de quem as olha.
Sobre um caso muito mediatizado, vai um e diz que suspeitou de algumas coisas e porque não concordava com o modelo de gestão até foi à casa do outro dizer-lhe que era preciso ter mais atenção e controle e que da parte dele não tinha havido nada que se lhe pudesse apontar de errado nas supostas irregularidades, vem o outro e diz que sim, que o primeiro foi ter com ele, mas não para isso que diz, mas sim para lhe dizer que a vigilância estava muito apertada e era preciso abrandar ou até mesmo parar, que eles até nem eram um bando de ladrões. E para corroborar o que diz, e chamar mentiroso na cara de quem disse tanta mentira, quer uma acareação.
E o nosso visitante iria absorvendo tudo...
Sobre outro dos mais mediatizados casos dos últimos dias, vem um e diz num "mail", que o primo é primo, e por via disso consegue uma reunião importante, vem outro e diz que o filho do tio, que será ou não primo na opinião dele, não tinha o direito de o ter feito e que ele até nem sabia que isso tivesse acontecido. Vem o pai do filho do tio e diz que telefonou ao sobrinho para marcar uma reunião com os promotores de um empreendimento que era preciso licenciar, e que essa reunião foi efectuada. Vem o sobrinho e diz que isso não é verdade, que ele foi a uma reunião, sim, mas a pedido de um autarca. Começam a correr rumores de que foram pagos quatro milhões de eurospara que o licenciamento se efectuasse em tempo record. Todos negam o recebimento dos milhões mas que o licenciamento foi feito em tempo mínimo, isso foi. O primo que não é primo, mas é filho do tio, foge para parte incerta, diz-se que para a China ou para o Nepal. Há quem saiba onde ele está mas não diz para que ele não fuja de novo para outro lado. Entretanto chega uma carta rogatória da polícia Inglesa que diz que o sobrinho é suspeito destas irregularidades e pede à polícia Portuguesa que investigue as contas bancárias. Sabe-se já há alguns dias que o sobrinho tinha sido ministro na altura dos acontecimentos. O nosso Primeiro, vem a terreiro defender a sua honra e diz que era ele o ministro da altura mas que tudo é uma mentira, uma cabala para o derrubar, mas que não é assim que ele cai, etc., etc., etc....
Ainda sobre esse assunto, vem um antigo dirigente partidário de direita, antigo pretendente à Presidência da República apoiado pela direita, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros do actual governo socialista, defender o nosso Primeiro, e atacar veementemente quem possa dizer que onde há fumo pode haver fogo.
E o nosso visitante iria absorvendo tudo...
Noutro caso muito badalado, ouve e lê que os professores do ensino secundário estão contra as vontades do governo e que fazem greves, e que não ensinam, e que a guerra com a ministra da Educação está para durar, enquanto os alunos sofrem.
Ainda sobre isso, ou paralelamente, o governo apresenta um relatório emanado da OCDE, que afinal não era da OCDE, mas de um grupo de entidades, de entre as quais uma reputada técnica da OCDE que afinal só tinha escrito e assinado o prefácio, documento esse que no fim de contas tinha sido encomendado pelo governo a esses peritos independentes, com base em alguns poucos relatórios que o governo tinha elaborado, para dizer bem da sua política educativa.
Sobre outros dos casos ultimamente muito falados ouviria o nosso visitante falar dos despedimentos de trabalhadores, às centenas, todos os dias, acompanhando de resto o que se passa por esse mundo fora. Vem o governo e diz que vai apoiar todas as empresas que puder e salvá-las do encerramento. Quantas já conseguiu? Nada que se veja! E o governo faz anúncios de ajudas e mais empresas anunciam o seu fecho. Nada que configure em alguns casos, aproveitamento da crise. Estão para breve mil e quinhentos desempregados aqui, duzentos ali, quatrocentos acolá, cento e oitenta mais abaixo, e os nossos governantes a dizer que vão salvar as empresas que puderem. A verdade é que não podem, mas convém ir dizendo que o vão fazer para adormecer o povo.
E o que faz o nosso povo? Que fazem os Portugueses? Nada! Vão ouvindo as palavras de quem nos governa, vão acreditando em tudo quanto lhes dizem, e mais nada. O engenheiro fala e o povo acredita e não reage. Estamos em ano de eleições e é preciso falar muito e bem, para acalmar toda a gente. E que bem que o homem fala!
E o nosso visitante não aguentaria mais e riria a bandeiras despregadas. Só mesmo para rir, este Portugal destes Portugueses.
E já nem valeria a pena falar com os habitantes. Estão mesmo todos atolambados!
Este nosso País, está um gozo!


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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 4-02-2009)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ESTOU ESCLARECIDO!

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ESTOU ESCLARECIDO!

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No fim destes dias todos, com todas as pessoas implicadas nos diversos casos a virem a terreiro explicar-se, e mesmo sem querer ir ao fundo das questões,

ESTOU ESCLARECIDO!


Estou esclarecido no caso dos professores verso Ministério da Educação.

Já sei que uns querem ser avaliados desde que a avaliação não seja feita por outros que não sejam eles mesmos, e outros querem avaliar em moldes diferentes dos normalizados.Já sei que as posições se extremaram, que talvez todos tenham um pouco de razão, e que ninguém quer perder a face. Já sei que no fundo, quem está a perder alguma coisa, são os estudantes.


