quarta-feira, 12 de novembro de 2008

COMPARAÇÕES

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1978 e 2008....e o PORTUGAL que temos !!!


O fim das férias.
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana
puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia
seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e
caganeira.

Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas.
Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a
sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar,
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste
em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal,
mesmo debaixo de chuva.

O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante
meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho.
A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em
terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por
trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia
de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de
um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e
do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de
propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a
averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens
problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a
respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.


Fazias uma asneira na sala de aula.
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao
chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai
pede-te desculpa e compra-te uma Playstation


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COMENTÁRIO DE MINISTRO

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O sr. ministro do Ambiente, Nunes Correia, comentou as declarações do sr. Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, a propósito da distribuição dos fundos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) onde este afirmava que "há desvio de verbas da região Norte para a de Lisboa e Vale do Tejo".

No comentário, o ministro garantiu que no âmbito do QREN, só 2,7% das verbas irão ser investidas na região de Lisboa. Lembrou, no entanto, que, de acordo com a Comissão Europeia, foi levado em conta o "efeito de difusão" dos investimentos feitos na capital e que é essa a razão pela qual há mais verbas afectadas a Lisboa.

GOSTEI!!!

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO!

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DEVIDO ÀS QUEDAS DE BANCOS, QUEDA NAS BOLSAS, CORTES NO ORÇAMENTO, À CRISE NOS COMBUSTÍVEIS, E AO RACIONAMENTO MUNDIAL DE ENERGIA, INFORMAMOS QUE A FAMOSA 'LUZ AO FUNDO DO TÚNEL' ESTÁ TEMPORARIAMENTE DESLIGADA.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MORREU MIRIAM MAKEBA

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MIRIAM MAKEBA MORREU!
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A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida como “Mamã África” faleceu esta noite aos 76 anos, depois de actuar num concerto em Nápoles, Itália, informou hoje o seu agente a uma rádio local.

A artista participava num evento contra o racismo e o crime organizado, em apoio ao escritor Roberto Saviano, autor do famoso livro “Gomorra” sobre a máfia italiana. Enquanto agradecia ao público, Makeba sentiu-se mal e desmaiou. Viria depois a falecer durante a noite em resultado de um ataque cardíaco no hospital de Castel Volturno. Já há alguns anos que a cantora sul-africana tinha problemas de saúde.

Miriam Makeba nasceu a 4 de Março de 1932 nos subúrbios de Joanesburgo. Foi a primeira mulher cantora negra da África do Sul a conseguir obter reconhecimento internacional e era também conhecida c
omo um ícone da luta contra o "apartheid".

O seu primeiro sucesso foi alcançado ao lado do grupo “The Manhattan Brothers” em 1959. No ano seguinte, quando tentou regressar ao seu país para assistir ao funeral da mãe, o governo sul-africano impediu-a de entrar e pouco tempo depois a sua música foi proibida.

Em resultado, Miriam Makeba viveu 31 anos em exílio nos Estados Unidos, Europa e na Guiné, até voltar à sua terra natal em 1990, a pedido de Nelson Mandela.

A sul-africana foi também a primeira mulher negra a ganhar um Grammy (o mais prestigiado prémio de música), honra que partilhou com o cantor norte-americano Harry Balafonte em 1965. Dois anos depois conseguiria alcançar a fama internacional ao gravar “Pata Pata”, uma música inspirada nas danças dos subúrbios de Joanesburgo.

Em 1968, casou-se com Stokely Carmichael, líder do grupo "Panteras Negras" (partido negro revolucionário norte-americano), o que fez com que a sua editora decidisse rescindir o contrato.

Na sua autobiografia, Makeba diz, citada pelo “El País”: “Eu preservei a minha cultura, preservei a música das minhas origens. E, graças a isso, consegui converter-me nesta voz e imagem de África e do seu povo, sem ser consciente do meu feito”.



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In Público

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PODE RECORDÁ-LA AQUI EM "PATA PATA" E AQUI EM "THE CLICK SONG"

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domingo, 9 de novembro de 2008

NÃO CUSTA NADA SER SÉRIO!




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NÃO CUSTA NADA SER SÉRIO


Parafraseando um meu sogro, que já se não encontra entre nós, homem sério e integro que utilizava esta máxima nas mais diversas ocasiões, não custa nada ser sério. E nesse pressuposto, devo começar por afirmar, que não gosto da senhora, nunca gostei da senhora e não é provável que alguma vez venha a gostar. E não é pelo que ela fez ou deixou de fazer, como não é pela posição que ocupa. Não gosto da senhora, como não gosto seja de quem for que se apresente da mesma forma, cheia de cagança, sobranceria e falsa superioridade. E há muitos exemplos por esse Portugal fora, de pessoas assim como ela.

Apesar da minha falta de empatia, devo afirmar que esta senhora tem o apoio de muitos dos seus concidadãos. Por essa razão, ganhou a presidência da Câmara de Felgueiras, que de outro modo não teria acontecido.

Anda a senhora Presidente, nas bocas do mundo, pelo menos no mundo português e no brasileiro, há quase nove anos. Nessa altura, em 1999, por razões nunca bem esclarecidas, lá não terá feito o que alguém queria, e esse alguém (incógnito), zangado, enviou uma carta anónima a acusar a autarca de diversos ilícitos, com base num saco de cor azul e em contratos fictícios. Seguiu-se uma investigação, uma acusação com fuga anterior de informação e que motivou uma fuga imediata para o Brasil, trocas de conferências de imprensa, de lá para cá se ouvir e de cá para lá ser ouvida, regresso muito mediático, eleições e julgamento. Até aos dias de hoje em que foi ditada sentença.

Crimes eram mais que muitos. A acusação pedia anos de prisão e multa avantajada.

No entretanto a senhora, que durante o tempo em que esteve em fuga, fez a sua vida normal no Brasil, após o seu regresso continuou a fazê-la na sua terra, agora e de novo como Presidente da Câmara. De tempos a tempos mais uma conferência de imprensa e de novo a sobranceria a aparecer nas palavras da Presidente. E pelos vistos, a senhora tinha razão para essa altivez. Nada lhe iria acontecer. Ela sabia-o bem, quem sabe se da mesma forma que soube da acusação e que motivou a partida para terras de Santa Cruz. E convém que se não esqueça que houve um acordo negociado na altura do seu regresso, com os responsáveis do nosso país.

