segunda-feira, 15 de junho de 2009

A NOVA CAPA

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A CAPA DA ROSA HUMILDE
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Desapareceu a palavra absoluta. Desapareceu muita da arrogância que desde há anos nos habituamos a ver. Desapareceu o José que nos comandava e sabia tudo, a quem todos atacavam, o das campanhas negras ou de qualquer cor escura, o José arrogante. Apareceu o jozézinho humilde, de boné na mão, a falar aos jornalistas de uma possível maioria, necessária e estável que lhe possa permitir governar. Falou até em humildade, ao referir-se aos 26% com que foi brindado pelos eleitores.
Ia a caminho da reunião da comissão política Nacional do Partido Socialista. E este não é, decididamente, o homem a que eu estava habituado, nem os Portugueses, pelo que me desiludiu. Por este caminho, vai perder ainda mais, pois prova-nos, a todos nós, que afinal a razão que tinha, a razão que dizia ter, não era mais que uma não razão apregoada aos quatro ventos como verdadeira. Esta atitude, prova-nos que este senhor nos andou a enganar, mostrando-se afinal o que nunca foi, um homem de convicções e de palavra. Prova-nos ainda que este nosso Primeiro, é capaz de tudo para se manter no poder, até vestir a capa da humildade rosa, nem que seja só por uns bocadinhos, fabricada à pressa para os próximos três meses.

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JM
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CLUBE DOS PENSADORES

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http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=8f2311d2d2&view=att&th=121e4b06e36ed52a&attid=0.3&disp=inline&zw

QUEM TEM MEDO DA PANDEMIA?

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MÉXICO DE NOVO EM ALTA
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Acabada de ser declarada uma pandemia da gripe pela OMS, gripe essa com origem em terras Mexicanas, eis que os operadores turísticos se abalançam a reiniciar os voos (charter) para este país (Riviera Maya). Espera-se que aproveitem para ir à cidade do México para verem o novo templo Azteca que aí encontraram.
O primeiro voo, mês e meio após a suspensão de viagens para lá, tem uma ocupação de oitenta por cento, o que nos diz da eventual inconsciência dos operadores e também, e principalmente dos viajantes. Promoções agressivas e preços de arrazar, levam a que as pessoas percam o sentido das prioridades.
É certo que os comerciantes locais estão a perder muito dinheiro, mas quem para lá for, pode perder muito mais.
Também é verdade, que apesar da elevação do alerta da gripe ao nível máximo, pandemia, a OMS não recomendou a suspensão de viagens. Logo, vamos para a frente e depois logo se verá.

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JM
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PAULO RANGEL

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PAULO RANGEL

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Paulo Rangel depois desta vitória contra a corrente e em contra-ciclo em função do que diziam os politólogos , comentadores políticos e as sondagens deveria remeter-se ao silêncio e evitar dizer frases como «não descartar uma coligação com o CDS/PP». Não pode falar como se fosse o líder do PSD . Deve em recato saborear a vitória e perceber que ela deve-se , a ele , à escolha de Ferreira Leite , em parte ao PSD , mas essencialmente ao voto de protesto dos portugueses. Começar a preparar a sua ida para Bruxelas e estudar meticulosamente a sua intervenção na próxima quarta-feira no embate contra José Sócrates , pois o único líder da oposição que não tem assento no hemiciclo é Manuel Ferreira Leite do seu partido PSD. Não se pode menosprezar José Sócrates saiu ferido mas não vencido. É preciso continuar a afirmar uma política consistente e alternativa sem espavento de triunfalismo e não dar trunfos ao inimigo. Com humildade e seriedade e sem estardalhaço . Por vezes a ausência de ruído é o nosso maior aliado e deve-se passar em silêncio e reduzir ao silêncio.

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Joaquim Jorge ( Clube dos Pensadores)
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UM HÁBITO QUE SE AVIZINHA

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O DETESTÁVEL LÍDER QUE SE HABITUE

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Em pouco mais que uma semana, o Grande Irmão, Admirável Líder do povo Português, sofreu um valente revés.

Admirado por todos, adulado pela maioria, venerado por muitos, este nosso Primeiro era o melhor dos melhores, o “créme de la créme”, o Admirável Líder. Em todos os jornais e televisões, ou quase, saíam diariamente notícias que o elevavam à categoria suprema de indefectível na liderança da governação Portuguesa. Antes e durante a campanha para as eleições Europeias, as sondagens mais pessimistas davam-lhe uma vitória por larga margem, deixando o segundo classificado a grande distância. Nestas eleições, não concorria directamente, mas empenhou-se a fundo nelas, de modo a que o ganho ou a perda, só a ele se poderiam assacar.

Perdeu. Perdeu na única sondagem certa e verdadeira. Perdeu por muitos votos de diferença, tantos ou mais que os que as sondagens lhe davam de vitória. E o impensável aconteceu. A mesma imprensa que o elevava, a mesma imprensa e restantes meios de comunicação social que o adulavam e achavam que nunca poderia perder, passaram a detestá-lo e passaram a considerá-lo um perdedor, ignorando-o cada vez mais, pouco faltando para o apelidarem de execrável.

Que se poderá chamar a quem muda tão repentinamente de ideias, mesmo que com razões para o fazer?

Algo que bóia e fede, poderia ser uma das respostas, no entanto prefiro uma outra, a de alguém que foi tardiamente iluminado, e que agora diz “eu era cego, mas agora já vejo, aleluia!”


