sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

NÃO FUI EU QUE PROPUZ? SOU CONTRA!

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TODOS CONTRA TODOS
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Ao longo dos dias, das semanas e dos meses, variadíssimas pessoas do governo, da oposição, das sociedades civis, anónimos cidadãos e outros menos anónimos, foram fazendo propostas para que eventualmente se melhore este ou aquele aspecto da nossa vida. 
Por cada um que o faça, milhares de outros se manifestam contra.
Por cada medida que se implemente, milhares de pessoas, agrupadas ou sozinhas, dizem que não concordam, que é uma estupidez, que tudo vai ficar pior, que não pode ser feito assim, e as mais diversas opiniões e conselhos e exigências e ameaças são feitas por causa disso.
Por cada medida que se anuncie, uma greve é proposta. Por cada greve que se efective no actual estado económico do País, o País empobrece.
Veio o Acordo Ortográfico, meio País está contra o outro meio. Veio o acordo com a Troyca, meio País está contra o País todo. Não há dinheiro, todo o País está contra tudo e contra todos. Propuseram-se regiões, ninguém se entende. Aparece mais um buraco financeiro, todos apontam o dedo mas ninguém faz nada. O governo é rosa, a laranja e todos os outros estão contra, o governo é laranja, a rosa está contra em coro com os restantes. Muda-se o ensino, está mal, muda-se a saúde, está mal, tenta-se mudar a justiça, está mal, muda-se ou tenta mudar-se seja o que for, está mal, mas antes não estava bem e quem diz que não concorda com as mudanças não sabe propor outra coisa, e se souber, está mal. Todos ralham e se calhar ninguém tem razão.
Somos um País de rezingões, detestamos tudo o que não tenhamos sido nós a fazer ou a propor ou simplesmente a lembrar-nos. Detestamos tudo, inclusivamente detestar.
Sabendo que vivemos até há bem pouco tempo sem rumo, sem rei e sem roque, os mandantes deste nosso País, desde o chefe máximo do pessoal mínimo ao chefe do pessoal máximo, tudo têm feito para serem eles mesmos os reizinhos que nos irão levar a porto seguro, desde, claro, que os deixemos continuar sentados nas suas cadeiras do poder político, na maior parte das vezes bem remunerados, a mandar e a incendiar com palavras ou com actos o povo que os segue.
À laia de exemplo sobre o que disse, ontem o governo anunciou medidas para incrementar o emprego. Serão boas, serão más, serão assim assim? São pelo menos medidas para tentar resolver ou atenuar a crise em que vivemos. De imediato, uma central sindical, que com ela leva muitos cidadãos, e o partido que a apoia, vieram a terreiro dizer que assim não pode ser, que não é assim que se faz, que é tudo uma burrice e uma palhaçada, só não marcando imediatamente uma greve porque, por motivos de agenda e de afirmação do seu novo chefe (da central), já tinha sido marcada uma "geral" para o mês que vem.
Este meu País cansa-me!
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FOI OITENTA ANOS PORTUGUESA, AGORA É ANGOLANA

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A TOBIS FOI VENDIDA
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Foi criada em 1932 para fomentar o Cinema Português. De uma maneira ou de outra, conseguiu os seus intentos. Agora, cheia de dificuldades financeiras, com toda a gente a lutar dentro da empresa, foi posta à venda e comprada, não por empresas Portuguesas (não as há com capital para comprar seja o que for), não por empresas Europeias (não há nenhuma que acredite em nós), não por empresas Chinesas (para já estão ainda a digerir a EDP), mas, desta vez, por uma empresa Angolana (para irem somando empresas ex-Portuguesas, em competição com a China).
A venda da Tobis é quase um crime de "lesa-magestade" com o património fílmico e imobiliário a permanecer nas mãos do Estado Português, garantia de um responsável, uma garantia que vale o que vale, não tivesse também garantido que foram salvaguardados os direitos dos trabalhadores, quando o acordo prevê o despedimento de metade deles.
Enfim, estamos a preço de saldo, nós todos, e não parece haver quem nos acuda.
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AS COISAS SÃO O QUE SÃO E NÃO SE FALA MAIS NISSO!

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Ó ELVAS, Ó ELVAS, TEMOS JUSTIÇA À VISTA
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Há ainda quem se admire, mas na verdade não temos que nos admirar com o que se vai passando no nosso País no que à Justiça diz respeito. E convenhamos que em outras coisas também não.
Ontem fez-se "justiça" no caso do Rui Pedro
Ninguém sabia nada, os que sabiam não eram credíveis e os que seriam credíveis não falaram. 
Vai daí, o "pobre" do Afonso Dias foi absolvido, coitadinho.
Hoje temos como caso mediático os "crimes" de Elvas
O Tribunal anula os "crimes" a Carlos Cruz, a Carlos Silvino e a Hugo Marçal. O Julgamento terá de ser repetido se chegar a ser, que isto não está para se gastar dinheiro nessas ninharias. Lembremo-nos que o nosso País está em crise. Não tanto de dinheiro, que é o que toda a gentinha pensa, mas essencialmente de valores, sobre os quais ninguém fala porque já ninguém sabe o que são.
Enfim, abençoada democracia, onde não se pode chicotear, mandar prender ad eternum, ou colocar uns tipos em fila, no Campo Pequeno, para assim poupar nas balas.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O PRESIDENTE É PIEGAS


