quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

DISCIPLINA IGUAL A PREPOTÊNCIA

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VOTO DISCIPLINADO
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Os representantes do povo na Assembleia da República, são uns paus mandados.
Podem pensar o que quiserem, podem comprometer-se com o que desejarem, que no final, quando a vontade deles tiver algum peso, têm de obedecer a quem manda e votar, não em consciência, mas segundo as conveniências do partido a que pertencem. De vez em quando, lá vai havendo alguns que, porque são diferentes, crê-se, não estão sujeitos a essa disciplina.
É o que se passa nesta altura com os deputados do partido do governo, que, com a excepção de sete, têm de obedecer aos interesses políticos do partido. Felizmente que ainda há, noutras bancadas, total liberdade, mas é só desta vez, já que noutras alturas fazem exactamente o mesmo que estes, obrigando os seus deputados a votar como lhes dá na real gana (aos partidos).
O que está em causa agora, é o voto sobre o casamento dos homossexuais. Sobre os diplomas apresentados, os deputados têm que votar, e acabam por só votar favoravelmente os proponentes, votando contra ou abstendo-se todos os outros.
Para mim, não está em causa se apoio ou não apoio os diplomas apresentados. Pessoalmente até nem os apoio. O que está em causa é esta ideia de que as pessoas que estão no Parlamento não têm cabeça para pensar por si mesmas e têm de ser mandadas votar de determinada forma. A isso, chama.se prepotência de quem pode para com quem tem de obedecer. Ora, isso fere os meus ideais de democracia.
Esta forma de proceder faz diminuir, a meu ver, a confiança que deveríamos ter, nas pessoas que elegemos para nos representar.
Para quando alguma mudança? Para quando círculos uninominais, onde cada deputado responda a quem o elegeu?


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JFM
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