3 FORMAS DE VER
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NO CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA
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Exposição patente até 15 de Março na Sala Joshua Benoliel do CPF
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I AM, ... I KNOW I AM, ... THEREFORE I AM, ... AT LEAST I THINK I MUST BE ... I THINK !


ESTOU ESCLARECIDO!
No fim destes dias todos, com todas as pessoas implicadas nos diversos casos a virem a terreiro explicar-se, e mesmo sem querer ir ao fundo das questões,
ESTOU ESCLARECIDO!
Estou esclarecido no caso dos professores verso Ministério da Educação.
Já sei que uns querem ser avaliados desde que a avaliação não seja feita por outros que não sejam eles mesmos, e outros querem avaliar em moldes diferentes dos normalizados.Já sei que as posições se extremaram, que talvez todos tenham um pouco de razão, e que ninguém quer perder a face. Já sei que no fundo, quem está a perder alguma coisa, são os estudantes.
Estou esclarecido no caso Casa Pia.
Já sei que ninguém é culpado até se provar a sua falta de inocência e que todos serão inocentes, mesmo que se prove que são culpados.
Estou esclarecido no caso do aumento do desemprego.
Já sei que a crise internacional é a causadora de todo este descalabro no nosso país. Já sei que o governo, que não tem culpa alguma deste estado das coisas, tudo faz e fará para que não aumente o número de desempregados, embora seja uma luta inglória. E também já sei que ninguém, seja cá no nosso País, seja em qualquer dos outros por esse mundo fora, se aproveita da crise para se livrar de trabalhadores excedentários, arrecadar subsídios dos vários governos e chegar à triste conclusão de que a empresa nas actuais circunstâncias, é inviável.
Estou esclarecido no caso do BPN.
Já sei que o governo nada mais poderia ter feito a não ser nacionalizar, com custos para todos nós, um banco cujas administrações tudo terão feito para roubar os seus clientes. Já sei que um anterior administrador está preso preventivamente, e que outro até foi fazer queixas ao Banco de Portugal por pensar que as coisas eram estranhas e que em nada tem culpas no estado a que as coisas chegaram. Já sei também que mais dia menos dia, este banco nacionalizado, nosso, vai ser absorvido pela CGD, e depois já não se fala mais nisso.
Estou esclarecido no caso do BPP.
Já sei que a gestão dos dinheiros da meia dúzia de clientes, foi eventualmente mal efectuada, e que o dinheiro desapareceu, que os investimentos eram de alto risco e por isso sujeitos a altos ganhos e porventura a grandes perdas. Já sei que quem colocou dinheiro neste banco era possuidor de altas fortunas, esperava retorno fácil e viu saírem frustradas as suas intenções. Já sei que quando as comadres se zangam, se sabem as verdades. Quantas mais faltarão saber, isso ainda estará por apurar.
Estou esclarecido sobre o caso Freeport.
Já sei que o tio gosta muito do zézito. Já sei que o primo é só o filho do tio e está em parte incerta. Já sei que alguém recebeu o dinheiro que desapareceu das contas da casa mãe, mas que não foi nenhum dos aparentemente implicados. Já sei que uns se aproveitaram dos outros mas que não faz mal que fica tudo em família. Já sei que nosso Primeiro diz que não tem nada a ver com isso e que é tudo uma campanha suja e sórdida contra ele. E até já sei que há muito boa gente a defendê-lo e a vir falar a bem dele. E por fim, já sei que os ingleses são uns burros e que não percebem nada de investigações de crimes de colarinho branco, e que se o dinheiro desapareceu, isso é lá com eles, e nada poderá ter a ver com as nossas gentes, que são todas honestíssimas. Àh, e também já sei que assim o homem não tem tempo para trabalhar no que é preciso, mesmo que trabalhe mal, e que o País está a parar.
Estou esclarecido sobre a nossa classe política.
Já sei que é a melhor de todas as que existem no mundo. Já sei que todos os seus elementos são de uma honestidade imaculada. E até já sei que são as mais bem qualificadas pessoas, as melhores das melhores que Portugal tem, a nata, la crème de la crème.
Estou esclarecido sobre o meu País.
Estamos a morrer lentamente, a nossa economia está de rastos, qualquer dia vêm por aí abaixo e passamos a ser geridos por estrangeiros, mas até nem faz mal, porque temos quem cuide de nós, e graças aos nossos brandos costumes, pensamos que isto se há-de compor um dia, ou talvez não!
Estou esclarecido sobre muitas outras coisas, como a justiça e a saúde, só não estou esclarecido sobre uma.