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PRESIDENTE ACAGAÇADO
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É verdadeiramente vergonhosa a atitude do senhor Presidente da República ao fingir que um impedimento de Estado, de última hora, o tenha impedido de cumprir a visita que estava programada.
Todos sabemos que as criancinhas metem medo ao mais avisado, e que o senhor Presidente, homem avisado e já por diversas vezes protagonista de "não atitudes", tem medo delas, talvez, digo eu, por não saber lidar com jovens. No fundo, o homem é um piegas.
Ora, se não sabe lidar com jovens, por favor senhor Presidente, não queira ser Presidente deles, e se não sabe ser Presidente deles, não nos serve para nada, ainda para mais sendo piegas, que é coisas que nós não gostamos mesmo nada.
Com a suas idade, aproveite as reformas de dez mil euros, calce os chinelinhos, ligue a lareira e escreva memórias. Pode ser que assim o dinheirito lhe chegue até ao fim do mês.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

VIVA !- VAMOS TER NOVA GREVE GERAL


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NÃO HÁ NADA COMO REALMENTE
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Estes senhores são uns pândegos. Mas a pãndega deles pode lixar o País.
Mais uma vez têm de mostrar que, logo que chegados ao poleiro do poder, são os maiores lá da rua deles, e que eles é que sabem, e que eles é que são bons.
Não descansam enquanto não nos colocam ao lado dos gregos.
Não poderiam aproveitar esta vontade toda e irem trabalhar? É capaz de se arranjar por aí muito para fazer, mesmo que e apesar de, com ordenados baixos,
O que vale é que os Portugueses são mais inteligentes do que eles julgam!
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CALACEIROS

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PARLAMENTARES DO PCP E DO BE, ESTÃO BEM UNS PARA OS OUTROS
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Não passam de uns calaceiros que tudo fazem para não trabalhar. 
Envergonham qualquer trabalhador digno desse nome.
Mas o Parlamento, quer estes senhores queiram quer não, vai estar a trabalhar, mesmo que falem, e falem, e falem, e falem.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PACIÊNCIA ESGOTADA COM CHICOTE EM PUNHO

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E A CULPA É, COMO DE COSTUME, DE PINTO DA COSTA
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Só faltava mais esta. 
A equipa de futebol profissional joga mal, sem garra e sem ânimo. 
A equipa de futebol profissional tem desanove elementos novos neste ano. 
O Presidente do Clube, não tem força nem manda, conclusão única a tirar depois de no dia anterior ao despedimento do treinador, ter afirmado e reafirmado que não passava pela cabeça de ninguém acabar com o projecto em que estavam empenhados e no dia seguinte ter feito o seu contrário. 
A equipa dirigente não se entende e opta por uma chicotada.
O treinador, reconhecidamente bom, teceu críticas há algum tempo, dirigindo-as para dentro do clube.
O treinador ter-se-há encontrado com amigos de sempre, o que é um crime de "lesa magestade".
Os amigos são portistas e dirigentes do FCP.
E a culpa dos maus resultados, do mau ambiente no balneário, da enormidade de jogadores novos, dos maus jogos efectuados, dos dirigentes não se entenderem e de tudo o mais que de mau acontece ciclicamente ao SCP, é do senhor Pinto da Costa.
Ora batatinhas, senhores dirigentes do Sporting. Esperemos que o senhor Pinto, o novo treinador dado à costa, esteja mais calmo do que sempre o conhecemos, e vos traga muitas alegrias.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

VALEM O QUE VALEM

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E ÀS VEZES VALEM BASTANTE (AS SONDAGENS)
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Afinal para que serve este senhor?

O Presidente desta nossa Repúlica, senhor Cavaco Silva, teve agora uma queda significativa no agrado do Portugueses. O senhor chefe deste Estado recebeu por parte dos portugueses uma nota negativa (6,4%) e as suas declarações sobre o valor das suas pensões não chegar para pagar as despesas terá sido uma das razões que explicam este acontecimento. O homem abriu a boca sem ter ninguém por perto que o acalmasse e ... estragou a pintura.

Sobre este assunto,
diz-se o senhor Medeiros Ferreira  "muito preocupado, porque o Presidente é essencial para regular o normal funcionamento das instituições"(não sei muito bem o que isto quererá dizer), acrescentando ainda que o Presidente da República tem "falta de sentido político e estratégico"(isto já sei o que quer dizer e é totalmente verdade).

Há quem considere a situação "perigosa" dado que "pela primeira vez na história democrática deste país, temos um governo completamente à solta"(também não sei o que isto quer dizer, nem sei como o PR o prenderia, mas isto são palavras de um comentador político).

