Novo terramoto, este de grau 6,i acaba de abalar o Haiti. Já não basta o que basta e a natureza vem e quer destruir ainda um pouco mais do que sobrou e ficou de pé. Fome, desespero, destruição, assaltos, pilhagens, ferimentos, silêncios, cheiros, morte, de tudo há em excesso na ilha. A ajuda vem aos bocados e não chega. E agora mais isto. Pobre povo.
CANDIDATURA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "UM POETA NO PIOLHO" NO PÚCAROS
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António Pedro Ribeiro, poeta anarquista, diseur, performer e aderente nº 346 do Bloco de Esquerda anuncia na próxima quarta, 20, pelas 23,30 h, no bar Púcaros no Porto (à Alfândega) a sua candidatura à presidência da República nas Presidenciais/2011. O anúncio da candidatura coincide com a apresentação do livro "Um Poeta no Piolho" (Corpos Editora) no mesmo local e à mesma hora. A candidatura de António Pedro Ribeiro, embora respeite muito a figura de Manuel Alegre enquanto poeta e humanista, vai contra os entendimentos de mercearia entre o Bloco de Esquerda e o PS de Sócrates que se desenha em torno da candidatura do poeta. A candidatura de António Pedro Ribeiro é a candidatura do homem livre que está contra a economia de mercado e a social-democracia de mercado que nos infernizam a vida. A candidatura de António Pedro Ribeiro é uma candidatura de ruptura contra todas as formas de capitalismo, estejam elas na bolsa, nos bancos ou no grande capital. É uma candidatura que não pactua com negociações e sindicatos em busca de influências, estatutos e poderes. É uma candidatura pela vida no sentido nietzscheano, pela vida autêntica, plena sem patrões nem grandes irmãos. É uma candidatura que olha para os desempregados e para os pobres sem estatísticas nem contas de mercearia. Todo o ser humano tem direito à sua subsistência e algo mais. Não tem de andar a mendigar coisa nenhuma. A candidatura de António Pedro Ribeiro é uma candidatura de rebelião e de ruptura com o instituído que acredita, com Rosa Luxemburgo, que os problemas não se resolvem no Parlamento mas sim na rua. Acredita também que o capitalismo destrói o homem e que, portanto, deve ser derrubado nas ruas como tem sido tentado na Grécia e em França. Acredita também que o melhor governo é não existir governo nenhum e que os partidos de esquerda (PCP, Bloco de Esquerda) têm feito, muitas vezes, o jogo do sistema aceitando migalhas do poder."Um Poeta no Piolho" é uma homenagem aos 100 anos do café "Piolho" feitos à mesa da cerveja e das mulheres que vêm ou não vêm. É o percurso de mais de 20 anos do poeta no "Piolho" em torno de discussões literárias, políticas ou amorosas, é a homenagem aos empregados e aos gerentes do "Piolho", a todos aqueles que por lá passam e continuam a passar, a todas aqueles que fizeram e que fazem do "Piolho" um café com História e recheado de estórias todos os dias.António Pedro Ribeiro ou A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto no Maio de 1968. É autor dos livros "Queimai o Dinheiro" (Corpos, 2009), "Um Poeta a Mijar" (Corpos, 2007), "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco, 2006) e "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (Silêncio da Gaveta, 2001), entre outros. Foi fundador da revista literária "Aguasfurtadas" e colaborou nas revistas "Cráse", "Bíblia", "Conexão Maringá" e "A Voz de Deus", entre outras. Foi activista estudantil na Faculdade de Letras do Porto e no Jornal Universitário do Porto. Fez performances poéticas no Festival de Paredes de Coura 2006 e 2009 (com a banda Mana Calórica) e recentemente nas "Quintas de Leitura" do Teatro Campo Alegre (Outubro de 2009). Diz regularmente poesia nos bares Púcaros e Pinguim e no Clube Literário (Poesia de Choque). "Um Poeta no Piolho" será apresentado pelo poeta Anthero Monteiro e pelo editor da Corpos Ricardo de Pinho Teixeira. O diseur Luís Carvalho dirá poemas do livro.No dia seguinte, 21, quinta, pelas 22,00 h, António Pedro Ribeiro volta a apresentar a sua candidatura no Clube Literário do Porto, acompanhado por Luís Carvalho e pelo músico Luís Almeida, durante a habitual sessão de POESIA DE CHOQUE que tem lugar todas as terceiras quintas de cada mês.
.- . UM ALEGRE CANDIDATO . Estou disponível, disse. Excelente candidato da esquerda mais radical, Manuel Alegre não terá o meu voto. Já o não teve da outra vez, e agora (2011) não será diferente. O poeta é, politicamente, demasiadamente à esquerda para meu gosto. Basta essa premissa para que eu saiba que nunca poderá ser o Presidente de todos os Portugueses. Um Presidente tem de ter o apoio das classes politicamente moderadas e posicionadas ao centro. Alegre dificilmente obterá apoios do centro direita, estando ainda para ver se os obterá do centro esquerda. É um candidato perdedor, mas que é necessário que exista para abrilhantar, e dar um pouco de sal, à campanha eleitoral.
E Peçanha defendeu muito. E a primeira parte teve 7 (sete) minutos adicionais. O Marítimo entrou a pressionar muito e quase foi um auto golo na baliza do Benfica, com uma bola ao poste. Aos 30' expulsão de Olberdam por palavras, e primeiro golo. O jogo ficou marcado e o Marítimo ficou impossibilitado de recuperar. Aos 45'+3 expulsão de Robson por impedir com o braço a bola de entrar na baliza. Penalti e terceiro golo. Marítimo joga toda a segunda parte com nove jogadores e metade da primeira com dez. Na segunda parte o Benfica "só" marcou dois golos, ante um Marítimo completamente destroçado. Afinal a época das goleadas ainda não acabou.