De qualquer forma, a sentença saiu nestes dias, ao fim de nove anos. E o que se ouviu foi de um gozo tal, que a senhora, condenada a mais de três anos de prisão, sorria, durante toda a leitura. Só mesmo algum recato a terá impedido de rir às gargalhadas ou de saltar de contentamento. A pena foi suspensa por igual período de tempo, e a perda de mandato a que também foi condenada, não surtirá efeito algum neste mandato, permitindo mesmo concorrer às próximas eleições dentro de um ano.

E o topete da senhora, após a saída do tribunal, a dizer para quem a quis ouvir, que se tinha feito justiça e que como se tinha provado, ela era uma inocente. Sorri com um sorriso triste, pela imagem degradante a que assisti. Mas em Portugal é assim, tens dinheiro e algum poder, e a impunidade aparece, não tens e estás tramado.

Foi isto o que aconteceu ao fim destes anos todos. Eu não sei se a senhora é culpada ou não, sei que há muito fumo e pelos vistos fogo nenhum.

E também que a senhora não conheceu o meu sogro, ou, teria apreendido alguma coisa e ter-se-ia demitido de imediato, à luz de uma seriedade, que em política e no nosso país, parece não existir.

Mais uma vez a montanha da justiça portuguesa, pariu um ratico.



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JM

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Textos que foram publicados

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Publicados


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O actual "O Primeiro de Janeiro", a exemplo do que foi feito em tempos, no antigo, tem publicado alguns textos meus, que estão "postados" aqui neste meu blogue.
A saber:
Em Agosto,
- A ignorância é por vezes fatal
- Chega de brincar connosco
- Demitam-se meus senhores!
Em Setembro,
- Querem acabar com a mais bela linha do mundo
- Querem acabar com a mais bela linha do mundo 2
- A Senhora Doutora e os Aviões
- Não há pai p'ra nós
- Já chegamos à Madeira ou quê?
- Um governo de treta!
Em Outubro,
- Estará na altura de voltar a lutar?
- Não chega para tudo!
- E se os senhores fossem gozar com o....*
- Está tudo doido!
- O Mal Que o Mas Tem!
- Hostilidades Abertas (Está publicado no Blogue Clube dos Pensadores )
- Magalhães
- Mais Um, Eles Não Aprendem (Está publicado no Blogue Clube dos Pensadores)
Em Novembro
- O governo mandou nacionalizar o BPN (Está publicado no Blogue Clube dos pensadores)
- Habemos Presidente
(Está publicado também no Blogue Clube dos Pensadores)
- À terceira será de vez?



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sábado, 8 de novembro de 2008

A lucidez que EDUARDO PRADO COELHO tinha!

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ATREVE-TE A LER, OUSA REFLECTIR, SE TIVERES CORAGEM
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Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.


Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO


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In Público

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A CRISE DO BPN, VISTA LÁ FORA

IMPRENSSA INTERNACIONAL ASSOCIA COLAPSO DO BPN À CRISE INTERNACIONAL
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Em todo o mundo os "media" noticiaram a nacionalização do banco português. Da vizinha Espanha ao distante Uruguai

No final do Conselho de Ministros, domingo, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciava a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e na CNN a notícia já passava no rodapé informativo. A Agence France-Presse (AFP) difundia as perdas de 700 milhões de euros do BPN "no meio da crise financeira global", e a Bloomberg divulgava um primeiro "take" onde revelava que o Governo português iria propor à Assembleia da República a compra do banco privado, liderado por Miguel Cadilhe.
A imprensa internacional não deixou escapar a "situação de iminente ruptura de pagamentos" do BPN, mas associou a queda do banco à crise financeira internacional. A edição de segunda-feira do "Financial Times" deu destaque na primeira página ao acontecimento e escrevia "Lisboa compra banco" numa chamada de capa. No mais importante diário económico, o correspondente Peter Wise noticiava brevemente a nacionalização do primeiro banco português desde o 25 de Abril. Também o norte-americano "Wall Street Journal" fez eco do colapso da instituição e explicava a intenção do executivo de disponibilizar quatro mil milhões de euros aos bancos portugueses para reforçar o capital, um sinal "de que a turbulência dos mercados globais está a chegar às pequenas instituições financeiras dos países do Sul da Europa". O "New York Times" incluiu a nacionalização do BPN, descrito como "um dos mais pequenos credores do país", numa notícia sobre o pedido de Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, aos países produtores de petróleo do Golfo Pérsico e da China para reforçarem os mecanismos financeiros do Fundo Monetário Internacional.
Basta uma pesquisa rápida no Google news para perceber que o caso BPN também foi noticiado em Espanha, na Grécia, no Brasil, na Rússia, no Canadá, no Uruguai. No México, a Rádio Fórmula identificava o banco como "a primeira vítima no país lusitano da crise económica internacional".

