segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MORTE SÚBITA

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FALTOU O DESFIBRILADOR
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Kevin Wildemond, jogador de basquetebol da Ovarense, sentiu-se mal, desfaleceu, entrou em paragem cardíaca e morreu, durante o intervalo do último jogo, no domingo.
Segundo informações, nos jornais, a falta de um desfibrilador, foi determinante para a morte do atleta. No recinto, não havia o que seria preciso para tratar casos destes.
Num País tão avançado como o nosso - com tantas auto-estradas, com milhões de telemóveis, com tecnologia de ponta a nível mundial, com ordenados de gestores de nível planetário, quase com TGV e segundo aeroporto na capital, com dinheiros gastos a rodos por tudo quanto é lado, com preços de obras públicas a resvalarem de modo incompreensível, com estádios de futebol, construídos a preços milionários e agora vazios - podemos admitir que nas competições desportivas não existam os meios necessários para salvar vidas?
Quantos mais atletas, ou espectadores, precisam morrer para que as entidades responsáveis entendam que é obrigatório prover as instalações desportivas, ou outras quaisquer onde se realizem espectáculos, com os meios que permitam tratar convenientemente, seja quem for que necessite? Não tivemos já que chegue, ao longo dos anos, em que os mais mediáticos terão sido Pavão e Feher?
Para que têm servido os nossos governos? Para cobrarem dinheiro e não o utilizarem no que é preciso? Para esbanjarem o que é nosso? Para nos tratarem mal?

Haja vergonha.


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JFM
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2 comentários:

senhor zebedeu disse...

neste momento, a pompa e circunstância sobrepõe-se sempre à necessidade de estruturas base.

segundo me apercebi, o jogo foi efectuado num pavilhão "longe do mundo" e a cerca de 15Kms de Leiria.

Um pavilhão numa localidade, se calhar, com pouca expressão no panorama nacional do basquetebol, mas que, seja porque motivo fôr, decidiu investir em algo.

Admira-me como é que, (não me oponho a que cada "terreola" tenha direito ao seu espaço desportivo), a vontade de mostrar obra, esqueça os Paulos Pintos, que pereceram por aí, por falta de um equipamento que custa cerca de 2500-3000 euros.

É de lamentar a morte do jovem, claro. Mas se calhar lamento mais a pequenez de espírito de todos aqueles que querem obra feita à viva força, mesmo que essas obras não estejam minimamente apetrechadas para responder convenientemente a situações deste calibre.

ATRIBUTOS disse...

Meu caro,

Em qualquer espectáculo desportivo, tem de haver uma equipa médica devidamente apetrechada. Nesse apetrechamento deveria estar um desfibrilador. Se custa 2500-3000 euros, o seu custo é dividido por todos os actos em que a equipa médica intervém. Só tem de fazer parte do material que a equipa médica tem de ter.

Abraço