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(In O Primeiro de Janeiro, 15-06-2009)


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JM

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domingo, 14 de junho de 2009

EI-LOS QUE PARTEM

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VÃO-SE OS BONS E OS MUITO BONS
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Começou a sangria anual dos muito bons jogadores da equipa profissional de futebol do FCPorto.
Nada que nos surpreenda, já que todos os "defesos" acontece a mesma coisa.
Desta vez é o Cissokho que se vai, por quinze milhões. Outros se seguirão e os cofres do clube irão ter um déficit menor após estas transacções.
Como a confiança no Presidente do Clube é enorme, imensa, todos sabemos que nada de mal se seguirá.
Saia quem sair, venha quem vier, o penta está à porta. Só se espera que não seja tão fácil de conseguir como os quatro campeonatos anteriores.

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JM
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ÓBIDOS

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ÓBIDOS
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JM
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sábado, 13 de junho de 2009

O PORTUGUÊS MAIS CARO DO MUNDO

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NÃO É O CR9
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Chama-se Mark Teixeira e joga Basebol. Joga no New York Yankees, e ganha quase 15 milhões de euros por ano.
No Manchester, o CR7 ganhava quase sete. Agora no Real, não se sabe ainda quanto vai ganhar, mas nem de perto nem de longe irá ter um vencimento parecido com o do sr Teixeira.
Bem, o Mark não é bem Português, é , melhor dito, descendente de Portugueses, e julgo que não terá dupla nacionalidade, mas lá que fica bem termos um tipo assim rico no mundo, lá isso é, e por via disso fica ainda melhor o poder dizer-se que é nosso compatriota, mesmo que não seja realmente verdade.
Mas, que a exemplo do realmente nosso compatriota, este vencimento é um atentado imoral ao que se passa por esse mundo fora, lá isso é.

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JM
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AZAR, AZAR, AZAR

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LAMY COM PROBLEMAS E SEM CULPA

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Logo no início das 24 horas de Le Mans, o colega (Peugeot Pescarollo) de Lamy, de seu nome Bouillon, abalroou-o ainda nas boxes e obrigou-o a andar uma volta com um pneu furado e por isso a danificar, e a atrazar talvez irremediavelmente o Peugeot 908, que teve muitas peças para trocar. Com duas voltas de corrida, já leva sete voltas de atrazo.
Pela meia-noite, era já décimo classificado.
Azar, com culpas alheias, para um dos mais fortes candidatos à victória final.

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JM
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QUE FARÁS, PRESIDENTE?

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TGV, ELEIÇÕES
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O nosso Presidente tem poderes para travar o TGV, mas será que o vai fazer? Está prevista para antes das eleições a sua adjudicação, mas não antes de Cavaco promulgar as bases da concessão. O Presidente pode e deve empatar a resolução até que o resultado das eleições seja conhecido. Ou faz isso ou vamos ficar empenhados por várias gerações, e uma parte dessa responsabilidade passa a ser sua.
Dentro de dias Cavaco Silva vai decidir a data das eleições ainda este mês. Deverão ser a 20 ou a 27 de Setembro as para a Assembleia da República, e assim as Autárquicas poderão ser a 11 de Outubro. Já há muito tempo que nenhum partido fala em ter estas duas eleições em conjunto, pelo que esse assunto será pacífico.
O partido do nosso Primeiro está cheio de sorte, já que assim se poderá livrar de mais um voto de protesto nas eleições Autárquicas.

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JM
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SORUMBÁTICO

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COPIADO DAQUI
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Quem quer decifrar?


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Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece. A crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas. Subitamente, um rico turista russo, chega à recepção do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de €100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3.º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100; o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera a carne; este, por sua vez, corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel a quem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.
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Não houve, neste movimento de dinheiro, qualquer lucro ou valor acrescentado. Contudo, todos liquidaram as suas dividas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro. Como é que se explica o aparente paradoxo?

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JM
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O PRESIDENTE TINHA DITO

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E HOUVE QUEM NÃO O FIZESSE
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O Presidente tinha dito que não é aceitável que não se vote..... Malandros!

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JM
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E AGORA JOSÉ?

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Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?




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JM
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PENINHA É MUITA, FALTINHA É QUE É NENHUMA

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FERRARI FORA DA F1?
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Será realmente uma pena que a Ferrari saia do circo, mas se sair, sai pelo próprio pé e depois de ter mostrado que não está à altura das novas regras, pelo que pena, lamento mas não tenho. Não se pode viver dos fantasmas, bons ou maus, do passado.
Parece não querer aceitar as modificações impostas para 2010, mas todos os outros aceitam e está irremediavelmente só. Há até três novos inscritos, pelo que as novas regras se calhar, para os dias de hoje, não são más.
De qualquer forma, a Ferrari, e também as outras equipas que protestaram as regras, inscreveram-se a tempo para a próxima temporada, embora afirme agora que o fez "à condição".
Não acredito no entanto que a Ferrari, apesar das ameaças, se atreva a abandonar. É cá uma ideia minha, digo eu!

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JM
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PARTIDO AO MEIO

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AIRBUS A330-200
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Parece ter-se partido ao meio, o avião Francês. A ser assim, a queda terá sido vertiginosa e provavelmente a pique. Não terá havido tempo para nada. Um horror só imaginável em filme.
Agora fala-se de morte por asfixia da maior parte dos acidentados.
Aos poucos vão sendo recuperados corpos que o mar não quer. Já são cerca de cinquenta.
Esperam-se muitas explicações que ninguém parece preparado para dar.

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JM
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PS

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José Sócrates vai reunir segunda-feira a sua comissão política (membros). Se tivesse vencido já o teria feito logo de imediato com pompa e circunstância . Assim , num acto tácito e de espera para ver como as modas param , será feita passado mais de oito dias . Deu para perceber as ondas de choque dentro do partido e dos seus adversários políticos . Todavia pela sua composição , não está lá Manuel Alegre , Henrique Neto , António José Seguro , João Cravinho , etc. . A contestação dos seus membros será nula ou ineficaz e a estratégia é minimizar os resultados . Europeias são europeias , legislativas são legislativas . Manter o rumo depois desta hecatombe é um erro crasso e o suicídio , humildade para aqueles lados precisa-se em doses duplas . É o mal de tudo poder e tudo querer . O dogma de se estar legitimado por uma maioria que não lhe deu aval para fazer coisas impensáveis e desconexadas . Talvez fosse melhor um pacto com os portugueses , ouvi-los , percebê-los pelos sinais enviados. Ou muda ou o seu fim é prematuro , o que equivale a dizer numa só legislatura de quatro anos.