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In Público

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CASAMENTO - DIVÓRCIO - LEI

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CASAMENTO VS DIVÓRCIO

Numa altura em que a polémica depois de instalada começa a esfriar, mor da aprovação da lei, com os deputados esquerdistas a apoiar, os direitistas e centristas a rejeitar, e o Presidente da República depois de mandar a lei para trás, a, contrariado, promulgar, as coisas parecem-me mal pensadas.
Uns, dizem que esta lei protege os mais fracos e as mulheres. Outros, dizem que não, desprotegem as mulheres e os filhos menores. Os primeiros afirmam que é a melhor lei de sempre para o fim dos casamentos, os segundos, dizem que a lei está mal feita e tem erros grosseiros. De um lado se diz uma coisa e de outro o seu contrário, sendo que ambos os lados estão convictos da sua razão.
Tudo isto é confuso para o comum dos mortais, que delegou nestes senhores a "fazedura" das leis, e neles confia plenamente.
Como eu dizia, estas coisas parecem-me mal pensadas. O problema não me parece estar nestas bandas, nem me parece dever ser visto desta forma.
Embora haja cada vez menos casamentos, há ainda uma enorme cadeia comercial que deles vive, e vive principescamente. Basta notar o preço que cada um desses eventos custa, e o que envolve.
Depois, por cada dois casamentos, há, poucos anos depois, um divórcio. Para este divórcio, que corresponde a cerca de 50% dos casamentos, se fez esta nova lei que tanta tinta fez e faz correr.
O divórcio, que deveria ser o último recurso a aplicar a um casamento, é agora, nos dias de hoje, um dos primeiros. O que me leva a pensar que o casamento tem bases erradas.
Casa-se porque sim, porque é bonito, porque a família assim o impõe, porque e porque, mas raramente porque se saiba o que se está a fazer, por amor verdadeiro, e depois de um real conhecimento da outra pessoa. Nos dias de hoje, quase ninguém faz ideia do que é o casamento antes de o viver, e nessa altura, as surpresas são muitas e as dificuldades enormes. E como ninguém está para "amar", o divórcio surge como a mais fácil das soluções, que se torna complicada quando há filhos menores envolvidos.
E aqui é que a porca torce o rabo. Andamos a discutir o divórcio, a fazer uma nova lei para acabar com os casamentos de forma mais fácil, quando deveríamos discutir primeiro o casamento e fazer uma nova lei para o tornar menos leviano e evitar a necessidade de divórcio, e por consequência a necessidade de uma lei mais permissiva para este.
Será que é assim tão difícil de entender que nisto tudo a discução se centrou a juzante, quando o deveria ter sido a montante?
Da forma que isto está, nada muda. Os casamentos continuam, os divórcios aumentarão percentualmente até porque agora é mais fácil e se calhar mais barato, e pelos vistos, pelo menos metade da população está mais satisfeita com esta situação.
Antes divorciada que encalhada!
Mas isto sou eu a dizer, que destas coisas devo perceber tanto como de lagares de azeite.

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JM
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TÚNEL E ELÉCTRICO EM MOUSINHO DA SILVEIRA

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A Sociedade de Reabilitação Urbana entende que a proposta de intervenção no eixo Mouzinho/Flores só é possível com novo conceito de mobilidade

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O projecto para o eixo Rua de Mouzinho/Rua das Flores que a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) candidatou ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) está centrado na questão da mobilidade. Artérias centrais para o percurso turístico na cidade, mas também para quem pretende descer da Baixa até à marginal do Douro, as duas ruas vão ser alvo de um estudo de mobilidade que deverá encontrar soluções para descongestionar a zona.
Entre as opções que estão já previstas na candidatura ao QREN está a criação de, pelo menos, "um parque de estacionamento em túnel", para tentar resolver um dos problemas mais complicados daquele eixo - a falta de local para deixar o carro. Um problema que se agrava perante a perspectiva da SRU de transformar a maioria dos prédios da zona em apartamentos. Outra das propostas da SRU é restabelecer a linha do eléctrico na área para ligar a Igreja de S. Francisco à Estação de S. Bento.
Estas e outras soluções deverão ser aprofundadas por um estudo sobre a mobilidade que é uma peça fundamental da reabilitação deste eixo central no centro histórico do Porto. Mas a candidatura ao QREN não se fica por aqui. O investimento de 71 milhões de euros deverá ser ainda aplicado na recuperação do espaço público, desde o Largo dos Lóios até à Praça do Infante, e também no estabelecimento de uma Unidade de Gestão da Área Urbana (UGAU). A SRU aposta ainda na reabilitação e ampliação do núcleo museológico da Santa Casa da Misericórdia, transformando-o num verdadeiro museu, na Rua das Flores.
A candidatura ao QREN deverá ser aprovada até ao final de Dezembro e o prazo para que todos os projectos se desenrolem no terreno é de três anos, com o início dos trabalhos marcado, idealmente, já para Janeiro.

A confirmar-se a aprovação pelo QREN da candidatura do eixo Mouzinho/Flores passam a ser dois os projectos da SRU que beneficiam do financiamento europeu, uma vez que o Morro da Sé já foi também contemplado. Nesta zona do centro histórico, ainda não há qualquer actividade visível da SRU e, por enquanto, assim deverá continuar, até à entrada em funcionamento da UGAU. Na restante área de intervenção da Porto Vivo, as obras de reabilitação do edificado vão-se tornando visíveis. Há prédios em obras em praticamente todos os quarteirões cujo documento estratégico previa, para esta altura, trabalhos a andar. A excepção vai para os quarteirões que constituem o Morro da Sé e o quarteirão da Feitoria Inglesa, cuja calendarização estabelecia que todos os trabalhos estivessem já a decorrer e onde, por enquanto, não há qualquer prédio a ser reabilitado. Nos quarteirões com obras, os atrasos também são notórios, com relevância para o quarteirão do Infante onde, de acordo com o documento estratégico, todos os trabalhos deveriam ter ficado concluídos já em 2007.
Contactado pelo PÚBLICO, o presidente do conselho de administração da SRU, Arlindo Cunha, justifica os atrasos com duas razões centrais: "Muitas vezes, os proprietários não se mostram interessados em colaborar connosco, e preferimos alargar o tempo de negociações a recorrer à expropriação. Por outro lado, sempre que alguém avança com uma providência cautelar, demora muito tempo até haver uma deliberação", diz, acrescentando que todos estes processos têm sido decididos "a favor da SRU".
Arlindo Cunha não se mostra, por isso, angustiado com os atrasos. "Este é um trabalho muito lento e sempre dissemos que, antes de dez anos, não se podia fazer um balanço", justifica. Ainda assim, a pedido do PÚBLICO, arrisca um "estamos a trabalhar e a ver que o avião está a levantar voo."

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In Público

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ENTÃO AGORA É PARA 2013? FIXE!!!

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PS/Algarve defende referendo à regionalização em 2013
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O líder do PS/Algarve, Miguel Freitas, defendeu hoje um referendo sobre a regionalização em simultâneo com as eleições autárquicas de 2013 e assegurou que irá levar a proposta ao congresso nacional do PS em Março de 2009.

«O país está preparado para se avançar com a regionalização. Queremos fazer da próxima legislatura, a legislatura da regionalização, porque é boa não só para o Algarve, mas para todo o país», defendeu Miguel Freitas, na apresentação da moção estratégica da Federação do PS/Algarve, que decorreu esta manhã em Faro.

Miguel Freitas defende a regionalização como alavanca para desenvolver um «projecto educativo regional» e para criar uma «agência de solos» com o intuito de corrigir as «assimetrias da região» e ter «uma boa política de habitação social».

