sábado, 17 de janeiro de 2009

4ª REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO DE CIDADÃOS DO PORTO

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No próximo dia 22 de Janeiro,5ªfeira, pelas 21.30h, terá lugar no Clube Literário do Porto, a quarta reunião da Associação de Cidadãos do Porto, que terá a seguinte agenda:
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Convite à mobilização para a defesa do Aeroporto

Acções de defesa da Gestão Autónoma

O impacto do Aeroporto na Região Norte

Inscrições: porto.agora@gmail.com
Clube Literário do Porto: Rua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430

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PASSE-VITE

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O BURACO NEGRO

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(Encontrado no blogue "eu ela e a escrita")
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

TGV - UM DESASTRE ECONÓMICO-FERROVIÁRIO

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TGV -

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No Blogue O Andarilho está de novo este "post" que vem muito a propósito.
Leia aqui que vale a pena.

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PINO E LINO - a REVER!

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Pino e Lino
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Em meados de Dezembro, coloquei este "post" que agora poderão rever.
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A CREDIBILIDADE NO SEU MELHOR.
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JM
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A PROPÓSITO DO NOSSO CARDEAL

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QUEM TE AVISA...


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Encontrei no blogue Irritado, este "post" que não resisto a colocar aqui para quem o quiser ler.
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"ANTES QUE CASES, VÊ O QUE FAZES!"

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

NÃO PODERIA CONCORDAR MAIS

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CONCORDO E SUBSCREVO!

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Nas minhas deambulações por blogues amigos, li este "post" de José Gomes André, com o qual não posso deixar de estar em total acordo.
Aqui vos deixo o texto publicado no Blogue "DELITO DE OPINIÃO"

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por José Gomes André | 15.01.09

Há algo em José Sócrates que detesto. Às vezes pergunto-me o que poderá ser. Diferenças ideológicas? Algumas, mas não as suficientes para este sentimento negativo. Divergências políticas? Idem, aspas aspas. Felizmente há um debate quinzenal no Parlamento para me recordar as razões do meu asco: aquele estilo de bazófia permanente - zombando dos adversários políticos, desdenhando todas as questões, insistindo na piada fácil e recorrendo ao dedo em riste como se fosse pôr o Parlamento todo na ordem - é simplesmente insuportável. Sócrates caracteriza-se por uma arrogância absoluta, que traduz afinal um tremendo desprezo pelo debate político e pela discussão de ideias. Como pessoa, dá-me pena. Como cidadão, revolta-me.


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

AS FRASES DA M....!

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AS FRASES DA M….!


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Vá-se lá saber porquê, dei por mim a visitar na Net o “The Art Museum Toilet Museum of Art”. Por lá se encontram as fotografias das mais variadas casas de banho dos museus mundiais. Desde a mais banal à mais moderna e à mais sofisticada, por lá as vamos apreciando.

Enquanto as via, lembrei-me das maravilhosas (pelo uso que permitiam e pelos ensinamentos que nos davam) retretes públicas que existiam, e algumas ainda existem, cá pela cidade, e que em tempos idos eram muito frequentadas pelos meus concidadãos. Havia sentinas, em catacumbas no meio da Avenida dos Aliados e no túnel para peões frente à Igreja dos Congregados, havia-as na praia do Molhe e na praia de Gondarém bem viradas para o mar, no meio do Jardim do Passeio Alegre e noutros lugares, todas elas com empregados que procediam à limpeza (sempre imaculadamente limpas) e cobravam entrada (na altura era de cinquenta centavos), um homem para a secção dos homens e uma mulher para a secção das mulheres, onde eles liam o jornal e ouviam um velho rádio a pilhas e elas faziam crochet ou malha, e também mictórios espalhados por muitas ruas do Porto. A juntar a estas, havia também algumas casas de banho públicas, onde se podia tomar um banho completo, havendo ainda uma que funciona em frente à Praça 24 de Agosto. Também as escolas, as universidades, os estádios de futebol, os cafés e restaurantes, os museus e em geral todos os edifícios públicos, tinham para uso dos seus frequentadores vários urinóis e casas de banho.

Nessas retretes, com um design extremamente válido do mais banal que podia haver, com azulejos, portas, e sanitas e urinóis de tamanhos e alturas diferentes, e demais materiais, todos brancos, havia nas que eram mais evoluídas ou pertencentes a espaços mais nobres, máquinas para venda de escovas e pastas de dentes (máquinas essas já desaparecidas para dar lugar a máquinas para venda de preservativos), e havia e ainda hoje há, inscrições de todo o género e feitio, sobre as mais variadas coisas. No entanto, enquanto hoje o que se pode ler nas sentinas, em especial na parte designada para os homens, quase se limita a nomes de mulheres e seus números de telefone, por vezes com uma ou outra descrição de serviços que prestam e com observações asquerosas baixas e repugnantes, anos atrás, encontravam-se comentários e declarações sobre a intolerância, sobre o racismo, sobre sexo, e até sobre política e religião. Encontravam-se com frequência, frases profundas, pensamentos, queixas, juras de amor eterno, poesia, mensagens com destinatário, informações económicas e financeiras, datas a testemunhar a presença de um qualquer frequentador, tudo o que debaixo de anonimato espelhava o quotidiano citadino. Muitos adolescentes daquela altura, aprenderam os factos da vida pela leitura das frases escritas nas portas e nas paredes das sentinas públicas.

Hoje, perdeu-se o prazer de visitar as casas de banho públicas, onde, no meio de uma qualquer dificuldade momentânea, sempre um sorriso nos aflorava os lábios por via da leitura dos comentários e sugestões que alguém bem intencionado lá deixara.


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JM

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(O Primeiro de Janeiro, 15/01/2009)

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

É PRECISO TER TOPETE!

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O ROSTO DA RECESSÃO

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Estes tipos não se enxergam.
Então não querem lá ver que agora o Ministro Silva Pereira entende que, Ferreira Leite é o rosto da recessão? A coitada da senhora é a principal culpada do estado das coisas no nosso País.
Leia aqui.

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PARA LER

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LEIA, QUE VALE A PENA


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Este texto de António Ribeiro Ferreira, aqui.

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ADORO ISTO

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SÃO NOTÍCIAS DESTAS QUE ME ENCHEM DE ORGULHO DE SER PORTUGUÊS

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Hoje, no Público, vem esta notícia, digna de um país de terceiro mundo.
As promoções, quem as não quer, são para quem as merece, como parece ser o caso aqui relatado.
Leia e veja se não é de se ficar orgulhoso.