E o Sporting de Braga continua à frente. Ninguém o para. Desta vez, foi a Académica que claudicou às suas mãos (pés). Domingos Paciência regressou à sua antiga casa para vencer convincentemente. Com um penalti e um livre se resolveu a questão. Agora basta esperar pelo Benfica para saber se continua em primeiro, isolado ou acompanhado. Para já, leva seis pontos de vantagem sobre os campeões nacionais. A visão de um novo campeão, começa a formar-se.
O Leixões deixou o Belenenses na última posição. A equipa do Restelo só tem uma vitória na prova, conseguida logo no início do campeonato (segunda jornada). Logo no minuto 27 o Belenenses ficou sem um elemento e a perder por um golo. Um revés nunca vem só. Depois, mais um, à beira do intervalo deixou que o guarda redes do Leixões, Diego, defendesse uma grande penalidade. no segundo tempo, foi sempre a descer. O desnorte apoderou-se da equipa da casa. Principalmente na segunda metade, o Belenenses não encontrou argumentos para levar de vencida o Leixões, que ganhou com mérito.
Não fora o mergulho de Falcão e o FCPorto teria perdido um jogo que era de vencer. O Braga e o Benfica podem ficar muito mais longe e o Sporting pode reduzir a desvantagem. O FCPorto só pode queixar-se de si mesmo, pois que só tarde e mal despertou, e do árbitro que de entre muitos erros, anulou um golo limpo a Falcão e expulsou Ozeia. Raul Meireles e Bruno Alves, por via dos cartões amarelos que receberam hoje, não podem jogar contra o Nacional da Madeira, o que é preocupante. Fernando não jogou por estar lesionado e Hulk e Sapunaru também não por estarem à espera das decisões da Comissão Disciplinar. Arbitragem de meter dó.
Estou disponível, disse. Excelente candidato da esquerda mais radical, Manuel Alegre não terá o meu voto. Já o não teve da outra vez, e agora (2011) não será diferente. O poeta é, politicamente, demasiadamente à esquerda para meu gosto. Basta essa premissa para que eu saiba que nunca poderá ser o Presidente de todos os Portugueses. Um Presidente tem de ter o apoio das classes politicamente moderadas e posicionadas ao centro. Alegre dificilmente obterá apoios do centro direita, estando ainda para ver se os obterá do centro esquerda. É um candidato perdedor, mas que é necessário que exista para abrilhantar, e dar um pouco de sal, à campanha eleitoral.
Não havendo um censo, estima-se que haja em Portugal cerca de um milhão de homossexuais. Dez por cento da população. Tantos quantos os apoiantes que reclama o poeta.
Mas não misturemos as coisas, o poeta nada tem a ver com este assunto. Só serve como comparação estatística.
Ora este milhão de pessoas, é muita gente.
Segundo as notícias com que todos os dias nos vão inundando, esta comunidade, exultou com a possibilidade de se poderem casar. Festas, festinhas e festarolas, aconteceram por esse País fora. Dá para pensar e supor que nos próximos tempos, poderemos vir a ter um incremento do número de casamentos.
Aqui chegados, ponho-me a pensar nos verdadeiros motivos que nortearam o nosso querido e adorado líder, Sócrates II O Dialogador, quando propôs, e fez aprovar, com uma maioria de esquerda apressada e medrosa, a Lei que consagra a possibilidade de os homossexuais casarem.
Não acredito que o nosso Primeiro queira casar com alguém do mesmo género, ou que tenha amigos ou familiares que o queiram fazer, e que por essa razão tenha decidido propor tal Lei.
Não acredito que o nosso Primeiro tenha por esta comunidade um tal apreço, que tenha decidido ajudá-los nas suas pretensões, só porque sim.
Por fim, também não acredito que o tenham norteado os ideais de um Portugal melhor, mais solidário e mais progressista.
Tudo não terá passado de uma questão económica. São precisas receitas para equilibrar o orçamento, e este grupo de pessoas passou a ser apetecível.
Casamentos, geram receita para o Estado. Os registos de casamento custam muito dinheiro. Taxas, taxas e taxas, Iva e demais despesas, somam milhões de euros. Taxas e Iva vão directamente para os cofres do Estado. As despesas gerais com os casamentos, gerarão outras despesas com outros valores de Iva, acrescidos dos impostos que as empresas fornecedoras de serviços terão de pagar também ao Estado. É uma bola de neve.
E se o responsável pelas finanças portuguesas viu isto a léguas de distância, o que direi eu das empresas que organizam eventos. Várias são já as que se oferecem para organizar casamentos específicos para homossexuais, e os preços não deverão variar muito dos praticados para os casais heterossexuais, muito embora se possa imaginar que possam até ser mais elevados, dados os previsíveis contratempos na contratação de alguns espaços.
E quantos dos homossexuais quererão casar, agora que vai ser possível? Dez por cento, vinte? Ou seja, cem ou duzentos mil? Para se imaginar o quanto o Estado ganhará com este negócio, é só multiplicar o número de casais que o poderão fazer pelo valor que sabemos que um casamento custa e, depois, como diria um nosso antigo governante, é só fazer as contas. Uma pipa de massa para compor as contas.