A regionalização também seria a alavanca necessária para avançar com a criação de uma rede de museus e teatros ou para concretizar projectos que já estejam em marcha, como a central de biomassa em Monchique, defendeu o líder do PS/Algarve.
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Estes camaradas estão com muito boas ideias---- o melhor será fazer como com o Metro para o Porto e mandar as coisas lá para as calendas.... ou seja, para 2022, assim sempre haverá alguma coerência nisto tudo.
ELE HÁ CADA UM, E CADA COISA!!!


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JM
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

À TERCEIRA SERÁ DE VEZ?

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À TERCEIRA SERÁ DE VEZ?



As três maiores esperanças americanas e mundiais ao longo dos tempos, lutaram pela igualdade, pelos direitos humanos, pelo fim da guerra, pela esperança em dias melhores, pela justiça e pela mudança. Só um ainda vive, o terceiro desta lista, e está no começo dessa luta.

Entre o primeiro e o último, as semelhanças são enormes na imagem que transmitem, no carisma, no respeito que estimulam, na esperança que provocam, na união que fomentam, nos valores éticos e morais, na segurança e na justiça, na empatia que geram, na popularidade, no discurso e na juventude.

Entre os três, a principal afinidade é o sonho. O sonho de liberdade, de paz, de luta pelos direitos humanos, de mudança para uma vida melhor.

O primeiro, John F. Kennedy foi assassinado em 1963. O segundo, Martin Luther King foi assassinado em 1968. E o terceiro acaba de ser eleito o 44º Presidente dos EUA.

O mundo está a viver euforicamente a eleição de Obama, cativado pela sua vontade de mudar o mundo, pela sua generosidade, pela sua inteligência e capacidade, e pela esperança que transmite. É o primeiro Presidente negro da história deste país e aí começa a primeira grande mudança conseguida, numa nação que sempre foi racista.

Os EUA mudaram e assim muda o mundo. Mais do que nunca, o Presidente Americano é uma espécie de Presidente Mundial.

O mundo está a acreditar na mudança e espera que esta nova era traga prosperidade e paz.

A tarefa de Obama, a que ele se propôs, é difícil, muito difícil, vai bulir com muitos interesses instalados, e traz com ela uma infinidade de inimigos, capazes de tudo, mesmo das mais execráveis coisas, para o travar, mas também transporta com ela a esperança e a confiança de um mundo inteiro, numa vida melhor.

A expectativa mundial depositada na capacidade deste homem em conseguir concretizar este sonho, é enorme.

Oxalá ele consiga este desiderato.



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JM

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PORTO PORTO PORTO

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A próxima reunião aberta da Associação de Cidadãos do Porto terá lugar sexta-feira, dia 7 de Novembro às 21.30h.
A reunião terá lugar na Fundação Fábrica Social, na rua com o mesmo nome.
Na sequência das conclusões emanadas da última reunião, o tema central será:

Gestão Autónoma Aeroporto Sá Carneiro

  • - Perspectivas Económicas, Sociais e Políticas
  • - Formas de Actuação Cívica

As inscrições estão disponíveis através do email porto.agora@gmail.com.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

U S A





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GOOD BYE MR PRESIDENT












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HELLO MR PRESIDENT


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MICHAEL CRICHTON


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CRICHTON MORREU
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O escritor e argumentista Michael crichton, autor da obra Parque Jurássico e da sequela Lost World, que inspirou o filme de Steven Spielberg, mas também da série televisiva Serviço de Urgência, faleceu hoje aos 66 anos, anunciou a família num comunicado emitido pela estação norte-americana de televisão CNN.

A morte de Crichton foi inesperada, adiantou a família, apesar do escritor, médico de formação, travar há já algum tempo uma batalha contra um cancro.

Segundo a família, Michael Crichton, descrito como “um pai e marido dedicado e um amigo muito generoso”, ficará lembrado pelo modo como mostrava “as maravilhas do mundo através de um olhar diferente”. “E fez isso com um sentido de humor que todos os que tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente nunca esquecerão”.

ADORAVA ESTE AUTOR... ERA BRILHANTE E TINHA UMA VISÃO LÚCIDA SOBRE A SOCIEDADE.

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JM
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WORLD PRESS PHOTO

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NA MAIA

O Fórum da Maia, recebe a partir de sexta-feira próxima e até ao dia 28 deste mês, mais uma edição da World Press Photo.
A exposição abre ao público às 15h00 .


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FOI OBRA DO MOMENTO


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HABEMOS PRESIDENTE

OBAMA GANHOU, O MUNDO MUDOU

Repentinamente, num lapso de tempo, num repente, o mundo mudou. Foi eleito o Presidente do Mundo. É verdade que só uma parte desse mundo votou, eu não pude, e que a parte que votou está dividida a meio, e por aí fora, mas não deixa de ser meritória a sua vitória. Por esse mundo fora não cessam as felicitações, as vontades de cooperação, desde o nosso Amado até aos representantes das Américas da Ásia, ou dos Africanos que rejubilam com este presidente negro.
O mundo já mudou, sem ser preciso esperar por 20 de Janeiro para que tal acontecesse. Com este novo Presidente, com esta nova cor de que se não fala, a fome vai ser erradicada, a doença vai ter novos e melhores medicamentos, a guerra cessa e as desavenças desaparecem. Com este novo Presidente do mundo, o petróleo vai continuar a baixar, os crimes vão desaparecer e a educação vai aumentar. Tudo o que for menos bom, desaparecerá. Em suma, com este novo Presidente, como numa perfeita obra do momento, tudo vai mudar. E vai mudar para melhor!
Bem..., e se por um acaso isso não acontecer, como diz um amigo chegado, não se preocupem, que basta esperar para as próximas eleições, que aí sim, vai mudar de certezinha absoluta!
E ainda temos aquele problemazito, pequenino, que não sei como se poderá resolver assim de um momento para o outro, que é o facto de, na terra onde ele vive, e de onde governará o mundo, haver o hábito, já repetido por variadíssimas vezes, de "calar" presidentes por via de balas....
Esperemos que não seja o caso, ou teremos um problema grave para ser resolvido e tudo voltará à estaca zero.

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JM
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PORQUE NO TE CALLAS?

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"PORQUE NO TE CALLAS?"


O caso da dra. Ferreira Leite é idêntico ao do governador do Banco de Portugal: o problema de ambos não é quando estão calados, é quando falam. Se a actual líder do PSD se tivesse mantido em silêncio, não ouviríamos coisas como as que disse à TSF, que obras públicas em Portugal "ao desemprego em Cabo Verde e na Ucrânia, ajudam; ao desemprego de Portugal, duvido".