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sábado, 10 de janeiro de 2009

AI SE O RIDÍCULO MATASSE! ... O GRANDE IRMÃO.

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SE O RIDÍCULO MATASSE,

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O sr. Madelino estaria morto. O Presidente do Instituto do Emprego (IEFP), assume que em última análise é sua, a responsabilidade por esta situação, criada em concurso para Técnico Administrativo Principal.





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O CONDADO PORTUCALENSE ESTÁ TODO BRANCO

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O FRIO CHEGOU!
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TUDO DE UMA ALVURA TREMENDA.
ATÉ OS PENEDOS SE ESCAQUEIRAM!

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ESTÁ UM FRIO DE RACHAR, CARAMBA!
E ESTÁ PARA DURAR MAIS UM OU DOIS DIAS.

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JM
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

OLHA A LOBA MÁ!

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VOCÊ TEM MEDO DA LOBA?

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A líder do PSD, lançou um repto ao nosso Primeiro, desafiando-o para um debate público.
A Drª Manuela ganhou a fama de perder em toda a linha qualquer debate, por não ter jeito para a coisa, não saber falar, discursar, e muito menos argumentar sob pressão.
O nosso Primeiro ganhou a fama de trucidar nos debates tudo e todos, com a sua forma de falar, com a acutilância das suas palavras, com o seu modo de excelente vendedor, com o seu conhecimento dos dossiers que mesmo que seja nulo nem parece.
Através do Ministro Santos Silva, o nosso Primeiro recusou liminarmente este desafio numa atitude surpreendente e incompreensível, ou talvez não, que em questões de economia o homem é uma perfeita nulidade à beira da Drª, e nem a sua proverbial verborreia o safaria de uma derrota em toda a linha!

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JM
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FERRARI

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FERRARI SOFRE ACIDENTE, E FICA NESTE ESTADO.
CONDUTOR SEM FERIMENTOS.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

ESTOU DESGOSTOSO




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QUE GENTINHA!

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O TC (Tribunal de Contas) chumba as contas dos dois primeiros anos de Pedro Santana Lopes na autarquia de Lisboa.

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Chumba agora, em Janeiro de 2009, no ano de eleições para a Câmara e quando se sabe que PSL é o candidato à presidência da mesma, apoiado pelo seu partido.

Ora os dois primeiros mandatos foram em 2002 e 2003!!!

Como é isto possível, SETE anos depois, e depois de o homem ter sido Primeiro Ministro e ter sido Presidente do PSD, Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Candidato derrotado a Primeiro Ministro, Candidato derrotado a Presidente do PSD, e mais importante, depois de, já ter havido entretanto dois Presidentes da Câmara de Lisboa. Estaremos já em plena campanha eleitoral, onde tudo se pode dizer e fazer?

Felizmente o povo da capital saberá por certo separar o trigo do joio, e acabará por votar na pessoa certa, a que realmente tem obra feita na cidade, e mais não tem porque na altura lhe instauraram processos atrás de processos, providências cautelares etc., que atrasaram todas as obras em curso ou em vias de, e não teve tempo para mais.

Estou desgostoso. O meu País continua a cansar-me, com gentinha desta a governar-nos.



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JM

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

FRIO DRAMÁTICO

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QUE DRAMA, ESTÁ FRIO!
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Brrrrr … Que frio!
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Mais um drama se abateu sobre os cidadãos portugueses. Já não bastava a recessão que afinal até já existe, veio agora o frio.
Nestes dias, a temperatura desceu. Os termómetros marcam valores abaixo de zero em alguns locais do país.
Portugal tirita de frio.
As rádios e as televisões desdobram-se em reportagens e entrevistas com os habitantes de Bragança, de Chaves, da Guarda ou da Covilhã. Vão à procura de saber como se sobrevive a tamanha calamidade. Em todo o lado as respostas são as mesmas. Não há grandes variações. – olhe menina, pomos mais uma camisola, acendemos a lareira e já está. De manhã vamos à janela e se está mais fresquito, agasalhámo-nos melhorzinho. A vida é assim, sabe?!
Não é propriamente isso que os repórteres procuram. Então e as dificuldades, então e as tristezas, então e a falta das notícias dos nossos protectores, lá nas aldeias perdidas do interior? Como sabem o que fazer? Não sentem falta de apoio da governação? De quem é a culpa deste estado de coisas?
Na realidade pensam (?) as cabeças pensantes deste nosso país, que nunca houve frio, nunca as temperaturas descendam a valores negativos, e que ninguém sabe cuidar de si. Para tal, arranjaram uma instituição que nos ensina, avisa e protege, a ANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil).
Esta autoridade, tem por principal desígnio chamar-nos de parvos, tolos e ignorantes. Inventaram umas cores e lá nos vão chapando com elas de cada vez que acham que nós não somos capazes de pensar no que fazer. Ensinam-nos que quando está frio nos temos que agasalhar, quando chove e venta temos que usar guarda-chuva e abrigarmo-nos, quando o mar está alterado devemos ter cuidado e não ir-mos para o mar para pescar ou recrear, e até mesmo, que se estiver gelo na estrada devemos andar com cuidado e mais devagar. Isto no inverno, que no verão é a mesma coisa com o calor. Para além de muitas outras coisas de algum valor e utilidade. E, para que não nos esqueçamos que ela existe, lá vão diariamente fazendo comunicados em cima de comunicados, dando cores amarela, laranja e vermelha, às diversas situações que se vão apresentando.
Não sei se por sugestão desta Autoridade, a partir deste ano, as casas novas para além da licença de habitabilidade, têm também de ter um certificado de desempenho energético de edifícios e qualidade do ar interior, para que se tenha a certeza que o calorzinho dos aquecedores e lareiras não se vai pelas frinchas das janelas e portas, e que o ar que respiramos é sempre da melhor qualidade. Sem ele não se pode viver por lá. Até nem é mal pensado!
Que seria de nós, pobres desgraçados, sem a ANPC e todas estas protecções?

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One year in 40 seconds from Eirik Solheim on Vimeo.

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JM
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SER ORIGINAL



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EU GOSTAVA DE SER ORIGINAL, MAS…

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… Infelizmente não posso dizer mais ou melhor que o que toda a população de Portugal diz, e um meu grande amigo se não cansa de repetir, por esses cantos e esquinas:

- Desta vez é que vai ser, depois das eleições deste ano, três, tudo vai melhorar, o ensino, a educação, a saúde, a economia, e mais…;

é só esperar para ver!

