domingo, 9 de novembro de 2008

NÃO CUSTA NADA SER SÉRIO!




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NÃO CUSTA NADA SER SÉRIO


Parafraseando um meu sogro, que já se não encontra entre nós, homem sério e integro que utilizava esta máxima nas mais diversas ocasiões, não custa nada ser sério. E nesse pressuposto, devo começar por afirmar, que não gosto da senhora, nunca gostei da senhora e não é provável que alguma vez venha a gostar. E não é pelo que ela fez ou deixou de fazer, como não é pela posição que ocupa. Não gosto da senhora, como não gosto seja de quem for que se apresente da mesma forma, cheia de cagança, sobranceria e falsa superioridade. E há muitos exemplos por esse Portugal fora, de pessoas assim como ela.

Apesar da minha falta de empatia, devo afirmar que esta senhora tem o apoio de muitos dos seus concidadãos. Por essa razão, ganhou a presidência da Câmara de Felgueiras, que de outro modo não teria acontecido.

Anda a senhora Presidente, nas bocas do mundo, pelo menos no mundo português e no brasileiro, há quase nove anos. Nessa altura, em 1999, por razões nunca bem esclarecidas, lá não terá feito o que alguém queria, e esse alguém (incógnito), zangado, enviou uma carta anónima a acusar a autarca de diversos ilícitos, com base num saco de cor azul e em contratos fictícios. Seguiu-se uma investigação, uma acusação com fuga anterior de informação e que motivou uma fuga imediata para o Brasil, trocas de conferências de imprensa, de lá para cá se ouvir e de cá para lá ser ouvida, regresso muito mediático, eleições e julgamento. Até aos dias de hoje em que foi ditada sentença.

Crimes eram mais que muitos. A acusação pedia anos de prisão e multa avantajada.

No entretanto a senhora, que durante o tempo em que esteve em fuga, fez a sua vida normal no Brasil, após o seu regresso continuou a fazê-la na sua terra, agora e de novo como Presidente da Câmara. De tempos a tempos mais uma conferência de imprensa e de novo a sobranceria a aparecer nas palavras da Presidente. E pelos vistos, a senhora tinha razão para essa altivez. Nada lhe iria acontecer. Ela sabia-o bem, quem sabe se da mesma forma que soube da acusação e que motivou a partida para terras de Santa Cruz. E convém que se não esqueça que houve um acordo negociado na altura do seu regresso, com os responsáveis do nosso país.

De qualquer forma, a sentença saiu nestes dias, ao fim de nove anos. E o que se ouviu foi de um gozo tal, que a senhora, condenada a mais de três anos de prisão, sorria, durante toda a leitura. Só mesmo algum recato a terá impedido de rir às gargalhadas ou de saltar de contentamento. A pena foi suspensa por igual período de tempo, e a perda de mandato a que também foi condenada, não surtirá efeito algum neste mandato, permitindo mesmo concorrer às próximas eleições dentro de um ano.

E o topete da senhora, após a saída do tribunal, a dizer para quem a quis ouvir, que se tinha feito justiça e que como se tinha provado, ela era uma inocente. Sorri com um sorriso triste, pela imagem degradante a que assisti. Mas em Portugal é assim, tens dinheiro e algum poder, e a impunidade aparece, não tens e estás tramado.

Foi isto o que aconteceu ao fim destes anos todos. Eu não sei se a senhora é culpada ou não, sei que há muito fumo e pelos vistos fogo nenhum.

E também que a senhora não conheceu o meu sogro, ou, teria apreendido alguma coisa e ter-se-ia demitido de imediato, à luz de uma seriedade, que em política e no nosso país, parece não existir.

Mais uma vez a montanha da justiça portuguesa, pariu um ratico.



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JM

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1 comentário:

JOSÉ MODESTO disse...

Saibam que é uma ilustre frequentadora de alguns restaurantes de Matosinhos.

Boa-Boa aparência!!!