A sondagem, mostra ainda que o PS e o PSD estão cada vez mais próximos um do outro e que, se as próximas eleições legislativas fossem hoje, o PSD voltaria a vencer com 37,5% das intenções de voto. Mais de sete pontos acima do segundo classificado, logo com alguma vantagem que eu diria até, confortável.

Mas no fundo, para que serve um Presidente da República? 
Este não regula (o funcionamento das instituições), não prende (o governo, já que este, dizem que está à solta), não tem solidariedade para com o povo (recebe mais de dez mil euros e entende que é pouco, comparando o que recebe com o comum dos mortais do seu País), não nos defende (em tempos o seu povo foi insultado numa cerimónia oficial de um País europeu, e estando presente, não se manifestou) e às vezes parece que não sabe o que diz, ou como o dizer.
Renovo a pergunta, para que serve um Presidente da República? Serve para decorar o nosso País? A ser assim, há maneiras bem mais baratas de o fazer e que duram uma vida inteira, principalmente nesta altura de forte crise social, moral, económica e financeira.

Procedamos então!
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NO PAÍS DOS CHORÕES VIVEMOS DE NIQUICES E PINTELHOS

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NÃO SEJAS PIEGAS, Ó ZÉ
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Apesar do que o título e sub-título deste texto podem sugerir, no lugar do senhor Primeiro Ministro eu teria usado termos mais duros e cáusticos.
Na verdade vivemos num País de chorões. Damos relevo a niquices e "pintelhos" (razão tinha o antigo Ministro) e os dirigentes políticos, sindicalistas e afins, jogam com as palavras e com alguns factos para distorcer a realidade e com isso poderem ganhar alguns beneficios.
Vivemos num País onde nunca nada está bem, desde que tenha sido feito ou deixado de fazer por alguém que não seja da nossa cor política, religiosa ou clubística.
A frase "é mau porque tem cão e é mau por o não ter" aplica-se com toda a propriedade ao pensamento constante dos  nossos concidadãos.
Ninguém gostou que o senhor Primeiro Ministro nos dissesse para deixarmos de ser piegas. Mas na realidade nós não somos muito mais que isso.
Habituamo-nos ao longo dos últimos anos a que nos dessem tudo sem termos tido necessidade de lutar para o alcançar e de preferência sem que tivessemos muito trabalho. Conquistamos direitos sem darmos contrapartidas nos deveres. Ao longo de anos, aprendemos a ser calaceiros e a deixar para amanhã o que deveríamos fazer hoje. Deixamos de ser exigentes connosco e com os outros, especialmente connosco, aceitando facilmente a realidade de nos igualarmos pela medíocridade. Deixamos de ter orgulho em mostrar as nossas muitas capacidades e passamos a penalizar quem se notabilize por elas. Não ligamos ao essencial e preocupamo-nos com o supérfulo. E com todo esse hábito que se enraizou na nossa sociedade, passamos a entender que só chorando nos dão o que queremos e que entendemos ser nosso por direito, adquirido ou herdado. Entendemos que somos uns "calimeros", e choramos por tudo e por nada. Uma pieguice pegada.
Mais do que nunca está na hora de trabalhar, e só depois de ultrapassarmos esta crise, que hoje é de todos nós, poderemos pensar nos nossos direitos e nas benesses a que todos julgamos ter direito. 
Dos países em dificuldades e intervencionados, olhemos para a Grécia e para a Irlanda e pensemos com qual dos dois gostaríamos de ser comparados.

TAMBÉM NO AVENTAR
E NO  O cão que fuma...:
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

UM RIO MAIS LIMPO E SAUDÁVEL

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NO CHÃO DO PORTO NÃO COSPES, NÃO URINAS, NÃO DEITAS PAPEL
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Aqui no Porto somos mais terra a terra e dizemos que no nosso chão não deixaremos escarrar, mijar ou grafitar. Quem o fizer está lixado.
Já não era permitido lavar o carro apesar de ser uma acção saudável e que nos permitia poupar algum graveto, mas, enfim, o que tem de ser tem muita força e nós precisamos de mostrar que sabemos ser educados e ter uma cidade limpa, moderna e saudável. 
Também já não poderemos fazer limpezas domésticas na via pública, seja lá isso o que for e quiser dizer. Imagino que não estarão a pensar na lavagem de louça ou de roupa, já que não estou a conseguir imaginar seja quem for a fazê-lo.
Atirar com papeis para o chão, mesmo em sítios em que não haja papeleiras vai também ser alvo dos olhares da polícia.
Os tipos que  a coberto da noite ou escondidos num qualquer recanto menos visivel costumam mijar, encostados a uma parede ou a uma sebe, ou os que sem qualquer cuidado ou respeito pelo próximo escarram nos nosso passeios, vão passar a poder ser multados pela Polícia Municipal.
Amanhã esta proposta do Presidente da Câmara do Porto vai a votação, esperando-se que não tenha votos contra, nem sequer abstenções, já que eles e elas, a existirem, terão um significado que não dignificará quem assim proceder.
Depois dessa prevista aprovação, não se compreenderá que os senhores da Polícia Municipal, não actuem em conformidade.
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UMA CAMBADA DE PARVALHÕES