Por isso, com o advento de novas receitas, mais do que necessárias aos cofres do Estado, entende-se a fobia do nosso Primeiro, primeiro em querer acelerar o processo e apresentando-o como o cumprimento de uma promessa eleitoral que quereria cumprir de imediato, segundo ao fazer com que a Assembleia da República ignorasse uma petição para a realização de um referendo sobre este assunto, assinada por mais de noventa mil Portugueses, e corresse a votar a Lei que sabia iria passar com os seus votos acrescidos aos dos do BE, PCP e Verdes.
Por estas razões, tudo leva a crer que o nosso estimado líder só considera os gays, queridos e adoráveis, enquanto geradores de receitas para o Estado Português.
Para quê continuarem então a atirar areia para os nossos olhos e a fazer de conta que se importam ou que minimamente se preocupam seja com quem for que não sejam eles?
Um pouco de decoro não lhes ficaria nada mal.
De qualquer modo, ainda faltará a palavra do sr Presidente da República, e um outro problemazinho. É que, se em Portugal se realizarem casamentos gays, em número percentual semelhante aos dos restantes países onde esse casamento já é permitido, as contas do nosso Primeiro e estimável líder, saem furadas, já que não ultrapassarão os um ou dois por cento.
Enfim, faz-se justiça na próxima terça-feira. Na realidade não se compreendia como persistia ainda Santana Lopes, como o único ex-Primeiro Ministro por condecorar. Ainda para mais ao conhecermos o que hoje nos governa, o inestimável líder, Sócrates II O Dialogador. Cavaco Silva agraciará um homem de quem não gostava, mas vão já longe os tempos da boa e má moeda. Vem esta condecoração condicionar o PSD, às portas de um congresso extraordinário, e colocar Santana Lopes ainda mais na ribalta, para melhor discutir e pôr em causa todo o partido. Depois de Ferreira Leite, é agora a vez de Cavaco dar uma mãozinha a Santana, talvez na vã esperança de salvar um PSD quase moribundo. Se já é difícil calar Santana Lopes, depois disto ainda mais difícil será conseguir que não diga as verdades que tem para dizer.
SARDINHA, GRANDE, GORDA, BOA E CERTIFICADA . A partir de agora já nos poderemos orgulhar de pertencer ao restrito número de países que têm a sua sardinha certificada (são sessenta em todo o mundo). Depois de cerca de dois anos de luta, conseguiu-se esse desiderato. De hoje em diante, ninguém se poderá queixar da menor qualidade do nosso peixe. A nossa sardinha, grande, gorda, boa, certificada, estará sempre à mesa de nossas casas, fazendo parte dos pratos de eleição e de requinte. A sardinha Portuguesa, será como nenhuma outra, procurada e contribuirá para a melhoria da situação económica do nosso País. Infelizmente, poucas mais coisas são certificadas em Portugal, e bem que necessitaríamos que tal pudesse acontecer. Como seria benéfico para este nosso País, que cada vez mais descai para o mar, que os nossos políticos também conseguissem ser certificados com o ISO 9000 ou qualquer outro, fosse ele qual fosse, desde que reconhecidamente aceite pelo mundo inteiro. Como seríamos afortunados se se pudesse certificar a política nacional, após a certificação dos políticos, que demonstrassem capacidade para fazer singrar o País, eliminar desigualdades, elevar o nível de vida e aumentar a cultura e a educação. Como ganharíamos muito ao ver o ensino da nossa língua e o da matemática certificados e não do modo que toda a gente vê e diz que estão. O quanto não beneficiaríamos se a saúde em Portugal pudesse ser para todos, com qualidade certificada, e não só para os muito poucos que têm capacidade económica para a pagar. O quanto não ganharia o nosso País com uma regionalização feita a sério e certificada com o tal ISO. O quanto não seria maravilhoso que a nosso sardinha fosse o espelho do nosso País. Infelizmente não o é, e não o será nunca com estes políticos, com estas políticas, com esta saúde, com esta educação e com este ensino.
O filme de James Cameron está nas bocas do mundo. A caminho de ser o filme mais lucrativo de sempre, os críticos continuam divididos. Agora surge uma outra polémica. O filme, dizem, não é próprio para pessoas sensíveis. A classificação, que impõe a idade mínima para poder ser visto, e que era aqui em Portugal «para maiores de seis anos», vai passar para um dos escalões acima. Se calhar até, «só para adultos». E isto porque, por esse mundo fora, há casos de depressões e até de tentativas de suicídio, provocados pelo visionamento do filme. Isto com pessoas sensíveis é assim! Em Portugal, não há casos desses. Os Portugueses são fortes, física e mentalmente. As dificuldades por que passamos, os problemas de todos os níveis que vivemos, a falta de empregos, os ordenados baixos (para os afortunados que têm trabalho remunerado), a crise no ensino, a crise política, a crise económica, a crise e a crise, e ainda a crise governamental que a todos nos afecta, dão-nos uma capacidade (de sacrifício e de aguentar as adversidades) que se calhar os outros povos, chamados de evoluídos e economicamente estáveis, não possuem. Desta forma não sofremos por não termos o que os outros têm. Não entramos em depressão porque há países nos quais os seus habitantes vivem muito melhor que nós. E acima de tudo não nos passamos dos carretos porque um filme retrata uma vida que não existe e que se existisse seria muito boa e até, quem sabe, fantástica. Nós os Portugueses, somos fantásticos. No entretanto já se prepara uma sequela do filme.
Confesso que gosto muito de Luís Filipe Menezes, mas o homem não deixa de ser um pândego. Agora vem com a rábula do «segurem-me senão eu vou ...», «Não quero nada ... mas ... não ponho de parte qualquer hipótese». Outra vez para a presidência do partido? Para se queimar outra vez? Será que ele não vê que o tempo dele já passou? Ele mesmo o disse quando quis dar lugar aos mais novos. E agora vem com esta? Enfim, mais uma para esquecer e aquecer este inverno tão fresquinho.
