quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VAGA DE FRIO


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Ainda mal chegou o Outono e já aí está a primeira vaga de frio na nossa "querida" Capital.

POR FAVOR:
ONDE VÊM O Nº 8, LEIA-SE 10
(OS PROBLEMAS COM O FRIO, ADENSARAM-SE NOS ÚLTIMOS DIAS)
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sábado, 25 de setembro de 2010

A NOTÍCIA VEIO ASSIM, NO AVENTAR

Assim reza o press:
José Magalhães nasceu no Porto em 1952. Escreve e fotografa desde a adolescência.
Fez diversas exposições de fotografia, colectivas e individuais, em inúmeras cidades portuguesas (Porto, Braga, Coimbra, entre outras) e chega agora à Maia onde vai apresentar um conjunto de dezasseis trabalhos fotográficos intitulados “Imagens e Bocados”.
A exposição estará patente no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, a partir de hoje 25 de Setembro, data da sua inauguração (pelas 21h30). A entrada é livre.
Pois, mas agora vamos falar de um amigo. O José Magalhães é meu companheiro de blogosfera aqui no Aventar e um tipo cinco estrelas. Como se tal não fosse pouco, ainda consegue ser um fotógrafo e peras! Ele diz que é amador. Pois. Amador? Não! Quem consegue fotografar o Porto como ele o faz não é amador. É um Poeta.
Eu vou lá estar. Orgulhoso por o contar entre os meus amigos.

Fernando Moreira de Sá

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E EU INCHEI DE ORGULHO E FELICIDADE POR TER UM AMIGO ASSIM, QUE DIZ COISAS TÃO BONITAS

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

HULK, O MAIOR - Os Golos do Sporting e do Porto

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FCPORTO 4- GENK 2
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Três golos de Hulk*, maravilha! E o Porto começou a perder, dando depressa a volta ao resultado.
O Sporting também se apura goleando.

*- Flores de Hulk para Alycia - Leia no AVENTAR

OS GOLOS: (Ver em Ler Mais)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

GRANDE JOGO (resumo do jogo)

resumo do jogo).
BRAAAAAAAAAAGAAAA
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Grande jogo do SPBraga que conseguiu um feito histórico. Não só ganhou onde nenhuma outra equipa ganhou, como conseguiu entrar na Liga dos Campeões. Fantástico. O sonho Minhoto, realizou-se.
Lima, enorme com três golos.
Hoje, sem dúvida nenhuma, sou ARSENALISTA.
O Braga ganhou de uma vez por todas o estatuto do quarto grande do futebol Português.
Parabéns Domingos!

OS GOLOS: (ver em ler mais)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

INDA LEBAS NO FOCINHO

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NUM TÁS CALADINHO? VAIS LEBAR NO FOCINHO
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Foi assim, oferecendo pancada, com toda esta ligeireza e a boa educação que se verifica, que um grupo de militares ou ex-militares ou qualquer coisa militar e/ou reformados falou, e ameaçou o escritor António Lobo Antunes, que por razões de segurança não apareceu onde era esperado no fim de semana. O escritor ficou com receio de levar uns sopapos de um grupo de gajos valentes que se querem juntar para irem ao focinho a um outro gajo que está sozinho e se limita a dizer o que pensa.
Tenho de começar por dizer que gosto muito de ler Lobo Antunes, a quem não tenho o prazer de conhecer.
Devo acrescentar que, a exemplo da maior parte da população masculina nascida até ao começo da segunda metade do século vinte, exceptuando claro os refractários e os desertores que na sua maioria são hoje heróis, fiz a tropa. Para além de a ter feito, pertenço ao grupo dos militares que, em serviço, tiveram acidentes e ficaram com alguma deficiência.
A notícia vem no Expresso. Nela, na notícia, dizem que ficamos também a saber quais os termos em que os ditos militares se dirigiram ao escritor. Parece que lhe chamaram "bandalho" e "atrasado mental", e apesar disso quererão processá-lo por injúrias e difamação (?!?!?!)
Ouvida a notícia, que a não li, oferece-me dizer que não conheço os militares, conheço o que todos conhecemos do escritor, ouvi ainda falar de outros termos nada abonatórios que os ditos militares usaram para se dirigirem a Lobo Antunes, e não sei o que terá dito o homem de tão grave para merecer tão inusitada reacção. Pelo que ouvi, não acredito minimamente que os actos que ele parece ter relatado tenham alguma veracidade, mas sei que ao terem esta atitude, os senhores reformados, ou lá o que sejam estes militares, perderam toda a razão e colocaram toda a gente do lado de lá da barricada que construíram.

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domingo, 22 de agosto de 2010

FCPORTO 3 - BEIRA MAR 0 ... OS GOLOS

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PRIMEIRO CLASSIFICADO DA LIGA
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Segunda vitória do FCPorto na liga. A par do Nacional da Madeira, no primeiro lugar.
Parece que ninguém está a segurar este Porto, de fino recorte, com a defesa a melhorar a cada momento.
Um bom regresso ao Dragão.

OS GOLOS: (CLIQUE EM LER MAIS)

NACIONAL DA MADEIRA TORNA A VENCER

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DESTA VEZ FOI O BENFICA
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O Nacional da Madeira já leva duas vitórias em dois jogos disputados, tendo já marcado três golos. É agora primeiro, apenas podendo vir a ser igualado pelo FCPorto, já que os outros que também venceram na primeira ronda, empataram.
O Nacional está a jogar bem, e merece o primeiro lugar.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O RESULTADO ENGANA - Os Golos

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AI SE NÃO FOSSE O HELTON
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O FCPorto ganhou 3 a 0, mas se não fossem as defesas fantásticas do Helton, o resultado não seria por certo brilhante. Tudo correu bem ao FCPorto que já tem a eliminatória praticamente ganha.
Lamentavelmente a defesa é um enorme buraco que é preciso ser corrigido.

OS GOLOS DO JOGO:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

EXPLICAÇÕES, PRECISAM-SE

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AS CONCESSIONÁRIAS DAS SCUT QUEREM DINHEIRO
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O governo ainda não conseguiu implementar o pagamento de portagens nas Scut. A guerra entre os governantes e o País, promete durar.
Ora, como ainda não começamos todos a pagar, as concessionárias das ditas estradas, mandaram a conta ao governo.
A PROPÓSITO DE QUÊ? 
QUE NEGOCIATAS ANDARAM POR TRÁS DAS NEGOCIAÇÕES PARA A INTRODUÇÃO DE PAGAMENTO QUE NÃO VIRTUAL?
Por favor, alguém que me explique, que esta eu não entendo.