Estou esclarecido no caso Casa Pia.

Já sei que ninguém é culpado até se provar a sua falta de inocência e que todos serão inocentes, mesmo que se prove que são culpados.


Estou esclarecido no caso do aumento do desemprego.

Já sei que a crise internacional é a causadora de todo este descalabro no nosso país. Já sei que o governo, que não tem culpa alguma deste estado das coisas, tudo faz e fará para que não aumente o número de desempregados, embora seja uma luta inglória. E também já sei que ninguém, seja cá no nosso País, seja em qualquer dos outros por esse mundo fora, se aproveita da crise para se livrar de trabalhadores excedentários, arrecadar subsídios dos vários governos e chegar à triste conclusão de que a empresa nas actuais circunstâncias, é inviável.


Estou esclarecido no caso do BPN.

Já sei que o governo nada mais poderia ter feito a não ser nacionalizar, com custos para todos nós, um banco cujas administrações tudo terão feito para roubar os seus clientes. Já sei que um anterior administrador está preso preventivamente, e que outro até foi fazer queixas ao Banco de Portugal por pensar que as coisas eram estranhas e que em nada tem culpas no estado a que as coisas chegaram. Já sei também que mais dia menos dia, este banco nacionalizado, nosso, vai ser absorvido pela CGD, e depois já não se fala mais nisso.


Estou esclarecido no caso do BPP.

Já sei que a gestão dos dinheiros da meia dúzia de clientes, foi eventualmente mal efectuada, e que o dinheiro desapareceu, que os investimentos eram de alto risco e por isso sujeitos a altos ganhos e porventura a grandes perdas. Já sei que quem colocou dinheiro neste banco era possuidor de altas fortunas, esperava retorno fácil e viu saírem frustradas as suas intenções. Já sei que quando as comadres se zangam, se sabem as verdades. Quantas mais faltarão saber, isso ainda estará por apurar.


Estou esclarecido sobre o caso Freeport.

Já sei que o tio gosta muito do zézito. Já sei que o primo é só o filho do tio e está em parte incerta. Já sei que alguém recebeu o dinheiro que desapareceu das contas da casa mãe, mas que não foi nenhum dos aparentemente implicados. Já sei que uns se aproveitaram dos outros mas que não faz mal que fica tudo em família. Já sei que nosso Primeiro diz que não tem nada a ver com isso e que é tudo uma campanha suja e sórdida contra ele. E até já sei que há muito boa gente a defendê-lo e a vir falar a bem dele. E por fim, já sei que os ingleses são uns burros e que não percebem nada de investigações de crimes de colarinho branco, e que se o dinheiro desapareceu, isso é lá com eles, e nada poderá ter a ver com as nossas gentes, que são todas honestíssimas. Àh, e também já sei que assim o homem não tem tempo para trabalhar no que é preciso, mesmo que trabalhe mal, e que o País está a parar.


Estou esclarecido sobre a nossa classe política.

Já sei que é a melhor de todas as que existem no mundo. Já sei que todos os seus elementos são de uma honestidade imaculada. E até já sei que são as mais bem qualificadas pessoas, as melhores das melhores que Portugal tem, a nata, la crème de la crème.


Estou esclarecido sobre o meu País.

Estamos a morrer lentamente, a nossa economia está de rastos, qualquer dia vêm por aí abaixo e passamos a ser geridos por estrangeiros, mas até nem faz mal, porque temos quem cuide de nós, e graças aos nossos brandos costumes, pensamos que isto se há-de compor um dia, ou talvez não!


Estou esclarecido sobre muitas outras coisas, como a justiça e a saúde, só não estou esclarecido sobre uma.

Será que o meu País não precisa de ter pessoas que realmente trabalhem para o desenvolver e para sair-mos desta crise? Será que Portugal não é mais importante que querelas partidárias e guerras de interesses?


Por que é que ainda me incomodo com tudo isto e procuro ficar elucidado? Vivo num País de golpistas, com toda gente a enganar a outra gente toda e ainda me preocupo e quero que as coisas mudem?


Como eu, felizmente há ainda muito boa gente que o faz;

Porque será?


Estou esclarecido, mas não estou satisfeito, mais, ESTOU REVOLTADO!

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JM

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(Também editado no blogue CLUBE DOS PENSADORES, onde também pode ler comentários)

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(in O Primeiro de Janeiro, 3 - 02 - 2009)

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Praia do Cabo do Mundo

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Praia ao pôr do sol

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JM
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sábado, 31 de janeiro de 2009

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

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CONCURSO DE FOTOGRAFIA SONY/OLHARES/

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Dizem que dentro de nós existe uma criança.
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Nós (SONY/OLHARES/), achamos que existe um fotógrafo.

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Entre o dia 01 e 28 de Fevereiro envie o seu portfólio para OLHARES.
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O tema do concurso é moda/glamour.