Será que o meu País não precisa de ter pessoas que realmente trabalhem para o desenvolver e para sair-mos desta crise? Será que Portugal não é mais importante que querelas partidárias e guerras de interesses?
Por que é que ainda me incomodo com tudo isto e procuro ficar elucidado? Vivo num País de golpistas, com toda gente a enganar a outra gente toda e ainda me preocupo e quero que as coisas mudem?
Como eu, felizmente há ainda muito boa gente que o faz;
Porque será?
Estou esclarecido, mas não estou satisfeito, mais, ESTOU REVOLTADO!
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JM
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ISTO ANDA COMPLICADO. TEMOS DE MUDAR!
Dizem-me que o destino tem vida e vontades próprias e que nada escapa aos seus mais ínfimos desejos. Que é caprichoso e intolerante, e por isso pouco esperto e pouco inteligente, utilizando a força do seu poder para fazer valer os seus propósitos, sem se importar com a felicidade de cada um. Mas se pensar-mos e utilizar-mos a nossa esperteza e a nossa inteligência não o poderemos mudar? Será o nosso destino, ter-mos de viver como se vive nos dias de hoje?
Tudo à nossa volta está a mudar de uma forma radical e vertiginosa. Em pouco mais de um século, todos os males do mundo se concentraram.
Estamos a precisar de umas novas Tábuas da Lei.
Dá que pensar, o mundo em que hoje vivemos. Penso nas guerras, nas mortes, na fome. Penso na política e nos interesses instalados. Penso e sinto-me triste e desmotivado. Que fizemos nós ao mundo em que viviamos?
O Homem, cada vez é mais egoísta e mau. Só interessa o que de bom possa advir para os seus interesses, por via das suas acções, e os outros, os seus concidadão de nada valem nem interessam. Rouba-se e mata-se por dá cá aquela palha. A indiferença pelos horrores que se passam por esse mundo fora, é total. Poucos são os que se importam e lutam contra esse estado de coisas. E quem se importa, sofre na pele o escárnio dos restantes. Frases como “deixa estar que não é nada contigo” ou “é assim!” são banais.
O mundo das gentes de hoje é a casa de cada um, e em alguns casos nem a família chegada faz parte dele.
O mundo de hoje, não é bom para se viver nem para educar os nossos filhos. Vive-se para o dinheiro, do dinheiro e dos prazeres que ele nos proporciona. Não há valores morais ou de conduta. Tudo serve para chegar ao fim a que nos propomos.
O mundo está a morrer, e quem se debruçar sobre estes assuntos e sobre o que é a vida nele, e se preocupar com os dias de hoje, corre o risco de, com frequência, ter pesadelos como os que vos vou contar.
Dias atrás, soube de um Homem ainda muito jovem e impressionável, dos que ainda se importam, dos que lutam por uma vida melhor ajudando os menos protegidos, dos que estão lá a trabalhar em favor dos outros sem que lhe peçam, e ouvi a história de um fim de noite que tinha tido, após a primeira vez que andou a ajudar com comida e agasalhos os sem abrigo do Porto.
Ainda era noite cerrada quando acordou.
Passou de um sono profundo à consciência plena, com uma brusquidão tal, que foi imediatamente dominado pelo medo. O coração batia como louco e viu-se perdido. Sentia-se desorientado, mas aos poucos a sua mente foi abarcando o que havia à sua volta: uma parede, um quadro …
Sentiu distintamente uma dorzita no estômago, uma ligeira angústia, provocada por certo por uma noite que fora povoada com sonhos sobre catástrofes e ruína. Um ataque de terror acompanhou-lhe o acordar.
Tentou levantar a cabeça sem o conseguir. Tentou mover-me e nada aconteceu. Estava imobilizado. Gritou por alguém, ou antes, tentou gritar, porque da sua boca nada mais saiu que um murmúrio. De todo o seu corpo, só os olhos se moviam como loucos, e as veias do pescoço latejavam fortemente. Com esforço, tentou dominar as apreensões, começando por tentar raciocinar
Quanto soubesse, não padeçia de ansiedade generalizada nem de algum síndrome depressivo, nem teve alguma vez necessidade de ser observado por psiquiatria. Afinal porque estaria naquele estado? Onde tinha estado antes, a fazer o quê? Não seria tudo isto afinal, parte de um pesadelo que ainda não tivesse terminado?
Não, se assim fosse já estaria a passar. Já se moveria, e já estariam de regresso os ruídos tranquilizadores da noite.
O terror que antes sentia, começava a transformar-se em pânico.
Tentou de novo mover-se. O seu cérebro já não tinha forças para comandar o que quer que fosse. Seria assim, morrer?