E SE FOSSEM GOZAR COM O C...

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GOVERNO NÃO SÓ NÃO POUPA COMO AINDA GASTA MAIS
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Eu sei que a crise é para todos e de todos os Portugueses. Sei-o eu e mais nove milhões de entre os meus compatriotas. Todos nós, estes muitos milhões, cortamos nas despesas, entregamos mais dinheiro ao Estado, vivemos preocupados com a falta de recursos do nosso governo, e aceitamos mais uma catrefada de sacrifícios que nos são pedidos ou mesmo impostos pelos governantes (nem dou exemplos, tantos são eles).
Depois, lemos os jornais e ouvimos as rádios e as televisões, e descobrimos que a crise é mesmo uma coisa séria. Tão séria e tão grande que nem dinheiro há para comprar o que já foi prometido há alguns anos, como por exemplo dotar os Bombeiros de mais e melhores meios para combater os fogos que lavram em todo o País, ou para comprar mais máquinas de desencarceramento para acudir às pessoas que ficam presas dentro dos automóveis em que seguiam no momento em que tiveram um qualquer acidente nas nossas estradas.
Convenhamos que é mau para todos, esta crise.
Mas agora, descobrimos que no ano passado o governo que nos (des)governa poupou dinheiro. Pelo que se houve dizer, até poupou muito, apesar de ter comprado umas quantas centenas de carros novos para os seus ministros e deputados e companheiros e amigos, esquecendo-se de comprar umas duziazitas de carros de combate a incêndios ou mais um ou outros avião ou helicóptero para o mesmo efeito, ou mesmo ter mandado limpar as matas que são de todos nós. Mas poupou, e isso é uma coisa boa.
E como uma coisa boa nunca vem só, resolveu, o governo, gastar este ano mais dinheiro do que poderia ou estaria autorizado pelo orçamento.
Os burros dos Portugueses ainda pensaram que esse dinheiro ia ser utilizado para as tais coisitas que são mesmo muito precisas e das quais já falei antes, mas não, o dinheirito poupado, os 546 milhões de euros, sim quinhentos e quarenta e seis milhões de euros, vão, ou foram para serviços que dependem directamente dos serviços dos senhores ministros, quase cem milhões, e o restante para as despesas de institutos públicos.
E se fossem gozar com.... a mãezinha deles?
Começo a pensar que a data de 9 de Setembro peca por tardia.

domingo, 15 de agosto de 2010

BRAGA, PORTO E ACADÉMICA, COMEÇAM COM VITÓRIAS - Golos do Benfica - Académica

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DOMINGOS, VILAS BOAS E JORGE COSTA
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Começaram os sucessos das eras portistas, antigos jogadores (agora treinadores) e actual treinador do FCPorto, com vitórias no primeiro jogo da Liga.
Abriu o Braga (Domingos) ao ganhar ao Portimonense, continuou o Porto (Vilas Boas) ao ganhar à Naval e agora a Académica a ganhar ao Benfica (Jorge Costa), na Luz. Só sucessos.
E há mais jogos para falar dos resultados, claro. Por exemplo o Paços de Ferreira também ganhou, assim como o Nacional e o V. Setúbal. Ainda falta o jogo do Olhanense com o Guimarães, mas esse jogo é só amanhã.
OS GOLOS:

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PRISÃO PERPÉTUA E TRABALHOS FORÇADOS A LIMPAR MATAS E A APAGAR FOGOS

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E O MESMO PARA OS SEUS MANDANTES
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A par das mais ignóbeis acções, a de incendiário merece nesta altura do ano, sempre e todos os anos, o mais veemente repúdio de toda a gente. Bem, de toda não, já que há muita gentinha que lucra enormemente com os incêndios e de entre essa, bastantes há, demasiados mesmo, que incentivarão outros para que os provoquem.
Também amiúde, um ou outro dos incendiários do nosso País, é apanhado. Uns com a boca na botija, vulgo em flagrante, e outros não. de uma maneira ou de outra, são considerados "alegados incendiários" e em pouco tempo andarão de novo em liberdade, para poderem continuar com as suas acções.
Em Portugal, os coitadinhos dos meliantes, mesmo os que tenham cometido o mais execrável dos crimes,

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O RAMADÃO QUE DEVERIA HAVER EM CADA UM DE NÓS

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Começa agora o mês sagrado do Islão.
Para nós, os que não somos Muçulmanos, o jejum alimentar é a parte mais visível do Ramadão. Durante este mês, os crentes não podem comer nem beber, entre outras coisas, entre o nascer e o pôr do sol, com honrosas excepções.
É um dos pilares do Islão, e serão cerca de dezasseis, as horas diárias de jejum.
Há porém uma parte escondida neste jejum, da qual nós, os que não somos Muçulmanos, não falamos.
Mas não são os fiéis que a escondem, somos nós que não a queremos ouvir. Talvez que não nos convenha.
É que o jejum não se limita a ser físico.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

À CAUSE DU CHALEUR, JE SUIS QUE JE NE PEU PAS

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Com tanta gente a falar a língua de Sartre, por aqui neste nosso rectângulo, durante estes meses de verão, vejam lá se eu não sei também falar Francês como debe de ser
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

OS NADADORES-SALVADORES QUE TEMOS

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NADADORES-SALVADORES, UMA ESPÉCIE DE TRABALHADORES SEM FORMAÇÃO ADEQUADA?
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Hoje, num dia de uma temperatura alta, diria mesmo, num dia escaldante, resolvi ir almoçar a um restaurante de praia, daqueles onde ainda se consegue comer com um custo baixo.
Atravessei Leça em direcção ao Cabo do Mundo, e, antes da pista de Karts, resolvi parar. Praia, restaurante e aparcamento remodelados recentemente.
Prato do dia, que isso eles também têm para preços económicos, massa com molho de tomate e frango. Bastante bem servido, a quantidade dava perfeitamente para duas pessoas. Pelo mesmo preço, também servem a sopa e uma bebida à escolha.
Para adiantar pormenores, e encurtar a história, devo dizer que comi tudo a que tinha direito, que era uma hora da tarde, e que a esta hora, quatro da tarde, ainda estou «enfartado».
Ao meu lado, no restaurante, um nadador-salvador. Rapaz dos seus vinte e poucos anos, bem constituído, alto e moreno do sol. Comeu o mesmo que eu, com a diferença de que, enquanto eu deixei alguma comida no prato, tanta ela era, ele comeu até à última partícula. No fim, do mesmo modo que eu, tomou um café. Levantou-se, saiu e logo de seguida foi substituído no repasto por uma nadadora-salvadora, que curiosamente comeu o mesmo que ele. Não fiquei à espera de saber se tinha comido tudo até final.
Agora, depois de ter presenciado isto, pergunto-me:

