quinta-feira, 30 de julho de 2009

O ÚLTIMO, POR FAVOR APAGUE A LUZ.

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JÁ FALTOU MAIS, TAMBÉM POSSO IR?
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O cansaço assalta quase toda a gente trabalhadora. O fluxo de gente que entrava em Portugal, vinda de quase todo o ano, começa a abrandar e agora são de novo, mais os que saem que os que entram. E muitos dos que entraram, desistiram e já se foram embora. Dá vontade de ir também!
O nosso nível de vida tem vindo a descer. O desemprego tem vindo a aumentar. As empresas continuam a falir. O investimento quase desapareceu. O governo atira-nos diariamente com areia aos olhos, na vã tentativa de nos cegar e impedir que votemos noutros que não neles. A crise veio para ficar e não dá mostras de abrandar, muito embora o ministro responsável por estas coisas não se canse de dizer que estamos melhor que nunca. O outro, o ainda nosso Primeiro, afirma a pés juntos que ele é o melhor Primeiro que Portugal alguma vez teve, com a desfaçatez que lhe vem da lata e da cara de pau que todos lhe conhecemos.
O certo é que já ninguém quer vir para cá. E os nossos, querem é pôr-se daqui para fora, e depressinha. E não estou a falar dos que, apanhados agora nas malhas da justiça, depois de vidas faustosas e fáceis, a defraudar os que neles acreditaram, gostariam de ter emigrado há dois ou três anos, uma vez que agora, descobertas as maroscas que fizeram nos bancos e nas empresas que representavam, lhes é impossível fazê-lo. Falo do cidadão comum. Do cidadão que sofre na pele as dificuldades do dia a dia, e as incapacidades de quem nos governa para melhorar a vida de cada um.
Cada vez mais apetece dizer que, já agora, também posso ir?

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(In O Primeiro de Janeiro, 30-07-2009)

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JM
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1 comentário:

Força Emergente disse...

Caros amigos
Enquanto Povo e gente esclarecida e de bem, não vamos deixar sair impunes, aqueles, que aos poucos delapidaram o País e nos colocaram na mais grave crise da nossa história. Essa gente miserável e sem vergonha terá de responder pelos crimes cometidos. A eles não os podemos deixar sair. Será aqui que terão de ser julgados.
Em primeiro lugar numa grande manifestação nacional que TODOS os que sentimos a ignomía e o repudio, teremos o dever de lhes demonstrar. No fim de Agosto e antes do fim de Setembro. Não estão em causa ideologias ou programas de governo. Apenas o direito a assumirmos o controlo de um País que é nosso na reivindicação que o Voto que serve para eleger tambem terá de servir para demitir. Acabaram-se os cheques em branco, que possibilitaram que uma criatura menor de nome socrates, tivesse deixado o País de rastos, sem rumo e sem dignidade.
VAMOS RETOMAR PORTUGAL.
TODOS NÃO SEREMOS DEMAIS