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Joaquim Jorge (Clube dos Pensadores)

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

NÚMERO MÁGICO

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NOVENTA E TRÊS (MILHÕES)
Futebol, a alienação do povo.

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Anda tudo doido neste mundo.
O Real Madrid perdeu a cabeça e deu (confirmado pelo Manchester) 93 milhões de euros (a mais cara de sempre) pelo que ainda é o melhor jogador do mundo, Ronaldo de seu nome, Português da Madeira, e que na selecção Nacional não tem jogado nada que se veja. Na verdade só tem jogado bem quando está ao serviço do Manchester, o que leva a crer que o miúdo só joga em condições quando vê os cifrões à frente (ou as câmaras de televisão que transmitem para o mundo inteiro).
O Real Madrid é um clube rico, inserido num país rico, onde não há problemas. A crise parece não atingir os nuestros hermanos.
O Real Madrid detém agora as quatro mais caras transferências mundiais no mundo do futebol.
O Ronaldo está já "em pulgas" para conhecer mais de perto as garotas espanholas.
Com tantos problemas em que o mundo está mergulhado, de entre os quais a pobreza a fome e a doença são as que mais sobressaem, é uma vergonha, é mesmo imoral que negócios deste teor, e por valores deste quilate, se realizem. Por amor de Deus, o homem dá uns chutos na bola. É o trabalho dele. Pelos vistos chuta melhor que os outros, mas não deixam de ser chutos numa bola.


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JM
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PENOSO, MISERÁVEL

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O SELECCIONADO DO SR QUEIROZ
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Não dá, assim não dá. O óptimo segundo, que agora parece ser um péssimo primeiro, tem à sua disposição um conjunto de jogadores, do melhor que há no mundo. Um até, é ainda o melhor dos melhores. E jogam uma "trampa"! Não marcam, não criam, não nada.
Foi mais um jogo miserável e penoso de ver. Não se entende que assim aconteça e quais as razões de tão fraco conjunto, a não ser que se olhe para a incapacidade de quem dirige.
Assim não dá, sr Queiroz, desista!
A culpa não é só do seleccionador, mas também de quem o escolheu, que parece perceber cada vez menos da poda.

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JM
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CABE NA CABEÇA DE ALGUÉM?

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TERRORISTAS? ESPECULAÇÃO, VERDADE?
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No voo AF447, parece que havia passageiros cujos nomes estavam na listagem de possíveis terroristas ligados à Al-Qaeda.
Caberá na cabeça de alguém que sendo assim, ninguém tenha reparado no momento do embarque? E que agora, verificado tal, minimizem os factos?
Por outro lado, a ser verdade, a ideia de atentado regressa, mas ninguém reivindicou o dito atentado.
A hipótese de atentado parece-me uma confabulação a não ter em conta.
O mistério adensa-se e só quando e se se encontrarem as caixas negras se poderá chegar a alguma conclusão, e para tal, a ajuda do submarino francês é essencial.
Alguns erros poderão ter sido cometidos, desde os controladores até aos pilotos ou ao pessoal da manutenção, passando pelo construtor do avião, mas só quando os destroços forem recolhidos e peritados, assim como as caixas negras, se poderão assacar culpas seja a quem for.
Não deveremos entretanto entrar em paranóia.

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JM
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REGRESSO ÀS ORIGENS

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CDS REGRESSA
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O Partido de Paulo Portas, PP (Partido Popular), vai voltar a chamar-se CDS. Não é que alguma vez tenha deixado de se chamar assim, mas, nos boletins de voto, só aparece o PP. Isso, segundo os responsáveis induz em erro o eleitor mais distraído ou menos conhecedor. Assim, aparecerá doravante a sigla CDS-PP, relembrando o passado de glória.
Convenhamos que é bem mais bonito e compostinho, o nome.
Poderia o PSD, aproveitar a onda e passar a chamar-se PPD-PSD, também nos boletins de voto, também de molde a relembrar o passado glorioso dos seus inícios e talvez também por aí, recuperar os votos de quem já se esqueceu de que, um dia, já assim foi, um partido popular e democrático, baseado na social democracia.

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JM
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

O DIA DA NOSSA RAÇA

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DIA DA RAÇA
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tirado do blogue referenciado.
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DIA DE PORTUGAL

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DIA DE PORTUGAL

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O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebra-se hoje , 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões . É habitual neste dia o Presidente da República condecorar várias personalidades que se distinguiram em diversas áreas. Como português gostaria de saber quais os critérios de escolha para ser agraciado . Desta vez foram 36 personalidades agraciadas . Fala-se muito em transparência , ética e valores mas deve-se falar também na forma como se põem em prática para que todos os portugueses saibam.Pelo meio há a controvérsia da pensão a Salgueiro Maia , mais que merecida mas ainda não concretizada. Sabendo nós portugueses , que há para aí tantas pensões de reforma mal entregues e ardilosas . Como é possível o Homem que teve um papel decisivo no 25 de Abril , dando origem ao regime democrático , ser ostracizado e esquecido ?
Mas , Cavaco Silva no seu discurso alertou para a elevada abstenção , alheamento e empobrecimento da democracia . Talvez pensar em procurar ajudar com quem se preocupa com a democracia e cidadania . Neste país as Organizações Não Governamentais não tem escola . O que é moda e forma de intervir é tentar o acesso ao poder , a partir de movimentos que se transformam em partidos ou a formação de novos partidos que têm o desfecho que se viu nestas eleições .A representatividade está pelas ruas da amargura e a participação é ínfima . Daí aconselhar Cavaco Silva a ler o livro de Bill Clinton « Dar» , em que alerta para o modelo no que diz respeito ao que significa servir sem ser titular de um cargo público. Há várias maneiras de dar à sociedade civil. Como disse Luther King um dia : « Todos podem ser grandes porque todos podem servir.»