Infelizmente ninguém lhe perguntou se, para lutar contra o desemprego em Portugal, o Governo deveria fazer obras públicas em França e em Espanha, dando trabalho aos milhares de "maçons" e "albañiles" portugueses. Já se Vítor Constâncio tivesse ficado calado ninguém saberia do modo como exerce as responsabilidades de supervisão do sistema financeiro que lhe estão confiadas nem da "surpresa" com que agora descobriu "operações de centenas de milhões de euros clandestinas" do BPN, a mesma "surpresa" com que há uns meses soube das traficâncias do BCP. As palavras são seres pouco fiáveis, e revelam o que escondem mais do que o que mostram. Ao menos "tacendo non incurritur periculum", que é como quem diz que calando não se correm riscos.


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Por Manuel António Pina, in JN

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A DRª MANUELA

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A LÍDER DO PSD VOLTOU A FALAR

No encerramento das Jornadas Parlamentares do PSD na cidade de Évora, a líder, no seu discurso, falou, e desta vez parece que bem.
Disse que o governo não é fiável, que o primeiro não é confiável, é incoerente, é autoritário e prepotente e quer uma sociedade amorfa obediente e calada - o que me parece ser o que a maioria dos governantes quer - utilizando a mentira e o ilusionismo para se promover e ao seu governo, considerando mesmo que este Orçamento para 2009 é um exercício de grande ilusionismo, à medida e estilo do Sr. Sócrates, e exigiu desculpas ao governo por causa das dívidas do Estado às empresas.
Tudo muito bem, tudo muito bonito no seu ataque directo ao Primeiro Ministro, um pouco diferente do que nos tem habituado, fazendo lembrar uma oposição mais acertada, embora não me pareça tão eficaz quanto isso. Talvez já venha tarde.
Mas, a Srª Drª D. Manuela, esqueceu-se de falar do tema do momento, e que domina a política nacional nestes dias, o que me parece mais uma falha a juntar a tantas outras. A líder do PSD não falou da nacionalização do BPN, vá-se lá saber porquê. E deveria ter falado, a não ser que se falasse, fosse para dizer coisas da mesma qualidade das que disse sobre o casamento dos homossexuais ou sobre os imigrantes, e aí sim, mais valeria estar calada.


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JM
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

EMAGRECI.... PERGUNTE-ME COMO!

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QUASE COMO UM CONTO
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NOVO VENDEDOR HERBALIFE

Fosse eu o proprietário de uma qualquer marca de venda de produtos por catálogo ou porta a porta ou de porta aberta, tudo faria para convencer o melhor vendedor português - com conhecimentos pelo mundo inteiro, entrada nos lugares mais selectos e uma verborreia fabulosa - a enfileirar nos quadros da minha empresa. Nada mais natural!
Diz-se por aí, de boca a ouvido, nas mesas de café, que é isso mesmo que algumas das mais conhecidas empresas destes ramos e outros, estão, ou estavam porque uma já terá ganho, a fazer com o melhor vendedor Português desde o tempo de Magalhães (que vendeu a sua ideia ao rei espanhol).
Assim, a Avon, a Oriflame, a Tuperware, a Herbalife e outras (passe a publicidade e a certeza de terem sido mesmo estas), terão feito as suas propostas, e vá-se lá saber porquê, terá sido esta última a preferida pelo senhor. Desta forma, os senhores para quem este vendedor trabalhava, ficaram privados do seu melhor quadro, muito embora tal não lhes provoque demasiado prejuízo, uma vez que a produção dos pc's estará vendida para os próximos anos, mercê do bom desempenho do bufarinheiro.
Sabe-se até, dizem, que, José, este nosso fabuloso vendedor, quer vir a ser, um dia, como o sr. Parker, que enquanto ensinava os seus alunos, lhes vendia canetas, e um dia, fabricou uma mesmo sua, diferente de todas as existentes, que patenteou em 1889, e decidiu-se a enveredar pela carreira única de vendedor. E que bem que o fez, já que ficou rico em pouco tempo, e hoje, apesar do sr. Parker já não estar entre nós, a marca que fundou é há muito, uma das maiores do mundo.
Para tal, o sr. em causa, cujo nome completo quero deixar salvaguardado, terá já entregue a carta de despedimento ao presidente, dando, como é evidente, a garantia dos dois meses obrigatórios, pelo que após o Natal, nos veremos livres dele.
Consta até, que já tráz colado no vidro do carro e na lapela do casaco, o emblema
"EMAGRECI... PERGUNTE-ME COMO!"


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JM
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AINDA MAIS UM.... ELES NÃO PARAM!... E NÃO APRENDEM NADA!

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IKEA

Ainda não se deixaram de ouvir os ecos da inauguração de um centro comercial em Matosinhos/Leça, com uns a aplaudir e outros (poucos) a apupar, e com os que aplaudiram a, a breve trecho, começarem a chorar, e já se fala num novo mega-investimento em Gaia, com mais uma loja IKEA, e um novo centro comercial. Ficará junto ao GaiaShopping, ao lado dos supermarcados Lidl, Makro e Continente, da Stapples, MaxMat, Aki ,MediaMarket e Toys-R-Us e outros. Como será bom de ver, para lá irão as mesmas marcas que existem nos outros centros e estando perto da entrada de Gaia e do Porto, mais e mais potenciais compradores de fora destas cidades, e vindos de Sul, ficarão retidos por lá, impedidos de chegarem até ao comércio tradicional, aumentando assim as dificuldades das pequenas e médias empresas.
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MAS, EU NÃO PERCEBO NADA DISTO... ELES É QUE SABEM!


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JM
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Dr. António Vilar

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CAUSAS DO DIA-A-DIA

É apresentado hoje, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, o livro "Causas do dia-a-dia", no qual, a "situação catastrófica" em que se encontra a região norte é o elemento central, pelo ex-deputado e antigo líder da distrital do PSD/Porto, António Vilar.
Segundo o JN, António Vilar sempre foi um adepto sincero e convicto da regionalização, mas começa a pensar que "ela já não vai a tempo e não consegue, só por si, resolver os problemas. Isto porque regionalizar sem poder, sem dinheiro, não vale a pena. É criar mais burocracia. Passaram os tempos em que isso podia ser feito". Crê no entanto, que a regionalização, acompanhada da criação de círculos eleitorais uninominais (com a consequente vinculação dos deputados, e um outro espírito de solidariedade que até poderá advir da crise,) as coisas poderão ser mudadas.