Mais um drama se abateu sobre os cidadãos portugueses. Já não bastava a recessão que teima em não acabar, veio agora o frio.
Nestes dias, a temperatura desceu muito. Os termómetros marcam valores abaixo de zero em quase todos os locais do país, e parece que vai continuar assim mais algum tempo.
Portugal tirita de frio.
As rádios e as televisões desdobram-se em reportagens e entrevistas com os habitantes de Bragança, de Chaves, da Guarda ou da Covilhã. Vão à procura de saber como se sobrevive a tamanha calamidade. Em todo o lado as respostas são as mesmas. Não há grandes variações. – olhe menina, pomos mais uma camisola, acendemos a lareira e já está. De manhã vamos à janela e se está mais fresquito, agasalhámo-nos melhorzinho. A vida é assim, sabe?!
Não é propriamente isso que os repórteres procuram. Então e as dificuldades, então e as tristezas, então e a falta das notícias dos nossos protectores, lá nas aldeias perdidas do interior? Como sabem o que fazer? Não sentem falta de apoio da governação? De quem é a culpa deste estado de coisas?
Na realidade pensam (?) as cabeças pensantes deste nosso país, que nunca houve frio, nunca as temperaturas descendam a valores negativos, e que ninguém sabe cuidar de si. Para tal, arranjaram uma instituição que nos ensina, avisa e protege, aANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil).
Esta autoridade, tem por principal desígnio chamar-nos de parvos, tolos e ignorantes. Inventaram umas cores e lá nos vão chapando com elas de cada vez que acham que nós não somos capazes de pensar no que fazer. Ensinam-nos que quando está frio nos temos que agasalhar, quando chove e venta temos que usar guarda-chuva e abrigarmo-nos, quando o mar está alterado devemos ter cuidado e não ir-mos para o mar para pescar ou recrear, e até mesmo, que se estiver gelo na estrada devemos andar com cuidado e mais devagar. Isto no inverno, que no verão é a mesma coisa, mas com o calor. Para além de muitas outras coisas de algum valor e utilidade. E, para que não nos esqueçamos que ela existe, lá vão diariamente fazendo comunicados em cima de comunicados, dando cores amarela, laranja, azul e vermelha, às diversas situações que se vão apresentando.
Sim, eu sei que esta organização foi criada para ensinar os habitantes das cidades grandes do litoral, onde vivem a maior parte dos ignorantes nestas coisas do frio, do calor e dos ventos, mas, não poderia a Autoridade fazer o seu trabalho em sossego, e em silêncio, trabalho esse que até pode ser muito importante, e deixar-se de tanto barulho e propaganda?
Não sei se por sugestão desta Autoridade, a partir do ano que passou, as casas novas para além da licença de habitabilidade, têm também de ter um certificado de desempenho energético de edifícios e qualidade do ar interior, para que se tenha a certeza que o calorzinho dos aquecedores e lareiras não se vai pelas frinchas das janelas e portas, e que o ar que respiramos é sempre da melhor qualidade. Sem ele, o certificado, não se pode habitar nesses edifícios. Até que nem é mal pensado. A Autoridade tem razão.
Que seria de nós, pobres desgraçados, sem a ANPC e todas estas protecções?
É que agora, este ano, este mês, está mesmo um frio de rachar.
De entre 194 países, e no que respeita à qualidade de vida, Portugal está mais bem classificado que o Reino Unido, Grécia, Eslovénia, Mónaco, Suécia, Polónia e mesmo o Japão, na lista da revista International Living. Será que estes senhores conhecem Portugal? Já cá terão vindo? Os gajos são parvos ou quê? E se fossem gozar com outros senhores?
Poderia ter corrido muito mal ao Porto. Ao minuto 93, um penalti defendido por Helton, garantiu a vitória. Grande jogo do FCPorto não concretizado numa grande diferença de golos. Sofreu muito e venceu pelo margem mínima. Continua à espera dos tropeções dos comandantes que estão quatro pontos à sua frente. Helton, de frangueiro a herói, Falcão, um golo com cada um dos pés, Bruno Alves, cabeça de oiro, Djuricic injustamente expulso, Elmano Santos, erros em cima de erros.
Estes tipos são uns pândegos. Andaram por aí a dizer que o sr Vara se vendeu por uns míseros dez mil euros, quando, até já o saberiam na altura, se adivinhava que o vice-presidente do BCP não se venderia. Pelo menos nunca por verba tão ridiculamente pequena. Vem agora a notícia um pouco mais credível, muito embora ainda custe a crer a muita gente que se continue a falar unicamente de verbas tão escassas. Na realidade, pensa o Ministério Público, para além dos primeiros dez mil euros, que poderiam ter servido de entrada, houve mais uma outra entrega, esta de vinte e cinco mil euros, paga durante um jantar em casa de Godinho, no Furadouro, Ovar, onde também esteve um amigo e colega fundador de Vara na Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária , Lopes Bandeira, que terá recebido de igual modo, idêntica quantia. O MP, não acredita que os termos ouvidos nas escutas telefónicas, «25 quilómetros» e «50 documentos», sejam unicamente frases de calão utilizados na banca. Enfim, o sr Vara parece estar numa camisa com mais varas do que as que ele pode aguentar.
Só na segunda parte o Rio Ave claudicou. Se não fosse Saviola, a equipa da capital teria deixado fugir o Braga. Seis jogos a marcar e já leva oito golos no campeonato. O Benfica das goleadas ganhou com dificuldade. Bruno Paixão, como de costume, foi um dos protagonistas do jogo. Bem, e o Rio Ave se calhar não merecia perder, pelo menos a julgar pela primeira parte do jogo.