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Joaquim Jorge (Clube dos Pensadores)
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HOJE É DIA DE PORTUGAL

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SERÁ QUE O NOSSO PAÍS SABE?

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Hoje é dia de festa, dia de Portugal, dia de Camões e dia das Comunidades Portuguesas. Hoje há comemorações. Hoje dão-se medalhas. Hoje fala-se do que Portugal pode e deve ser. Hoje fazem-se discursos nos quais o tema é Portugal. Mas Portugal não sabe que este é o seu dia. Portugal está parado e não sabe andar. Em Portugal há quem tenha levado um aviso do eleitorado, castigando os erros que têm vindo a ser cometidos, e mesmo assim insiste em manter o rumo que tem vindo a ser traçado. Em Portugal, parece que ninguém sabe o que anda a fazer. E Portugal sofre e não sai da cepa torta.
Como seria bom que hoje, 10 de Junho, fosse realmente o dia do meu País, e que por isso, algo de realmente bom fosse feito em prol de todos nós.



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JM
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PANDEMIA

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ALERTA NO NÍVEL MÁXIMO
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Diz-se que falta pouco para que o nível de alerta de pandemia atinja o seu nível mais elevado, o seis. Oficialmente fica instalada a pandemia. A OMS está prestes a provocar o pânico nas nossas gentes. Serão as coisas assim tão graves, que seja necessário este acto? As acções que se estão a desenvolver não são as suficientes? A preocupação aumentou nos últimos dias, com alguma razão, e se assim é, se nada é suficiente, então que alguém nos valha, já que com toda a tecnologia que existe, não estamos a conseguir controlar esta doença.
Felizmente em Portugal, só temos dois casos confirmados, embora ainda tenhamos alguns suspeitos.

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JM
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COMO SE FORA UM CONTO

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O QUE ÉRAMOS E O QUE SOMOS

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Éramos pobres, ignorantes, e orgulhosamente sós, mas íamos vivendo menos mal. Havia espalhados pelo rectângulo, pelas ilhas e pelas províncias ultramarinas, os ricos, aí umas quatrocentas famílias, os pobres, para aí muitas famílias, e a classe média, a maioria. Um jornal ou um café (cimbalino), custavam um escudo.

Nos anos setenta já quase não havia quem andasse descalço, a não ser por opção, uma vez que era proibido, mas ainda havia fome. A ignorância era imensa e iletrados eram mais que muitos. Qualquer pessoa, por mais ignorante e sem estudos que fosse, arranjava emprego, de uma maneira ou de outra. A agricultura estava pujante, e as pescas, em especial a longínqua, tinham uma boa frota. Ao contrário do que se vai dizendo por aí, qualquer pessoa podia dizer o que lhe desse na real gana, desde que o fizesse no recato do lar. As autoridades lidavam mal com a crítica, e ainda pior com os insultos. Para sair do País, a maioria dos Portugueses necessitava de autorização. O escudo, moeda Portuguesa, valia mais do dobro da peseta, moeda Espanhola. Ir a Espanha era um acontecimento. Beber coca-cola, comprar alguns discos de música ou ver filmes eróticos, era impossível a não ser que se fosse ao estrangeiro. Havia livros proibidos, filmes proibidos, discos proibidos e reuniões políticas proibidas. Também era proibido ser mal-educado, desrespeitar os mais velhos, ofender o semelhante, partir vidros nas escolas, desafiar e responder desabridamente aos superiores hierárquicos, ou simplesmente não obedecer a quem se devia. Era obrigatório respeitar a hierarquia. Também era obrigatório respeitar as bichas, obedecer aos pais ou aos mais velhos, comer a sopa, pedir as coisas por favor e agradecer qualquer coisa que outrem nos fizesse. Era ainda obrigatório consumir os productos nacionais. Não havia consumismo desenfreado, comprando-se o necessário. O comércio tinha desenvoltura, e a indústria tinha clientes. Não se falava de sustentabilidade, reciclagem ou outros conceitos do género, mas a maioria, senão mesmo a totalidade das garrafas (cerveja, águas, refigerantes, iogurtes, etc.) de vidro, tinham “tara” pelo que eram reutilizadas. As crianças e os jovens iam sozinhos para a escola e para o liceu, a pé ou de transportes públicos. As ruas, os jardins e os parques, eram seguros para se passear, fosse a que hora fosse do dia ou da noite. Era obrigatório ter aulas de Religião e Moral, que a exemplo de outras como a de Educação-Fisica não contavam para nota, dadas obrigatoriamente por padres católicos, embora quem não fosse dessa religião, pudesse estar desobrigado de as frequentar. Na educação tradicional dada pelos pais, estavam incluídos uns tabefes, aplicados quando algumas asneiras eram feitas pelos putos. Só havia dois canais de televisão, que acabavam perto da meia-noite, e não se transmitiam filmes ou programas violentos. Não existiam Play Stations. As crianças brincavam na rua e era seguro. De vez em quando havia assaltos. De vez em quando havia crimes. De vez em quando havia alguém que desaparecia, descobrindo-se mais tarde, que na quase totalidade dos casos, os desaparecidos tinham ido por vontade própria. As estradas estavam arranjadas e só havia uma auto-estrada, incompleta. Nas nossas estradas morria gente. Estávamos em guerra, em África, lutando pela soberania Nacional, contra os movimentos de auto-determinação, e morria gente (menos que em acidentes nas estradas nacionais) e outros ficavam aleijados. Quando alguma alta individualidade aparecia na nossa região, se fosse do agrado das gentes, era aclamada pela população, sem reservas ou obrigações. Havendo corrupção, era pontual e pouco desenvolvida. Havia um só partido político. Os políticos eram poucos e mal remunerados. Não havia subsídios de “seja o que for”. O futebol era o ópio do povo, que assim esquecia as agruras da vida. O ordenado de um óptimo jogador de uma das melhores equipas de futebol nacional, era de cerca de dez mil escudos. Um vendedor ganharia cerca de dois, e um professor, andaria pelos sete ou oito. Havia quem mandasse e o soubesse fazer, e quem obedecesse e também o soubesse fazer. Por falta de oportunidades no País, muitos emigravam.