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JM
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TAXAS EURIBOR

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EURIBOR

As taxas Euribor voltaram a cair, esta terça-feira, continuando a trajectória descendente iniciada há mais de duas semanas. A Euribor a três meses atingiu o valor mais baixo desde 25 de Março, uma das indexantes do crédito a habitação em Portugal, que desceu 0,033 pontos percentuais para 4,700 por cento.

A taxa a seis meses, principal indexante do crédito hipotecário, caiu 0,032 pontos percentuais para 4,754 por cento.

A taxa a 12 meses baixou 0,037 pontos percentuais para 4,808 por cento.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.



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JM

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

F.C.PORTO












SUPERLEAGUE FÓRMULA
Corrida de Dragão!

Fantástico! O F.C. Porto alcançou este domingo, em Vallelunga (Itália), a estreia em vitórias na Superleague Formula, competição automóvel que junta em pista alguns dos principais emblemas de futebol do planeta. O carro azul e branco, pilotado pelo francês Tristan Gommendy teve um desempenho verdadeiramente irrepreensível e, depois de recuperar inúmeras posições, foi o primeiro a cortar a meta. Uma corrida de Dragão!
Gommendy partiu da 11ª posição, depois de ter terminado a corrida matinal no 8º posto. Com um ritmo sempre muito vivo e uma condução segura, mas extremamente agressiva, o francês rapidamente colocou o F.C. Porto no lote dos mais rápidos em pista e foi subindo posições, beneficiando de um par de acidentes, mas também assumindo corajosas ultrapassagens.
A meio dos 45 minutos de prova, o F.C. Porto já era terceiro, mas apresentava ritmo para mais, não se contentando com aquele que já podia ser o melhor resultado de sempre na Superleague Formula. E, por isso, Gommendy continuou a acelerar.
Inesquecível o momento em que máquina do Dragão superou o PSV, em plena curva, no limite da perícia e da magia. A Roma estava agora a quatro segundos, teoricamente muito tempo em carros com motor e chassis semelhante. Gommendy, ainda assim, acreditou sempre no triunfo e, após uma sequência de voltas muito diabólica, colou-se ao carro italiano, que corria em casa.
Foram minutos de emoções fortes. O F.C. Porto tentava tudo, mas a Roma defendia. A intensidade podia deitar tudo a perder, mas o francês soube esperar pelo instante certo para arriscar. Na última volta, depois de «se mostrar» ao carro romano, provou que também é Dragão. Com toda a frieza, e a menos de um quilómetro para o fim, colocava o azul e branco na frente, para delírio dos portistas que, ainda há duas semanas, no Estoril, asseguraram que esta competição pode contar com a chama do F.C. Porto. Uma grande vitória!


ANDEBOL

Dragões seguem invencíveis no campeonato

O F.C. Porto Vitalis visitou esta quarta-feira à noite o Sporting, em jogo antecipado da 8ª ronda da Liga de andebol, que terminou empatado a 29 golos. Eduardo Coelho, melhor marcador do encontro, esteve em destaque, ao apontar 13 remates certeiros.

Além do lateral-esquerdo, facturaram para os azuis e brancos nesta partida Inácio Carmo (5), Ricardo Moreira (4), Filipe Mota (3), Wilson Davyes (2), Sérgio Martins (1) e Tiago Rocha (1).

Após sete desafios disputados, o conjunto orientado por Carlos Resende mantém-se invencível no campeonato, somando até à data quatro triunfos e três empates, que lhe permitem, pelo menos para já, assumir a liderança da competição.


BASQUETEBOL

O F.C. Porto Ferpinta somou a terceira vitória na Liga, ao vencer, no Barreiro, o Galitos, por 82-84, em jogo da sexta jornada da competição, a terceira cruzada com equipas da Proliga.

Num final de partida arrebatador, os Dragões, que iniciaram o quarto período em desvantagem (63-59), foram capazes de reverter o resultado a seu favor, convertendo 25 pontos e vencendo por um cesto.

O portista Kevin Martin, com 26 pontos e 10 ressaltos, foi o MVP da partida, que assinalou também o regresso de Paulo Cunha à competição, depois de operado a uma laceração do menisco externo do joelho esquerdo. Na sua estreia na Liga, o extremo português converteu três de quatro lançamentos livres e conquistou quatro ressaltos, em breves minutos de utilização.


BILHAR

Supremacia portista estende-se à Supertaça
A equipa feminina de pool do F.C. Porto/CIN continua a demonstrar a sua total hegemonia na modalidade, tendo desta feita conquistado a Supertaça de Pool frente à formação do Leixões, numa prova realizada no fim-de-semana na Academia de Bilhar de Gaia.
A equipa Tetracampeã Nacional de pool continua a mostrar-se em grande nível em diversas frentes, desta vez aliando o título nacional à conquista da sexta Supertaça na modalidade.
Perante a formação do Leixões, as atletas Luísa Leal, que venceu a sua partida por 4-2, Vânia Franco, 5-0, Mariana Marinho, 5-0, e Ana Máximo, cuja partida não se concluiu devido ao resultado da contenda pender já para o triunfo azul e branco por 3-0, expressaram em pleno o domínio portista na prova.
Repetindo triunfos e renovando troféus, a caminhada da equipa feminina do F.C. Porto/CIN prossegue imparável no bilhar português, cimentando o lugar cimeiro que os Dragões ocupam na modalidade.




HÓQUEI EM PATINS

F.C. Porto-Benfica, 3-2

Dragões impõem-se no clássico da jornada

O F.C. Porto recebeu e venceu, este sábado, o Benfica, em desafio da 6ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins. Os Dragões, que estiveram sempre na frente do marcador, carimbaram o triunfo com golos de Ricardo Figueira (logo aos 8 segundos) e Caio (5m e 15m).
Depois de ter assegurado a vantagem, ainda na primeira parte, a equipa orientada por Franklim Pais soube gerir da melhor maneira o resultado, ao longo do segundo tempo, tendo controlado por completo, aliando a esse sentido de inteligência uma boa exibição.
Ao somarem mais três pontos, os Heptacampeões afiançaram a continuidade na liderança da competição, na qual permanecem imbatíveis.