Lá fora, uma tempestade de vento frio e chuva, abatia-se sobre as janelas sem vidros do pequeno quarto em que se encontrava. Um rio de água, escorria pela parede e encharcava os panos que meio esquinados estavam ao lado da cama.
Muito baixinho, ouvia-se distintamente a “Grande Messe Des Morts” de Berlioz.
Abriu os olhos devagar, o quarto era-lhe familiar. Era o seu quarto e tudo estava normal. O coração ainda batia descompassado, mas aos poucos percebeu que tudo não tinha passado de um sonho esquisito, provocado pelas vivências da noite anterior. Agora tudo voltara ao normal.
Os barulhos eram os de sempre, o dia começara já a nascer, o corpo tranquilizante e cálido de sua mulher, estava ainda adormecido a seu lado. A calma matinal começou a fazer o seu serviço e ele relaxou.
Levantou-se para se arranjar e ir para o seu trabalho de todos os dias.
Dentro de dois ou três dias, iria de novo fazer a ronda nocturna pelas ruas da cidade, e esperava não ter de novo pesadelos.
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JM
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(in O Primeiro de Janeiro, 29-01-2009)
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CONFUSO, IRRITADO E REVOLTADO
Ando confuso, ando irritado e até mesmo revoltado, com tudo o que vou vendo por este país fora.
Eu sei que há uma crise, toda a gente o diz. Mas a crise parece ser só para alguns, os cerca de nove milhões e meio que compõem o povo Português. Para o outro meio milhão, não!
O governo tem vindo a negá-la, e a aceitá-la, sendo agora aceite na generalidade por força das evidências, mas segundo ele (o governo), sem culpa alguma por parte dos portugueses ou de quem os governa, antes de uma enorme crise internacional, mãe solitária de todas as culpas.
De qualquer forma já estamos em crises sucessivas há umas dezenas de anos, com cada uma a piorar o estado em que a anterior nos deixou. No Índice de Desenvolvimento Humano, publicado pela ONU em 2008, descemos no ranking quatro lugares, de 29º para 33º entre 2004 e 2006, quando em 1973 éramos o 24º país mais desenvolvido do mundo. Mas ninguém parece importar-se com isso, e caminhamos alegremente em direcção ao abismo.
Diariamente, nos últimos tempos, vemos bancos a falirem (muito embora haja lucros de 150 milhões de euros só no BPI – onde está a crise nestes casos?) ou absorvidos por outros, um banqueiro na prisão e outros gestores que não se sabe porque não o estão, os professores a protestarem e a fazerem greve, as falências de empresas a aumentarem - e de cada vez que o governo diz que vai ajudar esta ou aquela firma, é certo e sabido que ela deverá acabar mesmo por cair na insolvência - algumas delas (falências) por certo fraudulentas e feitas para aproveitar a crise (quantos gestores, donos, gerentes etc., ficam com dificuldades após a falência, e quantos empregados ficam bem?), os assaltos violentos a aumentarem, o desemprego a subir, o dinheiro a faltar, o ensino e a educação a piorar, os da direita a acusarem os do centro e da esquerda da culpa de todos os males do mundo e os do centro a acusarem os de um e outro lado da mesma coisa e ainda os da esquerda a fazerem o mesmo a todos os que estão à sua direita, com alguns poucos a protestarem alto para quem os não ouve e o desespero de muitos a manifestar-se num ruidoso silêncio, e a julgar pelas previsões e pelas sondagens de opinião, acreditando sempre no nosso melhor vendedor de falsas ideias e soluções, se calhar por falta de alguém mais credível, e antes este que até fala bem e bonito.
Vemos, sentimos e ouvimos mentiras em cima de mentiras, enganos, decepções, meias verdades, acusações, autismos, anúncios de aumentos milionários da despesa pública, declarações de responsáveis que estão ou querem estar na governação e que são uns a favor e outros contra as mesmíssimas coisas como se não estivéssemos no mesmo país e não estivessem a trabalhar para o mesmo povo, o que pressupõe interesses privados nas pessoas que devotaram a sua vida à coisa pública, com os políticos a tomarem posições estratégicas (com todas as armas possíveis, escondidas nas costas e nos sovacos) para o combate renhido, que já começou, que é a campanha para as eleições deste ano e o posicionamento de cada um nas listas partidárias.
Depois de tudo isto, depois de verificar que está tudo na vida do meu país, programado e consagrado na Constituição, para que a classe política no seu todo, e a classe alta dominante sobrevivam sem sobressaltos de maior, enquanto o povo sofre e se lamenta baixinho, fico confuso irritado e revoltado, e pergunto-me se não haverá ninguém que dê um murro na mesa e ponha fim a este estado de coisas.