Entretanto aconteceu uma revolução a que chamaram dos cravos. Muita coisa mudou. Rolaram cabeças, quem mandava deixou de mandar e quem obedecia passou a ser chefe. Inverteram-se os valores. Abandonamos as colónias e a guerra acabou. Tivemos uma descolonização chamada de exemplar. Vieram então uns senhores de cabelos e barbas compridas, e disseram que estava tudo mal. Todos nós acreditamos. Era preciso mudar. Começaram por eliminar crucifixos nas salas de aula das escolas, as aulas de Religião e Moral e o respeito e obediência dados aos mais velhos. Todos os que tivessem tido algo a ver com a anterior “situação” política do País, foram perseguidos e despojados dos seus haveres. Ensinaram-nos que éramos livres e que só nós mandávamos no nosso destino. Era preciso mudar, e tudo mudou! A esperança instalou-se em todo o País. As reformas de tudo e mais alguma coisa começaram. As reformas das reformas também. E depois as reformas das reformas das reformas.

Esqueceram-se de nos ensinar que a nossa liberdade tem de terminar onde começar a liberdade do nosso semelhante. Aprendemos isso à nossa custa, mas demorou muito tempo.

Hoje, cerca de trinta e cinco anos depois, somos ricos, conhecedores, inseridos na Europa e vamos vivendo mal, e cada vez pior. Há espalhados pelo rectângulo e pelas ilhas (já não temos mais terreno, as chamadas colónias são agora independentes), os muito ricos, para aí um ou dois milhares de famílias, os ricos, aí umas quantas milhares de famílias, e os pobres e os muito pobres, a maioria. A classe média desapareceu.

Nos anos de agora, ninguém anda descalço, mas há muita gente com fome, cada vez mais. A ignorância é imensa e apesar de termos muito poucos iletrados, temos muitos calhaus com olhos, diplomados. Qualquer pessoa, por melhor curso superior que tenha, tem muita dificuldade em arranjar emprego. Os cursos médios quase desapareceram. A agricultura está de rastos, assim como as pescas. Qualquer pessoa pode dizer o que lher der na gana, desde verdades a mentiras, tanto insultos como elogios. As autoridades lidam bem com a crítica e com os insultos, muito embora o clima de medo nos postos públicos seja por demais evidente. Há de tudo no País, não havendo vontade ou necessidade de ir ao estrangeiro para os obter. As populações mais novas, são mal-educadas, desrespeitadores de toda a gente, e não reconhecem a hierarquia. Nas escolas, algumas têm vidros de chapa, pois que os de vidro já foram todos partidos. As crianças e os jovens não vão sozinhos para as escolas. Não é seguro. Quase não há productos nacionais para consumir. O comércio está pelas ruas da amargura. As falências sucedem-se umas às outras. O desemprego aumenta e atinge números inimagináveis. É obrigatório não seguir qualquer religião ou moral. Cada um faz o que lhe apetece, sem ligar aos desejos dos seus próximos. É crime dar uns açoites nos meninos. É um escândalo fazê-lo. Tal facto parece justificar plenamente o nível educativo das crianças e da juventude portuguesa de hoje em dia. Há dezenas de estações de televisão onde são passados todos os tipos de filmes e programas, mesmo os mais violentos e a horas normais, durante o dia. Os jogos de Play Station e outros, são muito violentos e os mais consumidos pela juventude. Todos os dias há assaltos, todos os dias há crimes, sendo os violentos cada vez em maior número, e crianças desaparecem, a mais das vezes contrariamente à sua vontade. Ninguém gosta de ninguém, as pessoas andam e pensam em “carneirada”. Grassa a corrupção por todo o lado e por muita gente. Há imensos partidos políticos, cada um tentando convencer o povo a dar-lhe os seus votos. Há milhares de pessoas que nunca fizeram mais nada na vida a não ser política, e vivem disso já que é muito bem paga. Há milhares de pessoas a viver de subsídios, não trabalhando. Há auto-estradas por todo o lado, até já se anda a fazer a terceira entre a capital e o Porto, e as estradas nacionais e municipais estão em muito mau estado. Continuamos a ser dos países onde mais se morre em acidentes rodoviários. O futebol aliena as mentes, e ajuda a esquecer a pobreza e a desgraça em que vivemos. Um jogador de futebol, de primeira água, ganha muitas dezenas de milhar de euros por mês, havendo alguns que ganham milhões. O ordenado mínimo anda perto dos quinhentos euros. Já ninguém sabe mandar, e pior, ninguém quer saber obedecer. Por falta de oportunidades e de emprego no País, muitos emigram. As reformas ainda não terminaram. Estamos agora nas reformas das reformas das reformas das ref…..

E o mais que se poderia dizer do tempo de antigamente e do tempo de agora.