Agora que estamos oficialmente em recessão, poderemos descansar. Já não há a necessidade de inventar desculpas para a nossa desgraça, nem culpas alheias para justificar o evidente. Já somos (na parte das desgraças), iguaizinhos aos outros, como se adivinhava, e eles sempre estiveram muito melhores que nós, mais evoluídos e mais à frente em todos os domínios, pelo que agora é que estamos realmente no pelotão pricipal.

O nosso Primeiro já tem vindo a recuar nas suas afirmações, de que estávamos todos bem e que a recessão ia passar-nos ao lado e que o orçamento para o ano de 2009 era o melhor do mundo, e percebeu que mais valia deixar de bater no ceguinho e andar a enganar, desta forma, a gente (mistificando, modificando a verdade ou dizendo meias verdades e negando evidências), como se fossemos uns mentecaptos, e passou a tentar enganar-nos de outra, vestindo a capa de bom governante, que é como quem diz, mostrando a sua faceta de não arrogância, de muita compreensão, de assunção dos reais problemas do país, de necessidade de rever o orçamento, etc., etc., etc., sendo que, uma ou outra postura consoante as necessidades do momento, a sua maneira de estar na vida pública, sendo a sua bitola os seus interesses pessoais, que nesta altura se medem pelo número votos a receber este ano. Encetou já uma fuga para a frente, ao pedir, com muitos meses de adiantamento, uma maioria absoluta. Claro que ainda se não sabe quando essas eleições irão ser, que isto das datas ainda vai dar muito que falar e escrever, e as surpresas anunciadas, como espertezas saloias de antecipação de uma das eleições ou outras, podem ainda acontecer.

Eu gostaria de ser original, mas está já tudo escrito, em muitos casos bem, e não há nada a inventar, por muito que o nosso Primeiro tente.


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JM

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ÉBOLA

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ÉBOLA ÀS PORTAS DE ANGOLA

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As autoridades angolanas dizem ter fechado as fronteiras com a República do Congo para evitar a propagação do virus Ébola.
Notícia AQUI.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O MEU DIA DE REIS

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O MEU DIA DE REIS

Durante muitos anos, nos meus tempos de ganapo e mais tarde de adolescente, a noite de 5 de Janeiro era uma perfeita e completa chatice.
Meu pai, não dispensava ao jantar, o bacalhau e as batatas e as couves e o polvo cozidos, e o vinho tinto (que eu não podia beber por causa da idade, só a água me era permitida) e o pão e os doces (que eu detestava) e mais nada. Em tudo igualzinho aos jantares do dia 24 e do dia 31 de Dezembro. Chamava-lhes a consoada de Natal de Fim de Ano e de Reis. O problema era que como a consoada do dia 31, não tinha as prendas do Menino Jesus no sapatinho, e ao contrário desta e da do dia 24, não era feriado no dia seguinte.
Era, como disse, uma chatice (termo que na altura se não podia dizer, que era feio, usando-se ao invés a palavra aborrecimento, muito mais suave e que a meu ver não traduzia devidamente a real chatice que tudo aquilo era). Se ainda fossemos espanhóis, que eles ao menos tinham as prendas nos Reis e as nossas já há muito estavam estragadas ou nós cansados de brincar com elas pois que nessa época era só uma prendita para cada um, vi-me eu a dizer uma ou outra vez, sem saber, como é evidente, o que dizia, que isto na altura era complicado com a peseta a valer metade do escudo, e os maus ventos que se dizia que de lá vinham, e os maus casamentos e tudo.
Mais tarde, quando eu e os meus primos começamos a casar e nos fomos dividindo pela casa dos avós e pela casa dos pais e avós dos/as nossos/as consortes, ano sim num lado ano não no outro, e quase nunca era possivel encontramo-nos, decidi reinventar o dia de Reis. Assim consegui reunir em minha casa toda a família de sempre e mais os que ao longo dos anos se foram juntando por via do casamento ou por nascimento. E era uma enorme e maravilhosa festa anual. No 3º ano, decidi juntar aos familiares alguns amigos, poucos, que no dia a dia se tinham mostrado mais família que família. E a festa aumentou. Chegamos ao lindo número de setenta e cinco pessoas. E a festa aumentou, e nesses dias, os arrufos, as desavenças, as chatices, e fosse o que fosse de menos bom, desaparecia. Tudo quase como antigamente nos dias de Natal em casa de meu avô paterno.
E assim foi enquanto a despesa com tal reunião se não tornou incomportável. Depois, acabou! Acabou e descobri nessa altura que não havia ninguém que me substituísse, decidindo, nas casas deles, fazer o que eu tinha vindo a fazer ao longo dos anos, fosse em que formato fosse, dividindo despesas ou não, reduzindo o número de presenças ou outra coisa qualquer. Assim acabou o meu dia de Reis. Foi bom enquanto durou, mas lamentavelmente, os mais novos, os que já chegaram depois do meu dia ter acabado, não vão poder usufruir da felicidade que era ter tanta gente amiga e bem amada, junta.
Hoje, na nossa sociedade, ninguém se importa com tais reuniões. Só alguns mais velhos e saudosos vão mantendo essa maneira de viver, essas festas de família, que serviam em muito para um crescimento são, dos nossos filhos e sobrinhos. Hoje é cada um para o seu lado, em suas casas, na esperança que ninguém os chateie, bastando uma vez por ano essas reuniões que custam um dinheirão e que normalmente se realizam no Natal.
O meu dia de Reis, era, esse sim, o meu Natal anual, a minha maneira de, de novo ,ter a alegria de estar com os meus em sã alegria, e a minha maneira de ensinar aos mais novos o que uma família deve ser. Espero ainda poder, num ano próximo reeditar esse dia maravilhoso, ou convencer alguém a ajudar-me a concretizar esse sonho.


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JM
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No JACARANDÁ

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A LUTA E OS PROBLEMAS

Uma crónica de António Barreto lúcida e corajosa com base na polémica sobre o "Estatuto dos Açores", do melhor que li até hoje.
Pode e deve ler AQUI.

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RICHMOND - UK

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RICHMOND XX

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

AS ILUSOES PAGAM-SE CARAS

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Sobre o discurso de Ano Novo do Presidente!