DEPOIS DISTO,

QUE ME INTERESSA O FUTEBOL?



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JM
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HAMILTON

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E O HAMILTON PASSOU O GLOCK QUASE NO FINAL, PASSANDO A SER O MAIS NOVO CAMPEÃO DO MUNDO DE F1. VEJA AQUI


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MENEZES CADA VEZ MAIS DURO



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PORQUE NÃO SE CALA, PORQUE NÃO SE VAI?

Há semanas, escrevi uma crónica em que criticava o longo silêncio estival da Direcção do meu partido. De facto, tal voto de clausura tinha permitido que José Sócrates não só tivesse passado quase incólume por um período de tempo em que preocupantes acidentes de insegurança pública e os principais sinais de crise económica e social fustigavam o quotidiano dos portugueses, como lhe havia permitido formatar os primeiros acordes de um discurso eficaz para a apresentação do último Orçamento de Estado desta legislatura.

Após o inconsistente discurso de encerramento da Universidade de Verão, a Direcção do PSD fez "mea culpa" pública e entrou numa corrida desenfreada de declarações e entrevistas. Numa escassa semana, a presidente do PSD passou pelas "Cartas na Mesa", de Constança Cunha e Sá, na TVI, pela entrevista no programa "Negócios da Semana", na SIC N, terminando com uma ida à "Grande Entrevista", de João Marcelino e Paulo Baldaia, na TSF/DN.

Três horas de exposição pública em meia dúzia de dias é de facto uma hipermotilidade funcional para quem tinha feito um voto empenhado na defesa da castidade política do silêncio. Silêncio apelidado de táctica e de estilo. Pelos vistos, quer a táctica quer o estilo deram uma instantânea volta de 180 graus. A convicção da opção anterior foi, pois, facilmente postergada face ao descalabro das últimas sondagens.

Chegou o discurso. Triste, sombrio, sincopado, esterilmente agressivo e incoerente. De uma pobreza confrangedora.

A começar pelo que se traduziu no contraponto ao Orçamento de Estado. O maior partido da Oposição começou por condenar o hiperoptimismo da previsão de um crescimento económico de 0,6%. De seguida, quando era expectável que avançasse com uma proposta global que tornasse perceptível um modelo alternativo de política económica e social, limitou-se a propor meia dúzia de medidas pontuais avulsas.

Que credibilidade merece quem pede para governar assente numa proposta cujos principais e quase únicos temas de contraponto de política orçamental são a descida de 1% na taxa social única, a alteração do regime de remuneração dos certificados de aforro e a eliminação do pagamento especial por conta? Com a agravante do famoso rigor ter sido esquecido face à forma como se atirava instantaneamente o défice orçamental para perto da fasquia dos 3% do PIB. Com a falta de decoro de se ocultar que o famigerado PEC é o filho da colecta mínima instituída pela ministra das Finanças de Durão Barroso.

As intervenções subsequentes só serviram para somar todos os dias novas razões para que o pessimismo se instale nas hostes sociais-democratas. Desde o ataque desabrido ao aumento de 20 euros ao salário mínimo nacional, à reiterada oposição à criação de uma nova dinâmica de relançamento do investimento público, os erros sucedem-se. Obrigando a Direcção do PSD a sucessivos e poucos edificantes recuos, a digerir importantes desautorizações públicas, ou à ilustração de uma impreparação insanável.

Na entrevista à SIC Notícias, face ao isolamento criado pelo apoio generalizado das forças políticas à subida do RMN (Rendimento Mínimo Nacional) - incluindo do próprio CDS -, a líder do PSD recuou desdizendo tudo o que vinha a afirmar. Na mesma entrevista, meteu as mãos pelos pés, quando confrontada com a posição de Durão Barroso e da Comissão Europeia relativa ao relançamento de uma nova inércia pública de grandes investimentos. Sobre esse tema, as explicações dadas à TSF/DN foram caricatas. "A ida da auto-estrada a Bragança? Sim, por causa da solidariedade nacional. A ida do TGV a Madrid? Não. Porque não se devem nunca suportar investimentos públicos posteriormente deficitários no funcionamento". Tudo isto regado com críticas à excessiva rede viária que já temos e com a declaração solene de que os investimentos públicos só iriam criar emprego para cabo-verdianos e ucranianos! Impreparação, incoerência, ligeireza, insensibilidade!

A construção da auto-estrada para Bragança é inadiável, por necessidade de aumentar a coesão interterritorial, mas principalmente para contribuir para o urgente desenvolvimento competitivo do Interior. Todavia, as outras que estão na calha - como, por exemplo, as vias rápidas circulares do Grande Porto - são igualmente urgentes sob pena de se tornar esta região inabitável.

Há auto-estradas a mais em Portugal? A maioria delas foi lançada ou construída, com muita honra, por Governos do PSD.

O TGV não deve ligar Lisboa a Madrid? Só se quisermos ser a única região da Península a ficar de fora do sistema de alta velocidade ferroviária. Eu sei que já tivemos ministros que defendiam o burro como meio preferencial de transporte, mas se é importante defender uma coesão de desenvolvimento territorial a nível do Estado português é vital defendê-la a nível do grande mercado único peninsular. Além de que o argumento de que nunca se deve investir em projectos posteriormente deficitários ao nível da manutenção só pode ser defendido por quem considere que uma sociedade evoluída pode dispensar os museus, os transportes urbanos, os hospitais e as escolas públicas (tudo equipamentos deficitários)! Só pode ser defendido por quem aceite como boa uma sociedade com o povo todo a ir a pé para o emprego, autodidacta e cliente dos curandeiros.

Quanto à completa iniquidade do esforço público para promoção do crescimento económico e criação de emprego, para além de fazer com que Keynes dê umas voltas no túmulo, peca por não haver uma única explicação sobre a forma como nesta fase de estagnação impediríamos o desastre económico e social, bem como sobre a forma como rapidamente chegaríamos ao desiderato de ter um forte investimento privado e um potente desempenho exportador.

E um líder também tem de ser cuidadoso com a forma. Designadamente numa Nação que faz do universalismo e do humanismo o essencial da afirmação da sua identidade. Portugal é também Arsenyi Lavrentyev, ucraniano que defendeu as nossas cores nos Jogos Olímpicos de Pequim, ou Nélson Évora.