Estamos hoje na cauda de Europa, em quase todos os sentidos. E a culpa é só nossa, se de culpa se tratar para além da ignorância e da incapacidade, das gerações nascidas entre os anos quarenta e os anos sessenta. As gerações de mandantes do país, desde há trinta e cinco anos e até aos dias de hoje.


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(In O Primeiro de Janeiro, 10-06-2009)




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JM

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MALHAR, É AGORA

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MOÇÃO DE CENSURA
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O CDS/PP, aproveita da melhor maneira a sua votação, e apresenta uma moção de censura ao governo. O PPD/PSD, já disse que a vai votar favoravelmente, pela voz de Rui Rio. Esperemos que por uma vez o partido social democrata faça alguma coisa em condições, quando for agendada por outros.

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JM
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HUMILDADE

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A NOVA PALAVRA QUE O PRIMEIRO APRENDEU
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Nestes dias, após o balde de água fria que os socialistas apanharam, o PS, pela mão do seu chefe máximo, o nosso inestimável Primeiro, anda a aprender um novo léxico. A palavra mais usada agora, e que nunca antes tinha sido pronunciada pelos dirigentes máximos, nem pelos outros, é "HUMILDADE". Pensam estes que, se se mostrarem assim, humildes, se mostrarem que aceitaram e compreenderam a lição que o povo lhes quis ensinar, retirando-lhes o voto, o recuperam a tempo de, o voltarem a ter daqui a três meses e pouco.
Mas o povo não é estúpido, o povo sabe o que quer, mesmo quando é inundado de propaganda governamental, ou mesmo quando se lhes oferecem toda a sorte de brindes bajuladores.
O nosso Primeiro anda humilde por estes dias. Vamos a ver durante quanto tempo.

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JM
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terça-feira, 9 de junho de 2009

DE RESULTADO EM RESULTADO ATÉ À DERROTA FINAL

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E NÃO É QUE NÃO APRENDEM?

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Apesar da pesada derrota de ontem, apesar de verificar que a ilusão das sondagens encomendadas durante a campanha (que o CDS quer abolir) não resultou, apesar de ver que afinal o povo Português não é tão parvo como ele pensava, o nosso Primeiro não desiste de malhar no ferro frio e quer manter a linha de rumo que tem seguido nestes últimos anos, e em especial nestes últimos meses. o homem até entende que os resultados foram decepcionantes, mas não desarma e diz que vai manter o rumo seguido até aqui. Para além de casmurrice, é estupidez, mas vai ser bom para todos nós que assim nos vamos ver livres dele de certeza absoluta. Por outro lado, esta parvoíce do nosso Primeiro, pode trazer consequências graves, também para todos nós, já que nos vai empenhar gravemente durante gerações, fazendo-nos definitiva e irremediavelmente pobres, que começou de imediato uma discussão interna para procurar novas oportunidades.
Entretanto o nosso Presidente puxou dos galões e vetou (décimo veto) a lei da financiamento dos Partidos. A ver se eles têm vergonha na cara e a deixam cair.

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JM
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CARTAZES PARA QUE VOS QUERO

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PROLIFERAM POR AÍ!
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Proliferam por todo o lado, em especial em época de eleições, mas para que servem?
As nossas ruas, as nossas avenidas, os cruzamentos, os entroncamentos, as rotundas e as praças e jardins, estão infestados de cartazes. Todos os partidos os colocam, uns maiores que os outros, uns com caras outros sem elas. Há-os para todos os gostos. Há-os para todos os tamanhos e cores. Encavalitam-se uns nos outros, e depois, quando esta semana acabar, e já não servirem para nada, para além de para nada terem servido, lá ficam a continuar a conspurcar a paisagem. Vão-se degradando, rasgados e velhos, e quem os pôs lá, demonstra o seu mais completo desrespeito por todos nós, não os retirando.
Mas no fundo, para que servem estes cartazes, para além de, num ou noutro caso, dar a conhecer partidos novos, ou caras novas. Bem, e para além de, obviamente, dar lucro e trabalho a umas quantas empresas, com dinheiro que todos nós pagamos. Quantos votos dá um cartaz? Quantas pessoas, por verem um cartaz bonitinho, se sentem dessa forma motivadas para votar no partido ou na pessoa à qual fazem propaganda?
Penso que nunca ninguém se sentiu impelido a votar neste ou naquele por via do cartaz. Sendo assim, para que servem? Porque somos obrigados a "levar" com este tipo de propaganda, que só prejudica a paisagem? E porque temos de continuar a aguentar com eles, semanas a fio depois de terem cumprido o objectivo que na quase totalidade das vezes não foi atingido?
Não se deveria limitar ainda mais a sua colocação e o tempo da sua exposição, de modo a que fosse minorada esta pecha?
Estou cada vez mais cansado desta maneira de fazer política e desta maneira de propagandear coisas que cada vez mais, a menos pessoas interessa.

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(In O Primeiro de Janeiro, 09-06-2009)

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JM
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

ELEIÇÕES EUROPEIAS

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GANHARAM MUITOS, PERDEU UM
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Cansado desta campanha, fugi logo após ter votado no domingo de manhã. Não fugi antes, para não deixar de cumprir o meu dever de cidadão. Mais tarde cheguei à conclusão de que votei bem. O partido que recebeu o meu voto, foi um dos que ganhou. Mas não foi o único. Na realidade, todos ganharam, excepto o partido que "já tinha ganho antecipadamente". De nada lhe valeram as sondagens aparentemente inventadas. Perdeu em toda a linha. O grande vencedor, mais vencedor que os outros vencedores, já que ficou em primeiro, acabou por obter uma vitória histórica, já que ninguém lha dava. Outro dos vencedores, foi o partido do sr Louçã. Duplicou a sua representação e igualou o PCP. Este, por sua vez, ficou igual a si mesmo, aumentando a votação. Todos ganharam, o nosso Primeiro, perdeu! Perdeu, mas não aprendeu, já que quer manter o rumo seguido até aqui. Ele há gente muito casmurra! No resto da Europa, foi mais do mesmo, a esquerda perdeu, a direita (PPE) ganhou.
Agora faltam as duas outras eleições, cá no nosso País. Espera-se que também nessa altura aconteça mais do mesmo de agora. Já só faltava wue não fosse assim!