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Tem o povo razão quando diz e volta a dizer a frase de que todos falam por estes dias. Na realidade quanto mais se sobe, se iludido, maior é a queda.
O governo tem-nos vendido (foi assim até ao Natal), por baixo preço, a ilusão de que tudo vai bem, de que tudo o que se passa no resto do mundo (uma enorme crise), nos passa ao lado, e que a pouca que temos não é em nada culpa do governo. Para o nosso "primeiro", ele (o primeiro) é o maior, o melhor, e sabe tudo sobre tudo, e se nós o acompanharmos, o adularmos, o seguirmos sem reservas e lhe dermos os votos que de quatro em quatro anos ele necessita, podemos ter a certeza que tudo nos será favorável (foi assim até ao Natal, mais ou menos). Aí, por essa altura, começou a falar no ano negro que se avizinhava, no cabo das tormentas e mais no resto. E o resto seria, mais umas ilusões que foi vendendo, e nós as fomos comprando, ou não fosse ele o melhor vendedor que Portugal tem. Não nos devemos preocupar, que ele (o primeiro) lá está para cuidar de nós. Os outros, são uns garotos que só sabem dizer mal e denegrir no que ele e os seus ministros fazem por nós. Deveremos, claro, estar atentos aos perigos que nos espreitam, mas com a certeza de que ele (o primeiro) lá estará para os combater, num combate duro e difícil, mas para o qual ele (o primeiro) está devidamente prevenido.
Depois, o nosso Presidente veio falar connosco no primeiro dia do ano, depois de dois dias antes também nos ter falado sobre a sua incapacidade de lutar com o primeiro (ele, o mesmo de há um bocadinho) e de ter afirmado que a sua voz (dele, do Presidente) não vale nada e não é ouvida nem levada a sério e que o ofenderam e que apesar de ter feito tudo por tudo para ganhar perdeu, e num discurso bem elaborado bem feito bem dito suficientemente optimista reconfortante e realista e (nisto estamos muito pouco habituados) sem recorrer à mentira a que outros recorrem e mostrando-se atento aos problemas do nosso país lá veio dizer aos Portugueses que não vão em ilusões que elas se pagam caro que quanto mais nos iludimos maior é a pancada da caída que estamos todos a viver acima das nossas capacidades como se nós não soubéssemos que para isso é que servem os cartões de crédito e mais isto e mais aquilo a ver se nós voltamos a pensar que ele tem uma voz que afinal é ouvida como seria a voz de um rei que o povo amasse e que soubesse que ele (o povo) era amado por ele (o Rei) e falou em muitas das profissões que são ignoradas pelo governo e mostrou-se muito amigo de todos e que se por um acaso o governo pensa que é com conflitos que se resolvem os problemas do país está muito enganado (lá estava o Presidente a falar de novo no mesmo de há dois dias atrás mostrando um bocadinho mais de maturidade política e batendo no governo tentando descredibiliza-lo e ao Parlamento) e por aí fora mostrando a todos nós que está confiante na solução de tudo o que nos apoquenta.
Como muita outra gente, gostei do discurso, a ver vamos se o nosso "primeiro" o ouviu, o entendeu, percebeu os recados mais ou menos implícitos, e se, mais importante que tudo o resto, vai fazer alguma coisa quanto a isso. É que nós sabemos o quanto o nosso "primeiro" é avesso a reparos ou a indicações ou mesmo a sugestões sobre o que ele entende saber fazer, melhor que qualquer outro, por todos nós.

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JM
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TRISTE NOTÍCIA

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O JPG VAI ACABAR DIA 5 DE JANEIRO

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Hoje é um dia triste para mim e para muitos dos que gostando de fotografia, tinham colocado alguns ou até muitos dos seus trabalhos no site da JPG. É, era, um sítio de referência da fotografia que se fazia pelo mundo.
A crise está cá para todos, infelizmente!
Este é o comunicado que recebi poucas horas atrás:

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Today is a particularly sad day for all of us at JPG and 8020 Media.

We've spent the last few months trying to make the business behind JPG sustain itself, and we've reached the end of the line. We all deeply believe in everything JPG represents, but we just weren't able to raise the money needed to keep JPG alive in these extraordinary economic times. We sought out buyers, spoke with numerous potential investors, and pitched several last-ditch creative efforts, all without success. As a result, jpgmag.com will shut down on Monday, January 5, 2009.

The one thing we've been the most proud of: your amazing talent. We feel honored and humbled to have been able to share jpgmag.com with such a dynamic, warm, and wonderful community of nearly 200,000 photographers. The photography on the website and in the magazine was adored by many, leaving no doubt that this community created work of the highest caliber. The kindness, generosity, and support shared among members made it a community in the truest sense of the word, and one that we have loved being a part of for these past two years.

We wish we could have found a way to leave the site running for the benefit of the amazing folks who have made JPG what it is, and we have spent sleepless nights trying to figure something out, all to no avail. Some things you may want to do before the site closes:

- Download the PDFs of back issues, outtakes, and photo challenge selections. We'll always have the memories! www.jpgmag.com/downloads/archives.html
- Make note of your favorite photographers. You may want to flip through your favorites list and jot down names and URLs of some of the people you'd like to stay in touch with. You may even want to cut and paste your contacts page into a personal record.
- Catch up with your fellow members. Our roots are in this humble flickr forum and we recommend going back to find fellow members, discuss the situation, or participate in another great photo community. www.flickr.com/groups/jpgmag/
- Keep in touch. This has always been much more than just a job to each of us, and we'll miss you guys! We'll be checking the account jpgletters@gmail.com in our free time going forward. We can't promise to reply to every email (since we'll be busy tuning up our resumes) but we'd love to hear from you.
- Stay posted. Although the magazine is ceasing publication, we'll be updating you on what's happening with your subscription early next week.

We're soggy-eyed messes, but it is what it is. At that, JPGers, we bid you goodbye, and good luck in 2009 and the future.

