segunda-feira, 23 de março de 2009

PARAGEM OBRIGATÓRIA

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QUIMONDA OBRIGADA A PARAR
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Todos os dias param ou suspendem ou acabam a laboração centenas de empresas em Portugal. Fala-se delas no dia em que se sabe o que lhes está a acontecer e no dia seguinte e depois, ficam no esquecimento total, com os trabalhadores abandonados à sua sorte. Mais tarde, se algo de muito interessante acontecer, voltam as notícias. No caso da Quimonda, as notícias têm sido quase o pão nosso de cada dia. Ora é o ministro que fala e diz tudo fazer para solucionar, ou o Presidente que vai à terra da sede e intercede, ou a administração que procura soluções e garante seja o que for. De uma forma ou de outra, a Quimonda, e ainda bem para os trabalhadores, não têm saído das bocas do povo.
Agora é o anúncio de uma paragem dos trabalhos até à Páscoa. Duas semanas inteirinhas de interrupção. Será um prenúncio de morte? Irão desaparecer as máquinas nesses quinze dias? É que a data da paralização coincide com a data a partir da qual, se não houvesse comprador, a empresa fechava. A administração assegura os salários, mas e depois? Como vai ser? Será que a paragem pode servir para encontrar uma solução viável? Infelizmente não creio!

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JM
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