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JM
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domingo, 7 de junho de 2009

VAI SER, IR AO MUNDIAL

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COM UMA VITÓRIA ARRANCADA A FERROS
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Foi difícil mas conseguiu-
se. Não que esta vitória tivesse tido o condon de me fazer mudar de ideias quanto ao nosso treinador. Este não nos serve! Teria sido um descalabro se não fosse o Bruno, que já fora de horas marcou um golo. Foi um jogo em que toda a gente sofreu. Um autêntico pesadelo. Infelizmente continua muita gente a dar demasiada importância a este conjunto de treta.
E eu acabo por ser um deles.


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JM
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sábado, 6 de junho de 2009

E AGORA, COMO VAI SER?

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A ÚLTIMA DAS HIPÓTESES

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É hoje.
Lá para o fim da tarde já se sabe. Ou passamos e estamos no Mundial, e o benefício da dúvida mantêm-se, ou comprova-se o que já tenho dito, este treinador não serve!
Não sou treinador nem nada de semelhante, e percebo pouco de futebol e de tácticas ainda menos, mas percebo de resultados, e quando eles não surgem, a culpa ou é do treinador ou da qualidade dos jogadores. Ora, como os jogadores são os melhores do mundo, e temos até o melhor dos melhores, a culpa só tem um sítio para cair.
A tolerância, é zero. Temos, todos nós se ele não o conseguir, de encontrar a grande equipa que este treinador tarda em encontrar, arranjando um treinador em condições.
Mas no fundo, os jogadores não estarão fora das culpas, já que todos se consideram craques e alguns até jogam a olhar para a câmara de televisão.
Resta-nos a esperança do senhor Madaíl, e a esperança de que ele tenha razão.

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JM
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O MISTÉRIO ADENSA-SE

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O VOO DA AIR FRANCE
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Soube-se agora que o avião que desapareceu na passada segunda-feira, terá emitido vinte e quatro mensagens de erro antes de desaparecer. Apesar de terem já aparecido alguns destroços e mancha de óleo que, diziam, pertenciam ao aparelho, mas que afinal foi desmentido mais tarde, nada mais foi encontrado e nada se sabe quanto ao que aconteceu. Especula-se, diz-se, fala-se, mas ninguém sabe de nada. Há agora uma enorme quantidade de informações e teorias que não levam a lado nenhum. O aparelho da Ibéria que terá acompanhado o da Air France durante algum tempo, também não ajuda a compreender os acontecimentos. Na área efectuam-se todas as espécies de buscas, usando todo o tipo de aparelhos, mas o fundo do mar, para além de montanhoso e com muitas correntes fortes, é muito profundo.
Aos poucos, a curiosidade mundial vai desaparecendo, ficando só a dor dos familiares e amigos dos desaparecidos.
A Air France e a AirBus tomaram já medidas para evitar futuros acidentes deste género.
O mistério adensa-se, o tempo passa, e ninguém sabe nada.

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JM
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

PERÍODO DE REFLEXÃO

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COMEÇO MAIS CEDO
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Cansado como estou desta campanha, ninguém me convenceu deveras a dar-lhe o meu voto, talvez com a excepção do candidato com menos probabilidades de continuar no grupo dos cinco, vou entrar em período de reflexão mais cedo do que o previsto e obrigatório. Assim e apesar dos últimos cartuchos lançados pelos candidatos e pelos presidentes e secretários gerais e outras coisas, dos partidos, não vou mais falar de sondagens ou do PS, do PSD, do CDS, da CDU, do BE ou de qualquer outro. Não irei falar da abstenção nem do quanto será importante votar, e votar bem. Também não tecerei considerandos sobre o partido ou a pessoa que julgo mais capaz para nos representar no Parlamento Europeu.
Vou estar em reflexão!
Vou tentar saber como poderei votar para que nenhum para lá vá.
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No que respeita a política, despeço-me até depois das eleições.

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JM
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

EMPATE TÉCNICO : ELEIÇÕES E PERÍODO DE REFLEXÃO




O barómetro Marktest para a TSF e Diário Económico aponta para um empate técnico nas eleições europeias , apesar da ligeira vantagem do PSD reunindo 32,5 por cento das intenções de voto, contra os 29,4 do PS.


Em terceiro, CDU e Bloco de Esquerda sobem de 7,1 para 8,9 por cento, quase dois pontos que não desfazem o empate entre Ilda Figueiredo e Miguel Portas.
Já o CDS-PP, com Nuno Melo na liderança da lista para o Parlamento Europeu, cai pouco mais de um ponto, contando agora com 3,3 por cento de intenções de voto.


Pelo que li não foi indicada a abstenção mas deve ser muito elevada. Esta campanha foi pobre e esperava-se muito mais na clareza das ideias e assuntos europeus e da Europa . Tornou-se no fim de contas a primeira volta das legislativas . O meu maior interesse é ver até que ponto vai chegar a abstenção ! Todavia como democrata e pugno pela democracia vou votar domingo . Não me apetecia muito , mas é um mal menor e um dever cívico.


Apesar da lei ser omissa quanto ao período de reflexão na Net , podendo este blogue ser alimentado com propaganda , indicação de voto ou campanha eleitoral. A partir da meia-noite de sexta-feira não falarei mais de eleições europeias até saber-se o resultado das eleições , manter-nos-emos em silêncio . Tendo em conta a revolução originada pelas novas ferramentas tecnológicas : sites ; blogues ; facebook ; Twitter ; etc. A lei em vigor deveria ser alterada para contemplar actividades da internet no período de reflexão , sábado e dia do acto eleitoral.