A Peugeot levantou o véu sobre a linguagem de design a ser adoptada pelos novos modelos da marca francesa com a revelação do SR1, o protótipo de um «Roadster Grande Turismo» que o construtor vai apresentar em Março, por ocasião do Salão Automóvel de Genebra, e que poderá antecipar as linhas da nova berlina 508, sucessor do 407.
O SR1, que ostenta o novo logótipo do leão, integra a tecnologia Hybrid4 (que será aplicada em série no 3008 a partir de 2010) contando com um motor dianteiro a gasolina 1.6 THP de 218 cv, associado a um propulsor eléctrico de 95cv. Em conjunto, os dois motores desenvolvem uma potência máxima combinada é de 313 cv, com a marca a anunciar, uma média de consumos, em ciclo urbano, de 4,9l/100km e emissões de CO2 de 119g/km.
Para além das quatro rodas motrizes, este protótipo estreia também a tecnologia de 4 rodas direccionais. A ser adoptado nos modelos híbridos da marca, neste sistema, o grau de viragem das rodas traseiras está relacionado com a sua velocidade, através de pequenos braços motorizados situados ao nível dos triângulos traseiros, o que confere, em qualquer circunstância, a máxima agilidade ao veículo.
O Leixões foi a Alvalade vender cara a derrota. Fez suar os leões, onde a falta de Liedson se fez notar muito. No geral a equipa lisboeta dominou o jogo, e fez valer o golo de Tonel, já quase no final do jogo. A expulsão de Gallo, limitou a estratégia de José Mota, e fez com que fosse mais fácil aos verdes, marcarem.
A Fundação Luso-Americana é agora presidida pela ex-ministra que, durante o seu consulado, quase destruiu as escolas públicas em Portugal. Como prémio, SócratesII O Dialogador, nomeou-a para substituir Rui Machete, agora que, se calhar, convém destruir a Fundação. A partir do primeiro de Maio logo veremos o que vai acontecer. De uma forma ou de outra, ter-se sido ministro, mesmo que mau ou até péssimo, como foi o caso, é o necessário para se obterem muitas e boas benesses. Continuam os «Jobs for the Boys» (neste caso particular «for the Girl»). Tudo muito bem pago e muito bem caladinho. A sinistra ministra está de volta, e bem encaminhada.
Ninguém segura o SP Braga. O líder continua a sê-lo. Desta vez o derrotado foi o Nacional. O novo candidato à vitória no campeonato, continua a mostrar o que vale. Depois de uma derrota pontual em Lisboa, com o Sporting, lá está de novo o Braga. Cuidem-se os habituais candidatos a ganhar o liga. Há mais um concorrente de peso a fazer-lhes frente. PARA JÁ, É O CAMPEÃO DA PRIMEIRA VOLTA.
A lei que o PS quer fazer passar, está cheia de buracos. No que diz respeito à adopção de crianças por casais homossexuais, então, a coisa parece uma peneira. Um "gay" ou uma "lésbica" podem adoptar enquanto solteiros, mas não o podem fazer enquanto casados. Uma "lésbica" pode recorrer à inseminação artificial ou então arranjar um parceiro que a "ajude", podendo assim ter um filho, mas não pode adoptar enquanto casada. E por aí fora. É o que acontece quando se querem fazer as coisas à pressa, atropelando tudo e todos, e fazendo com que as coisas importantes para o País percam a importância, e que problemas de poucos se sobreponham à maioria. Pobre País em que vivemos. Pobres de nós, governados assim.
Os SMS, forma de escrita usada pala maior parte da população activa, vieram empobrecer a escrita. As abreviaturas, os «kapas», e a limitação do número de caracteres passíveis de serem utilizados numa dessas mensagens, vieram desvirtuar tudo.
Antigamente, foi há bem poucos anos mas parece já ter passado uma eternidade, escreviam-se cartas, algumas, deva dizer-se, de fino trato literário. Uma declaração de amor, escrita, era por vezes um tratado de bem escrever. Uma mentira era escrita com um cuidado extremo, escolhendo muito bem as palavras empregues. O saber de novas e informar das que se sabem, obedecia a uma forma escrita correcta e agradável.
Hoje, os correios já pouco trabalham na entrega desse tipo de missivas. O telefone, primeiro, o correio electrónico, mais tarde, e depois, de novo o telefone na sua versão portátil, com a possibilidade de enviar mensagens curtas, acabaram com essa forma de comunicação.
Escrevi milhares de cartas. Aos poucos, e à medida que a idade ia avançando, escolhia com mais cuidado as palavras empregues, o papel em que as escrevia, e até a esferográfica ou a caneta de tinta permanente que utilizava.
Como toda a gente, cada vez escrevo menos cartas. O correio electrónico e a conversa pelo telefone, vieram substituir na sua maior parte a minha maneira de contactar. Mas continua a existir em mim a paixão pela escrita em papel, preferencialmente feita com caneta de tinta permanente.
Hoje já ninguém sabe escrever. Já não é preciso, dizem os mais novos que na sua maior parte têm uma caligrafia ininteligível. O vocabulário da maior parte dos Portugueses com menos de trinta e cinco anos está reduzido a um mínimo, e o ensino vigente parece apoiar essa redução e aquelas letras que mais parecem hieróglifos.