Laura Brunow Miner
Editor in Chief

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO





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ANO NOVO, VIDA NOVA!
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Como seria bom que o novo ano de 2009 nos trouxesse realmente uma vida nova. As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal. A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.
O nosso país não cresce há mais de dez anos, todos os números são maus, todos os indicadores estão no fundo da Europa, excepto claro, os que o governo lê ou quer ler, e nos impinge quase diariamente, numa lavagem cerebral digna do melhor vendedor da banha da cobra.
Temos por isso de mudar o rumo que Portugal e os Portugueses estão a levar, e isso está nas nossas mãos. Vamos usufruir este ano, de três eleições, e nelas poderemos fazer alguma diferença, se quisermos.
Para este novo ano, quero levar só as boas recordações, infelizmente poucas, não querendo mais, das outras que me fizeram viver com ódio e raiva, com lamentações e queixas, com azedume e mal estar. Queria que dentro de mim, em 2009, só existissem pensamentos positivos, facto que eu sei ser utópico, mas que quero tentar vir a ter diariamente. O dia a dia do meu país, não mo vai deixar, com os problemas que ainda irão continuar a existir, e com os outros que virão a ser criados todos os dias, pelo que terei, com assiduidade, de me insurgir, na esperança de que essa minha reacção possa levar a alguma mudança positiva.
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Um bom Ano de 2009 para todos!

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JM
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cavaco Silva promulga e...

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... E se calhar não deveria ter promulgado. A desculpa de ter jurado cumprir a constituição, não é suficiente para este desfecho.
No braço de ferro com o governo da república e com o governo regional dos Açores, o Presidente perdeu.
Nunca deveria ter aceitado que a sua autoridade fosse posta em causa.
O que lhe aconteceria se não tivesse promulgado o diploma? Despediam-no?
Face ao tom do discurso que proferiu, explicando as suas razões, não deveria ter restado mais nada ao Presidente, que não fosse a dissolução da Assembleia da República, muito embora isso pudesse ser do agrado de Sócrates.
Está criado um grave conflito institucional, e nunca mais serão as mesmas as relações entre a Presidência da República e o governo.

Daqui a menos de dois dias, teremos a tradicional mensagem de Ano Novo do Presidente.
Será que Sócrates vai começar já a arrepender-se de ter cantado vitória, e de ter enredado Cavaco Silva nestes jogos de poder? Foi a vitória de Sócrates uma vitória Pírrica? Vai o Presidente emendar a mão e mostrar a coragem que lhe faltou hoje? E o maior partido da oposição, quando começará a pagar pelo facto de ter votado a favor antes e de se ter abstido na última votação, e ainda de ter autorizado o voto favorável dos dois deputados açorianos e permitir assim os dois terços necessários à confirmação, embora e apesar das imensas críticas?
Logo veremos no que isto vai dar, mas o Presidente errou pela falta de coragem para o confronto total.



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JM
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A GRIPE !

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A GRIPE!

O país ficou estupefacto com este surto de gripe.

O país não estava preparado para tal.

Os hospitais ficaram repletos.

As esperas nas urgências dos hospitais chegaram em alguns casos às vinte horas.

Não se admite!

O país parou!

E o que fazem os responsáveis pela saúde em Portugal? Apelam ao auto-diagnóstico e à auto-medicação (vá à farmácia ou tome o que tiver em casa), vão-nos dizendo para não ir-mos aos hospitais, que lá só se apanham infecções e ainda ficamos pior, ou pomos os outros em pior estado, ou ainda mais grave, tiramos a vez aos casos realmente urgentes, e que o melhor, em casos mais graves, será dirigirmo-nos aos Centros de Saúde.

Mas, como sei eu o estado de doença em que estou? Como sei eu se tenho uma “simples” gripe (ainda há quem morra disso), ou uma pneumonia ou outra coisa qualquer? Como sei eu se é grave ou não.

Desde há dias que a comunicação social nos tem massacrado com estas notícias, começando e acabando os telejornais com as mais variadas queixas e reparos, fazendo programas inteiros sobre o assunto.

Mas no fundo será mesmo assim, como se tem dito e ouvido?

Qual a aprendizagem que a população teve, para que não entre em pânico à mínima constipação e se limite a dirigir-se ao C.S. ou à farmácia?

Na realidade, o que faltou foi planificação, com a maior parte do pessoal dos hospitais, em férias de Natal e portanto sem capacidade para um afluxo anormal de atendimento, e também, mas mais importante que isso, com a falta de médicos de família nos Centros de Saúde (onde em muitos casos é necessário ir para a porta de madrugada para poder ter direito a uma consulta, e muitas vezes se não consegue). Por outro lado, se se estiver doente com gripe, e por isso incapacitado para trabalhar, só uma instituição pública como o hospital, está habilitada a passar o respectivo atestado médico para entregar à entidade patronal. Convém também não esquecer, que a maior parte da população que, nestes casos, recorre aos hospitais, se não mesmo a totalidade, não tem capacidade económica para chamar um médico particular.

Onde ir então, se não for ao hospital?


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JM

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também "postado" no blogue "CLUBE DOS PENSADORES"

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A LINHA DO TUA, AINDA!

A LINHA DO TUA!

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A linha do Tua é a ferrovia que inicialmente ligava a Foz do Tua à cidade de Bragança, mas que agora apenas faz a ligação entre Carvalhais, Mirandela e Cachão.
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A Avaliação de Impacte Ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro, tendo como principal ponto de discussão a cota da barragem e a submersão da linha ferroviária do Tua. A Declaração de Impacte Ambiental deverá ser emitida até 11 de Maio de 2009. Esta consulta pública, está escondida no tempo das festas de Natal e ano novo, e também num período de encerramento prolongado da linha, podendo apanhar os cidadãos um pouco desprevenidos e desmotivados.
A 17 de Janeiro vai ter lugar em Bragança um debate sobre esta linha férrea, e espera-se que saiam desse debate, soluções a propor a quem de direito.
A linha do Tua, memória do Douro, pode e deve também, representar o futuro desta região.
É de toda a maneira um crime, deixar que matem esta que é uma das mais belas linhas férreas do mundo. Ninguém em seu prefeito juízo, poderá permitir que uma parte do património do país, seja destruído, para que, um qualquer lucro comercial se obtenha. Este caso, que mostra à saciedade o desprezo a que as regiões e seus interesses são votadas por este governo, o que leva à questão da necessidade de uma regionalização, é um exemplo perfeito da tragédia em que se transformou no nosso país, tudo o que, tendo valor histórico e seja de utilidade económica regional, colida com algum outro interesse instalado ou a instalar. A situação que se verifica actualmente, só é normal em países subdesenvolvidos, e não nos que se querem na linha da frente do desenvolvimento.
Seja qual for a solução adoptada, só pode passar pela recuperação integral da linha, pela sua continuidade até Bragança (como já foi em tempos) e por um serviço de alta qualidade, estendendo-se também a recuperação a toda a rede ferroviária do Douro.
A regionalização política poderia de uma maneira séria levar-nos para soluções interessantes, desde que a visão dos políticos regionais fosse a de verdadeiros defensores da sua região.
Estando em apreciação um possível referendo local sobre este assunto, espera-se que dê frutos, e impeça a construção da barragem que, a ser construída, vai destruir esta beleza natural.

