No próximo dia 22 de Janeiro,5ªfeira, pelas 21.30h, terá lugar no Clube Literário do Porto, a quarta reunião da Associação de Cidadãos do Porto, que terá a seguinte agenda:
.
.
Convite à mobilização para a defesa do Aeroporto
.
.
I AM, ... I KNOW I AM, ... THEREFORE I AM, ... AT LEAST I THINK I MUST BE ... I THINK !
Há algo em José Sócrates que detesto. Às vezes pergunto-me o que poderá ser. Diferenças ideológicas? Algumas, mas não as suficientes para este sentimento negativo. Divergências políticas? Idem, aspas aspas. Felizmente há um debate quinzenal no Parlamento para me recordar as razões do meu asco: aquele estilo de bazófia permanente - zombando dos adversários políticos, desdenhando todas as questões, insistindo na piada fácil e recorrendo ao dedo em riste como se fosse pôr o Parlamento todo na ordem - é simplesmente insuportável. Sócrates caracteriza-se por uma arrogância absoluta, que traduz afinal um tremendo desprezo pelo debate político e pela discussão de ideias. Como pessoa, dá-me pena. Como cidadão, revolta-me.
.
AS FRASES DA M….!
Vá-se lá saber porquê, dei por mim a visitar na Net o “The Art Museum Toilet Museum of Art”. Por lá se encontram as fotografias das mais variadas casas de banho dos museus mundiais. Desde a mais banal à mais moderna e à mais sofisticada, por lá as vamos apreciando.
Enquanto as via, lembrei-me das maravilhosas (pelo uso que permitiam e pelos ensinamentos que nos davam) retretes públicas que existiam, e algumas ainda existem, cá pela cidade, e que em tempos idos eram muito frequentadas pelos meus concidadãos. Havia sentinas, em catacumbas no meio da Avenida dos Aliados e no túnel para peões frente à Igreja dos Congregados, havia-as na praia do Molhe e na praia de Gondarém bem viradas para o mar, no meio do Jardim do Passeio Alegre e noutros lugares, todas elas com empregados que procediam à limpeza (sempre imaculadamente limpas) e cobravam entrada (na altura era de cinquenta centavos), um homem para a secção dos homens e uma mulher para a secção das mulheres, onde eles liam o jornal e ouviam um velho rádio a pilhas e elas faziam crochet ou malha, e também mictórios espalhados por muitas ruas do Porto. A juntar a estas, havia também algumas casas de banho públicas, onde se podia tomar um banho completo, havendo ainda uma que funciona em frente à Praça 24 de Agosto. Também as escolas, as universidades, os estádios de futebol, os cafés e restaurantes, os museus e em geral todos os edifícios públicos, tinham para uso dos seus frequentadores vários urinóis e casas de banho.
Nessas retretes, com um design extremamente válido do mais banal que podia haver, com azulejos, portas, e sanitas e urinóis de tamanhos e alturas diferentes, e demais materiais, todos brancos, havia nas que eram mais evoluídas ou pertencentes a espaços mais nobres, máquinas para venda de escovas e pastas de dentes (máquinas essas já desaparecidas para dar lugar a máquinas para venda de preservativos), e havia e ainda hoje há, inscrições de todo o género e feitio, sobre as mais variadas coisas. No entanto, enquanto hoje o que se pode ler nas sentinas, em especial na parte designada para os homens, quase se limita a nomes de mulheres e seus números de telefone, por vezes com uma ou outra descrição de serviços que prestam e com observações asquerosas baixas e repugnantes, anos atrás, encontravam-se comentários e declarações sobre a intolerância, sobre o racismo, sobre sexo, e até sobre política e religião. Encontravam-se com frequência, frases profundas, pensamentos, queixas, juras de amor eterno, poesia, mensagens com destinatário, informações económicas e financeiras, datas a testemunhar a presença de um qualquer frequentador, tudo o que debaixo de anonimato espelhava o quotidiano citadino. Muitos adolescentes daquela altura, aprenderam os factos da vida pela leitura das frases escritas nas portas e nas paredes das sentinas públicas.
Hoje, perdeu-se o prazer de visitar as casas de banho públicas, onde, no meio de uma qualquer dificuldade momentânea, sempre um sorriso nos aflorava os lábios por via da leitura dos comentários e sugestões que alguém bem intencionado lá deixara.
.
JM
.
(O Primeiro de Janeiro, 15/01/2009)
.


QUE GENTINHA!
.
O TC (Tribunal de Contas) chumba as contas dos dois primeiros anos de Pedro Santana Lopes na autarquia de Lisboa.
