terça-feira, 21 de outubro de 2008

ODEIO, COM ÓDIO VERDADEIRO...

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Há erros, ortográficos, de sintaxe, ou simplesmente de má escrita, tão inadmissíveis que são alvo do meu ódio, que se encontram em jornais e outros meios de comunicação escrita, bem assim como na linguagem falada por jornalistas e também por outras pessoas, com responsabilidades públicas.
Neste fim de semana, ao folhear um semanário, dei de caras com um artigo de "Ana Martins", intitulado "Fernando Pessoa às voltas no túmulo".
Nesse artigo, a autora, diz de forma bem escrita, o que já há muito eu quereria ter dito.
Na realidade, diz Ana Martins, o ensino do Português no Básico e no Secundário é muito pouco exigente, e o exercício continuado e sistemático da escrita, é praticamente nulo nas escolas públicas; depois, o Ensino Superior, não chama a si a responsabilidade de pôr os alunos a escrever com correcção ortográfica e gramatical; soma-se a isto o facto de haver muita condescendência para com erros clamorosos (como os que apresenta em exemplo e que encontrou em consulta breve à imprensa online: puderem em vez de poderem, caiem em vez de caem, caústico em vez de cáustico, começam a haver em vez de começa a haver), dentro da comunidade jornalistica e fora dela.
Acaba, repetindo as palavras de Fernando Pessoa, no livro do desassossego, que retrata fielmente, tudo o que eu possa pensar ou sentir:
"Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal Português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse".
E eu, se calhar porque como alguns me chamam, serei fundamentalista, também odeio, com ódio verdadeiro todas estas realidades em que hoje vivemos.
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JM
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1 comentário:

Mente Despenteada disse...

Caro amigo,

Acabo de ler o seu artigo de opinião no pasquim chamado «O Primeiro de Janeiro», e venho por este meio dar-lhe conta de uma imprecisão muito importante que o mesmo contém.

Os computadores Magalhães são fabricados pela JP Sá Couto, pelo que é descabida a sua "bicada", ao dizer que a empresa foi escolhida sem concurso público para vender o artigo em causa. Que eu saiba, não é preciso abrir um concurso público para que cada uma das nossas empresas possa vender aquilo que fabrica! A forma como expõe o problema poderá induzir em erro que o lê, e lançar sobre o Governo uma atoarda injustificada. Isso é profundamente errado. Fica o recado. Bom dia.