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Informações do concurso em olhares.com/concursos/fhm

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CLUBE DOS PENSADORES

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DEBATE DO CLUBE DOS PENSADORES
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Realizou-se ontem à noite, na sede da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, mais um debate do Clube dos Pensadores subordinado ao título "Clube dos Pensadores, reflexão em voz alta".
Pela primeira vez, estive presente num debate do Clube.
Sendo um dos colaboradores permanentes do blogue do Clube, com alguns textos já lá colocados, já parecia mal nunca ter aparecido em nenhum dos cerca de 30 debates já efectuados.
Com uma sala cheia, e muito participativa, foi tema principal o Clube e o seu fundador, o que faz e para que o faz, falando-se também do seu futuro próximo (do fundador e do Clube).
Vários foram os testemunhos de apreço a Joaquim Jorge e ao seu posicionamento na vida pública.
Foi uma experiência muito boa, que pretendo repetir.
Mais uma vez me senti honrado por ter vindo a colaborar no blogue deste Clube.

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JM
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

VAMOS DESEMPATAR ISTO, VOTEM!

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AGORA PODEM VOTAR SOBRE A ACTUAÇÃO DO GOVERNO!

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Façam o favor de votar todos, é uma obrigação cívica.
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A Votação está empatada, nesta altura, entre o bom e o mau. Temos que desempatar isso…
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AGORA PODEM VOTAR VIA INTERNET SOBRE A ACTUAÇÃO DO GOVERNO... E TENDO EM CONTA O QUE ELE TEM FEITO PELA EDUCAÇÃO...
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BASTA ACEDER AO SITE DAS NOVAS FRONTEIRAS
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E VOTAR SOBRE SE FOI "BOM", "RAZOÁVEL" OU "MAU" O DESEMPENHO DO GOVERNO NESTES TRÊS ANOS.....



Eu cá já votei!

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

COMO SE FORA UM CONTO


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ISTO ANDA COMPLICADO. TEMOS DE MUDAR!

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Dizem-me que o destino tem vida e vontades próprias e que nada escapa aos seus mais ínfimos desejos. Que é caprichoso e intolerante, e por isso pouco esperto e pouco inteligente, utilizando a força do seu poder para fazer valer os seus propósitos, sem se importar com a felicidade de cada um. Mas se pensar-mos e utilizar-mos a nossa esperteza e a nossa inteligência não o poderemos mudar? Será o nosso destino, ter-mos de viver como se vive nos dias de hoje?

Tudo à nossa volta está a mudar de uma forma radical e vertiginosa. Em pouco mais de um século, todos os males do mundo se concentraram.

Estamos a precisar de umas novas Tábuas da Lei.

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Dá que pensar, o mundo em que hoje vivemos. Penso nas guerras, nas mortes, na fome. Penso na política e nos interesses instalados. Penso e sinto-me triste e desmotivado. Que fizemos nós ao mundo em que viviamos?

O Homem, cada vez é mais egoísta e mau. Só interessa o que de bom possa advir para os seus interesses, por via das suas acções, e os outros, os seus concidadão de nada valem nem interessam. Rouba-se e mata-se por dá cá aquela palha. A indiferença pelos horrores que se passam por esse mundo fora, é total. Poucos são os que se importam e lutam contra esse estado de coisas. E quem se importa, sofre na pele o escárnio dos restantes. Frases como “deixa estar que não é nada contigo” ou “é assim!” são banais.

O mundo das gentes de hoje é a casa de cada um, e em alguns casos nem a família chegada faz parte dele.

O mundo de hoje, não é bom para se viver nem para educar os nossos filhos. Vive-se para o dinheiro, do dinheiro e dos prazeres que ele nos proporciona. Não há valores morais ou de conduta. Tudo serve para chegar ao fim a que nos propomos.

O mundo está a morrer, e quem se debruçar sobre estes assuntos e sobre o que é a vida nele, e se preocupar com os dias de hoje, corre o risco de, com frequência, ter pesadelos como os que vos vou contar.

Dias atrás, soube de um Homem ainda muito jovem e impressionável, dos que ainda se importam, dos que lutam por uma vida melhor ajudando os menos protegidos, dos que estão lá a trabalhar em favor dos outros sem que lhe peçam, e ouvi a história de um fim de noite que tinha tido, após a primeira vez que andou a ajudar com comida e agasalhos os sem abrigo do Porto.

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Ainda era noite cerrada quando acordou.

Passou de um sono profundo à consciência plena, com uma brusquidão tal, que foi imediatamente dominado pelo medo. O coração batia como louco e viu-se perdido. Sentia-se desorientado, mas aos poucos a sua mente foi abarcando o que havia à sua volta: uma parede, um quadro …

Sentiu distintamente uma dorzita no estômago, uma ligeira angústia, provocada por certo por uma noite que fora povoada com sonhos sobre catástrofes e ruína. Um ataque de terror acompanhou-lhe o acordar.

Tentou levantar a cabeça sem o conseguir. Tentou mover-me e nada aconteceu. Estava imobilizado. Gritou por alguém, ou antes, tentou gritar, porque da sua boca nada mais saiu que um murmúrio. De todo o seu corpo, só os olhos se moviam como loucos, e as veias do pescoço latejavam fortemente. Com esforço, tentou dominar as apreensões, começando por tentar raciocinar

Quanto soubesse, não padeçia de ansiedade generalizada nem de algum síndrome depressivo, nem teve alguma vez necessidade de ser observado por psiquiatria. Afinal porque estaria naquele estado? Onde tinha estado antes, a fazer o quê? Não seria tudo isto afinal, parte de um pesadelo que ainda não tivesse terminado?

