quinta-feira, 5 de março de 2009

PENSAMENTOS REVOLUCCIONÁRIOS II

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O AGRAVAMENTO DO DESEMPREGO

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Só no mês de Janeiro, temos a acrescentar mais 70 000 desempregados inscritos nas listas.
Está tudo descontrolado, e o governo vem dizer que tudo estava previsto. Já se sabia, dizem, quando há bem pouco tempo diziam que iríamos ultrapassar esta crise com uma perna às costas.
Está tudo doido neste nosso país, que apesar de tudo, continua a dar votos ao partido do governo, para já virtuais, nas sondagens que se vão fazendo por aí.
Estes números são de arrepiar os cabelos e de se ficar realmente assustado. A meta dos 8%, vai ser claramente ultrapassada, e o governo diz que já tomou as medidas necessárias para ultrapassar tudo isto, e que agora só resta esperar.
E enquanto se espera, lá vão aparecendo mais uns milhares de desempregados por dia. Leram bem, milhares de desempregados cada dia que passa. É só fazer contas, setenta mil a dividir por trinta, e infelizmente não vai ficar por aqui.
Em Janeiro, as despesas com o subsídio de desemprego subiram 8,6%, totalizando 142 milhões de euros, e infelizmente não vai ficar por aqui.
O que me parece é que ninguém sabe o que há-de fazer, nem como, e lá vão dizendo umas coisitas aqui e outras ali, para nos taparem os olhos com a peneira.
E quem se vai lixando, e vai ficando por aqui a aguentar esta trampa toda, é como de costume, o mexilhão (nome pomposo a dar a cada um dos Portugueses que dependem do trabalho para sobreviver).

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A NÃO ENTREGA ATEMPADA, DO MAGALHÃES

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O Magalhães nunca mais chega, e as 150 000 crianças que ainda o não receberam estão cada vez mais ansiosas, angustiadas e até um pouco invejosas.
- Os meus colegas do lado já têm e eu não... porquê? Dizem muitas delas, com olhares lacrimejantes e compridos para o computadorzinho "estacionado" à frente do colega do lado.
Se a empresa que o estado quis ajudar com a entrega do contrato para a fabricação dos computadores (ou tão simplesmente a sua montagem, pois que na verdade nada fabricam) não tinha capacidade de resposta, e continua a não ter, a culpa de tal acontecer (o atraso na entrega) é deste executivo.
Mais uma vez se verifica que é verdade que até nas mais pequenas coisas, este governo faz uma propaganda enganosa dos seus produtos, acções e propostas.
Que é feito dos organismos que tutelam estes casos de mentira ou falta de verdade na propaganda? Que fazem, por onde andam? A quem servem? A quem respondem?
E nós, todos os que nos sentimos de uma forma ou de outra enganados, não vamos fazer nada quanto a isso?

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(In O Primeiro de Janeiro, 05-03-2009)
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JM
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