Joaquim Jorge (Clube dos Pensadores)

8.642.681 ou 9.562.141 ?

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EM QUE FICAMOS?
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Multiplicam-se as explicações para o inexplicável. Qual do número de eleitores é o verdadeiro? Um é o número dos que podem votar, outro é o número de recenseados. Deveriam ser exactamente iguais. Na melhor das hipóteses a diferença, a existir, não deveria ser superior a um ou dois por cento, e mesmo assim já seria muita a diferença. Estamos a falar de um milhão de pessoas. Quase parece um país de terceiro mundo, que, por não se saber quantos votam, necessitam de carimbar as mãos de quem já votou. Depois, com estas diferenças, os números da abstenção serão obviamente falsos.
Os nossos emigrantes, esquecidos pelo governo durante o tempo em que não há eleições, mas lembrados com veemência nestas alturas em que as há, começam a votar amanhã, será que alguém sabe exactamente quantos são?
E isto, esta diferença entre os que podem votar e os recenseados, faz-me lembrar os inúmeros desempregados que tempos atrás desapareceram das listas em que deveriam constar.
Será que em Portugal ninguém sabe contar, ou os enganos são propositados?

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JM
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SONDAGENS, SIM, E DEPOIS?

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AS SONDAGENS QUE NOS MOTIVAM O OLHAR
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Mais uma sondagem, mais uma corrida nesta viagem. Aos pouquinhos o PSD vem subindo e o BE também. Aos pouquinhos o PS vem descendo e o CDS também, mantendo-se o PCP inalterável. Quem acredita? quem acha que vai ser assim? Neste caso, só os militantes do BE e os do PSD, querem acreditar. Convém que acreditem e que os seus simpatizantes também, de modo a que conquistem outros, e todos juntos votem nos respectivos partidos. Neste caso também, os militantes do CDS, os do PCP e os do PS, lá vão dizendo que as sondagens valem o que valem, e que no domingo é que se vai ver. Para além do mais, as sondagens, quando nos são negativas são manipuladas e se nos são favoráveis, já se estava a prever tal resultado.
As sondagens e a leitura dos seus resultados, variam consoante os olhos de quem as vê. Hoje vemos dois empates técnicos. Um entre o PSD e o PS, outro entre o BE e o PCP. De fora das contas fica por agora o CDS. Mas ainda faltam dois dias inteiros de campanha, mais um de reflexão, e tudo pode mudar, pensam os que hoje estão desiludidos.

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JM
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ELEIÇÕES


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A CAMPANHA JÁ CANSA
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Esta campanha para as eleições para o Parlamento Europeu, anda igual a todas as outras. Todos os participantes, centenas de candidatos para meia dúzia de lugares, andam pelo País fora, aos beijos e aos abraços, em comícios ou em arruadas, em salas grandes ou em salas apertadas. Todos nos começaram por prometer o paraíso, e sem excepção, todos prometeram ser bonzinhos e dedicados se obtiverem o nosso voto. Alguns, concorrem pelo poleiro, outros pelo dinheiro, e outros ainda pela cagança. Todos dizem concorrer por Portugal.
Agora, vai a campanha a meio, um houve que inaugurou os ataques que, se sabia não se dever fazer. Desceu mais baixo que o normal nestes casos, onde se desce normalmente muito abaixo do desejável, e abriu uma caixa de onde sairão todos os males dos partidos políticos.
Neste momento, a menos de sete dias da ida às urnas, não se vislumbra, não vislumbro eu, um candidato melhor que os outros. Todos são os melhores e muito bons. Todos se esquecem um pouco de que as eleições são para o Parlamento Europeu, e toca de só falarem da política caseira. Alguns até se esquecem totalmente.
Dos que irão previsivelmente receber votos suficientes para eleger um deputado, o candidato do BE será o que se esquece menos. Por ordem crescente de esquecimento, temos depois o candidato do CDS que, vistas bem as coisas diz que não anda aqui para brincar. Depois temos a candidata da CDU e, os que mais se esquecerão serão sem dúvida os candidatos do PS e do PSD. Estes dois últimos, andam demasiadamente atarefados a dizer mal um do outro e dos respectivos partidos, certos de que o povinho se está marimbando para a Europa e muito interessado nas guerrinhas pessoais e em saber, como se tudo isto não passasse de uma telenovela, quem fez o quê a quem, e como.
Todos os dias temos mais do mesmo, em frases diferentes e vozes diversas. Os ataques, alguns soezes, são diários e roçam a má-criação. O tratamento que alguns, poucos, dão aos seus adversários, são dignos de arruaceiros. A política, porca e má, cansa-me, como cansa à grande maioria dos Portugueses.
Pena tenho de não poder votar para que nenhum para lá fosse, pois que a diferença entre eles é realmente nenhuma.

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(In O Primeiro de Janeiro, 4-06-2009)

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JM
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

DESASTRE

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AIRBUS
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Sem se saber absolutamente nada, sem dar qualquer sinal a não ser um alerta automático, um airbus A 330, igual ao da fotografia, desapareceu. Pura e simplesmente desapareceu.
Ninguém percebe, ninguém sabe nada. Este aparelho, em circulação desde 1994, é considerado seguríssimo.
Para já, parecem ter desaparecido, juntamente com o aparelho, duzentas e vinte e oito pessoas.
O avião da Air France, desapareceu numa zona de possíveis tempestades.
Este é um tipo de acidente que, pura e simplesmente não pode acontecer. A Airbus vai ter muito que explicar. Aos familiares dos desaparecidos nesta tragédia, e a todo o mundo por onde andam aviões deste tipo.

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JM
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