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A TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL É MAIS IMPORTANTE QUE O 1º DE DEZEMBRO OU QUE O 5 DE OUTUBRO
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Quando o senhor Primeiro Ministro anunciou que não iria haver tolerância de ponto para o funcionalismo público, brinquei com o assunto colocando a canção de Jacques Brel "Ne me quittes pas".
Estava longe de imaginar que os responsáveis políticos nacionais colocassem essa questão na ordem do dia e do fim de semana, de tal modo que pareceria que nada mais fosse importante.
Eu entendo que os responsáveis pelo Carnaval e "corso" carnavalesco das terras onde ele se verifica anualmente e traz muita gente para assistir, tenham aproveitado os 15 minutos de fama que esta atitude do governo lhes deu, e bradassem aos céus, arrepelando os cabelos, gritando que desta forma iriam cair numa desastrosa falência.
Eu entendo que os políticos de carreira, que nada mais sabem fazer do que isso, mandatados pelos seus chefes, viessem para a praça pública, lançar invectivas contra o governo e contra o seu responsável máximo.
Eu entendo que sindicalistas, pretendendo assegurar a necessidade da sua existência, tenham aproveitado a oportunidade para, também eles, e mais uma vez, invectivarem o senhor Primeiro Ministro, e assim levarem ao rubro alguns trabalhadores menos pensantes.
Eu entendo que os trabalhadores do sector público tenham ficado descontentes com a medida, já que vão ter de trabalhar em dias em que, não sendo feriado, normalmente o não faziam de todo.
Já me custa a entender que responsáveis políticos, líderes de partidos nacionais, fazedores de opiniões, antigos altos responsáveis do País, e outras figuras importantes com a sua estrela eventualmente a perder brilho, tenham gasto o seu tempo e o nosso, a fazer desta situação um caso Nacional, incentivando até os trabalhadores a faltarem eventualmente ao trabalho, como se uma terça-feira de carnaval, fosse mais importante que a celebração do 5 de Outubro ou  a do 1º de Dezembro.
Isto que nestes dias se tem passado, mostra não só que vivemos num País de doidos, mas também a constatação de que este País de doidos tem como responsáveis políticos (nota-se mais quando estão na oposição) uma cambada de parvalhões que só olham para o seu (deles) umbigo, sem se importarem minimamente com o povo que os colocou no "poleiro".
Protugal precisa de produzir, o que só se consegue com trabalho, até cada vez mais com muito trabalho. 
Estamos em crise, será que custa assim tanto a entender? 

TAMBÉM NO AVENTAR
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CARNAVAL - NE ME QUITTE PAS!

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NÃO HAVERÁ TOLERÂNCIA DE PONTO NO CARNAVAL, CUSTE O QUE CUSTAR
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Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
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UM HOMEM COM OS DITOS NO SÍTIO

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

UM REI, PRECISA-SE

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DÊEM-NOS UM REI
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Portugal, nesta crise cheia de crises em que vivemos, precisa de um Rei.
Só um Rei pode ser realmente o elo de coesão Nacional.

Ao fim deste experiência de cento e doze anos, acabamos por entender que este regime não funciona. Nem bem, nem mal. 
O actual Presidente desta República, o senhor Cavaco silva, demonstra, como os que o antecederam, uma total falta de preparação para ser realmente a alma Portuguesa e o elo de ligação entre todos nós.
A abismo à borda do qual vivemos e no qual estamos prestes a afundar-nos, provém de uma crise financeira e moral sem precedentes, acentuada nos últimos anos por acção dos que nos têm (des)governado.
Um Presidente deveria ser leal aos seus concidadãos, e a grande maioria dos Presidentes desta República não o foram. E ainda menos este que agora temos, já que neste período difícil que atravessamos se tem demonstrado de uma insensibilidade gritante para com o povo de Portugal. Talvez que por estarmos em crise, se note mais, mas a verdade é que a sua falta de lealdade para connosco se vê em demasia.
Estamos à beira da total perda da nossa soberania, e ninguém o vê defendê-la. 
A alternativa não é mudar o Presidente, é mudar o regime e passarmos a ser uma Monarquia. 
Temos excelentes exemplos de Monarquias por aqui e por ali, que são prósperas. Vejam os exemplos da Dinamarca e da Holanda. Ponham os olhos nessas Monarquias e perguntem-se se não gostariam de viver num País assim.
Retornemos a ter orgulho nos nossos antepassados, no seu orgulho de serem Portugueses, no seu sentido de independência, nos seus valores morais e nas façanhas que cometeram por esse mundo fora.
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CONTRA TODAS AS EXPECTATIVAS VAMOS TER TEMPERATURAS MAIS BAIXAS JÁ AMANHÃ OU DEPOIS

