segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E VÃO DOZE

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VETO À LEI DAS UNIÕES DE FACTO
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O sr Presidente da República vetou mais uma vez. Se não estou enganado é a décima segunda vez que o faz.
O veto doze, como dizem as pessoas que deveriam ser letradas e nos entram pela casa dentro via rádio ou televisão.
O nosso Presidente, terá agido bem, ao reenviar para a próxima Assembleia, a discussão mais aprofundada desta lei.
Segundo ele, não terá sido suficientemente discutida, e necessitará de mais uns "toques", para que fique bem. Assim, a união de facto, não passa de uma espécie de casamento
Será que esta lei foi feita à pressa, para ajudar alguém muito necessitado? Andará por aí alguém que se tenha "ajuntado" e necessite que a sua união seja comparável ao casamento?
Desta forma, como a próxima Assembleia não deverá ter a maioria absoluta de qualquer um dos partidos, vai evitar-se a discussão do tipo, quem vota a favor, quem vota contra, aprovado pela maioria de deputados do partido socialista.
Qual das ideias, a de ser comparável ao casamento (que é a agora apresentada), ou a de ser uma opção de liberdade de escolha de quem entende não dever casar-se, irá vingar, quando voltar a ser discutida?
Vamos certamente ter discussão séria e a sério, deste e de todos os outros projectos de lei que forem apresentados.
Muito bem, senhor Presidente.

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JM
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