quarta-feira, 22 de julho de 2009

FRACASSO TOTAL - ANDAM A GOZAR COM O NOSSO FUTURO

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SÓ MESMO NO NOSSO PAÍS SOCRÁTICO
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É grave que aconteça em Portugal uma coisa como esta. Não é caso inédito, vai-se passando por esse País fora já há alguns anos, o que é ainda mais grave. É aceite como normal pelos professores e pelos pais, o que o torna vergonhosamente grave. E, o pior de tudo, é que está dentro da lei, que dá margem de manobra às escolas para avaliarem a seu bel-prazer e fazer o que esta escola fez, e outras já fizeram.
Pelos vistos, a reprovação de um aluno, hoje chamam-lhe retenção por causa dos traumas que a palavra causava, é vista como muito negativa para o rácio das escolas, não importando a qualidade do ensino que o educando retêm.
O aluno em causa, frequentador do oitavo ano de escolaridade, tem quinze anos e quatorze "disciplinas" que contam para nota. Dessas quatorze, "chumbou" a nove. Ou melhor, teve nota negativa a nove. De entre essas nove, destacam-se o Português e a Matemática. Apesar disso, o conselho de turma, decidiu que o melhor seria "passar" o aluno. Hoje diz-se "transitar", pois que o termo "passar", é feio e relembra tempos de uma boa educação.
Será que nesta escola, em Darque - Viana do Castelo, alguém ficou "retido" (chumbou)? É que pelo exemplo, todos os outros deveriam estar num quadro de honra (brrr, coisa do antigamente, esta).
Esta passagem administrativa, denota o facilitismo em que vivemos há já alguns anos. O ensino de hoje, está totalmente descredibilizado em Portugal. O tempo em que se estudava para se saber, para se formar um indivíduo melhor, acabou há muito. Por este exemplo se percebe o porquê de tantos e tantos dos nossos jovens não saberem falar a nosso língua, não conhecerem nada da nossa história e não saberem somar dois mais dois.
A hipocrisia deste governo, espelha-se neste exemplo, em todas as Novas Oportunidades, no doutoramento para todos, na posição dos pais que querem os seus meninos diplomados o quanto antes. Hoje a escola parece funcionar apenas para certificar analfabetos, para formar medíocres, para criar (depois das gerações rascas, xis, etc.), a geração Sócrates, que terá, desde que bem integrados nas juventudes partidárias, muitos dos mandantes do amanhã.
Por este caminho, este aluno, ou outro do mesmo quilate, poderá vir a ser o futuro Primeiro Ministro de Portugal.
É este o futuro que queremos para nós e para os nosso filhos?

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(In O Primeiro de Janeiro, 22-07-2009)

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JM
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1 comentário:

Fernando Torres disse...

Poder vir a ser o futuro Primeiro Ministro de Portugal ainda vá lá, o pior é se for para ministro da "educação" e decida que as notas passam a ser levadas a casa...
Cumprimentos do escrevinhador