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ESTAMOS EM FEVEREIRO, CUIDADO!
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Venho por este meio avisar todos os que fazem o favor de me ler que têm que ter muito cuidado. 
É já amanhã ou depois.
Contra todas as expectativas vem por aí um frio do caraças.
Dizem que vem do Norte da Europa e que até é Polar. Já passou pela senhora Merkel e pelo senhor Sarkosy.
As temperaturas vão descer até onde nunca foi sentido nem é comum nesta época do ano. Há até zonas onde as temperaturas vão descer abaixo de zero, caramba.
Assim, e apesar de estarmos em Fevereiro, portanto a meio do Inverno, por favor agasalhem-se, tenham cuidado com as lareiras e aquecedores porque estamos em período de seca moderada a forte em Portugal, tragam mantas no carro e tirem os cobertores dos armários. 
Lembrem-se que existem luvas e camisolas de lã e também que os cachecóis foram feitos para serem usados. Usem várias peças de roupa, umas por cima das outras, e por causa da crise económica e de valores, tornem a utilizar as botijas de água quente que se usavam antigamente.
Bebam bebidas quentes, mas evitem o álcool, e não aqueçam as mãos com os cigarros.
Não sei o que seriam sem mim e sem o senhor George ou sem o Instituto de Metereologia ou até mesmo sem a Proteção Civil. Morriam todos!
Quem vos avisa vosso amigo é!
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ESTE TIPO NÃO TEM EMENDA

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LÁ ESTÁ DE NOVO O SENHOR JARDIM DA MADEIRA A FAZER DAS DELE
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O homem não tem emenda. Não há nada a fazer. 
Não lhe bastava o que foi fazendo ao longo dos anos, e agora, apesar de debilitado com o acordo que teve de fazer com o governo da República e com a pequena maioria absoluta que detem, torna a fazer das dele. 
Imagine-se que deu ordens aos departamentos governamentais do seu governo regional para "dar prioridade absoluta" às empresas que são do arquipélago em quaisquer actos e contratos.
Mas então este senhor Jardim, Presidente do Governo Regional não sabe que não podemos proteger os "nossos" em eventual detrimento dos outros?
O senhor Jardim não sabe que isso que ele mandou fazer pode ir contra a Constituição da República Portuguesa? 
O senhor Jardim não sabe que os mandantes do nosso País que estão no continente, não gostam dessas brincadeiras?  
O senhor Jardim não vê que assim não vai conseguir calar as vozes que contra ele falam?
Mas será que alguém pensa que o senhor Jardim da Madeira se incomoda com o que aqui no continente pensamos? 
O senhor Jardim da Madeira, quer é o bem dos seus, antes de saber do bem dos outros. E tem toda a razão!

TAMBÉM NO AVENTAR
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O PRINCÍPIO DE SATYAGRAHA



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FAZ HOJE 64 ANOS QUE MORREU A GRANDE ALMA DA ÍNDIA
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Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como Mahatma (Grande Alma) Gandhi, defendeu durante décadas a não violência mas morreu assassinado no dia de hoje de há 64 anos.
O seu corpo foi cremado e as cinzas lançadas ao rio Ganges.
De Gandhi, para além do seu exemplo de vida, ficou o Princípio de Satyagraha, ou caminho da verdade, que serviu para inspirar vários políticos e activistas pró-democracia, ao longo de várias décadas.
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NEM UM BARCO BULIA NA QUIETA MELANCOLIA

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GRANDE VITÓRIA DOS TRABALHADORES - TUDO PARADO NA SOFLUSA
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Nem um barco bulia na quieta melancolia das águas calmas do Tejo.
Zangados com o Plano Estratégico dos Transportes, os trabalhadores fizeram greve. Pararam!
No rio, os barcos balouçam calmamente ao sabor das águas.
Nas margens os trabalhadores, os outros que não os da Soflusa, com os terminais encerrados por questões de segurança, desesperam e tentam arranjar, uma vez mais, maneira de chegarem a horas aos seus trabalhos, ou, na pior das hipóteses, maneira de lá chegarem nem que cheguem atrasados. Todos sabem que na parte da tarde, quando tentarem regressar a casa vindos dos seus trabalhos, se vai repetir a mesma situação. Felizmente a Trantejo não paralisou, mas se o tivesse feito não seria a primeira vez que se viam a braços com nenhuma alternativa. Sabem no entanto, estes trabalhadores que não são os da soflusa, que se todos conseguirem chegar a horas aos seus empregos, fica provado que os barcos da Soflusa poderão não ser precisos para nada (modo de falar) e que, a fusão proposta no Plano Estratégico, com supressão de algumas carreiras é mais do que justificada, mesmo à custa de um maior sacrifício das gentes do Barreiro.
Por sua vez, os trabalhadores, estes que são da Soflusa, exultam com a qualidade e com a intensidade dos seus protestos. Venceram e continuarão a vencer. Pararam os barcos que fazem o transportes de passageiros, trabalhadores como eles, e entendem que fizeram muito bem.
É com esta grande vitória dos trabalhadores que se construirá um Portugal melhor, mais digno, próspero e solidário. 
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domingo, 29 de janeiro de 2012

OS CAVAQUISTAS NÃO GOSTAM DO SENHOR GASPAR? ENTÃO O HOMEM DEVE SER MESMO BOM!