FIM DE SEMANA DE FOGO

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NEM SE VIA O SOL
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Neste fim de semana resolvi ir dar um passeio pelo Douro Vinhateiro. Meti-me a caminho, no sábado após o almoço, que a carteira só dava para um dia de folga e no sábado de manhã ainda há quem trabalhe.
Tinha marcado estadia para uma unidade hoteleira muito boa entre a Régua e o Pinhão, e ansiava por lá chegar e deitar-me ao sol, na piscina de onde se vê uma curva e mais um bocado do rio.
No Porto estavam trinta graus e o calor apertava. 
Auto-estrada fora, ar-condicionado ligado, velocidade de cruzeiro de cento e dez, cento e vinte e um sorriso nos lábios.
O termómetro do carro marcava já trinta e oito, e a subir, como eu, na IP4. O sol nem se via graças a algumas nuvens. Trinta e nove, quarenta, mas dentro do carro estava-se bem.
Chegados ao alto do Marão, resolvi parar. Abri a porta do carro e um sopapo de

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ESTÃO A GOZAR, SÓ PODE!

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PAÍS MARAVILHOSO, O NOSSO
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Depois de ler esta notícia, só posso envergonhar-me de ter estes "mandantes" a mandar em nós.
Se tal acontecer, e se nada se fizer a esse respeito, só apetece mesmo renegar esta gente, a qualidade deste povo, e este País, e aproveitar para chamar a quem permite estas coisas, uma cambada de f..... .. ....

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também no Aventar

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TRISTEZA

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A TRISTEZA É UMA COISA QUE A CADA PASSO NOS INVADE, COME, TORTURA E DESMORALIZA.
APRENDER A VIVER COM ELA É UMA CIÊNCIA QUE APESAR DE TUDO O QUE ME FOI ACONTECENDO NA VIDA, AINDA NÃO DOMINO.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO - O DR RUI RIO É QUE SABE

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OPOSIÇÃO MEDÍOCRE
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O dr Rio explicou-se e disse das suas razões e das da Câmara Municipal do Porto para vetar o nome do falecido Nobel Saramago para uma rua da cidade.
Após essa explicação ficamos a saber uma de duas coisas:
1 - A oposição, na Câmara, não conhece as leis da cidade nem as regras pelas quais ela se rege 
2 - A oposição, na Câmara, conhece as leis da cidade e também as regras pelas quais ela se rege
Dessa forma, e no primeiro caso, pergunta-se o que é que andam a fazer por cá. 
No segundo caso ficamos a saber o que por cá andam a fazer. Unicamente a usar de falsidades para colocar a opinião pública contra o executivo da edilidade, sem cuidar de fazer saber a verdade.
De uma forma ou de outra, é triste que fiquemos a saber que a oposição na Câmara Municipal do Porto, tem um nível tão baixo.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

CALOR

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TEMPERATURAS ALTAS
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O calor aperta. 
É já noite cerrada e os termómetros não descem dos trinta graus. 
Quero dormir. A temperatura não deixa. Já bebi quase dois litros de água.
Estou doido de sono e o cansaço que me consome, não se deixa vencer nem convencer.
Isto assim não é o costume na minha latitude. Ás vezes acontece, mas não mais que uma vez no ano e por poucos dias, mas neste, já vamos na terceira vez, e ainda só estamos em Julho.
Estou farto. Já tomei dois banhos de água fresca e, nada. Tudo na mesma.
Como é que as pessoas que moram nas zonas onde é sempre assim, aguentam?
Preciso de uma banheira de água fria para mergulhar nela.
As janelas estão abertas, as ventoinhas ligadas, o ar condicionado portátil avariou. atira com ar morno para cima de mim.
Porra, já chega. Quero dormir mas a cama está a ferver.

domingo, 25 de julho de 2010

O DIA DE HOJE FOI DIA SANTO

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JÁ MUITOS ANOS
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Nesse dia, fui a melhor prenda que alguém algum dia recebeu. 
Nesse dia, tornei um Homem, e especialmente uma Mulher, nas pessoas mais felizes do mundo.
Nesse dia, trouxeram-me para a vida.
Nesse dia dei sentido à vida que tinham.
Obrigado, Maria e José.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

DANIELA RUAH

O SENHOR BISPO FALOU E DISSE

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E OS POLÍTICOS FALARAM DEVAGARINHO, PUSERAM O CHAPÉU E FORAM-SE
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O senhor Bispo propôs, e a classe política católica falou devagarinho.
Que até é um chamada de atenção bem urdida, que o senhor Bispo falou muito bem, que todos deveríamos estar conscientes de que os que têm mais deveriam partilhar com os que têm menos, que é uma questão de consciência, que acham bem o princípio, mas, todos à uma também disseram quase em surdina, que as resoluções de carácter económico são tomadas em família, que o dar vinte por cento dos rendimentos é uma forma de falar, que criar um fundo social com vinte por cento dos vencimentos dos políticos católicos é uma esmola, que uma esmola é um paliativo que não serve a ninguém e nada resolve uma vez que os pobres continuarão pobres,  que cada um é que sabe se pode dar tal verba, e que tudo isto deveria ser falado com calma e estendido a todos, não só aos políticos. Mais não disseram por vergonha, talvez.
Palavras sábias dos que ganhando muito bem, entendem que o que recebem nem para eles chega.
Palavras daqueles a quem nós todos pagamos, e bem, mas que só sabem arrotar postas de pescada desde que não toquem nos seus vencimentos, nas suas mordomias e nos seus interesses.
Palavras e mais palavras ditas ou cantadas por cima de uma música pimba, na esperança de convencer o Zé Tolinho, e ainda na expectativa de tudo ser esquecido depressa.
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Mas porque é que eu ainda me incomodo com estes tipos?