Não, se assim fosse já estaria a passar. Já se moveria, e já estariam de regresso os ruídos tranquilizadores da noite.

O terror que antes sentia, começava a transformar-se em pânico.

Tentou de novo mover-se. O seu cérebro já não tinha forças para comandar o que quer que fosse. Seria assim, morrer?

Lá fora, uma tempestade de vento frio e chuva, abatia-se sobre as janelas sem vidros do pequeno quarto em que se encontrava. Um rio de água, escorria pela parede e encharcava os panos que meio esquinados estavam ao lado da cama.

Muito baixinho, ouvia-se distintamente a “Grande Messe Des Morts” de Berlioz.

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Abriu os olhos devagar, o quarto era-lhe familiar. Era o seu quarto e tudo estava normal. O coração ainda batia descompassado, mas aos poucos percebeu que tudo não tinha passado de um sonho esquisito, provocado pelas vivências da noite anterior. Agora tudo voltara ao normal.

Os barulhos eram os de sempre, o dia começara já a nascer, o corpo tranquilizante e cálido de sua mulher, estava ainda adormecido a seu lado. A calma matinal começou a fazer o seu serviço e ele relaxou.

Levantou-se para se arranjar e ir para o seu trabalho de todos os dias.

Dentro de dois ou três dias, iria de novo fazer a ronda nocturna pelas ruas da cidade, e esperava não ter de novo pesadelos.

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JM

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(in O Primeiro de Janeiro, 29-01-2009)

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CONFUSO, IRRITADO E REVOLTADO!

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CONFUSO, IRRITADO E REVOLTADO

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Ando confuso, ando irritado e até mesmo revoltado, com tudo o que vou vendo por este país fora.

Eu sei que há uma crise, toda a gente o diz. Mas a crise parece ser só para alguns, os cerca de nove milhões e meio que compõem o povo Português. Para o outro meio milhão, não!

O governo tem vindo a negá-la, e a aceitá-la, sendo agora aceite na generalidade por força das evidências, mas segundo ele (o governo), sem culpa alguma por parte dos portugueses ou de quem os governa, antes de uma enorme crise internacional, mãe solitária de todas as culpas.

De qualquer forma já estamos em crises sucessivas há umas dezenas de anos, com cada uma a piorar o estado em que a anterior nos deixou. No Índice de Desenvolvimento Humano, publicado pela ONU em 2008, descemos no ranking quatro lugares, de 29º para 33º entre 2004 e 2006, quando em 1973 éramos o 24º país mais desenvolvido do mundo. Mas ninguém parece importar-se com isso, e caminhamos alegremente em direcção ao abismo.

Diariamente, nos últimos tempos, vemos bancos a falirem (muito embora haja lucros de 150 milhões de euros só no BPI – onde está a crise nestes casos?) ou absorvidos por outros, um banqueiro na prisão e outros gestores que não se sabe porque não o estão, os professores a protestarem e a fazerem greve, as falências de empresas a aumentarem - e de cada vez que o governo diz que vai ajudar esta ou aquela firma, é certo e sabido que ela deverá acabar mesmo por cair na insolvência - algumas delas (falências) por certo fraudulentas e feitas para aproveitar a crise (quantos gestores, donos, gerentes etc., ficam com dificuldades após a falência, e quantos empregados ficam bem?), os assaltos violentos a aumentarem, o desemprego a subir, o dinheiro a faltar, o ensino e a educação a piorar, os da direita a acusarem os do centro e da esquerda da culpa de todos os males do mundo e os do centro a acusarem os de um e outro lado da mesma coisa e ainda os da esquerda a fazerem o mesmo a todos os que estão à sua direita, com alguns poucos a protestarem alto para quem os não ouve e o desespero de muitos a manifestar-se num ruidoso silêncio, e a julgar pelas previsões e pelas sondagens de opinião, acreditando sempre no nosso melhor vendedor de falsas ideias e soluções, se calhar por falta de alguém mais credível, e antes este que até fala bem e bonito.

Vemos, sentimos e ouvimos mentiras em cima de mentiras, enganos, decepções, meias verdades, acusações, autismos, anúncios de aumentos milionários da despesa pública, declarações de responsáveis que estão ou querem estar na governação e que são uns a favor e outros contra as mesmíssimas coisas como se não estivéssemos no mesmo país e não estivessem a trabalhar para o mesmo povo, o que pressupõe interesses privados nas pessoas que devotaram a sua vida à coisa pública, com os políticos a tomarem posições estratégicas (com todas as armas possíveis, escondidas nas costas e nos sovacos) para o combate renhido, que já começou, que é a campanha para as eleições deste ano e o posicionamento de cada um nas listas partidárias.

Depois de tudo isto, depois de verificar que está tudo na vida do meu país, programado e consagrado na Constituição, para que a classe política no seu todo, e a classe alta dominante sobrevivam sem sobressaltos de maior, enquanto o povo sofre e se lamenta baixinho, fico confuso irritado e revoltado, e pergunto-me se não haverá ninguém que dê um murro na mesa e ponha fim a este estado de coisas.

Parece, dizem alguns entendidos, que há algo que está (e sempre esteve) mal na Constituição da República Portuguesa, e que estamos na altura de a alterar!

