quarta-feira, 18 de março de 2009

NO "ESCOLA DE LAVORES"

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Domingo

Um chá para Rui Pereira


Terminada a visita oficial a cabo verde, e para ocupar o tempo até à hora do regresso, a comitiva de josé sócrates e os jornalistas que acompanhavam a visita juntaram-se num restaurante da cidade da praia. Na mesa do primeiro-ministro, ficou a ministra da defesa de cabo verde e todos os jornalistas portugueses. Quem parece que não se conformou com a distribuição dos lugares foi o ministro da administração interna. Ainda o café não tinha chegado à mesa, já rui pereira mandava um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates. Assim, sem mais. E antes que houvesse tempo para reagir, lá estava o ministro de pé, coladinho à cadeira da jornalista, para que ela se levantasse e ele se pudesse sentar. Sem um olhar, uma palavra, uma desculpa, uma razão por muito esfarrapada. Até ao fim do jantar, lá ficou sentado, colado, provavelmente com medo de ser remodelado depois dos resultados vergonhosos que apresentou no combate ao crime. Eu sei que é difícil acreditar numa falta de educação de tal calibre. Mas foi exactamente assim que se passou. Eu sei. Eu estava lá. Fui eu que tive que me levantar para o ministro se sentar.
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Resposta do ministro:

Anónimo rui pereira disse...

Estou estupefacto com o seu post e com a ordinária fotomontagem que o ilustra, para os quais pessoa amiga me chamou a atenção. Para seu esclarecimento, parece-me curial dizer-lhe: não jantei com o primeiro-ministro porque eu convidara, antes, para jantar o meu homólogo e quis honrar esse compromisso, na companhia da oficial de ligação do SEF, de um assessor do MAI e de um dirigente do MAI de Cabo-Verde; pediram-me para ir ter,no fim do jantar, à "Quinta da Música", para sair daí para o aeroporto; na falta de mesa, estive em pé, durante algum tempo, a um canto; não falei com nenhum empregado, directamente ou por interposta pessoa, a pedir que me arranjassem o lugar; foi o primeiro-ministro de Portugal que me chamou, a certa altura, para me sentar ao pé dele; nessa ocasião, o lugar estava vago e eu ignorava que alguém lá encontraria; cerca de meia hora ou 45 minutos depois saí para a rua para falar com pessoas da delegação portuguesa; todos estes factos podem ser categoricamente comprovados pelas pessoas que acabo de citar e pelo jornalista da Lusa com o qual troquei impressões; aliás, para ser sincero, se visse a autora deste post não a reconheceria sequer;resta-me lamentar o tom preconceituoso e profundamente injusto do post. Rui Pereira

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ESCLARECEDOR!

(Convirá ler também os "post's" posteriores, sob o mesmo assunto.)

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