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CAVAQUISTAS QUEREM O MINISTRO GASPAR FORA DO GOVERNO
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Gaspar não os poupa, Gaspar não dá descanso, Gaspar corta a direito, Gaspar não aceita certas formas de previlégio, Gaspar não gosta de alguns direitos adquiridos, Gaspar tomou o pulso ao País e abanou a tibieza geral que nos arrasta para o fosso lamacento em que vivemos há já demasiados anos, Gaspar retira a alguns previligiados a possibilidade de se encherem no bandulho orçamental, Gaspar é um chato peçonhento e com os "ditos" no sítio, Gaspar tem pulso e quer um Portugal que trabalhe muito e demonstre que o faz bem, antes de exigir regalias e direitos.
Agora querem que o senhor se vá embora, porque estará a dar cabo do modelo social e económico que se construiu após  a revolta dos capitães, e acerca do qual os governos do senhor Cavaco Silva tiveram um papel fundamental.
Olhando para o que durante esse período fizeram os ministros das Finanças de Portugal os primeiros ministros de então até há bem pouco tempo, os partidos da "esfera" do poder e os sindicatos e centrais sindicais do nosso País, se hoje os senhores cavaquistas querem que o senhor Gaspar se vá embora é porque ele deve ser realmente muito competente.

A MADEIRA ESTÁ MAIS LONGE


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"ARMAS" ABANDONA
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O navio "ARMAS" que durante cerca de seis anos (desde 2006) fez a ligação marítima de transportes regulares de passageiros entre o continente (Portimão) e a  ilha da Madeira (Funchal), deixou de o fazer.
Como não poderia deixar de ser, a culpa cai no Governo Regional, que não deu ao armador espanhol as condições que este entendeu por necessárias para efectuar esse serviço.
Também como não poderia deixar de ser, independentemente da razão que eventualmente lhes possa subsistir, a oposição política e algumas associções empresariais acusam igualmente os governantes  regionais de protegerem e beneficiarem o Grupo Sousa,  concessionário das operações portuárias do arquipélago e com o monopólio da ligação marítima entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo.
Quem fica a perder é o arquipélago, cujos habitantes deixam de ter uma via mais económica de acesso ao continente e às Canárias, aumentando o nível de vida, fazendo diminuir o emprego e aumentando o isolamento (parte das conclusões de uma petição pública colocada na Internet subscrita por muitos cidadãos). 

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CARVALHO DA SILVA VAI DEIXAR SAUDADES - CGTP PERDE AUTONOMIA FACE AO PCP

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UM COMUNISTA SEGUIDISTA E ORTODOXO À FRENTE DA CGTP
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Vai ser desta que a CGTP se reforma e reformula. 69 membros dos seus conselho nacional, comissão executiva e secretariado, saem por força do novo regulamento, prevendo-se que sejam substituidos por membros mais afectos à linha comunista seguidista e ortodoxa do PCP, a começar pelo novo líder, Arménio Carlos.
Ao longo dos últimos quatro anos, a autonomia face ao partido comunista conseguida durante mais de vinte anos por Carvalho da Silva, tem vindo a esmorecer, por via do aumento de protagonismo do novo líder a eleger entre hoje e amanhã no XII congresso da CGTP, conhecido por ser obstinado, rigoroso, competente e exigente e pelas suas fortes ligações à linha ortodoxa do PCP.
A julgar pelas últimas declarações ouvidas, a CGTP prepara-se para endurecer a luta dos trabalhadores, de uma forma que se traduzirá num enorme erro que a médio prazo dará os seus frutos. 
Os trabalhadores Portugueses não embarcam facilmente em lutas obstinadas que, em defesa de certos princípios, lhes faça perder os poucos empregos que ainda há. 
Os trabalhadores Portugueses procuram estabilidade, coisa que a CGTP nunca conseguiu ver muito bem, e se prepara para ver ainda pior.

Também no AVENTAR
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ELIMINAR ESTES FERIADOS É ACABAR COM A INDENTIDADE DO NOSSO PAÍS

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O GOVERNO DECIDIU ACABAR COM OS FERIADOS DO 5 DE OUTUBRO E DO 1º DE DEZEMBRO
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Nunca ninguém, nem mesmo os responsáveis do anterior regime, o Estado Novo, vulgo fascismo, se atreveram a mexer nestes dias muito importantes para a nossa identidade.
A relembrar:
5 de Outubro 1143 - Assinatura do Tratado de Zamora, onde Portugal foi reconhecido como País.
1 de Dezembro 1640 - Restauração da Independência de Portugal, acabando com a dominação espanhola.
Aqui temos mais uma decisão controversa deste nosso governo que como é evidente não deveremos apoiar. 