Hoje já ninguém sabe falar, a não ser sozinho. Já ninguém fala de olhos nos olhos. Fala-se de olhos postos no chão, olhando para o ecrã do computador ou para o telemóvel, e, a mais das vezes, utilizando um vocabulário reduzidíssimo. Na maior parte das ocasiões já nem se fala, limitando-se a pessoa em causa a enviar uma mensagem escrita pelo «portátil», seja ele telemóvel ou computador. A conversa tal qual sempre se entendeu como tal, tende a desaparecer das novas gerações. Escrevem-se uns amontoados de letras a que chamam mensagens, muitas vezes sem pontuação e escritas com abreviaturas, e as respostas, ou a falta delas, são recebidas na solidão escondida de um qualquer canto. O mais estranho é que há quem diga que entende essa forma de comunicação escrita.
Esse tipo de comportamento serve na maior parte das vezes para mentir, para esconder, para tornar tudo mais fácil e despreocupado. Nessas mensagens, ou nas conversas via telemóvel, dizem-se as maiores barbaridades, ou fala-se em voz muito alta dos casos mais íntimos, à beira seja de quem for, sem o mínimo pudor. O interlocutor está do outro lado, não se vê nem nos vê. E no caso de mensagens escritas é ainda mais notório e fácil, já que tudo é feito no silêncio da solidão, e nem se sente, mesmo que ao de leve, a reacção da outra parte.
Neste contexto, para que serve um acordo ortográfico? Para ser usado por quem? Pelos mesmos que só sabem escrever mensagens curtas em telemóveis, com meia dúzia de palavras abreviadas e com caracteres que não existem na nossa escrita?
Por outro lado, a quem vai beneficiar o acordo que agora se discute?
Quem tem de mudar a sua forma de escrita, vai ter de fazer um esforço. Que País tem de fazer o esforço maior? Não será Portugal que irá ver modificado o maior número de vocábulos?
Que interesses económicos estão por trás deste acordo?
Que interesse tem uma nova forma de escrever as mesmas coisas, se não há quem as entenda, se não há quem as use, se não há quem as aprenda? (É essa, cada vez mais, a tendência em Portugal)
A língua escrita tem forçosamente que evoluir de modo a normalizar a forma de escrever de toda agente que fala o Português, mas não antes de voltar a haver gente capaz de utilizar, como devem ser utilizadas, as palavras que a nossa língua tem.
Não seria melhor deixar toda a escrita como está, e, em primeiro lugar ensinar os nossos jovens a escrever, a saber usar as palavras que temos, e a perceber o que escrevem e o que lêem?
Após ter feito mais de um mês sobre a data em que o pedido foi efectuado, Manuela Moura Guedes foi admitida como assistente do processo FACE OCULTA. No fundo, bem lá no fundo, a jornalista só quer mesmo auxiliar o Ministério Público a apurar a verdade, nada a movendo contra quem quer que seja. Longe de mim, tal ideia.
Os representantes do povo na Assembleia da República, são uns paus mandados. Podem pensar o que quiserem, podem comprometer-se com o que desejarem, que no final, quando a vontade deles tiver algum peso, têm de obedecer a quem manda e votar, não em consciência, mas segundo as conveniências do partido a que pertencem. De vez em quando, lá vai havendo alguns que, porque são diferentes, crê-se, não estão sujeitos a essa disciplina. É o que se passa nesta altura com os deputados do partido do governo, que, com a excepção de sete, têm de obedecer aos interesses políticos do partido. Felizmente que ainda há, noutras bancadas, total liberdade, mas é só desta vez, já que noutras alturas fazem exactamente o mesmo que estes, obrigando os seus deputados a votar como lhes dá na real gana (aos partidos). O que está em causa agora, é o voto sobre o casamento dos homossexuais. Sobre os diplomas apresentados, os deputados têm que votar, e acabam por só votar favoravelmente os proponentes, votando contra ou abstendo-se todos os outros. Para mim, não está em causa se apoio ou não apoio os diplomas apresentados. Pessoalmente até nem os apoio. O que está em causa é esta ideia de que as pessoas que estão no Parlamento não têm cabeça para pensar por si mesmas e têm de ser mandadas votar de determinada forma. A isso, chama.se prepotência de quem pode para com quem tem de obedecer. Ora, isso fere os meus ideais de democracia. Esta forma de proceder faz diminuir, a meu ver, a confiança que deveríamos ter, nas pessoas que elegemos para nos representar. Para quando alguma mudança? Para quando círculos uninominais, onde cada deputado responda a quem o elegeu?
Numa demonstração quase inédita de como bem gerir uma empresa, o Presidente da Companhia Aérea CONTINENTAL, norte-americana, informou todos os seus colaboradores que suspendia o seu salário de 730 000 dólares, até que a empresa, que tem vindo a ter avultados prejuízos, volte a ter um ano inteiro de lucros. Grande homem.
Adivinhava-se um jogo para que os menos habituais brilhassem, mas teve de ser Varela a resolver o jogo no último minuto da primeira parte. Com o jogo a tender para o Leixões que criou muitos problemas ao FCPorto, Jesualdo teve de trocar jogadores e pôr uns mais experientes. A coisa poderia ter corrido mal, mas com as trocas, a equipa ganhou outra vitalidade e chegou para vencer. Foi um Porto de segundas figuras o que venceu no Dragão.