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quinta-feira, 22 de julho de 2010

LAICIDADE FUNDAMENTALISTA

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ESTÃO AFLITOS POR CAUSA DAS CRUZES
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«É mais urgente do que nunca» defende a associação república e laicidade, retirar os crucifixos das paredes das salas de aulas das escolas. A associação tem medo do que os pobres dos meninos possam vir a sofrer pela vida fora.
Alberto João, como de costume, tem razão, e não deixa que as cruzes saiam.
Mais uma polémica neste país descomandado.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

O MESMO JARDIM DE SEMPRE

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NA MADEIRA, É ASSIM
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Já vamos estando habituados às coisas que o líder do governo da Madeira nos vai dando. No continente, ninguém dos que fazem ou querem fazer opinião, gosta dele.
Mas o maior problema é que o senhor Jardim tem, na maior parte das vezes, razão. Também nessas alturas, a razão só lhe chega tarde, mas na verdade, sempre chega.
Agora, está contra o que o líder nacional do seu partido quer fazer, no que concerne à proposta de revisão constitucional. Mais cedo ou mais tarde vai ficar a saber-se que tinha razão na sua apreciação.
«Ponham-me na rua», disse, «até me fazem um favor», continuou. 
Na verdade, o partido da Madeira, não precisa do do continente para nada. Tem-no demonstrado a cada dia que passa. Sozinho tem feito o que de melhor se faz em Portugal.
Ah, grande Jardim!


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terça-feira, 13 de julho de 2010

AS FÉRIAS GRANDES - COMO SE FORA UM CONTO

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AS FÉRIAS GRANDES
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No tempo da minha juventude, já lá vão muitos anos, e da de quase todos os que têm mais de trinta anos (os meus filhos mais velhos já têm), as férias grandes eram mesmo grandes. Tão grandes que, por vezes, nos víamos a pensar que nunca mais chegavam as aulas. Eram três meses inteirinhos, compridos, muito compridos, feitos de noventa dias a fazer pouco ou nada. Nessa altura, tínhamos, eu e os meus muitos primos e a maior parte dos meus amigos, a praia, desde as nove da manhã até mesmo ao final da tarde, uma estadia de uma ou duas semanas em casa de familiares no campo, e outras tantas em casa de outros familiares, na montanha. Mais tarde, na juventude dos meus filhos, as semanas na montanha tinham já acabado, com o desaparecimento dos familiares que por lá viviam.
Os meus primos, os meus amigos e eu, e mais tarde os meus filhos, pertencíamos a um grupo de privilegiados, uma vez que a maior parte da população das cidades não tinha as nossas possibilidades de escolha, nem muitos familiares predispostos a aturá-los durante parte das férias. Esses, passavam quase todo o tempo na mesma casa de sempre, na mesma praia de sempre, na mesma rua de sempre, sem mais nada que fazer que fazer nada, pensar, ver as ervas a crescer e as marés a subir e a descer.
Por nosso lado

domingo, 11 de julho de 2010

ASSOCIAÇÃO FOTOGRÁFICA DO PORTO - COMO SE FORA UM CONTO

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A POLÉMICA NASCEU
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Vá-se lá saber porquê, talvez que movido por interesses próprios fruto de um protagonismo que lhe estará a fugir, ou eventualmente servindo os de alguém que se esconde por trás de um anonimato pardacento, ou por uma qualquer outra razão que me escapa, surgiu, pela voz e acção do coordenador dos «Encontros do Olhar» do IPF (Instituto Português de Fotografia), a notícia, bombástica, da «inqualificável» usurpação do nome intocável da AFP (Associação Fotográfica do Porto), pela actual Associação “Portografia”.
Para o comum dos cidadãos da cidade do Porto, a sigla AFP poderá querer dizer uma qualquer coisa, desde

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MAIS VALIA QUE TIVESSEM FICADO LÁ PELO SUL, OU QUE TIVESSEM ESTADO CALADOS


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Terminou ontem o “Encontros do Olhar” do IPF. Fui ver e ouvir.

Fiquei chocado com a indelicadeza do sr (?) Morais e com a notória má educação do sr(?) Morais Sarmento, a ponto de momentaneamente ter intervindo nesse final de debate, aquando do desilegantíssimo comentário do sr(?) Morais Sarmento, sobre as semelhanças que ele encontrou com o nome “Portografia”.

Nas intervenções ouvidas nesta última fase dos Encontros do Olhar do IPF, destaco a palestra de José Marafona, um senhor da Fotografia Nacional, que muito e bem nos falou da sua visão da fotografia.

Estive presente e subscrevo inteiramente o texto que se segue, da autoria de Luís Raposo.

Devo dizer que faço parte do Grupo F4 e sou sócio da Portografia.

Festa da Fotografia…

A Festa da Fotografia que um formador do IPF de Lisboa desejava criar no Porto, tinha casa cheia e terminou em confusão.
António Morais, preparara as coisas de forma a criar discussão e conseguiu-a; não pode dizer-se que tenha sido benéfico para a sua imagem e/ou credibilidade e isso pouco me importa.
António Morais ficou mais só na noite de 6 de Julho, data de encerramento dos “Encontros do Olhar” desta temporada. Com ele levou os saudosistas da nossa praça que espicaçados e manipulados pela apresentação provocatória da sua intervenção; Morais, desejava fazer crer que o nome “Associação Fotográfica do Porto” obedece às regras dos direitos de autor, de copyright ou, de patente…
O senhor professor preparou mal a lição e por isso não percebeu que a antiga, muito antiga AFP se esboroou no tempo, se perdeu no percurso até aos dias de hoje e que, dessa antiga família, só restam memórias…
A AFP já só existe para um jantar de longe a longe, onde os velhos que a seu tempo deveriam ter-se organizado convenientemente para legalizar o grupo, não viessem agora carpir-se porque a PORTOGRAFIA – Associação Fotográfica do Porto utiliza o mesmo nome.
A PORTOGRAFIA é uma associação fotográfica sedeada no Porto. É jovem, tem pouco tempo de vida, mas está registada no RNPC, tem número de contribuinte, tem estatutos, tem sede, tem uma escritura pública e publicação no DR.
A AFP, não tem nada! Ou melhor, tem uma história, um tempo de vida e um nome que não corresponde à realidade. A AFP é um colectivo mas não é uma associação.
A Festa da Fotografia que o António Morais desejava, foi uma treta de uma festa.
A seu tempo, o f4 foi convidado a juntar-se, preparou-lhe propositadamente 3 mostras fotográficas no Café Fénix, das quais uma está a decorrer, mas não se comprometeu a intervir, a apresentar orador, nas conferências agendadas…
Mas num premeditado golpe de malabarismo táctico, o “estoriador” convocou-me à ribalta e lançou-me aos acicatados acólitos, na tentativa de fazer passar a mensagem, errada aliás, que o f4 – efequatro, o Fénix Fotografia e a Portografia são uma e a mesma coisa, pela simples razão que muitos dos elementos destes grupos interagem no universo fotográfico da cidade do Porto…
António Morais queria confusão, criou a confusão e não olhou a meios para o fazer.
Este “Mouro no Norte” (palavras suas), vinha fazer crer aos ouvintes que os três grupos citados são desconhecedores da história da fotografia em Portugal, são ignorantes e irresponsáveis; o conferencista pretendia, com um habilidoso golpe de magia, fazer crer que a Portografia plagiava a AFP ao utilizar legalmente o nome “Associação Fotográfica do Porto” junto ao seu logotipo, e que os grupos f4 e Fénix, que abnegadamente trabalham na promoção da fotografia como forma de arte e na divulgação de autores e fotógrafos emergentes, são os “tipos dali da esquina”, os que fazem umas exposições no “tasco” ao lado, a malta que não sabe nada sobre a matéria…
António Morais foi deselegante e traiçoeiro. O organizador da festa não percebeu e talvez ainda não tenha ficado a perceber, que Portografia é o nome da colectividade e “Associação Fotográfica do Porto” é a figura jurídica da organização.
Mas não foi o único que não entendeu; a sua avidez de protagonismo não o deixou ver a razão e o seu raciocínio infeccioso propagou-se a parte da assembleia ao ponto de, lastimavelmente, inflamar ânimos e transformar o seu Director Morais Sarmento num homem mal educado e ofensivo.
Como anfitriãos, portaram-se muito mal, e com tudo isto conquistaram algumas inimizades do público, ganharam a certeza que o f4 – efequatro não colaborará mais vez nenhuma com os promotores dos “Encontros do Olhar” em qualquer ocasião ou evento.
Como associado da Portografia, repudio publicamente a forma como esta associação fotográfica do Porto foi tratada. Revolto-me perante o descrédito que os organizadores do evento quiseram lançar sobre a colectividade e tudo farei no sentido de esclarecer as suspeições e insinuações perpetradas.
Luis Raposo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