Também no AVENTAR

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

AJJ - O SENHOR JARDIM, DA MADEIRA

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O BURACO ORÇAMENTAL
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Visitei pela primeira vez a ilha da Madeira no ano de 1976, no verão, em pleno Agosto, e durante doze anos fui visita assídua do arquipélago. Várias vezes por ano lá aportava e, entre Agosto e Setembro de cada ano, lá passava eu e a minha família perto de um mês na praia, no Porto Santo, o que me permitiu conhecer como poucos a ilha dourada e razoavelmente a ilha da Madeira. Depois, e durante os vinte e poucos anos seguintes, acompanhei a vida do arquipélago através dos mesmos familiares e das notícias que lia e ouvia, mas com poucas viagens feitas. A minha última viagem foi feita em Abril do ano passado.
Durante os trinta e cinco anos que passaram desde a minha primeira vez, ouvi de tudo sobre o arquipélago, sobre as suas gentes e em especial sobre o seu Presidente. O sr Jardim, da Madeira.
Durante esses anos foi sendo construída aqui no continente uma imagem negativa do nível de vida das ilhas e da capacidade intelectual das gentes da Madeira, e acima de tudo da competência e da honestidade do Presidente do governo Regional e dos membros do seu governo.
Quando conheci as ilhas, estas tinham um nível de desenvolvimento fraco e provinciano. Vindo eu da segunda maior cidade do País, via que a esse nível pouco as diferençava das cidades limítrofes da minha e se calhar nem mesmo da minha. Lá como cá, o País era Lisboa, a capital o Estoril, e o resto era paisagem. Naquela altura nem o Algarve tinha ainda ganho mais um “L” para o internacionalizar e por essa razão não era ainda o País anglo-germânico que hoje é.
Com o passar dos anos vi a regionalização a ser implementada, as obras públicas a acontecerem com as estradas novas e os “furados” a rasgarem a terra, o crescimento do aeroporto, a criação da Zona Franca, o incremento do turismo de qualidade, e de um modo geral o grande desenvolvimento daquela parte de Portugal.

domingo, 22 de janeiro de 2012

ASSIM NÃO DÁ, PORRA! A GUITA NÃO CHEGA PARA AS DESPESAS.

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O SENHOR PRESIDENTE É QUE NOS ENTENDE
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O senhor Presidente da nossa República, anda preocupado com a nossa vida. 
Ele sabe o quanto custa viver com pouco dinheiro, ele que pouco mais tem que dez mil euros por mês e a sua amantíssima esposa não ganha mais que oitocentos, e os sacrifícios e malabarismos que é necessário fazer para que o magro vencimento chegue até ao fim do mês.
Estou consigo, senhor Presidente. Não fora as minhas despesas, que ultrapassam em muito o que tenho disponível mensalmente, o que faz com que, como o senhor, tenha de ir buscar todos os meses algum dinheiro do que andei a poupar durante muitos anos, e pode ter a certeza de que seria eu um dos primeiros a ajudá-lo com alguma coisita.
Nunca se esqueça de nós, senhor Presidente, e obrigado pela solidariedade.
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

FOI-SE A MEIA-HORA, FORAM-SE DIAS DE FÉRIAS, FORAM-SE FERIADOS, FOI-SE A CGTP


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CGTP PÔS-SE DE FORA, PARA ASSIM MELHOR "DEFENDER" OS TRABALHADORES
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O governo avançou, recuou, lateralizou, fez das tripas coração, e atingiu os seus objectivos. Ao fim de uma porrada de horas (foram dezassete, caramba) lá conseguiu um acordo tripartido com a CIP e a UGT. O sr Álvaro, nosso Ministro tu-cá-tu-lá, está satisfeito.
Foram-se dias de férias, acabaram-se alguns feriados, não se trabalha a tal meia-hora a mais, passa a ser mais fácil despedir os maus funcionários, 
Como tem sido hábito ao longo de tantos anos de suposta democracia, a CGTP, pôs-se de fora das negociações logo ao princípio da reunião, defendendo assim os trabalhadores Portugueses da sua visão obsoleta das coisas do trabalho, não deixando no entanto de, no futuro, ir dizendo tudo o que lhe passar pela cabeça, incentivando por certo, os trabalhadores que ainda a ouvem, a lutarem contra o acordo, a fazerem greves, a não cumprirem com o acordado, no que terão o PCP e o BE a fazerem o coro necessário.
Já passava das três da manhã do dia de hoje, 17 de Janeiro de 2012, quando foram dadas por concluídas as negociações cujas conclusões não agradaram por completo seja a quem for. Foi o acordo possível para acalmar as hostes e promover uma paz social aceitável.