JM
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

I'VE GOT DREAMS TO REMEMBER

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OS MEUS SONHOS DE NATAL - A SENHORA MARGARIDA.

São sonhos velhos, os que tenho, com muitas saudades misturadas, de muitos Natais bem passados, com uma família enorme (sim, é verdade, pertenço aos felizardos que tiveram uma infância e adolescência felizes, e com uma família grande), com um avô paterno bonacheirão e amigo de comer bem, tias e tios e primos que enquanto o dinheiro não abundou, se mostraram sempre muito boas pessoas, e a felicidade de todos os anos, dormirmos (fomos durante muitos anos dezanove) de 24 para 25 em casa dos avós, todos juntos, numa alegria imensa.
A consoada, com toda a gente à mesma mesa, ou quase toda porque os mais pequenos ficavam numa mesa à parte por falta de espaço, era barulhenta, com todos a falar ao mesmo tempo, e muito alegre. Não havia espaço para o silêncio nem para a menos alegria. Ninguém abandonava a mesa sem autorização do meu avô, mas também ninguém queria, e o jantar durava muito tempo, sabendo todos nós de antemão, que no dia seguinte o almoço seria mais uma vez uma enorme festa.
Perto da meia-noite, os mais velhos iam assistir à Missa do Galo, enquanto os mais novos estavam já na cama, de olhos esbugalhados pela insónia provocada pala ânsia da chegada da manhã do dia seguinte e das prendas que cada um iria ter nessa altura.
Prendas, era uma para cada um, e que maravilhosa que essa prenda era. O primeiro a acordar ia ver se o Menino Jesus já tinha chegado e colocado as prendas nos sapatos que estavam em cima do fogão de lenha, e vinha avisar os outros. Cada um se entretinha a ver o que lhe tinha calhado e depois era a festa de mostrar aos outros e começar a brincar.
Mas as minhas saudades e os meus sonhos sobre os bons tempos, não se limitam à época de Natal. Lá em casa, havia duas pessoas mais, que eram como que da família; a srª Margarida e o sr Aurélio. Eram casados um com o outro e desde tempos imemoriais, trabalhavam para os meus avós. O sr Aurélio, homem bom mas muito reservado e pouco dado a manifestações, tratava de tudo o que dissesse respeito aos animais e ao campo e obedecia cegamente à mulher, e a srª Margarida, dava ordens sobre ordens ao marido e tratava das lides da casa e da cozinha. Nos últimos anos, já doente, era quase só da cozinha que tratava (e que bem que cozinhava), pois que tinha uma ajudante para os quartos. Eram, estes dois, para mim como uns segundos avós, principalmente ela, por quem eu, e todos os meus primos (éramos nove), tínhamos uma adoração enorme, que era correspondida em triplicado. Era a nossa conselheira, a nossa ouvinte, aquela a quem, quando era preciso dizer alguma coisa aos nossos pais ou avós e não havia muita coragem, nós confiávamos a diligência de o fazer, e tínhamos a certeza que o seria bem feito. Era a alma daquela casa! Depois da sua morte, nunca mais nada foi o mesmo.
A cozinha, razoavelmente grande, era o local por excelência do casarão, e a srª Margarida era a dona única daquele espaço. Lá nos reuníamos, fofocávamos, bilhardávamos, desfazíamos zangas novas ou antigas, contávamos anedotas, ouvíamos histórias de tempos idos, recebíamos ofertas de batatas ou couves tronchudas ou qualquer outro mimo, roubávamos batatas acabadas de fritar, e comíamos uns ovos estrelados (um dos meus mimos preferidos e que ela adorava oferecer) com um sabor tal, que por muito que tenha procurado, nunca mais na minha vida voltei a encontrar.
Nesta véspera de Natal, noite de consoada, voltei a lembrar-me desses tempos (a srª Margarida faleceu no início de 1991 e o sr Aurélio já há anos tinha morrido), da enorme falta que essa mulher me faz, e senti uma tristeza imensa, tanto pelas saudades desses tempos fabulosos, como pela impossibilidade dos meus filhos e sobrinhos crescerem com tanta qualidade, quanto a que nós tivemos.
Um bom e SANTO NATAL para todos, com a Avé Maria de Gounod.

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JM
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Há muita vida para além da crise



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Artigo de Manuel Serrão.
Leia "clicando" no título

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Em alta velocidade para o abismo

Em alta velocidade para o abismo



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Mais um óptimo artigo sobre o que se não deverá fazer em Portugal.
Leia, "clicando" no título.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

E ISTO LEMBRA-NOS QUEM?

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Hoje é dia de recordar o que é o populismo

Populismo quer dizer demagogia infrene, exploração das emoções, primarismo ideológico, culto quase messiânico do líder, cumplicidade activa com a comunicação social tablóide, espectacularização da política, atenção exclusiva ao curto prazo, desprezo pelas regras institucionais.

Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.

O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.

O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.

Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.

Quem se rende ao populismo não ama a democracia.

Augusto Santos Silva



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A MIM, LEMBRA-ME OS POLÍTICOS DO NOSSO GOVERNO (E TAMBÉM, E INFELIZMENTE OS POLÍTICOS EM GERAL), COMEÇANDO POR VER AQUI RETRATADOS O SR. SÓCRATES, PASSANDO PELO MINISTRO LINO (JAMAIS PARA OS AMIGOS) E OUTROS, E ACABANDO NO PRÓPRIO AUTOR DO TEXTO, AUGUSTO SANTOS SILVA.

NÃO HÁ NADA COMO A SINCERIDADE DOS NOSSOS GOVERNANTES, EM ESPECIAL NESTA ÉPOCA NATALÍCIA.