PENSAMENTOS

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EM CRIANÇA, TIVE PENA DE MIM POR NÃO TER LUVAS,
ATÉ QUE CONHECI UM HOMEM QUE NÃO TINHA MÃOS.

No entanto, na altura não sabia, que homens sem mãos são muito poucos, sem luvas são demasiados, e cheios de luvas que não usam uma enormidade deles.
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NÃO HÁ HOMENS DE ARMAS?

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Para quando uma insurreição?

Ainda não estamos fartos desta trampa?

Uns a ganhar rios de dinheiro e outros que nem emprego têm. Os custos da vida de cada dia a subir, e o governo a querer aumentá-los ainda mais. O problema das Scut e a oposição maior a querer que todos paguemos. Um Primeiro que já deveria ter ido embora mas que ninguém tem coragem de o pôr dali para fora porque ainda não convém. Um Presidente que já anda em campanha eleitoral e vai dando uma no cravo e outra na ferradura. O preço do petróleo que desce, desce e torna a descer e os combustíveis não acompanham essa descida?

Anda tudo a comer da mesma gamela, paga por todos nós, a fornicar-nos indecentemente e ninguém se importa? Somos todos parvos ou quê?

Já agora saiba a evolução do preço do petróleo:

O PREÇO DO PETRÓLEO

Petróleo Bruto
$72.14 ▼0.81 1.11%
14:21 PM EDT - 2010.07.05
Petróleo Bruto
$71.94 ▼0.20
0.28%
10:56 AM EDT – 2010.07.05


JÁ SE SABE QUEM VAI GANHAR ESTE ANO


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FEITAS AS CONTAS...
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FAÇAMOS AS CONTAS:

O Brasil ganhou o mundial em 1994, antes disso a sua última conquista do título tinha sido em 1970.
Se se somar 1970 + 1994 = 3964

A Argentina ganhou o seu último mundial em 1986, antes disso só em 1978.
Somando 1978 + 1986 = 3964

Já a Alemanha ganhou o seu último mundial em 1990. Antes disso tinha sido em 1974.
Somando 1990 + 1974 = 3964

Seguindo esta lógica, poder-se-ia ter adivinhado o vencedor do mundial de 2002, pois este deveria ter sido o vencedor do mundial de 1962!
Fazendo as contas: 3964 - 2002 = 1962

E o vencedor em 1962 foi o Brasil!

Realmente, a numerologia parece funcionar...
E quem vencerá o mundial de 2010 na África do Sul?

Resposta: 3964 - 2010 = 1954

E quem ganhou em 1954? ... Alemanha!
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VÃO VER... NÃO FALHA!
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

O MÊS DE JUNHO JÁ TERMINOU, ACABARAM OS SANTOS POPULARES. - O SÃO JOÃO - COMO SE FORA UM CONTO



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À minha direita o mar, lá ao longe, à minha frente uma parede de pedra e à minha esquerda as duas senhoras já entradas na idade terceira, que ciciavam. Sentadas uma ao lado da outra, à mesa do café, falavam em surdina dos tempos de antigamente. Em cima da mesa estavam guardanapos, uma torrada de pão de forma, uma mirita, uma meia de leite e um pingo.

O tema da conversa era a festa do São João, comparando a de agora, com a de outrora.

Na verdade pouco se entendia da conversa, apesar dos meus esforços de atenção e do meu esticar de orelhas para aquele lado, já que conseguiam falar bastante baixo.

No entanto lá pude perceber sobre que conversavam e apanhar uma ou outra ideia. Essencialmente, adoravam o Porto e a sua festa da noite de S. João, mas não gostavam de barulho, nem dos martelos, nem da música que dos altifalantes saía e que se ouvia por toda a cidade, nem do ronco das recentes vovuzelas. Também lhes fazia falta o alho e a cidreira, e os bailaricos. Sim, os bailaricos que havia, e que assumo que ainda haja, toda a santa noite, em inúmeros pontos da cidade do Porto.

Aos poucos fui deixando de as ouvir. Catalisados pela conversa que eu entreouvia, os meus pensamentos começaram a tomar conta de mim.

Vi-me na minha meninice e também no fim da minha juventude. A revolução tinha acabado de acontecer e a «liberdade» tinha chegado.

Na altura a festa do S. João estava concentrada na baixa. Os pontos principais eram a Avenida dos Aliados, Sá da Bandeira, Santa Catarina, Batalha e acima de tudo, as Fontainhas.

Era aí, nas Fontainhas que se ouvia barulho e se via o maior movimento. Mais cedo ou mais tarde da noite, todos por lá passariam. Naquela zona havia em bastante quantidade carrinhos de choque, restaurantes, cadeiras voadoras, aviões, manjericos, farturas, matraquilhos, sardinhas, alhos pôrros, carrosséis, cidreira, febras, e o mais que se possa imaginar, e em cada um dos sítios a sua própria música, tocada bem alto, para abafar a do vizinho.