Parece, dizem alguns entendidos, que há algo que está (e sempre esteve) mal na
Mas sabe-se que isso tem de vir de dentro das cúpulas da classe mandante partidária, uma vez que, sozinhos, nós, os dez milhões de Portugueses (incluído também o meio milhão da classe mandante), mesmo que unidos em torno do mesmo ideal, estamos proibidos de o fazer.
Não haverá mesmo alguém dentre esses poucos iluminados, que realmente faça algo por nós, Portugueses como eles?
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JM
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UMA MANHÃ DE NEVOEIRO
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Hoje acordei cansado. Cansado e a chover. O dia estava frio, escuro e com muito vento. O nevoeiro cobria tudo de um cinzento claro. Acordei cansado e com a vontade quebrada. Às vezes tenho dias assim. Acordei cansado da crise que nos assola, mas mais do que isso, cansado de tanta canseira.
Todos os dias, e hoje não foi excepção, ouço na rádio ou na televisão, ou leio nos jornais, as novas do que se vai passando no meu país e no mundo.
As notícias novas são todas elas velhas, e falam das dificuldades diárias do meu povo. Más estradas, necessidade de recorrer ao estrangeiro para tratamentos ou para fazer nascer os nossos filhos e até mesmo para poupar nas compras de bens essenciais como gasolina e comida (infelizmente nestas últimas só as populações próximas da fronteira têm essa possibilidade), assaltos violentos (cada vez há mais), acidentes rodoviários (sempre demasiados), subida de preços, mau ensino e educação (com os professores em contínua guerra com o governo), desemprego crescente, falta de apoio ao comércio à industria e à agricultura (com o ministro Jaime Silva a assumir que ainda não pagou a totalidade do que deveria ter pago aos agricultores referente a 2007), fraudes em sectores chave da economia, banqueiros na prisão, falências de bancos, ministros a parecer que não sabem o que andam a fazer (Finanças e Educação entre outros), propaganda enganosa (nos anúncios e nas palavras dos governantes), TGV, Alcochete, cores nos alertas feitos por uma entidade que fala mais e demais do que faz e menos do que deveria ter feito, ordenados baixos (os mais baixos são mesmo de miséria) e muitos em atraso, falta de trabalho (muito do pouco que há é precário) … sei lá, tantas e diversas são as coisas que se ouvem, que me revoltam e que me fazem mal.
E o povo sofre. Sofre na pele todas as dificuldades que os governantes não sentem. Porque estes senhores não sofrem a perda do poder de compra. Não sabem o que é viver com 500 euros por mês e ter de alimentar uma família. Não imaginam o que é andar nos transportes públicos, por vezes mais do que um para poder chegar ao trabalho, o que é esperar meses por uma consulta e depois outros por uma operação ou tratamento num hospital público ou mesmo e só horas pelo médico da “caixa”. Nem lhes passa pela cabeça o que é viver em casas degradadas ou em bairros mal frequentados, vestir roupas de feira de muito má qualidade, ter um carro com muito mais de 10 anos e a precisar de arranjo ou substituição, ou não ter dinheiro para uma alimentação normal ou mesmo para aquecer a casa no inverno.
Estes senhores não sabem nada sobre as dificuldades do povo que governam. Estes senhores, nem querem saber! Mas sabem que se derem ao povo muitas telenovelas, muito futebol (o Ronaldo, excelente jogador, é o expoente máximo) e disputas políticas e palavrinhas mansas e mentiras bem contadas e enganos bem forjados, o povo, crente e sedento, acredita e aguenta mais um pouco.
Era assim, estou em crer que esse tempo se está a acabar!
Aos poucos as pessoas vão abrindo os olhos. Já são mais de trinta anos de enganos e decepções. Já são muitos anos de crises em cima de crises, em que cada uma que vem, é pior que a anterior.
Já todos estão cansados.
Eu já me cansei!
É preciso mudar. Mudar o rumo. Mudar de gentes. Mudar de políticos. Mudar tudo!
Mas infelizmente o Obama é americano e nada quererá connosco, e apesar do nevoeiro cerrado da manhã de hoje, ainda não é desta que chega o D. Sebastião.
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JM
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(Foto JM)
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(in O Primeiro de Janeiro, 27/01/2009)
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Fundador da bienal de arte de Cerveira faleceu a 21 de Janeiro de 2009.
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O pintor, galerista e fundador da Bienal de Cerveira nasceu no Porto em 1924 e faleceu esta quarta-feira de madrugada. Tinha 84 anos. Foi a enterrar no cemitério de Agramonte.
Conhecido pelas suas aguarelas, Jaime Isidoro versava muitas vezes a cidade do Porto.
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