Mas sabe-se que isso tem de vir de dentro das cúpulas da classe mandante partidária, uma vez que, sozinhos, nós, os dez milhões de Portugueses (incluído também o meio milhão da classe mandante), mesmo que unidos em torno do mesmo ideal, estamos proibidos de o fazer.

Não haverá mesmo alguém dentre esses poucos iluminados, que realmente faça algo por nós, Portugueses como eles?


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JM

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(in O Primeiro de Janeiro, 28/01/2009)

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ORÇAMENTO SUPLEMENTAR

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MAIS 45 MIL DESEMPREGADOS EM 2009
DÉFICIT DO PIB, 3,9%
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O sr ministro das Finanças, já anteriormente rotulado de "o pior ministro das Finanças da UE", apresentou esta quarta-feira dia 21 de Janeiro, um Orçamento Suplementar em que o Governo assume uma recessão de 0.8%, e um aumento da taxa de desemprego de 7.7% para 8.5%.
Julgávamos nós que nada poderia ser pior do que isso, mas estávamos enganados, da mesma forma que o ministro estava quando apresentou o primeiro Orçamento, e como ainda o está agora. É que já se diz à boca cheia que terá de haver um Orçamento Suplementar rectificativo, ao Orçamento Suplementar agora apresentado. Há, segundo este novo Orçamento, uma componente de incerteza enorme, com um cenário ainda mais negativo do que o esperado, pelo que é mais que previsível nova alteração para pior.
Este governo, que só pode ser alcunhado de aldrabão, tem-nos ludibriado diariamente com falinhas mansas, deixando cair agora com algum descaramento os 150000 novos empregos prometidos para esta legislatura, nunca assumindo claramente a crise em que todos vivemos, falando da recessão como se nunca tivesse dito que ela cá não chegaria, e, entre outras coisas, assumindo a previsão de mais 45000 novos desempregados para este ano que infelizmente se vai revelar optimista, tudo e sempre por culpa da crise financeira internacional, que o governo do nosso Primeiro, tudo fez e fará para remediar.
Estamos num lamaçal, e o lodo já nos chega ao peito, e só quem for ingénuo e ouvir o sr Sócrates a falar, como se ouve todos os dias e a toda a hora, vendendo a sua (dele) verdade (será que ele acredita mesmo em tudo o que diz?), aceitará votar no partido que ele representa, daqui a alguns meses (infelizmente e para nossa desgraça, ainda muitos!).

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JM
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(Também no blogue Clube dos Pensadores, onde pode ler comentários)
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(in O Primeiro de Janeiro, 21/01/2009)
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D. SEBASTIÃO


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UMA MANHÃ DE NEVOEIRO


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Hoje acordei cansado. Cansado e a chover. O dia estava frio, escuro e com muito vento. O nevoeiro cobria tudo de um cinzento claro. Acordei cansado e com a vontade quebrada. Às vezes tenho dias assim. Acordei cansado da crise que nos assola, mas mais do que isso, cansado de tanta canseira.

Todos os dias, e hoje não foi excepção, ouço na rádio ou na televisão, ou leio nos jornais, as novas do que se vai passando no meu país e no mundo.

As notícias novas são todas elas velhas, e falam das dificuldades diárias do meu povo. Más estradas, necessidade de recorrer ao estrangeiro para tratamentos ou para fazer nascer os nossos filhos e até mesmo para poupar nas compras de bens essenciais como gasolina e comida (infelizmente nestas últimas só as populações próximas da fronteira têm essa possibilidade), assaltos violentos (cada vez há mais), acidentes rodoviários (sempre demasiados), subida de preços, mau ensino e educação (com os professores em contínua guerra com o governo), desemprego crescente, falta de apoio ao comércio à industria e à agricultura (com o ministro Jaime Silva a assumir que ainda não pagou a totalidade do que deveria ter pago aos agricultores referente a 2007), fraudes em sectores chave da economia, banqueiros na prisão, falências de bancos, ministros a parecer que não sabem o que andam a fazer (Finanças e Educação entre outros), propaganda enganosa (nos anúncios e nas palavras dos governantes), TGV, Alcochete, cores nos alertas feitos por uma entidade que fala mais e demais do que faz e menos do que deveria ter feito, ordenados baixos (os mais baixos são mesmo de miséria) e muitos em atraso, falta de trabalho (muito do pouco que há é precário) … sei lá, tantas e diversas são as coisas que se ouvem, que me revoltam e que me fazem mal.

E o povo sofre. Sofre na pele todas as dificuldades que os governantes não sentem. Porque estes senhores não sofrem a perda do poder de compra. Não sabem o que é viver com 500 euros por mês e ter de alimentar uma família. Não imaginam o que é andar nos transportes públicos, por vezes mais do que um para poder chegar ao trabalho, o que é esperar meses por uma consulta e depois outros por uma operação ou tratamento num hospital público ou mesmo e só horas pelo médico da “caixa”. Nem lhes passa pela cabeça o que é viver em casas degradadas ou em bairros mal frequentados, vestir roupas de feira de muito má qualidade, ter um carro com muito mais de 10 anos e a precisar de arranjo ou substituição, ou não ter dinheiro para uma alimentação normal ou mesmo para aquecer a casa no inverno.

Estes senhores não sabem nada sobre as dificuldades do povo que governam. Estes senhores, nem querem saber! Mas sabem que se derem ao povo muitas telenovelas, muito futebol (o Ronaldo, excelente jogador, é o expoente máximo) e disputas políticas e palavrinhas mansas e mentiras bem contadas e enganos bem forjados, o povo, crente e sedento, acredita e aguenta mais um pouco.