Íamos para lá pelo meio da noite, os meus amigos e eu, para jogar matrecos e comer. Só gostávamos dos matrecos do Romualdo, eram os melhores ( às vezes era preciso esperar pela vez de jogar, tal era a quantidade de frequentadores). No jogo, o meu companheiro de equipa, o Zé António, jogava à frente e eu sempre à defesa. Jogávamos ao perde paga e por norma nós os dois ganhávamos. Eu até nem defendia mal, mas o Zé, era perito em fintas que conseguia executar com uma rapidez estonteante. Sabia fazer a «tolinha», o «tic-tac», o «arrasto», a «segunda linha», a «lolita» e muitas outras fintas de que me não lembra o nome. Ele mexia a mão com uma destreza e rapidez enormes e só se ouvia depois o barulho da bola a bater no fundo da baliza. Era quase impossível saber como a finta era feita. Como um certo herói de banda desenhada, era mais rápido que a própria sombra. Nos intervalos dos jogos íamos comer e comíamos o que o parco dinheiro permitia. Umas farturitas, uma ou outra cerveja ou sumo, umas febras no pão… pouco mais. Tinham de dar para a noite toda, os poucos escudos que trazíamos no bolso.

Anos mais tarde, os matraquilhos passaram para a Rotunda da Boavista, juntamente com os comes e bebes, fazendo concorrência às Fontainhas. Foi o começo da descentralização e da disseminação das festas de São João por toda a cidade. Com os matrecos e as farturas, foram para lá, também, os carrinhos de choque e os manjericos.

Antes da nossa ida para os lados das Fontainhas, já tínhamos corrido em rusgas pela Avenida e por Sá da Bandeira, já tínhamos saltado fogueiras, já tínhamos batido nas cabeças dos carecas com o alho pôrro, a parte da flor claro, ou esfregado, ao de leve, a cidreira nos narizes das mulheres e raparigas bonitas com quem nos cruzávamos. Também já tínhamos ido em direcção à Batalha, a passo de caracol, no meio de uma multidão enorme, compacta, pela rua de Santa Catarina, vindos de Sá da Bandeira e da rua Formosa, já tínhamos lançado alguns piropos e feito «olhinhos» a umas quantas meninas.

Mas mais importante do que isso, já tínhamos ido dançar durante uma hora ou duas (a noite começava com o pôr do sol). Para nós, a dança era um dos momentos altos da noite. Pedia meças ao outro grande momento, o jogo de matrecos. Num ano, ou talvez em dois, o Zé, o Silva (o meia leca do nosso grupo e que era o melhor jogador de ping-pong de entre todos nós) e eu, nem fomos jogar tão «bem» nos correu a festa. Nesses anos os outros nossos amigos não gostaram nada dessa brincadeira, já que ficaram sem alguns dos parceiros.

Havia um bailarico quase em cada bairro da cidade, quase em cada esquina da cidade. No meio da rua, num recanto entre prédios sociais, ou noutro sítio qualquer, havia música e baile, noite dentro. Apesar dos olhares atentos dos pais, namorados e maridos das moçoilas, momentos havia em que conseguíamos dançar como só no S. João se dança, com muita garra e muito desejo e sem que ninguémguém nos tenha tentado amassar os colarinhos ou termos tido a necessidade de dar corda aos sapatos para nos pirarmos dali para fora.

O meu local preferido para bailar, ficava entre prédios de um bairro junto ao Prado do Repouso. O largo formado pelos prédios, dispostos em u, com uma só entrada para a rua, era recatado e perfeito. Sempre nos correu «bem» a ida a esse baile. As pessoas eram simpáticas e dadas. Durante anos foi o nosso poiso até às badalados da meia-noite, e muitas vezes até muito mais tarde. A dada altura, já tínhamos amigas por lá. Amizades que saltavam de um ano para o seguinte, e duravam uma noite, raramente mais que isso.

No fim da noite, quase com o sol a raiar, era ver-nos em debandada do centro da cidade, com as ruas quase desertas e com as bancas dos manjericos já vazias, em direcção às praias da Foz. Sempre a pé, fazíamos muitos quilómetros nessa noite.

Não se vislumbravam transportes públicos, só um eléctrico ou outro, e o dinheiro já se tinha gasto todo. A praia do Homem do Leme era o meu destino favorito, em detrimento da minha praia de sempre, a de Gondarém, pequena de mais e com o mar mesmo em cima de nós. Anos houve em que as barracas da praia ficaram montadas com os panos durante a noite e assim pudemos ficar recolhidos e ao abrigo do relento da noite. Lá acabávamos a folia, a dormitar na areia fria, à espera do calor do sol, sem bebedeiras, com muito gozo e com nenhuma droga.

A noite do S. João do Porto sempre teve repercussões a nível social. O Santo tem milhares de filhos na cidade, tentando assim suster a diminuição de habitantes. O mês de Março será talvez o mês do ano com mais nascimentos na zona do Porto, a par com o fim de Setembro e o começo de Outubro. Até eu, imagine-se, tenho um filho nascido em Março, por certo também ele filho do S. João, mesmo nove meses certinhos após a véspera do dia da cidade.

Adoro o S. João, ou melhor, adorei o S. João quando ele se passava no centro da cidade, Aquele S. João que não tinha martelos mas tinha alho pôrro, que não tinha roulottes espalhadas por todas as zonas mas tinha cidreira e matraquilhos (os do Romualdo eram os melhores, já disse), que não estava espalhado por tudo quanto é cidade mas que tinha nas Fontaínhas o seu ponto principal, a par da Avenida dos Aliados, de Santa Catarina e da Batalha. Aquele S. João que tinha dezenas de fogueiras e centenas de balões a esvoaçar no céu (ó patego, olha o balão, gritava-se), e não tinha vovuzelas como este ano. Aquele S. João que tinha o seu fogo preso e de artifício «deitado» no dia de S. Pedro, na Afurada.

Nos últimos anos, bastantes já, tenho-me ficado por casa, ouvindo um pouco ao longe o barulho dos martelos misturado com os sons dos altifalantes. Este ano ouvindo também o horroroso som das vovuzelas.

Talvez seja da idade, esta minha vontade de não comparecer à melhor noite da cidade.

Adorava o S. João (a véspera de S. João tem um significado muito especial para mim) e se hoje ainda fosse dia 23 e a noite ainda estivesse para vir, bem que iria dar um salto à baixa, tentar reviver esses tempos (está a dar-me uma espécie de nostalgia, embora, infelizmente, com alguns dias de atraso).