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JM

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RICHMOND

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AO REDOR DOS KEW GARDENS
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domingo, 21 de dezembro de 2008

CRÓNICAS LÁ DE FORA

CHRISTMAS CAROLS


Estava em Trafalgar Square, nos primeiros dias deste Dezembro, pelas 5 da tarde, já noite cerrada, depois de ter visitado a National Gallery of London, e de me ter deleitado com quadros magníficos de pintores não menos aclamados mundialmente, como Rembrandt, Monet, Picasso, Renoir, Van Gogh, só para referir os que sempre mais me impressionaram, e uma infinidade de outros.
De mão dada com minha mulher, olhava a estátua de Lord Nelson, quando reparei que aos pés da coluna, e nas costas do Vice-Almirante estava um presépio rodeado a cerca de alguns metros por uma barreira metálica e com algumas pessoas encostadas.
Curiosos aproximamo-nos!
Ao longe ouvia-se, vindo do meu lado esquerdo, música, e entrevejo uma espécie de pequeno cortejo, com uma fanfarra a meio. À frente um padre e alguns acólitos. Dirigia-se a nós, com o “ministro” a comandar.
Olho à minha volta, pessoas de todas as idades, desde crianças a velhos muito velhos, esperavam calmamente. Um dos acólitos distribuiu uns panfletos, e quase todas as pessoas aceitaram.
Ainda não imaginava o que se estava a passar. O frio era de rachar, menos de zero graus seguramente, e toda a gente com ar de satisfação.
Em tudo parecido com algumas coisas que já antevira no meu país, organizado pelos padres locais lá pelas aldeias. Estava com dúvidas sobre se ia haver uma míni missa campal ou qualquer coisa do género.
Só quando vi algumas pessoas, poucas, a persignarem-se, entendi que a religião era a Anglicana. Mas como se parecia com a minha, Católica Romana. Diziam as mesmas coisas e de maneira muito semelhante, embora com menos carga de seriedade (mais tarde assistimos na catedral de St Paul´s a uma lição de catequese sobre o nascimento de Cristo, e com a excepção de uma certa liberdade de linguagem, nada vimos de diferente do que aprendemos).
Depois de uma curta prelecção, deram início à cerimónia, que era nem mais nem menos que cantar os Christmas Carols.
Todas as várias centenas de pessoas presentes cantavam (aos poucos o espaço encheu), num coro de vozes muito afinadas. O folheto que tinham distribuído no início tinha as letras para os menos avisados como eu.
O espírito natalício tinha invadido e de que maneira toda a gente.
Nunca na minha vida me tinha apetecido tanto cantar. Senti-me comovido, muito comovido!
A comunhão entre os presentes era total.
Não senti nenhuma diferença, antes pelo contrário, por estar entre cristãos "diferentes" de mim. Éramos todos iguais. Todos com o mesmo Cristo no fundo dos nossos corações, e o desejo de paz no mundo muito enraizado.
Acabado o canto, senti-me leve, com um quentinho na alma, em paz com o mundo e muito, mas muito mais feliz.
Abençoada época natalícia.


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JM
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sábado, 20 de dezembro de 2008

O MENINO JESUS


AS PRENDINHAS DO MENINO JESUS

Com a aproximação do Natal e do fim de ano, e como seria de se esperar, tudo começou a acalmar.

O menino Jesus chegou uns dias mais cedo e começou a dar umas prendinhas à moda antiga, ou seja, poucas, que a vida não está para brincadeiras, e sem permitir a intromissão do senhor de vermelho e barbas brancas, que bem lá no fundo é um mãos largas.

Assim, (Ele, Ele mesmo sem tirar nem pôr) ofereceu à grande maioria dos portugueses a possibilidade de esquecer o linguajar do sr Nogueira, e o podermos verificar que os srs professores se acalmaram durante as férias como é de seu legítimo direito.

Ofereceu aos alfacinhas o retornado e reaparecido Santana, com o apoio da presidente do PSD e de alguns dirigentes do partido (que não todos, longe disso), para que possam verificar que não há duas sem três.

Entendeu dar aos portistas a alegria de vencerem o grupo e continuarem a sonhar com o taça dos campeões, com a taça de Portugal e com o campeonato.

Aos benfiquistas castigou-os, não lhe dando os oito golitos nem o empate dos outros, de que tanto pareciam necessitados para que o Flores podesse medrar, mas deu-lhes um tento na própria baliza.

Mostrou a todo o mundo que não se pode querer tudo, o mundo e ainda mais, como fez o sr Madoff, ou como o fizeram em escala pequenina, mas enorme aos nossos olhos, os nossos administradores do BPP, do BCP, do BPN e outros, pois que a justiça divina pode tardar mas não falha.

Resolveu dar um castigosito ao sr Presidente da República, por causa de ter andado durante muito tempo a apaparicar o governo, e fez com que o PCP votasse favoravelmente os estatutos dos Açores, e mesmo que não tivesse feito qualquer diferença, que o PSD se tivesse abstido (o que para muita gente se não entende muito bem, uma vez que havia muitos deputados adeptos do voto contra).

Ajudou-nos a todos com a descida ininterrupta do preço do petróleo, muito embora a descida dos preços no consumidor final, das gasolinas e do gasóleo, não tenha acompanhado como deve ser essa descida.

E lá nos foi dizendo com palavras mansas de compaixão, que deveremos aproveitar ao máximo estes dias de bonança, que podemos estar descansados que nada vai mudar, que este ano foi muito mau, mas que o próximo, que já está a muitos poucos dias de chegar, ainda vai ser pior, e esta acalmia não é mais que uma prendinha de Natal do Menino Jesus antes da chegada da tempestade.



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JM

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

P. S. L.

P. SANTANA LOPES

Cá está ele, de novo na ribalta de onde em boa verdade nunca terá saído.
Pela voz de Castro Almeida, que não conseguiu engolir o sapo todo de uma vez e ao contrário do que deveria fazer, uma vez que a capital deveria ter prioridade, referiu a candidatura à câmara de Braga antes da candidatura à de Lisboa, soube-se o que já se sabia, que Pedro Santana Lopes seria o candidato do PSD às próximas eleições a efectuar lá para o quarto trimestre do próximo ano.
O emotivo e apaixonado político, combativo como nenhum outro, amado por uns e odiado por outros tantos, recebeu o apoio inequívoco das mesmas pessoas que dentro do seu partido o vilipendearam, numa reviravolta notável, e o desagrado e até reacções desajustadas de alguns outros que, de dentro do mesmo PSD, continuam a não lhe perdoar a obra feita, a popularidade e a competência.
Na verdade este homem mete medo a muita gente.
Não há nada que o derrube de vez, sabe falar e sabe do que fala, é lutador, é corajoso e com opiniões vincadas, é competente e não pára quieto. É popular, tem obra conhecida e reconhecida, tendo tudo para derrubar o actual presidente da câmara de Lisboa, que não terá o perfil adequado para o cargo que ocupa.
Dos seus adversários, os que por certo se vão recandidatar, andam já nervosos e inquietos pois que é mais que provável que tenham que passar a ser oposição, os outros, os do seu próprio partido, andam também e da mesma maneira, nervosos e inquietos, pois que mais uma vez o homem ressurge e traz com ele, mais uma vez, uma candidatura com capacidade ganhadora.
As reacções de uns e de outros não deixam de ser tristes e ao mesmo tempo divertidas. Para tal entendimento, bastará que as pessoas queiram deleitar-se com as motivações que as provocam.