A venda de automóveis vai mal. Neste ano de 2009, venderam-se tantos carros como em 1988, ano em que a importação estava muito limitada. Neste ano, não houve qualquer limitação. As pessoas não compraram carros, porque não podiam. E não puderam porque não tinham dinheiro. A crise está aí para lavar e durar, com a falta de emprego a continuar a ser o nosso maior problema. Claro que houve quem quisesse comprar, para beneficiar dos incentivos do governo, e não tivesse podido, pois que os carros não chegaram na medida das encomendas. E tudo por causa dos importadores que os não importaram a tempo, e também porque nos países de origem, guardaram os carros para venda aos seus nacionais, que estavam a comprar normalmente. Mas isso são outras histórias. Em Portugal é assim. O nosso governo entende que tudo estará bem se nos continuarmos a endividar, se a oposição se comportar como deve, e se não se fizerem muitas ondas, etc.. Os Portugueses, entretanto, apertam o cinto, sabendo que esta crise está para durar, e que isto vai de mal a pior. Os piores dias ainda não chegaram cá. É que teremos que aguentar este governo pelo menos mais um ano e tal, e ficamos sem saber se o País aguenta. Melhor, se nós aguentamos! Em contrapartida, no resto do mundo, e na Europa em particular, a retoma já começou. estive nos últimos dias em Roma, e o que vi não é, nem de perto nem de longe, um País em crise. A retoma está florescente. No que respeita à venda de automóveis, o que se passa em muitos países, que não em Portugal, é a prova provada da capacidade que existe nesses lugares para dar a volta à crise. Em França, o aumento da venda de automóveis em Dezembro de 2009, relativamente ao ano anterior foi da ordem dos 40%. Em Inglaterra terá sido de quase 60%. No Japão foi de 37%. E o nosso governo, no entretanto, acabou com os incentivos ao abate e troca de veículos, numa medida, a todos os níveis, "inteligente". O fundo do poço está aí, e ninguém parece interessado em querer vê-lo.
. POR 4 EUROS MAIS O PREÇO DO CAFÉ . Vá, vá com a companhia aérea mais barata do mundo, e volte quando quiser. Por quatro euros pode voar para cerca de quatrocentos destinos diferentes, só mesmo para tomar um café e voltar. Ofereça a si mesmo uma extravagância. Vá tomar um cimbalino e volte.
Coitado do jornal «A Bola». Imaginem que os jogadores do clube campeão Nacional, resolveram cortar relações com esses senhores. Não os querem ver nem pintados e ouvir, nem por sombras. E tudo porque os senhores que se dizem jornalistas e escrevem nesse jornal, escreveram ontem coisas que deverão ser calúnias. Assim, com este corte de relações, o jornal vai perder vendas e ainda acaba falido. Na realidade não acredito que pessoas tão isentas como o serão por certo esses jornalistas, tenham escrito coisas, falseando a verdade. Os jogadores do clube azul e branco, deverão estar enganados. Os acontecimentos narrados terão sido mal interpretados pelos jogadores e bem descritos pelos jornalistas. Só pode ser! Os jornalistas são pessoas correctas e os jogadores uns mentirosos que só querem limpar o seu nome. De qualquer forma, e por via de dúvidas, não vou mais comprar esse jornal, o que me não fará diferença alguma já que nunca o fiz. Esse tipo de jornais, não entra, por norma, nos meus hábitos literários.
Quase noventa e uma mil pessoas querem que haja um referendo. São esses, pelo menos, os números avançados dos que assinaram uma petição que amanhã vai ser entregue na Assembleia da República. Querem que os Portugueses digam se querem, ou se aceitam, ou se desejam que, se duas pessoas do mesmo sexo se juntarem, a essa união se possa chamar casamento. Acho bem, essa coisa do referendo. Sempre ficamos a saber o que, na realidade, os Portugueses pensam, e não, exclusivamente, o que alguns dizem que todos pensamos. Por mim, pode chamar-se o que muito bem entenderem, desde que não seja casamento. É um termo que gostaria de ver relacionado exclusivamente a uniões entre seres de sexo diferente. De resto, estes senhores e senhoras, podem e devem ter todas as benesses e direitos e garantias que desejam. E, mainada!
Regressei de umas curtas férias e encontrei um Portugal renovado. Como um amigo meu me diz amiudadas vezes, só seria preciso paciência, que ao mudar o ano, tudo com ele mudaria, para melhor, claro. Parti, a 30 de Dezembro. Saí de um País (o meu) triste e sem esperança, onde os problemas sociais e políticos eram enormes, e onde só se esperava que o Presidente fizesse como os seus antecessores e demitisse o governo. Saí de um País (o meu) onde pouco se entendiam, onde a fome crescia, e onde a crise não diminuía. Ao regressar, hoje, e quando apareci à porta do avião, encontrei uma nova atmosfera no ar. Os cheiros eram diferentes, as cores mais vibrantes, os sons menos agrestes, quase melodiosos. Mesmo sem saber fosse o que fosse, rejubilei. Algo tinha mudado. É certo que não tinha ouvido notícias nem falado com ninguém, mas as coisas pareciam-me diferentes. Um enorme sorriso ficou estampado na minha cara e não quis mais sair. Quando cheguei a casa, corri a saber das novas. Folheei jornais, liguei a televisão, conectei-me com a internet. Pareceu-me que as coisas me escapavam das mãos. Não encontrei nada de novo. Por certo não estava eu a procurar devidamente, pensei, mas aos poucos vi a verdade e o desalento voltou. Afinal, a crise económica e social mantém-se. As pessoas ganham o mesmo, na sua maioria mal, o desemprego continua a aumentar, continuam a matar-se uns aos outros nas estradas, e o Presidente entende que se está a caminhar para uma situação explosiva. Afinal, a crise política também se mantém. A oposição não se entende com o governo. O governo continua a pensar que pode fazer o que quer. Alguma oposição não se entende a ela mesma. O governo joga com as palavras, continua a vitimizar-se, e joga em força para a aprovação do Orçamento. Que se passou então para que eu tivesse sentido uma tão forte alegria e uma mudança, que não existem? Só mesmo o desejo enorme de ver em Portugal o que acabara de ver no País de onde vinha. Fui passar cinco dias a Roma. Já há muito tempo que não saía do meu País, e há muitos anos que não ia a Itália. Vivemos numa aldeia global e, vamos ouvindo os problemas políticos e sociais que todo o mundo vive. Roma vive por certo muitos desses problemas, não sendo muito diferente do resto do mundo. A crise económica é geral e mundial, e em Itália não será diferente da restante Europa. Mas a diferença para Portugal, é enorme. Se nos problemas sociais e nos políticos as diferenças são grandes, normais e não comparáveis, já que cada País tem casos específicos, já no plano económico se pode olhar de outra maneira. Eu sei que se trata de um País rico, com muita indústria e muita exportação. Mas já há muitos anos que, mesmo salvaguardando as devidas proporções na comparação com Portugal, eu não via um comércio tão florescente. Rios de gente nas ruas, a comprar. Filas à porta de lojas de renome internacional, e noutras cujos nomes eu desconhecia. Milhares de pessoas com sacos de compras. É verdade que a época de saldos tinha aberto, mas os preços que se viam na maior parte das lojas, eram muito altos, mesmo que, os valores já com os descontos de "saldi", fossem os originais. A retoma já se nota em Itália, como se nota em muitas partes da Europa. E eu gostaria de ver essa pujança no meu País. Infelizmente continuamos no mesmo rame-rame de sempre, com os mesmos a mandar e os mesmos a obedecer. Uns e outros, mal!