Há imensas razões para se adorar esta cidade. A um bom amigo meu, FMSá, que sobre isso escreveu no blogue Albergue Espanhol, e no Aventar bem que lhe parecia que alguma coisa justificava tanto amor a esta terra e a esta gente, como por exemplo o haver tantos filhos do S.João. Essa é só mais uma de entre milhentas. E tinha razão. Seja o que for, por pequeno pormenor que seja, justifica essa paixão por esta cidade maravilhosa.

As senhoras já tinham acabado o lanche havia muito tempo. Nem tinha dado fé disso, perdido nos meus pensamentos.

Levantei-me e vim escrevinhar este texto.


terça-feira, 29 de junho de 2010

O HOMEM VÊ FUTEBOL PELO OLHO DO --?

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UM BURRO TIROU O HUGO ALMEIDA
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Portugal jogou taco a taco, e jogou bem até aos 17 minutos da segunda parte. Nessa altura, um asno, que dá pelo nome de seleccionador nacional, resolveu tirar um dos melhores jogadores em campo e matou a equipa. Logo a seguir a Espanha marcou, e a equipa Portuguesa virá para casa sem honra nem glória.

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domingo, 27 de junho de 2010

O MEU S. JOÃO

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O MEU S. JOÃO
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Depois de ler o artigo do Fernando Moreira de Sá, vieram-me as lembranças de quando ainda ia passar a noite pelo Porto dentro, na sempre magnífica noite de S. João.
Sempre gostei de o fazer, embora hoje, se calhar devido à idade, me deixe ficar por casa, ouvindo ao longe os barulhos das músicas e dos foguetes e dos irritantes martelos.
Mas gostar, gostar, gostava do S.João no tempo em que não havia martelos, em que o rei e a rainha eram o alho pôrro e a cidreira, em que se saltava a fogueira e se ia dançar nos bailaricos espalhados pelos bairros da cidade (adorava ir a um que ficava entre-prédios perto do Prado do Repouso), em que as roulottes eram escassas e o barulho (hoje estridente) das músicas pouco se fazia sentir.
Adorava o S.João no tempo em que o fogo era "deitado" no S. Pedro, em que as Fontaínhas eram o fulcro da festa, com milhares a irem a passo de caracol, compactados, por Santa Catarina e Batalha, em que as rusgas eram constantes e se acabava a noite a dormitar na praia do Homem do Leme, sem demasiadas bebedeiras, com muito gozo e sem droga.
Adorava o S.João, adoro-o (a vépera de S.João tem um significado especial para mim) e se hoje ainda fosse dia 23 e a noite ainda estivesse para vir, bem que iria dar um salto à baixa, tentar reviver esses tempos. Como não é, vou de qualquer modo, a exemplo do FMSá, visitar a festa nas Fontaínhas, num dia já mais calmo.
Há imensas razões para se adorar esta cidade, como por exemplo o haver tantos filhos do S.João. Esta é só mais uma delas.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

SCUTS, CHIPS, PSD E PS

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PARA JÁ, A LEI FOI REVOGADA
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Pois, mas isto não fica por aqui, e dentro de dias pode ser que o partido do governo e o do senhor Pedro, cheguem a acordo. E se chegarem, ambos perderão votos a Norte.
Para se ser sério, e no caso de ter de ser (o passar a pagar portagem), essa cobrança só deverá e poderá ser implementada quando em todo o País, isso acontecer. No mesmo dia, na mesma hora. Todos de uma só vez.
Mas na sua esperteza saloia, o governo já nos foi dizendo que apesar da ser ter sido revogada, teremos de pagar na mesma a partir de 1 de Julho.
Eles são uns pândegos e nós é que nos lixamos.
A revolta está próxima, estejamos preparados!

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UM NOVO BLOGUE PARA LER COM ATENÇÃO

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SOUBE HOJE
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Que nasceu um novo Blogue.
Não é mais um, é UM a ter como referência.
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Vão ver, chama-se LIBERATURA
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Desejo aos seus autores o maior êxito nesta aventura.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

ANDE SEMPRE COM A SUA CABECINHA ERGUIDA


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O IMPORTANTE
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Não nos importem as dificuldades que este governo nos impõe.
Não nos interesse o quanto o fisco nos tenha depenado.
Não nos preocupemos com a fome e o desemprego que grassa no nosso País.
Não nos importe o sexo que o governo quer fazer connosco.
Mantenhamos a nossa auto-estima acima de tudo.
E tudo isto porque:
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O importante é andar com a cabeça bem erguida.

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Também no Aventar
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terça-feira, 22 de junho de 2010

OH, CARAGO, TEMOS LÍDER! - A LEI DOS CHIPS

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Até que enfim, Dr Rui Rio, até que enfim que o ouço a defender a sério as gentes do Norte.

Ao ouvi-lo, fiquei com a impressão de que o nosso líder chegou por fim.

Só espero vê-lo na linha da frente da defesa dos nossos direitos e à nossa frente, comandando-nos, na nossa anunciada revolta, mesmo que o seu partido se entenda com o ainda nosso Primeiro e acabe por não votar favoravelmente a revogação da Lei dos Chips.


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No Aventar


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segunda-feira, 21 de junho de 2010

7개 0

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Fiz um interregno nas minhas preocupações e fui ver o jogo na televisão.

Neste meu interregno resolvi escrever sobre ele (o jogo).

Escrever pouco, para não cansar quem me quiser ler.

Assim:

1º tempo

Chuva e frio

Muita gente a apoiar Portugal.

O barulho da porcaria das vovuzelas não pára, e há quem traga protecções para os ouvidos.

Bola na trave/poste deles com remate de Raúl Meireles.

Bom jogo o nosso.

Golo de Raúl Meireles aos 29 minutos.

Amarelo para P Mendes.

Intervalo

Mais ataques, mais cantos e mais tudo da parte dos Portugueses.

2º tempo

Continua a chover.

Os mesmos jogadores , sem quaisquer substituições, que surgirão mais tarde.

Entramos em força.

Ronaldo continua em branco, não marca nem por nada. Tem azar.

As cornetas não param.

2-0 por Simão aos 8m, e a partir daqui, tudo foi diferente.

3-0 por Hugo Almeida aos 10m.

4-0 por Tiago antes dos 15m (60m).

Jogamos de caraças. Uma das melhores exibições de entre todas as deste mundial. Jogo bonito.

A Coreia sem agressividade e com muitas dificuldades. A Coreia é uma equipa frágil.

As oportunidades sucedem-se para os Portugueses.