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JM
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O SENHOR MINISTRO

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O ministro das Finanças admitiu que, no limite, o Governo pode vir a retirar as garantias que deu à banca se as instituições não fizerem chegar o crédito às empresas.

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Mas agora o governo, para conseguir alguma coisita, já faz chantagem com os bancos?
E é assim? Publicamente? Com ameaças? Através da comunicação social?
Até onde será possível descer, atirando a culpa para cima de outros, para captar votos?
Por certo que a culpa é minha , que não entendo nada disto!

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JM
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O MUNDO ESTÁ MUDADO, QUEM VAI OUSAR FESTEJAR?

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QUEM VAI OUSAR FESTEJAR?

Todos os anos, de todos os que me lembro, e de todos os outros de que ouço falar, o mês de Dezembro traz com ele a festa da esperança. Começa com a preparação do Natal e termina com uma festa imensa, na qual se enterra o ano velho e se saúda alegre e ruidosamente a chegado do ANO NOVO.
Durante este mês, o último de cada ano, vão-se revendo tradicionalmente as tristes histórias do dia-a-dia do ano que está prestes a acabar, falando-se intensamente do que correu mal e fazendo votos para uma melhoria significativa no ano que está quase a nascer.
E este ano, como vai ser?
Toda a gente diz que o ano de 2008 foi horrível, que nunca houve ano pior que este nas memórias dos mais velhos e por aí fora num chorrilho de lamentações, e desgraça das desgraças, o ano de 2009 vai ser ainda pior. E não é só toda a gente que o diz, também os senhores que supostamente nos governam o dizem, sem papas na língua nem temor de desmentidos.
Assim sendo, que raio de festa vamos nós fazer no dia 31? A que desejos de melhoria vamos brindar no momento de abrir o vinho espumoso? Quem vai ter coragem de dançar e contar com alegria e muito ruído os segundos últimos deste ano, gritando de alegria no final das doze badaladas, sabendo que vamos para pior? Que pedidos iremos fazer ao comer cada uma das doze passas, se não adianta nada e a luz do túnel insiste em estar apagada?
No fundo, quem vai ter alento e coragem para festejar?

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JM
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VOLTEI !

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De novo por cá !

Voltei, cansado mas satisfeito. Senti saudades. Afinal meio mês são muitos dias.
As minhas férias, há muito tempo esperadas, preencheram todas as minhas expectativas. Fiquei com sentimentos contraditórios sobre tudo o que vi e senti.
No fim de toda a minha visita, descobri que afinal (mas isto eu já sabia) a minha terra, a minha região, a minha cidade, o meu país, são do melhor que o mundo tem (esta a melhor das conclusões).
No local por onde andei, a redescobrir o que já quase esquecera, vi monumentos maravilhosos, coisas novas, lugares lindos e pessoas diferentes.
Vi também vida stressada, correrias, empurrões, gentes de todas as cores e credos, cheiros diferentes e esquisitos, tudo numa amálgama tremenda e inquietante. Muito mais de metade das pessoas com que me cruzei eram emigrantes, que tentavam ter uma vida melhor. Muito mais de metade das pessoas que vi ou ouvi, falavam a sua língua nativa e não a do país de acolhimento. Na realidade, poucas vezes se ouvia falar correctamente. Em todo o lado o sotaque muito arrevesado era notório, e facilmente se tornava difícil sermos entendidos, apesar de (sem modéstia) falarmos a língua do país quase sem sotaque. Com frequência tínhamos de repetir uma e outra vez o que dizíamos, pois que o interlocutor era estrangeiro como nós, e entendia mal a língua universal.
Por todo o lado, milhões de pessoas viviam acotoveladas, empurrando-se umas ás outras no intuito de chegarem mais à frente ou em primeiro lugar. Os cheiros das mais variadas comidas, referentes às mais variadas e diferentes culturas das pessoas que por lá vivem, confeccionadas em lojecas à borda das ruas rente aos passeios por onde temos de passar, nem todos bons, ou mesmo quase todos maus, invadiam-nos e viviam constantemente connosco, por todo o lado.
Aos poucos, as saudades da minha terra, do meu Porto, foram-me invadindo. Os quase quinze anos que levara desde que tinha ido àquela terra pela última vez, e que me fizeram esquecer o que de mau ela tem por causa dos milhões que lá vivem, desapareceram como que por magia, e foi como se lá tivesse estado no mês anterior. Fiquei de novo vacinado para mais quinze anos. No entanto a cidade é linda e maravilhosa, e, claro, digna de ser visitada uma e outra vez. Fiquei foi "cheio" das pessoas que lá vivem! E vivem lá tantos como os que vivem em todo o meu país, naquele espaço do tamanho da área metropolitana do Porto ou talvez um pouco maior. No entanto, se nos afastarmos dos centros mais conhecidos ou dos locais mais visitados, os cheiros maus desaparecem e os empurrões também, e a maravilhosa cidade reaparece. E há coisas lindas para serem vistas e apreciadas. E se, por fim, sairmos da cidade grande e vaguearmos por aquele grande país, descobrimos então todo o maravilhoso mundo que ele nos pode mostrar.
Os últimos dias ficaram muito compridos, e o desejo de voltar à calma e ao rame-rame dos meus dias na minha cidade, foi crescendo.
Já cá cheguei, depois de cerca de duas horas de voo, e cheio de vontade de, nas minhas próximas férias, ir para fora cá dentro.
Agora, hoje, vou dedicar-me a ler e apreender o que se passou no meu país nestas duas semanas. Se calhar está tudo cada vez mais na mesma.


JM
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