Era assim, estou em crer que esse tempo se está a acabar!

Aos poucos as pessoas vão abrindo os olhos. Já são mais de trinta anos de enganos e decepções. Já são muitos anos de crises em cima de crises, em que cada uma que vem, é pior que a anterior.

Já todos estão cansados.

Eu já me cansei!

É preciso mudar. Mudar o rumo. Mudar de gentes. Mudar de políticos. Mudar tudo!

Mas infelizmente o Obama é americano e nada quererá connosco, e apesar do nevoeiro cerrado da manhã de hoje, ainda não é desta que chega o D. Sebastião.


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JM

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(Foto JM)

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(in O Primeiro de Janeiro, 27/01/2009)

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

34 ANOS DE DEMOCRACIA

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No blogue OTojal, encontrei este "post" que vale a pena ler.
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Aqui, a tabela completa dos últimos 3 anos.

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ÓH TIO, ÓH RICO TIO!

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O MEU QUERIDO TIO.
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AJAX PARA A ALMA



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O segredo para manter o amor durante muito tempo é apaixonarmo-nos muitas vezes pela mesma pessoa.
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No blogue Ajax para a Alma encontrei este "post", a ler e a reler.








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TELHADOS

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TELHADOS DO PORTO



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CURIOSIDADE

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ESTOU MUITO CURIOSO!
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QUE IREMOS SABER SOBRE O SR. MONTEIRO?

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SERÁ A HISTÓRIA PARECIDA COM A DE UM SR. QUE TINHA UM SOBRINHO NA SUÍÇA?
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QUAL O VERDADEIRO DESTINATÁRIO DO DINHEIRO QUE SE DIZ QUE ALGUÉM RECEBEU?
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ESTOU REALMENTE MUITO CURIOSO!

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PROPOSTA CHUMBADA

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PROPOSTA DE CDS/PP SOBRE AVALIAÇÃO DE PROFESSORES FOI CHUMBADA!

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A proposta do CDS sobre a avaliação dos professores foi rejeitada pela Assembleia da República, com 116 deputados socialistas a votarem contra e cinco a votarem a favor.
O impagável Augusto Santos Silva fala deste resultado e diz que foi a derrota do oportunismo político.
Manuel Alegre, Eugénia Alho, Júlia Caré, Teresa Portugal (do PS), e Matilde Sousa Franco (independente) votaram ao lado da oposição.
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Lamentavelmente perdeu-se mais uma oportunidade de resolução deste conflito.
E o Partido Socialista todo contente, e sempre do lado do povo Português!
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JM
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MÁRIO SOARES

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UMA QUESTÃO DE ESQUERDA RADICAL


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Tanto quanto me lembro, nunca concordei a 100% com Mário Soares. Questão de feitios, acho!
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No entanto, e pela primeira vez, concordo total e completamente com isto.
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Pode ser que seja um problema para alguns, para muitos até, mas não será fundamental para o país.

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ALERTAS

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OS ALERTAS COLORIDOS CONTINUAM

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Onze distritos do Norte e Centro de Portugal continental estão esta sexta-feira com aviso Amarelo devido à previsão de vento forte e aguaceiros por vezes fortes, segundo o Instituto de Meteorologia.
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NUNCA COMO AGORA, QUE TEMOS QUEM NOS AVISE, TIVEMOS VENTO FORTE E AGUACEIROS POR VEZES FORTES.
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SERÁ QUE NINGUÉM SABE VER QUE VENTA E CHOVE, E QUE SE DEVE PROTEGER?
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HAJA PACHORRA!
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JAIME ISIDORO

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Fundador da bienal de arte de Cerveira faleceu a 21 de Janeiro de 2009.

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O pintor, galerista e fundador da Bienal de Cerveira nasceu no Porto em 1924 e faleceu esta quarta-feira de madrugada. Tinha 84 anos. Foi a enterrar no cemitério de Agramonte.

Conhecido pelas suas aguarelas, Jaime Isidoro versava muitas vezes a cidade do Porto.


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ISTO É QUE VAI UMA CRISE!

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IVONE SILVA E CAMILO DE OLIVEIRA
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VEJA OU REVEJA, RECORDE E DELICIE-SE
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SE FOSSE FEITO HOJE NÃO SERIA DIFERENTE

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ALBERTO JOÃO JARDIM

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HOJE, EM GAIA, NO CLUBE DOS PENSADORES.


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Por favor clique aqui

e veja o debate online.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PROPAGANDA ENGANOSA

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PROTECÇÃO CIVIL
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No blogue Andarilho, um bom texto sobre a propaganda governamental.
A ler aqui.

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TRIANGULAR

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Triangular é ir à direita, depois à esquerda, em movimento pendular, seduzindo os dois lados.

