sexta-feira, 3 de abril de 2009

O DESGOSTO DE ALGUNS, A ALEGRIA DE MUITOS

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ABSOLVIÇÃO
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Era uma vez um envelope, uma ressabiada, muitos invejosos, um de muitos processos, um jogo de futebol, advogados, testemunhas, muitos jornais e televisões, um tribunal e uma juíza.
Era também uma vez, o desejo de acabar com a carreira e a credibilidade de um homem, outros dois apanhados no meio desse desejo, vinganças pessoais e clubísticas, a falta de credibilidade da principal testemunha, a voragem de quem se serviu dela, um livro mal escrito, um crime de corrupção activa desportiva e outro de corrupção passiva, declarações bombásticas, primeiras páginas de jornais, aberturas de noticiários televisivos, escutas telefónicas e muito empenho de gente escondida por trás da escritora.
A meritíssima juíza ouviu, pensou, estudou, não encontrou culpa delito ou crime e declarou a absolvição, de todas as acusações, dos acusados.
Tudo seria normal se o Ministério Público, que perdeu, não fosse obrigado a recorrer da sentença para não perder a face, e não tenhamos (em especial e principalmente os acusados e absolvidos) de ser sujeitos de novo ao recomeço disto tudo. E mais dinheiro deitado fora, e tempo perdido, para se apurar o que já está mais que apurado e esclarecido.

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(Também no Clube dos Pensadores.)

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JM
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2 comentários:

António Gallobar disse...

Muita tinta correu e a que ainda virá a correr, tantos jornais desportivos ou não, tanta gente que se deixa manipular em nome de algum exito ainda que efemero e momentaneo, por vezes só para aparecer na TV, e os freeports e tantas coisas que têm pelo menos a virtude de nos distrair.

Um abraço amigo José.

Dylan disse...

"O logro"

A decisão do Tribunal de Gaia, no "caso do envelope", não proclamou vitória de ninguém. O encontro de um presidente dum clube com um árbitro foi catalogado pela juíza como suspeito e imprudente, mas em caso de dúvida beneficia-se o réu. Poder-se-á dizer que a justiça actual não cumpriu o seu principal mandamento: igualdade de todos os cidadãos perante a lei, ou seja, existem testemunhas mais credíveis do que outras pois o impoluto político ou dirigente desportivo vive num patamar de moralidade social superior!


Juntando uma pitada de incompetência do Ministério Público à mediatização instrumentalizada, temos uma falácia perfeita. O pior é quando o poder judicial é desacreditado na opinião pública, pois essa há muito tempo que fez o seu julgamento e está farta de acreditar em conspirações orquestradas.

http://dylans.blogs.sapo.pt/