Chumba agora, em Janeiro de 2009, no ano de eleições para a Câmara e quando se sabe que PSL é o candidato à presidência da mesma, apoiado pelo seu partido.
Ora os dois primeiros mandatos foram em 2002 e 2003!!!
Como é isto possível, SETE anos depois, e depois de o homem ter sido Primeiro Ministro e ter sido Presidente do PSD, Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Candidato derrotado a Primeiro Ministro, Candidato derrotado a Presidente do PSD, e mais importante, depois de, já ter havido entretanto dois Presidentes da Câmara de Lisboa. Estaremos já em plena campanha eleitoral, onde tudo se pode dizer e fazer?
Felizmente o povo da capital saberá por certo separar o trigo do joio, e acabará por votar na pessoa certa, a que realmente tem obra feita na cidade, e mais não tem porque na altura lhe instauraram processos atrás de processos, providências cautelares etc., que atrasaram todas as obras em curso ou em vias de, e não teve tempo para mais.
Estou desgostoso. O meu País continua a cansar-me, com gentinha desta a governar-nos.
.
JM
.



EU GOSTAVA DE SER ORIGINAL, MAS…
… Infelizmente não posso dizer mais ou melhor que o que toda a população de Portugal diz, e um meu grande amigo se não cansa de repetir, por esses cantos e esquinas:
- Desta vez é que vai ser, depois das eleições deste ano, três, tudo vai melhorar, o ensino, a educação, a saúde, a economia, e mais…;
é só esperar para ver!
Agora que estamos oficialmente em recessão, poderemos descansar. Já não há a necessidade de inventar desculpas para a nossa desgraça, nem culpas alheias para justificar o evidente. Já somos (na parte das desgraças), iguaizinhos aos outros, como se adivinhava, e eles sempre estiveram muito melhores que nós, mais evoluídos e mais à frente em todos os domínios, pelo que agora é que estamos realmente no pelotão pricipal.
O nosso Primeiro já tem vindo a recuar nas suas afirmações, de que estávamos todos bem e que a recessão ia passar-nos ao lado e que o orçamento para o ano de 2009 era o melhor do mundo, e percebeu que mais valia deixar de bater no ceguinho e andar a enganar, desta forma, a gente (mistificando, modificando a verdade ou dizendo meias verdades e negando evidências), como se fossemos uns mentecaptos, e passou a tentar enganar-nos de outra, vestindo a capa de bom governante, que é como quem diz, mostrando a sua faceta de não arrogância, de muita compreensão, de assunção dos reais problemas do país, de necessidade de rever o orçamento, etc., etc., etc., sendo que, uma ou outra postura consoante as necessidades do momento, a sua maneira de estar na vida pública, sendo a sua bitola os seus interesses pessoais, que nesta altura se medem pelo número votos a receber este ano. Encetou já uma fuga para a frente, ao pedir, com muitos meses de adiantamento, uma maioria absoluta. Claro que ainda se não sabe quando essas eleições irão ser, que isto das datas ainda vai dar muito que falar e escrever, e as surpresas anunciadas, como espertezas saloias de antecipação de uma das eleições ou outras, podem ainda acontecer.
Eu gostaria de ser original, mas está já tudo escrito, em muitos casos bem, e não há nada a inventar, por muito que o nosso Primeiro tente.
.
JM
.

Como seria bom que o novo ano de 2009 nos trouxesse realmente uma vida nova. As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal. A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.
A GRIPE!
O país ficou estupefacto com este surto de gripe.
O país não estava preparado para tal.
Os hospitais ficaram repletos.
As esperas nas urgências dos hospitais chegaram em alguns casos às vinte horas.
Não se admite!
O país parou!
E o que fazem os responsáveis pela saúde em Portugal? Apelam ao auto-diagnóstico e à auto-medicação (vá à farmácia ou tome o que tiver em casa), vão-nos dizendo para não ir-mos aos hospitais, que lá só se apanham infecções e ainda ficamos pior, ou pomos os outros em pior estado, ou ainda mais grave, tiramos a vez aos casos realmente urgentes, e que o melhor, em casos mais graves, será dirigirmo-nos aos Centros de Saúde.
Mas, como sei eu o estado de doença em que estou? Como sei eu se tenho uma “simples” gripe (ainda há quem morra disso), ou uma pneumonia ou outra coisa qualquer? Como sei eu se é grave ou não.
Desde há dias que a comunicação social nos tem massacrado com estas notícias, começando e acabando os telejornais com as mais variadas queixas e reparos, fazendo programas inteiros sobre o assunto.
Mas no fundo será mesmo assim, como se tem dito e ouvido?
Qual a aprendizagem que a população teve, para que não entre em pânico à mínima constipação e se limite a dirigir-se ao C.S. ou à farmácia?