TAMBÉM NO AVENTAR
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

LA FONTAINE (A CIGARRA E A FORMIGA)

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VERSÃO ACTUALIZADA - 2012
(Recebido por email e de autor desconhecido)
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Versão Alemã

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno. A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas,  vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar. Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim


Versão Portuguesa

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno. A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar. Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. 
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio. 
A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente. 
A opinião pública Portuguesa escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. 
As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga. 
Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social. 
A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com Helena Roseta e Ana Gomes à frente e o apoio implícito de Mário Soares organizam manifestações diante da casa  da formiga. 
Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes fazem-na à hora de ponta) de duração ilimitada. 
Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz. 
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti descriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).
Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. 
A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa. 
A formiga abandona Portugal e vai instalar-se na Suíça onde, passado  pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local. 
A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. 
Sérgio Godinho compõe a canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".
A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se marimbando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. 
É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano. 
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses a cigarra morre de overdose. 
Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.
A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a
sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfego da
droga e a aterrorizar a vizinhança. 
Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas. 
Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor. 
A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...
Fim
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PORQUE ME APETECE OUVIR MÚSICA - LISZT

A MENSAGEM

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A MENSAGEM DE ANO NOVO DO SENHOR PRESIDENTE (2012)
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Tenho andado arredado destas tricas políticas. Não me tem apetecido ouvir as mesmas coisas interpretadas de muitas maneiras diferentes, todas elas carregadas das razões que assistem a quem as faz. Mas desta vez, até porque os meus companheiros de ocasião assim o pretendiam, lá ouvi com a atenção possível, o senhor Presidente. 
Até nem foi um discurso muito longo, pelo que nem me custou assim tanto estar atento. As mesmas palavras, a mesma maneira de falar, o mesmo olhar, o mesmo tom de voz. Tudo igual a tantas outras vezes. De diferente, se é que o foi este conjunto de recados ao governo, a ideia da necessidade de uma agenda para o crescimento da economia e do emprego como via para resolver a crise. Ideia que, nas palavras do senhor Presidente, deveria ser aproveitada pelos outros países da UE, mandatando o governo, através do discurso,  para implementar e defender tal ideia.
Eu não gosto muito de recados e ainda menos se forem dados publicamente, quando verifico que foi esquecido por quem os manda, o tempo em que teve funções executivas e as responsabilidades que lhe caberão na situação actual, desde as do tempo em que exerceu funções de líder do governo até às do tempo em que, antecipando o desastre que se adivinhava, não demitiu o governo anterior talvez por causa da sua própria agenda que tinha marcada uma reeleição a curto prazo. 
Será fácil mandar umas bocas para o ar, com um ar quase benevolente, sendo mais difícil actuar em conformidade.
O senhor Presidente não é má pessoa, longe disso, mas pensa que o povinho não tem memória. 
Ainda sobre este discurso, gostaria de o ter ouvido falar dos que andam a prejudicar o esforço do governo, mas sobre o assunto, nem uma palavrinha, pequenina que fosse. Estou referir-me, entre outros, ao caso dos maquinistas da CP. É para mim inadmissível que os sindicatos que promovem as atitudes a que todos assistimos, não sejam postos na ordem. Convém não esquecer que a CP é uma empresa falida e que cada dia de greve se traduz em prejuízos enormes para acrescer aos que a empresa já tem, isto para não falar dos incomensoráveis prejuízos dos utentes, que são o elo mais fraco desta equação. Mais valia que acabassem com esta empresa e fizessem outra, de raiz, a ver se algo mudava para melhor. Mas o senhor Presidente sobre isto disse nada.
Se o Presidente ficou àquem do que eu esperava, os partidos que comentaram o seu discurso foram além.
Como de costume, fiquei com a sensação de que a língua "Protuguesa" é muito difícil de ser entendida. Talvez por força do acordo ortográfico tenha ficado ainda mais inintelegível.
Se para alguns dirigentes dos partidos e/ou sindicatos, o discurso do Presidente foi claro e estão de acordo com ele no essencial, sendo que sempre disseram isso mesmo (PS, PSD, CDS) e por isso o governo está no bom caminho (PSD, CDS), ou deverá mudar já que sempre dissemos o que o governo não quer ver e por isso está cada vez mais isolado (PS), para outros, da ala esquerda ou esquerdista, acham que o discurso do Presidente não é coerente, que deveria ter dito o que não disse, e que os pacotes de austeridade não tiram o País da crise em que está atolado.
Ora, se eu não entendi bem o discurso do senhor Presidente, se os dirigentes da esfera governamental entenderam de uma forma e os de fora dessa esfera entenderam de outra completamente oposta, sendo que as palavras foram exactamente as mesmas, então esta droga ainda está pior do que eu pensava, ou, o que deve ser uma verdade muito verdadeira, eu não percebo mesmo nada disto, e é certo que não tenho agenda, seja ela política ou outra para me guiar as palavras e o entendimento, pelo que vou mais uma vez, fazer um larguíssimo interregno e deixar de os ouvir, seja de um lado da barricada seja do outro.
Talvez que para o próximo ano já não existamos, e assim o senhor Presidente não tenha precisão de nos falar outra vez.

No Aventar
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