terça-feira, 10 de março de 2009

O ALVO DE TODAS AS CRÍTICAS

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A ESPINHA NA GARGANTA DO PARTIDO SOCIALISTA
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Desde há algum tempo que o deputado Manuel Alegre, poeta, Vice-Presidente da AR, e ex-candidato derrotado à Presidência da República, anda a fazer xixi fora do pote socialista.
Dia a dia, anda o nosso Primeiro a dizer que está tudo calmo, que há pluralismo no seio do seu partido, que há estabilidade, e vai ignorando publicamente a rebeldia do deputado socialista mais ouvido no país. Não porque seja o que fala mais, mas porque é o que tem mais credibilidade. Mas ao mesmo tempo que vai ignorando publicamente, o nosso primeiro lá vai dando achegas aos seus pares, os seus papagaios, para que zurzam no poeta.
E lá veio, desta vez, o sr Lello, dizer que Manuel Alegre tinha falta de carácter, e agora o sr Sampaio, a convergir com essas ideias.
E o Vice-Presidente da AR, a continuar calmo e sereno, do alto do seu milhão de seguidores, que o serão ou não, mas que motivaram a criação da Corrente de Opinião Socialista, dentro do próprio partido.
Alegre é socialista e deverá continuar a sê-lo até final. Sócrates não durará sempre, e ele lá estará à espera. Tem uma enorme aceitação do povo socialista e não só, e o seu caminho estará traçado. A próxima eleição para a Presidência da República vai tê-lo como candidato da esquerda. Nada o demoverá desse trajecto, com ou sem o apoio do seu partido de sempre.
Sócrates quer todos a olhar para si como sendo o grande líder, e tem muitos, demasiados até, mas não tem Manuel Alegre.
Ao nosso primeiro, não lhe ficou nada bem ter mandado outros falar por ele, pois que, até no seio do partido, as opiniões divergem, e Lello e Sampaio têm sido criticados pelas suas posturas.
O poeta é uma espinha cravada na garganta do nosso primeiro, e não irá sair facilmente. Para além disso, Sócrates não se pode dar ao luxo de antagonizar seriamente o deputado, principalmente neste ano de tantas eleições. Se o fizer, só ele, Sócrates, perderá.
Ao contrário do líder do partido, Manuel Alegre não fala muito embora não se cale, e é ouvido com toda a atenção sempre que decide falar.

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JM
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