Amarelo estúpido a Hugo Almeida.

Bola à trave, de Ronaldo. O homem não consegue marcar.

Hoje é fácil elogiar a equipa Portuguesa. Até a nota artística é muito boa. Regressou a esperança. O adversário ajudou, mas todo o mérito é Português. Esta segunda parte, tão melhor que a primeira que já foi boa.

5-0 por Liedson, acabado de entrar.

E Ronaldo…. até que enfim. Marca o 6-0. Tudo enrolado e estranho mas… Até que enfim!

7-0 por Tiago (outra vez) aos 88m.

Espectacular! Tudo parece fácil.

Resultado histórico na cidade do Cabo.

Uma festa Portuguesa, com certeza!

Força Portugal.
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No Aventar
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

O OPEL CORSA, O RÚBEN E A TORRADA DE PÃO DE REGUEIFA - COMO SE FORA UM CONTO

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O OPEL CORSA, O RÚBEN E A TORRADA DE PÃO DE REGUEIFA
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Era ainda de manhã, cedinho, de uma sexta-feira feita para engenheiros de pontes. Ontem, muitos, demasiados, festejaram o dia do meu País como se tudo estivesse bem. À mesa do café onde muitas vezes desjejuo, leio distraído o jornal do dia.
A revista que o acompanha também está por ali, com a sua capa colorida a tentar chamar-me a atenção. Entre uma leitura de títulos da primeira página do jornal e da revista, e uma espreitadela às fotografias que os acompanham, fico sabedor do que mais importante se passou no dia de ontem, ou nos que o antecederam. Aos poucos vou tomando consciência do que é interessante para os Portugueses.
Assim, pedindo desculpas pelo tratamento muito informal que vou dar às pessoas, fiquei a saber que a Sofia e o Nuno, que não conheço mas que leio serem actores, já não namoram um com o outro, e que cada um deles tem já consolo garantido noutras paragens. Que a Isabel, coitada, já nem consegue viver sem o Pedro, personagens que igualmente não conheço mas que aprendi que trabalham como manequins, e que o Tony, este conheço por ser um cançonetista de Carreira, este ano não tem férias. Que o Ronaldo, foi visitar o senhor Mandela e que o senhor Silva quer sacrifícios, desde que explicados e repartidos. Que a festa do futebol começa hoje e que as polémicas do País terminam porque o Vítor, este até eu sei que foi o melhor guarda-redes Português de sempre, acha que o campeonato do mundo de futebol passou a ser o tema central da vida Portuguesa. E ainda, que o nosso Primeiro José contesta as críticas que lhe são feitas e fala dos tempos que correm como sendo de dificuldade generalizada, que um homem foi morto à facada e outro que toda a gente pensava que era mulher foi parar ao hospital por motivos passionais, que milhares de crianças foram passear até Fátima apesar da chuva, que o Vice Constâncio quer sacrifícios no BCE, e que as promoções na vendas de artigos de vestuário começaram já, provocadas pelas quebras na facturação dos comerciantes.
Já nem seria preciso ler mais fosse o que fosse.
Com as primeiras páginas do jornal e da revista, já me poderia sentir esclarecido.
Mas não me senti saciado, e resolvi abrir o diário e continuar a ler.
A par das comemorações do dia de Portugal, das condecorações com que umas quantas sensibilizadas comovidas e agradecidas personalidades foram agraciadas, e dos apupos com que o nosso Primeiro foi brindado, fiquei também a saber que a austeridade chegou à DGS, onde o consumo do papel higiénico, da água e do sabonete tem de ser reduzido, e que a Senhora da Hora, cidade desde há um ano, ainda não sentiu os benefícios dessa elevação. Li sobre os acidentes de viação, que não acabam, seja por culpa dos automobilistas, seja por culpa do estado das estradas (muito embora se saiba que quando as estradas estão más, se deve andar mais devagar). Aprendi que o sapato mais velho do mundo tem cinco mil e quinhentos anos, e que as nossas águas balneares estão muito melhores, e li que o destino é uma bola.
Ora por causa desse destino, resolvi ler as páginas que o diário destinava a esse fenómeno. Nada menos que dez.
Na segunda página deparei-me com uma crónica e decidi-me a lê-la até ao fim. Versava sobre o profissional da bola que foi a correr para a África do Sul, substituir um outro profissional do mesmo ofício que se tinha magoado. Apesar do meu actual interesse pelo assunto, e até por causa disso (normalmente o interesse é quase nulo), percebo muito pouco da profissão do jogo da bola, em especial desta, jogada com os pés e também com a cabeça (literalmente).
O entendido nestas coisas do jogo jogado, escritor cronista, Neto de seu nome, não gosta mesmo nada do substituto. Percebe-se facilmente pelo teor dos escritos. A dada altura, escreve «Olha-se para ele em campo e rapidamente se percebe: ele podia estar em qualquer sítio, que o resultado era o mesmo. Põem-no a médio interior: não compromete. Põem-no a trinco: joga benzinho. Põem-no a lateral-direito: ninguém dá por ele…/. E, no entanto, também nunca se espera o que quer que seja dele. … não falha um passe porque raramente arrisca um passe difícil. Não erra um corte porque normalmente controla o lance à distância. /… - e, se saísse por uns minutos para ir urinar, tenho a certeza que ninguém sentia a sua falta. / … Trocar Nani por Rúben … é o mesmo que trocar uma sequóia por uma acácia, um Maserati por um Opel Corsa…»
Abstraindo-nos dos termos técnicos, como sejam «médio», «trinco», «lateral», «passe», «corte» e «lance», que, acredito, dizem respeito a este tipo de jogo, esta descrição do jogador, caberia direitinha a muitos dos nossos profissionais da política, como por exemplo a maioria dos deputados da Nação. São sempre os mesmos (poucos) a intervir, a trabalhar, a mostrar serviço feito, enquanto todos os outros só servem mesmo para fazer número, e para, durante quatro anos, aumentarem as despesas da Assembleia e encherem os respectivos bolsos de euros que tanta falta nos fazem.
Essa mesma descrição serviria também, como uma luva, para descrever muitos dos trabalhadores das nossas empresas públicas, bem assim como de muitas privadas, que, quase nada trabalhando, não erram, e não errando, são considerados bons funcionários pelos seus chefes, e por isso são promovidos.
Ao pensar nisto, a vontade de continuar a ler as notícias, sempre iguais, que todos os dias aparecem, desapareceu, e entretive-me a degustar a minha torrada de pão de regueifa, e o meu sumo de laranja acabado de espremer.
Sempre valeu mais a pena.
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No Aventar