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Excelente trabalho de Domingos Amaral, no Correio da Manhã.
A ler aqui.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

GAO

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CIMEIRA LUSO-ESPANHOLA
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Encontrando-se novamente o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-ministro de Portugal, na XXIV Cimeira Luso-Espanhola, em Zamora, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença lembra e faz notar o seguinte:
A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, não reconhecendo Portugal a soberania de Espanha sobre o território e considerando este, de jure, português.
Cada dia que passa torna mais premente que a Questão de Olivença, constituindo factor de desconfiança e reserva que continua a prejudicar o relacionamento entre os dois Estados, com reflexos em áreas relevantes da política bilateral, seja inscrita - com natural frontalidade e sem subterfúgios - na agenda diplomática luso-espanhola.
Nas circunstâncias actuais, em que Portugal e Espanha se inscrevem nos mesmos espaços e alianças, com salutar colaboração em vastas áreas, estão afastadas as razões que tradicionalmente impediram que o assunto fosse discutido de forma adequada e nos precisos termos da Legalidade e do Direito Internacional.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 71 anos na defesa da portugalidade da Terra das Oliveiras, a pugnar pelo seu reencontro com Portugal, desafia os Governantes dos dois Estados - e, especialmente, o Primeiro-ministro português - a darem início a conversações que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença, dando voz a tantos portugueses, a tantos oliventinos, apela ao Governo de Portugal para que tome a iniciativa de sustentar sem tibiezas os direitos de Portugal e espera que o Governo de Espanha se disponha a respeitar o Direito Internacional.


OLIVENÇA, TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

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www.olivenca.org
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

TERÇA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2009

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OBAMA, O NOSSO SALVADOR!(?)
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É hoje, lá mais para a tarde que Obama toma posse.
Seja o que for que o 44º Presidente dos EUA venha a fazer, vai defraudar por certo muitas das expectativas geradas à sua volta. Mais cedo ou mais tarde vai tocar em interesses de um ou de outro, vai ser mais lento ou mais lesto do que seria previsível ou expectável, vai encontrar resistências à sua actuação, ou simplesmente vai ser um presidente que actua de acordo com as suas ideias e não com as dos outros.
De Obama, espera-se, por todo o mundo, que acabe com a guerra, que acabe com a crise económica, que castigue os maus e premeie os bons. De Obama, espera-se que seja o presidente de todos os povos do mundo. Mas não vai ser assim.
Obama vai ser o presidente dos americanos, vai defender o seu povo acima de todas as coisas, contra tudo e contra todos.
Que este novo presidente cuja eleição é hoje, queira acabar com a guerra e defenda os direitos humanos, e que queira acabar com a crise económica e tudo o mais que toda as pessoas de bem por esse mundo fora querem, eu acredito, mas tenho dificuldade em aceitar, que seja quem for, ele ou outro, seja capaz de agradar a gregos e a troianos. Pela frente tem o Iraque, Israel, o terrorismo, a crise económica, Guantanamo, o petróleo, e um mundo enorme de problemas complexos para tratar.
De qualquer modo, hoje é um dia histórico para a história do país mais poderoso do mundo. Foi eleito o primeiro presidente negro de sempre nesse país, e isso só por si é já uma enorme mudança e uma grande victória.
Obama está já a mudar o mundo, quanto mais não seja pela esperança que se instalou por todo o lado, mas atenção, só agora é que tudo vai começar.
Só foi feita ainda a parte fácil, daqui para a frente é que se vai ver!

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JM
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AMARELO, LARANJA, VERMELHO

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AS CORES DO NOSSA IGNORÂNCIA
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A Autoridade Nacional de Protecção Civil lançou um alerta face ao mau tempo que esta terça-feira é esperado. Trovoadas, chuva, neve, vento forte e agitação marítima podem causar cheias, isolamentos, incêndios e acidentes rodoviários e marítimos.
Ora a ANPC, como nossa enorme amiga, lá nos mostra que existe e que merece o que os seus membros ganham mensalmente, e lança as cores com que nos demonstra o quanto somos tolos e ignorantes.
Abençoada Autoridade! Que seria de nós se ela não existisse, e existindo, que seria dela se não nos estivesse sempre a lembrar o quão importante necessária e imprescindível é (tanto comunicado colorido já aborrece). Ainda acabávamos por considerar que a sua necessidade é pouca face ao trabalho insuficiente que desenvolve, e que o que nos custa por mês é muito.

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(se ainda não leu, leia também este "post")
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JM
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O SR SANTOS SILVA

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AI ESTE SR MINISTRO!
=SANTOS SILVA, "O INDIGNADO"=.

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Segundo este arguto e indignado governante, é ser-se de direita, como se isso fosse crime, usar o termo PÁTRIA.
A Pátria já acabou há bastante tempo para este responsável do Partido Socialista e do governo em vigor. Será que ele se considera apátrida?
Chamar, como a Presidente do PSD chamou, coveiro ao nosso Primeiro, não está bem, o País ainda não morreu, apesar das variadas tentativas vindas de muitos lados da esquerda à direita, e ele (o Primeiro) necessita de um País vivo para votar nele e pagar os erros que (ele, o Primeiro) vai cometendo. Assim, entendo que o termo deveria ter sido outro, e que na linha do que a senhora quereria ter dito, definisse realmente o que o nosso Primeiro está a fazer à nossa Pátria.
O governo, pela voz deste sr governante, considera que os termos usados pela drª Manuela Ferreira Leite, são inaceitáveis, e próprios de grupúsculos de extrema-direita, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, espera mesmo um pedido de desculpas.
Este sr. é impagável. No meio de tanta miséria e de tanta tristeza, só mesmo ele para me fazer rir.