Na realidade, o que faltou foi planificação, com a maior parte do pessoal dos hospitais, em férias de Natal e portanto sem capacidade para um afluxo anormal de atendimento, e também, mas mais importante que isso, com a falta de médicos de família nos Centros de Saúde (onde em muitos casos é necessário ir para a porta de madrugada para poder ter direito a uma consulta, e muitas vezes se não consegue). Por outro lado, se se estiver doente com gripe, e por isso incapacitado para trabalhar, só uma instituição pública como o hospital, está habilitada a passar o respectivo atestado médico para entregar à entidade patronal. Convém também não esquecer, que a maior parte da população que, nestes casos, recorre aos hospitais, se não mesmo a totalidade, não tem capacidade económica para chamar um médico particular.
Onde ir então, se não for ao hospital?
.
JM
.
também "postado" no blogue "CLUBE DOS PENSADORES"
.

![]() |
Populismo quer dizer demagogia infrene, exploração das emoções, primarismo ideológico, culto quase messiânico do líder, cumplicidade activa com a comunicação social tablóide, espectacularização da política, atenção exclusiva ao curto prazo, desprezo pelas regras institucionais.
Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.
O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.
O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.
Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.
Quem se rende ao populismo não ama a democracia.
Augusto Santos Silva
.
A MIM, LEMBRA-ME OS POLÍTICOS DO NOSSO GOVERNO (E TAMBÉM, E INFELIZMENTE OS POLÍTICOS EM GERAL), COMEÇANDO POR VER AQUI RETRATADOS O SR. SÓCRATES, PASSANDO PELO MINISTRO LINO (JAMAIS PARA OS AMIGOS) E OUTROS, E ACABANDO NO PRÓPRIO AUTOR DO TEXTO, AUGUSTO SANTOS SILVA.
NÃO HÁ NADA COMO A SINCERIDADE DOS NOSSOS GOVERNANTES, EM ESPECIAL NESTA ÉPOCA NATALÍCIA.
.
JM
.
CHRISTMAS CAROLS
AS PRENDINHAS DO MENINO JESUS
Com a aproximação do Natal e do fim de ano, e como seria de se esperar, tudo começou a acalmar.
O menino Jesus chegou uns dias mais cedo e começou a dar umas prendinhas à moda antiga, ou seja, poucas, que a vida não está para brincadeiras, e sem permitir a intromissão do senhor de vermelho e barbas brancas, que bem lá no fundo é um mãos largas.
Assim, (Ele, Ele mesmo sem tirar nem pôr) ofereceu à grande maioria dos portugueses a possibilidade de esquecer o linguajar do sr Nogueira, e o podermos verificar que os srs professores se acalmaram durante as férias como é de seu legítimo direito.
Ofereceu aos alfacinhas o retornado e reaparecido Santana, com o apoio da presidente do PSD e de alguns dirigentes do partido (que não todos, longe disso), para que possam verificar que não há duas sem três.
Entendeu dar aos portistas a alegria de vencerem o grupo e continuarem a sonhar com o taça dos campeões, com a taça de Portugal e com o campeonato.
Aos benfiquistas castigou-os, não lhe dando os oito golitos nem o empate dos outros, de que tanto pareciam necessitados para que o Flores podesse medrar, mas deu-lhes um tento na própria baliza.
Mostrou a todo o mundo que não se pode querer tudo, o mundo e ainda mais, como fez o sr Madoff, ou como o fizeram em escala pequenina, mas enorme aos nossos olhos, os nossos administradores do BPP, do BCP, do BPN e outros, pois que a justiça divina pode tardar mas não falha.
Resolveu dar um castigosito ao sr Presidente da República, por causa de ter andado durante muito tempo a apaparicar o governo, e fez com que o PCP votasse favoravelmente os estatutos dos Açores, e mesmo que não tivesse feito qualquer diferença, que o PSD se tivesse abstido (o que para muita gente se não entende muito bem, uma vez que havia muitos deputados adeptos do voto contra).
Ajudou-nos a todos com a descida ininterrupta do preço do petróleo, muito embora a descida dos preços no consumidor final, das gasolinas e do gasóleo, não tenha acompanhado como deve ser essa descida.
E lá nos foi dizendo com palavras mansas de compaixão, que deveremos aproveitar ao máximo estes dias de bonança, que podemos estar descansados que nada vai mudar, que este ano foi muito mau, mas que o próximo, que já está a muitos poucos dias de chegar, ainda vai ser pior, e esta acalmia não é mais que uma prendinha de Natal do Menino Jesus antes da chegada da tempestade.
.
JM
.
P. SANTANA LOPES
Χαρακτηριστικά
属性