quinta-feira, 30 de abril de 2009

CRISE, CRISE, CRISE!

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FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS
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Estou sensibilizado, direi mesmo comovido, para além de me sentir orgulhoso, com a notícia de hoje sobre a nova lei de financiamento dos partidos políticos.
Portugal, o país do nosso Primeiro e dos seus amigos políticos (sejam eles de que partido forem), vive desafogadamente, sem os problemas que afectam os outros países por esse mundo fora. Não temos problemas graves no que respeita à educação, à saúde, ao emprego, ou a qualquer outro sector, diga ele respeito à economia ou ao bem estar e nível de vida dos cidadãos.
A crise de que se ouve falar, não é de todos nem para todos. Portugal, o meu País, não é o país de que falei no parágrafo anterior. No meu, os problemas adensam-se dia-a-dia, o descontentamento popular cresce, as falências das empresas acontecem diariamente, o desemprego é cada vez maior, a fome começa a aparecer, a economia não mexe porque já quase não existe.
Os partidos políticos existentes em Portugal, deveriam servir, em primeira e última análises, o povo Português. Se o povo vive com dificuldades, se o povo não tem dinheiro, se as pessoas começam a ver os seus empregos a desaparecerem, não têm, a classe política e os partidos, o direito de verem os seus rendimentos a subir exponencialmente, ainda para mais se o dinheiro que passam a receber, for pago pelos cidadãos, todos, eu e qualquer um de nós, que vivem com dificuldades.
A nova lei do financiamento dos partidos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, aprovada em tempo recorde por quem vai dela beneficiar, faz aumentar em mais de 55 (cinquenta e cinco) vezes o limite das entradas em dinheiro vivo, permitidas por lei.
Desta forma, faz-se tornar legal uma vergonha que era praticada por toda a gente.
Esta lei, é realmente original, e a sua célere aprovação mostra a transparência em que os nossos parlamentares vivem.
E nunca mais é Outubro!

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JM
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