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(Também publicado no blogue "Clube dos Pensadores", onde poderá ler comentários a este "post")
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JM
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ALICE VIEIRA

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ALICE VIEIRA,
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Diz tudo
o que pensa sobre educação, aqui.

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"JAMAIS" [Jámé]

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MAIS UMA DO SENHOR MINISTRO

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A Drª Manuela Ferreira Leite não tem credibilidade
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É assim mesmo que o senhor ministro fala da Presidente do PSD. E isto, segundo ele porque nos idos de Novembro de 2003, a então ministra pertenceu a um governo que na Figueira da Foz assinou com o governo espanhol um acordo/programa de construção do TGV, com datas assinalados e tudo, e hoje, em Janeiro de 2009, diz que se fosse (for) governo, não deixará construir a linha para o comboio de alta velocidade. E disse isto depois de já várias vezes, e por várias pessoas credíveis, se terem apontado os motivos para que tal obra se não efectuasse.
O senhor ministro, quando fala de credibilidade, pensa que os Portugueses têm memória curta. Esqueceu-se que nós todos nos lembramos do acordo que ele mesmo assinou com a Metro do Porto para a construção de novas linhas e aumento de outras, e que depois rasgou, apresentando um outro com prazos muito mais alargados e à revelia de tudo o que fora assinado.
O senhor ministro esquece-se que nós todos nos lembramos do caso do aeroporto da Ota, que se iria construir em data fixada por ele e com acordos assinados com a região e "jamais" no deserto de Alcochete, para onde afinal parece que se vai construir.
O senhor ministro esquece-se que nós todos sabemos que a situação económica de Portugal era uma à data de 2003, e que hoje é completamente diferente. Passaram mais de cinco anos, e estamos em plena crise mundial, e em recessão. Tudo se modificou. Temos de nos adaptar às circunstâncias. E hoje não há dinheiro, e se nos endividar-mos mais, serão os nossos filhos e sobrinhos e netos que irão pagar os erros de hoje, coisa que qualquer pessoa de bom senso não quererá.
O senhor ministro esquece-se que não é muito bom a mentir, a enganar e a mistificar a verdade. O senhor ministro fala de mais, e fala mal.
Eu sei que tem um bom padrinho, que até lhe poderia ensinar como essas coisas se fazem, pois que é mestre nessas artes, mas estou em crer que o senhor ministro é um mau aluno, e quando assim é, não há nada a fazer.
Neste caso, como em outros, quem é que não tem credibilidade para poder falar?
Caramba, nunca mais é Outubro para poder-mos pôr estes gajos na rua!

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JM
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In O Primeiro de Janeiro, 19-01-2009

(Também publicado no blogue CLUBE DOS PENSADORES, onde pode ler comentários)
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ALBERTO JOÃO JARDIM

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EXCELENTE!

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É preciso ser-se como o Presidente do Governo Regional da Madeira é, para dizer, sem papas na língua, o que tantos outros por esse país fora, politicamente correctos, não dizem.
O Dr. Alberto João "arrasou"! Bateu onde tinha de bater, mandou recados, chamou os nomes que os visados merecem, falou em Português de Portugal.
Normalmente não nos deixam ver nas televisões, mais que alguns segundos, escolhidos, das palavras proferidas por este governante. Hoje ouvimos o que tinha para dizer, sem cortes, sem frases fora de contexto.
Foi preciso ser ele a dizer que os Açores sempre receberam mais dinheiro do estado que a Madeira, para se saber que alguém nos anda a mentir há muito tempo. Foi preciso ser ele a vir dizer que o separatismo vem de Lisboa para se saber que alguém nos anda a endrominar há muito tempo. E ninguém o vai desmentir, porque o que diz é verdade!
Com Jardim, o PSD não jogaria para empatar, só para a vitória. Junto com Pedro Santana Lopes, faria uma dupla de respeito. Mas ninguém o quer. É incómodo e não pactua com fantochadas com impostores e com oportunistas.
Por certo houve gente que não gostou da entrevista e do que ele disse. Se assim foi, paciência, ele e muitos dos que gostariam de ver mudadas as coisas cá pelo rectângulo, estão-se nas tintas.
Se Jardim fosse para Lisboa, seria uma lufada de ar fresco na política nacional, e Portugal agradeceria.


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JM
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(TAMBÉM PUBLICADO NO BLOGUE CLUBE DOS PENSADORES, onde pode ler comentários)
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sábado, 17 de janeiro de 2009

O TGV E OS FUNDOS

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Portugal pode perder 1.3 milhões

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A senhora gestora do POVT, vem a terreno avisar-nos de uma forma que se poderia considerar autoritária, que não deveremos questionar as obras do TGV, pois que Portugal poderia perder 1.3mil milhões de euros em fundos comunitários se o projecto da linha de alta velocidade fosse suspenso. Esqueceu-se de nos avisar, já que se meteu num campo que não é da sua competência, para o valor que Portugal poupará se esse projecto fôr arquivado, e também quanto teremos de pagar a mais se se concretizar. Já no tempo da Ota, se falava de perdas de fundos no caso de não se fazer o aeroporto nesse sítio, e parece que se vai fazer no deserto de Alcochete.
Continuam a querer fazer de nós parvos, tolos e ignorantes, mas já estamos habituados.

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JM
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