E no meio deste frenesim ainda houve tempo para a capitulação seguidista que se traduziu no clamoroso erro de dar consenso nacional ao reconhecimento do Kosovo.

Finalmente, o tema candidatura à Câmara de Lisboa, a mais importante do país, condicionadora da dinâmica eleitoral do próximo ano.

A líder do PSD afirmou ter autorizado a Comissão Política Distrital de Lisboa a votar um nome, para, logo de seguida, dizer que o assunto não está na agenda política e portanto não dever ser discutido! Ou seja, permitiu que se avançasse com a candidatura de Santana Lopes e agora, por receio de assumir uma posição face à turbulência que tal opção provocou nos seus mais fiéis apoiantes, vai permitir que a escolha fique a ser queimada em lume brando.

Não ignoro que a presidente do PSD se dessolidarizou da sua indigitação como primeiro-ministro, que disse que nunca votaria numa candidatura nominalmente personalizada por Santana, que pertenceu à Direcção Política que o saneou em 2005, que não apreciou a sua escolha para líder parlamentar. Mas como a concepção de coerência e credibilidade com que pautou a sua candidatura à liderança tem sido traduzida num pragmatismo ziguezagueante que é compatível com quase tudo, seguiremos com interesse os próximos capítulos.

Lamentavelmente, é evidente que o furor intervencionista das últimas semanas só veio demonstrar que, afinal, talvez a tese do silêncio fosse, de facto, a mais prudente. Pelo menos escondia a aridez de pensamento elaborado sobre as grandes questões de Estado, a ausência da informação mínima sobre os grandes dossiês da governação, a impreparação em questões europeias. Até no que diz respeito ao que seria uma importante competência específica, fica patente que é grande o fosso que vai da compreensão mecânica dos labirintos da contabilidade pública à capacidade de definição conceptual de um modelo de desenvolvimento económico e social. É evidente que alguns egoístas pseudo-iluminados atiraram o PSD para uma aventura muito perigosa e autodestrutiva.

A actual Direcção do PSD está refém das vestes que escolheu, do discurso com que se apresentou, da equipa que constituiu.

Face à circunspecção de três anos de socratismo, o país esperava por um guterrismo humano e socialmente sensível, só que desta vez social-democrata e competente. Paradoxalmente, o rosto fechado e a postura assustadoramente catastrofista da nova líder do PSD vai permitir uma oportuna, mesmo em tempo de crise, retocagem mais dócil da imagem do actual primeiro-ministro.

O discurso de apresentação foi igualmente suicida. Tecnocrático e despido de ideais, já nem sequer pode ser salvo por um qualquer "Mourinho". A táctica ofensiva do "compromisso Portugal" está desfasada da história, de uma história que vai construir um novo humanismo nas cinzas de um hiperliberalismo condenado pela actual agitação planetária.

O PSD está conformado e adormecido. Daqui a pouco tempo começa a corrida aos lugares decorrentes da orgânica que vai resultar do novo ciclo eleitoral. Seria bom que essa voracidade fosse temperada pela consciência de que os resultados fazem adivinhar uma dieta eleitoral, fazem adivinhar uma completa ostracização das bases e dos quadros intermédios no que diz respeito à repartição de poder e afirmação programática.

Seria conveniente que os autarcas, últimos garantes da existência perene do PSD, se consciencializassem que eleições quase em simultâneo poderão fazer com que muitas autarquias possam ser tomadas de assalto por uma inércia nacional pró-socialista.

Convém recordar que Sá Carneiro e Cavaco Silva emergiram de grandes crises internas, escassos meses antes dos compromissos eleitorais mais ganhadores da história da democracia portuguesa. Parafraseando o rei D. Juan Carlos, ainda há tempo para dizer "porque não se cala, porque não se vai?".

* Presidente da Câmara de Gaia, Ex-líder do PSD


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LUIS FILIPE MENEZES
in JN

BPN NACIONALIZADO

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BPN

O governo mandou nacionalizar o BPN.

Pelo que se sabe, foram pelo cano abaixo 700 milhões de euros, em operações ilícitas e não documentadas. Uma espécie de saco azul. Pelos vistos, nada mais natural nos dias de hoje em todo o mundo e em especial em Portugal. De qualquer forma, este problema, nada tem a ver com a crise que nos assola a nível mundial, embora o tenha potenciado.
O governo desta nossa república, apressou-se a garantir, aos 230 000 clientes do banco, os seus depósitos, o que também é uma coisa natural, embora se tenha esquecido de garantir sejo o que for aos 1500 funcionários que o banco tem como empregados.
Mas a garantia do governo, é também e ainda uma coisa muito natural, pois que na realidade, e mesmo que se chegue à conclusão de que este banco não tem viabilidade, tal como em tempos aconteceu ao Banco Franco-Portugais, tudo se diluirá na Caixa Geral de Depósitos.
Nunca como agora, os depósitos dos clientes do BPN, estiveram tão seguros e garantidos, com a garantia do banco do Estado.
Mas será natural que este governo nacionalize também as perdas provocadas por estes senhores? Os accionistas, que lucram quando há lucros, e os gestores e afins que gerem, e ganham fortunas, não deverão ser chamados a pagar este "buraco"? Ou, também como é costume, todos nós, por vias travessas ou não, vamos pagar esta factura?
E, para além de deverem ser chamados a pagar, que fazer mais quanto aos seus directores, dirigentes e gestores? Será que, por fim, vamos em Portugal assistir a alguma justiça, e ver esses senhores na cadeia, provadas que sejam essas irregularidades?
E em relação ao Banco de Portugal, que se vai passar? Será que aqueles que deveriam ter inspeccionado em condições as contas deste banco agora nacionalizado, vão sofrer sanções, uma vez que os indícios de graves problemas já remontam há mais de dois anos?
Ou, ao contrário, e como é hábito em Portugal, a culpa vai morrer solteira e virgem, e todos nós mais uma vez, empalados?

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JM
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sábado, 1 de novembro de 2008

DIA DE FINADOS

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Dia de São Nunca, ainda de manhã.

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Hoje, 1 de Novembro, dia de finados, vou fazer "gazeta".
NÃO QUERO NEM PENSAR.
De qualquer forma, hoje, amanheci cheio de sol, e quero aproveitar o dia, e amanhã, se correr bem, vai pelo mesmo caminho.
Se não me enganar, e espero que não, volto a este espaço na segunda-feira.
Bom fim de semana.


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JM
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