SERENÍSSIMA CASA REAL E DUCAL DE BRAGANÇA - PORTUGAL
RELÓGIO UNIVERSAL
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NAÇÃO
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Bandeira do Condado Portucalense usada pelo Conde Dom Henrique (1081-1139) e pelo Conde Dom Afonso Henriques (1139-1143)
«De prata, uma cruz, de azul». Esta é a descrição heráldica do escudo do primeiro Rei de Portugal, herdada, segundo se diz, de seu pai, Henrique de Borgonha. Note-se que se trata aqui realmente de um escudo; a heráldica europeia moderna começa justamente pela descrição das vestes e dos escudos dos cavaleiros num torneio, feita por um arauto (herald). Quase certamente, este brasão nunca tomou a forma de uma bandeira, pois estas, muito menos como representação uniformizada e generalizada de um país, ainda não existiam nesta época
Houve, dois Condados Portucalenses ou Condados de Portucale distintos: um primeiro, fundado por Vímara Peres após a presúria de Portucale (Porto) em 868 e incorporado no reino da Galiza em 1071, após a morte do conde Nuno Mendes (e que embora gozando de certa autonomia, constituiu sempre uma dependência do reino das Astúrias/Leão/Galiza sendo sensivelmente equivalente ao actual Entre-Douro-e-Minho).
Um segundo, constituído c. 1095 em feudo do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique de Borgonha, um burguinhão, que veio auxiliá-lo na Reconquista de terras aos Mouros, tendo também recebido a mão de sua filha Teresa de Leão. Este último condado era muito maior em extensão, já que abarcava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do Sul da Galiza (diocese de Tui).
Condado é um termo genérico para designar o Território Portucalense, pois os seus chefes eram alternadamente intitulados Comite (conde), Dux (duque) ou Princeps (Príncipe).
Há 47 regiões vinícolas em Portugal. Nos rótulos das garrafas essas regiões estão mensionadas através de siglas. . Denominação de origem e classificação de vinhos consoante a região de proveniência: DOC - Denominação de Origem Controlada VQPRD - Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada VLQPRD - Vinho Licoroso ... VEQPRD - Vinho Espumante ... VFQPRD - Vinho Frisante ... Vinho Regional Vinho de Mesa
Em Dezembro de 1996, o centro histórico do Porto foi classificado, pela UNESCO, como Património Cultural da Humanidade, o que veio confirmar a sua riqueza monumental, patrimonial e cultural. Destino turístico por excelência, a cidade tem, no centro histórico, o ponto fulcral das visitas à Invicta, apresentando a história da cidade que começou a crescer a partir desse mesmo ponto.
A cidade, indissociável do rio Douro, é uma das mais antigas da Europa e apresenta uma história que eleva o espírito hospitaleiro e lutador do povo apelidado de “tripeiro”. A par da sua história, apresenta o afamado Vinho do Porto, cujas caves podem ser visitadas do outro lado da margem do rio, em Vila Nova de Gaia.
Para além dos monumentos e museus, a cidade apresenta inúmeros espaços verdes que proporcionam bonitos passeios, seja no centro da cidade ou junto ao mar ou rio.
Uma visita pela cidade não deve esquecer as pontes, que unem o Porto a Vila Nova de Gaia, assim como os percursos que a cidade oferece, desde a movimentada Baixa, às pitorescas Ribeira e Miragaia, até à Foz, conhecendo aí as praias, e passando também por uma subida à Torre dos Clérigos.
A gastronomia portuguesa é bem conhecida em todo o mundo, pela sua diversidade. No Porto, são dois os pratos que se destacam dos demais: as Tripas à Moda do Porto e a sanduíche reforçada, coberta de molho picante, que tomou o nome de Francesinha.
Povo festivo por natureza, os portuenses dão grande destaque à Festa de S. João, tornando a noite de 23 para 24 de Junho, num arraial único no país. Toda a gente sai à rua, empunhando martelos de plástico ou alho-porro, para correr as ruas da cidade, da Ribeira até à Foz, depois do monumental fogo-de-artifício que acontece à meia-noite junto ao rio Douro.
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